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janeiro 31, 2004

People Ain't No Good People

People Ain't No Good
People just ain't no good
I think that's welll understood
You can see it everywhere you look
People just ain't no good

(...)

É, Nick Cave.
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Estranho no Ninho Há 30

Estranho no Ninho
Há 30 anos o psicólogo David Rosenhan resolveu fazer uma experiência pra testar a eficiência dos diagnósticos psiquiátricos. Mandou um monte de amigos se apresentarem em vários desses hospitais fingindo estar ouvindo vozes. Com o resultado ele escreveu uma matéria para a revista Science que sacudiu o mundo da psiquiatria. Agora, 30 anos depois, a psicóloga Lauren Slater repete a mesma experiência e conta na reportagem mezzo gonzo pro The Guardian - Into the cuckoo's nest. Resumindo, hoje em dia as consultas duram em média 15 minutos e logo são indicados os remédios. Antigamente se diagnosticava mais esquizofrenia. Hoje, depressão.
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janeiro 30, 2004

Budinha e Fedor Eles sao

Budinha e Fedor
Eles sao pequeninhos e em todo carro, em todo lugar tem um budinha. Um taxista segurava o buda pendurado no retrovisor cada vez que ele balancava demais. Eles adoram Buda e o rei. Cada secao de cinema comeca com o hino do reino da tailandia e a foto do rei no telao. Ele esta por todas as partes. Os tailandeses sao muito sorridentes e simpaticos, por mais pobres que sejam. Dizem que eles se contentam com pouco, deve ser pela filosofia budista. Aqui nao existem assaltos, ainda nao vi NENHUMA prostituta como achava que ia ter em cada esquina (nem a noite) e eles parecem o povo mais inofensivo da face da terra. Sempre dispostos a ajudar, sempre prestativos. Ninguem faz cara feia pra nada e ainda nao vi ninguem discutindo ou falando alto. Perigoso eh o Brasil, dizem as modelos que estao aqui.

Tainá atualizou o blog. Tá massa. Engraçado e triste o post MAXIMAS e historias tristes ouvidas em salas de espera de castings, como disse o Natas.
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Singeleza Minha vó, a Dim,

Singeleza
Minha vó, a Dim, mandou entregar pra mim aqui em casa um enorme bolo como presente de aniversário.
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Resenha O Bruno anda fazendo

Resenha
O Bruno anda fazendo ótimas resenhas de filmes na Fraude. Essa do Lost In Translation me deixou com uma baita vontade de assisti-lo. Vontade que vai ficar, já que passo mais uma semana na fazenda. Vou acabar fazendo uma encomenda de divx pro Pinha. Faz tempo que não vejo um filme bom. Preciso.
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Riviera de São Lourenço A

Riviera de São Lourenço
A descida da serra foi tranqüila. Deu até pra apreciar a paisagem. É muito bonito e ao mesmo tempo assustador a altura do lugar. Foi tranqüilo porque tinham poucos caminhões e idiotas fazendo roleta russa nas ultrapassagens. A maioria dos acidentes devem acontecer por coisas do tipo. Educação deixaria o trânsito um bocado mais seguro.

Os dias nublados não foram problema algum, pelo contrário. Dá pra ficar de olhos abertos e não precisa ficar passando protetor - se bem o céu cinza pode torrar também. O melhor dia pra mim foi quando ficou chuviscando e só eu e o chefe animamos de ir pra praia. Conversamos horrores e tive a ótima idéia de pedir camarrão frito. Qualquer um parece milionário comendo camarão frito de baixo de um guarda-sol na praia. Foi um bom dia.

O romance do verão ficou por conta de uma cadela preta que timidamente começou a me acompanhar enquanto caminhava. Foi só mexer com a mão que ela começou a pular. Me acompanhou por um bom tempo, até que um salva-vidas desceu de sua cadeira e veio perguntar se ela era minha. Estupidamente disse que não. Então ele começou a espantar ela com seu pé de pato. Foi triste ver ela ficando pra trás, querendo continuar me acompanhando mas desviando pra fora da praia.

As ondas estavam fracas, não rolou pegar jacaré. Rolou umas cambalhotas sob as ondas que me renderam um pescoço travado, de novo. Vou dar um descanso pra ele. Rolou uma pequena luta com o Ivan, cujo golpe principal era sentar ele na areia e esperar que uma onda viesse para atropelá-lo. Ou jogar a nuca dele contra as ondas. Rimos muito.

Ficar longe dos eletrodomésticos é bom pra passar mais tempo com a família. Ouvi bastante rádio com o Ivan. Ele fazia questão que eu ouvisse com ele um programa de humor na Metropolitana chamado Chupim. Todos programas de humor na rádio parecem ter o mesmo formato. E como rádio no Brasil é horror. Uma pena já que rádio é algo muito massa. O melhor programa de televisão que vi foi o do Clodovil na RedeTV! Melhor apresentador e humorista. Ele fez uma entrevista com a Suzana Alves cabelinho laranja numa banheira cheia de espuma. Pegou pesado com ela, tadinha, que ficou com sua carinha de sem graça a maior parte do tempo. Ficava dizendo na cara dela o quando ela era ingênua e o quanto isso fazia mal pra ela. Ela chorou na entrevista, mas não colocaram no ar. A infantilidade burróide e a gostosura dela é algo que me emociona de maneira inexplicável, indo nos extremos da piedade até às chicotadas. Acho que ela deveria ser minha namorada, já que ninguém liga pra ela mesmo.

Vi shows interessantes no bem bolado Espaço Cultural que a Veja montou na cidade. Só instrumentais. Vi jazz ao vivo pela primeira vez. Ducaralho. Jazz clássico é rock puro.

Na volta vim dirigindo umas quatro horas. Deu pra cansar.
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Blackout em São Joaquim São

Blackout em São Joaquim
São Joaquim da Barra inteira ficou no escuro durante três horas, hoje à noite. Das oito às onze. Tava na sauna com meu pai quando caiu um pé d'água violento e em seguida a energia. Todo mundo preso lá. Até que o Roberto pegou um guarda-sol gigante que sergiu pra gente ir correr até a portaria, e depois até o carro. Tentei pular a enchurrada mas só depois que afundei o primeiro pé no asfalto percebi ela era a rua inteira. A cidade já estava toda escura.

