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      <title>Garfada</title>
      <link>http://www.insanus.org/garfada/</link>
      <description>Weblog sobre comida, bebida, tabaco e outras luxúrias. Do mocotó ao foie-gras, passando pelo sushi.</description>
      <language>pt</language>
      <copyright>Copyright 2008</copyright>
      <lastBuildDate>Sat, 28 Jun 2008 16:36:54 -0400</lastBuildDate>
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         <title>Tomates diferentes</title>
         <description><![CDATA[<p>No <a href="http://www.gomestic.com/">Gomestic</a>, uma coleção de tomates russos, americanos e mexicanos de tirar o fôlego. De cara, fiquei a fim de experimentar estes russos. Krim negros? Para os mais afoitos, <a href="http://store.tomatofest.com/Black_Krim_p/tf-0063.htm">há sementes</a>.<br /><br /><img src="http://s3.amazonaws.com/readers/gomestic/2008/06/28/197729_1.jpg" alt="" /><br /><br /><br />E um vídeo bônus. Dois meses na vida de um tomate:<br /><br /><div class="youtube-video"><object height="355" width="425"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/F_8VDUheI2o"> </param><param name="wmode" value="transparent"> </param><embed src="http://www.youtube.com/v/F_8VDUheI2o" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"> </embed>     </object></div></p>]]></description>
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         <category>atos de bravura</category>
         <pubDate>Sat, 28 Jun 2008 16:36:54 -0400</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Caffè del Barbiere</title>
         <description><![CDATA[<p>Conheci o trabalho do chef Marcelo Schambeck em um coquetel do projeto <a href="http://historiasdocorpo.net/pat/index.php?option=com_content&view=article&id=9&Itemid=4">Pequenas Ações Terroristas</a>. Chamou a atenção ver que ele montava as bandejas de salgadinhos e docinhos durante o evento, de modo que tudo estava sempre fresco. Depois chamou a minha atenção a originalidade dos petiscos, bem diferentes do arroz-de-festa dos coquetéis (croquetes, empadinhas e quetais). Havia até fatias de pão integral com coalhada e brotos de rabanete, para se ter uma idéia.</p>

<p>Lá peguei um cartão dele e há muito tempo estou para conferir um dos almoços especiais de seu restaurante, o <a href="http://caffedelbarbiere.blogspot.com/">Caffè del Barbiere</a>. Toda quarta e sexta, é a promessa, serve-se um menu baseado no que há de bom no mercado. Entrada e prato principal custam R$ 15. É bom chegar antes do meio-dia ou após as 13h, sob pena de ter de esperar bastante uma das poucas mesas do lugar ser liberada. Ao menos o ambiente é interessante: o café divide o espaço com uma barbearia tradicional ainda em funcionamento e adota a mesma estética. Não se preocupe, há uma parede separando os cabelos cortados de sua comida.</p>

<p>Ao chegar no local e ver os pratos de nhoque e sopa de algum tipo de folha verde, fiquei um tanto decepcionado. Esperava um prato de apresentação luxuosa como os das <a href="http://www.caffedelbarbiere3.blogspot.com/">fotos</a>. Mas logo me dei conta de que era perfeito: se Schambeck conseguisse fazer um nhoque e uma sopa de espinafre que surpreendessem, ganharia muito mais o meu respeito. É fácil agradar com pratos diferentes e/ou estrambólicos, difícil é fazer bem o básico. </p>

<p>E posso dizer que o chef conseguiu surpreender. A sopa e o molho de carne de panela do nhoque estavam excelentes. O maior mérito de Schambeck é não ter receio de temperar a comida. De fato, confia tanto em seu gosto que nem mesmo há queijo ralado extra, sal ou pimenta na mesa. Faz bem em confiar, porque tem bom gosto. Se dá para reclamar de alguma coisa, é que a sopa talvez pudesse ter um tiquinho menos de pimenta. Nada que prejudicasse. Para a sobremesa, pedi tiramisú (R$ 5), seguindo a mesma linha de raciocínio de testar o básico. Aí, outra surpresa: o doce italiano que sofre tanto vilipêndio no Brasil estava perfeito, numa porção individual em taça com mascarpone de verdade por cima e bastante Amaretto no fundo. </p>

