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julho 31, 2003

Late Show Inner Joke of

Late Show Inner Joke of the Day
Ontem a banda que fechou o programa Late Show (GNT) foi a Jane's Addiction, que está lançando seu novo álbum depois de 12 anos, chamado Hypersonic. O som dos caras está bom pra caralho. Belo ritmo, guitarra do Dave Navarro tá bem poderosa. O vocalista parece de plástico mas tem uma baita voz. Gostei mesmo. Pra rebolar com a patroa. Detalhe que atrás da bateria da banda tinha um pequeno palco bem alto com as dançarinas da Jane's requebrando e fazendo poses. Ngatas toda vida. Quando a música acabou com o Navarro solando encostado na poltrona do programa, o Dave "Monkey Mind" Letterman brincou com o Paul que ele deveria arranjar umas dançarinas como aquelas pra banda do programa. E o que temos lá hoje? Um palco exatamente igual ao do Jane's Addiction atrás da bateria do programa! Com as dançarinas, claro. E não deram nenhuma explicação praquilo. Como é doente o povo daquele programa.
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Dead Cities, Red Seas &

Dead Cities, Red Seas & Lost Ghosts
Dias atrás me deu vontade de pegar o carro e andar pela cidade ouvindo música. Não sabia qual CD ia levar. Tinha que ser uma música que funcionasse melhor num volume um pouco mais alto. Algo grandioso. Como a Helicon1, sutilíssima e literalmente intensa. Então lembrei do álbum Dead Cities, Red Seas & Lost Ghosts da banda M83. Era um dia da semana e já tinha passado da meia-noite. Saí de casa e encontrei uma São Joaquim Fantasma. A cidade estava completamente vazia. Praça, avenida, ruas, postos, não tinha ninguém. Massa massa. O M83 faz um som eletrônico grandioso, onde nisso pequenas alterações vão se transformando e parecem querer te puxar em direção ao céu. Como disse uma resenha, a música parece que não vai caber dentro das caixas de som. É diferente e eu gostei muito. Teclados lentos e intensos fazem o trabalho juntamente com guitarras distorcidas e bateria eletrônica. Usam até barulhos cafonas de dance music dos anos 80, mas como fica bom. Foi uma experiência e tanto fazer isso. Chega a ser inesquecível a cena da cidade vazia.
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True Love Waits Presidente do

True Love Waits
Presidente do PMDB, Michel Temer, se casa com miss de 20 anos. Uma miss gata, por sinal.
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Verei Amanhã, às 21 hrs

Verei
Amanhã, às 21 hrs no GloboNews, a Daniela Abade no programa Espaço Aberto falando com o Pedro Bial sobre seu primeiro livro, o Depois que Acabou, que ainda não li mas anseio por.

Update: Foi muito agradável assistir a entrevista. Uma conversa bem descontraída e interessante. Tanto que passou muito rápido. A moça é muito simpática e solta ótimas risadas. Achei que o bate papo foi ótimo para o livro. A pessoa realmente fica curiosa pra ler. Como estou agora. Pô, não sabia que a história do romance era tão interessante assim. Uma moça morre mas continua vendo a vida dos 'vivos'. Mas o livro dela não é sobre a morte! É mais sobre solidão. Foi massa quando ela usou a palavra "reality show" num momento. Ah, e legal o comentário sobre O Livro Tibetano dos Mortos (e se a autora voltar aqui um dia e ler isso aqui recomendo muito O Livro Tibetano do Viver e do Morrer - é bem mais acessível e bonito). Minha mãe que estava fazendo unha na sala também gostou da entrevista.
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Sobre as Guerras Após 25

Sobre as Guerras
Após 25 dias de combate contínuo, um soldado exaure suas reservas emocionais e físicas. Após 60 dias, 98% dos soldados transformam-se em casos psiquiátricos. Os 2% restantes, descobre-se, eram psicopatas desde o início. Os dados são de estudos do exército norte-americano. (link da matéria via Pedro Doria)

Um avô de um amigo foi pra Segunda Guerra. Quando voltou, não podia ouvir explosões de fogos de artifício nem nada do tipo. Ia correndo pro quarto se esconder com seu revolver em punho. Ficava todo amedrontado. Nos aniversários não podiam ter balões.
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julho 30, 2003

Mr. Death Strikes Again Ainda

Mr. Death Strikes Again
Ainda estou meio perdidão por causa de duas mortes recentes. Semana retrasada com a morte do Babá amigo do meu pai, e ontem com a morte do Ricardo. Caralho, o Ricardo morreu. Parece mentira. O cara era muito forte, jovem, bonito. Os convites pro seu casamento já estavam prontos, e todos felizes porque íamos viajar pra lá. E então assim do nada ele desliga. Que absurdo. O choque foi muito grande. Não é o que as pessoas esperam de um rapaz novo, cheio de saúde e forte. Como era querido, como estão arrasados. Meus tios e tias estavam indignados, não acreditando. Parece até que estamos tendo um sonho ruim, uma delas disse pra mim. Outra meio que culpou Deus por ter levado ele cedo demais. Outra meio que se confortou pelo fato de ter sido uma vontade de Deus. Enfim. Coisas assim desestabilizam tudo. E pra mim só faz lembrar o quanto esquecemos completamente da impermanência. Mesmo ela se manifestando incessantemente. Esquecendo-se dela, tudo fica ainda mais difícil de se lidar. Tudo ganha uma solidez extra. Então alguém pisa na possa d'água e a lua se desfaz. Ficamos perdidos, sem ação, procurando desculpas, sem ter pra onde ir. E dessa vez as distrações comuns do dia-dia demoram mais pra fazer efeito. Lembrar que não há culpados, apenas que não temos o controle sob quando algo vai desmoronar. Tentar relaxar nesse desconforto e ausência de chão pode causar pequenas mudanças que talvez nos ajudem. Não é fácil.

