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março 31, 2005

Woody Allen Machine

Tom Taborda deu a dica no Weblog do no mínimo e reuni aqui. Existem mais entrevistas parecidas. Até agora são quatro. Talvez por isso que o Daniel Robert Epstein tenha me mandado pular de um precipício sem eu entender por quê.

Devin Faraci (chud.com)
"I still lay down on the bed with a yellow thing and write it. That takes three days. I can write faster this way. I was taught to write on a typewriter and I think it would be healthier for me to do it that way because if you write on a typewriter you sort of act out the scene and you know it works. When you write on a pad, you're hearing it in your head and you don't know that it works when it becomes audible, but it goes so much faster that I just got into this bad habit and I've been doing it for years."

Edward Douglas (comingsoon.net)
"I still lay down on the bed with a yellow pad and write it longhand. Invariably, I have to type it myself and that takes three days. I can write faster this way. I was taught to write on a typewriter, and I think it would be healthier for me to do it that way, because if you write on a typewriter you sort of act out the scene and you know it works. When you write on a pad, you're hearing it in your head, and you don't know that it works, but it goes so much faster. I just got into this bad habit and I've been doing it for years."

Daniel Robert Epstein (suicidegirls.com)
"I still lay down on the bed with a yellow pad and write. Invariably I have to type it myself and that takes three days. I was taught to write on a typewriter and I think it would be healthier for me to do it because if you write on your typewriter, you act out the scene and you type it down and you sort of know it works. When you write on a pad, you're hearing it in your head and you don't know that it works when it becomes audible, but it goes so much faster that I've gotten into the bad habit and I've been doing it for years."

Osmar Freitas Jr. (istoe.com.br)
"Escrevo naqueles blocões de papel amarelo, a lápis ou à caneta. Escrevo deitado na minha cama. Acabo sempre tendo de copiar tudo à máquina depois e isso toma uns três dias. Eu provavelmente deveria escrever sempre à máquina, pois nesse caso você trabalha a cena ou ato e depois passa para o papel já sabendo como é que vai funcionar. Ao escrever à mão, você, na verdade, está ouvindo a cena em sua cabeça e não sabe se a coisa vai funcionar direito quando se tornar audível a todos. Mas escrever à mão para mim é muito mais rápido. Acabei me viciando nesse processo."

Update: Mais duas entrevistas assinadas com conteúdo semelhante. Agora são seis.

Wilson Morales (blackfilm.com)
"I still do that. I still lay down on the bed with a yellow thing and write it. Invariably I have to myself and that takes three days. I can write faster this way. I was taught to write on a typewriter and I think it would be healthier for me to do it that way because if you write on a typewriter you sort of act out the scene and you know it works. When you write on a pad, you're hearing it in your head and you don't know that it works when it becomes audible, but it goes so much faster that I just got into this bad habit and I've been doing it for years."

Cole Smithey (toledocitypaper.com)
"I still lay down on the bed with a yellow pad and write it. And invariably I have to type it myself and that takes three days. I can write faster that way. I was taught to write on a typewriter and I think it would be healthier for me to do it. Because if you write on a typewriter, you act out the scene and you type it down and you sort of know it works. When you write on a pad, you're hearing it in your head and you don't know that it works when it becomes audible, but it goes so much faster that I've gotten into the bad habit and I've been doing it for years."

Parece coisa de release, mesmo. Difícil imaginar o Woody Allen tendo respostas tão decoradas assim. Sempre. Ele seria famoso por isso. E nenhum grande jornal americano parece ter usado esse suposto material.

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Sobre o post abaixo

A repercussão que teve o post abaixo me mostrou que um blog, por mais descompromissado e sem grandes intenções que seja, pode se tornar um veículo de certo alcance. Blogs que vigiam a grande imprensa são algo que já existe nos Estados Unidos. De forma aleatória e imprevisível, isso aconteceu comigo.

O blog estava quase parado: ando escrevendo pouco, só indicando matérias ou sites de fotografias para os meus melhores amigos - que são o meu público-alvo. Por estar acompanhando o que estava sendo dito sobre o novo filme do Woody Allen, li a entrevista na SuicideGirls. E uma semana depois, a da IstoÉ. Meus amigos me sacaneiam por eu ter uma memória tão relapsa, mesmo assim não deixei de sentir a enorme semelhança.

Acompanhei a repercussão, principalmente no Pedro Doria e no Insanus, entre vários outros blogs, e creio que não falei besteira. Os vários trechos deixam clara a semelhança quase literal entre as duas entrevistas. Nas perguntas e nas respostas, frase após frase, a semelhança e a seqüência de raciocínio é idêntica, sem falhas nem sequer alguma divagação diferente. Mas os dois jornalistas poderiam ter feito a mesma entrevista, questionei. Com a ajuda de amigos, cruzei informações e não pareceu ser o caso.

