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maio 29, 2003
Campeão É com imenso prazer
Campeão
É com imenso prazer que parabenizo Claudemir Parada, PhD, pela conquista do Primeiro Campeonato Aberto de Tênis no Espigão. Derrotando na final, de forma avassaladora, seu grande rival Jão "apela no saque" Mataraia. Agora é só dizer pro João Bosco afinar o violão direito e segurar o forró no mesmo ritmo, pros milagrinhos darem aquela força no mês que vem. Massa. Valeu. É isso. Parabéns pela grande conquista e por mais um troféu. Ah, poxa, ficamos falando tanto que no final das contas esqueci de dar a notícia que o dinheiro tá acabando.
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The Seventh Seal O filme
The Seventh Seal
O filme se passa na época medieval onde um cavaleiro, depois de lutar vários anos nas Cruzadas, volta a sua terra natal, a Suécia. Ele encontra seu país sendo devastado pela peste negra, pessoas enlouquecendo devido ao medo, religiosos mergulhados em culpas e hereges sendo queimados nas fogueiras da inquisição. Faz pensar como nossa época é boa, certas liberdades e tal. Depois de passar por tudo isso, o cavaleiro começa a perder toda a sua fé na existência de Deus, e então caí numa crise existêncial que levanta questionamentos clássicos sobre a vida, morte e na existência de Deus. E ele econtra a morte em pessoa e vai jogando xadrez com ela, que veste um robe preto e tem a cara branca. Apesar de ter boas frases, achei os questionamentos do cavaleiro meio O Mundo de Sofia, demais. Tudo no filme é bastante depressivo, só que mostrado como uma opera, o que pra mim fica parecendo que os autores estão sempre com uma pontinha de irônia. Algo meio cômico, por incrível que pareça. É interessante o fato que o cavaleiro sofre por não receber nenhuma resposta divina, depois de muito pedir por misericórdia, respostas, tudo mais. Deus nunca lhe responde, aparentemente. Ao passo que a morte sempre aparece pra ele, mostrando sua face pálida e movendo as pedras do jogo. O filme é até legal de se ver, o preto e branco se mostra bastante apropriado, mas os diálogos deixaram tudo meio xarope demais. No contexto na época realmente é incrível, maravilhoso. Mas tem que modular pra mesma frequência pra apreciar, o que não aconteceu. Questões de épocas diferentes, sei lá. Filme de 1957 do diretor Ingmar Bergman.
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Darkness Uma nuvem negra estacionou
Darkness
Uma nuvem negra estacionou aqui dentro da minha cabeça. Não quer sair. Escureceu tudo. Medo. Até que ponto isso pode se intensificar? Fico observando. Olhar fixo, deixando ela contaminar tudo. Como ela realmente é boa nisso. De uma criatividade infinita. Ao mesmo tempo faz frio pra caralho e o vento que passa pelos furos na janela gela minha mão direita. A nuvem fica mais carregada e ir lá fora tomar vento gelado parece ser uma boa idéia. Venta forte aqui no bairro, sempre. Até que fico gelado e volto pro quarto. Lembro que me mexi, pra ir lá fora no vento. Foi o medo, o cansaço também. E ela nem se moveu. Nem um pouquinho só. Volto a ficar parado, olhando fixamente nela, como se a visse. Algumas músicas tocam e intensificam esse estranho exercício. Há um tipo de conforto nisso. Mas sei bem que não é nem um pouco agradável. Lágrimas e mais lágrimas são derramadas. Desabamentos. Lágrimas que encheriam um oceano inteiro, se todas as vidas fossem contadas. Lembranças, enganos, hábitos que perduram desde muito tempo atrás. Velhos conhecidos. Vamos lá, vamos ver, continuo olhando pra ela. Foram dias. E mesmo contaminado consigo por um instante lembrar que ela vai passar. Eu consigo lembrar, isso já aconteceu várias vezes, eu lembro. De todas as belíssimas canções que aquelas pessoas com senso estético e que juntam belas palavras já fizeram. Foram muitas, muitas. Dos pensamentos legais, das risadas no telefone, dos momentos incríveis, dos longos abraços, dos beijos bonitos, dos momentos maravilhosos, dos adjetivos. E o sombrio sempre irá voltar, assim, de novo e de novo, ãhn. Juntamente com as as tentativas de escapar, assim e assado. Alalá, faces da mesma moeda. Quantas histórias, quantas mágoas, quanta solidão esse pagode já produziu. Além da imaginação. Insuportável. E o céu lá. Sempre lá. Não muda nunca. Da mesma forma que escrever ou ler isso não muda nada. Pois é. E era uma vez numa praia nos Estados Unidos um velhinho engraçado que segurando sua cerveja fez um pequeno poema. "Eu vim com garras nas asas / Para estraçalhar a esperança e o medo."
E diz a lenda que o mundo inteiro tremeu.
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maio 26, 2003
Bussuku Revendo os ensinamentos do
Bussuku
Revendo os ensinamentos do Dzongsar, enrolado no cobertor xadrez, de boné, com as pernas cruzadas e com as costas erroneamente encostadas na parede, dormi feio. Então levantei, dei um pause e vim aqui. Bem mandrião. Blogs se tornaram minha televisão.