Enquanto a morte ainda não pegue alguém ultra próximo de mim, tenho energia pra ficar procurando algo de bom em meio disso tudo. Ainda mais por viver numa sociedade em que as coisas ruins são encobertas muito rapidamente e quase ninguém as encara direito. E percebi com o tempo que agir assim não traz nada além de uma vida pequena. Então notei que estando inserido nessa sociedade, é de extrema importância ir em velórios. Pra lembrar, apenas. Muita gente faz questão de não ir, não gosta, mas creio que seja algo que vai além do gostar ou não gostar. Se a armadura da indiferença ficar de lado, nesses momentos podemos ganhar muita dignidade em nossas vidas. Como se ficasse claro o que aceitar e o que rejeitar. De maneira muito clara e pura, sem a intervenção de um moralismo auto-protetor.

Fazia tempo que eu não ficava triste assim. Ao ponto de tudo perder o sentido, a graça. Ontem à noite liguei a tevê e nem o Rock Gol me fez rir. Só depois quando peguei o programa da Monique Evans dei umas pequenas risadas. Isso porque não pude viajar até Goiás, onde estava sendo o velório. Então não vi o desespero na minha frente, só fiquei sabendo de coisas pelo telefone. Fiquei aqui na cidade fazendo companhia pra minha avó e meu irmão. Jantamos aqui em casa e depois ficamos vendo novela com ela. Ela diz que não gosta muito de ficar sozinha. Ainda mais nessas horas.

A morte de uma pessoa querida é ao mesmo templo uma perda inexplicável e um presente magnífico. Nos faz lembrar que estamos aqui, vivos, nesse exato momento, respirando. E que é no agora que temos que viver e aproveitar tudo isso. Como se o respirar já fosse o bastante.

O Ricardo não era tão próximo como se fosse meu próprio irmão, morava longe, mas era extremamente querido e cresceu com a gente. É por não ser tão próximo assim que consegui arrancar força e boa vontade pra olhar isso tudo e pensar em algo que seja bom. Quando acontecer com um familiar próximo, talvez nenhuma força dessas surgirá em mim por algum bom tempo. Mas viver levando a idéia da morte no ombro pode ser de muito benefício. Pode nos salvar de uma vida imersa em depressão, loucura, etc; como estou vendo acontecer. E então lembrar da condição de cada ser humano e fazer algo por isso.

Impermance is a big thing.
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julho 28, 2003

O Custo das Ilusões Ilusões

O Custo das Ilusões
Ilusões não são amedrontadoras porque não são reais.
Elas apenas parecem ser amedrontadoras enquanto
Você não consegue reconhecê-las pelo que elas são
E você não conseguirá fazê-lo enquanto
Você quiser que elas sejam reais.

Ilusões são investimentos.
Elas durarão enquanto você der valor a elas.
O único jeito de afastar as ilusões
É tirar-lhes todos os investimentos.

Projeções criam a percepção
E você não pode ver além dela.
Vezes e após vezes você atacou seu irmão
Porque você viu nele
A sombra de seu próprio mundo íntimo.

Você ataca no presente em retaliação
Por um passado que não existe mais,
E essa decisão é a decisão por uma dor futura.
A menos que você aprenda que a dor passada é uma ilusão,
Você estará escolhendo um futuro de ilusões
E perdendo muitas oportunidades de libertar-se no presente.

Toda ilusão é um ataque à verdade.

Toda ilusão é uma ilusão de medo, não importa que forma ela tome.

Você tem pago muito alto pelas suas ilusões
E nada do que você pagou lhe trouxe paz.
Deixe que o perdão repouse sobre os seus sonhos
E retorne à sanidade e à paz interior.
Sem perdão seus sonhos continuarão a aterrorizá-lo.

Você não pode sonhar alguns sonhos e acordar de outros,
Pois você só pode estar ou dormindo ou acordado,
E sonhar acompanha apenas um desses.
Os sonhos que você pensa que gosta o atrasariam
Tanto quanto aqueles que o atemorizam.

Libertar-se não depende do sonhar
Mas apenas do despertar.

Arranje tempo hoje para afastar-se dos sonhos
E aproximar-se da paz.

Poema que a Ani Zamba leu ao final do retiro de Shamatha. Traduzido pelo Vitor e de autor desconhecido.
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julho 27, 2003

Sweetness Follows Readying to bury

Sweetness Follows
Readying to bury your father and your mother,
What did you think when you lost another?
I used to wonder why did you bother,
Distanced from one, blind to the other?

Listen here my sister and my brother
What would you care if you lost the other?
I always wonder why did we bother,
Distanced from one, deaf to the other.

Oh, oh, but sweetness follows

It’s these little things, they can pull you under.
Live your life filled with joy and wonder.
I always knew this altogether thunder
Was lost in our little lives.

Oh, oh, but sweetness follows.
Oh, oh, but sweetness follows.

It’s these little things, they can pull you under.
Live your life filled with joy and thunder.
Yeah, yeah we were altogether
Lost in our little lives.

Oh. oh. ah.

Oh, oh, but sweetness follows.
Oh, oh, but sweetness follows.

R.E.M. Para Flávia.
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julho 26, 2003

É Na maioria das vezes,

É
Na maioria das vezes, tentamos nos proteger através da raiva, do ciúmes, da inveja, da arrogância e do orgulho. Mas não conseguimos vencer a incerteza e o medo com essas barreiras. Temos que aprender a nos relacionar com o desconforto usando outras ferramentas, como a bondade e a compaixão.

...