Cheguei em casa e já tinham desligado o computador, amén. Usamos o celular e a digimax como lanterna, até achar a de verdade. Não tinham velas. Todo mundo - bem, só três de nós cinco - na sala a espera da energia. Nem chegou a acontecer de todo mundo parar de fazer suas coisas em seus cantos pra se reunirem num mesmo cômodo. Brinquei um pouco com a Judy de tacar seu canguru no corredor escuro. Ela nem teve grandes dificuldades. Fui na rua e o céu tava abrindo. Os vizinhos tavam numa risarada só, se divertindo horrores por algum motivo que desconheço.

O interessante de quando acaba a energia é que a gente começa a ficar perturbado por não ter o que fazer nem saber pra onde ir. Com a desculpa de ir buscar minha irmã, saí com o carro pelo escurideu da cidade.

Sempre me empolgo com a visão da cidade diferente. Ficava apagando o farol só pra sentir o breu. As poucas pessoas surgindo nas calçadas deixava a cidade mais zumbi ainda. Até que percebi a quantidade de carros que tinha na avenida. Todos não tinham o que fazer e tiveram a mesma idéia que eu: andar de carro. Ao passar nas costas da igreja, vi a Rosinha em frente sua casa. Pensei que ela nem iria me ver, então nem buzinei. Mas ela me viu e até chamou. Dei a volta no quarteirão, desci do carro e ficamos trocando papo furado. Me disse que estava ficando louca sem ter o que fazer. "Sem televisão, videocassete, som, computador", enumerou se mexendo toda. Enquanto isso passou um travesti andando na outra calçada. E então uma família inteira. Com pais, filhos, cachorro e lanterna. Percebi que o blackout já tinha virado atração na cidade. A Rosa queria que queria andar de moto, mas tava com pouca gasolina. Então chamei pra andar de carro.

Foi ela entrar pra que em poucos quarteirões a luz voltar. Pediu pra voltar pra casa e refez seu pedido pra eu ir andar de moto com ela, mas, brilhantemente, não fui. E só até marcar o ponto final da última frase que percebi o quanto é ridículo eu agora estar aqui, escrevendo.
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janeiro 29, 2004

E no Fotolog Descendo a

E no Fotolog
Descendo a Serra do Mar. Voltei. Cansi.
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janeiro 21, 2004

Recesso Vou ficar oito dias

Recesso
Vou ficar oito dias sem ver computador. Tô indo pra Riviera de São Lourenço. Ficar pegando jacaré o dia inteiro. Fiquem bem, rapaziada.
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Cynical Letter Licking honey from

Cynical Letter
Licking honey from a razor blade,
Eyes of the learned gouged out by books,
The beauty of maidens worn by display,
The warrior dead from not knowing fear--
It is ironical to see the dharma of samsara:
Celebrities deafened by fame,
The hand of the artist crippled by rheumatism.

The moth flew into the oil lamp,
The blind man walks with a torch,
The cripple runs in his wheelchair,
A fool's rhetoric is deep and learned,
The laughing poet
Has run out of breath and died.
The religious spin circles, in accordance with religion;
If they had not practiced their religion, they could not spin.
The sinner cannot spin according to religion;
He spins according to not knowing how to spin.
The yogis spin by practicing yoga;
If they don't have chakras to spin, they are not yogis.
Chogyam is spinning, watching the spinning/samsara;
If there is no samsara/spinning, there is no Chogyam.

:~
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Thaina Além das 589473648 horas

Thaina
Além das 589473648 horas de vôo, suportando o meu medo TENEBROSO de avião, fui informada de que não haverá bebidas a bordo, apenas REFRESCOS.

Hahahaha, refrescos.

É o novíssimo blog da Tainá, a companheirinha do Natas. Ela irá contar suas aventuras na Tailândia, onde ficará três meses pra fazer um trabalho como modelo. Já está sendo divertido e promete ser mais. Acompanharei.
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janeiro 20, 2004

E no Fotolog Gatas com

E no Fotolog
Gatas com Livros versão menina gródiga. Colaboração da Marina kittie que me deixou com sorriso no rosto. Uma graça.
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Fotolog Aaah, que saudade do

Fotolog
Aaah, que saudade do mestre. E o que dizer desse sorrisão do Mussum? E desse abraço do Bozo com o Sílvio?

Nostalgia e diversão é com o fotolog Anos 80.
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janeiro 19, 2004

Dia Suado Fazia tempo que

Dia Suado
Fazia tempo que eu não suava tanto num único dia como hoje. E foi triste o esforço todo pra só no final desistir e aceitar que não pulo mais como antigamente. Tá difícil de enterrar na altura quase oficial - é que aqui em casa ficou um pouco mais baixo. Shame on me. Sueu de bica, sujei camisetas; há um certo prazer nessas coisas.

Comi bem, também. À tarde a vó Mariquinha ligou avisando que tinha feito mais dois litros de coalhada. Fui lá e comi. Fui na outra vó, a famosa, e o tio Mauro Boldrin tinha levado o que pra ela? Coalhada. Mas não aceitei, não dava. Em casa denovo teve mais basquete, mais suor, etc. Meu pai de chinelo fazendo nove cestas consecutivas. Ivan mancando e sendo desengonçado (puxou pro irmão). À noite é legal ficar lá batendo bola de leve.

Depois comi com muita fome dois sanduiches de filé-mignon picado com queijo e tomate, o normal e o seco. Quase rolou um terceiro. Minhas pernas e meu tornozelo bichado tão doendo, mas é bom. Meu trapézio anda meio travado já faz um tempinho. Acho que é por causa da respiração bilateral. Hoje ensaiei air-drumming, também. Sempre é bom tirar novas músicas.