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maio 25, 2003
The Good, the Bad and
The Good, the Bad and the Ugly
Pronto, vi o que deve ser o melhor filme de faroeste de todos os tempos. Nunca tive paciência pra assistir nenhum deles na tevê. Antigamente lembro que passavam muitos na TV Record, agora os encostos devem ter dominado geral. Me pareciam ser chatos e bobalhões, coisa de velho. Mas o The good, the bad and the ugly é muito bom durante todas suas 3 horas de duração. Atuações impecáveis. Ele está lá, Clint Eastwood como o Blondie - the good. O Lee Van Cleef, não lembro - the bad. E o sensacional Eli Wallach, como o adorável Tulco - the ugly. Os três são ótimos (os três ganharam Oscar?), mas o meu prediléto, sem dúvida, é o Tulco. Muito completo, grande personagem. Trilha sonora histórica. Tá ligado naquela música que o Ramones abria o show. Wahh waahh waaaaahh. É ela. Será que foi lançada nesse filme mesmo? A impressão que fiquei quando o "The End" apareceu com aquela fonte trimmmassa é que tinha acabado de ver um enorme seriado compilado num só filme. Muitíssimo divertido. Valeu, Souza. E, hey, impossível praticar vendo esse filme. Todos são extremamente cool demais.
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Paim Sobre musculação, fiz um
Paim
Sobre musculação, fiz um tempo quando tinha uns 16 anos e minha coxa era igual a minha canela. Fui ficando com mais força, mas com a mesma massa muscular, quase. Comia feito louco, mas tava crescendo absurdamente e não sobrava energia pra criar massa. Gostava muito, até que me tornei um magrelo que puxava peso de gente grande. Tudo isso acompanhado pela incrível atenção do treinador Joílson, que chegava a dormir durante o espediente em aparelhos como a terrível mesa romana. Mas não tive problemas por ter puxado ferro, até fez bem pra postura. O lugar era como todas as academias, cheia de espelhos na parede aonde quer que o sujeito fosse usar um aparelho pudesse ficar se vendo. Então era um bando de homens sérios fazendo força em movimentos repetitivos e se olhando no espelho, sérios, muito sérios. Alguns usavam luvinhas, coisa que nunca fiz. Ter calos era importante. Uma das coisas que não me esqueço dessa época é um dos caras que iam fazer musculação lá. Um sujeito muito nerd, alguns diziam que ele tinha algum problema mental, mas não era verdade. O cara era só um ultra freak, mesmo. Então, como todos, ele ficava lá puxando os ferros em frente ao espelho, só que quando estava começando a perder as forças e precisava de um ajudante para completar as sequências, olhava para sua imagem no espelho e começava a ter soquinhos de riso. Era muito massa ver isso acontecendo. Não era comum, mas sempre acontecia. Às vezes chegava a parar de fazer por causa das risadas. Encostava num canto e ria, depois continuava, mais concentrado. Muito divertido. É aquela coisa, se você olha pro espelho e não começa a rir, alguma coisa está errada com você. Tinha também o Dilsão, meu amigo fisiculturista que chegou a participar de várias competições e tal. Não era boi ainda, mas muito forte, muito definido. O sujeito trabalhava num açougue e chegava na academia todo manchado de sangue e fedendo pacas. Personagem total. Entre muitos outros.
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Faculdade de Escritores Semana passada
Faculdade de Escritores
Semana passada o Daniel Piza escreveu sobre como seria ótimo se existisse uma faculdade para escritores. Tudo na maior irônia, claro. Mas como teve gente que acreditou na idéia, ele publicou hoje em sua coluna no Estadão um comentário bem apropriado de um leitor, um tal de Sergio Gonzalez. Vou colar aqui.
"Imagino que o seu texto sobre a 'faculdade de escritores' seja apenas uma fina ironia. Tão fina que, para um leitor mais crédulo e cultor de idéias fascistóides, pode ser percebida como uma sugestão que deve ser levada em frente. O sujeito (quem sabe um escritor frustrado) ficaria entusiasmado e criaria um movimento em defesa da criação da 'faculdade de escritores' pelo MEC. O Brasil ficaria inundado dessas faculdades, assim como já está hoje de faculdades de comunicação (...). Não nos livraríamos dos medíocres. Ao contrário, seriam multiplicados e se espalhariam por todo o Brasil. Mas todos devidamente diplomados. Assim como no jornalismo e na publicidade."
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maio 24, 2003
Peel Session Quarta agora o
Peel Session
Quarta agora o Mogwai tocou no John Peel Session na Radio1. Tá bem legal, tocam quase todas do disco novo. Pra ouvir direto é aqui. É só ir clicando no "skip 5 mins" até chegar na maravilha.
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maio 22, 2003
Things You Can Tell Just
Things You Can Tell Just by Looking at Her
Coisas que você pode dizer só de olhar para ela. Quase nunca vejo um filme mais de uma vez. Sempre perde quase toda graça. Se alguém quer vir aqui ver, vejo sem problema algum. Mas hoje decidi ver esse de novo. E não perdeu a graça alguma. Que bom. Vi pela primeira vez lá em Porto Alegre com o Pilla. Foi logo depois de um retiro. Morava em São Joaquim ainda e quando vi que estava em cartaz lá fiz muita questão de ver. Já que a lama Tsering tinha indicado com fervor. E realmente é muito sensível. As diferentes histórias de cinco mulheres. Talvez o tema principal seja "amor". De como é difícil conseguir amor, dar amor, etc. E da importância pras mulheres (ok, é pra todo mundo isso, mas na mulher isso é mais forte) de estar conectado com alguém. Tudo isso de maneira alguma idealista. Muito bom.
