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(Idéias: Alexandre Rodrigues. Idéias e digitação: Luzia Lindenbaum)

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Suddenly there was this thud, people on the bus said there's been an explosion behind us and people rushed to the front.

I said to people not to panic, keep calm. People evacuated our bus.

There was not a lot of fire but there was the smell of an explosion and at that point people wanted to walk away from what they had seen.

There was no glass falling... there was a thud and the roof had come off.

I suppose, to be honest, my first thought was G8, Olympics, somebody does not want London to celebrate.

David Jones, Tavistock Square, Londres.

** Em Londres, Paris, Nova York, movimento febril. Caem as ações das seguradoras, sobem as das empresas de produtos de segurança. Em Nova York, corretoras prevêem que a queda vai baixar ainda mais os preços das ações, mas em vez de crise vai haver logo uma recuperação. As ações estavam em queda contínua por causa da alta do petróleo, vai haver uma onda de compras nos próximos dias e os preços se recuperam. As coisas voltam cada vez mais rápido ao normal. Business are business.

Há até uma palavra para isso. Precificar. Quer dizer que para os tais mercados mesmo um atentado tem um preço, traduzido na influência negativa que pode causar nas bolsas de valores. Esse preço, informa a Bloomberg, é de 5%.

*** Tony Blair disse que o terrorismo não mudará "nosso modo de vida". Com os tais mercados lembrando que nos atentados de Madri as bolsas caíram tanto, mas subiram o mesmo número no dia seguinte, com as análises informando que a queda é de tal, mas vai depois acontecer tal coisa, a conclusão é que o mundo se acostumou aos atentados.

Na média de um grande atentado por ano, tornou-se fato normal. As bombas explodem, as cidades entram em comoção, o mundo se choca cada vez menos (as tevês falam no "alívio" por não ter sido como em Madri - 190 mortos) e as coisas voltam ao normal. Paris e Roma não são bons roteiros para o próximo ano.

Uma ilha com apenas o dobro da população de São Paulo é incapaz de impedir que os terroristas coloquem cinco bombas no metrô e as detonem por controle remoto. No Iraque, agora se usa tecnologia sofisticada, uma bomba detonada por raio laser, que não pode ser detectada pelos aparelhos americanos. A guerra serve de faculdade para células terroristas, que aprendem o que depois vão ensinar em outras partes. O Paquistão tem uma bomba atômica.

Blair baixou uma lei autoritária, que em vigor – funcionou durante três anos, até o mês passado, quando a Câmara dos Lordes a considerou inconstitucional – não impediu o atentado. Vai dizer outra vez, muitas vezes: "Não conseguirão mudar o nosso modo de vida".

Como não?

# alexandre rodrigues | 7 de julho Comentários (7) | TrackBack (2)


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