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junho 01, 2003

One Flew Over the Cuckoo's

One Flew Over the Cuckoo's Nest
Mas também como não gostar desse filme, pô? Se bem que como as coisas andam hoje em dia é bem capaz. Jack Nicholson faz o maravilhoso papel do energético McMurphy, um prisioneiro por parecer louco foi mandando pra um hospício, e não pra prisão normal. McMurphy não parece nem um pouco com um criminoso, não parece agressivo, é apenas um grande fanfarrão bem camarada. Dentro do hospício ele claramente é o mais normal de todos. Não só entre os internos. Isso fica claro quando se conhece a enfermeira chefe de lá. Sem dúvida a vilã mais perturbadora de todos os tempos. Não é agressiva, é uma loira com belos traços, aquele cabelo super arrumado da americana média e fala de maneira muito calma e pausadamente. Numa entonação que nunca muda, o que a deixa mais assustadora ainda. A causa dela ser tão assustadora é a maneira como trata os internos. Uma rotina que causa uma total desumananização naquelas pessoas. Ela faz terapia de grupos com eles, sendo extremamente fria ao mesmo tempo dando atenção a todos, tranquilamente. Personificação do grande mal. MacMurphy é cheio de vida e o contrário ela. Torna-se o líder dos loucos e sendo si próprio começa a inspirar seus companheiros a mexerem a bunda e serem algo que preste. Começar a devolver aquelas pessoas suas características e personalidades. Hospícios parecem ser mais tristes que asilos, já que usam muito mais remédios e todos ficam parecendo vegetais. Sem falar na lobotomia, etc. Samasara é triste.

Apesar dessa descrição miguelona, o filme até a metade é bem engraçado. Até aí fiquei vendo o filme com um sorriso estampado no rosto. Grande momento o do enorme índio Chief jogando basquete. Desde o começo ele tinha me chamado atenção. A maneira como se movia na quadra foi sensacional. Me contorcia na cadeira de tanto rir. Entre muitas outras coisas engraçadas. Grande personagem. Não é a toda que ele vai ganhando espaço durante o filme.

Mas não deixa de ser permeado de coisas tristes bastante assustadoras. Essa maneira como tratam os loucos. Sempre me lembra o nazismo esse tipo de coisa. Mas não dá pra chegar a ficar deprê. Sempre acontece algo como uma festa noturna com direito a mulheres e bebidas.

O final pode parecer um tanto desanimador e triste, mas achei bom. O óbvio ficaria chôcho demais e ele poderia ter feito isso em vários outros momentos do filme. Não sei porque não fez. Enfim, imperdível. De 1975 do diretor Milos Forman; mas o que fica é brilhante atuação de Jack Nicholson; e de um bando de gente também. No Brasil o nome do filme é "Um estranho no ninho" e todo mundo já deve ter visto.

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Da mesma forma que disseram que iria adorar o livro O homem que confundiu sua mulher com uma chapéu, disseram que eu iria gostar desse filme. Hehe. É verdade, eu tenho uma empatia bizarra com essas pessoas. Não sei muito o por que disso, mas uma das coisas que me atraem neles é que apesar de estarem em aprisionamentos enormes, ainda conseguem expressar algum tipo de sentimento, e quando esse acontece é algo muito sincero. Hoje só vejo pessoas agindo de forma neurótica, sempre preocupadas com joguinhos de ganhar e perder. É um tipo de esquizofrenia da humanidade. É o tal do porco, o galo e a cobra.
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Posted by parada at junho 1, 2003 07:58 PM

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