Li não lembro aonde que o senhor Bataille diz que o erotismo é a tentativa de unir aquilo que está destinado a ser separado. Idéia que aparentemente pode soar negativista, fria, mas acho ela bonita, quase calorosa.
Ah, é nesse filme que tem a clássica fala da mendiga: "Let me tell you about love, you don't ask, you give. A snake like you doesn't know this." hshs. O anão também é ótimo, grande sorriso, grandes risadas enquanto ele olhou imóvel pra mulher no se quintal. E a Cameron Diaz...
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Hooh-oh-ney, Buh-huh-nyy Li no blog
Hooh-oh-ney, Buh-huh-nyy
Li no blog do Galera pedaços de resenhas sobre o novo filme do Vincent Gallo, "The Brown Bunny". Muito engraçado, pingolim eu não ouvia faz tempo. Li a resenha do Cinemascópio e também fiquei com muita vontade de assistir esse filme.
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Roupa Nova Mudei o template.
Roupa Nova
Mudei o template. Enquanto ouvi as 22 musiquinhas do disco The Best of Mudhoney, só na nostalgia. O outro template tava faz tempo e enjoei dele. Tentei arranjar uma imagem que conbinasse com isso aqui, mas não rolou. Enfim, gostei, e espero que os ilustres visitantes também gostem.
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maio 20, 2003
Vai lotar pra caralho Ensinamentos
Vai lotar pra caralho
Ensinamentos com Dzongsar Khyentse Rinpoche em Três Coroas. Do dia 2 a 6 de julho de 2003. Que felicidade. E lembrar de fazer a inscrição o mais rápido possível. Issa.
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Aftas É pela primeira vez
Aftas
É pela primeira vez nessa vida que me aparece uma maldita afta na língua. Como não se sabe exatamente as causas da afta (estudei sobre elas agora mesmo), não acredito que tenha acontecido por causa da grande quantidade de pimenta que andei usando comendo cuzcuz, pastel, feijão, etc etc. O que deixaria o estômago ácido. Câncer não é. Neguinho morre de medo disso. Mas câncer na língua no começo a pessoa não sente nenhum tipo de dor, o que é a grande merda. E quando ela vai tratar já é um pouco tarde. Tchau, língua. Que horror. E eu nem fumo, o que diminui bastante a probabilidade deu perder minha língua. Enfim, é uma aftinha pequena mesmo. Só que hoje nasceu outra afta na buchecha. Abri a boca em frente ao espelho, estiquei o beiço e vi a camada interna da buchecha com a afta branca e ao lado a carne mais avermelhada. E comecei a pensar merda sem fim. Que aquilo iria piorar e começar a comer a fina camada de pêle que se chama buchecha até que os médicos não conseguiria dar um fim naquilo e eu ia ficar vendo toda hora aquela ferida aumentando até que no local abriria um buraco onde pelo lado de fora daria pra ver minha mandícula segurando os dentes e que essa cena lembraria o sorriso de uma caveira. Mas fiz bochechas com Anapion e elas tão sumindo já.
Caramba, juro, só agora que percebi que fiz um post coisas que acontecem.
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Dr. Sanfona Hoje de manhã,
Dr. Sanfona
Hoje de manhã, viagem a Ribeirão Preto, num massagista famoso de lá. Não pra mim, estou ok. Estava apenas bêbado de sono e dormindo na sala de espera do lugar. Quando começo a ouvir uma sanfona sendo tocada muito bem. Impossível o som ambiente desse lugar estar tocando um cd de sanfoneiros nesse volume, pensei ainda com os olhos fechados. Mas não era. Era o vizinho ao lado tocando sua sanfona em plena oito horas da manhã, como faz diariamente. Que massa, heim. Som muito bonito. Claro que lembrei do Waking Life.
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Depois do Meio-Dia Depois de
Depois do Meio-Dia
Depois de implicar com meu irmão pra ler direito a história de Roma, fomos comer pasteis na Celina. Lugar o qual me nutria quase diariamente durante o colegial. O melhor pastel da cidade. Local de pura nostalgia. Foram no total sete pastéis. Quatro meu e três o Ivan. Pimenta pingando na calça. Nem jantei. Uma guaraná maçã e lembranças da infância. Sempre tinha guaraná maça na vó Maria.
Depois subimos até minha avó, mas não deu pra ver ela nem entrar lá. Estavam rezando o terço e pedindo coisas pra Jesus que eram apenas preconceitos bobos da cabeça delas. Ri um pouco, e resolvemos descer pra casa. Tudo isso a pé, claro.
No caminho passamos em frente à Rádio São Joaquim. Vamos entrar lá? perguntou o Ivan. Fiquei meio na dúvida mas pensei que seria divertido, no mínimo. Você vai na frente, e ele foi, sem dar satisfação pra recepcionista entre outras pessoas em suas salas. Subimos o degrau e avistei o estúdio. Onde o Ivan foi entrando direto, abrindo a porta onde estava o cara com uma voz inacreditável falando ao vivo com as donas de casa da região. Então colocou uma música nova do Renato Russo - não conhecia - e ficou conversando com a gente, com a mesma voz com que falava no microfone. Impecável, sempre. Ficamos lá um tempo conversando, até que descobri que existe um locutor da rádio, de outro horário, que se chama, acreditem se quiser: Joselito. Sim, sério, juro, é verdade, existe, não é brincadeira, é sério. Totalmente sensacional. Muito obrigado, Ivan.