<p>O Barbiere também oferece várias opções de sanduíches, calzones e quiches interessantes e um bom café espresso. O atendimento é simpático e o próprio Schambeck leva a comida à mesa em alguns momentos, aproveitando para perguntar a opinião dos clientes.</p>

<p>CAFFÈ DEL BARBIERE - <a href="http://maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&hl=pt-BR&msa=0&msid=110985377784036123886.00044ad71ec9fe36706db&ll=-30.02877,-51.22427&spn=0.007765,0.018797&z=16&iwloc=000450ad9c71a782c5f19">Mapa</a><br />
Rua Jerônimo Coelho, 188<br />
51 3019-4202</p>]]></description>
         <link>http://www.insanus.org/garfada/archives/2008/06/caffe_del_barbiere.html</link>
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         <category>restaurantes</category>
         <pubDate>Fri, 27 Jun 2008 21:48:51 -0400</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Arroz frito com legumes</title>
         <description><![CDATA[<p><img alt="arroz_frito1.jpg" src="http://www.insanus.org/garfada/arroz_frito1.jpg" align="left" width="300" height="225" />Alguns dos leitores devem saber que eu já fui vegetariano, mas deixei de sê-lo devido a uma depressão profunda causada pelo mau gosto culinário das pessoas que evitam ingerir "pedaços de bicho morto". Vale a pena fazer ao menos uma visita na vida a um restaurante vegetariano, para se ver em primeira mão como é possível estragar vegetais, cereais e laticínios perfeitamente bons cozinhando-os da maneira errada e sem preocupação alguma com temperos. Pois se em algum lugar tivessem me servido arroz frito à moda do Sudeste Asiático, eu talvez ainda fosse vegetariano.</p>

<p>O princípio básico é abusar do gengibre, pimenta, cebola, pimentão, molho de soja e <em>nam pla</em> para formar a base de sabor sobre a qual se acrescentarão outros legumes, cogumelos, carnes ou tofu. Pode-se usar arroz branco ou arroz integral. No caso dessa receita, usei arroz integral cateto, de grão mais curto. Quanto ao shoyu, tenho usado uma marca importada chamada <a href="http://chinesefood.about.com/library/blphotosoysauce.htm">Pearl River Bridge</a>, muito boa. Também usei um pouco de cúrcuma fresca, apenas para ver no que dava, mas fora o tom amarelado, não melhorou muito o prato. Completamente dispensável.</p>

<p>ARROZ FRITO COM TOFU</p>

<p><li>1 xícara de arroz cozido apenas com sal e pouco óleo, de preferência no dia anterior<br />
<li>1 cebola média<br />
<li>1/2 pimentão<br />
<li>1 cenoura<br />
<li>100g de broto de feijão<br />
<li>200g de tofu<br />
<li>3 ou 4 centímetros de gengibre<br />
<li>1 pimenta dedo de moça fresca (ou seu tipo preferido)<br />
<li>Molho de soja<br />
<li>Nam pla (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Fish_sauce">molho de peixe fermentado</a>)<br />
<li>Óleo</p>

<p>Corte a cebola e o pimentão em tiras largas, a cenoura à juliana ou em rodelas. Pique o gengibre e a pimenta bem miúdo. Aqueça o óleo em um wok ou panela grande e comece a refogar o gengibre e a pimenta, depois a cebola e o pimentão, finalmente a cenoura. Dê uns dois ou três minutos em fogo alto e acrescente o broto de feijão e o tofu. Se quiser, pode usar cogumelos paris no lugar do tofu.</p>

<p>Mexa e remexa, então derrame duas colheres de sopa de nam pla e quatro colheres de sopa de molho de soja na panela. O nam pla vai gerar um aroma, digamos, esteticamente desafiador, mas pode confiar, que fica bom.</p>