Amanhã a digimax chega. Hoje a tv foi pra arrumar. Que bom ficou a casa sem ela. Impermanência.
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Dalai Drops A verdadeira compaixão

Dalai Drops
A verdadeira compaixão é livre de vinculações. É preciso atenção para este princípio pois ele contradiz nossa maneira habitual de pensar. Não é este ou aquele caso em especial que estimula a nossa piedade. Não escolhemos esta ou aquela pessoa como objeto de nossa compaixão. A compaixão é despertada espontaneamente, é incondicional, sem qualquer expectativa de vir a receber algo em troca. E é de alcance universal.

(S.S. o Dalai Lama, Palavras de Sabedoria, Sextante)
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Door of my heart Door

Door of my heart
Door of my heart
Open wide I keep for thee
Will thou come? Will thou come?
Just for once, come to me

Will my days fly away
Without seeing thee, my lord?
Night and day, night and day
I look for thee night and day

Will Oldham, do singelo Blues lotus feet
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janeiro 18, 2004

Dando um Oi A câmera

Dando um Oi
A câmera digital fez falta ontem no Ribeirão Shopping. Ela parou de tirar fotos e faz uma semana que está na Samsung em São Paulo. Tomara que não demore pra voltar. Se esse negócio for que nem pra arrumar víde-cassete, eu tô frito. Mas vão mandar uma nova, claro. São os "procedimentos" que fazem atrasar. Paciência com o mundo.

Lá no shopping em frente a livraria Saraiva tinha um cara muito simples desenhando retratos de pessoas. Vinte e cinco pilas. Juntou uma multidão em torno do cara pra ver ele trabalhando. Constrangida ficava a modelo, paralisada no banquinho, enquanto a multidão observava ela e o desenho. Tinha que ter tirado foto. No banheiro, não entendi o pedido "Favor não pisar na privada". Como assim? As pessoas fazem isso pra ver o sujeito do lado? Pra fazer cocô em pé? Não entendi. Comentei com minha irmã e ela disse que no banheiro da meninas tinha também. Deve ser uma prática constante dos habitantes de Ribeirão Preto. Mistério.

Preciso tirar foto do Pingüim pra vocês verem. Melhor choperia do Brasil. O lugar é fino, muito bonito. Jame's Burger é o melhor fast food. Pena que mudaram o corte da batata e tiraram as cebolas fritas em rodelas do cardápio. Ao lado do Jame's abriu um restaurante de massas. Com a barriga cheia, fiquei lá de carudo vendo o negrão tacar as comidas pro alto. Que misturar com colher o quê. Ele jogava a comida pro alto e pra trás e com a frigideira recolhia por onde a comida aterrisava. Parece ser bom lá. Dá pra escolher se quer o macarrão na manteiga, no azeite, etc.

Compraram um sapatênis pra mim. E a bela Carta Capital, que é incrível só de existir no Brasil. Os contos do Henry Miller não estão me agradando muito. Enfadonho e viajante sem sair do lugar. Sim, egotrip. Mas tem um lá que é ouro, quase vim transcrever. Depois recomendo.

Ontem não usei computador, não subi fotos pro fotolog. Confesso que tá dando dó de mandar mais foto e assim tirar a Carole da capa. Mas mandem mais fotos, senhouras. Tá ficando massa.

Postando só pra dar um oi. Hoje aqui tá um domingo quieto e ensoladaro. Vou aproveitar pra ir nadar. Abraços.
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janeiro 16, 2004

Oi Guris A Fernanda Lima

Oi Guris
A Fernanda Lima tem um blog.

Agora estou me preparando para mais um mergulho no desconhecido, numa nova experiência: participar de um filme; construir uma personagem...tudo novidade, uma novidade deliciosa.

Tô ligado. Se liguem que se rolar mesmo vai ser uma ótima surpresa.
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janeiro 15, 2004

I don't wanna grow up

I don't wanna grow up
Vai passar um especial do Ramones hoje no GNT, às 21h. Postando pra não esquecer. Parece ser massa.
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Fragmentos do Dia (chamando o

Fragmentos do Dia (chamando o sono)
Hoje à tarde minha vó Maria ligou aqui em casa pra falar comigo. A Sirlene, que passa nossas roupas, toda vez saía correndo do quartinho pra atender o telefone. Tocou muito hoje. Falei pra ela que não precisava vir atender, já que eu tava em casa. Antendi e a dona Mariquinha avisou que tinha feito coalhada, que era pra eu ir lá comer. Falei que ia mais tarde lá sim.

Saí pra andar de bicicleta e fiz um percurso pesado, até relembrei os velhos tempos de trilha. Cheguei a suar, mesmo com o vento sempre assoprando forte. Tem bastante gente fazendo caminhada na avenida. Gente de todo tipo. Desde todos os níveis culturais e econômicos. Lá em cima da avenida vi um cara meio barrigudo forte correndo com chinelo de couro. Passei por ele e ele tava meio constrangido, naquele lance, err.. estou fazendo exercício. Sinais da nova cultura com relação à importância do exercício físico. Muito bom. Essencial para quem tem projeto de ser vô.

Cansei de pedalar e desci até minha vó. Pela janela do quarto aberta avistei ela deitada. Fui entrando e ela levantando pra ir sentar comigo na frente da tv, perto da cozinha. Deixou da tv desligada, assim como anda fazendo minha outra vó, que só liga pra ver algumas novelas. Tomei água e fiquei bufando pra descansar. Comer na situação que me encontrava não dava.

Tinha dois tipos de coalhada. A feita de iogurte e a de isca feito do pó. A de iogurte é um pouco babenta, mas muito firme e gostosa. Nenhum gosto azedo, pra mim sem nenhum problema. Mas a original é melhor. É mais forte. Tomei dois copos. Ela quis deitar denovo - por causa das dores nas costas - e sentei no chão na beira da cama com o copo de coalhada e o açucareiro.

