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setembro 01, 2003
Domingo em São Paulo Quando
Domingo em São Paulo
Quando o ônibus parou, olhei pela janela e vi a enorme quantidade de pessoas nas plataformas. Mesmo num domingo de manhã a rodoviária de São Paulo é lotada. Tá vazio hoje, um acostumado com a cidade diria. Mesmo assim, andar no meio daquela multidão já me deu aquela sensação de certa forma prazeirosa de insignificância. Brota uma certa humildade fazendo parte daquilo tudo. Eu rindo gostando daquilo e ninguém notando minha existência. E se vê de tudo. O que mais me chamou atenção foram pessoas já com uma certa idade carregando sacolas enormes apoiadas na cabeça ou nas costas. Fiquei lá vendo as pessoas indo e vindo enquanto esperava sentado pelo Eduf. Tentando avistá-lo entre a descarga de pessoas que jorrava de minuto a minuto dos corredores da saída do metrô. Numa dessas ó ele lá. Fizemos algumas baldiações e depois pegamos o trêm (!) até Pirituba. Uma cidade pacata, com muitos traços de interior. Onde se pode comprar pão de manhã através de um bicicleteiro que anda com o cesto cheio de casa em casa. Legal Pirituba, só é meio longe das coisas. Almocei um ótimo macarrão com muita carne com a família Fernandes. O irmão do Edufo é muito parecido com ele e a irmã também, apesar de ser bonita - heh. Demos um tempinho e zarpamos pro centro. Sem antes conhecer todo o estabelecimento da Fraude Inc., é claro. Foi emocionante. No caminho, esperamos um bom tempo na estação do trêm. Lugar bacana, ainda mais com o tempo todo cinza que estava. Pena que não tiramos foto. Chegamos, andamos e felizmente desistimos de ver filme. "Piratas do Caribe" não pareceu um nome bom. Depois andamos. Então andamos, andamos até que andamos, pra finalmente andar mais um pouco, tudo isso só pra andar mais um pouquinho até chegar no Centro Cultural. Ficamos alí conversando uma média de quatro horas. Sem que em nenhum momento a conversa ficasse chata, o que é incrível. Falamos de muita coisa. Tomando capuccino e um ótimo chocolate quente que tinha a textura de um Danete. Muito bom, mas tinha que ser, já que o preço era R$ 2,50 por um copinho de 50ml. Vimos a passagem do som de uma banda que inicialmente pensamos que era o Instituto, já que tinha uns caras do Nação Zumbi. Não era. Não lembro o nome, mas era cheio de gritos de palavras só com vogais. Uma hora antes da peça fomos comprar os ingressos. Conheci o Chico Matoso da Revista Ácaro e seus amigos. Todos fã do Edufo, deu pra perceber. Acabou a peça e nos pusemos em direção à Pirituba mais uma vez. Sem antes andar pela Av. Paulista, algo que gostei muito. É legal andar por lá quando não se convive diariamente com aquilo. Creio que a vida lá me deixaria meio bombado de início, algo very good for practisas, claro. Edufo mostrou alguns lugares chaves na cidade onde dá ótimos pontos românticos. Anotei tudo. É muito legal relacionar certos lugares quase comuns que foram palco de algum acontecimento massa contigo. Andamos mais e avistamos o templo. Inevitável e perfeito para o momento. Pedimos vinte esfirras e as devoramos no melhor estilo pedreiro do metal. Algo que também discutimos bastante, o metal e o ser pedreiro. Falamos muito de mulher e até das mulheres dos nossos amigos, de como é bonito alguns desses casais juntos. Realmente. Regozijo e lembrar que é só no spãm stchãn tchanaram. Habibs é muito bom, porra. Aproveitamos pra fazer a primeira flash mob do metal, parando no semáforo e cantamos "Run To The Hills" do Iron Maiden. Perdemos a flash mob da Revista Sexy, infelizmente. Que pra quem não sabe, tinha que chegar no local e gritar algo como "Quero uma mixirica". Sim, verdade. Pena que não deu, me daria bem. Depois andamos. Se bem que não foi difícil demais acompanhar o Eduardo "Camelo" Fernandes. Mas foi um prazer enorme deitar na cama quando chegamos. Agradecimento ao irmão do Edufo, grande capoerista e tocador de sanfona erudita, pela cama cedida. Acordamos de manhã, recebi algumas explicações de como a Revista Radar funciona e tinha que vir embora. O Edufo foi até um ponto comigo pra ficar comendo poeira e esperando um baita tempo até que o ônibus pra Campinas chegou. Metaleiros são umas donzelas, mesmo. Agradeci bastante lá e de certa forma agradeço de novo aqui. Foi apenas um dia que fiquei em São Paulo mas a sensação foi de que passei quase uma semana. Foi muito massa. Brodagem comanda. Já estou querendo voltar mais vezes.
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Posted by parada at setembro 1, 2003 11:56 PM
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