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    <title>Mujique</title>
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    <updated>2008-03-07T16:23:41Z</updated>
    <subtitle>Mesmice textual, opiniões dispensáveis, comentários aleatórios.</subtitle>
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    <title>Remédio contra o saudosismo míope</title>
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    <published>2008-03-07T03:04:48Z</published>
    <updated>2008-03-07T16:23:41Z</updated>
    
    <summary>Há muito ouço a tese de que a Globo não passa mais filmes bons como outrora já fez. A reclamação principal recai invariavelmente sobre a Tela Quente, uma vez que as outras faixas da emissora dedicadas ao cinema nunca foram...</summary>
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        <![CDATA[<p>Há muito ouço a tese de que a Globo não passa mais filmes bons como outrora já fez. A reclamação principal recai invariavelmente sobre a Tela Quente, uma vez que as outras faixas da emissora dedicadas ao cinema nunca foram exemplo de ineditismo (Sessão da Tarde: reprises; Supercine: made for tv; Temperatura máxima: mais reprises; Domingo Maior: Charles Bronson, Intercine, adivinha?: reprises e Corujão: filmes velhos).<br />
Mas basta ver <a href="http://www.youtube.com/watch?v=RCsIBbjMoPc&feature=related">isto</a> e <a href="http://www.youtube.com/watch?v=CKhAy9NMz-o&feature=related">isto</a> para perceber que a idéia não passa de saudosismo - ou distorção infantil, como a casa que era enorme até ser visitada novamente pelo adulto. A idade muda a proporção das coisas.<br />
De modo geral, a qualidade e a variedade são parelhas. O problema, sabemos, é que entre o que a Globo anuncia nessas chamadas de início de ano e o que se vê a cada segunda-feira existe uma enorme distância. A bem da verdade, boa parte dos filmes mais aguardados que o canal anuncia em fevereiro volta a virar vinheta em novembro, quando começa a ser divulgada a programação especial de fim de ano.</p>]]>
        
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    <title>Cortázar &gt; Nostradamus</title>
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    <published>2008-02-29T17:47:14Z</published>
    <updated>2008-02-29T17:48:37Z</updated>
    
    <summary>Um frigobar, uma televisão, um recipiente térmico cheio de embalagens de refrigerante, água, cerveja e energético, sanduíches, outra televisão (esta funcionando) e um DVD portátil. Já seria uma ótima lista se estivéssemos falando de um piquenique ou acampamento. Sendo uma...</summary>
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        <![CDATA[<p>Um frigobar, uma televisão, um recipiente térmico cheio de embalagens de refrigerante, água, cerveja e energético, sanduíches, outra televisão (esta funcionando) e um DVD portátil. Já seria uma ótima lista se estivéssemos falando de um piquenique ou acampamento. Sendo uma viagem de carro, então, nem se fala. Evidentemente, não se trata de um carro convencional – muito menos de uma família convencional. Estou falando de uma viagem para Floripa capitaneada pelo meu sogro e seu furgão Ducato.<br />
Considerando-se os padrões dele, até que não parecia tanta coisa – além desses itens, havia apenas um reboque com uma lancha. Até estranhei ele estar tão contido. Mas foi chegar na praia e descobri o truque secreto: a lancha, que estava coberta com uma lona, foi utilizada como bagageiro. Dentro dela viajaram uma bicicleta, uma grelha feita com roda de arado, um botijão de gás, varas de pesca e mantimentos.<br />
Entretanto, a grande surpresa da viagem não estava nem na saída, nem na chegada. Estava na linha que liga as duas. Nas mais de 14 horas que levamos para percorrer PoA-Floripa.</p>]]>
        <![CDATA[<p>A epopéia começou a se desenhar ainda na manhã de sexta-feira, algumas horas antes do horário previsto para nosso comboio partir de Porto Alegre – duas da tarde. A forte chuva que havia atingido Santa Catarina nos últimos dias tinha derrubado barreiras e interditado estradas em diversos pontos do estado, incluindo a BR-101. O ponto crítico estava localizado na parte da estrada que corta o município de Palhoça, já na região metropolitana de Florianópolis.</p>

<p>Mesmo cientes do que nos esperava lá na frente, partimos sem alterar em nada nosso programa inicial, fazendo questão apenas de não ter nenhuma pressa no percurso, na esperança de que a recém liberada meia-pista da 101 aliviasse o congestionamento até a hora da nossa chegada no embolamento. “Se formos amanhã”, conjecturou meu sogro, “a estrada também não vai estar em perfeitas condições”. Partimos.</p>

<p>A pouca urgência de chegar, algo raro em uma viagem, possibilitou mais paradas no caminho. Para comprar banana, rapadura e caldo de cana, para ver a coleção verão-1996 nos shoppings de fábrica, par comer um pastel e, claro, para fazer xixi (inúmeras vezes). Tudo era pretexto para atrasar  o inevitável engarrafamento. Agíamos como quem acredita que atrasar o problema pode fazer com que ele desapareça.</p>

