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      <title>Garfada</title>
      <link>http://www.insanus.org/garfada/</link>
      <description>Weblog sobre comida, bebida, tabaco e outras luxúrias. Do mocotó ao foie-gras, passando pelo sushi.</description>
      <language>pt</language>
      <copyright>Copyright 2009</copyright>
      <lastBuildDate>Fri, 13 Feb 2009 23:59:08 -0400</lastBuildDate>
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         <title>Novo Garfada</title>
         <description><![CDATA[<p>Peço desculpas aos leitores pelo marasmo reinante neste blog nos últimos tempos, mas estava realizando algumas mudanças importantes -- para não falar em estar trabalhando horrores e, depois, curtindo merecidas férias. Bem, como já aconteceu com o <a href="http://trasel.com.br/blog/">Martelada</a> e o <a href="http://www.trasel.com.br/conversas/">Conversas Furtadas</a>, este veículo de gastronomia ganha uma nova casa a partir de hoje:</p>

<p><a href="http://www.trasel.com.br/garfada/">www.trasel.com.br/garfada/</a></p>

<p>A estréia é em alto estilo, com uma resenha sobre <a href="http://trasel.com.br/garfada/?p=555">restaurantes colombianos</a> -- para compensar o design ainda meio tosco.</p>

<p>Não se esqueçam de atualizar seus leitores de RSS. O novo link é http://feeds2.feedburner.com/garfada.</p>]]></description>
         <link>http://www.insanus.org/garfada/archives/2009/02/novo_garfada.html</link>
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         <category>notícias</category>
         <pubDate>Fri, 13 Feb 2009 23:59:08 -0400</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Suco de milho</title>
         <description><![CDATA[<p>Esses dias, voltando de Santa Catarina, paramos no posto Irmãos Benetti, em Torres, para almoçar o famoso a la minuta do local -- famoso mais por suas quantidades absurdas, apenas uma porção pode servir até três pessoas com uma fome normal. Já tinha visto máquinas de suco de milho em alguns outros estabelecimentos do litoral. Resolvi provar. A foto abaixo mostra minha reação ao primeiro gole:</p>

<center><a href="http://www.flickr.com/photos/28347774@N06/3175220954/" target="_blank" title="Hmmmm... por Garfada, no Flickr"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3265/3175220954_d64548cf48_m.jpg" width="180" height="240" alt="Hmmmm..." border="0" hspace="3" /></a></center>

<p>O sabor é muito parecido com o da pamonha. O "suco" na verdade é uma vitamina de milho batido com leite, bem denso e levemente doce. Creio que faltou um pouco de gelo no copo, para não ficar tão embuchante. O veredito é que o suco de milho não é ruim, mas também não pediria de novo. Meio sem graça.</p>]]></description>
         <link>http://www.insanus.org/garfada/archives/2009/01/suco_de_milho.html</link>
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         <category>atos de bravura</category>
         <pubDate>Fri, 30 Jan 2009 12:06:34 -0400</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Melão desidratado</title>
         <description><![CDATA[<p>Os supermercados Zaffari de Porto Alegre finalmente têm uma das melhores coisas do mundo para oferecer: <a href="http://www.insanus.org/garfada/archives/2007/09/doce_natural.html">melão desidratado</a>. Sério, tem um sabor inacreditável. Quase uma bala de goma natural. É da importadora <a href="http://www.irmaosbenassi.com.br/">Irmãos Benassi</a>, mas o rótulo não informa o país de origem. Custa caro, algo entre R$ 10 e R$ 15 por uma embalagem com 200g, mas vale a pena vez ou outra.</p>]]></description>
         <link>http://www.insanus.org/garfada/archives/2009/01/melao_desidratado.html</link>
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         <category>produtos</category>
         <pubDate>Tue, 13 Jan 2009 17:26:05 -0400</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>EXTRA! Sorvete de pistache de verdade!</title>
         <description><![CDATA[<center><a href="http://www.flickr.com/photos/28347774@N06/3175220948/" title="Sorvete de pistache por Garfada, no Flickr"><img src="http://farm2.static.flickr.com/1355/3175220948_e0696f4b22.jpg" width="375" height="500" border="0" alt="Sorvete de pistache" /></a></center>

