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dezembro 30, 2004
"Quando eu era mais jovem,
"Quando eu era mais jovem, ser antiamericano era não tomar Coca-Cola. Agora que fiquei maduro, descobri que não há nada melhor do que tomar uma Coca-Cola gelada quando se acorda na madrugada." -Lula, na inauguração do Prato Popular, restaurante comunitário da Coca-Cola em Belo Horizonte.
Muito mais lá no Noblat.
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dezembro 28, 2004
E a Sabrina a cada
E a Sabrina a cada ensaio fica mais fera.
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dezembro 27, 2004
Ontem no Manhattan Connection o
Ontem no Manhattan Connection o Mainardi citou a turma do Wunderblogs como uma das revelações literárias do ano.
Depois mandou todo mundo dispensar filmes, música e teatro e se concentrar nos livros. Questionado se lia jornal, respondeu pra fechar o programa:
"Jornal, livro, internet... jornal, livro, internet... UM VIDÃO."
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dezembro 26, 2004
"As pessoas estão a fim
"As pessoas estão a fim de se machucar." -Nasi
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dezembro 24, 2004
Alguns quase desbancaram o posto,
Alguns quase desbancaram o posto, mas o disco que mais ouvi e gostei de 2004 foi o Rejoicing in the Hands do Devendra Banhart.
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dezembro 22, 2004
Já vazou na internet o
Já vazou na internet o disco novo do Bonnie Prince Billy, Superwolf, cujo lançamento está previsto pra dia 25 de janeiro pela Drag City. As melodias ficaram por conta de Matt Sweeney, que combinaram bastante com as letras do mestre supremo. Novos ares de liberdade na estrutura das músicas. Ficou bem bom.
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dezembro 21, 2004
"Tanta coisa que eu quero
"Tanta coisa que eu quero escrever, contar, discutir, mas por um motivo ou outro, não estou conseguindo me comunicar com as pessoas... Meus amigos estão muito ocupados com seus próprios problemas ou estão na mesma situação que eu, o que não ajuda, pois ficamos mergulhados na ironia e no cinismo, quando o que eu queria de verdade era conhecer uma destas pessoas cheia de luz, daquelas que só de olhar e escutar enchem a gente de vida. Tá certo que é inverno, todo mundo fica introspectivo, calado, cansado, ainda mais nesta época de natal e reveillon, aja saco... Mas a vontade de ver a luz, essa não passa."
Um pouco de luz por Patrícia.
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Viajar pra Europa só faz
Viajar pra Europa só faz sentido pra mim se for pra ir ver shows das minhas bandas prediletas. Ou para passar a lua de mel. Ou pra apreciar a arquitetura. Ou pra caminhar. Ou pra tirar fotos. Para todos os casos, no entanto, parece que a melhor opção é se programar para ir até o ATP Festival. Que festival bom pra caralho. Agora em fevereiro de 2005, o curador do evento é nada menos que o Slint, que já convidaram o Mogwai pra tocar na mesma noite que eles. Imaginem só. Mundo inteiro chorando e prostrando. Mas não dá mais pra ir ver a volta do Slint. Os ingressos estão esgotados desde novembro. Pra segunda semana do evento, em abril, o curador é nada menos que o Vincent Gallo. Imaginem só. Frusciante solo e dentaduras pra milhares de pessoas. Cada ano fica melhor esse pagode. Enfim, o ATP é um bom motivo pra viajar até a civilização. E de quebra ficar livre de ouvir música pelo resto da vida.
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dezembro 16, 2004
Amigos, ficarei sem internet por
Amigos, ficarei sem internet por alguns dias enquanto organizo minha mudança. Hoje é dia de revirar gavetas, encontrar coisas inesperadas e principalmente jogar muita coisa fora. Devo ter mais de 5kg de xerox aqui. Vai ser divertido. Sábado no Mondo 77, digam olá. Vou começar aqui. Fiquem bem, até mais.
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dezembro 15, 2004
Sábado dia 18 show com
Sábado dia 18 show com as bandas Zona e Walverdes no Mondo 77. Vou certo. Vá também e faça meus amigos Mairena e Mini felizes.
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Feliz aniversário, Bruno Galera. Muitos
Feliz aniversário, Bruno Galera. Muitos anos de morte e muita saúde. U-M A-B-R-A-Ç-O.
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Um beijo em público para
Um beijo em público para Carol Bertho pelo delicioso chocotone que ganhei de presente nessa manhã de quarta-feira.
