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março 04, 2004

Churrascaria Portoalegrense No último dia

Churrascaria Portoalegrense
No último dia que fiquei em Porto Alegre, quando acordei, um desejo estava estampado em minha mente: hoje eu preciso comer um churrasco. Comentei a idéia com o Natas, que de prima não gostou muito, mas devido a bela educação tradicional de sua família, propôs a atender o meu desejo. Fomos parar na Churrascaria Portoalegrense, uma das mais tradicionais e respeitadas da cidade.

Todo gaúcho é meio exagerado. Se percebe isso rapidamente convivendo com alguns. Mas com relação ao tal churrasco, o exagero é mais que justo. O que comemos na famosa Portoalegrense é algo totalmente diferente do que já comi aqui no Sudeste. É outra coisa. Primeiro que o local não é um lugar luxuoso. Chega a parece até com algumas churrascarias de estrada. Também não é como as churrascarias em São Paulo, um ótimo lugar para vegetarianos, com suas enormes mesas de frios. Lá se vai pra comer carne. Ela é o prato principal. O acompanhamento é simples e de muita boa qualidade. Uma graça a porçãozinha de salada que pedímos, e a de arroz valeu pra usar no sangue que estava no prato.

Pedimos uma picanha e uma costela. O primeiro pedaço da picanha que coloquei na boca já me deixou escandalizado. A textura da carne, o que era aquilo? A quantidade perfeita de sal. O sabor da gordurinha perfeita, dissolvia na boca. Por fora a picanha é bem passada e por dentro a carne é ainda com sangue, mas não crua – e torrada por fora - , como fazem na maioria das churrascarias aqui do Sudeste. Isso faz com que a carne fique incrivelmente suculenta. Em extase mastigatório, trocava pequenos palavrões de forma cavalheirística com o Gal. Que, também emocionaco, chegou a dizer que precisávamos oferecer orações por aquela vaquinha. A costela estava um pouco inferior, mas o seu gosto de carne pra churrasco é peculiar e muito apropriado. No final da refeição, comentei com meu amigo Valeu a pena ter enchido seu saco. Que respondeu de cara, Também achei, cutucando o dente de ciso com o indicador. Ele não conhecia lá ainda. Absurdo.

Quando como carne nos rodízios aqui de Campinas, quase instantaneamente depois de sair da churrascaria, uma sede avassaladora me assola. Muita sede. Depois de ter saido da Churrascaria Portoalegrense, minha boca ainda continuava cheia d´água, relembrando o sabor inicial da picanha. Aquilo era incrível. Não escovaia os dentes até que aquele sabor não se desaparecesse. Durou um bom tempinho. É diferente.

Agora toda vez que for a Porto Alegre, já tenho mais um lugar certo pra visitar. Pena que por vergonha não fui até a mesa do fundo tirar uma foto sentado ao lado do grande político Pedro Simão.
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Posted by parada at março 4, 2004 10:33 PM

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