Conversamos dos familiares e fizemos comparações com as coisas do passado. A impressão que tenho é que antes todo mundo era menos preguiçoso. Puxei o assunto sobre coisas do passado, da fazenda, coisas que sempre gosto de ouvir. Direcionei então o assunto pra comida, em especial derivados do leite, já que estava alí comendo coalhada. Ela me contou que a mãe dela fazia de tudo. Queijo, requeijão, coalhada, manteiga, o escambau. Uma coisa que eu sinto falta na indústria alimentícia é uma boa manteiga. Lembro como era bom o café da manhã quando dormia lá na minha vó. A manteiga amarelinha e macia, que não precisava guardar dentro da geladeira. Mas fiquei impressionado como faziam até requeijão na fazenda. Ela me explicou todo o processo, mas não entendi muito bem. E minha vó trabalhou horrores em tudo que se pode imaginar. Até matar porco. Que coragem. Ela sempre lista as coisas que fazia, com uma cara de cansada só de lembrar.

De repente o céu ficou com núvens negras e começou a ventar horrores. Vento de chuva. Me despedi correndo e pedalei na direção de casa, juntamente com outras pessoas que faziam o mesmo. Todas apressadas, com medo do toró que ensaiava cair. Descendo as ruas olhei para o céu e vi como a coisa tava preta. Tava muito carregado e achei muito bonito e absurdo, tudo aquilo no céu. Tive uma pequena gargalhada que fiz questão de não segurar e ri alto. Foi uma bela risada, meio liberadora. Eu lá, descendo pela rua de bicicleta, com aquele céu todo negro e ruidoso, e achando tudo incrível. Gargalhei com uma felicidade que me senti como se fosse o rei do mundo.

Cheguei em casa e fui jogar basquete com o Ivan. Com a redinha tá uma delícia só. Relembrando também os tempos antigos quando jogada até começar a madrugada. Era louco. O tempo tava fechado demais, núvem preta, e o meu irmão assustando quando dava relâmpagos. Quando ele ia fazer uma bandeja e dava o flash do relâmpago, ele parava no meio e fazia uma cara de assustado. O suficiente pra eu sacanear ele e ao mesmo tempo imaginar como eu iria cagar nas calças se um tremendo raio caísse no gramadão do terreno. Começava a imaginava o clarão, o barulho, etc, e depois esquecia porque era bobeira. E outro arremeço. Jogamos pacas. Vim pro computador mas ele pediu pra eu jantar com ele. Pedido impossível de se negar. Fui lá e fiz mixidinho com os restos do almoço. Comi na panela mesmo. Meu pai queria ajuda pra lavar a louça, pra não acumular demais pra Dona Nair amanhã de manhã. Dispensei o chefe e disse que ia lavar tudo, com o ajuda do Ivan. Que brinquei dizendo que nunca está desanimado pra essas coisas. Mas lavar louça dá muita dignidade. É preciso iniciar as pessoas nisso. Ainda mais nos tempos de hoje, onde a frescura come solta cada vez mais. Lavei o pesado e o Ivan enxaguou. Foi rapidão.
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janeiro 14, 2004

E no Fotolog A açucarada

E no Fotolog
A açucarada Sabrina Fonseca com sua colaboração para o "gatas com livros". Ficou muito massa a postura correta, digna de uma dama. Valeu pela foto, Sabrina.
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Gatas com Livros No fotolog

Gatas com Livros
No fotolog esses dias eu subi a cremosa foto da Lila com o Cousas. Cheguei a pensar então em apresentar lá as gatas conhecidas, mas então rolou a idéia de postar essas fotos com o tema "gatas com livros". Ou com qualquer coisa que se lê. E curti a idéia.

Além da Lila, duas gatas já me mandaram fotos. Algo além do esperado, que me deixou contente. Se mais alguma menina quiser se puxar e fazer uma foto boa com um livro, seria realmente muito massa. Ficaria agradecido, e não esqueceria da gentileza.

Pronto, fiz o pedido.
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janeiro 13, 2004

O Processo Talvez agora eu

O Processo
Talvez agora eu entenda quando alguém usa o termo "kafkiano" para classificar alguma coisa. É muito diferente a escrita do Kafka. Em cada frase, em cada trecho, parece haver uma enorme gama de interpretações possíveis. É uma escrita muito rica. Assim como suas entrelinhas. Nunca fui capaz de construir um cenário de um livro com tanta clareza e tão pouco esforço.

N'O Processo um mistério estende-se por toda obra. O qual nunca é revelado. Esse mistério é a processo no tribunal contra Josef K., que logo no início do livro é abordado por dois guardas que o detém e lhe trazem a notícia. Não se fica sabendo qual é culpa de K., que nega ser o culpado até o fim. Que curiosidade que dá.

O que é revelado muito bem é o labirinto burocrático judicial que sufoca K. por cerca de um ano, e que ele tenta parecer não dar muita bola. Suas tentativas de reinvindicações são inúteis, assim como as pessoas que ele procura pra lhe ajudar. Ele teimosamente não aceita as suas dicas, que apenas servem para deixar tudo ainda mais caótico. E que faz desistir de tudo e planejar se defender no tribunal ele mesmo. Mas nada acontece. Só a imensa burocracia judiciária começa a sufocar tudo, e quando o leitor menos espera, já está dentro daquilo quase suando junto com K. pelos corredores do casarão onde são feitos os julgamentos. Me peguei muito tenso em algumas partes, algo raríssimo de acontecer quando leio livro. De deixar meio chapado, sem precisar apelar para nenhuma grosseria de linguagem.

O romance é um mistério. Pra ler mais de uma vez. Aparentemente não acontece nada na história. Tudo é inútil perante a burocraria que domina tudo. Mas ao mesmo tempo muitas coisas acontecem. E assim é sustentada toda história. É impressionante essa capacidade do escritor. Nunca tinha lido nada parecido. Kafkiano pacas.