<p>Abaixe o fogo e deixe o conteúdo da panela apurar por um ou dois minutos. Depois acrescente o arroz cozido e refogue-o, mexendo sempre antes do ponto em que começaria a queimar - uma dica é esperar algum estalo e então mexer. Muito cuidado, porque o arroz queimado transmite o sabor para todo o conteúdo da panela, mesmo que seja apenas meia dúzia de grãos.</p>

<p>Sirva com cebolinha ou coentro picado, molho de soja, fatias de limão e molho de pimenta forte. A melhor bebida para acompanhar é cerveja. Esse prato também pode ser feito com qualquer tipo de carne, mas nesse caso ela deve ser acrescentada em tiras finas junto com a cebola, e não no final do cozimento.</p>]]></description>
         <link>http://www.insanus.org/garfada/archives/2008/06/arroz_frito_com_legumes.html</link>
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         <category>receitas</category>
         <pubDate>Tue, 24 Jun 2008 10:17:18 -0400</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>O Wendy&apos;s está vindo para o Brasil</title>
         <description><![CDATA[<p><a href="http://br.invertia.com/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200806231300_IVN_77145487">Não é fast food, é Wendy's.</a> Ou será, pelo menos.</p>

<p>[Obrigado, Bruno]</p>]]></description>
         <link>http://www.insanus.org/garfada/archives/2008/06/o_wendys_esta_vindo_para_o_brasil.html</link>
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         <category>junk food</category>
         <pubDate>Mon, 23 Jun 2008 15:46:42 -0400</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Más notícias para quem come banana...</title>
         <description><![CDATA[<p>... no <a href="http://www.nytimes.com/2008/06/18/opinion/18koeppel.html?_r=1&oref=slogin">NYT</A>. As notícias estão no NYT, não os comedores de banana. Suponho que pessoas comam banana no NYT, mas as notícias não atingem apenas eles.</p>]]></description>
         <link>http://www.insanus.org/garfada/archives/2008/06/mas_noticias_para_quem_come_banana.html</link>
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         <category>produtos</category>
         <pubDate>Sun, 22 Jun 2008 22:52:36 -0400</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Dica de vinho para o inverno</title>
         <description><![CDATA[<p>Não entendo nada de vinhos. A sofisticação de minha análise não passa do gosto/não gosto e de identificar muita acidez ou excesso de álcool no sabor da bebida. Ainda assim, de vez em quando um vinho me faz exclamar "Homessa! Aqui tens um material de qualidade para a libação a Dionísio!". É o caso dos produtos da vinícola uruguaia <a href="http://www.stagnari.com/">H. Stagnari</a>. Recomendo fortemente a variedade tannat, pela qual a Banda Oriental é famosa. A garrafa custa uns onze dólares em Rivera. Encomende a seu contrabandista de confiança. No Mercado Público de Porto Alegre os vinhos da H. Stagnari também estão disponíveis, por entre R$ 20 e R$ 30. </p>]]></description>
         <link>http://www.insanus.org/garfada/archives/2008/06/dica_de_vinho_para_o_inverno.html</link>
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         <category>bebidas</category>
         <pubDate>Tue, 17 Jun 2008 10:30:46 -0400</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Risoto de cogumelos porcini</title>
         <description><![CDATA[<p><img alt="risoto_porcini.jpg" align="right" src="http://www.insanus.org/garfada/risoto_porcini.jpg" width="225" height="300" />Volta e meia perguntam qual é meu prato preferido. Nunca sei bem o que responder, mas acho que são os risotos. Gosto tanto de comê-los quanto de prepará-los. Uma receita clássica que nunca tinha tentado é o risoto de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Porcini">cogumelos porcini</a>, então resolvi fazê-lo no Dia dos Namorados.</p>

<p>Antes de mais nada, não se assuste quando chegar ao Mercado Público de sua cidade e pedir porcini. Aqui em Porto Alegre o quilo custa R$ 300, mas na verdade eles são muito leves e se usa pouco, cerca de 30g por risoto. Se puder escolher, prefira aqueles com cor tendendo para o creme e os menores, deixando de lado os muito escuros e grandes. As dicas e a receita são de <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=3724&tipo=2&isbn=8533607571">Marcella Hazan</a>.</p>