Pensei em não postar. Gosto do ambiente pacato do meu blog, mas senti que não deveria deixar passar aquilo. Não descarto a possibilidade de minha impressão e a de várias outras pessoas estar errada. Por isso, sinceramente, acho que não podemos julgar ninguém. É chato perder tempo com isso.

Como balanço, vejo como algo positivo. Com a internet e a facilidade de ler jornais e revistas do mundo todo, fica bem mais difícil alguma coincidência passar em branco. O que é muito bom para o jornalismo e para nós, os poucos leitores brasileiros.

Update: Resposta de Osmar Freitas Jr. Atualizações sobre o caso, lá no Insanus.

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março 29, 2005

Estranha coincidência

O jornalista Osmar Freitas Jr. conseguiu ir a um jantar íntimo com Woody Allen e amigos num apartamento em Manhattan. Sem poder usar gravador, fez a entrevista para a IstoÉ. Comecei a ler e rolou um déjà-vu em algumas perguntas e respostas. Temi por uma degeneração crônica da minha memória. Será que já tinha lido essa entrevista e me esquecido? Felizmente não foi o caso. Tinha lido era outra entrevista bem parecida na SuicideGirls. Cheguei a pensar que fossem os mesmos autores, mas Osmar Freitas não tem nada a ver com Daniel Robert Epstein. Abaixo, dois trechos bastante parecidos.


1) SuicideGirls: How did you customize (Will Ferrell) it for him?

Allen: First of all, he's so physically different. He's a big silly person and everyone including me has laughed at him in these broad ridiculous comedies. The question was, could he act and be believable. It turned out; I guess because of his size, his face or whatever talent he has, he's vulnerable. There's something sweet about him so your heart goes out to him. There were things in the script, the actual dialogue, that he couldn't do. Since I'm writing the dialogue, my tendency is to write it for myself even though I knew I'd never be playing it. But I write it instinctively for myself and I had to cut some lines and dialogue out of the thing because he couldn't do it. It never sounded funny when he did it. But there were things he did do that I could never imagine when I was writing it. Before I met him, I never could have imagined it for the script or the contributions he would make sort of built in to his ridiculous persona. The way he moved, there's something in the look of his face, it's intangible, but it's silly and sweet.

IstoÉ: No Brasil as pessoas não conhecem o Will Ferrell (do programa Saturday night live e dos filmes Um duende em Nova York e Dias incríveis) do mesmo modo que os americanos. Por favor, explique como se faz algo sob medida para ele.

Allen: Bem, em primeiro lugar, ele é fisicamente diferente. É um grandalhão simplório. O jeito como ele se movimenta, sua fisionomia e expressão têm algo de intangível, de ridículo e doce. Todo mundo ri de suas comédias ridículas - inclusive eu mesmo. A grande pergunta era: mas será que ele consegue interpretar outros papéis de forma convincente? Acontece que há algo de muito doce nele que ganha seu coração. Ele é vulnerável, talvez por seu tamanho e falta de jeito, pelas suas expressões ou por algum talento inato dentro dele, sei lá... Teve algumas coisas no roteiro - alguns diálogos - que ele não conseguia fazer. Quando eu escrevo um diálogo, minha tendência é fazer algo para mim, mesmo que eu saiba que não vou ser eu quem vai dizer aquelas frases. Mas eu escrevo instintivamente para mim mesmo e tive de cortar alguns diálogos ou frases porque Will não conseguia fazê-los direito. Não era ele. Não era engraçado quando ele falava. Em outros momentos, teve coisas que ele fez que eu nunca imaginei ao escrever. Antes de encontrá-lo pessoalmente, não imaginei aquelas situações. Ele contribuiu no roteiro de tal modo que acabou construindo um personagem ridículo, engraçado, especial.

2) SuicideGirls: What is your writing process?

Allen: I still lay down on the bed with a yellow pad and write. Invariably I have to type it myself and that takes three days. I was taught to write on a typewriter and I think it would be healthier for me to do it because if you write on your typewriter, you act out the scene and you type it down and you sort of know it works. When you write on a pad, you're hearing it in your head and you don't know that it works when it becomes audible, but it goes so much faster that I've gotten into the bad habit and I've been doing it for years.

IstoÉ: Como é seu sistema de trabalho num texto? Como é que o sr. escreve?

Allen: Escrevo naqueles blocões de papel amarelo, a lápis ou à caneta. Escrevo deitado na minha cama. Acabo sempre tendo de copiar tudo à máquina depois e isso toma uns três dias. Eu provavelmente deveria escrever sempre à máquina, pois nesse caso você trabalha a cena ou ato e depois passa para o papel já sabendo como é que vai funcionar. Ao escrever à mão, você, na verdade, está ouvindo a cena em sua cabeça e não sabe se a coisa vai funcionar direito quando se tornar audível a todos. Mas escrever à mão para mim é muito mais rápido. Acabei me viciando nesse processo.