<p>Amo pistache. Passei a vida pedindo sorvete de pistache quando ia pela primeira vez a uma sorveteria e passei a vida me decepcionando. Na praia de Garopaba, Santa Catarina, finalmente consegui superar essa frustração de provar "sorvetes de pistache" com sabor de perfume. </p>

<p>A sorveteria .BOM oferece um sabor chamado "pistache verde de Bronte" que tem o sabor exato da castanha. Chega a ser quase salgado. Custa uma pequena fortuna -- R$ 6,50 -- por um pote relativamente bem servido, mas vale a pena, acreditem. <a href="http://www.bronteinsieme.it/BrIns_en/4ec_en/pist_en.html">Bronte</a> é uma região da Itália, na ilha da Sicília, cuja principal atividade econômica parece ser a produção de pistache. Não sei se a essência do sorvete é feita lá, ou se é apenas uma referência cultural.</p>

<p>A sorveteria .BOM tem bufê, com sabores mais ou menos tradicionais, e vende sabores especiais por bola, com valores entre R$ 4,50 e R$ 6,50. O sorvete é artesanal, feito com creme de leite no lugar de gordura vegetal hidrogenada. Outras opções excelentes são avelã, torta de limão, pêssego com Amaretto, tiramisú e goiaba.</p>

<p>SORVETERIA .BOM<br />
Av. Prof. João Orestes de Araújo, 300 - <a href="http://maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&hl=pt-BR&msa=0&msid=110985377784036123886.00044ad71ec9fe36706db&ll=-28.023557,-48.620081&spn=0.00752,0.013819&z=16">Mapa</a><br />
Garopaba - Santa Catarina</p>]]></description>
         <link>http://www.insanus.org/garfada/archives/2009/01/extra_sorvete_de_pistache_de_verdade.html</link>
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         <category>dicas</category>
         <pubDate>Fri, 09 Jan 2009 20:38:34 -0400</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>MDC gastronômico</title>
         <description><![CDATA[<p>Hoje no Café dos Cataventos, na <a href="http://www.ccmq.com.br/">CCMQ</A>, eu e minha esposa decidimos pedir um pão de queijo cada. Depois de dez minutos, o garçom apareceu para anotar nosso pedido, mesmo com o café semivazio. Cada pão de queijo custava R$ 2,00 e era do tamanho -- não, menor -- do que os pães em um saco comprado no supermercado. Decidimos não pagar pelo serviço. Conversa no caixa:</p>

<p>"Oi, não queremos pagar os 10%. Demorou dez minutos para o garçom aparecer".</p>

<p>"Dez minutos não é muito em um restaurante".</p>

<p>"Foi dez minutos para vir anotar nosso pedido".</p>

<p>"Quem sabe no shopping não demora".</p>

<p>"Quem sabe da próxima vez eu vou no shopping".</p>

<p>Tudo isso é prelúdio para um argumento bem simples: mesmo quem não visita grandes redes de restaurantes se beneficia delas. Restaurante nenhum sobrevive em um shopping se não for melhor que o McDonald's. Em países em que o fast food é para o povão, não para a classe média como é no Brasil, pizzarias precisam ser, no mínimo, melhores ou mais rápidas que o Domino's. Cafés precisam oferecer alguma vantagem sobre o Starbucks. E assim por diante. Experiências como a que tive hoje são mais comuns do que deveriam porque falta um concorrente forte que eleve o mínimo denominador comum.</p>]]></description>
         <link>http://www.insanus.org/garfada/archives/2009/01/mmc_gastronomico.html</link>
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         <category>sociologia</category>
         <pubDate>Sun, 04 Jan 2009 18:17:14 -0400</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Feliz Natal!</title>
         <description><![CDATA[<center><a href="http://flickr.com/photos/52616908@N00/sets/72157610203554724/"><img alt="3061877107_127a862f24.jpg" src="http://www.insanus.org/garfada/3061877107_127a862f24.jpg" width="500" height="375" border="0" /></a></center>