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"Hoyt began moving his lips
"Hoyt began moving his lips as if he were trying to suck the ice cream off the top of a cone without using his teeth ... Slither slither slither slither went the tongue, but the hand that was what she tried to concentrate on, the hand, since it has the entire terrain of her torso to explore and not just the otorhinolaryngological caverns ... "
Com esse trecho, Tom Wolfe levou o Literary Review Bad Sex Award desse ano. (via guardian books)
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Quatro historinhas de um futuro
Quatro historinhas de um futuro livro de memórias sobre os anos loucos do Tim Maia. Leitura agradável pra enquanto se come bolacha.
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dezembro 14, 2004
Semana 3: Por que largou
Semana 3: Por que largou (a faculdade)?
Mainardi: Porque tinha coisa mais interessante fora da faculdade. Eu tinha muito livro pra ler. E os livros não eram os que eu estava estudando na faculdade. Ir à universidade só pra ganhar uma bibliografia não me pareceu motivação o suficiente. Achei melhor ficar em casa lendo, lendo, lendo. Foi o que eu fiz em Londres. Passei quatro anos lá, engordei dez quilos. E lia o dia inteiro. E quando não estava lendo, assistia críquete na televisão. Essa foi basicamente a minha formação.
Parabéns pela entrevista, Moura. Ficou bem legal. Eu já faço faculdade de jornalismo porque achei melhor poder ficar em casa lendo, lendo, lendo meus livros. Por sinal, passei pro quarto ano. Entrei analfabeto, sairei semi. Bem bom.
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00:12:22 Elektra: i thoght you
00:12:22 Elektra: i thoght you act like this hearing mogwai.
00:13:06 Parada: i act like a mental.
00:13:29 Elektra: one with mental disorder?
00:13:39 Parada: yes. like a national disgrace.
00:13:53 Elektra: or international.
00:14:08 Parada: botei um pantera aqui pra relaxar.
00:14:37 Parada: adoro essas bandas boazinhas.
00:16:12 Elektra: gosto mais de nu metal, como kid abelha.
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dezembro 13, 2004
A descrição do koreano de
A descrição do koreano de que "é com aquele cara que fez aquele filme em Tóquio", mais "ele sempre acorda no mesmo dia" e "vi só metade de madrugada na Globo" me deixou com vontade de ver o Groundhog Day. Todo mundo já viu mais de seis vezes. Eu não. Baixei e vi.
Bill Murray é Phil, um repórter do tempo mau humorado carregado do engraçado sarcasmo que o Bill Murray faz tão bem. Tendo que cobrir o Dia da Marmota, ele se encontra totalmente transtornado com o tédio que há em tudo o que ele faz e com tudo que aparece em sua frente. Até perceber que está preso nesse dia. Todo dia acontece as mesmas coisas e sempre. Não tem como escapar.
Como não há o amanhã, também não há conseqüências, então Phil começa a tirar o máximo proveito disso. Que significa tocar o terror em todos os sentidos. O que resulta em várias cenas bem engraçadas. Até que toda essa diversão se torna em tédio absoluto mais uma vez. Como divertimento, fica se suicidando de várias maneiras todos os dias - só pra acordar no mesmo dia.
Como nada irá mudar e ele está preso nesse mundo, começa a perceber qual é a única coisa que ele tem controle pra modificar. Não assim tão conscientemente. Mas percebe o que lhe causa mais divertimento e satisfação. O que deixa tudo mais divertido. Que no caso é ser menos egoísta. As cenas se repetindo e as situações acontecendo totalmente diferente é bem engraçado e tem bastante ensinamento. Escorrega um pouco no final romântico, mas tá beleza.
"As vezes nada funciona, e o fim é certo, mas a liberdade primordial sempre segue intacta" seria um bom resumo para o filme. Bastante família. Bill Murray muito bom. Os 100 minutos passaram como se fossem 20. As quatro pessoas no mundo que não viram vale a pena ver. De 1993.
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dezembro 12, 2004
Me ligaram agora à tarde
Me ligaram agora à tarde oferecendo um convite para ir de graça apostar corridas de kart.
Hoje foi a primeira vez que acordei rindo alto. Tava num bar com o pessoal do Hermes & Renato.
Almocei um beirute com batata frita e suco de laranja. Depois comi um mousse de chocolate de quatro reais.
Paguei cinqüenta apoios no total nas pequenas pausas entre os capítulos do Machado de Assis.
Encontrei uma amiga de cursinho no shopping. Nos reconhecemos mas não rolou olá. Incrível elegância seu novo porte. Bobo não dizer olá.
