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OS EMBALOS DE SÁBADO À NOITE

(26.11.2006)

Hoje me vi atirado no sofá assistindo a um jogo de futebol, e por um instante parei pra pensar: o que diabos está acontecendo com as noites de sábado? Veja bem, meus dois últimos sábados haviam sido lamentáveis; duas festas em que saí com a impressão de que me confundiram com um idiota completo, com a sensação de estar recebendo dos céus uma grande e grotesca torta de creme na cara.

Aí ontem resolvi fazer algo que não fazia há tempo: ir sozinho a uma festa. Sabe como é, voltar a testar minha capacidade de observador da noite e também dar uma volta com o novo carro usado, quatro meses e meio depois de meu irmão ter enfiado nosso Fiesta em um poste, tendo como resultado a perda total e o aumento desgraçado da franquia do seguro.

Entrei no lugar às dez pras duas - porque as festas aqui em Porto Alegre são assim mesmo e começam em horários sem sentido - e em instantes, os fatores foram se somando. Havia cerca de dezesseis pessoas na pista, mais os atendentes do bar. Para meu desespero, a outra pista estava fechada. Ou seja: nós realmente temos dezesseis cabeças na festa. Buscando aliviar a dor, sequei duas cevas 600ml em menos de vinte minutos. Nesse tempo, mais três infelizes entraram no lugar. Agora éramos dezenove. Então preciso ir ao banheiro. Entro lá e me deparo com meio cocô boiando no vaso. Não interessa que mais umas trinta pessoas tenham aparecido do nada nas duas horas seguintes - meu maior passatempo foi ficar escorado na parede com um copo na mão, tentando adivinhar, por interpretação das expressões faciais, quem seria o autor da obra no toalete.

Tragam minhas noites de sábado de volta. Sério.

por Chiquinha - 5 minute não-design de Gabriel - um blog insanus