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agosto 20, 2003

A Força de não ter

A Força de não ter Força
Depois que te vi, vi que o dia
não era o dia, vi que o ar não
sustinha o ar. Vi que não via.

Para que não te vás, não movo
os lábios; para que não te vás,
não tremo as pálpebras; para

que não te vás, a respiração
é tênue, em quietude as plumas
do sangue a que não amanheça

nem anoiteça. E a água aguarde
regalada, absorta, embebendo-se
na própria boca. As coisas não

decifradas é onde bate mais sol.

Poema de Maria Carpi, a mãe do Carpinejar.
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Posted by parada at agosto 20, 2003 05:02 PM

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