<p>Já que eu não consegui arranjar tempo de publicar algumas sugestões de receitas para o Natal aqui, fiquem com essa bela imagem do <a href="http://www.odesemprenunca.com.br/2008/12/16/matrioshka-de-carne/">turgooduccochiqua</a>. Trata-se de um ganso recheado com um peru recheado com uma galinha recheada com um pato recheado com um frango recheado com uma codorna. Juro que no ano que vem vou tentar fazer algo assim, nem que seja um mero <a href="http://www.perupatolinha.com.br/">perupatolinha</a>.</p>

<p>Dica do Mojo, lá no <a href="http://www.odesemprenunca.com.br">O de sempre nunca</a>.</p>]]></description>
         <link>http://www.insanus.org/garfada/archives/2008/12/feliz_natal.html</link>
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         <category></category>
         <pubDate>Wed, 24 Dec 2008 17:23:51 -0400</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Restaurante Kos fechou</title>
         <description><![CDATA[<p>Recebo por correio eletrônico a notícia de que o <a href="http://www.insanus.org/garfada/archives/2008/05/jantar_adocicado_no_kos.html">restaurante Kos</a> encerrou suas atividades. Conforme Caco Zanchi, "infelizmente Porto Alegre não compreendeu nossa proposta". O chef vai para o clássico <a href="http://www.obaoba.com.br/bar-lider">Bar Líder</a>. A mensagem avisa que "nada foi mudado no Líder". Faz sentido o alerta, até porque se o Kos fechou é porque as pessoas não gostavam muito da comida. Eu gostei na única vez em que fui lá, portanto lamento. </p>]]></description>
         <link>http://www.insanus.org/garfada/archives/2008/12/restaurante_kos_fechou.html</link>
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         <category>notícias</category>
         <pubDate>Mon, 22 Dec 2008 17:46:55 -0400</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Sugestões de presentes para o Natal</title>
         <description><![CDATA[<p>Se você ainda não comprou presentes para todos os seus parentes e amigos que se comportaram bem durante o ano, aí embaixo está uma lista de livros provados e aprovados pela equipe deste blog. Se você comprar através dos links para a <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=3724&tipo=1">Livraria Cultura</a> fornecidos, poderá contar com a conveniência de receber os produtos em casa e ainda doará 4% de sua compra para que possamos continuar testando livros e restaurantes para você.</p>

<p>Em geral, escreveria resenhas para cada obra, mas o tempo anda escasso. Em todo caso, <a href="http://www.insanus.org/garfada/archives/livros_e_tv/">clicando aqui</a> você encontrará posts com comentários sobre esses livros. </p>

<p>PORTUGUÊS </p>

<p><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=3724&tipo=2&isbn=8535902023">Cozinha Confidencial</a> e <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=3724&tipo=2&isbn=1582341400">A cook's tour in search of the perfect meal</a>, de Anthony Bourdain</p>

<p><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=3724&tipo=2&isbn=857635148X">Larousse do Chocolate</a>, de Pierre Hermé</p>

<p><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=3724&tipo=2&isbn=8533607571">Fundamentos da cozinha italiana clássica</a>, de Marcella Hazan</p>

<p><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=3724&tipo=2&isbn=853590588X">Deve ter sido alguma coisa que eu comi</a>, de Jeffrey Steingarten</p>

<p><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=3724&tipo=2&isbn=8598078034">O connaisseur acidental - uma viagem irreverente pelo mundo do vinho</a>, de Lawrence Osborne</p>

<p><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=3724&tipo=2&isbn=8525409944">100 Receitas de Macarrão</a> de Silvio Lancellotti</p>

<p>INGLÊS</p>

<p><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=3724&tipo=2&isbn=0060192585">Pleasures of the Vietnamese table</a>, de Mai Pham</p>

<p><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=3724&tipo=2&isbn=1594630186">Twinkie, deconsctructed</a>, de Steve Ettlinger</p>

<p><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=3724&tipo=2&isbn=1594630186">Mindless eating</a>, de Brian Wansink</p>

