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agosto 04, 2003

Belle de jour Não tinha

Belle de jour
Não tinha a menor idéia do que se tratava quando comecei a ver. O filme é sobre o dilema da mulher santa/puta. Catherine Deneuve é Séverine, uma jovem mulher que ama seu marido mas que estranhamente não tem nenhuma relação de prazer com ele. Apenas são educados e levemente carinhosos um com outro. Ao mesmo tempo ela tem sonhos eróticos onde é humilhada, amarrada, estuprada, essas coisas todas e então meio que contra sua vontada ela acaba indo trabalhar como prostituta para realizar essas suas perversões. As cenas confudem o espectador sobre o que é fantasia e realidade. Esse jogo parece querer questionar o quanto nossas fantasias nos confudem, algo do tipo. A forma em que tudo é mostrado até parece ser uma crítica a idéias que se tem sobre perversões. Aquela coisa de traumas passados do Dr. Freud, essas coisas. É uma ótica diferente e interessante que tenta trazer uma identificação disso tudo pras nossas próprias vidas. O surrealismo do filme juntamente com o tema pra mim foi um pouco perturbador, principalmente porque não estar esperando nada do tipo. Ele tem o potencial de poder ficar te acompanhando por algum tempo. O que pode ser bem divertido, se você não leva essas coisas a sério demais. E tem algumas cenas divertidas que alguns podem chamar de humor negro. A que me refiro é a do doutor que gosta de ser dominado e que curte fazer uma espécie de teatro antes da mulher começar a pegar no chicote. Que coisa mais engraçada foi aquilo. Ah, tem também a do senhor que curte conversar eroticamente com ela dentro do caixão, fingindo de morta e etc. Esqueci o nome disso. É engraçado de se ver. Porém, no filme todo não há uma cena erótica. A Catherina Deneuve aparece de calcinha, que chega a ser maior que minha cueca boxer. Risos da platéia. O final ficou confuso pra mim. Fiquei pensando de quem era aquela fantasia? Seria de ambos? Fico com sendo apenas da Séverine. Como se ela tivesse se aceitado e contado tudo pro marido, que a ajudou com a coisa sem problemas. Já que eles agora pareciam um casal feliz e ela já não tinha mais seus sonhos bizarros. Final intrigante. Bom filme. De 1967 do diretor Luis Buñuel.
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Posted by parada at agosto 4, 2003 05:13 PM

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