« agosto 2004 | Main | outubro 2004 »
setembro 29, 2004
Gravei uma coletânea de b-sides
Gravei uma coletânea de b-sides do My Bloody Valentine pra minha irmã. Acho que ela vai gostar.
Strawberry Wine
She Loves You No Less
I Don´t Need You
Safe In Your Sleep
Don't Ask Why
Off Your Face
Thorn
Honey Power
Drive it All Over Me
Cigarette in Your Bed
You Made Me Realise
Never Say Goodbye
Sylvie's Head
Paint A Rainbow
Lose Yourself In Me
--------
Posted by parada at 02:56 PM | Comments (0) | TrackBack
setembro 28, 2004
O New York Times às
O New York Times às vezes solta umas matérias pequenas aparentemente simples mas com uma lucidez e precisão literária que mexe com o sujeito. Algo nada peculiar a um texto de jornal. Essa matéria sobre a vida de um marido que perdeu a mulher e a filha no massacre de Beslan me deixou com um nó na gargante. Fico imaginando o leitor folheando o jornal e dando de cara com ela. Quebra totalmente o rítmo da pessoa. (via Big Muff)
--------
Posted by parada at 10:28 PM | Comments (0) | TrackBack
setembro 24, 2004
Bonito o perfil do Philip
Bonito o perfil do Philip Roth feito pelo The Guardian. Admirável senhor. (via internETC)
E pensando bem, até que não é nada mal viver numa época em que transgredir já não tem a menor relação com exagerar.
--------
Posted by parada at 01:39 AM | Comments (0) | TrackBack
setembro 22, 2004
Filme baseado no livro do
Filme baseado no livro do neurologista escritor Oliver Sacks. Peguei pra assistir só de saber disso. "O homem que confundiu sua mulher com um chapéu" deixou ótimas impressões. Gosto de histórias médicas. E não deu outra, o filme é espetacular.
Awakenings surgiu da experiência mais intensa tanto na descoberta médica quanto no envolvimento emocional com o paciente pelo Dr. Sacks. Quando através da droga L-Dopa, usada originalmente para alzheimer, ele conseguiu fazer com que pacientes que viviam em estado catatônico por longos anos acordassem de novo para a vida. A doença é a até hoje misteriosa Encephalitis Lethargica. O incrível é saber que isso aconteceu de verdade. Pacientes que estavam há 30 anos nesse estado vegetativo começarem a voltar ao normal depois de medicadas com a droga. Todos ao mesmo tempo, durante a noite, começaram a "acordar". E passaram então a tomar contato de novo com suas vidas que tanto as fizeram falta. O filme se concentra na história de Leonard Lowe, interpretado de forma monstruosa por Robert De Niro. Inacreditável. Dr. Malcolm Sayer, interpretado por Robim Williams, é o próprio o Oliver Sacks. Um personagem comum, mas gosto do Robim Williams, mesmo que ele pareça a mesma pessoa em vários filmes. Infelizmente, a medicação mostra-se instável e trazem alguns efeitos indesejáveis. Até hoje não foi descoberto um tratamento eficaz para a doença.
História incrível e muito bonita. Os clichês dos dizeres do que vale na vida são relembrado da melhor maneira possível. Conseguem nos tocar quando vindos do exemplo dessas pessoas com suas tão tristes e fascinantes doenças mentais. Entrou fácil pra lista dos meus filmes prediletos. "É bem Parada esse filme", consigo ouvir daqui. Quero encontrar o livro. Do diretor Penny Marshall. De 1990.
--------
Posted by parada at 01:36 AM | Comments (0) | TrackBack
setembro 19, 2004
'He has said that a
'He has said that a sense of human dignity is an essential quality for any photojournalist, and feels that no picture, regardless of how brilliant from a visual or technical standpoint, can be successful unless it grows from love and comprehension of people and an awareness of "man facing his fate."'
Legal. Esses dias vi com calma um livro enorme das fotos dele em Paris. Algumas fizeram eu ficar parado olhando pra elas por mais de um minuto. Quando devolvi o livro à estante e fui embora, parecia que tinha visto um filme.
--------
Posted by parada at 07:15 PM | Comments (0) | TrackBack
Enquanto eu tomava um sundae
Enquanto eu tomava um sundae de chocolate hoje à tarde, ouvi a conversa de duas crianças pequenas que tomavam sorvete de casquinha sob os cuidados de uma já quieta senhora de idade.