<p>Ao cair da noite, porém, ele nos encontrou. Maior, mais feio e mais cruel do que tínhamos sido capazes de conceber – e olha que foram umas cinco horas pensando e falando praticamente só sobre ele. Em plena BR-101, nos transformamos em personagens de um conto do Cortázar, presos em um engarrafamento que parecia sem fim, descendo do carro para conversar no encostamento e quase criando vínculos com os passageiros dos outros veículos. Eram 20, 30 minutos andando devagar, depois 30 completamente parados, em ciclos sucessivos de agonia e tédio. A explicação parecia estar na liberação de meia-pista lá em Palhoça, que permitia apenas o fluxo alternado de veículos em turnos de meia hora, estabelecidos e coordenados pela Polícia Rodoviária. Mas a sensação era de que o sentido contrário sempre tinha mais tempo para si, no que possivelmente não passava de um delírio com mania de perseguição de todos nós. Culpa do tédio – ou dos sanduíches, vai saber.</p>

<p>É fato que, apesar de tudo, não podíamos reclamar. Tínhamos uma televisão, que gerava uma imagem razoável sempre que estávamos próximos de alguma cidade, um DVD portátil, lanches e bem mais espaço do que ocupantes de veículos convencionais. E o céu estrelado é muito mais bonito sem as luzes da cidade ofuscando.</p>

<p>Assistimos Sin City, dormimos um pouco, conversamos outro pouco, e quando nos demos conta,  adivinhem, ainda faltava muito para chegar. Só lá pelas quatro horas da manhã cruzamos o ponto crítico da estrada, a partir de onde a viagem fluiu bem e rápido.</p>

<p>Mas se todo nosso tormento foi um sundae para o diabo, ainda faltava a cereja. Por uma seqüência de desencontros que eu estava com muito sono para acompanhar, ficamos sem a chave da casa que  tinha sido alugada. Sim, estávamos em Floripa, finalmente. Mas presos na rua. Hábil homem das antigas (apesar de depilar as costas), meu sogro rapidamente quebrou o cadeado do portão, para que ao menos conseguíssemos colocar o furgão dentro do pátio. Sem ter o que fazer, e como a imobiliária só abria às oito horas, entramos no carro e dormimos. Esmagados. Cansados. E sonhando em como ia ser bom um descanso para tudo isso numa bela praia de Santa Catarina.</p>]]>
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    <title>Chorando o Chipre sem parar</title>
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    <published>2008-02-21T16:04:05Z</published>
    <updated>2008-02-21T16:05:47Z</updated>
    
    <summary>Mirella desvendou o grande segredo....</summary>
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        <name>Saulo</name>
        
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        <![CDATA[<p>Mirella <a href="http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a1772307.xml&template=3898.dwt&edition=9339&section=821">desvendou o grande segredo</a>.</p>]]>
        
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    <title>Nem mais, nem menos</title>
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    <published>2008-02-15T18:36:09Z</published>
    <updated>2008-02-15T18:37:12Z</updated>
    
    <summary>Apenas o melhor vídeo de todos os tempos....</summary>
    <author>
        <name>Saulo</name>
        
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        <![CDATA[<p>Apenas o <a href="http://br.youtube.com/watch?v=umv5YjYmJ30&feature=related">melhor vídeo de todos os tempos</a>.</p>]]>
        
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    <title>Nobreza</title>
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    <published>2008-02-14T15:44:19Z</published>
    <updated>2008-02-14T15:52:37Z</updated>
    
    <summary>Seguindo os passos do mestre Menezes, colaborei para o ZH Moinhos, a pedido da toda poderosa Mirella, que edita o carderno. Está na edição de hoje. Mas a grande atração do suplemento mais nobre da Capital virá na semana que...</summary>
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        <![CDATA[<p><a href="http://avidamataapau.wordpress.com/2008/01/25/ao-vento/">Seguindo os passos</a> do mestre Menezes, colaborei para o ZH Moinhos, a pedido da toda poderosa <a href="http://trimetilxantina.blogsome.com/">Mirella</a>, que edita o carderno. Está na edição de hoje.</p>

<p>Mas a grande atração do suplemento mais nobre da Capital virá na semana que vem. É que a Mirella entrevistou o vendedor de mapas da 24, <a href="http://www.insanus.org/mujique/archives/020899.html">aquele que tanto me inquieta há tempos</a>.</p>

<p>O mistério está perto do fim.</p>]]>
        
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    <title>Tudo errado, de novo</title>
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    <published>2008-01-30T00:21:23Z</published>
    <updated>2008-01-30T00:26:35Z</updated>
    
    <summary>Então, como era de se esperar, as cotas nas universidades públicas estão causando problemas, além da já instalada polêmica. Vestibulandos bem colocados e ainda assim reprovados no vestibular da UFRGS começam a entrar na justiça exigindo a vaga que, alegam,...</summary>
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        <![CDATA[<p>Então, como era de se esperar, as cotas nas universidades públicas estão causando problemas, além da já instalada polêmica. Vestibulandos bem colocados e ainda assim reprovados no vestibular da UFRGS começam a entrar na justiça exigindo a vaga que, alegam, deveria ser deles. Sobre esse aspecto jurídico, o <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2304">Cisco</a> já se manifestou com sabedoria, de modo que vou me ater no ponto conceitual da coisa.</p>

