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12 ANOS DEPOIS...

(22.01.2008)

Comprei minha primeira e única guitarra elétrica em 1996. O modelo e a marca foram escolhidos de acordo com meu talento musical à época - não sabia nem quantas cordas tinha o instrumento; portanto, nenhum. Foi chegar na loja e falar "me vê a mais barata aí" para ser atendido de forma literal pelo vendedor, que me alcançou uma JENNIFER preta com raios azuis, a segunda guitarra mais constrangedora de todo o mostruário (o primeiro lugar sendo de outra Jennifer, de cor rosa-choque). Na foto abaixo, vemos eu, à direita, com a famigerada Jennifer em ação, no ACQUA, ex-LIQUID, em meados de 2003:

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É importante ignorar meu figurino altamente contestável e também aquilo que parece uma bolsa escrotal gigante pairando sobre o vocalista Zottis e o baixista Eduardo, no alto da foto, para prestar atenção no tamanho dos remendos que tive que colocar na Jennifer para conseguir tocar qualquer coisa sem destruí-la em pedaços.

Bem, os anos passaram, a banda da foto não existe mais e continuo com a guitarra horrível que abafa risos de vendedores, amigos, familiares e animais de estimação toda vez que seu nome é mencionado. E o pior é que a maldita quebrava o galho em estúdio sempre que era plugada em um equipamento decente, coisa que obviamente nunca tive.

Acontece que, de uns dois ou três meses pra cá, fui assolado por uma vontade incontrolável de voltar a ter uma banda e de contar de novo com os efeitos terapêuticos de se espancar uma guitarra bem distorcida - mesmo a minha Jennifer tristonha. Então, em um esforço sem precedentes, comprei a belezura abaixo:

Marshall.jpg

Esse Marshall de 50w tem pelo menos o dobro do tamanho que eu precisaria pra praticar em casa - colocar o volume no nível 2 de 10 significa ter as janelas do prédio vibrando por uma tarde inteira; no volume 3, eu provavelmente seria esquartejado por velhinhos na próxima reunião de condomínio. O que importa é que a caixa deu outra vida à guitarra péssima e espero que seja o empurrão que me faltava pra voltar a tocar VALENDO. Só escrevi uma única música até o final em toda a minha vida, mas é possível que isso mude logo. Sou limitadíssimo na guitarra e não canto muito bem, mas essas agruras adolescentes que aparecem de vez em quando não vão esperar a vida toda para virarem música.

por Chiquinha - 5 minute não-design de Gabriel - um blog insanus