-Quem foi que pulou da janela, mesmo? Seu pai ou seu irmão?
-Foi o meu irmão que pulou.
-E ele morreu?
-Ele pulou da janela antes de nascer.
-Como ele morreu se pulou da janela antes de nascer?
-Ele pulou da janela antes deu nascer.
-Mas ele morreu?
-Quando ele pulou da janela ele não tinha nascido ainda.
Mas eu tinha chegado tarde, eles já estavam de partida. Apenas vi que a conversa continuou com os três caminhando de mãos dadas. Permaneciam sérios, mas não dando importância para se olharem, imersos numa névoa de confusão.
--------
Posted by parada at 06:48 PM | Comments (0) | TrackBack
Hoje, fazendo minha habitual digestão
Hoje, fazendo minha habitual digestão de comida chinesa na Fnac, quase comprei um livro e enviei pelo correio mais próximo para o Pinheiro. "Seinfeld e a Filosofia" era o título. Só não comprei porque já estava em minhas mãos o novo do João Gilberto Noll, "Lorde". Nunca li nada dele e me parece ser bom. Enfim, "Seinfeld e a Filosofia", Pinheiro. Compre, estude, memorize e nos entretenha. Afinal, é dessas coisas que sobrevive um entertainer. Isso deveria ser um email.
--------
Posted by parada at 06:19 PM | Comments (0) | TrackBack
setembro 17, 2004
Antônio Erivaldo Silva, o Toninho,
Antônio Erivaldo Silva, o Toninho, é cobrador de ônibus em São Paulo e sempre leva junto consigo pro serviço sua câmera digital. Fez um fotolog. (link enviado pelo Bruno)
--------
Posted by parada at 01:30 AM | Comments (0) | TrackBack
setembro 15, 2004
Zen. --------
Zen.
--------
Posted by parada at 01:47 PM | Comments (0) | TrackBack
E a pornografia devagarinho vai
E a pornografia devagarinho vai se inserindo na cultura pop. Quem foi que previu que esse será o próximo boom cultural desse novo século? Irvine Welsh? Assistiremos.
Ever-increasing production of pornography, ever-increasing fading of desire.
--------
Posted by parada at 11:43 AM | Comments (0) | TrackBack
setembro 13, 2004
"Um manifestante fantasiado de Batman
Ainda tenho que melhorar muito.
--------
Posted by parada at 07:54 PM | Comments (0) | TrackBack
"Curvas do Rio", do disco
"Curvas do Rio", do disco Na quadrada das águas perdidas (1978) do Elomar Figueira de Mello, é a música sertaneja mais bonita que já ouvi. Elomar com a viola e uma flautinha acompanhando. É tão grandiosa que dá a sensação de estar ouvindo uma orquestra tocando.
--------
Posted by parada at 04:35 PM | Comments (0) | TrackBack
Gostei do livro novo do
Gostei do livro novo do Drauzio Varella. Por um Fio conta histórias de pessoas à beira da morte. As que ficaram na mente nos mais de trinta anos de profissão do autor, que só decidiu lançar o livro agora com mais de sessenta anos, por se achar um pouco mais maduro pra falar sobre o tema. Apesar de mais maduro, não faz afirmações nem oferece conclusões. Apenas boas histórias, que devido ao tema, não tinham como não ser interessantes.
De início há um certo incômodo ao tomar contato direto com o tema. Incômodo bom. Depois comecei a achar o estilo muito direto, quase seco, sem chance alguma para floreios. Mas com o passar das páginas, o que parecia ser um problema se tornou a maior virtude do livro. Comecei a sentir a necessidade de fechar as páginas por alguns segundos depois de cada história. Na tentativa de captar melhor toda uma carga histórica envolvida em tão poucas palavras. Elas em si não carregam esse peso, apenas abrem espaço para o leitor parar e refletir. Não sei se foi uma escolha consciente do autor, mas pra mim funcionou.
Se muitas histórias deixam um nó garganta, outras até podem fazer rir. Quando mesmo no finalzinho da vida a pessoa faz piada da sua situação, algo que deixa todos os familiares e médicos completamente embaraçados. São também bastante bonita as descrições feitas pelo Dráuzio. Por exemplo a de uma mulher linda que ele certa vez se apaixonou e cujo teve um reencontro inesperado após vários anos, com ela já careca e abatida devido a doença, mas ainda com seus belos traços. São boas as descrições. Outras tem um final feliz, com o paciente surpreendendo a todos e voltando a ficar bem. Algumas até são bem simples, poderiam ter ficado de fora. Mas já me vejo relendo algumas de novo daqui algum tempo. O livro trata do tema de forma bastante acessível. Desde jovens até grandes médicos deveriam ler.
