comentários em Entre os Cátaros



1- Convém dar algum espaço entre parágrafos, ler blocões de texto na Web é meio ruim. :-)

2- O mestrado e doutorado no Brasil são fábricas de professores porque, ao sair, o sujeito se dá conta de que a carreira de professor paga melhor e oferece condições mais dignas de trabalho do que a maioria das posições no mercado de trabalho. Por outro lado, o valor que o mercado dá à pós-graduação strictu sensu é próximo de zero.

Por outro lado, quem gosta de pesquisar (isto é, quem tem paciência para levar adiante um doutorado) vai fazer o que numa empresa? Exceto pelo setor farmacêutico, de engenharias e de agronomia, não existem muitas empresas por aí com setores de pesquisa.

träsel em 18.07.2008 às 15:03

A diagramação do texto faz parte intenção da mensagem, isto é, foi pensado assim mesmo, ainda que seja realmente pior de ler.

Quanto ao mestrado e doutorado, ele tá falando de administração e de fora do Brasil, provavelmente de mercados menos dramáticos que os nossos.

firpo em 18.07.2008 às 16:24

Tu estudou em universidade pública, Firpo?

Com um ou outro ajuste para pior ou para melhor, vi minha trajetória na UFPE. E acho que tivemos os mesmos professores! E a sensação de não querer pisar naquele departamento de comunicação NUNCA MAIS NA VIDA perpetua, depois de três anos da formatura.

Me sinto amplamente INCAPAZ de um mestrado simplesmente porque aquilo que eles fazem lá não têm NADA A VER com o meu dia-a-dia de jornalista e eu não tenho a menor intenção de fazer um mestrado esquizofrênico - ter uma vida na universidade e outra no trabalho.

Como a vontade de ter o cérebro desafiado é quase um vício, planejo uma pós-graduação em área correlata pro próximo semestre. Mas bem mais STRAIGHT que as de comunicação. E bem longe daquele departamento. (Me dá uma sensação de "urgh" só de pensar naquele departamento!!!)

catarina em 18.07.2008 às 17:42

É, comunicação ainda tem esse problema: o ofício em si pode ser todo aprendido em uma ou duas semanas de estágio.

firpo em 18.07.2008 às 17:47

Opa! Sou um leitor distante e esse relato seu me deu vontade de falar tb, pedindo de cara desculpas pela extensão do que vai abaixo.

Me formei em Direito na Ufpr nas mesmíssimas circunstâncias que vc relata e por isso JAMAIS pisarei numa sala de aula voluntariamente na vida.

Se vc lê alguns pensantes 'autônomos' que tem pela Internet -OLAVÃO, REINALDO AZEVEDO, MAINARDI, antigas coisas do FRANCIS, mas tb molecada como vcs do Insanus, quadrinistas, LORD ASS etc - há uma certa desconstrução do conhecimento acadêmico que deixa essa coisa de ficha de leitura e debatezinho em sala de aula meio ridícula.

Acho que o mercado é algo tão bizarro que quem realmente pretende 'fazer ciência' tende a construir uma carreira absolutamente desvinculada disso e só fica publicando livros.

Diogo em 18.07.2008 às 18:36

E aí são raros os professores que conseguem construir uma ponte entre a academia e o mundo real, normalmente são as tais exceções q vc citou.

Eu li uma entrevista recente sobre jornalismo musical e percebi uma ligação com esse problema da BARBÁRIE do mercado brasileiro, está aqui: [http://www.gafieiras.com.br/Display.php?Area=Entrevistas&SubArea=EntrevistasPartes&ID=38&IDArtista=37&css=1&ParteNo=19]

Matias - Tem uma geração que nasceu nos anos 1980 que não escreve e não lê porra nenhuma. A gente está vivendo a época em que essa geração determina o mercado, ao passo que a molecada que nasceu nos anos 90 escreve.
Pedro Alexandre - Voltou a ler e a escrever.
Matias - A internet é a literatura desses caras.
Pedro Alexandre - O legal vai ser daqui a 20 anos.
Matias - Legal vai ser quando os caras da geração de 80 forem contratar os dos anos 90 e esses derem um baile.
Pedro Alexandre - Olha, nunca havia pensando nisso e adorei ter pensado: a gente é cheio de falar que o legal era há 20 anos, nos anos 60, 70 e 80. O legal vai ser daqui a 20 anos quando a gente estiver de cabelos brancos e ainda poder participar.
Matias - Tenho certeza disso. Sou super otimista em relação a isso. Outro dia fiz uma matéria no Estadão sobre literatura online e encontrei um blog de uma menina de 14 anos que faz resenhas de livros. Literatura clássica. Ela lê o Dom Quixote e publica um texto de 20 mil toques falando sobre o livro. Aí a Rolling Stone não vai ter texto pra publicar? Vai! O problema é que a gente está na transição.

Diogo em 18.07.2008 às 18:40

sim, firpo, mas ele está reclamando justamente que no brasil não funciona dessa maneira. minha idéia foi apresentar dois dos motivos pelos quais, na minha opinião, pós-graduação aqui acaba virando fábrica de professores, mesmo. mais culpa das empresas do que das universidades, creio.

träsel em 19.07.2008 às 15:10

Magoo, meu velho, te sugiro pensar em um MBA. Estou fazendo dede o inicio do ano passado e tem me feito muito bem. A grande sacada é que nesse curso não tem muito neguinho querendo dar aula, e sim muita gente querendo entender um pouco mais de administração e negócios. Tu consegues ter uma visão bem ampla, e ao mesmo tempo bem profunda de alguns assuntos fundamentais. Além disso, o nego se recicla, conhece gente, etc. Se quiseres algumas dicas, me escreve. Abração,

Dado em 20.07.2008 às 12:03

Esse é um problema discutido em todos os cursos. Mas eu acho que na História ainda se acredita muito na continuidade acadêmica. Até porque o mercado mal existe pra nós.

Aqui o problema vai além. Sobre os objetos de pesquisa que são praticamente impostos.

Pelo mercado.

Dani Hyde em 21.07.2008 às 04:06

A todo formando que conheço pergutno o mesmo: "aliviado?". A resposta é sempre sim, pra meu desespero. Não devia ser assim,né?

Silvana em 29.07.2008 às 21:14

A todo formando que conheço pergunto o mesmo: "aliviado?". A resposta é sempre sim, pra meu desespero. Não devia ser assim,né?

Silvana em 29.07.2008 às 21:16

Também tive essa maldita professora da máquina de costura e das bateiras Heliar.

Triste.

Fernando em 01.08.2008 às 16:27





Comer uma bolacha?