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março 21, 2004

O Inocente Eu queria ter

O Inocente
Eu queria ter comentado esse livro logo depois que acabei de ler, mas estava sem computador na época e acabou não acontecendo. Passou um baita tempo, relembrando agora. Foi durante a semana que fiquei em Riviera. Nunca lia na praia, que não é um lugar pra se ler. Geralmente só depois que chegava em casa, tomava um banho e ficava no quarto com o ar-condicionado no máximo. À tardinha, antes de dormir, aquela coisa. Foi uma leitura bastante prazeirosa. Preencheu muito do tempo extra daquela semana sem computador, aonde mais fico me dispersando.

O Inocente (Cia. das Letras, 324 págs) é estranhamente um dos menos elogiados livro do Ian McEwan. Ele que vai estar no Festival de Literatura em Paraty desse ano, no qual pretendo ir. Amigos cariocas, tenho algum? Mas não compreendi o porque dos poucos elogios. Talvez pelo romance não se fechar redondo. Uma sensação que aquilo se prolongou demais. E então tem o pós escrito. Não sei. Mas a diversidade de sensações que o livro oferece é espantosa. Responsável por uma das maiores ressacas literárias que já tive com meus poucos livros.

Basicamente é um romance histórico se passa em Berlim durante a Guerra Fria. O inglês Leonard é indicado para trabalhar numa operação secreta da CIA contra a parte socialista da cidade dominada pelos russos. É durante essa sua estadia em Berlim que Leonard vai tomar contato com uma explosão de descobertas nunca antes imaginadas. Há uma mulher na história, que transforma Leonard fazendo ele se sentir pela primeira vez como um homem adulto. É uma cena belíssima da primeira vez de um homem. Sem afobamentos e vertigens corriqueiramente relacionadas. É belo. Assim, Leonard passa pela primeira grande experiência junto dela. Um crime hediondo é a segunda experiência. Onde a narrativa beira a perfeição. Inesquecível a cena do Otto.

Essas experiências que acontecem com Leonard, através do poder da escrita de McEwan, transpõem os olhos do leitor. Um sentimento de mistério indecifrágel daquelas emoções reunidas ficou comigo por um bom momento. Algo contrastante e ao mesmo tempo tão visceral. Impressiona e até assuta esse contemplar, que não sai do lugar e não tem resposta. Até que se lembra que é exatamante aquilo o entreter do livro. A comunicação que aconteceu. E não tinha sentido aquilo continuar. E então cessou. É um baita livro.
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Posted by parada at março 21, 2004 11:41 PM

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