<p>Trata-se de um risoto extremamente simples, porque o objetivo é fazer o sabor dos <i>funghi</i> predominar. Nem mesmo se cozinha o arroz em vinho branco, como é normal. Portanto, evite usar muita cebola ou queijo parmesão de má qualidade, que dá um gosto rançoso.</p>

<p>RISOTO DE FUNGHI PORCINI</p>

<p><li>2 xícaras de arroz arbório<br />
<li>30g de porcini<br />
<li>1 cebola mínima<br />
<li>2 colheres de sopa de manteiga<br />
<li>2 colheres de sopa de óleo vegetal<br />
<li>1/3 de xícara de parmesão ralado<br />
<li>Caldo de carne ou legumes<br />
<li>Sal<br />
<li>Pimenta do reino</p>

<p>Ao menos meia hora antes de começar tudo, deposite os porcini secos em uma tigela grande e encha com água fria. De vez em quando faça marolas com a mão, para eles soltarem qualquer grão de terra indesejável. É importante que a tigela seja grande, para que as partículas se depositem no fundo. A água vai ficar bem escura. Não a jogue fora. </p>

<p>Se tiver caldo de carne ou legumes caseiro, vai precisar de mais ou menos dois litros. Caso contrário, use apenas um cubo de caldo para dois litros de água. Deixe o líquido próximo do ponto de fervura durante todo o cozimento do arroz.</p>

<p>Pique bem picado uma cebola extremamente pequena. Aqueça o óleo numa panela e derreta metade da manteiga. Assim que a espuma baixar, refogue a cebola por alguns segundos, até ficar transparente. Junte o arroz, mexa algumas vezes e então despeje uma concha de caldo. A partir desse ponto você não poderá se afastar mais da panela. Assim que a água evaporar, acrescente outra concha de caldo, e assim por diante, durante dez minutos.</p>

<p>Após dez minutos, junte ao risoto os cogumelos e uma concha da água em que eles estavam. Continue cozinhando até o arroz ficar mastigável, porém firme. Uma dica é observar como o risoto se comporta quando você passa a colher no fundo da panela. Se ele escorrer vagarosamente para cobrir o fundo, está no ponto que os italianos chamam <i>all'onda</i>. Caso falte caldo, use a água dos cogumelos para completar o cozimento. Aproveite para testar o sal.</p>

<p>Assim que terminar, acrescente ao risoto a pimenta do reino, a manteiga restante e o queijo parmesão. Misture duas ou três vezes e sirva imediatamente, com mais parmesão e pimenta para acompanhar.</p>]]></description>
         <link>http://www.insanus.org/garfada/archives/2008/06/risoto_de_cogumelos_porcini.html</link>
         <guid>http://www.insanus.org/garfada/archives/2008/06/risoto_de_cogumelos_porcini.html</guid>
         <category>receitas</category>
         <pubDate>Mon, 16 Jun 2008 12:36:43 -0400</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Sopa instantânea caseira</title>
         <description><![CDATA[<p><img align="left" alt="missoshiro.jpg" src="http://www.insanus.org/garfada/missoshiro.jpg" width="300" height="225" />Este inverno está servindo para me viciar em sopa de missô. Graças à minha mulher, que insistiu para comprarmos massa de soja numa viagem ao supermercado algumas semanas atrás, tenho algo quente e leve para tomar quando chego do trabalho no meio da noite. O missoshiro exige apenas água fervente, uma colher de sopa de missô e cebolinha verde. </p>

