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outubro 14, 2003

The Insider O Informante é

The Insider
O Informante é um filme baseados em fatos reais sobre um processo bilionário sofrido pela indústria do tabaco norte americana. Ela que quase nunca perde esses processos judiciais, devido ao seu enorme poder monetário.

A trama começa quando Wingang (Russel Crowe), químico e vice-presidente da empresa de cigarros, é demitido sem nenhum motivo aparente. “Problemas de comunicação” foi a justificativa. Demitido e com uma crise ética, ele se encontra instigado a falar para um programa de televisão sobre o que a industria da nicotina faz sem que seus consumidores saibam. Em específico sobre a adição de amônia pra potencializar o poder da nicotina. Trazendo sérios problemas extras para a saúde dos consumidores. Sua vontade de abrir o bico esbarra no rígido contrato de sigilo total assinado por ele ao entrar e ao sair da empresa.

Bergman (Al Pacino) é o produtor do famoso programa de reportagens 60 minutes. É ele que ajuda a Wingang a decidir se quer falar ou não tudo que sabe sobre a empresa de tabaco. Wingang se encontra numa complicada situação de medir os prós e contras de entrar nessa guerra. É uma trama complexa e Russel Crowe (gordo e grisalho) tem uma atuação absurda expressando com muita intensidade toda a pressão física e psicológica sofrida por Wingang. Que chega a perder sua família e se encontra completamente sozinho (a não ser sua ligação com Bergman). Sua atuação é incrível.

Fatos extremamentes crueis vão acontecendo com Wingang. O fundo do poço é quando a produção do 60 minutes decidindo não exibir a entrevista com sua imagem, temendo um possível prejuízo judicial na casa dos bilhões de dólares. Como se apenas tivesse sido usado para que não final aquilo que desejava fosse simplesmente deixado de lado pela emissora. Aí entra a questão sobre ética na mídia e opinião pública. A preocupação do jornalista Bergman com sua fonte é algo exemplar, que contrasta com posição tomada pela direção do programa. Também é colocado em tema se vale a pena a pessoa doar sua vida ao jornalismo. O filme me mostrou que no caso do Bergman, não. Tanto que o espertão se demitiu e foi ter uma vida mansa como professor. Com a desculpa honesta de que ele não poderia continuar no mesmo emprego sendo que nunca alguma fonte poderia confiar nele. As conspirações e intrigas do caso é algo fascinante de ver.

O filme é bastante longo, com 2h40min de duração. Mas fiquei grudado na tela o tempo todo. Para estudantes de comunicação, o filme é um prato cheio pra discussões sobre o poderoso mundo da mídia, ética e opinião pública. Achei muito bom, grandes atuações dos dois, emocionante. Dirigido por Michael Mann, de 1999.
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Posted by parada at outubro 14, 2003 12:33 AM

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