Posted by parada at 10:25 AM | Comments (0) | TrackBack

março 28, 2005

Vai Para Tua Casa

Abaixo, alguns dos ótimos títulos dos CDs de mensagens espirituais do Pastor Ezequiel Teixeira.

Restaurando O Tabernáculo
Guerreiros Sim, Frouxos Não!
Vai Para Tua Casa
Os Absurdos De Deus
Adoração Extravagante?
Os Benefícios Do Sangue De Jesus
Quem Tem Um Encontro Com Deus Muda
Põe O Teu Coração No Gado
Resistindo Ao Diabo Vol. I
O Homem Que Tem O Dna De Deus
É Melhor Obedecer! Vol. I
É Melhor Obedecer! Vol. II
Deixemos Todo O Embaraço

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Crumb

These young people don't know that their lives are sad & tragic.

Fiquei uns dois minutos olhando pra esse desenho simples do Crumb e achei sensacional.

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março 26, 2005

Monty Phyton Funeral

"Graham Chapman, co-author of the 'Parrot Sketch', is no more."

Discurso que o John Cleese fez no funeral do Graham Chapman em janeiro de 1990. Mestres.

Obrigado pelo link, Ieda.

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março 25, 2005

la Provence

Provence Gallery. Fotografias do sul da França.

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Good Lord

"Onan was not masturbating; he was copulating with his brother's wife (and there was a good reason for that, in God's plan). His sin was pulling out and ejaculating on the ground rather than into the woman. He did so in order to avoid impregnating her. However, he could have easily avoided God's wrath (and the penalty of death), by simply having the woman fellate him and then swallow his semen. This would have kept him from impregnating her, as well as completely prevented the spilling of seed that was an offense in God's eyes."

Oral Sex According to the Word of God.

Amen.

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março 24, 2005

Mind Hacks. Ótimo blog cheio

Mind Hacks. Ótimo blog cheio de guloseimas sobre neurociência e psicologia. Quanto mais se lê sobre como funciona nosso cérebro, ou como ele deixa de funcionar direito, mais curioso se fica. É a diversão dessa literatura. Ficar curioso e perplexo.
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março 22, 2005

Subway Life: "António Jorge Gonçalves

Subway Life: "António Jorge Gonçalves makes drawings of people sitting in subway trains in 10 cities around the world."

Legal alguns traços. Bela idéia do site com os sons que se ouve numa estação.

Mas nada se compara as fascinantes fotos de pessoas no metrô feitas pelo mestre Eric Wolman. Sem dúvida um dos meus fotógrafos prediletos.
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março 21, 2005

RedNova News: "It is remarkable

RedNova News: "It is remarkable how liberating it feels to be able to see that your thoughts are just thoughts and that they are not 'you' or 'reality' "
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março 19, 2005

"alô" "alô" "é o parada"

"alô"

"alô"

"é o parada"

"oi"

"tou com um problema"

"não"

"valeu"

"de nada"

"tchau"

"tchau"
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Slate e New Yorker desceram

Slate e New Yorker desceram a lenha, mas parece que é o melhor filme do Woody Allen desde "Deconstructing Harry" e "Sweet and Lowdown".
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Aqui não é o LAD,

Aqui não é o LAD, mas me senti na obrigação de compartilhar isso.
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março 18, 2005

Muito engraçado o novo comercial

Muito engraçado o novo comercial do Bob's. Tive o previlégio de assistir no cinema, sem saber do que se tratava. A empresa tira sarro da sua enorme vendagem do milk shake de Ovomaltine pra oferecer descontos de 50% nos lanches pra quem o compra. A idéia da roupa Milk Shake é genial.
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Posted by parada at 01:10 AM | Comments (0) | TrackBack

E o cachorro Jim corre

E o cachorro Jim corre feliz na praia de Juhu, na Índia.
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março 17, 2005

Site Oficial do maior frasco

Site Oficial do maior frasco de ketchup do mundo.
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Diane Arbus: "A photograph is

Diane Arbus: "A photograph is a secret about a secret. The more it tells you the less you know."

Acho que esse é o melhor resumo do prazer de ver boas fotos. Esvaziar a cabeça de idéias enquanto os olhos descansam no agradável equilíbrio da composição. Ou nos vários detalhes que compõem uma foto. Qualquer pressuposto que foge desse princípio faz a fotografia perder quase totalmente seu interesse pra mim.

