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abril 23, 2004

La Vita è Bella Achei

La Vita è Bella
Achei uma obra-prima esse filme do Roberto Benigni. De cara desperta o espectador com uma seqüência de fatos que parecem ter sido tirados de um desenho animado. Incrível as mudanças de cenários, os encontros e diálogos nonsenses, é igual a um sonho maluco. Calibra o espectador pro belo filme.

Guido (Benigni) é um judeu que sonha em ter uma livraria, vai pra Itália com um amigo poeta e acaba se apaixonando por Dora (Nicoletta Braschi, a própria mulher do Benigni), professora prestes a casa com um político facista. Guido, com sua imaginação e disposição sem fim, faz de tudo pra conquistá-la. Consegue fácil. A maneira de atuar do Benigni me lembrou o Woody Allen. Parece que tem muito do próprio Benigni alí e que as pessoas podem gostar ou não por causa dessa personalidade. Voltando, o filme tem duas partes bem distintas. A primeira é recheada de um humor leve que não cansa nunca. Piadas com ovos, troca de chapéus e vasos caindo na cabeça, bobeiras bem legais. Mas já se encontra temas como anti-semitismo e facismo, que se completa na segunda parte do filme. É ótimo o exemplo da superioridade racial pelo lóbulo da orelha e pelo umbigo.

Em um belo efeito de entrar e sair da porta, Guido já está casado com Dora e tem um filho pequeno, Giosué. Guido e Giousé são mandados para um campo de concentração nazista, e Dora acaba indo junto. É nessa situação que surge toda a beleza do filme. Guido tentando proteger seu filho da situação que se encontram, usando toda sua gigantesca imaginação e pensamento positivo. Faz com que Giosué acredite que aquilo tudo é apenas um jogo, uma brincadeira, e que se suportarem até o final ganharão o prêmio máximo que é um tanque de guerra. Um sonho do garoto. Comentei com amigos na faculdade sobre o filme e muitos disseram que não gostaram, que é um péssimo retrato do holocausto. Mas o filme não é sobre o holocausto, é sobre imaginação e sobre uma boa história.

Giosué é a personificação de um filho pequeno aos olhos dos pais. Tão frágil recém-chegado ao mundo e insuportavelmente amável. Que gurizinho mais querido.

É brilhante como Benigni consegue passar as sensações do filme. Deixa o sujeito confuso, sem saber se fica triste com aquilo ou se dá risadas. Se bem que a segunda parte é bem triste, mas há um equilíbrio ótimo em passar essa tristeza. Meigo. Um filme ótimo e feito pras massas, onde se mostra a importância do amor, da família e do poder da imaginação.
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Posted by parada at abril 23, 2004 02:00 PM

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