Podemos permitir que as circunstâncias da vida nos endureçam, deixando-nos cada vez mais cheios de medo e ressentimentos. Ou podemos nos tornar mais abertos em relação ao que nos assusta. Nós sempre temos escolha.

(da contra-capa do livro Os Lugares que nos assustam, Pema Chödrön.)
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Diversão dos Outros É de

Diversão dos Outros
É de um prazer enorme ficar aqui no computador e de vez enquanto ouvir meus pais na sala rindo loucamente por causa de algum programa humorístico. Acho que eles estão vendo Os Normais.
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Limpando os Corpos Dei umas

Limpando os Corpos
Dei umas boas esfregadas e o papel higiênico saiu quase preto. É incrível como eu nunca tinha percebido toda aquela poeira impregnada na tela do meu monitor. Estava muito sujo, mas eu olhava pra ele e não via a sujeira. Agora está muito mais claro, e as cores bem mais nítidas. Vou tentar limpar sempre. Pra não acabar achando aquelas cores empoeiradas como sendo as mais bonitas.
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julho 25, 2003

Very good for programming Google,

Very good for programming
Google, Nortel e Apple são apenas algumas das empresas que estão descobrindo na meditação uma maneira muito eficiente para motivar e energizar seus funcionários. Aqui há uma discussão sobre o assunto feita pelos geeks americanos. (via Elevador)
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julho 24, 2003

Wonder Years O Multishow vai

Wonder Years
O Multishow vai passar mais uma temporada o seriado Anos Incríveis. Todos os dias, às 18hrs. Eu achei importante pra mim ter acompanhado e principalmente ter visto o último episódio. Pronto, falei.
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Bicho de 7 Cabeças Me

Bicho de 7 Cabeças
Me pareceu interessante quando vi na locadora. Um filme denúncia ao sistema manicomial do país, e também foi muito falado na época. Baseado em fatos reais de um cara que os pais pegaram fumando maconha e então mandaram pra um hospital psiquiátrico. O resto dá pra imaginar. Mas é bem fraquinho. Principalmente por causa das atuações muito ruins. Com excessão a do Rodrigo Santoro e do Gero Camilo. O Rodrigo Santoro faz o papel muito bem, intensidade certa, mas tudo ao seu redor deixa isso meio irreal. O Gero Camilo ( o Sem Chance do Carandiru) é ótimo no papel de um interno. Quem não conhece ele dá pra acreditar que ele é doente mesmo. Mas o resto, vish. Tem hora que os diálogos chegam a arrepiar. Os amigos do Neto são de uma falta de naturalidade gritante. Os pais chegam a dizer coisas como "Isso é hora de chegar" e por aí vai. Uma pena. A história também fica meio fora de época. É difícil acreditar que hoje a mesma coisa pode acontecer, mesmo com tanta barbaridade que acontece por aí. Ninguém é internado sem fazer nenhum tipo de exame. E ainda começar tomando drogas que derrubam o cara. Aaaah, aquele enfermeio chefe negro com sotaque de viado é o vilão mais aterrorizante que eu já vi em filmes. O horror. Também é braba a idéia que fica no ar: de que os pais são ruins e os filhos são bons. O Neto é um tremendo panaca, há de se convir. Trilha chata, uns drum 'n bass jogados do nada. O autor do livro que se baseou o filme trabalha hoje para o movimento anti-manicomial, mas acho que esse filme só ajudou mesmo o Rodrigo Santoro.
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Almoço na Vó Hoje fui

Almoço na Vó
Hoje fui almoçar na minha avó. Combinamos no começo da semana. Como as férias estão acabando, ela faz questão que eu vá almoçar lá. Juntamente com meus dois primos. Então fizemos isso hoje. Ela fez macarrão de forno, carne de porco e salada de rúcula com cebola. Estava ótimo, como sempre. Ela cozinha bem e de forma engraçada de tão simples, joca tudo e coloca no fogo. Parece fácil, mas todos comentam que não conseguem fazer como ela. De sobremesa tinha um pudim lá, cujo o caldo o Fernando comentou que se tomar uma colher dele dá pra beber uma garrafa de wisky sem ficar com ressaca. Rimos muito falando besteiras. Minha vó comentou de antigamente todo mundo comia carne de porco quase sempre e não tinha nada de colesterol e essas doenças. Porque hoje as pessoas são muito paradas, deve ser verdade. Ficamos uns quarenta minutos na mesa, conversando e acabando com a Coca-Cola. No supermercado a de 2,5L está em promoção: R$ 1,90. Depois meus primos me convidaram pra ir até a casa deles. Fui. O sol estava de rachar. Lá, me mostraram um jogo chamado Counter Strike. Tiroteio de polícia vs. terroristas. Tinha uma galinha no meio da rua que meu primo sempre fazia questão de ir até ela pra dar um tiro. E ela dava um berro. Fui embora com os cachorros deles me acompanhando até a porta. Aqui em casa está bem mais confortável do que lá fora. Meu irmão apareceu veio aqui perguntar como estava o macarrão, com a Judy no colo e pedindo pra eu ir jantar com ele lá. Às vezes eu sou assim também, nem acabei de almoçar e já estou pensando na janta.
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julho 23, 2003

Love & Death Divertido mas

Love & Death
Divertido mas não me deixou incrível como os últimos dois que vi. Creio que tendo todas as referências necessárias tudo fique mais divertido. Essas referências seriam literatura, filosofia e cultura russa. Woody é um camponês russo fracote, medroso e woodyallen que é convocado pra guerra contra os franceses de Napoleão Bonaparte. Com uma sorte imensa ele volta vivo do front mas mesmo assim planeja matar Napoleão para que a guerra tenha um fim. Do resto, é o universo do Woody. Mas os diálogos filosóficos existencialistas se diferenciam dos outros filmes. Nesse parece que tudo que eles falam é algo que algum filósofo famoso disse, e isso é mostrado de uma maneira totalmente hilariante. Muito engraçado de ver. A Diane Keaton está aqui também, fazendo o papel de sua prima amante santa-puta. Ótima atuação. Vários diálogos não tem nada a ver com a época, é um sarro. Várias boas frases. É bem legal sim.
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After The Goldrush Esse álbum

