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julho 21, 2003

Annie Hall O Woody Allen

Annie Hall
O Woody Allen é simplesmente um cara legal pra caralho. Daqueles que mesmo se fosse seu inimigo seria difícil não gostar dele. Deve ser o ponto central do seu sucesso: o cara é muito legal. Alguém tem que ser muito azedo pra não simpatizar com o cara. Esse filme é uma comédia romântica construido em cima do realismo de um relacionamento amoroso, ao invés do ponto de vista romântico idealista. Claro.

Woody Allen é Alvy Singer. Um comediante paranóico, neurótico, nervoso, pessimista, obcecado pela morte e amante da cidade de Nova Iorque. Ele acredita que o mundo é divido entre as pessoas terríveis (doentes terminais, cegos e todas aquelas que nem dá pra imaginar como podem viver) e as miseráveis (todo o resto - nós, e devemos nos alegrar por isso). Apesar dessas características parecerem um tanto horripilante, o cara é legal. E o que faz dele um cara legal é seu belíssimo senso de humor e sua inteligência. Ele é muito engraçado. Annie Hall é a mulher que ele ama, interpretada muito bem por Diane Keaton. Adorável, adorável, mesmo sendo bem neurótica.

Então o Woody vai contando a sua história desde a infância até os últimos dias com a Annie. O ritmo é muito bom, trabalho de edição fudido. Até a metade do filme eu estava me deliciando tanto que deu vontade que aquilo continuasse por umas quatro horas. Depois continua ótimo, mas não tão sensacional como o começo. O Woody atua muito bem, e durante as cenas ele interage com a câmera em cenas inesquecíveis. Os diálogos são intensos mas muito bons. Muitas referências, Freud e filosofias existencialistas. Coisas que sem o senso de humor do Woody seriam uma merda só. Sua atuação é tão realista que mesmo pra quem não o conhece dá pra sacar que aquilo não é um personagem completo, mas um monte do próprio Woody Allen. No final dá até pra emocionar um pouquinho (bem pouquinho) com as pequenas sequências de cenas do filme, onde é relembrado os bons momentos que ele teve com a Annie. Esse tipo de sequência de pequenas imagens muito me agrada. Perfeito pra recordações, como no final do "Vanilla Sky". Puxa vida, como me diverti. Dou um 9,4/10. Filme de 1977.
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Posted by parada at julho 21, 2003 12:07 AM

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