Pensei que o livro fosse mais pesado, com um vocabulário difícil e confuso de entender. Mas fluiu legal. E mesmo o Kafka não tendo finalizado o romance - tem vários capítulos inacabados - cumpre todos os requisitos de um super clássico. Tem que ler.
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Tiazinha Alguém poderia me dizer

Tiazinha
Alguém poderia me dizer o que a Tiazinha anda fazendo? Ela tá sumida faz um tempo e estou ficando com saudades de poder atualizar a minha pasta "Suzana Alves", e quem sabe poder tirar outra foto com ela. Quem souber de alguma coisa me avise, ficarei grato. Abraços.
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janeiro 12, 2004

Hurt Que foda é o

Hurt
Que foda é o clipe da música Hurt do Johnny Cash. Não esperava nada demais quando liguei na MTV esse final de semana, mas dei de cara com o vídeo. É muito bom, triste e bonito. Acabaram os quatro minutos e me senti saindo do cinema como se tivesse visto por duas horas um ótimo filme. Fiz questão de baixar mesmo via dialup. Foda. O clip foi gravado poucas semanas antes de sua morte.
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janeiro 11, 2004

Passando o Recado Custa nada.

Passando o Recado
Custa nada. Com a palavra, Dudu Moura:

Aê, Delfin manda avisar que hoje não vai ter Ninho do Coruja, porque o Windows dele deu pau e ele não conseguiu gravar o cd do programa.

O Ninho volta a todo vapor na semana que vem, com saldão de prêmios e um especial, com uma raridade do rei, DIGNO DE NOTA. (Aliás, eu nem sei se eu podia falar isso)

Falado? Ele pediu pra passar o recado. Então, passem o recado.

Passarido.
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Small Time Crooks Pra quem

Small Time Crooks
Pra quem já viu as obras-primas do Woody Allen, seus filmes mais recentes parecem sempre deixar um tipo de desapontamento no ar. Com Small Time Crooks, "Trapaceiros" em português, não deixa de ser diferente.

Woody é Ray Winkler, um ladrão burro que com seus amigos planeja roubar um banco fazendo um túnel nos fundos da loja de cookies, que usam como fachada. Claro que não dá certo, mas os cookies que sua mulher faz começam se tornam um tremendo sucesso ao ponto de conquistar o país, os deixarem milionários. Das três partes do filme, achei a primeira a melhor. A cena do cano estourando é ótima. Lembra o humor do início de sua carreira, como várias partes por todo o filme. A segunda parte é toda da Tracey Ullman, que faz sua mulher; ótima. O desfecho é previsível e muito sem sal. Que abraço feio.

Porém, é o Woody. A gente perdoa. Ele tá velhinho, poderia ter parado de fazer filmes, mas continua tentando fazer um por ano pra nos mostrar sua cara cheia de rugas e nos fazer rir. Mesmo não mostrando muito poder pra se superar - se é que isso é necessário -, sempre é possível ver suas ótimas características que o deixaram famoso. Como as ótimas cenas de paisagens. Em Small Time Crooks, a dele no terraço do prédio logo no início e depois a clássica caminhada ao lado do rio me deixaram bastante contente, além das piadas. A cena em que ele assusta com sua amiga lhe cutucando pelas costas é explosiva de engraçada.

Os três amigos comparsas são ótimos, é preciso lembrar. Mas Woody não encaixou muito bem no papel de bandido, muito menos de um bandido burro. Quem consegue interpretar muito bem essa burrice é a prima de sua mulher. Tem também o Hugh Grant, que vi pela primeira vez atuando, normal.

As cenas românticas legais não existem em Small Time Crooks. Os poucos momentos que isso parece começar, não vão pra frente. Tem no máximo um abraço carinhoso, uma mão no braço, só. Parecendo falso, ainda por cima. Era a chance dele fazer uma cena romântica com alguém mais próximo de sua idade. Talvez o mais fraco que vi dele, mas quando o filme acabou nem fiquei incomodado por isso. Só de escrever aqui estou até começando a gostar mais. De 2000.
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janeiro 10, 2004

Fan It just sounded like

Fan
It just sounded like nothing that could or should exist in this world - like the ascension of one's soul through heavenly realms of grace and beauty.

(...)

Overheard responses after the gig conclude that this was indeed something special, a personal epiphany for many - and probably one of the most moving experiences of my life.
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Grindergirl "It’s fantastick...this is really

Grindergirl
"It’s fantastick...this is really the kind of thing you don’t get enough of...WOW...!" --David Letterman

Conheça a página oficial da maravilhosa Grindergirl.
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janeiro 09, 2004

Verei Trapaceiros, do Woody Allen.

Verei
Trapaceiros, do Woody Allen. Atração de hoje no Telecine Premium, às 21h30.
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Chuéps Ontem foi ótimo, quase

Chuéps
Ontem foi ótimo, quase não fiquei no computador. Nadei feito um náufrago. Que deve esperar por ajuda boiando. Andei de bicicleta, joguei basquete, um dia com o cheiro de cloro pelo corpo. Mas não acho que foram os exercícios que me assolaram com um terrível torcicolo hoje. Bem mais provável alguma postura bizonha durante à noite violenta. Por que será que sempre imagino o fim do mundo com um avião gigante voando baixo, causando um estrondo terrível? Já correr do pitbull não adiantou, muito menos desistir e começar a correr em sua direção, gritando e com a mão pronta pra enfiar guela abaixo nele. Foi feia a coisa. Não foi a melhor definição de "um sono tranqüilo", mesmo.

Hoje cedo joguei basquete lá no terreno com o Ivan. Basquete sem redinha decente não existe, mas agora achamos uma boa. O sol encheu o saco um pouco mas logo o céu escureceu. Digo, as nuvens. O céu não muda. A regra então era quando os pingos grandes começassem a cair, algum de nós teria que fazer uma cesta na maior distância que o piso da quadra proporciona - a "de três" - para podermos ir embora. Caso contrário tomaríamos chuva até acertar. Sorte que o chuvisco começava e parava logo. A afobação fazia a com que a gente só ficasse rindo de maneira maníaca impossibilitando a concentração e movimentos para acertar.
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janeiro 07, 2004

Dom --------

Dom

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Chover no Molhado O elástico

Chover no Molhado
O elástico dos óculos de nadar tava estourado. Só tem um lugar pra comprar isso aqui, então esperei que a academia Atlântida voltasse das férias pra ir atrás da Ivana mendicar um elástico. Ontem fui lá e perguntei primeiro pra secretária e pra um dos professores se tinha o bendito. Os dois respoderam que não. Fui atrás da Ivana. Abracei-a e contei meu problema. Ela então mandou buscar o baú de óculos velhos. Achou e me deu. Ainda fiz o outro professor desatar o nó pra mim. Já era. No mínimo mais um ano esse elástico vai dar conta. É dos bons.