After The Goldrush
Esse álbum do Neil Young é algo extremamente agradável pra se ouvir.
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Ontem Antiontem pra ontem dormi

Ontem
Antiontem pra ontem dormi apenas 3 horas e acordei às 6 da manhã. Fui com meu pai até Ribeirão Preto, a california brasileira, pra levar minha irmã entre outras coisas. O sanfoneiro vizinho do doutor é louco, a secretária que me contou. Era normal, mas largou da esposa, do emprego, os filhos fora embora e então ele ficou louco. De falta do que fazer, ela disse. Mas não reclamou da música. Ele realmente toca muito bem. Mas é o dia inteiro! ela contou. Mas a exclamação é minha. Eu ficaria bem louco se ouvisse aquilo o dia inteiro. Que bom que ela não acha ruim.

Na estrada já perto de Sanjaca, o sono pesado me atacou. A fome a a comida da Dona Nair fizeram eu ficar bem acordado. Dormir pouco é um lixo, fico um caco pro resto do dia, não funciono assim. A tarde foi chegando e quando eu senti que ia capotar o telefone toca e era pra mim. Assustei. Me chamaram pra tocar bateria pra uma banda que vai tocar na boate nesse fim de semana. O baterista deles quebrou o pé. Fiquei negando até que então, cabaleando de sono, me buscaram pra ir até a casa do sujeito ver o repertório e ensaiar. Não rolou, só consigo me divertir tocando algo que gosto muito. Tinha uns Hendrix legais, mas no final murchei e disse Nah, não contem comigo. De um jeito muito educado e sutil. Mesmo assim me xingaram carinhosamente e disseram que vão ligar aqui hoje de novo. Meu secretário dirá que eu não estou. Meu negócio é mesmo ficar em casa me divertindo com minhas coisinhas. Pra sair com pessoas tem que ser algo, pessoas legais e lugar legal. Senão fico com tédio rapidamente. Fiquei um pouco perturbado pela enchurrada de conversa, papo furado e movimentação inútil da rapeize. Tenho 68 anos, amiguinhos. Mas foi um dia legal, me diverti e revi pessoas que achavam que eu era "doidão". História real. Cheguei em casa já era noite, com aquela sensação de um dia perdido. hshs

A Ucha me mandou um e-mail só pra dizer um oi. Fiquei feliz. Ela é daquelas meninas que são bonitas-inteligentes-charmosas-agradáveis. Algo que não se vê toda hora mesmo, mas quando aparecem me fazem pensar elas existem e sorrir.

Depois eu consegui me recuperar, isto é, dormir 8 horas. Como é maravilhosa a sensação de deitar e dormir quando se está esgotado fisicamente e mentalmente. Igualmente quando depois acordei morrendo de fome e pude me deliciar com mais comida perfeitamente feita. São infinitas as maravilhas de ter um corpo humano. Disperdiçar esse ganho é uma enorme burrada, ainda mais sabendo que uma hora teremos que sair desse hotel. Obrigado por esse presente, mãe.
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julho 22, 2003

Mr. Funny Zen Dentro deste

Mr. Funny Zen
Dentro deste mundo quais são as cinco coisas mais importantes? A primeira coisa é a paciência. A segunda: paciência, terceiro paciência e quarto, não tem; e quinto é a paciência. - M. Tokuda
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julho 21, 2003

Stardust Memories Outro filme bastante

Stardust Memories
Outro filme bastante pessoal do Woody Allen. Nesse ele é um famoso diretor de cinema que está num crise que parece ser constante em sua vida. Enquanto seu trabalho é aclamado num festival, fãs pedem autógrafos o tempo todo e muita chatíssima movimentação sempre acontecer ao seu redor, Sandy Bates (o Woody) está num dilema existencialista. Quer de alguma forma transformar sua vida. De certa forma ele está cansado de tudo. Dos seus amáveis relacionamentos com as mulheres, da sua carreira e do seu estilo de vida. Ele quer ser muito grandioso mas se vê apenas como um sujeito que só sabe fazer as pessoas rirem, enquanto tem muita coisa importante pra poder dizer e realizar. Qualquer coisa que valha a pena, como ajudar pessoas doentes, etc. But human suffering doesn't sell tickets in Kansa City, comenta um empresário do cinema.

O filme é cheio de mulheres lindas. A edição é bastante experimental, pode se ficar um pouco perdido mas não tem importância. Fotografia ótima e a trilha me lembrou mais ainda como ele parece com o Crumb. A cena das perguntas pros ETs é massa. Esse não é tão sensacional quanto o "Annie Hall", mas é imperdível pra quem gosta do Woody.
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El Paredon Na boa: uma

El Paredon
Na boa: uma família que, em qualquer lugar do mundo mas, sobretudo, num país com as desigualdades sociais do Brasil, dá um Audi de presente para um imbecil de 17 anos, merece ir presa. Toda ela. - Cora Ronai, sobre isso.

Concordo. Todos pro paredão.Tenho pavor de jovens que correm de carro e que admitem saber dirigir bem. Ou que pedem carro de presente pro pai. Ou qualquer idiotice relacionada ao assunto. Tá, ninguém é perfeito e certinho, mas idiotice tem limites. Como se todos não tivessem histórias o suficiente de amigos e conhecidos que se deram mal com os killer cars. E tem também aqueles que usam o carro pra encherem o saco da vizinhança inteira. Esses se localizam nos diversos postos de gasolinas que são points na night.