A última história diferencia um pouco das demais por não ser tão concisa e, agora sim, bastante emotiva. Com extrema elegância, Drauzio narra a história de seu irmão Fernando, também oncologista, que passou da posição de médico para a de paciente ao se ver com a doença. "Todo médico devia passar por isso uma vez na vida". A grande tristeza dessa perda potencializa uma enorme bondade no autor que transparece na maneira como relembra e escreve o fato, que tem o potencial de deixar o leitor prostrado ao terminar o livro. Com um sentimento bastante genuíno, algo que raramente temos, o qual a literatura é especialista em nos passar.
--------
Posted by parada at 01:16 PM | Comments (0) | TrackBack
setembro 12, 2004
"Nunca pus meu trabalho a
"Nunca pus meu trabalho a serviço de uma idéia. Tenho horror às imagens que defendem uma tese. É o subconsciente que joga, e é preciso respeitá-lo. Querer "pensar" alguma coisa -- não, não e não! As pessoas estão fartas de idéias".
via Big Muff
--------
Posted by parada at 07:50 PM | Comments (0) | TrackBack
Pensando bem, ler qualquer coisa
Pensando bem, ler qualquer coisa sobre esse filme pode estragar completamente sua graça. Nada demais, só nunca custa nada avisar.
Seguir as recomendações do IMDb nem sempre dão muito certo. O filme indicado pode ser bem diferente e inferior do ótimo já visto. Mas pode ser legal também. De início A Walk to Remember é tão ruim, mas tão ruim que quase desisti de assistir antes que chegasse nos dez minutos iniciais. História, personagens e trilha sonora de fazer o sujeito perder a boa vontade com o mundo. Mas não é que o filme acaba surpreendendo? E até agradando no final. A história é bastante comum, apesar de não vermos todo dia. O bad boy da escola se apaixona pela filha do pastor do bairro, aluna classe A que usa vestidos longos de algodão, interpretada de forma tão amável por Mandy Moore. Por sinal seu primeiro longa metragem. Que por definição é um filme ultra teen, mas talvez um dos melhores. Não conheço muito, nem sei se existe algum mais ou menos. O final é bem legal e realmente pode nos passar uma bela mensagem (simples mas bela) mesmo com os vários elementos atrapalhando, especialmente a trilha. É bom quando às vezes temos a boa vontade pra fruir algo que normalmente temos aversão. Baseado na história real da irmã do autor da novela, Nicholas Sparks. De 2002.
--------
Posted by parada at 06:18 PM | Comments (0) | TrackBack
Very very very good. Strange
Very very very good. Strange couples makes me so happy.
--------
Posted by parada at 06:06 PM | Comments (0) | TrackBack
Nada como fazer um bom
Nada como fazer um bom almoço de domingo e convidar um casal amigo pra depois te dizerem que a comida estava ótima e que foi muito bom eu ter convidado eles pra esse almoço de domingo. Eu adoro capeletti de queijo com bife de vaca. Combina bem. Como agradecimento, acabei ganhando um pouco de geléia de morango enviada ao Brasil especialmente por uma avó alemã. Já meti o dedão e dei uma provada. Olha..
--------
Posted by parada at 03:50 PM | Comments (0) | TrackBack
Usually people would experience a
Usually people would experience a type of sensory deprivation, and they would lose the sense of time. It would force them to be in the moment, and since people don't usually get to experience that, there'd be a sense of elation. There would be a feeling of, "Wow, that was really weird, I don't know what happened, but I suddenly heard this symphony". Because it was such a huge noise with so much texture to it, it allowed people to imagine anything. Like when you hypnotize somebody, and nothing becomes something. That was what the whole purpose became. 1/3 of the audience would always think it was really shit, and try to leave, or get as far away as they could, and the other 2/3 really liked it. One time half the audience tried to leave, and it caused mild panic because they all tried to leave at once and got stuck at the door and got crushed. Then a whole gang of them came back towards the stage and tried to get us because they were so angry that they couldn't get out. Like a village mob or something.
Haha. Bela entrevista da Buddyhead com o My Bloody Valentine gênio Kevin Sheilds.