E nem liguei pra moça. Vai entender a putice. Mas pensei aqui e o lance é que não dá pra perpertuar o samsara com joguinhos bestas. Me broxa esses joguinhos, não me diverte, mas, mas ela ahmnnn eerrgghhh aaiggghf chhhhuifis. E então não foi. Eu curto é umas alegrias, umas fodas bonitas, onde ambos ficam felizes, alegres, sorridentes, idiotas, soltos e limpos de sexo [(c) Bullar]. Err, ok.
Ia continuar a saga mas vou dormir. E estou escrevendo imaginando que ninguém vem aqui ler essas coisas. Mas, ih, quê tem? Não apagarei.
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maio 19, 2003
Cooler Limpo e o Pentium
Cooler Limpo e o Pentium 100
Eu ia ficar sem mexer no computador até quarta. Quando cheguei em casa o meu querido Pentium 100 estava fazendo um barulho terrível, que rapidamente previ ser o cooler. Por preguiça, por causa do encaixável CPU do Itautec e pela vontade de ficar sem computador por alguns dias, só fui abrir ele agora pra ver qualé. Era ele mesmo, com uma camada inacreditável de poeira grudada, quase um lodo, que foi retirada com cotonetes embebidos em álcool.
Mas esses serão os últimos dias do Pentium 100, mesmo. Agora é sério. Minutos atrás veio aqui um técnico de informática ver a configuração dele. É que ele vai valer uns trocados na compra do novo, Pentium IV 2.4Ghz. Nossa. O Ivan ouviu isso ficou louco de felicidade, então comentou: Ranquei, meu, ô meu, acho que agora não vai precisar de trocar computador pro resto da vida, heim. Ah, a infância. Mas vou tentar conversar com o meu pai pra não fazer isso. Não pode fazer uma coisas dessas com um velho amigo. Um dos meus melhores amigos de todos os tempos. Foi ele o herói de tudo. Ele é o cyberxamã! Ele que roda bem mais rápido que computadores com o triplo de hertz a mais. É ele o culpado de tudo. Ele é o herói supremo dessa Era joaquinense! Homenagem.
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Metal and one point i
Metal
and one point i could feel the bass making my throat vibrate
Só pra mostrar pra uns aí que eu não estava mentindo.
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maio 16, 2003
Parafraseando Minha vida é de
Parafraseando
Minha vida é de uma simplicidade chorável. --Angélica
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Eclipse Não dou a mínima
Eclipse
Não dou a mínima pra eclipse lunar. Que graça tem ver a lua desaparecendo? Bom mesmo é o solar. Vi só uma vez. Faz tempo. Foi enquanto jogava tênis com o Badinhan lá no Espigão. Então o céu começou a ficar com uma cor laranja escuro que jamais tinha visto. Tanto que não esqueço da sensação de estranheza até hoje. Isso porque demorei pra dar conta que era um eclipse solar.
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( ) Precisava dizer isso
( )
Precisava dizer isso há tempos: eu adoro o álbum ( ) do Sigur Rós. É bom pra caralho, poxa. Belíssimas canções rastejantes. Pianinho funebre que marcam 7 minuitos de duração. Murmúrios ininteligível que combinam perfeitamente com o ritmo das canções cinematográficas. Delays infinitos. Baterias cavucadas com cotonetes. Maravilha. Baixei o Ágætis Byrjun, mas achei meio forçado. Mas esse ( ) é muito bom, meu Deus.
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Abre los Ojos É nome
Abre los Ojos
É nome do filme espanhol cuja regravação originou o Vanilla Sky. Como fiquei fã desse filme, resolvi ver o original, o qual muitos dizem ser superior. Mas eu achei bem inferior. Por já saber toda a história o filme perdeu bastante a graça, e não sei o que acharia do Vanilla Sky se visse o o original primeiro. Mas acho que muitos detalhes da regravação fizeram dele um filme melhor.
A primeira coisa que achei estranho foi o ator principal no Abre los Ojos andando num fusca conversível. Ele é rico e tem carrão, mas é quase um cara normal. No Vanilla Sky fica claro desde o começo que o Tom Cruise é extremamente rico, poderoso, super feliz, um ideal de pessoa bem sucedida na vida. Reino dos deuses total aquilo. Sua degradação fica muito mais visível e os momentos do interrogatório são bem mais reais.
Outra diferença grande é no papel da amante enciumada. A Comeron Dias é uma doçura, engraçadinha e aparememente inofensiva. A Nuria do Abre los Ojos causa medo. A mulher é claramente louca, e nada sensual. Como alguém entraria tranquilamente num carro com uma mulher daquela?
A Penelope Cruz é maravilhosa nos dois filmes. Chora, coração.
Além da melhor atuação de vários atores e do enredo ir ficando cada vez mais tenso, o final do Vanilla Sky é quase incomparável ao do Abre los Ojos. Infinitamente mais emocionante e emotivo, um clássico. A maravilhosa trilha sonora do Sigur Rós que entra enquanto passam os flashs das lembranças de momentos de sua vida me arrancou altas lagriminhas, pra não dizer que chorei. Só eu que achei esse filme emotivo pra caralho? Também acho esse filme bem "pior" que o Before Sunrise no quisito de fazer com que o cara fique bizarro por não estar namorando, hehe. Ao mesmo tempo mostra o tremendo apego em algo que é um tipo de ilusão. E de como o suicídio não é um tipo de solução inteligente. Caceta.