<p>Estudei a vida toda em colégio público. Um colégio grande e bem estruturado para os padrões estatais, mas não por isso menos medíocre na qualidade do ensino que seus pares tutelados pelo governo. Mesmo sendo um ótimo aluno, amado pelos professores e com notas excelentes, eu teria com total certeza fracassado no vestibular da UFRGS se não tivesse feito cursinho.<br />
No pré-vestibular, enquanto muitos revisavam, eu conhecia pela primeira vez conteúdos que meus professores despreparados, mal pagos e desestimulados nunca conseguiram me ensinar – ou sequer mostrar que existiam. Tive que me dedicar bastante para correr atrás do prejuízo e realizar minha meta de estudar em Porto Alegre, na universidade federal. Não digo isso para me vangloriar, mas apenas para chegar à conclusão número 1:</p>

<p><strong>Conclusão 1</strong>: O ensino público brasileiro é ruim a ponto de eu não ter adjetivos para descrever a perda de tempo que é freqüentar a escola do estado por mais de uma década.</p>

<p>Exceções? Sim, há. Poucas e localizadas. O grande contingente de estudantes de escolas públicas se forma praticamente analfabeto.</p>

<p>Aí alguém vem e propõe um projeto de cotas, para que negros e pobres possam ter acesso à universidade pública. Não seria mais coerente alfabetizá-los primeiro? Encaminhar jovens como o <em>Saulo – versão sem cursinho</em> para a UFRGS é apenas mais uma solução raivosa da esquerda, que parece sempre mais peocupada em penalizar a “elite” do que em ajudar “o povo”. “Ah, aquele riquinho branco teve tudo e tu não? Pois vamos tirar a vaga dele e dar pra ti agora!”.</p>

<p><strong>Conclusão 2</strong>: A esquerda, talvez com a melhor das intenções, cava um buraco mais fundo entre brancos e negros e ricos e pobres, atirando aqueles até então menos favorecidos na cova dos leões, sem nenhum amparo, e jogando mais lenha na fogueira do proconceito racial e social.</p>

<p>Por favor, se o objetivo é melhorar a educação e dar mais oportunidades a negros e pobres, comecem com escolas primárias decentes. Teria sido muito mais fácil para mim se meu colégio fosse bom, sério e preocupado com meu aprendizado. E se existe urgência nessa tentativa de equiparar as coisas, subsidiem curso pré-vestibular por alguns anos, até a escola pública ser de qualidade, para que todos possam tentar entrar na UFRGS com igualdade de condições. Se eu consegui, porque outros não poderiam conseguir também?</p>]]>
        
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    <title>Nada, tudo e muito mais</title>
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    <published>2008-01-04T15:25:55Z</published>
    <updated>2008-01-04T17:52:32Z</updated>
    
    <summary>Veja: não é que eu tenha abandonado o blog. É bem verdade que uma certa preguiça se somou ao meu vazio de conteúdo nas últimas semanas, mas preciso deixar registrado que parte da falta de atualização se deve exatamente à...</summary>
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        <name>Saulo</name>
        
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        <![CDATA[<p>Veja: não é que eu tenha abandonado o blog. É bem verdade que uma certa preguiça se somou ao meu vazio de conteúdo nas últimas semanas, mas preciso deixar registrado que parte da falta de atualização se deve exatamente à falta de atualização. Há alguns dias tenho consumido muito tempo pensando no quê escrever aqui. Cogitei retomar com mais profundidade o jogo de leilão obras de arte para crianças (“toda a emoção da compra e venda de obras-primas”), que ainda me parece uma piada dos Simpsons envolvendo o Martin Prince. Mas o <a href="http://www.cousas.org">Mojo</a> disse que não só conhece o jogo como ele foi febre nos seus tempos de criança. Como, por princípio, eu jamais discordo ou duvido de alguém que tenha filhos e menos de quarenta anos simultaneamente, abandonei a idéia. Meu outro projeto, virar bicheiro para ter autorização de uso de camisas feias e correntes pesadas de ouro, também fracassou (protestei contra a presença de “vaca” e “touro” e ausência de casais nas outras espécies e sugeri a criação do VeganBicho, só com tipos de tofu, bife de glúten e derivados da soja. Acabei banido para sempre). Ainda assim, engana-se quem acha que nada virá por aí. Olha:</p>

<p>- <strong>Os 5 Piores Prédios de Porto Alegre</strong>: capital dos gaúchos, uma cidade muito politizada, com o maior número de salas de cinema per capita do Brasil, não é isso? Pois engana-se aquele que pensa que qualquer uma dessas características minimamente impediu Porto Alegre de produzir a catástrofe em série. Ao contrário: o mau gosto alastrado deve até ser culpa do OP.</p>