<p><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=3724&tipo=2&isbn=1580088228">The seventh daughter</a>, de Cecilia Chiang</p>

<p><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=3724&tipo=2&isbn=0714845310">The Silver Spoon</a></p>

<p><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=3724&tipo=2&isbn=0333901746">Food: a history</a>, de Felipe Fernandez-Armesto</p>

<p>FRANCÊS</p>

<p><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=3724&tipo=2&isbn=2035823609">Larousse Gastronomique</a></p>]]></description>
         <link>http://www.insanus.org/garfada/archives/2008/12/sugestoes_de_presentes_para_o_natal.html</link>
         <guid>http://www.insanus.org/garfada/archives/2008/12/sugestoes_de_presentes_para_o_natal.html</guid>
         <category>livros, tv e web</category>
         <pubDate>Fri, 19 Dec 2008 17:17:57 -0400</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Borscht branco</title>
         <description><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/28347774@N06/3108614927/" title="Borscht branco por Garfada, no Flickr"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3144/3108614927_eb9bce7c36_m.jpg" align="left" hspace="5" border="0" width="240" height="180" alt="Borscht branco" /></a>Esses dias minha amiga Sabrina Fonseca comentou sobre o quanto anda viciada em borscht branco, uma sopa polonesa típica da Páscoa, também conhecida como <a href="http://www.polandforall.com/recipe-polish-zurek-soup.html">&#380;urek</a>. Sabrina mora em Greenpoint, bairro polonês de Nova York. Gosto muito do borscht normal e ainda mais de <em>hypes</em> nova-iorquinos, então fui atrás de uma <a href="http://www.ukraineorphans.net/id42.html">receita</a>. Descobri que, enquanto o borscht normal é reconhecido pelo tom vermelho da beterraba, o branco do <em>&#380;urek</em> vem do líquido de farinha de centeio fermentada.</p>

<p>BORSCHT BRANCO</p>

<p><li>3 xícaras de farinha de centeio<br />
<li>6 xícaras de água<br />
<li>3 litros de caldo de legumes<br />
<li>2 cenouras<br />
<li>1 cebola média<br />
<li>Aipo<br />
<li>Salsinha<br />
<li>Alho-poró<br />
<li>1/2 quilo de batatas<br />
<li>500g de lingüiça fatiada<br />
<li>Alho</p>

<p><a href="http://www.flickr.com/photos/28347774@N06/3109432780/" title="Fermenta! Fermenta! por Garfada, no Flickr"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3249/3109432780_8b299da513_m.jpg" align="right" hspace="5" border="0" width="180" height="240" alt="Fermenta! Fermenta!" /></a>Na foto ao lado dá para ver três xícaras de farinha de centeio fermentando com oito xícaras de água. É importante ferver a água por dois motivos: primeiro, evitar contaminação por bactérias e fungos indesejados; segundo, evaporar o cloro, que pode prejudicar a fermentação ou dar um sabor estranho. Só deixe esfriar um pouco antes de misturar 3/4 da farinha para cada 2 xícaras de água. Isso rende 2 xícaras de líquido, suficiente para muita sopa. Esfarele uma fatia de pão de centeio dentro, para inocular a levedura adequada. A receita sugeria deixar o processo ocorrer por dois a cinco dias, dependendo do nível de azedume desejado. Por segurança, resolvi fermentar por apenas dois dias em um vidro de boca larga coberta por um pano de prato. Não se assuste com o aspecto, a coisa não vai sair andando. Se você vir bolhas como as da foto se formarem, é porque está funcionando. Quando estiver fermentado a gosto, filtre através de um pano para obter um líquido parecido com o da foto abaixo.</p>