<p>Se quiser elaborar um pouco mais, sugiro comprar broto de feijão e tofu. Corte o "queijo de soja" em cubos, pique a cebolinha e disponha ambos junto com um punhado de brotos no fundo de uma tigela. Por cima, uma colher de sopa de missô. Derrame a água fervente sobre os ingredientes e vá mexendo até a massa de soja se dissolver completamente. Deixe descansar por alguns minutos, durante os quais o broto de feijão ficará ligeiramente cozido, mas mantendo a crocância. Só tome cuidado, porque os fios de broto espalham sopa para tudo quanto é lado ao serem retirados da tigela numa colher.</p>]]></description>
         <link>http://www.insanus.org/garfada/archives/2008/06/sopa_instantanea_caseira.html</link>
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         <category>receitas</category>
         <pubDate>Mon, 09 Jun 2008 12:44:27 -0400</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Minha primeira experiência com trufas</title>
         <description><![CDATA[<p><img align="left" alt="oleo_trufado.jpg" src="http://www.insanus.org/garfada/oleo_trufado.jpg" width="225" height="300" />Há algum tempo um amigo da família, sabendo que sou grande fã de gastronomia, deu-me de presente o vidro de azeite trufado aí da foto. É da marca <a href="http://www.oliviers-co.com.br/">Oliviers & Co.</a> e não sei quanto custou, mas supostamente é bem caro. Não sei se é feito com <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Tuber_(genus)">trufas negras ou brancas</a>. Aposto nas negras, mais baratas. Só espero que não seja produzido com <a href="http://www.nytimes.com/2007/05/16/dining/16truf.html?_r=1&oref=slogin">aroma sintético desse tipo de fungo</a>.  </p>

<p>Para experimentar o azeite, preparei uma omelete na manteiga e um ovo frito bem mole, ambos com um pouco de pimenta do reino. Se o objetivo é sentir o sabor das trufas, o melhor é usar algo bastante simples como base. Outras possibilidade são pães frescos, risotos com poucos ingredientes ou um humilde espaguete com manteiga.</p>

<p>A verdade é que foi difícil identificar o sabor da trufa no ovo. Quer dizer, evidentemente havia algo diferente sobre a língua, mas demorou até o cérebro conseguir separar os sabores. Depois disso, percebi que a trufa tem um gosto meio terroso como o de outros cogumelos, mas acompanhado de outros elementos complexos. Foi um tanto decepcionante, pois esperava um sabor bem mais marcante. Apesar da quebra de expectativa, porém, devo dizer que definitivamente gosto de trufas.</p>]]></description>
         <link>http://www.insanus.org/garfada/archives/2008/05/minha_primeira_experiencia_com_trufas.html</link>
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         <category>luxos</category>
         <pubDate>Sat, 31 May 2008 21:09:59 -0400</pubDate>
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            <item>
         <title>Restaurante São Rafael - Cisco</title>
         <description><![CDATA[<p>As informações sobre a localização do restaurante e o cardápio do jantar estão <a href="http://www.insanus.org/garfada/archives/2008/05/visita_ao_restaurante_sao_rafael.html">neste post</A>. Abaixo, meus comentários:</p>

