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abril 29, 2004
Kill Bill - Vol. 1
Kill Bill - Vol. 1
É contagiante perceber o entusiasmo de Quentin Tarantino com o cinema. "Kill Bill" é uma grande brincadeira que ele resolveu montar homenageando as várias referências que misturam filmes orientais de lutas até faroeste. Muita tosqueira, cheios de clichês, mas algo que ele consegue fazer de maneira sensacional.
Depois da primeira cena curtinha, em que a Noiva (Thurman) aparece toda destruída, aparecem os créditos iniciais. "O Quarto Filme de Quentin Tarantino". Como se quisesse lembrar mais uma vez o espectador. Um cara todo contente do meu lado chegou a dizer "Pronto, já valeu." É por aí.
A história é bem simples. A Noiva é a única sobrevivente de um massacre que ocorreu no seu próprio casamento. Depois de 4 anos em coma, ela acorda pronta para se vingar dos assassinos. Os integrantes do grupo Víboras Mortais, do qual ela fazia parte. Black Mamba, como era chamada na gangue, vai então atrás dessas pessoas, onde Bill é o chefe delas.
O mais legal é a combinação de todos os estilos num mesmo filme. Diverte muito, sendo ao mesmo tempo extremamente cativante. Tudo na maior perfeição estilosa na qual o Tarantino é perito. É uma mistura de seriados japoneses (Jaspion, etc) com westerns e filmes gore que não tem explicação. Misturam-se a cultura, vestimentas, trilha, é uma festa. Tudo isso enquanto uma carnificina come solta. Uma enxurrada de sangue e membros decepados, mas não chega a chocar. Há sempre um caráter cômico, às vezes em formas de gemidos, outras vezes nos chafarizes de sangue, é hilário. A única cena de violência que não contém isso é na parte em que o filme se transforma num anime, aqueles desenhos japoneses. Um dos poucos trechos que deixa o público quieto. Tem uma belíssima trilha sonora.
Há cenas bonitas também. A da Black Mamba na taberna do mestre em fazer katanas. Os diálogos daqueles dois japoneses me causou uma crise de riso, só falam gritando. A Thurman também tá linda nessa cena. Outra boa cena só que bem mais espetácular é da luta da Black Mamba com os capagas de O-Ren, as penumbras no fundo azul. Depois dessa cena, quando a tropa de guarda-costas de O-Ren é destroçada, Black Mamba bate no bumbum do único que sobrou e manda ele voltar pra casa junto com a mãmãe dele.
Apesar de toda beleza estética, a grande atração do filme pra mim foi a trilha sonora. Acho que ela foi a responsável pela perfeita mistura de referências. Todas as músicas muito boas. Às vezes com temas que lembram westerns, canções japonesas, temas curtos de James Bonds, de filmes de terror, jazz e funk. Maravilhoso.
É entretenimento de primeira. As pessoas gostam de poder dar risadas assistindo cenas de matança, muito sangue e desmembramentos. Eu também gostei disso. Pelo que parece, o Volume 2 também vai demorar uns 6 meses pra sair aqui no Brasil. Muito massa. Não verei antes.
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Posted by parada at abril 29, 2004 05:36 PM
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