O mérito do Abre los Ojos é que foi feito com um orçamento bem menor e mesmo assim é ótimo. Mas o Vanilla Sky é como uma pintura do seu original.
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maio 15, 2003
Pirituba Air Guitar Esqueci de
Pirituba Air Guitar
Esqueci de dizer que ontem eu fui lá no vizinho e então liguei a tv. Assim que a tela esquentou apareceu o Eduf mandando ver concurso de air-guitar que rolou um tempo atrás em São Paulo. Cena extremamente ridícula, foi muito engraçado.
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Blog do Pilla Vocês já
Blog do Pilla
Vocês já estão sabendo do blog do Pilla, né? Que massa, heim, diz aê.
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Dead Man O filme mais
Dead Man
O filme mais impressionante que vi até hoje. E simplesmente não sei explicar o por quê. Será um incrível conjunto de combinações perfeitas? Seja o que for, isso não faz a menor importância. O que importa é que vendo esse filme tive uma das experiências mais incríveis desde que comecei a baixar os grandes clássicos indicados pelos meus amigos. Questões filosóficas, espirituais ou qualquer tipo de pensamento interpretativo comum tem que cair por terra pro sujeito apreciar esse filme – ao menos pra mim. Como é possível algo tão despretencioso ser tão profundo e belo? É sempre assim, na verdade. Atuação do Johnny Deep irretocável. Trilha sonora monstruosa feita pelo deus Neil Young. O diretor (o filha da puta) é o Jim Jarmusch. Quem ver esperando receber algum tipo de mensagem pronta vai se decepcionar. Tem que ser levado pela coisa. Muito bom mesmo. Ressaca fortíssima de admiração. Uma obra-prima completa.
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maio 13, 2003
Googlism Legal e viciante: http://www.googlism.com/
Googlism
Legal e viciante: http://www.googlism.com/
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Um Post Feliz, II Acho
Um Post Feliz, II
Acho que a fonte da minha recente neurose Dave Eggers é que toda vez que venho pra São Joaquim fico sabendo de notícias de coisas que se separaram, acabaram. Coisas que acontecem o tempo todo, normal.
Então, hoje de manhã vi minha mãe lacrimejando. Uma amiga tinha morrido, assim. Era professora também, trinta e poucos anos. Ataque cardíaco fulminante. Deixou um filho de três anos e meio. Com esse exemplo de perda as outras pessoas nem contam.
O dia passou e hoje à noite fiquei revendo uma vhs de uma palestra do Rinpoche. Então minha mãe apareceu de novo. Tinha voltado do velório e contou que o pequeno filho da falecida tinha o hábito de dormir com ela todos os dias. "De mãos dadas", fez questão de dizer. E está um problema saber como vão lidar com isso, agora. Se vão contar pra criança, como, etc. Então minha mãe veio e pediu uma opinião pra mim, se tinha alguma dica, qualquer coisa.
Óbvio que não.
Mas experiencias maravilhosas e terríveis são impermanentes, no sonho dessa vida. Martelo martelão, levanta a mãozinha, na palma da mão! Bonde do tigrão surgindo do nada uma hora dessas?!
Então ela viu minha mala pronta e disse que nem passamos muito tempo juntos. E eu pensei que merda, mesmo 18 anos aqui nessa casa parece que não aproveitei as coisas direito, não senti o gosto de tudo ainda. É o ego, esse negócio que nunca vai ficar bem, que ficou me distraindo do piquenique.
Nossa, como estou digitador esses dias. Deve ser ele, o Aurora Varietal, do Uruguai. E um tanto de falta de preocupação e vergonha disso aqui, também.
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maio 12, 2003
Fim da Fraude Hoje a
Fim da Fraude
Hoje a revista digital Fraude acabou. Isso se nenhum portal da internet decidir hospedá-la. Que as bençãos de Daniela Abade sejam consumadas. Se isso acontecer, ficarei muito feliz.
Lia diariamente a Fraude. Tudo que saía na "grande imprensa" eu chegava a ler semanas antes nela. Tinha seus defeitos, o que não tira seu posto de melhor revista de cultura do país. Em tempos que cultura é sinonimo de pé no saco, ao invés de enriquecer e divertir nossas vidinhas. Vai cedo. Valeu, Eduph.
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Yes, Mááááster Vi o Young
Yes, Mááááster
Vi o Young Frankenstein. Fronkestin. Isso na quinta passada. Ri a beça. É besta pacas, mas é engraçado. Os cavalos relinchando é ótimo. Frrrau Bluuucher. Inrirrrriiri. Não sabia que era um filme antigo, 1974. Mas o melhor mesmo foi o corcunda Igor, que me fez rir loucamente quando deu em cima da mulher do Dr. Frankenstein. Foi fazer gracinha pra ela mordendo seu seu cachecol peludo. Melhor cena. Vou procurar uma foto dele, ele merece:

Igor (Eye-Gore)
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Um Post Feliz Na última
Um Post Feliz
Na última vez que vi a lama comentei estar um pouco neurótico por tudo estar indo bem demais. Ela disse que não era pra se preocupar com isso, dando um sorriso que me deixou seguro.