<p><a href="http://www.flickr.com/photos/28347774@N06/3108611883/" title="Centeio fermentado por Garfada, no Flickr"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3130/3108611883_6cde272ff7_m.jpg" align="left" hspace="5" border="0" width="240" height="180" alt="Centeio fermentado" /></a>Parece vômito e tem cheiro de vômito. Só pude realizar essa receita sob protestos de minha mãe e da Tati. No entanto, incrivelmente, o sabor final é ótimo. Confie em mim. Prepare um caldo de legumes com a cebola, a cenoura, um pouco de aipo, salsinha e alho-poró. Deixe ferver por duas horas. Descarte os vegetais e então junte a batata picada e sal. Cozinhe as batatas e aí acrescente um ou dois dentes de alho amassados e a lingüiça fatiada, bem como o fermentado. A receita previa usar uma colher de farinha de trigo dissolvida em água para engrossar, mas achei desnecessário. Deixe ferver mais um pouco e então corrija o sal.</p>

<p>Teria usado pimenta do reino como tempero, mas estava sem. Na verdade, fiquei surpreso com a pouca exigência de temperos para o borscht branco. Provavelmente se deve ao fato de que não crescem muitas ervas nas regiões frias onde teve origem. Talvez por isso o uso de centeio fermentado: dá um sabor especial. Ao servir, sugiro salsinha, ovo cozido e molho inglês, bem como um bom pão integral para acompanhar. </p>]]></description>
         <link>http://www.insanus.org/garfada/archives/2008/12/borscht_branco.html</link>
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         <category>receitas</category>
         <pubDate>Mon, 15 Dec 2008 01:36:03 -0400</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>De onde vem o polissorbato 60?</title>
         <description><![CDATA[<p>Um livro interessante tanto para quem se interessa por alimentação quanto para quem se interessa por jornalismo é <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=3724&tipo=2&isbn=1594630186">Twinkie, Deconstructed</a>, de Steve Ettlinger. O repórter americano foi questionado durante um piquenique com seus filhos pequenos sobre os ingredientes de uns doces que estavam comendo. Sua filha perguntou se <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Polysorbate">polissorbato 60</a> dá em árvores e ele se viu sem saber responder. Daí surgiu a idéia de buscar a origem de todos os ingredientes que constam no rótulo do bolinho industrializado <a href="http://www.hostesscakes.com/twinkies.asp">Twinkie</a>. </p>

<p>A reportagem acaba abarcando quase toda a comida processada que se encontra nas prateleiras dos supermercados. Qual produto hoje em dia não tem dextrose ou açúcar invertido em sua composição? Ou gordura vegetal hidrogenada? Ou corantes e flavorizantes? Essa busca levou Ettlinger a lugares como China e Suíça. Aliás, não foi uma pesquisa fácil. A maioria das empresas não se manifesta a respeito da manufatura de produtos químicos, seja por segredo industrial, seja por aversão à transparência, seja porque alguns engenheiros nem mesmo sabem quem realmente fabrica seus ingredientes. Trata-se de um grande labirinto de conglomerados e <em>outsourcing</em>. A própria fabricante dos Twinkies, a Hostess, nunca falou oficialmente a Ettlinger.</p>

<p>Descobrem-se coisas fascinantes. Um dos preservativos mais usados e mais potentes, por exemplo, é absolutamente inofensivo. O ácido sórbico, de fato, é considerado mais seguro do que sal pela FDA. A <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Vanilla">baunilha</a> é a semente da vagem da única orquídea conhecida a dar frutos, fermentados por algumas semanas ao ar livre nas selvas de Madagascar. Porém, a baunilha que vai nos Twinkies e outros produtos de consumo de massa é sintetizada a partir do benzeno, um subproduto do petróleo. No fim das contas, o livro acaba sendo uma reportagem sobre a sociedade industrializada. </p>

<p>O autor termina alertando para a falta de transparência da indústria alimentícia, ou seja, para o fato de que muitas vezes nem mesmo os produtores de pães, biscoitos, sopas instantâneas, sorvetes, chocolates etc. etc. etc. sabem quem são os responsáveis por certos ingredientes. As empresas só obedecem ao mercado e às regras das agências reguladoras. "These are plainly political angles on biology -- there are choices to be made -- so it is up to us to keep on top of things in the food world" (página 258). Isso dito, Ettlinger em nenhum momento adota uma postura condenatória quanto à comida industrializada. Ele reconhece que, no fim das contas, toda culinária é um processo de modificação físico-química.</p>