Noffa, como estou engajada hoje.
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Discurso Anti-Druks Hoje de manhã

Discurso Anti-Druks
Hoje de manhã li o jornal de ontem. Tem uma reportagem grande sobre as drogas sintéticas que estão invadindo o Brasil com tudo. Essas coisas novas vinda basicamente da cultura rave. Logo abaixo tem outra matéria sobre o álcool, dizendo que ele continua matando quase 7 vezes mais do que todas as outras drogas juntas. Mas que fortes campanhas contra o álcool não são feitas por causa do fortíssimo lobby das fábricas de cerveja.

Não acredito na sociedade perfeita nem na alternativa, e a luta contra o tráfico de drogas me parece que nunca vai chegar a lugar nenhum. Como se existisse uma campanha contra prostituição. Mas acredito que algo tem que ser feito, mesmo com suas imperfeições. Porém, também não faço a menor idéia do que precisa ser feito. As campanhas anti-drogas são bestas e inúteis. Antes queriam passar medo nos usuários. Agora a nova campanha enfatiza o consumidor como grande culpado pelos problemas gerados pelo tráfico. Quase nada apelativa e hipócrita. Mas dei um crédito pra ela depois de ver um conhecido de infância se acabando nas drogas. E tudo que o cerca hoje. Então essa nova campanha me pareceu um pouco boa. Sabe como é, o emocional (essa coisa tão ingênua) falou mais alto e deu vontade de falar Parém todos de comprar essas coisas e de dar dinheiro pra bancar o tráfico, cacete! O que não deixa de ser verdade, sem uma enorme quantidade de compradores não existiria o tráfico. Então pensei que se a campanha hipócrita e apelativa conseguisse um pouco disso, já seria algo.

Não uso drogas mais por orgulho do que outra coisa. Meu orgulho fala mais alto. Fiquei altamente preocupado quando em certa idade percebi que apenas ficava feliz em festa se usasse algumsa coisas. Quando senti o terror disso no meio da coisa, fui tomado por uma vergonha e constrangimento terrível. Pkôu! E minha cachola já é estranha demais pra precisar dessas coisas pra ficar em um estado alterado de consciência. É o orgulho. Ser associado como maconheiro ou outra coisa me daria vontade de chorar. Igualmente quando chamam a Fabiana amiga do Pinheiro de hippie. Também choraria. Mas não sei mais por que estou falando disso.

Na verdade eu mexo - mesmo que pouco - com qualquer tipo de vinho. E é muito difícil se controlar com certas marcas. Então penso, esse meu consumo de vinho (que contém álcool, que mata sete vezes mais do que todas as outras drogas) seria o mesmo movimento feito pelas pessoas que bancam o tráfico? O meu pequeno discurso anti-drogas seria apenas a mesma hipocrisia de sempre?

Vocês estão assistindo, Renato Parada pensando!

Desisto de querer procurar algum sentido em ti, samsara. Você é vazio de significado. Um maldito lugar onde qualquer onde a maior parte da felicidade é construída sob sofrimento alheio.
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Annie Hall O Woody Allen

Annie Hall
O Woody Allen é simplesmente um cara legal pra caralho. Daqueles que mesmo se fosse seu inimigo seria difícil não gostar dele. Deve ser o ponto central do seu sucesso: o cara é muito legal. Alguém tem que ser muito azedo pra não simpatizar com o cara. Esse filme é uma comédia romântica construido em cima do realismo de um relacionamento amoroso, ao invés do ponto de vista romântico idealista. Claro.

Woody Allen é Alvy Singer. Um comediante paranóico, neurótico, nervoso, pessimista, obcecado pela morte e amante da cidade de Nova Iorque. Ele acredita que o mundo é divido entre as pessoas terríveis (doentes terminais, cegos e todas aquelas que nem dá pra imaginar como podem viver) e as miseráveis (todo o resto - nós, e devemos nos alegrar por isso). Apesar dessas características parecerem um tanto horripilante, o cara é legal. E o que faz dele um cara legal é seu belíssimo senso de humor e sua inteligência. Ele é muito engraçado. Annie Hall é a mulher que ele ama, interpretada muito bem por Diane Keaton. Adorável, adorável, mesmo sendo bem neurótica.

Então o Woody vai contando a sua história desde a infância até os últimos dias com a Annie. O ritmo é muito bom, trabalho de edição fudido. Até a metade do filme eu estava me deliciando tanto que deu vontade que aquilo continuasse por umas quatro horas. Depois continua ótimo, mas não tão sensacional como o começo. O Woody atua muito bem, e durante as cenas ele interage com a câmera em cenas inesquecíveis. Os diálogos são intensos mas muito bons. Muitas referências, Freud e filosofias existencialistas. Coisas que sem o senso de humor do Woody seriam uma merda só. Sua atuação é tão realista que mesmo pra quem não o conhece dá pra sacar que aquilo não é um personagem completo, mas um monte do próprio Woody Allen. No final dá até pra emocionar um pouquinho (bem pouquinho) com as pequenas sequências de cenas do filme, onde é relembrado os bons momentos que ele teve com a Annie. Esse tipo de sequência de pequenas imagens muito me agrada. Perfeito pra recordações, como no final do "Vanilla Sky". Puxa vida, como me diverti. Dou um 9,4/10. Filme de 1977.
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julho 18, 2003