<p>- <strong>Chamem a Máfia</strong>: um longo e denso tratado sobre os tristes efeitos da ausência de máfias de família e etnia no Brasil. Bandidos despreparados, tosquice desmedida e pais de família mortos na frente dos filhos. O crime totalmente sem ética.</p>

<p>- <strong>Não vimos</strong>: alguns dos maiores erros da Veja reunidos. Previsões sem sentido, dicas equivocadas e avaliações míopes. Nada contra a revista mais lida do Brasil: a escolha se deve apenas pela presença de um grande acervo de edições de Veja dos anos 70-80 na casa da minha avó. E cá entre nós: é bastante engraçado debochar injustamente de quem era ingênuo e ainda não sabia.</p>

<p>Por enquanto, deixo uma dica de leitura, para que todos possam se distrair enquanto esperam. Trata-se do livro <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=1823535&sid=00248117291126682084837311&k5=2D8FC471&uid="><em>Entre Aspas – diálogos contemporâneos</em>, do Fernando Eichenberg</a>, brasileiro que mora há anos em Paris e entrevistou muita gente importante, como filósofos, cineastas, atores e escritores. Ele reuniu algumas dessas entrevistas no supracitado livro. Bastante bom, especialmente para leitores infiéis, como eu, que gostam de ler várias coisas ao mesmo tempo e ter um livro fixo, com quem se mantém relacionamento por um longo tempo. Vai-se lendo aos poquitos. Recomendo com veemência todas as entrevistas com filósofos, diversão infinita. Sempre ranzinzas e pessimistas, eles enxergam no elevador e na internet o fim da civilização e a demência do mundo. Mas, ao menos até onde li, não comentam nada do absurdo que é o abuso da carne animal no jogo do bicho.</p>]]>
        
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    <title>Os Cinco Piores Prédios de Passo Fundo</title>
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    <published>2007-10-30T23:14:06Z</published>
    <updated>2007-11-07T18:57:10Z</updated>
    
    <summary>1º Lugar - Loja Calçados Novo Hamburgo A história da humanidade divide os campeões em dois grandes grupos. De um lado, estão aqueles que lutaram brava e estoicamente antes de atingir seus feitos. A dedicação e a abnegação, nesse caso,...</summary>
    <author>
        <name>Saulo</name>
        
    </author>
    
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        <![CDATA[<p><em>1º Lugar - Loja Calçados Novo Hamburgo</em></p>

<p><br />
A história da humanidade divide os campeões em dois grandes grupos. De um lado, estão aqueles que lutaram brava e estoicamente antes de atingir seus feitos. A dedicação e a abnegação, nesse caso, além de engrandecer a conquista, tornam-se feitos por si só. Do outro lado, ungidos por um dom de berço, estão os campeões por natureza. Aqueles que nascem com uma estrela mais brilhante, embebidos em tanto talento que seus feitos parecem quase fáceis, tamanha a espontaneidade com que atingem a glória. Nosso primeiro colocado pertence a este último grupo.</p>

<p>Desde que avistamos sua fachada catastrófica, sabíamos que ele estaria na lista dos piores prédios já concebidos na Capital do Planalto Médio. Digo mais: foi a visão deprimente de sua existência em brilho patético que nos levou a escrever esta série. Ele surgiu como campeão e neste posto permaneceu absoluto até o julgamento final, sem que nenhum dos passeios pelas ruas da cidade ameaçasse minimamente seu posto.</p>

<p>Preparem-se. Ao clicar neste link abaixo, vocês verão o horror em sua forma mais abjeta. Vocês verão o pior prédio de Passo Fundo.</p>]]>
        <![CDATA[<p><img alt="Passo%20Fundo%20011A.jpg" src="http://www.insanus.org/mujique/Passo%20Fundo%20011A.jpg" width="400" height="533" /><br />
<em>Além de tudo, o espelhado vermelho reflete outro prédio horrível.</em></p>

<p>É daquelas coisas que silenciam. E olha que a foto não faz jus ao impacto que essa coisa tem ao vivo.</p>

<p>Como um verdadeiro vencedor sempre tem suas virtudes e façanhas entoadas aos quatro ventos, cantemos um hino de louvor ao vidro vermelho espelhado, escolha sofisticada e de bom gosto de fazer inveja a qualquer tunnador de carros de Viamão. Ao belo parafuso, quadrado e cromado, que aparentemente fixa o vidro na fachada. Ao portal de prata, que adorna a loja e me faz chorar rangendo os dentes. À caixa de leite Tetra Pak enfiada no meio de tudo isso, com um belo logotipo estampado. </p>

<p>Reparem que o vidro vermelho é levemente inclinado, numa tentativa de, quem sabe, criar uma forma interessante? Mostrar virtuosamente a habilidade do tunnador do vidro? Tunnador, aliás, que cometeu uma falha: esqueceu dos neons. Aí o pessoal teve que improvisar aquela lâmpada fluorescente na parte superior interna do arco, pra iluminar a loja à noite. Bonito ficou, hein?</p>

<p>Por fim, o sórdido detalhe: o logotipo é um sorriso, o que deixa o prédio com cara de ROSTO HUMANO e transforma o vitral rubro em OLHOS EMACONHADOS.</p>