Foto denúncias, estudos sociológicos, pobreza, nada disso é novidade pra ninguém. O que importa é o olhar diferente daquilo que vemos como comum. Acho que vi demais os Portfolios na Magnun hoje. E apesar de não gostar nem um pouco mais do estilo da Diane Arbus, a crítica da New Yorker sobre ela é uma boa leitura sobre fotografia.
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Posted by parada at 10:37 PM | Comments (0) | TrackBack

Village Voice: "Young Theo's tip

Village Voice: "Young Theo's tip for 21st-century anxiety management: "The bigger you think, the crappier it looks." In several evocative passages describing Perowne at work, McEwan demonstrates that complete fulfillment occurs not when our minds are freest but most focused. So think small. Or don't think at all. (...) Saturday stakes out a secular humanist notion of happiness - and fiercely defends it to the end."
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O Google contratou Mark Lucovsky,

O Google contratou Mark Lucovsky, guru do sistema operacional da Microsoft. Só um dos responsáveis pela criação do NT. Desde então surgiram rumores sobre o desenvolvimento de um sistema operacional do Google. Faz sentido. O que o Google iria fazer com um dos mais famosos e antigos arquitetos de sistema operacional da Microsoft?

Em tempo, depois do Windows XP, minhas birras com a Microsoft quase não existem. Em cinco anos de uso, nunca tive que formatar nem reinstalar. O que era comum na época do Windows 98. Uma formatada por ano pra limpar a alma. Só lembro de ter que baixar um patch de uma falha grave, mas só. E nem baixei o Service Patch 2. Compensa? A dica para o fim dos problemas é não usar o IE nem o Outlook, fácil. Get Firefox!

A idéia do Google como uma nova Microsoft não chega a me assustar. Pelo contrário. Parece bem interessante. Até hoje eles mostraram ter um ótimo bom senso, em todos os sentidos, com os seus produtos. Eu até passei a gostar de webmail com o Gmail. Espero que continuem assim. Porque cada vez mais a internet é fundamental.
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março 10, 2005

"A bondade tem que ser

"A bondade tem que ser um hábito esquecido: usar e esquecer para não emitir boleto de cobrança." Fabrício Carpinejar
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março 08, 2005

Guardian Arts special reports Robert

Guardian Arts special reports Robert Crumb. A cada dia da semana vão entrando matérias novas.
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março 06, 2005

Às vezes é muito bom

Às vezes é muito bom voltar dirigindo à noite pra casa, cortando as ruas e avenidas mal iluminadas da cidade. Quando não fico com nenhum receio, até parece que estou em São Joaquim. Assim que é bom. Venho correndo, engato a quarta e sigo no embalo tranqüilo, dirigindo com apenas uma das mão.

Faço mais um balão e caiu em mais uma avenida, essa quase totalmente coberta pelos galhos das árvores do canteiro central. Não tem poste algum. Só um cachorro preto correndo na calçada que beira o imenso gramado da universidade. Que diabos esse bicho tá fazendo correndo aqui? É grande e forte, apesar de vira-lata. Tem muita energia. Abaixo a velocidade pra poder acompanhar. Está a exatos 40km/h. Levemente desengonçado no trote, o que o deixo parecendo feliz. Com a lingüona pra fora balançado, sequer olha pro lado. Apenas corre, como se eu não tivesse aí do lado. Talvez ele não seja da rua. É bem cuidado, forte, tem muita energia pra uma hora dessas. Não perde o pique nem muda de direção. Segue trotando firme pelo calçadão.

O preto dele combina com a má iluminação característica de toda Campinas. E com a quantidade de árvores. O bicho não é de raça mas é bonito assim, correndo. Fico acompanhando ele até chegarmos ao final da avenida. Aonde faço mais um balão e o perco de vista. Estico a marcha numa sensação que até parece de carência extrema, com saudade daquele cachorro preto correndo com a língua pra fora. Não tando nem aí pra ventania gelada da madrugada, que provavelmente causava uma ardência prazeirosa naqueles seus par de olhos pretos brilhantes.
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Popular: "O deputado diz, ainda,

Popular: "O deputado diz, ainda, que os cachorros merecem um reconhecimento por terem trocado "sua liberdade por uma relação incerta com a espécie humana" nos últimos doze mil anos."

Humor enviado pelo Galera.
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Posted by parada at 06:15 PM | Comments (0) | TrackBack

março 04, 2005

Nerve Screening Room: "Sleeper ultimately

Nerve Screening Room: "Sleeper ultimately suggests a vacillating preference between intimacy and promiscuity. Woody was able to stare directly into the heart of desire, believing intimacy to be our best hedge against mortality. He argues for a true progress - not only of technology that can mask over our shortcomings, but one that can enhance our own humanity, not diminish our capacity for desire."
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Posted by parada at 01:27 AM | Comments (0) | TrackBack

março 02, 2005

Além de ser meu músico

Além de ser meu músico folk e letrista predileto, Will Oldham (aka Bonnie Prince Billy) também é mestre da moda masculina.
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