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De novo o desarmamento A coisa que menos faz sentido na campanha sobre o desarmamento é o pessoal contrário à entrega das armas ser também contra o plebiscito. Do Diogo Mainardi ao Olavo de Carvalho, todos têm realmente bons argumentos contrários ao desarmamento, mas não contra o plebiscito. Essas pessoas geralmente se apresentam como democratas, criticando a intenção do governo. É um contrasenso, pois, que auto-intitulados democratas sejam contra um plebiscito. O plebiscito é a forma mais profunda e definitiva de democracia. Na falta de um consenso, convoca-se a própria população a opinar diretamente sobre o assunto. Nada é mais democrático do que isso. Mas o que vê são artigos como esse, renegando o próprio plebiscito com o argumento de que "não se desarma o cidadão de bem". Não é que se mostrem apenas contra o desarmamento, são contra a própria possibilidade de o povo decidir. Eles podem argumentar que a fatura já está decidida graças ao apoio da Globo ao desarmamento. Pode ser, mas não é pequena a parcela da mídia contrária à medida. Trata-se então de tentar convencer, na base do argumento, a população. De fazer o que não houve quando se permitiu a venda de armas ou se proibiu as drogas. Além do mais, eleições no Brasil sempre são influenciadas pela mídia. É parte do jogo. Mas é o negócio. Democracia é boa. Mas só quando me interessa. # alexandre rodrigues | 5 de julho Comentários (16) | TrackBack (1) |
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