<p>Ah, sim: o polissorbato 60 é um polímero derivado de milho e óleo vegetal -- depois de, claro, passarem por dezenas de modificações químicas. Ele funciona como emulsificante, ou seja, faz com que a água e a gordura se misturem. No caso do Twinkie, sua função é substituir a capacidade estabilizante dos ovos e do leite, que ajudam no crescimento da massa. </p>]]></description>
         <link>http://www.insanus.org/garfada/archives/2008/12/de_onde_vem_o_polissorbato_60.html</link>
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         <category>livros, tv e web</category>
         <pubDate>Thu, 04 Dec 2008 17:38:11 -0400</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Padaria Priscilla&apos;s</title>
         <description><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/28347774@N06/3109458626/" title="Muffins por Garfada, no Flickr"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3087/3109458626_523b30faa9_m.jpg" hspace="5"  border="0" align="right" width="240" height="180" alt="Muffins" /></a>Estaria Porto Alegre refinando seu gosto para pães, bolos e outros produtos de padaria? Nos últimos anos têm surgido bons estabelecimentos na capital, cujos pães sempre chocaram os estrangeiros. Até mesmo em Garopaba, no litoral de Santa Catarina, era possível conseguir um pão francês melhor -- embora fosse necessário submeter-se à hilariedade do atendente quando você pedia seis "cacetinhos". É interessante que os imigrantes têm um peso muito forte nesse movimento de qualificação das padarias porto-alegrenses. A Mercopan é uruguaia, a <a href="http://www.insanus.org/garfada/archives/2007/11/media_luna_boutique_de_doces.html">Media Luna</a> é argentina e agora temos a <a href="http://www.priscillas.com.br/">Priscilla's</a>, aberta recentemente por uma gaúcha que morou muitos anos em Nova York, onde tinha um estabelecimento homônimo.</p>

<p>Experimentei um monte de coisas: <i>dinner rolls</i> com e sem queijo gruyère, <i>peasant bread</i>, muffins de morango, maçã com canela e laranja com nozes pecan, <i>pull apart</i> (um pãozinho caramelado e com canela), além de brioche com, se bem me lembro, algum queijo salpicado. São todos no mínimo bons, com destaque para o <i>pull apart</i>, os muffins e o "pão camponês". Trouxe tudo isso para casa e fiz a festa, tudo por menos de R$ 15. Levar para casa, aliás, é uma boa opção, porque o lugar é bem pequeno, tem apenas uma mesa. Dá para tomar um café lá, mas a julgar pela máquina que estavam usando o espresso não deve valer muito a pena. O funcionamento é das 11h às 20h, creio que diariamente.</p>

<p>PRISCILLA'S<br />
Rua Domingos José de Almeida, 32 - Loja 101 - <a href="http://maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&hl=pt-BR&msa=0&msid=110985377784036123886.00044ad71ec9fe36706db&ll=-30.03843,-51.199551&spn=0.00795,0.013819&z=16">Mapa</a><br />
51 3013-5812</p>]]></description>
         <link>http://www.insanus.org/garfada/archives/2008/12/padaria_priscillas.html</link>
         <guid>http://www.insanus.org/garfada/archives/2008/12/padaria_priscillas.html</guid>
         <category>produtos</category>
         <pubDate>Mon, 01 Dec 2008 14:18:29 -0400</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Peru 2.0</title>
         <description><![CDATA[<p>Como o Dia de Ação de Graças americano está chegando, a Wired publicou uma boa reportagem sobre como produtos tradicionais do feriado -- <a href="http://blog.wired.com/wiredscience/2008/11/turkeytech.html">peru, milho, batata</a> -- mudaram com o passar dos anos. Algumas informações são aterroradoras (consumo de açúcares: crescimento de mais de 10.000% nos últimos quatro séculos), mas a reportagem em si é equilibrada.</p>