<p>E pra sorrir com essa aparência triste, só mesmo sendo um vencedor por natureza.</p>

<p><br />
1º Lugar - Loja Calçados Novo Hamburgo<br />
Pior tudo</p>

<p><br />
<em>Fotos, consultoria e júri: Paula Otto</em></p>]]>
    </content>
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    <title>Os Cinco Piores Prédios de Passo Fundo</title>
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    <link rel="service.edit" type="application/atom+xml" href="http://www.insanus.org/mt/mt-atom.cgi/weblog/blog_id=25/entry_id=22958" title="Os Cinco Piores Prédios de Passo Fundo" />
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    <published>2007-10-17T01:33:58Z</published>
    <updated>2007-10-17T02:55:05Z</updated>
    
    <summary>2º Lugar - Edifício da loja Bom Sono Nosso segundo colocado carrega orgulhoso a prata no meio do peito. No meio do corpo todo, na verdade. Veja com seus próprios olhos - e chore: Bela paleta de cores, hein? Um...</summary>
    <author>
        <name>Saulo</name>
        
    </author>
    
    <content type="html" xml:lang="pt" xml:base="http://www.insanus.org/mujique/">
        <![CDATA[<p><em>2º Lugar - Edifício da loja Bom Sono</em></p>

<p>Nosso segundo colocado carrega orgulhoso a prata no meio do peito. No meio do corpo todo, na verdade. Veja com seus próprios olhos - e chore:</p>

<p><img alt="Passo%20Fundo%20016A.jpg" src="http://www.insanus.org/mujique/Passo%20Fundo%20016A.jpg" width="400" height="533" /><br />
<em>Bela paleta de cores, hein? Um verdadeiro portfolio de tons terrosos.</em></p>

<p>Tudo indica que o (ou a) responsável pelo prédio se inspirou no mundo da moda e resolveu costurar as sacadas no grande pilar central. Umas passam na frente, outras atrás. E com total ausência de padrão: duas azuis pra trás, duas beges pra frente, duas azuis pra trás, três marrons pra frente, uma azul pra trás, uma falsa sacadinha tenebrosa bege pra frente, uma azul pra frente. Se fosse um tecido, veja só, teria péssima padronagem e ninguém compraria. Bom, sendo um prédio, também não sei como alguém se atreve a fazê-lo.</p>

<p>Acompanhe nossa simulação e veja como o prédio ganharia muito em dignidade se apenas uma das sacadas fosse escolhida:</p>

<p><img alt="Passo%20Fundo%20016%20azul.jpg" src="http://www.insanus.org/mujique/Passo%20Fundo%20016%20azul.jpg" width="400" height="421" /><br />
<em>Azul</em></p>

<p><img alt="Passo%20Fundo%20016%20marrom.jpg" src="http://www.insanus.org/mujique/Passo%20Fundo%20016%20marrom.jpg" width="400" height="373" /><br />
<em>Bege</em></p>

<p><img alt="Passo%20Fundo%20016%20vermelho.jpg" src="http://www.insanus.org/mujique/Passo%20Fundo%20016%20vermelho.jpg" width="400" height="451" /><br />
<em>Marrom</em></p>

<p>Feita a melhora, fica a pergunta: qual a sua versão digna favorita? Azul, bege ou marrom? Mande sua opinião para aquele e-mail que está ali no canto superior esquerdo. A mais votada será impressa e colada em forma de protesto na fachada do prédio.</p>

<p>Não vai mudar nada. Mas será um jeito bonito e democrático de dizer "por favor, parem".</p>

<p>2º Lugar - Edifício da loja Bom Sono<br />
Pior soma de idéias</p>

<p><br />
<em>Fotos, consultoria e júri: Paula Otto</em></p>]]>
        
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    <title>Pensamentos aleatórios do feriadão</title>
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    <published>2007-10-14T02:06:48Z</published>
    <updated>2007-10-14T02:39:32Z</updated>
    
    <summary>- Não consigo imaginar nada menos infantil do que um jogo chamado Leilão de Arte. E vejam, o slogan é &quot;as emoções da compra e venda de obras-primas&quot;. Parece piada - e das boas. Mas enfim, hoje em dia as...</summary>
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        <name>Saulo</name>
        
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        <![CDATA[<p>- Não consigo imaginar nada menos infantil do que um jogo chamado <a href="http://www.toymania.com.br/site/prod-detail.cfm?IDprod=00162168&AffiliateID=5816">Leilão de Arte</a>. E vejam, o slogan é "as emoções da compra e venda de obras-primas". Parece piada - e das boas. Mas enfim, hoje em dia as crianças assistem desenhos que ensinam a contar, talvez faça sentido mesmo gostar precocemente (o jogo traz a indicação "a partir de 8 anos") de leilões e obras de arte. Ou isso ou o filme Quero Ser Grande acertou na mosca. Lembram da cena em que o Tom Hanks crescido não consegue entender as chatices que o pessoal da empresa apresenta como idéias para novos brinquedos? Foi preciso uma criança ir lá e mostrar o que poderia ser realmente divertido. Grande metáfora sobre o mundo corporativo.</p>