O feriado do dia das mães foi ótimo. Estava com muita saudade das pessoas daqui de casa. Está tudo normal, maravilhoso, mesmo. Mas é foda, mesmo as coisas estando tranquilas, boas, calmas, legais, há toda uma gama de fragilidades sendo cultivadas. A analogia feita pra isso é da semente de gergelim. O seu óleo só se torna óbvio quando a semente é pressionada. E mesmo sendo quase impenetrável pra esse papo todo de compaixão, pensar que as pessoas próximas de mim, que fazem de tudo pra minha felicidade, estão à merce de tudo isso, me deixa com o coração meio apertado. E minha mente se volta para o dharminha.
Coisas fizeram eu pensar nisso hoje. Meu tio piorou, está no hospital com tubos na barriga. Todos dizendo coitado dele, né, tá sofrendo muito. É sincero, ok, mas não temos as mesmas fragilidade que ele? Não estamos na mesma situação, só que num momento bom?
A Pink, a cadela paulistinha da minha outra avó está imunda e louca. Vivendo sozinha num quintal pequeno, sempre trancada. Fomos lá hoje e abri a porta pra ela sair, passei a mão nela, neurótica e feliz. Estava tão suja que em poucas coçadas que a presentiei minha mão ficou cinza. Fedia muito. Fiquei bizarro e amanhã vou marcar pro pessoal que lava cachorros ir pegar ela. Que tragédia a vida da Pink, trancada no quintal sem ninguém pra lhe dar carinho. Ainda mais sendo cachorro, esse bicho que nunca fica satisfeito.
Andei de bibicleta hoje de manhã. Tava um frio tremendo aqui dentro de casa. Lá fora o sol estava ótimo. É raro isso.
Nem ia postar nada, como nos últimos dias. Mas conversei com o Crazy Pinheiro (de novo) e resolvi postar. "Coloca speedy e faz uns 10 posts por dia, Parada." Much fun. Conversamos sobre mulheres, etc. É muito importante fazer uma ligação pra lá estando em São Joaquim, alta interdependência. Conexões antiguíssimas. Ele é um garoto de sorte. Já estava tudo previsto lá, no Cyberxamanismo. Então vim aqui postar. Há-há.
É, realmente era melhor eu ficar sem escrever e continuar tomando o vinho Aurora Varietal, do Uruguai.
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maio 11, 2003
DJ Darwin Não tem problema
DJ Darwin
Não tem problema o Ivan não ter conseguido abrir uma rádio na internet. Agora ele tem seu próprio programa na Rádio São Joaquim, AM. É sério. Toda sexta-feira agora ele vai estar lá colocando som no programa Noite n'AM.
Eu fiquei sabendo que ele ia na rádio hoje, enquanto comia o pão de mandioca que minha avó fez. Mas só depois, enquanto estava no carro com a família indo pra pizzaria, percebi algo de errado. O radio estava sintonizado na Rádio São Joaquim. E estava tocando Pantera!!! Sim, a música "This Love". Pensei: Caralho, meu irmão está colocando Pantera pros cidadãos joaquinenses ouvirem. Algo histórico está acontecendo. Foi massa. Quase chorei de emoção. Deixa o Zekinha saber disso. Depois rolou Korn e parei de ouvir, isto é, sai(mos) do carro. Voltei e o programa principal tava rolando, o Noite n'AM. A session de drumba ficou muito boa. Bacana que ele não fala nada além do nome da música e da banda. É isso aí. Quando ele colocar Mogwai na Rádio São Joaquim eu fecho o blog e abro o fã clube.
E o locutor sacaneou o Alex Kid uma hora. Fez o comentário que o DJ da noite era um minininho de 16 anos que calça 44. Claro, porra, meu irmão. :~
Fui buscar ele quando acabou o programa. Passamos na avenida onde a balada rola pesado. Dentro do carro, ouvi duas vozes femininas gritando "Ô, Ivan." alguma vezes. Fiquei em silêncio, em reverência ao DJ Darwin, que parece estar querendo revolucionar algo os ouvidos dos joaquinenses. E se o Firpo lê essas coisas aqui, que fique dito que o Ivan colocou umas músicas da última cassete que ele mandou. Massa massa, vai nessa, brother.
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maio 07, 2003
New partner There's a black
New partner
There's a black tinted sunset with the prettiest of skies
Lay back, lay back, rest you head on my thighs
There is some awful action that just breathes from my hand
Just breaths from a deed so exquisetly grand
And you are always on my mind
And you are always on my mind
And you are always on my mind
And you are always on my mind
Well, I would not have moved if I knew you were here
It's some special action with motives unclear
Now you'll haunt me, you'll haunt me till I've paid for what I've done
It's a payment which precludes the having of fun
And you are always on my mind
And you are always on my mind
And you are always on my mind
And you are always on my mind
But hello, o I've got anew partner riding with me
I've got a new partner now
Now the sun's fading faster, we're ready to go
There's a skirt in the bedroom that's pleasantly low
And the loons on the moor, the fish in the flow
And my friends, my friends still will whisper hello
We all know what we know, it's a hard swath to mow
When you think like a hermit you forget what you know
And you are always on my mind
And you are always on my mind
And you are always on my mind
And you are always on my mind
O, o I've got a new partner riding with me
I've got a new partner riding with me
I've got a new partner riding with me
I've got a new partner now
:~)
É do Bonnie Prince Billy. Baixem e dancem.