<p><UL><LI>Eu sou nojento para comer. Muito nojento. Perguntem para minha mãe. Mas nesse jantar descobri que como agrião, creme de berinjela e o palmito do São Rafael. Mas, palmito, só se for igual ao do São Rafael.</LI><P><LI>Quando o prato chegou, o Träsel teve dificuldade de acreditar que o item no centro era um camarão. É exatamente assim que os camarões devem ser: grandes, crocantes sem terem uma casca dura, macios sem serem molengas. Eu trocaria um braço pela chance de comer camarão assim sempre que quisesse.</LI><P><LI>Normalmente, não sou grande fã de combinações de doce com salgado, mas o pato com coulis de frutas vermelhas foi bom o suficiente para ser o único prato que me fez pensar "maldição, eles podiam ter servido o triplo disso".</LI><P><LI>O risoto de ervas estava excelente, melhor do que a costela de cordeiro (meu pedaço tinha mais nervo do que carne, problema que não aconteceria com uma porção de tamanho normal). O molho de hortelã era sutil e funcionou bem com a carne.</LI><P><LI>Algumas informações sobre o restaurante: o almoço é bufê executivo, com grelhados e mini-bufê de sobremesa (R$18,90 por pessoa). Obviamente, não posso comentar a qualidade do almoço, mas experimentarei da próxima vez que estiver nas redondezas a trabalho. O restaurante costumava ser uma churrascaria, mas a mudança do perfil gastrônimo da região e o fortalecimento da competição levaram à reforma em fevereiro.</LI><P><LI>Segundo a chef, Valérie La Fay, a cozinha do restaurante é uma das mais completas do país, com equipamento para trabalhar com todo o tipo de técnica. Há inclusive uma churrasqueira, herança da identidade passada do restaurante. Variedade costuma ser um ponto positivo, mas não tenho certeza que a presença de tantos equipamentos e materiais não acabe por impedir a especialização do menu. <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mission_creep">Mission creep</A> não é um problema apenas para operações militares e burocracias estatais, afinal. Leitores?</LI><P><LI>O serviço é bom, mas ainda tem o tom errado. Como o restaurante costumava ser uma churrascaria e manteve a equipe do passado, o resultado é um restaurante para executivos onde os garçons chamam o cliente de "amigão" e o maître informa que o chope "é Brahma e vem geladinho". Meu gosto pessoal por serviço em restaurantes me faz preferir este tipo de atendimento, mas ele não se encaixa no ambiente e provavelmente não agradará ao novo público-alvo. O treinamento da equipe realinhará os à nova identidade do local com o tempo, mas por hora há um forte contraste entre o ambiente sofisticado e a equipe informal.</LI><P><LI>Durante o jantar, o Träsel comentou que todas as carnes estavam no ponto certo: nada estava cozido ou assado ou crocante de mais ou de menos. Crocância, maciez, suculência: classifiquem a carne como quiserem, tudo estava equilibrado. Estamos tão acostumados a avaliar a comida pelos defeitos que evocam que foi difícil, pelo menos para mim, notar que não havia nada explicitamente de errado para observar.</LI><P><LI>Como o jantar era uma degustação, as porções servidas eram pequenas. As fotos que o Träsel tirou dos pratos (e que aparecerão em outro post) devem ser interpretadas como miniaturas dos pratos reais. Cada um jantou três pratos diferentes, mas os pratos servidos em dias normais (que variam entre R$30,00 e R$50,00) servem duas pessoas, segundo o maître.</LI><P><LI>A equipe do Garfada foi convidada a jantar no restaurante; logo, ninguém pagou nada, a bebida fluiu livremente e a comida certamente foi preparada com ainda mais atenção e qualidade do que de costume. Escrevi mais comentários sobre a situação <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2406">neste post</A> em meu blog pessoal.</UL></p>

<p>Aí está. Comentaristas, especialmente os que também conhecem o Restaurante São Rafael, estão convidados a pitaquear.</p>]]></description>
         <link>http://www.insanus.org/garfada/archives/2008/05/restaurante_sao_rafael_cisco.html</link>
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         <category>restaurantes</category>
         <pubDate>Wed, 28 May 2008 02:39:59 -0400</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Visita ao Restaurante São Rafael</title>
         <description><![CDATA[<p>Essa noite, a equipe do Garfada (a saber, Träsel e Cisco) foi gentilmente convidado a participar de um jantar-menu degustação com harmonização no Restaurante São Rafael. Como cada um vai fazer um post sobre sua experiência, este post reúne alguns dados comuns a ambos os posts para facilitar sua leitura e redação.</p>]]></description>
         <link>http://www.insanus.org/garfada/archives/2008/05/visita_ao_restaurante_sao_rafael.html</link>
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         <category>restaurantes</category>
         <pubDate>Wed, 28 May 2008 00:55:21 -0400</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Fasulata</title>
         <description><![CDATA[<p><img align="right" alt="fasulata.jpg" src="http://www.insanus.org/garfada/fasulata.jpg" width="300" height="225" />Após duas semanas de calor, o outono volta à sua programação normal aqui em Porto Alegre, com dias perfeitos para se fazer uma boa sopa. Vou ler a seção de gastronomia do jornal britânico <a href="http://www.guardian.co.uk">The Guardian</a> e encontro essa <a href="http://lifeandhealth.guardian.co.uk/food/recipe/0,,2281139,00.html">receita de fasulata</a>, uma sopa de feijões brancos típica da Grécia. Na Europa, os feijões brancos são muito mais populares do que os pretos ou vermelhos. Durante um verão na Grécia, comprava-os enlatados com molho de tomate e fazia deles meu almoço. Enfim, como tinha no armário uns feijões brancos querendo há tempo ser usados, <i>voilá</i>!</p>

