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agosto 24, 2003
Sobre ser romântico Com o
Sobre ser romântico
Com o surgimento do tema ‘love is in the air’, fiquei aqui esquecendo do presente pra relembrar uns momentos legais que já passei. [ insira aqui mais um agradecimento à sua mãe, por ter te dado um corpo que tem os sentidos responsáveis pelos mais variados tipos de felicidade. ]
Estou falando de se apaixonar, claro. A melhor das drogas. E não é à toa que é uma das coisas mais procuradas pelas pessoas. Todos querem se apaixonar, se perder. Viver em função de um grande amor. De encontrar uma pessoa que vá deixar a vida uma alegria de viver completa. Dependendo das condições, isso é raro de acontecer. Mas quando acontece, é algo bom pra caralho. Vocês conhecem isso muito bem. E não sejamos chatos de incriminar coisas românticas com racionalismos baratos. Acontece e pronto.
Mas a questão é que toda essa sensação não é tão boa ao ponto que não acabe. Mais cedo ou mais tarde, daqui cinco minutos ou daqui cinco vidas, vai acabar. Sim, isso é óbvio pacas, o sujeito pensa. Mas durante a festa esse acontecimento é a última coisa que pode acontecer na face da Terra. Custe o que custar. Conhecemos sujeitos bastante inteligentes que fizeram um papelão por causa disso. Porém, creio que mesmo quando acaba e a pessoa fica triste, se o relacionamento foi algo realmente bom, isso faz com que a pessoa só fique com vontade de fazer coisas boas. Ao invés de apenas cair no lugar-comum da aversão e opressão de não ser amado. Por que esse tipo de amor romântico autodepreciativo não é nada mais que um jogo de um ego querendo possuir o outro. O que, convenhamos, não é nada romântico. Mas acontece, está tudo bem, abraça aqui.
O ouro é que é possível, mesmo quando tudo se acaba, continuar amando a pessoa da mesma maneira. Dá pra cultivar esse sentimento quase sem esforço. Isso sempre depende da alegria que a coisa foi. Se soar idealismo, está no caminho errado. Rola aquela saudade sarada, mas continue. É possível e muito massa. Lembrando da pessoa, do que viveram, regozijar com aquilo e então se soltar dentro dessa experiência. Apenas continuar amando aquela pessoa como antes. É bonito e liberador. Ajuda a não cair na vala e então ficar mais bonito. E sempre vale lembrar que não ficar deprimido não tem nada a ver com indiferença, como alguns hereges tendem a crer. Vão ser românticos de verdade.
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Posted by parada at agosto 24, 2003 10:30 PM
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