Menina Suave Estou exilado numa

Menina Suave
Estou exilado numa época sem coração, onde os sentimentos são caricaturados e exagerados por criaturas tristes que não mais os compreendem ou absorvem. E os poucos que ainda têm essa capacidade são obrigados a montarem-se de carapuças para sobreviver à selvageria que está do outro lado da porta. Por isso eu fico em casa. - Cardoso
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Everything You Always Wanted to

Everything You Always Wanted to Know About Sex
But Were Afraid to Ask. Tenho que dizer que esse foi primeiro filme do Woody Allen que assisti. Esperava mais. Muito pelo título do filme, que nem foi com o "Meaning of Life". Mas não pensem que vão aprender algo vendo esse filme. Não vão. Hehe. É uma comédia baseada num livro com o mesmo nome. Fiquei imaginado se o livro é exatamente como o filme, mesmo. Que bizarro. Seria ótimo pra sacanear as pessoas. São histórias bizarras como a de um doutor que se apaixona por uma ovelha, um italiano que tem a mulher frígida, um senhor que tem obsessões de se vestir de mulher, etc. As cenas são engraçadas, mas o humor é um tanto diferente do que eu vi até hoje. São pequenas histórias assim que seguem no filme. Ri muito do Woody Allen sendo o italiano e do senhor de bigode vestindo roupa de mulher. Aquilo foi engraçado. Muito bem feito o último curta chamado "What happens during ejaculation?". O Woody como um espermatozoide medroso é ótimo e a base espacial dentro do corpo humano que administra todas as mudanças são dignas de um Kubrick. Legal, mas parece que o Woody fez coisas muito melhores. Vi o potencial do cara pra ser engraçado e genial. Um Crumb palhação. Veremos. Filme é de 1972. Céus, aonde eu estava nessa época mesmo?
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Iraq O Tony Blair disse

Iraq
O Tony Blair disse que mesmo se não forem encontradas as armas de destruição em massa no Iraque, a história justificará a guerra. Ah, não esquenta, todos ficaram muito satisfeitos e agradecidos. Não precisam ficar se explicando.

Alguma guerra já teve seus motivos e desculpas tão esfarrapadas como essa?
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Lobão no Multishow Minha irmã

Lobão no Multishow
Minha irmã veio aqui me avisar que agora mesmo, às 14hrs, vai passar um show do Lobão no Multishow. Um bom motivo pra ligar a tevê. Verei.

Update: Massa. Foi o show que eu queria ter visto na época. O da gravação do seu cd ao vivo Uma Odisséia no Universo Paralelo. Bem pesado. Agora o cara tá gravando seu cd novo que irá chamar Canções dentro da noite escura. Com esse nome, promete.
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julho 17, 2003

Desce a Braçada Resolvi ouvir

Desce a Braçada
Resolvi ouvir os conselhos do meu pai e fui fazer natação em combate à gripe-tosse que não passa. Tava uns vinte dias parado. Era pra ser um nado solto, leve, só pra mexer um pouco o corpo. Mas eu fui falar pra professora que estava com gripe. Pra que? Pela primeira vez, depois de grande, ela me pegou pra passar um treino. Duas horas de treino. Até digitar tá me cansando um pouco. Bem com gripe ela foi rever todos os passos do nado borboleta. O único nado que não faço por causa do nome deveras constrangedor. Passo-a-passo. Primeiro o tronco-perna, sem tirar a cabeça da água. Depois o mesmo só que de lado. Depois só os braços, e assim foi. Nunca mais falo pra ela que estou doente. No final ainda mandou fazer trezentos de craw só pra relaxar. E tosse pra lá, e tosse pra cá. Sem contar o problema que tenho de quase começar a rir no meio da piscina quando ela grita coisas como “Tira o subaco pra fora” e “Tem que levantar mais essa bunda.” Hehe. Urra. Nunca mais digo pra ela que estou doente. Mas vamos ver se vai ajudar. *cof*

Fui também pra ver minha vó fazendo hidroginástica. Nunca tinha visto. Ela é animada, oitenta e dois anos e se mexendo toda lá. Não é pra qualquer um isso. Quando a gente se cruzava ela sempre mandava um oi e sorria. Ficou feliz por eu ter ido ver ela. Quando foi embora fez o sinal pra depois passar lá na casa dela. Cerveja.

Mas não deu pra segurar a fome até mais tarde. Acabei de mandar um sanduiche de mortadela com mostarda. Toda vez que pego o tubo amarelo da mostarda lembro da semente de mostarda, que parece ser muito seca e não tem nenhum óleo. Mas quando se espreme, óleo sai dela. É assim. Que nem o sofrimento em todo mundo. Mas vamos esquecer disso, né? Vai nessa. Talvez hoje à noite eu veja algum filmes do Woody Allen. Não sei qual escolho. Minha irmã não para em casa, mas não quero que ela vá embora sem ver o ótimo Things you can tell just by looking at her.

Ah, tem uma foto do Chuchu olhando para o céu está aqui do lado. Vou escanear no futuro.