<p>No fundo, a fasulata é mais indicada para o verão, já que na Grécia faz um calor terrível. Uma pista disso é o fato de levar menta e limão, ingredientes refrescantes. A receita também exige queijo feta, de ovelha e cabra, para polvilhar em cima, mas no Brasil custa caro e é difícil encontrar, então não usei. Se puder encontrar algum queijo fresco de ovelha ou cabra, provavelmente será um bom substituto. Duvido que queijos curados caiam bem numa fasulata.</p>

<p>FASULATA</p>

<p><li>250g de feijão branco<br />
<li>1 lata de tomates pelados<br />
<li>1 tomate maduro<br />
<li>1 cenoura<br />
<li>1 talo de aipo<br />
<li>1 cebola<br />
<li>2 colheres de sopa de azeite virgem<br />
<li>2 colheres de sopa de vinagre de vinho<br />
<li>1/2 colher de sopa de orégano<br />
<li>1 punhado de salsa<br />
<li>1/2 punhado de menta<br />
<li>Alguns ramos de tomilho</p>

<p>Deixe os feijões de molho na água fria de um dia para o outro, numa caçarola. No momento de preparar, acrescente o tomilho e o tomate inteiro, encha a panela com mais água se necessário e ferva durante uma hora. Ao final dessa hora, o volume de líquido deve ser o dobro do volume de feijão. Caso seja preciso, retire ou acrescente água. Elimine o tomate e o tomilho.</p>

<p>Pique a cebola, o aipo com algumas de suas folhas, a cenoura e junte ao cozido. Acrescente também os tomates enlatados e os outros temperos, menos a menta e a salsa. A receita original pedia azeite extravirgem, mas é desperdício fervê-lo, então use qualquer azeite de oliva. Salgue o cozido, mas deixe a pimenta para os últimos dez minutos.</p>

<p>Após mais uma ou duas horas, ponha na panela pimenta do reino moída, a menta e a salsa, verifique e corrija o sal, ferva por mais cinco minutos e sirva. Parece incrível, mas como diz a receita original, espremer um limão por cima da sopa melhora muito o sabor. Prefira limões sicilianos.</p>]]></description>
         <link>http://www.insanus.org/garfada/archives/2008/05/fasoulata.html</link>
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         <category>receitas</category>
         <pubDate>Sun, 25 May 2008 22:44:45 -0400</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Genérico de Coffee Coke</title>
         <description><![CDATA[<p><img align="right" alt="classic_impact_blog.jpg" src="http://www.insanus.org/garfada/classic_impact_blog.jpg" width="110" height="200" />A <a href="http://www.newagebebidas.com.br/">New Age Bebidas</a> lançou um refrigerante de cola com café no Brasil. Ao ver as garrafas no supermercado, fiquei imediatamente animado, como todo bom viciado na água negra da vida. Infelizmente, o refrigerante acabou ficando doce demais e o sabor tende mais para o caramelo do que para o café e deixa um travo ruim na boca. Desse jeito, não vai agradar nem aos amantes de café, nem aos amantes de Coca-Cola. Lamentável. Continuo querendo provar a <a href="http://www.coca-colablak.com/us/index.jsp">Coca-Cola Blak</a>.</p>

<p>Foto surrupiada do <a href="http://www.mentesdesign.com.br/blog/?p=877">Mentes Ociosas</a>.</p>]]></description>
         <link>http://www.insanus.org/garfada/archives/2008/05/generico_de_coffee_coke.html</link>
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         <category>bebidas</category>
         <pubDate>Wed, 21 May 2008 17:14:18 -0400</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Jantar adocicado no Kos</title>
         <description><![CDATA[<p>Depois de duas tentativas frustradas, finalmente consegui conhecer o restaurante Kos nesse sábado -- nas primeiras duas vezes, estava fechado, embora todos os guias digam que o horário é das 11h às 0h. O que mais chama a atenção é a fixação do chef em molhos doces, a maioria à base de mel.</p>