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Posted by parada at 06:05 PM | Comments (0) | TrackBack
Antes de Dormir No Winamp,
Antes de Dormir
No Winamp, às 03:23: Radiohead - WIEAYB.mp3. Acho que ouvi essa música umas 15 vezes hoje. Boa noite.
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Posted by parada at 03:24 AM | Comments (0) | TrackBack
Before Sunrise Deu uma hora,
Before Sunrise
Deu uma hora, já ia dormir mas resolvi do nada ver o Before Sunrise. É sobre aquele casal que conversa na cama no Waking Life, me disse o Souza. Filme foda, bem bom. Curto esse estilo experimental quase solto do Richard Linklater faz do filme como uma sequência de diálogos. Romantismo bacana, gostoso de ver, descontraído e natural. Takes finais belíssimos, dos locais. E realmente rolou uma vontade grande de amanhã fazer uma ligação telefônica pra uma pessoa que não converso há 2 anos. Hmmmmmmn. Ai ai.
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Posted by parada at 03:18 AM | Comments (0) | TrackBack
Franciscano Hoje enquanto usava o
Franciscano
Hoje enquanto usava o discman no intervalo quando veio uma das meninas mais bonitas da classe e disse que estava me visitando. Heim? Não entendi nada. Então ela contou que durante o intervalo ficou lendo o meu blog. Andou lendo o meu blog no intervalo?!!! Pois é. Então ela meio que deu um sorriso estranho e disse que legal você ter ido num convento. E o sorriso estranho, no good sign. Também, um convento, con-ven-to. Porra, o que ela vai achar de mim agora? Heim, heim? Que tipo de jovem passa o feriado fazendo um retiro em um convento. Con-ven-to. Só jovens espiritualistas fazem isso. Meu Deus, rogai por mim!
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Posted by parada at 02:42 AM | Comments (0) | TrackBack
maio 06, 2003
Três Filmes Marmita roots, até
Três Filmes
Marmita roots, até dei um pedação de carne pra Layca. Comeu meio que desconfiada. Sinto o sangue concentrando na barriga. Decidi então sentar aqui e escrever alguma coisa sobre os três filmes que já vi do kit-souza divx. No mesmo dia que chegou eu vi o Samsara. Na manhã do dia seguinte vi o Buffalo '66 e à tarde vi o Crumb. Mais nenhum até hoje.
Samsara
Eu não achei tão incrível quanto comentaram comigo. É um romance bem interessante, principalmente por ser com um monge que sempre viveu dentro da sociedade monástica budista. A qual tenho uma certa antipatia, admito. Mas o filme é repleto de belas imagens e cenas sensíveis. Atuações ótimas. A cena da mulher helicóptero é muito engraçada. Com relação aos possíveis ensinamentos budistas, o filme deixa muito mais perguntas no ar do que respostas. Outro ponto legal também é que não há nenhum tipo de julgamento nas atitudes do monge, o jovem e parceiro Tashi. Isso é bem legal. Porém fico um pouco recentido por mostrar um lado extreito da coisa, mas daí lembro que é um romance, um filme, entretenimento, pra todas as pessoas, e então sempre acabo gostando.
Buffalo '66
É outro que fazia tempo que me indicaram. É bom mesmo. Claro que o Vincent Gallo não é como o personagem. Não dá pra alguém ser assim. Aquilo lá só é estados de humor que eles e seus amigos gostam de cultivar. Aquela coisa beirando a loucura e depressão, uns aprisionamentos horríveis que ao mesmo tempo é confortável. A trilha sonora é ótima, tosquices meigas. A cena dele chorando no banheiro é muito boa. Filme muito ensinamento. Não importa o quanto a pessoa seja teimosa com suas loucuras, ela sabe o que vale a pena - be kind. Um filme pra ver muitas vezes.
Crumb
Ah, Roberto Crumb, quem não se identifica contigo, seu bobalhão. Foi legal ver o seu documentário. Eu só ia marcando um xis na compactuação de bobeiras, é foda. E você se trata como personagem demais, cara. Que viagem suas vestimentas. E precisa conhecer umas moças do Brasil, aquelas do ensaio fotográfico que você fez só umas três eram ok. E o teu irmão Charlie, porra? Como é que você conseguia ficar rindo daquele jeito enquanto conversava com ele. Tudo bem que rir é o instinto básico de proteção. Mas foi ruim de ver. O Charlie lembra o Zequinha. Tudo bem, vai, as pessoas fazem coisas erradas o tempo todo e você é um cara legal e genial pros quadrinhos. Tem um traço sensacional e quase chorei vendo os rostos que desenhava das colegas de sua classe. Deixando elas sutilmente mais bonitas. Fiquei sabendo que visitou o Brasil um tempo atrás, mas nem rolou te visitar. Espero que esteja tudo bem aí na França.
Ok, deixa eu voltar aqui.
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Posted by parada at 02:41 PM | Comments (0) | TrackBack
Aniversariante Que emoção, domingo agora
Aniversariante
Que emoção, domingo agora sabe quem faz aniversário? Sim, The Samjaquimsatva! Um ano já de inutilidades, perda de tempo e erros de concordância. Preparem seus presentes que eu tô pra postar uma foto da Anéli e fechar esse lixo. Abraços.