Não sei como funciona essa coisa de escrever posts só quando estou cansado e de barriga cheia. Talvez porque a televisão é muito sem graça e me divirto mais assim, apertando teclinhas com os olhos semi-serrados. Cansi, como diria o Ivan anos atrás.
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Brazil Não esperava que o

Brazil
Não esperava que o Monty Phyton Terry Gilliam fosse capaz de produzir um filme tão grandioso. Diria que é uma super produção mais barata e mais rica que uma super produção. A história de passa num futuro retrô onde o mundo é administrado por uma grande corporação. A quantidade de detalhes e diferentes ambientes que retratam isso é uma obra de arte por si só. Quanta coisa, uau, o design de tudo é perfeito. Os computadores são muito massas. De certa esses efeitos me lembraram o Minority Report, e depois cheguei a conclusão que é mais rico ainda. Isso falando apenas do visual, o que já vale a pena. A história nem quero comentar. Muito porque não tenho certeza se entendi. Se era pra entender. É mindfuck pra caralho. Fiquei perturbado, e parece que tudo é feito em cima disso. A história não chega a ir se explicando, você vai entendendo o vai acontecendo, mas não há muitas ligações É como um sonho absurdo onde as coisas vão acontecendo e acontecendo. Não dá pra classificar se é terror, suspense, humor, romance, etc. Talvez eu pegaria o terror, com a ótica do homem que não encontra seu lugar no mundo. Dá pra ver pontinhas de momentos Monty Phyton no filme, e só colabora pro mindfuck da coisa. Certa hora fiquei pensando que tudo aquilo era como a cabeça do Gilliam funciona. Certamente é um filme pra se ver mais de uma vez. São muito detalhes, e mesmo tendo antipatia pra essas coisas, no mínimo seria divertido ver de novo. Só que dessa vez acompanhado. Mas não ri com nenhuma piadinha com humor negro. A rouba em que prendem os presos me causou arrepios, eu não quero mesmo ter pesadelos com esse filme. Quando acabou não entendi por que o pinrate desse filme foi tão alto. É massa, mas pra ser uma masterpiece a história não pode ser tão louca assim. Várias interrogações, uma delas sobre o por que do nome Brazil. Tá, pela imensa burocracia, pela maneira que o personagem principal sonha, mas nah, bizarro. O filme tem três versões finais, vi a mais triste. Deve ser engraçado ler o comentário de alguém que viu a versão amorosa. Nota 8,5/10.
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julho 16, 2003

Pedreiro Leitor Achei o link

Pedreiro Leitor
Achei o link da matéria que saiu no Caderno2 de domingo sobre o Pedreiro Evando. Um dia uma senhora ia jogar uns livros fora e ele resolveu levar aquilo com ele. Hoje tem mais de 30 mil volumes, que ficam todos guardados na casa dele. Nos últimos dias acabou conseguindo recursos do Ministério da Cultura para a construção de uma biblioteca, que ficará próxima de sua casa. Quem fez o projeto foi o seu amigo Oscar Niemeyer. "Pessoas como ele que levam o Brasil pra frente." Pena que no site não tem a foto dele lendo deitado num colchão velho rodeado por pilhas gigantes de livros por todos os lados. Que emocionante.
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Oferenda de Mandala Acabei de

Oferenda de Mandala
Acabei de lavar uma quantidade enorme de louça suja. Acumulou a de ontem e a de hoje. Dona Nair faltou. Montanha de louça suja. Lavei tudo. Limpinho. Ufa, deu até pra cansar. Ainda estou com aquela sensação boa de ser um adolescente decente.
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julho 15, 2003

Molho Ando com uma tosse

Molho
Ando com uma tosse pós gripe que está difícil de passar. Se tivesse ficado no Sul ia danar. Bem quando saí de lá baixou a frente fria que causou aquela devastação em certas cidades. Esses dias me disseram anda fazendo um "frio intenso" na serra. Mas já estou me recuperando, tá no fim, até acabei de andar de bicicleta com blusa de frio. Não vejo a hora de poder tomar sorvete de creme com salada de fruta. Sorvete no frio é massa.

É um sarro os dois cachorros do vizinho aqui da frente. Sempre estão juntos, andando ou deitados, soltos na rua. Tem dia que só ficam deitados, olhando calmamente as bicicletas que passam. Tem dias que ficam loucos, correndo desesperadamente atrás dos pedais. Hoje eles estavam loucos. Quando saí agora mesmo ambos correram atrás de mim, mas não dei bola. Engraçado foi depois quando voltei, dobrei a esquina e os dois estavam lá ainda, correndo atrás de outro bicicleteiro. Achei muito engraçado a cena, eles pareciam estar se divertindo horrores. Os desgraçados me alegraram.

Suco de laranja é muito bom. Pão com goiabada e mortadela também. Querem pedir pizza de banana aqui hoje. Aprender a fazer sua própria refeição com classe é o mínimo que se pede de um ser humano que se preze.

A Nara ligou aqui esses dias. Ela foi no show do Krisiun e do Satanique Samba Trio (ex-Lusbel). Ela foi ser repórter no Porão do Rock, aquele festival que rolou em Brasília. Ela também entrevistou o vocalista do Krisiun! Que moral, heim. Essa é a minha amiga. Respeitei.

Liguei pro Mojo ontem, fazia tempo que não falava com o Danilão. Ele estava catando feijão e ouvindo Mozart. Só música clássica e black metal. O cara tá bem. Atencioso e o engraçado de sempre. Parou de ler blogs, algo que todos devemos admirar. Mas não parou total, só lê o meu. "Teu blog é o único que vale a pena ser lido." Falou sério, o grande. Essa foi boa. Desliguei quando sua esposa começou a ficar com ciúmes.