<p>- Ainda não vi Tropa de Elite, mas sendo a música-tema do Tihuana, dá pra imaginar que tem mesmo muita tortura no filme.</p>

<p>- Saudades da TV Guaíba.</p>]]>
        
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    <title>Os Cinco Piores Prédios de Passo Fundo</title>
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    <published>2007-09-25T01:09:32Z</published>
    <updated>2007-09-25T01:54:06Z</updated>
    
    <summary>3º Lugar - Edifício das Casas Webber Se é verdade que uma imagem vale mais que mil palavras, vamos variar um pouco e começar com uma: Estonteante, não? Tonteante, ao menos. A paleta de cores totalmente equivocada, o grande bloco...</summary>
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        <![CDATA[<p><em>3º Lugar - Edifício das Casas Webber</em></p>

<p>Se é verdade que uma imagem vale mais que mil palavras, vamos variar um pouco e começar com uma:</p>

<p><img alt="Passo%20Fundo%20002A.jpg" src="http://www.insanus.org/mujique/Passo%20Fundo%20002A.jpg" width="300" height="400" /></p>

<p>Estonteante, não? Tonteante, ao menos. A paleta de cores totalmente equivocada, o grande bloco disforme na base, de onde nascem os apartamentos, com suas sacadinhas arredondadas, e o belíssimo cruzamento decorativo de uma coluna com uma viga curva, bem na esquina. Que ode ao mau gosto.</p>

<p>Mas vamos por partes (pensando bem, olhe com atenção o detalhe da viga e da coluna antes):</p>

<p><img alt="Passo%20Fundo%20005A.jpg" src="http://www.insanus.org/mujique/Passo%20Fundo%20005A.jpg" width="300" height="400" /></p>

<p>Agora sim: por partes.</p>

<p>É inquietante imaginar o que há naquele grande bloco dos primeiros andares. Um estacionamento seria a mais óbvia hipótese. Grande demais para o porte do prédio. Um depósito, talvez, já que ali embaixo está a casa Webber, tradicional loja de indumentárias gaúchas e pantufas. Nem Passo Fundo deve ter uma demanda tão grande de guaiacas para que precisassem de um lugar daquele tamanho.</p>

<p>Quem sabe é ali que eles guardam o gerador que faz girar o carrossel que o edifício parece ser - reparem no toldinho:</p>

<p><img alt="Passo%20Fundo%20004A.jpg" src="http://www.insanus.org/mujique/Passo%20Fundo%20004A.jpg" width="300" height="225" /></p>

<p>Olhando assim até parece que eles foram construindo, construindo e, quando chegaram lá em cima e perceberam que não ia ter nada pra cobrir a última sacada, colocaram um toldinho de quitanda mesmo.<br />
Fora que, vamos combinar, por mais legal que seja morar num apartamento com sacada (jogar ovos nos pedestres, ampliar a sala nivelando o piso, etc.), é complicado um edifício com sacadas ter uma forma harmônica e bonita. Menos ainda se for uma sacada arredondada, que além de não fazer nenhum sentido com o resto do prédio, tem menos área útil - sala ampliada menor, percebam.<br />
É agoniante também a frustrada tentativa do edifício de criar um padrão em seus detalhes. As janelas são de tipos diferentes em cada parte. E nada mais deprimente que uma janela de banheiro na fachada.<br />
Quer dizer, mais deprimente mesmo, só o prédio todo.</p>

<p>3º Lugar - Edifício das Casas Webber<br />
Pior sacada, pior toldo e piores cores</p>

<p><br />
<em>Fotos, consultoria e júri: Paula Otto</em></p>]]>
        
    </content>
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    <title>Os Cinco Piores Prédios de Passo Fundo</title>
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    <published>2007-09-07T02:27:06Z</published>
    <updated>2007-09-07T02:58:20Z</updated>
    
    <summary>4º Lugar - Doce Mania A imagem de uma casa de doces como lugar ideal faz parte do imaginário de todos nós desde que João e Maria foram seduzidos por uma e quase viraram ensopado (ou talvez até desde bem...</summary>
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        <name>Saulo</name>
        
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        <![CDATA[<p><em>4º Lugar - Doce Mania</em></p>

<p>A imagem de uma casa de doces como lugar ideal faz parte do imaginário de todos nós desde que João e Maria foram seduzidos por uma e quase viraram ensopado (ou talvez até desde bem antes, se considerarmos que a idéia não deve ter ocorrido ao escritor do conto por acaso). Triste ver que um recanto de sonhos tenha se materializado como pesadelo arquitetônico. E olha que me dói o coração dizer isso, porque a Doce Mania, maior e mais completa loja de guloseimas de Passo Fundo, fez parte da minha infância. Localizada a poucas quadras da minha casa, ela era o fogo que consumia quase toda a minha mesada todos os meses.</p>

<p>O impacto visual de um cubo branco todo retalhado com uma TROLHA vermelha atravessada e coisinhas amarelas penduradas dispensaria explicações. Mas como esse é um concurso sério, sejamos didáticos em nossos argumentos e explanações.</p>