<p>Começamos com um ceviche de salmão com limão siciliano, que estava excelente. A textura era quase a de um filé tártaro de peixe, com cebolas bem picadas. Acompanha pãozinho torrado. Os pratos principais foram carré de cordeiro com molho de mel com ervas e cuscus de legumes e o mais famoso da casa, o filé de salmão com camarão em cama de batatas royal marriage. Esse último prato <a href="http://www.mapia.com.br/locations/3057/photos?p=163">vem na forma de uma torre</a>, talvez um tributo à formação em arquitetura de Caco Zanchi, dono do lugar. Ambos agradaram bastante, embora lá pelas tantas o mel tenha começado a enjoar. Provavelmente a culpa foi nossa, porque afogamos cada pedaço de carne no molho. </p>

<p>O filé de salmão e o camarão estavam no ponto certo, mas o cordeiro -- igualmente bem-apresentado -- poderia ser menos passado. Já o cuscus estava mais saboroso do que a cama de batatas do peixe. De sobremesa, encaramos um doce de aipim com sorvete. Bizarro, porém gostoso. Havia também um doce de berinjela com sorvete. Para beber, cerveja artesanal Slava Pils em garrafa de um litro. Juntando tudo, gastamos R$ 150 em duas pessoas. </p>

<p>O Kos, homônimo de uma <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Kos">ilha grega</a>, tem já de saída um grande mérito, que é propor uma cozinha autoral em Porto Alegre. Há poucos restaurantes na cidade que se arriscam a criar novos pratos e o fazem com competência. A maioria ou se limita a seguir as receitas clássicas da região culinária com que trabalham, ou então tenta inventar e dá à luz aberrações gastronômicas. Nada contra o primeiro tipo, as melhores casas da cidade entram nessa categoria. Já no ramo da teratogenia alimentar temos a maioria das churrascarias, pizzarias e restaurantes japoneses, cujos bufês às vezes parecem um quadro de Bosch. O Kos, porém, consegue reunir a cozinha mediterrânea com a brasileira e ainda dar uns toques de Países Baixos sem parir monstros, embora não sejam pratos que agradem a todo mundo.</p>

<p>KOS<br />
Rua Dinarte Ribeiro, 50 - <a href="http://maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&hl=pt-BR&msa=0&msid=110985377784036123886.00044ad71ec9fe36706db&ll=-30.01963,-51.203606&spn=0.007748,0.014591&z=16&iwloc=00044d8c73460c0afa68f">Mapa</a><br />
51 3013-5333</p>]]></description>
         <link>http://www.insanus.org/garfada/archives/2008/05/jantar_adocicado_no_kos.html</link>
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         <category>restaurantes</category>
         <pubDate>Sun, 18 May 2008 23:44:40 -0400</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Pasta de gorgonzola</title>
         <description><![CDATA[<p>Acepipe simples e eficiente: você vai precisar apenas de um pedaço de queijo gorgonzola e de nata. Possivelmente seja difícil encontrar nata longe do Sul. Trata-se de um creme de leite fresco, sem soro. Se mora em São Paulo, tente encontrar no supermercado gaúcho que abriu na cidade, o Zaffari. Se não, tente substituir por cream cheese ou coalhada, embora não seja a mesma coisa.</p>

<p>Despedace o gorgonzola em uma tigela e acrescente um volume igual de nata. Usando um mixer ou mesmo um garfo, misture ambos até formar uma pasta homogênea e levemente esverdeada. Caso veja que está ficando seco, vá acrescentando mais nata aos pouquinhos.</p>]]></description>
         <link>http://www.insanus.org/garfada/archives/2008/05/pasta_de_gorgonzola.html</link>
         <guid>http://www.insanus.org/garfada/archives/2008/05/pasta_de_gorgonzola.html</guid>
         <category>receitas</category>
         <pubDate>Mon, 12 May 2008 11:28:11 -0400</pubDate>
      </item>
      
   </channel>
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