<p>A causa da maioria das mudanças é genética. A reportagem, sabiamente, sequer cita a palavra "hormônios", e em dado momento cita um experimento em que dois grupos de perus, um grupo controle representativo do que os bichos eram antigamente, outro grupo que é o que comemos hoje, foram alimentados com a dieta antiga. O resultado não supreende quem não tem ilusões sobre a força da engenharia genética.</p>]]></description>
         <link>http://www.insanus.org/garfada/archives/2008/11/peru_20.html</link>
         <guid>http://www.insanus.org/garfada/archives/2008/11/peru_20.html</guid>
         <category>produtos</category>
         <pubDate>Wed, 26 Nov 2008 06:18:30 -0400</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Acrópolis</title>
         <description><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/28347774@N06/3052944209/" title="Restaurante Acrópolis por Garfada, no Flickr"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3048/3052944209_e4766d7f80_m.jpg" hspace="5" width="240" height="180" border="0" align="right" alt="Restaurante Acrópolis" /></a>Amigos que moram em São Paulo viviam recomendando o restaurante grego <a href="http://www.restauranteacropoles.com.br/">Acrópolis</a>. Estive na metrópole semana passada após um congresso, então aproveitei para preencher essa lacuna em meu currículo gastronômico. O lugar fica no Bom Retiro, antigo bairro judeu, depois coreano e hoje em dia boliviano, onde aos sábados milhares de sacoleiros se reúnem para comprar roupas baratas. Atende, portanto, a esse público e ao pessoal ligado de São Paulo. É apertado, caótico e informal. Nem mesmo há cardápio: o cliente vai até a cozinha da foto para escolher os pratos. </p>

<p><a href="http://www.flickr.com/photos/28347774@N06/3052943515/" title="Tzatziki por Garfada, no Flickr"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3063/3052943515_d3c9da9964_m.jpg" hspace="5" border="0" align="left" width="240" height="180" alt="Tzatziki" /></a>Um momento resume bem a experiência de comer no Acrópolis. Enquanto esperava um amigo chegar, pedi uma cerveja, pão e tzatziki -- pelo qual, aliás, não me cobraram, não sei se por esquecimento ou simpatia. O proprietário da casa, que fica circulando entre as mesas e fiscalizando o atendimento, viu meu aperitivo sobre a mesa, resmungou algo, pegou um vidro de azeite da mesa ao lado e sem dizer palavra começou a encharcar o tzatziki com o óleo. Quando ficou satisfeito, disse: "agora, sim, está bom para comer". Pode parecer invasivo ao leitor, mas me senti bastante mais confiante no Acrópolis ao perceber a preocupação do Sr. Thrassyvoulos Petrakis com o sabor mesmo de um aperitivo que nem consta no cardápio.</p>

<p><a href="http://www.flickr.com/photos/28347774@N06/3053776416/" title="Prato misto por Garfada, no Flickr"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3041/3053776416_64a55eb680_m.jpg" hspace="5" border="0" align="right" width="240" height="180" alt="Prato misto" /></a>Escolhi como almoço o prato misto, com risoto de frutos do mar, polvo ao vinho e lula recheada (R$ 42). A comida é caseira, mas ao contrário do que costuma acontecer nesse tipo de gastronomia, os pratos tinham sabores bem diferentes e marcantes. O polvo traz um tempero com bastante canela, a lula recheada com arroz já é mais suave e o risoto lembra ervas mediterrâneas. O tzatziki, aliás, também é muito bom, percebe-se que é fresco, não algo guardado por dias na geladeira. Não tive condições de provar o mussaká nem o cordeiro à moda grega, porque as porções são muito grandes. Tampouco foi possível provar as sobremesas. </p>

<p>Enfim, os relatos eram verdadeiros. A comida é boa e o atendimento é simpático, ainda que objetivo. Por exemplo, ao chegar sentei em uma mesa para quatro pessoas, mas o garçom solicitou que mudasse para uma menor, porque a casa sempre enche. No entanto, fiquei lá petiscando e almoçando por duas horas e jamais senti qualquer pressão para comer logo e sair. Ao contrário, o cliente se sente bastante à vontade para degustar com calma a comida. Aliás, é uma boa chegar até as 12:30, porque a partir das 12:45 pode ser difícil encontrar mesa sem esperar na fila.</p>