O céu ensolarado hoje à tarde me lembrou de subir pro clube. Chegando lá, como se fosse mágica ou uma piada de São Jorge, o tempo fechou e as pessoas que estavam lá se arrumaram correndo e foram todas, todas embora. E a piscina ficou só pra mim. E como a piscina do Tênis é funda. Uns quatro passos pro fundo e já não dá mais pé até pra mim. Tá muito bem cuidada, por sinal. Nadando, perdi a conta de quantas piscina estava fazendo, como de praxe. Mas nem acho isso ruim, sobra mais espaço pras outras coisas.

Então começou a chover e caiu um toró. Fazia tempo que não tomava chuva. Já estava cansado, mas os pingos gelados me animaram a continuar nadando, na viagem da endorfina me enganando e fazendo bufar agradavelmente. Depois fiquei boiando de costas com a panturrilha sobre a beira da piscina. Com ninguém no clube, com a chuva já mais leve, com as pernas sobre a borda da piscina e deitado boiando centímetros abaixo d'água morna, comecei a rir sozinho da cena e do meu bem estar. Que vida boa eu tenho.
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Sabedoria Subiram mais dois textos

Sabedoria
Subiram mais dois textos do Dzongsar Khyentse no Dharmanet. Visão, Meditação e Ação e Os Quatro Pilares do Budismo.
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E no Fotolog O maravilhoso

E no Fotolog
O maravilhoso sorvete de Mamão Papaia da Sorveteria do Geraldo. Porque não é em qualquer lugar que podemos tomar sorvete natural.
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Rádio Sua indiferença é o

Rádio
Sua indiferença é o que mais me dóóóóiiii.
Uhhhhh uuhhhhh
(Não sei viver assim)
Só que eu não choro porque sou cowbóóóiiii.
Uhhhhh uuhhhhh
(Só não vou admitir.)

(...)

Queria então te dizer que já não te aaaaamo.
Saudade no meu peito.
Agora eu tenho medo, agora eu tenho meeeeduuu.

(...)

Você chegou quando a dor mais doííííííaaaaa
Acho que foi Deus que te mandou pra mim.

Música sertaneja só não é melhor que pagode. Up, só foi falar. Olha a Companhia do Samba chegando na área:

Olha a frutinha de camomila, que boa companhia...

Issa.
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Quit Drinking We Quit Drinking.

Quit Drinking
We Quit Drinking. Blog de um grupo de pessoas que decidiram parar de beber álcool. Idéia interessante. Serial legal um sobre pessoas que estão parando de fumar. Se não me engano o Bernardo chegou a fazer um side-blog sobre parar de fumar com uma amiga, mas não lembro do que deu. via evhead
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Posted by parada at 11:01 AM | Comments (0) | TrackBack

Labirinto do 0800 É muito

Labirinto do 0800
É muito mais comum do que parece as vítima do labirinto do 0800. Guilherme Fiuza conta no NoMínimo sobre um sujeito que queria transferir sua conta na Velox e caiu no labirinto sem fim.

Eu e meu pai já caímos dentro de um tentando com a CTBC Telefônica achar alguém que poderia dar assistência técnica ao nosso moden ADSL, que eles apenas vendem, não alugam. Depois de dois dias inúteis tentando, como na matéria, acabamos desistindo depois que o superior ao atendente disse que o nosso modem tinha uma assistência técnica na Tailândia. Isto é, caímos no golpe de comprar o modem deles. Enfim, hmmm, quase hora de almoço.
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Steve Irwin Tive que segurar

Steve Irwin
Tive que segurar o riso aqui no escritório lendo esse ótimo post do Bortolotto sobre o Steve Irwin, o caçador de crocodilos, que tem programa na Animal Planet. É verdade, ninguém diz nada da sacanagem que o Chitãozinho Chororó fez com seus filhos.

Deixa eu colar um trecho aqui pra poder ler depois:

O cara mergulha em rios atrás de crocodilos. É foda, maluco. Tem uma cena absurda que ele fica nadando atrás de um crocodilo e puxando o animal pelo rabo. O crocodilo simplesmente não acredita no sujeito. Olha pra trás, estarrecido, e parece pensar: "Qual é a desse mala?". Enche o saco ainda igualmente de cobras venenosas, tubarões Mako, dragões de Komodo, hipopótamos, leões, diabos da Tasmânia, Monstros de Gila e outros animaizinhos simpáticos do tipo. Ele não tá nem aí.
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janeiro 06, 2004

Melhor Cantada do Mundo Hoje

Melhor Cantada do Mundo
Hoje o Late Show with David Letterman reprisou uma entrevista feita antes do Natal com a Julia Roberts. Foi a melhor entrevista que já vi no programa. Mesmo tendo o início pautada no assunto 'resfriado', depois deslanchou pro show com a Julia Roberts dando um show em cima de piadinhas com o Letterman sobre ele não querer se casar mesmo tendo mulher e agora um filho. Show de humor e fineza dos dois. Que mulher inteligente, que linda, o que é aquilo? Julia Roberts. O Letterman emocionado com sua proximidade fez um elogio chamando ela de mulher mais desejada pelo globo terreste - era muito mais bonito que isso - e então ele disse do homem de sorte que é o marido dela. Ele é cinegrafista de cinema. Ela encontrou um dia com ele durante uns de seus trabalhos uma vez. O Letterman perguntou como houve a aproximação, sendo que há um distanciamento natural entre a grande estrela e o resto da produção. Ela disse que aconteceu da mesma forma que as pessoas normais agem no dia-dia. Quando chegam ao trabalho elas dizem "Olá, como vai?" e foi assim. Foi com esse tipo de humor e finesse da ela fez o Letterman rir muito e ao ponto de ficar dizendo em meio as risadas "Isso sim que é uma cantada" e "Olá, como vai?"

