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setembro 10, 2003

Frases Digestivas Sol em São

Frases Digestivas
Sol em São Joaquim. Campinas segue nublado. Faz tempo que essa cidade não sai do luto e ajuda a esquentar a água das piscinas. Na serra gaúcha nevou hoje. De verdade. Por pouco tempo, não dando pra deixar tudo branco. Esses dias deu saudade eu coloquei pra ouvir a trilha sonora do Straight Story feita pelo monstro Angelo Badalamenti, e quando olhei pela janela tava caindo um monte de cinzas de queimadas de cana, rodopiando pelo céu. Eram muitas por todo céu. Sujou pra caralho depois, tive que sair varrendo, mas não posso negar que foi bonito pacas. Parei com o que tava fazendo no computador e fiquei vidrado naquilo, não conseguia parar de olhar. Foi a música. Imaginei então como deve ser massa ver nevar. O nublado está muito agradável. Às vezes que chuvisca muito pouco. Previni e fui almoçar com o guarda-chuva pendurado no bolso traseiro da calça. No caminho tinha um vaso de barro com uma galinha morta, sardinha e uns cereais dentro. Alguém fez macumba pra alguém. Almocei muita verdura e de sobremesa experimentei a Moça. Chocolate da Nestlé com recheio de leite moça. Bom, mas nada demais. A garçonete gata estava lá. Muito charmosa. Simplicidades. O dono do restaurante estava de bom humor hoje. Sempre que ele tá de bom humor me chama de Itatinga, uma cidade vizinha de Campinas. Oh, Itatinga. Acha que eu sou de lá, mesmo explicando pra ele mil vezes que não sou de Itatinga. Mas ele gosta, fazer o quê, beleza. Tinha um pessoal jogando sinuca lá embaixo e um casal namorando embaixo do guarda-sol. Sempre tão lá. Voltei comendo o chocolate. De manhã fiz prática e agora mesmo acho que vou ouvir uns teachingas. Também li um pouco do Garcia Márques, to pra acabar. Li uns jornais e escrevi um texto pra rádio. Um tapa. Fiquei vendo fotos que guardo no HD e escolhendo uma pra deixar no papel de parede. A Marina ligou pra dizer o horário que temos que ir editar algo na faculdade. Ela é engraçada e muito afobada. Eu tô mó calmo às vezes e ela conversando comigo sobre trabalhos olha pra mim e diz não precisa ficar afobado que vai dar tempo tranqüilo. Menina legal. Depois do almoço não dá pra fazer muita coisa mesmo. Não dá pra ficar lendo, nem pra voltar pras tarefas. Ao menos aqui. Sou estudante. Dá pra ficar deitado, mas já durmo bastante durante a noite. Graças a Deus. Então sempre me volto pra cá. Escrever aqui é leve e dá pra descansar enquanto o sangue trabalha na barriga e deixa o cérebro mais manso ainda. O pior é que como o blog anda recebendo muitas visitas além do esperado, então sempre rola aquele pensamento de que a pessoa vai visitar e começar a ler essas coisas que são apenas palavras soltas pra eu descansar por alguns minutos enquanto faço a digestão. Tá ligado? Mas hoje eu lembrei que quando alguém visita aqui já sabe o que vai encontrar, então não dá nada. E existe a televisão com seus programas passando nesse exato momento, com todos assistindo aquelas coisas e isso aqui fica ainda mais inofensivo. Mesmo assim há uma responsabilidade. Se eu deixo a cabeça reta vejo pela janela uma fumaça saindo de uma chaminé. Sempre penso que é de alguma casa. Sempre esqueço que é de uma fábrica. Eu deveria contar quantos minutos eu fico aqui escrevendo essas coisas. Seria engraçado. Na verdade vou teclando bem devagar, pra tentar durar um bom tempo pra não acabar o que dizer pra mim mesmo. E explicando isso, se percebe que a coisa já acabou. E maximizo e minimizo a janela do wordpad pra ver a foto no desktop. Um avião pequeno passou no céu agora. Tem uns cachorros latindo no outro lado da rua. E sons de carro sem parar. O que lá em Samja, aonde moro, é raro, som de carro. Minha consciência já está voltando ao normal, já posso parar.
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Posted by parada at setembro 10, 2003 02:32 PM

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