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O tempo todo nos últimos quinze meses me acostumei à idéia de que a tradução dos contos na Bielorrússia só podia ser um engano. A qualquer momento descobririam o erro e me avisariam, constrangidos. Ou ainda tudo se trataria de uma piada. Mais estranho ainda se tornou quando as comunicações posteriores trouxeram outras boas novidades. Primeiro a Tatiana, que traduziu os contos, disse se tratar das primeiras obras em português vertidas para o bielorrusso. Depois acrescentou que seria publicado mais de um conto (imaginei dois, quem sabe três). Agora que chegou aqui em casa a edição de setembro da revista, verifico que ONZE contos foram traduzidos. Está a minha cara lá na página 111 e depois meu nome continua no alto das vinte e uma páginas seguintes. A publicação é feita em texto corrido, um conto depois do outro, meio apertado e em corpo oito, como naquelas edições da Ediouro que reduziam Crime e castigo a trezentas e poucas páginas. A revista é bonita, em formato de livro, porém um pouco mais comprida. Tem belas ilustrações em alguns textos, que a minha ignorância em cirílico não deixou saber de quem são. Com auxílio da wikipedia, fiz alguns esforços patéticos em identificar o alfabeto. Reconheci três, mas só um por causa da tradução. Na pesquisa, descobri também que devemos o alfabeto a São Cirilo, o que faz sentido. De vez em quando pego a revista e olho de novo para ver se ainda estou lá. Sempre estou. Na foto, olho meio torto para cima. # alexandre rodrigues | 9 de novembro Comentários (4) | TrackBack (0) |
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