<p><img alt="Passo%20Fundo%20006A.jpg" src="http://www.insanus.org/mujique/Passo%20Fundo%20006A.jpg" width="400" height="300" /></p>

<p>Pra início de conversa, é preciso ter bem claro que encher um objeto supostamente simples de retalhos não faz dele necessariamente mais rico ou bonito. Ao contrário. A menos que estejamos falando de um <a href="http://www.alessiovarisco.it/mariobotta/BottaChiesaSPietroApesterno.jpg">Mário Botta</a>, alguém que consegue pegar uma forma primária e retalhar com considerável sucesso, é melhor evitar. Podemos chamar isso de um pressuposto sábio na hora de fazer um projeto.<br />
Agora, se a idéia de retalhar um cubo pra deixá-lo mais atraente, chamativo, original e bonito inclui quebrar gratuitamente a esquina, enfiar um falso pilar vermelho nessa quebra e atravessar a fachada com pinceladas de amarelo, por favor, não faça. Podemos chamar isso de raciocínio bípede.<br />
Foi tanto foco e dedicação nesse detalhe central que simplesmente esqueceram do resto. Veja as janelas laterais do segundo andar (não, não as ridículas grudadinhas no pilar vermelho, as outras). Não existe nenhum padrão, lógica ou sentido na disposição delas. Cada uma tem um tamanho, uma proporção, ô lê lê, verdadeira festa.</p>

<p><img alt="Passo%20Fundo%20008A.jpg" src="http://www.insanus.org/mujique/Passo%20Fundo%20008A.jpg" width="400" height="533" /><br />
<em>Observe o cruzamento das vigas brancas, saindo pra fora da estrutura do prédio. Bonito, hein?</em></p>

<p>Doce Mania - 4º lugar<br />
Piores subtrações, pior trolha e pior esquina</p>

<p><br />
<em>Fotos, consultoria e júri: Paula Otto</em></p>]]>
        
    </content>
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    <title>Os Cinco Piores Prédios de Passo Fundo</title>
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    <published>2007-09-05T03:48:51Z</published>
    <updated>2007-09-05T04:11:02Z</updated>
    
    <summary>5º Lugar - Clube Comercial O que se espera de um clube que reúne comerciários a não ser que transmita a pujança e o sucesso dos cidadãos da cidade, não é mesmo? Pois está aí o Clube Comercial de Passo...</summary>
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        <![CDATA[<p><em>5º Lugar - Clube Comercial</em></p>

<p>O que se espera de um clube que reúne comerciários a não ser que transmita a pujança e o sucesso dos cidadãos da cidade, não é mesmo? Pois está aí o Clube Comercial de Passo Fundo para provar que o mundo dos negócios é mesmo imprevisível.<br />
O prédio em si até seria bem honesto, não fosse a lápide de mármore que ele ostenta na sua fachada. Até data de nascimento tem. E, ao que tudo indica, só não colocaram a data da morte porque não se deram conta de que o clube que deveria ser o mais chique e glamouroso da cidade parece uma tumba.<br />
Como se não bastasse, alguns anos atrás alguém resolveu fazer uma reforma na frente do prédio e incluiu algumas lojas onde antes havia um grande vão. O objetivo é claro: encher a caixa registradora. E o resultado também: cortinas de ferro e logotipos toscos criando uma interferência indesejada e acabando com qualquer possível beleza.</p>

<p><img alt="Passo%20Fundo%20012A.jpg" src="http://www.insanus.org/mujique/Passo%20Fundo%20012A.jpg" width="400" height="300" /></p>

<p><img alt="Passo%20Fundo%20013A.jpg" src="http://www.insanus.org/mujique/Passo%20Fundo%20013A.jpg" width="400" height="300" /><br />
Clube Comercial - 5º lugar<br />
Pior idéia de fachada e pior interferência</p>

<p><br />
<em>Fotos, consultoria e júri: Paula Otto</em><br />
</p>]]>
        
    </content>
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    <title>Concreto armado e glacê</title>
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    <published>2007-09-04T19:06:35Z</published>
    <updated>2007-09-04T19:08:23Z</updated>
    
    <summary>Atenção: depois de muito trabalho e infinitos preparos, começa hoje à noite a tão esperada série Os Cinco Piores Prédios da Arquitetura de Passo Fundo. Enquanto o grande momento não chega, alguns esclarecimentos importantes. - O que é Passo Fundo?...</summary>
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        <![CDATA[<p>Atenção: depois de muito trabalho e infinitos preparos, começa hoje à noite a tão esperada série Os Cinco Piores Prédios da Arquitetura de Passo Fundo.<br />
Enquanto o grande momento não chega, alguns esclarecimentos importantes.</p>

<p>- O que é Passo Fundo?</p>

<p>Também conhecida pela alcunha de capital do Planalto Médio, trata-se de uma cidade do interior do Rio Grande do Sul com aproximadamente 180 mil habitantes. Conta a lenda que os tropeiros, ao passar por lá rumo a São Paulo, espantaram-se com a grande profundidade de um rio bastante estreito que havia na região. Era um passo fundo. E o resto da história não carece contar.<br />
Recentemente, a cidade comemorou seus 150 anos, com direito a Jornal do Almoço ao vivo.</p>

