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agosto 07, 2003

Fragmentos do Colchão Macio Dentro

Fragmentos do Colchão Macio
Dentro da igreja católica, fiquei encarregado de entregar o mini-caixão que contia uma representação de um parente morto esculpido numa grande barra de chocolate. Estava lotado, era uma grande homenagem ao morto. Ao me aproximar do altar, deixei o caixão com o padre e passei a comprimentar todos alí no altar. A maioria era parentes (que não davam muita atenção), exceto o Gus 'Luz do Dharma' que também estava lá no meio deles e me disse coisas no pé do ouvido. Indo ao fundo da igreja, duas moças fizeram gracejos pra mim. Mas estava me preparando pra viagem, tinha pressa.

Trocamos de carro, pegamos a BMW e começamos a fazer a trilha que mais parecia como uma escalar uma montanha. Muitos buracos, eu pulando no banco traseiro. O carro descendo ladeiras travado. Quase capotava às vezes, mas por alguma coisa isso não acontecia. Quando vinha outro carro na direção oposta quase batíamos, mas chegamos ao ponto final bem.

Agora o resto da viagem tinha que ser completada via nado. Entramos na belíssima gruta e nos pusemos a nadar. Água agradável, luminosidade linda lá dentro. A caverna era grande e tinhamos que andar um pouco sobre as pedras pra chegar no outro lado do lago e continuar a nadar. Em um dos vários lagos, um pequeno bote surge vindo em direção a nós. Duas mulheres nele. Uma delas era um loira incrivelmente maravilhosa. Ela se aproximou e eu disse Que prazer encontrar a Marta Suplicy num dia como esse. Era pra ser uma piada, ou algo. Ela riu mas explicou que na verdade ela foi a vice do João Gular. Era jovem e linda, bela extremamente branca, grande, daquelas. Eu acreditei que ela fiu a vice do Jango. Conversamos um tempinho mas tive que seguir. Mas foi um prazer ficar conversando com ela de perto, fiquei hipnotizado por sua beleza esse tempo todo. Remando o bote, olhou pra trás e fez um gracejo com os olhinhos. O próximo lado tinha muitos morcegos. Ficavam voando loucamente. Tive medo.

Até chegarmos na casa desse meu parente, onde meu tio já estava cortando a picanha. Não cheguei a exprimentá-la. O pessoal ia chegar um pouquinho mais tarde, para dar continuação a homenagem ao morto. Mas não cheguei a ver minha família e o resto dos parentes chegando.

Não sou bobinho ao ponto de ficar lá, acreditando naquilo tudo? Enquanto apenas estava deitado na minha cama. É simplesmente impressionante o que o nosso cérebro é capaz de criar. No que acreditar?
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Posted by parada at agosto 7, 2003 10:51 AM

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