Lembrei na seqüência de uma resposta que o Stuart do Mogwai deu pra um fã que perguntou qual era sua dica pra arranjar namorada. A resposta foi: Pra você arranjar namorada você precisa dizer "Olá, como vai?" e "Obrigado."

Fica a dica.
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Mrs. Goldchmidt Descendo pra casa

Mrs. Goldchmidt
Descendo pra casa agora passei por um buteco ainda vazio com seu dono sentado numa das cadeiras vendo televisão, chorando dentro de seu óculos fundo de garrafa. Pensei estivesse vendo um filme, mas virei o rosto e vi que ele estava assistindo o programa da Márcia Goldchmidt. O dono do buteco chorando vendo Márcia Goldchmidt. Foi uma cena diferente.
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Pinheirando Mas a princesa Diana

Pinheirando
Mas a princesa Diana não morreu?

...

Agora foi o príncipe Charles que tinha um plano para assassiná-la. Percebe-se que está acabando a imaginação do pessoal para o caso. E na Inglaterra o jornalismo é especializado em tablóides? Parece que eles são mais influentes lá do que as revistas de fofoca aqui. E as pessoas acreditam no que eles dizem.
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Posted by parada at 05:24 PM | Comments (0) | TrackBack

E no Fotolog Também do

E no Fotolog
Também do comitê joaquinense dos SMFU, apresento Chedidão. Enquanto pessoas da alta-sociedade joaquinense vestiam roupas finas para prestigiarem o aniversário do seu filho, ele matinha a tradição de só usar bermuda e chinelo em casa.

Boa pessoa, engraçado e famoso por seus dotes culinários. Tendo como especialidade fazer kibes. Cozinha pra centenas ou até milhares de pessoas na tradicional Festa do Kibe. Onde nunca alguém não gostou da comida. Quando ele faz só pra sua família é ainda melhor. Em ambos os casos a preparação tem todo um ritual onde até símbolos são inscritos no kibe, entre outras coisas. Apenas um bom tempero não deixaria do jeito que fica.

Como se não bastasse tudo isso, ainda é bonito. Uma honra. Grande abraço.

...

Grande Che. E como o boato vem espalhando, deixo claro que não sou primo do Francismar. É sério. Sou primo do Chedid, distante mas sou.
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janeiro 05, 2004

Los Hermanos O primeiro cd

Los Hermanos
O primeiro cd eu ouvi ainda no segundo grau, no terceiro colegial, para ser mais exato. O Chedid tinha comprado e deixou rolando num churrasco na casa dele. Achei bastante comum. Hardcore leve e normal, com alguns metais jogados no meio. Depois não ouvi mais. Só a música lá que tocava nos lugares e que até cheguei a tocar uma vez - e quase apanhei, como já relatei aqui.

Até que no final do ano passado, depois de muita gente comentar que o show era ruim de tanto que o público cantava todas as músicas o tempo inteiro, pensei, vou baixar alguma coisa dos barbudos pra ver qual é essa empolgação toda em torno da banda. Uma enorme empolgação do público, e nem tanto da mídia. Então baixei o segundo disco, Bloco do eu sozinho, e depois de uns dias o Ventura.

Em tempos de Rappa, Charlie Brown, Capital Inicial, Tijuana, CPM 22, Pitty, Sandy Junior, Detonautas - desculpem a grosseria, parei - não dá pra negar que Los Hermanos é hoje a melhor banda de rock do Brasil. Disse isso pra um amigo e ele começou a falar de Krisiun, mas estou falando de rock nacional, Gilvan.

Um tempo atrás eu até achava que o Mundo Livre S/A iria explodir pra valer, mesmo já tendo feito ótimas músicas. Mas com o último cd a coisa despirulitou de vez. E nos faz lembrar que o Fred 04 pensa em música de protesto, líderes revolucionário, etc. A melhor banda que o Brasil ia ter acabou cedo, o Chico Science & Nação Zumbi. Realmente uma pena. Fiquei muito sentido na época. Legião Urbana também foi bom, tem ótimas canções. Às vezes eu até procuro o V pra ouvir "O mundo anda tão complicado", mas daí lembro de outras músicas e imagino que o compositor daquilo eram um cara de quarenta anos na costa e rola uma sensação muito ruim. Seus dilemas são adolescente demais, fim triste, etc. Então assim cheguei a conclusão de que hoje não consigo lembrar de uma banda brasileira melhor que Los Hermanos. Fazia muito tempo que não ouvia música nacional.

O Bloco é bom do início ao fim. Uma melhor que a outra. Não sei dizer que tipo de música os caras fazem. O jeito que tocam guitarram, que cantam e que usam os metais pra ilustrarem brilhantemente o seu rock é muito diferente e bom. "A Flor", "Cher Antoine" e "Fingi na Hora Rir" são umas das minhas prediletas. As letras são românticas mas não constrange o ouvinte devido seu ritmo, que às vezes lembra batidas circenses e marchinhas de carnaval. E eles cantam com uma certa leveza, sem dar aquela seriedade na coisa. Tirando o samba, é muito raro ver isso em rock nacional. E é bom demais. E se a música é boa, quem é que liga pras letras? Às vezes acho que gostei da banda por causa dos metais. Às vezes por causa da maneira que cantam. O Amarante é muito engraçado.

O Ventura é quase uma continuação do Bloco. Conhecendo os dois disco ao mesmo tempo parece que ele é inferior, mas tirando a "Vencedor", todas são boas. "Último Romace" tem os melhores arranjos de metais e nas partes que a voz do Amarante fica lenta é perfeitos. "O Sétimo Andar" gruda da cabeça. Parece que foi ontem eu fiz / Aquele chá de Abú / pra te curar da tosse e do chulé. "O Velho e o Moço" é muito boa. "Deixa o verão"...