Mas a real é que estou de molho esses dias. A internet anda se revelando meio sem graça demais esses tempos. Blogs andam me deixando de saco cheio, poucos andam me agradando. Ando me concentrando na releitura do Patrul............ preciso falar?
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julho 12, 2003

And Now for Something Completely

And Now for Something Completely Different
É um filme do Monty Phyton que acabei de assistir aqui no computador. Não é bem um filme, já que é uma coletânea dos melhores (creio eu) curtas que eles fizeram pra TV. Até que a adaptação ficou legal, principalmente pelas passagens que juntam os diferentes curtas. Sempre muito criativo e inusitado, pra não dizer surreal. As animações do Terry Gillian são um show a parte. Altamente característico. A grande dica pra esse filme é vê-lo acompanhado. Com alguém tão bobo quanto ou mais que você, então a diversão é garantida. Não tem erro. Mas mesmo sozinho dei umas boas risadas. Mas nada de fazer alguém vir aqui ver o que estava acontecendo. As cenas que mais ri foram as que aparecem os militares. A do ataque com uma banana como arma e da marcha guei. Como foi ridículo aquilo. Percebi pela primeira vez como eles usam a edição de maneira genial pro humor. Também consegui compreender bastante do inglês deles. O curta "Hungarian Phrase Book" me mostrou algumas piadas da cena como a "my nipples are exploding with delight". Enfim, bem legal. Não fiquei em nenhum momento entediado. É bastante aconselhável para iniciantes em Monty Phyton, mas fica bem atrás dos longas de grandes sucessos deles.
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julho 09, 2003

Dzongsar Khyentse em Três Coroas

Dzongsar Khyentse em Três Coroas
Descer as montanhas do Gonpa de volta de volta pra civilização sempre me causa estranheza. Especialmente quanto isso acontece durante um retiro que não acabou. É como se o Gonpa fosse uma Terra Pura, um tipo de sonho especial onde se recebe ensinamentos preciosos. Então de volta parece que todos os movimentos das pessoas parecem um tanto sem sentido. Muita energia e esforço pra nada. É o que eu chamo de ressaca de retiro, isso. Só que é uma ressaca boa. É tudo apenas uma grande oportunidade pra fazer algo de bom. É preciso sustentar esse tipo de energia, dando mais importância para as necessidades dos outros do que as de si próprio - sem expectativas!

Quando eu estava a 10 mil metros de altura em direção a Porto Alegre, pensei como seria massa ver o Dzongsar chegando no Chagdud Gonpa. Caminhando até a porta do templo, etc. Mas no saguão do aeroporto, lama Sherab, Tsering, Norbu estavam a espera dele. Então esperamos também, até que ele apareceu lá no fundo de camiseta, tchuba e chinelo. Bastante bad boy. Nem pegou as katas da mão dos lamas, só apertou a mão deles e disse sorrindo Keep with you. Achou graça de um gaúcho com roupas tradicionais e foi embora.

Os ensinamentos sobre O Caminho do Bodisatva foram incríveis. É difícil imaginar alguém que não se beneficie com aquilo.

Novas caras apareceram por lá. "O meu amigo Bruno Galera", por exemplo. Descobri que o cara tem o sorriso mais engraçado de todos. Legal encontrar o cara por lá, gente que compactua com o mesmo estilo de bobeira que eu. Demos algumas boas risadas. Encontramos o inesquecível Jesus do South Park por lá. Emoção. Pinheiro também estava presente. Sem barba e enormous. Get a diet, Jaba. Me entregou uns 35 CDs. Melhor amigo. Conheci o glorioso Mini do Walverdes. Parceria pra caralho, conversamos pacas. O Urso voltou ainda mais engraçado, mas o importante é que ele voltou. Também conversei com o Luciano, irmão do Vitor, que não apareceu por lá. É um homem muito ocupado, fiquei sabendo. Pena que não estava lá, anão. Pena. Acabei não conhecendo o Zé, o terceiro leitor adulto desse blog. Foram bons dias com boas pessoas.

Em uma noite depois dos ensinamentos, o Dzongsar quis ver o jogo do Santos contra o Boca Júniors. Colocaram uma tevê dentro do templo. Foi impossível não fazer a relação da cena com o filme dele. Quando ligaram a tevê, uma novela com duas mulheres brigando. Enfim, muito surreal. Então vieram os dois, o Dzongsar e o Tulku Jigme. Pediram pra fazermos o mínimo de barulho possível, como se estivéssemos em um estádio de futebol. Todo mundo se divertiu horrores essa noite. A tevê contrastando com as pinturas sagradas do templo foi inesquecível. O Elton tirou foto do Rahula cravando sua phurba na tevê! E o cara realmente gosta de futebol. A Soninha ficou do lado dele comentando e respondendo curiosidades. O Tulku Jigme não chegava a torcer com devoção, mas sempre ria muito quanto aparecia a cara de algum torcedor do Santos aflito. O Elton e o Marcão estavam do meu lado, rimos muito essa noite, um milhão de piadas. Elton aproveitou pra dar uma gravata de oferenda pro Rinpoche. Os rinpoches foram embora só quando acabou o jogo, lá pela meia-noite. Fui pro dormitório pensando que não iria ver mais nada de tão diferentes dentro do templo. Mas eu estava bastante enganado. No outro dia teve uma roda de violão enquanto o Dzongsar se preparava pra uma iniciação. O Mairena tocou Dear Prudence dos Beatles, um clip perfeito, como disse o Mini. Depois rolou um samba do crioulo doido, até. Totalmente indescritível.

O Dzongsar fazendo os mudras é absurdamente lindo.

Os ensinamentos acabaram e ainda fiquei três dias pro druptchen, the real practice. Alí é paulada. Não tem pra onde escapar. Os venenos não tem pra onde esconder. Os hábitos e o apego por ações não virtuosas ficam claros, saltam. Percebi que esses hábitos são cultivados porque temos muito medo da vacuidade. Enfim. Foram só três dias (deve valer por uns três meses de prática solitária) que me deixaram assando no espeto em muitos momentos. Não é fácil, mas é nisso que está toda a beleza e a maravilha desse presente que Chagdud Rinpoche deixou pra todos nós. O que me mostra e lembra como todo druptchen é um druptchen inesquecível.

E mesmo com os venenos ainda saindo pelo nariz, estou com um enorme sentimento de gratidão aqui no coraçóm. Fiquem felizes por essa minha felicidade. Não custa nada, é grátis!
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