Lembrei de um amigo que gosta da banda, mas que só ouve música bem baixinho. Ele gosta de dizer que várias músicas parecem serem feitas pra algum comercial de brinquedo pra criança, de tão bonitinhas e alegres. O que não deixa de ser verdade. Incrível é como elas podem mudar tanto só de mexer no volume. Lembrando que bastante do material bom da banda se encontra nos EPs "You made me realize", "Tremolo" e "Glider". E outras coisas sortidas que você achar na frente. Vou até ouvir agora.
--------
Posted by parada at 11:37 AM | Comments (0) | TrackBack
setembro 09, 2004
NME: which of the bands
NME: which of the bands (on the curiosa tour) is the closest in spirit to The Cure?
Robert Smith: i'm kind of prejudiced towards Mogwai because they are just my favourite band and have been since i heard 'young team' in 1997. i mean, the weird thing is, Mogwai have inspired me. we'd come off a bad year in '96, we'd done an album called 'wild mood swings' and got a really weird mix of feedback from fans and critics. i had one of those moments when you think 'why am i still doing this?' and then when i listened to the Mogwai album it suddenly clicked in me that what i do is make music and i'd kinda forgotten that.
--------
Posted by parada at 08:48 AM | Comments (0) | TrackBack
setembro 05, 2004
Gaaaaaaaah. Fazia muito tempo que
Gaaaaaaaah. Fazia muito tempo que eu não falava com o extraordinário Eduardo Pinheiro. Melhores conversas de telefone do mundo. Grande palestra de ambos os lados, hoje. Vou passar a ficar anos sem conversar com meus amigos e depois fazer uma ligação pra todos. Melhor tipo de socialização. Melhores histórias do mundo. Chamem um cineasta, por favor. Próximas paradas, Porto Alegre, Nova Iorque, Três Coroas. All is grace, all is grace! Não morram enquanto isso. Grato.
--------
Posted by parada at 10:45 PM | Comments (0) | TrackBack
Que maravilha é não sentir
Que maravilha é não sentir nenhum tipo de dor e poder fazer as coisas do cotidiano: visitar pessoas, caminhar, ficar vendo fotologs e ouvindo música. Fazia tempo que não me sentia doente. Até lembrei como a menor dor física tem o poder de alterar tanto o nosso humor. E foi apenas um dia. Mesmo assim, há alguns prazeres em ficar doente. Sim. Ficar deitado no sofá, depois na cama, depois na melhor poltrona de casa. Receber vitamina de frutas na mão e não ter que levantar pra fazer um lanche de queijo com peito de peru e requeijão. Ficar deitado na sala até a televisão ser desligada e conversar por mais de uma hora com o chefe da casa sobre o caminhar das cousas, na tentativa de roubar alguma maturidade e segurança pra si. Deixar de ler matérias de jornal no segundo parágrafo também é prazeroso, soltar o jornal no chão (e ouvir o barulho). Sem contar ter o tempo todo totalmente livre. E parar de fazer as coisas do cotidiano. Mas bom mesmo é ficar sem sentir nenhum tipo de dor e fazer as coisas do cotidiano. Visitar pessoas, caminhar, visitar fotologs e ouvir música. Daqui a pouco vou nadar pra comemorar, como diz o Pansani. E certamente vou me mandar distante de refeições que tenham três ovos, quatro salsichas, hambúrguer e bacon ao mesmo tempo.
--------
Posted by parada at 04:56 PM | Comments (0) | TrackBack
setembro 02, 2004
You always had an eye
You always had an eye for things that glittered
But I was far from being made of gold
I don't know how but I scraped up the money
I just never could quite tell you no
Just like when you were leaving Amarillo
To take that new job in Tennessee
And I quit mine so we could be together
I can't forget the way you looked at me
Just to see you smile, I'd do anything
That you wanted me to
When all is said and done, I'd never count the cost
It's worth all that's lost
Ah, just to see you smile
When you said time was all you really needed
I walked away and let you have your space
Cause leaving didn't hurt me near as badly
As the tears I saw rolling down your face
And yesterday I knew just what you wanted
When you came walkin' up to me with him
So I told you I was happy for you
And give him the chance, I'd like him
Just to see you smile, I'd do anything
That you wanted me to
When all is said and done, I'd never count the cost
It's worth all that's lost
Ah, just to see you...
Just to see you smile, I'd do anything
That you wanted me to
When all is said and done, I'd never count the cost
It's worth all that's lost
Ah, just to see you smile
O sagrado, o sagrado.
--------
Posted by parada at 10:16 AM | Comments (0) | TrackBack