Muito bom, mas não pra ser fã e decorar todas as letras e estragar os shows. Mas está sendo ótimo ouvir Los Hermanos. Mas se fizeram o que fizeram com aquela música, tudo fica chato. Juntamente com fãs cantando o show inteiro. Mesmo as pessoas que gostam da banda começam a ter uma certa aversão. Mas só os poperôs caem nessa armadilha, como eu, por isso demorei pra conhecer as coisas deles mas de novo deu certo esperar.
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Posted by parada at 11:25 PM | Comments (0) | TrackBack

Largando o Pão Tarde toda

Largando o Pão
Tarde toda sem computador. Ser saqueiro ou cara que carrega caminhão sem usar a esteira não é fácil. Por favor, estudem. O esforço é válido, e bem menor. Um dos carregadores era jovem e muito feio, gengiva de cavalo, apelidado de chupacabra. Enquanto carregava as caixas pesadas os outros ajudantes, motorista, etc, tiravam sarro da cara dele. Isso até acabarem de carregar as caixas. Quanto deu? Noventa e cinco. Certinho. O chupacabra então comentou pra que ficar com raiva das brincadeiras sendo que pode levar tudo na brincadeira e continuar as amizades. Todo sem graça. E foi. E vim pra casa, sem antes comprão pão, porque pão não pode faltar. Comi dois, logo, escrevo. Agora, consertar o óculos de natação na academia. Estourou o elástico e lá estava fechado de férias. Tava nadando só costa e borboleta, quando não tem ninguém no clube. Depois, ir devolver o "Man on the Moon" na locadora. Só pra isso verei muitas coisas interessantes pelo caminho, tenho certeza. Será uma aventura. Então voltar pra casa e escorregar pro chão, aos pés do refúgio definitivo. Ter mais de 130 visitas antes da seis da tarde e sem ter acessado a internet dá a sensação de que você precisa postar algo. Esse é o significado de ser um escravo da paixão. Piada interna bem no final, não. Deixa eu me ir. Abraços e tenham um bom fim de dia. Up, um trovão. Fui.
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Posted by parada at 06:11 PM | Comments (0) | TrackBack

Fala, Amarante e só de

Fala, Amarante
e só de te ver
eu penso em trocar
a minha tv num jeito de te levar
a qualquer lugar
que voce queira
e ir onde o vento for
e pra nos dois
sair de casa ja é
se aventurar

Ahhh vaaai...
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Posted by parada at 12:55 PM | Comments (0) | TrackBack

E no Fotolog Apresento meu

E no Fotolog
Apresento meu amigo Lucas Badinhan, presidente do comitê joaquinense dos SMFU.
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Posted by parada at 12:37 PM | Comments (0) | TrackBack

So I dub thee unforgiven

So I dub thee unforgiven
Aqui no escritório da firma tem um rádio tocando Unforgiven do Metallica. Agora tá na parte do solo, enquanto todos estão batalhando no MS, resolvendo problemas e mexendo com números. Deixa eu voltar aqui porque esse solo pode me ajudar em alguma coisa.

They dedicate their lives to running all of his, he tries to please them all this bitter man he is... Melhor parte.
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Posted by parada at 09:31 AM | Comments (0) | TrackBack

janeiro 04, 2004

Ninho do Coruja 2004 Já

Ninho do Coruja 2004
Já que nesse final de semana você foi na balada e até em lan house, aproveite esse domingo à noite pra cultivar o respeito a si próprio e ouvir o primeiro Ninho do Coruja de 2004. Como em toda virada de ano, o programa vai vir cheio de novidades. Nova trilha sonora, vinhetas, blocos e com muito mais prêmios que o normal.

Vale a pena ficar ligado no programa de hoje e do domingo que vem. É quando vai rolar o Saldão Radiofônico do Coruja, com ótimos prêmios pra quem ligar e responder à pergunta capiciosa do Delfin. Só de quadrinhos terá o Azul Profundo, graphic novel de Warren Ellis; DR & Quinch, minissérie complete de Alan Moore e o Sin City: Inferno de Frank Miller. Entre outras coisas como exemplares inéditos do Pato Donald. Isso só de quadrinhos. Ainda terão os livros "clássicos e supreendentes" a serem sorteados, segundo o Delfin. Juntamente com discos básicos para as discotecas de gente fina, bacana e interessante.

Vou tentar não esquecer e não deixar de ligar. Quem não mora em Campinas pode ouvir o programa no Winamp apertando Ctrl+L e colando o endereço: http://radio.uk1.indymedia.org:8100/muda. O Ninho do Coruja começa lá pela meia-noite, só para os bons. E feliz aniversário, Del Rey.

Update: O Delfin mandou alguns dos livros que serão sorteados no programa:

Até o dia em que o cão morreu, Daniel Galera (autografado pelo autor)
As Viagens de Gulliver, Jonathan Swift
2061 - Odissey Three, Arthur C. Clarke (em inglês)
Acrimônia, Guilherme Scalzilli
Invenção e Memória, Lygia Fagundes Telles

Entre outros.
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janeiro 03, 2004

Arrisque-se Se você quer tentar,

Arrisque-se
Se você quer tentar, vá fundo.
Se não for assim, nem comece.

se você quer tentar, vá fundo.
você corre o risco de perder a namorada,
a mulher, parentes, o trabalho e
talvez a cabeça.

vá fundo.
você corre o risco de não comer por 3 ou 4 dias.
de congelar em um banco de praça.
de ir para a cadeia,
de sofrer escárnio,
gozações,
isolamento.
isolamento é um presente,
todos os outros são como um teste de
resistência,
da sua vontade de realmente fazer isso.
e você fará,
apesar da rejeição e das
piores esquisitices
e isso será melhor do que tudo
o que se pode imaginar.

se você quer tentar,
vá fundo.
não existe nenhum outro sentimento como esse.
você estará sozinho com os deuses
e as noites queimarão como fogo.

vá, vá, vá
vá.

vá fundo
vá fundo.

você guiará a sua vida direto ao
prazer perfeito, é
a única luta que vale a pena.


Charles Bukowski


valeu, marião
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