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Posted by parada at 12:29 PM | Comments (0) | TrackBack
Dois blogs Coloquei mais dois
Dois blogs
Coloquei mais dois blogs alí do lado. Um é o recém nascido do Eduf, aquele te Pirituba. O outro é do Eduardo Nasi, que leio desde sempre e estando alí do lado facilita a coisa.
Baixei matérias do Estadão pra surripiar coisas, uma nova session gym da Anéli e acho que hoje vou comprar uma marmita. Não que eu seja pão duro por comida, mas às vezes dá vontade de comer um rango de pedreiro.
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Posted by parada at 12:27 PM | Comments (0) | TrackBack
maio 05, 2003
De cabelos brancos Caminhando de
De cabelos brancos
Caminhando de volta pra casa hoje à noite, um carro saiu cantando o pneu quase até o meio do quarteirão. Veio subindo a rua que eu tava descendo. Até que passou por mim e vi lá dentro um senhor de cabelos brancos, dando um tapão na direção. Fiquei imaginando há quanto tempo aquele senhor deve passar por aquilo cada vez que alguma merda acontece com ele.
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Posted by parada at 11:57 PM | Comments (0) | TrackBack
Sci Fi Music Walter, você
Sci Fi Music
Walter, você que anda meio emocionado com o cd novo do Mogwai, principalmente pelas músicas que soam ficção científica, tenho uma dica musical pro senhor. É álbum Finally we are no one de uma banda chamada Múm. As músicas são bem parecidas com a I know who you are but what am i. Acho que vai gostar muito. Tenho outro álbum deles aqui, o Yesterday was dramatic - today is ok que é muito bom também, mas é menos sci-fi.
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Posted by parada at 03:34 PM | Comments (0) | TrackBack
Convento Weekend Eu nunca tinha
Convento Weekend
Eu nunca tinha visitado um convento, esperava que fosse um lugar bastante cinza, frio e triste. Mas não é. Ao menos esse, o Maria Imaculada em Itapecirica da Serra, onde as irmãs são de origem alemã da ordem franciscana. O lugar todo era decorado com belíssimas imagens de santos, Mojão ficaria louco com elas, eram iguais a que ele andou postando uma época. Tinha também a foto do seminarista fundador do convento na enorme sala de alimentação. Pinta de galã. As freiras do Maria Imaculada tem como especialidade fazer comida deliciosa. Jantar com hamburguer de frango grelhado, linguiça, coxa de frango empanada, não é em qualquer convento não. Tem que se respeitar um lugar religioso assim. Avistei poucas freiras por lá. Quase todas já idosas, não vi nenhuma adolescente gata. A maioria estava indo entrar em alguma porta e sumir. Mas a irmã Janete sempre estava a vista. Baixinha, sotaque sulista fortíssimo e muito bondosa, mas um tipo de bondade meio solidificada, cansativo. Ao menos não disse nenhuma vez palavras que lembrassem coisas cristãs. Tipo, Deus. Não que ligo, óbvio, mas foi de se notar isso. A sangha estava lá. Clóvis Inouê, Taís, Camila, Marlon, Cazé não. O que seria da sangha sem essas pessoas. Eu e o Clóvis rimos muito, as mesmas bobeiras de sempre. Uma noite, pra não cair no sono, fiquei obsessivo com uma música do KISS. Aaahhh, wanna rock and roll all night... and party every day. E isso que nunca fui de ouvir essas coisas. Uma hora dancei no meio do imenso corredor escuro aonde ficam os quartos. Ninguém viu. Esse corredor era digno de filme de terror. Também vi um quarto de uma irmã, altar mais stylish. Sem falar do crucifixo que todas usavam, o melhor. Durante retiros percebo meu enorme apego por música. Uma hora até toquei bateria sentado na privada. Mas deixar de ouvir música por alguns dias é maravilha, faz com que as músicas conhecidas pareçam novas, bliss bliss total bliss. O retiro foi incrível. Ensinamentos bem avançados, fiquei meio perdido e minhas pernas doeram bastante. Nunca vi tanta gente nova num evento assim. A lama não cansava nunca, não mudava a paciência, energia e intensidade nunca, mesmo depois de um dia inteiro falando. Tomei café da manhã com ela um dia, me perguntou mais sobre o Waking Life e disse que o Turning Point é um bom filme. Queria ter passado pra gente ver antes de começar o retiro, mas não tinhamos tempo. Foi muito bom mesmo. Fiquei muito agradecido na volta pelas pessoas que me puxaram pra ir. A Priscila e o Pinheiro, basicamente. E meu pai, óbvio, óbvio, sempre.
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Posted by parada at 11:46 AM | Comments (0) | TrackBack
maio 01, 2003
Feriado Vou passar esse feriado
Feriado
Vou passar esse feriado sem computador, família, comida boa, paparicos, festinhas, etc. Vou lá pra Itapecerica da Serra, no Convento Maria Imaculada. As freiras que se preparem para o rock, o bicho vai pegar. Se Cazé Peçanha for, o Rubens, já rezo por elas. Que bobeira. Volto na segunda, ou terça, por causa da ressaca. Tenham um bom feriado. Façam valer a pena. Feliz aniversário, mãe. Agora vou fechar a mala, enrolar o cobertor e comer algo. Abraços.
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Posted by parada at 05:55 AM | Comments (0) | TrackBack