<p><br />
- E por que a arquitetura de lá?</p>

<p>Tanta devoção e dedicação à feiúra merece ser reconhecida. Queremos mostrar ao mundo todo o horror que a soja é capaz de comprar.</p>

<p><br />
- Mas então os prédios lá são piores que no resto do interior e Porto Alegre?</p>

<p>Com algumas exceções pontuais, não. A breguice é generalizada.</p>

<p><br />
- Então por que a escolha?</p>

<p>Praticidade, oportunidade e implicância sentimental.<br />
</p>]]>
        
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    <title>Fala, véi</title>
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    <published>2007-08-09T00:37:12Z</published>
    <updated>2007-08-09T01:35:27Z</updated>
    
    <summary>Já se iam mais de três horas de viagem quando, jogando o olhar ao acaso pelo ônibus entre um cochilo e outro, reparei em uma figura familiar. &quot;Será mesmo o Cardoso?&quot;, pensei. Era difícil saber. O suspeito estava umas três,...</summary>
    <author>
        <name>Saulo</name>
        
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        <![CDATA[<p>Já se iam mais de três horas de viagem quando, jogando o olhar ao acaso pelo ônibus entre um cochilo e outro, reparei em uma figura familiar. "Será mesmo o <a href="http://www.qualquer.org">Cardoso</a>?", pensei.</p>

<p>Era difícil saber. O suspeito estava umas três, quatro fileiras à frente da minha, de modo que eu só podia ver sua nuca (e uma partezinha do rosto, quando se virava de lado) acima do banco do veículo. Tinha cabelos curtos, bem ruivos, e usava um óculos bem similar ao do Lord CAPS, características que me levaram a cogitar seriamente que fosse o próprio ali. Por outro lado, o que diabos o Cardoso estaria fazendo em Passo Fundo, de onde eu voltava naquele ônibus?</p>

<p>A dúvida injetou adrenalina nos meus olhos. O sono passou e comecei a me distrair conjecturando possibilidades acerca do caso. Eu poderia simplesmente me levantar e ir até o suspeito conferir, claro, mas isso, além de sem graça, tiraria um belo passatempo para os 50 minutos ainda restantes de viagem.</p>

<p>Decidido a resolver o quebra-cabeça com estilo, repassei mentalmente a situação. O passageiro era ruivo, apoiava no nariz óculos cardoseanos e, agora eu estava reparando, possuía um penteado bem similar ao do próprio. Além disso, estamos falando do Cardoso, alguém que tem um trabalho estranho, uma rotina estranha e faz costumeiras viagens estranhas. Ele poderia, quem sabe, ter ido até a Capital do Planalto Médio falar sobre internet num colóquio. Consigo me imaginar lendo um e-mail dele no dia seguinte, maravilhado com o xis do Boca e contando que bateu papo com os garçons que espancaram o Planet Hemp. Esses eram os indícios afirmativos.</p>

<p>Por outro lado, eu já tinha encontrado uma amiga de Porto Alegre no ônibus, ia ser coincidência demais esbarrar com mais um conhecido na mesma viagem. Cabe lembrar ainda que nuca não é arcada dentária ou impressão digital, não podendo ser usada como prova irrefutável de nada. Por fim, o biotipo suspeito se encaixava perfeitamente também com o de uma comum senhora passofundense de 50 e poucos anos.</p>

<p>O caso era complexo, por isso segui observando, com método, critério e zelo. Notei que o passageiro estava agitado, olhando a todo momento para a janela e para a frente, como quem não pode perder algo que em breve cruzará a paisagem. Ou, e aí matei a questão, como quem desconfia do motorista e só se sente seguro olhando a estrada fixamente e cuidando todos os movimentos do veículo.</p>

<p>Elementar, meus caros: o Cardoso não se preocupa com essas coisas. Até porque, grandes seriam as chances, se ali ele estivesse, de ter fumado uma moita de maconha antes de embarcar.</p>

<p>Conclusão: não era o Ruivo.</p>

<p>Encerrado o caso, ri ao perceber a nova tese que o episódio trouxe à tona para mim: existe uma intersecção entre o círculo a)Cardoso e o círculo b)típica senhora passofundense de 50 e poucos anos, que torna possível confundir um com outro facilmente.</p>

<p><img alt="cardoso.jpg" src="http://www.insanus.org/mujique/cardoso.jpg" width="400" height="267" /><br />
<em>Cardoso (E), ao lado de um amigo (talvez seja o tal garçom).</em></p>

<p><img alt="velhas.jpg" src="http://www.insanus.org/mujique/velhas.jpg" width="350" height="263" /><br />
<em>Típicas senhoras passofundenses de 50 e poucos anos. Todas da primeira fila, sob um certo ângulo, parecem o Cardoso.</em></p>]]>
        
    </content>
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