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PRESTAÇÃO DE CONTAS - FEIRA DO LIVRO
(27.11.2007) Só nesta semana cheguei aos meus verdadeiros números na edição deste ano da Feira do Livro de Porto Alegre. Foram muitos descontos. Vamos a eles: - de R$ 33,00 por R$ 28,90: BUDAPESTE, de Chico Buarque, Companhia das Letras Não vou colocar o valor total aqui pra não esmurrar o monitor. 16:58 | comentários (5)
VOU MORRER E NÃO VOU VER TUDO (23.11.2007) E essa agora: um filme sobre uma VAGINA COM DENTES. Vejam o trailer: Não imagino que esse troço possa passar nos cinemas daqui, mas minha curiosidade é suficiente pra me fazer torcer por isso. Nunca dá pra duvidar dos distribuidores daqui; é bom lembrar que o festival INDIE, que vai rolar em SP, vai exibir um filme chamado CARRO A SANGUE, sobre um vegetariano que inventa um carro cujo combustível é, óbvio, sangue, e precisa matar gente pra abastecer o veículo. ROCKAWAY BEACH (19.11.2007) Tirar férias sem um planejamento pode ser pior do que não tirar e tou sentindo isso na pele. Minha intenção era passar uns dias sozinho em Noiva do Mar, mas fazer isso fora de temporada sem ser saqueado, esquartejado e ter o sangue bebido por arrombadores de casas de praia é praticamente impossível. A solução tem sido passar os dias como nas antigas férias de julho dos tempos de colégio: atirado pelos sofás de casa e por poltronas de cinema no meio da tarde. Um dos hits do sofá até agora é esta belezinha que comprei na semana passada e que já tinha comentado por aqui:
O DVD duplo lançado pela Rhino tem nada menos que QUATRO horas de Ramones ao vivo, desde os tempos em que Dee Dee nem sabia o que fazer com seu contrabaixo até as perfomances do final da carreira do grupo. A qualidade do material varia muito, mas os fãs ardorosos terão lágrimas arrancadas pelos disquinhos. Obviamente, quando estava chegando nas apresentações mais raras - as do meio dos anos oitenta, com Ritchie na bateria -, meu DVD player pifou e só devo assistir ao resto quando o aparelho voltar do conserto, nessa terça-feira. Um adendo: é impossível fazer certas compras na Livraria Cultura sem se sentir um idiota depois. No calor do momento, paguei 98 reais pelo dvd dos Ramones; me pareceu um preço normal prum disco duplo e importado, até ver que o mesmo custa QUINZE dólares na Amazon. Mesmo com frete e impostos, o troço viria por pelo menos trinta reais a menos. Como já disse meu grande amigo Patrick, a Cultura serve simplesmente pra tu manusear as coisas que vai comprar em outro lugar. Nesse caso, ele tá coberto de razão. GAROAS E NOIVOS (12.11.2007) Fui num casamento no sábado passado. Fazia pelo menos dez anos que não ia a um - o último foi o de uma prima em Curitiba; lembro que fomos em uma enxurrada de parentes pra lá e que pararíamos num hotel que um casal de tios havia reservado por telefone. Obviamente, o lugar lembrava o BATES MOTEL: teias de aranha, elevador movido à manivela, um recepcionista corcunda e manco e um suco de laranja natural que parecia ser o resultado de laranjas mastigadas e cuspidas no copo com bagaço e tudo, em vez de espremidas. E ah, tudo, absolutamente TUDO rangia lá dentro. Mas enfim, depois de mais de dez anos, voltei a entrar em uma igreja para testemunhar uma união matrimonial. O noivo, o Luciano, é meu amigo de infância; um cara que, como eu, mora no mesmo lugar desde que nasceu. Hoje em dia, não tenho mais tanto contato com ele exceto encontros esporádicos nos elevadores, mas mesmo assim foi bonito de ver o cara no atlar, com a voz embargada, repetindo as palavras que o padre cantava: "...prometo te amar, na alegria e na tristeza...". A Paola, a noiva, tava mais firme do que ele e enxugava as lágrimas do futuro marido. E sei lá, ainda não me acostumei totalmente à idéia de ver pessoas da minha idade ou mais novas se casando - talvez herança dos meus pais, que se casaram aos 36 e 34 anos. No jantar, acabei parando numa mesa com outros vizinhos de prédio que conheço desde que nasci. Duas mesas ao lado, estava Ruy Carlos Ostermann com um dos braços numa tipóia. Aí os noivos entraram meio correndo de mãos dadas no salão ao som de SHE LOVES YOU, dos Beatles, e foi uma coisa impressionante de tão alto astral. Não podia haver escolha melhor pro momento, ainda mais depois das lágrimas emocionadas no altar. Sempre fico pensando que música usaria nesse tipo de ocasião. Na minha formatura, subi pra pegar o canudo com as caixas tocando THE TRUE HEART OF LOVE, do Ben Weasel, em um volume considerável; uma canção que provavelmente eu era o único a conhecer em todo o auditório, mas que fazia total sentido pra mim, ali. Imagino que entrar num salão cheio de gente querida tendo como trilha sonora a BABY, I LOVE YOU, dos Ronettes na versão dos Ramones, meia hora depois de ter se casado, olha, deve ser digno de infarto coletivo de emoção. Talvez essa fosse minha favorita pro caso, mas por Deus que SHE LOVES YOU me pegou pelo colarinho e me fez pedir uma dose de whisky em homenagem aos noivos. Saí de lá com a festa ainda cheia, meio bêbado e um tanto contemplativo, após meus olhos cruzarem com meu pai dançando IT´S RAINING MEN com minha mãe e mais todas aquelas pessoas que eu deveria ver todos os dias, que moram aqui do lado, mas que só cumprimento na garagem e nas rápidas atravessadas pelo pátio do condomínio. A garoa que caía sobre minha cabeça e sobre meu terno quando saí do salão naquela noite serviu pra me deixar ainda mais pensativo. | |