My expectations were reduced to zero when I was 21. Everything since then has been a bonus.
Olá.
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dezembro 09, 2004
"Ele foi ao hospital se
"Ele foi ao hospital se queixando de fortes dores de cabeca e disse que não se lembrava como o prego entrou na sua cabeça."
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dezembro 07, 2004
Domingo, segunda e hoje fez
Domingo, segunda e hoje fez muito calor aqui em Campinas. Calor de arder, mesmo. De incomodar bastante. Calor forte logo de manhã até de tardezinha, quando começava a inversão. Bem distante e devagarinho no horizonte você via aquela massa gigantesca de nuvem negra se aproximando de vagarinho, até tomar conta de todo espaço no céu, se segurando toda até arrebentar na cachoeira d'água.
Domingo a chuva foi bastante forte. Meu quarto virou boate, com a luz piscando escandalosamente e o jogo de futebol na CBN piscando também. Acendi uma vela de sete dia no meio do chão do quarto, sentei e fiquei olhando pra ela. Abaixei o short mas desisti, tava ok. Então coloquei a camiseta surrada do dia, tirei o chinelo, peguei o guarda-chuva e sai pra sacadinha. Eram muitos os raios e trovões pra eu ficar vendo a vela acesa no meio do quarto escuro. O guarda-chuva não serviria pra nada, mas eu estava animado. O bairro sem luz só com os clarões dos relâmpagos.
Era muitos os raios, bem bonitos, com altas ramificações, mas eu vibrava mesmo era com os trovões. Teve de todos os tipos, e muitos do meu predileto. Aquele que você ouve ele rachando bem de longe e quanto mais se aproxima, mais aumenta o volume e o grave, fazendo até o chão tremer. Que fabuloso o Dolby Soundround do céu. Os que explodem de uma vez também são ótimos, bastante poderosos. Alguns admito ter dado medo tamanho volume sonoro. Mas depois que acostumei fiquei só provocando aquilo tudo com pensamentos contínuos de "mais alto, mais alto." O maior deles foi de um relâmpago que caiu bem perto, fazendo com que na hora não conseguisse enxergar absolutamente nada a um palmo de distância. Tudo era só o branco absoluto de morte.
Segunda e hoje foi bem mais tranqüilo. Fiquei apenas vendo os raios da janela. Não estava muito a fim de grandes barulhos e nem teve. Os raios eram bonitos, mais calmos, mesmo os grandes. Caiam bem longes. E vendo eles pensei que diabos aconteceu pra eu ter ido me molhar com o guarda-chuva naquele temporal. Não quis me responder, mas depois pensei que talvez fosse saudade do Mogwai.
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Às vezes o sofrimento que
Às vezes o sofrimento que vejo acontecer com conhecidos é tanto que o que mais me impressiona nem são suas mais diferentes e absurdas causalidades. Mas sim como toda essa violência ainda não englobou a minha vida. Sei que não há necessidade de se pensar sobre isso, nesse caso não há necessidade pra se ter pressa. Teremos nossa vez de sermos humildes.
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dezembro 04, 2004
O Bruno me mandou de
O Bruno me mandou de presente, ouvi e acho que vale compartilhar. Esse site com um show completo do Neil Young de 1971, no Royal Festival Hall em Londres. A qualidade não é excelente, é boa. Mas não dá pra imaginar um setlist melhor. Poucas músicas transmitem tanta humanidade quanto Neil Young. É muito saudável.
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dezembro 03, 2004
Foi engraçado. Estava triste por
Foi engraçado. Estava triste por causa de uma situação que me encontrava. Me sentindo o maior azarado da história. E por causa de um detalhe incrivelmente pequeno, minúsculo, ridículo. Que baita azarado. Então uma notícia surgiu e o detalhe incrivelmente minúsculo se transformou na razão deu me sentir o sortudo. Isso num espaço de tempo muito pequeno. Não fiquem curiosos, por favor, o contexto é totalmente irrelevante. Foi engraçada é a alternância do despreendimento de energia proporcionado.
Caminhando pra casa, ouvi dois trechos de conversas. Uma menina que brigava com seu suposto namorado por telefone e outra menina conversando com a amiga dizendo como ela estava se sentindo feliz e aliviada por ter conversado com ele. Ela realmente estava, dava pra perceber em todos os pontos de seu rosto. Fiquei triste pela primeira menina e feliz pela segunda. Fazia tempo que eu não ficava contente por uma outra pessoa.
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