<p>ACRÓPOLIS<br />
Rua da Graça, 364 - Bom Retiro - <a href="http://maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&hl=pt-BR&msa=0&msid=110985377784036123886.00044ad71ec9fe36706db&ll=-23.526887,-46.639323&spn=0.007929,0.013819&z=16">Mapa</a><br />
11 3223-4386</p>]]></description>
         <link>http://www.insanus.org/garfada/archives/2008/11/acropolis.html</link>
         <guid>http://www.insanus.org/garfada/archives/2008/11/acropolis.html</guid>
         <category>restaurantes</category>
         <pubDate>Sun, 23 Nov 2008 16:30:48 -0400</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Mule Bule eventos abre sede em Porto Alegre</title>
         <description><![CDATA[<p>Ontem o <a href="http://www.mulebule.com.br/portal/index.php">Mule Bule</a>, empresa de eventos de Novo Hamburgo que começou como um bistrô e café em 2004, no Novo Shopping, promoveu um coquetel para anunciar a abertura de uma sede em Porto Alegre. O escritório/cozinha daqui vai atender somente a eventos, não haverá espaço para quem queira somente fazer um lanche -- ou ao menos não informaram sobre nada assim. Parece que na Tumelero da Protásio Alves há um pequeno café gerenciado pelo Mule Bule.</p>

<p>Antes de mais nada, foi provavelmente o melhor coquetel que já degustei na vida. Todos os acepipes e doces estavam no mínimo bons, a maioria era excelente. Gostei particularmente de um salmão com gengibre e bacon, do tomate cereja com recheio de caranguejo, do envelope de surubim, da esfera de manga com nozes e do que me pareceu um pão integral com cheddar e cebola caramelizada. Entre os doces havia um mousse de chocolate meio amargo com café -- entre outros mousses --, tortinhas de cerveja, morango e uva e, melhor de todos, uma pétala de chocolate com mousse de maracujá. Foi servida uma profusão de outros petiscos, todos seguindo uma linha de desconstrução dos alimentos. De fato, um vídeo que passava no local citava <a href="http://www.dw-world.de/dw/article/0,2144,2636349,00.html">Ferran Adrià</a>.</p>

<p>Fica combinado, então, que se você quiser promover um coquetel, dificilmente conseguirá encontrar melhor comida do que a do Mule Bule em Porto Alegre. O problema é que, embora confie plenamente na competência gastronômica, minha confiança na organização deles ficou um tanto trincada. Primeiro, o telefone de RSVP no convite estava errado, o que é um erro crasso. Quando tentei contatá-los pelo próprio website, descobri que o formulário de envio de mensagens não está funcionando. Finalmente, fui obrigado a esperar meia hora na van que levou convidados ao DC Navegantes, porque cometi o erro de chegar no horário indicado no convite. Se não houvesse insistido com a moça da organização, junto com outros convidados pontuais, certamente teria levado um chá de banco de uma hora.</p>

<p>MULE BULE EVENTOS<br />
51 3066-8600<br />
eventos@mulebule.com.br</p>]]></description>
         <link>http://www.insanus.org/garfada/archives/2008/11/mule_bule_eventos_abre_sede_em_porto_alegre.html</link>
         <guid>http://www.insanus.org/garfada/archives/2008/11/mule_bule_eventos_abre_sede_em_porto_alegre.html</guid>
         <category>notícias</category>
         <pubDate>Fri, 14 Nov 2008 10:02:21 -0400</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Experimentando um salgadinho de grilo</title>
         <description><![CDATA[<center><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/kuwBftjzhKw&hl=pt-br&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/kuwBftjzhKw&hl=pt-br&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></center>]]></description>
         <link>http://www.insanus.org/garfada/archives/2008/11/experimentando_um_salgadinho_de_grilo.html</link>
         <guid>http://www.insanus.org/garfada/archives/2008/11/experimentando_um_salgadinho_de_grilo.html</guid>
         <category>atos de bravura</category>
         <pubDate>Mon, 10 Nov 2008 14:18:26 -0400</pubDate>
      </item>
      
   </channel>
</rss>
