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outubro 29, 2004
"Acho que em 3 semanas
"Acho que em 3 semanas jah conheco mais Milao do que Porto Alegre. Fora os castings, tem os trabalhos e as festas (tao ou mais palhas do que as da Asia) com as mesmas musicas e modeletes se encoxando... enfim, prometi a mim mesma que nunca mais emprestarei minha presenca a eventos como esse. Uma hora ateh a piada desgasta."
Ebã, a Tainá voltou com seu blog. Agora diretamente da capital da moda, Milão.
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outubro 26, 2004
Morreu de ataque cardíaco na
Morreu de ataque cardíaco na noite passada o lendário apresentador de rádio John Peel da Radio 1. Ele foi sem dúvida um dos maiores descobridores de boa música do nossos tempos. Foi grande responsáveis pelo sucesso de bandas como Ramones, The Smiths, The Cure e Joy Division, e de bandas novas como Trail of Dead, Mogwai e White Stripes. São inúmeros os shows espetaculares que aconteceram no Peel Sessions - tem bastante coisa no soulseek. Senti aqui. Um dia triste para a música.
Update: Foi emocionante acompanhar a programação da Radio 1 de hoje. Ainda está. Estão tentando compensar a tristeza tocando só ótimas músicas que o John Peel era fã. Muita coisa boa. Todo mundo mandando tributos, até o Tony Blair mandou. Incrível o tamanho da influência do cara tanto nas bandas quanto nos ouvintes. É muito massa isso, como música marca as pessoas. Quando um artista famoso morre, sua música volta a ser ouvida com ouvidos diferentes por algum tempo. No caso do John Peel, toda música boa está soando diferente hoje. Creio que a Radio 1 vai estender esse clima por alguns dias. Vou continuar ouvindo o máximo possível, todo tempo que estiver no meu quarto. Será o meu tributo pessoal.
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outubro 25, 2004
Antes de entrar no recinto
Antes de entrar no recinto da Bienal vi escrito numa lata de lixo "Isso é arte?". Ainda lá fora se podia ouvir pessoas conversando coisas como "porque o artista..." Quando entrei e fui guardar a mochila, vi um veleiro de cabeça pra baixo pendurado no teto. À direita, um elefante com um balaio em cima com um tigre pendurado. Lá longe, pendurado por longas cordas, um fusca. Vamos conhecer a Bienal então.
Primeiro fomos ver as fotos. Foi o que achei de melhor na Bienal. Muito bonita as do polonês Piotr Uklanski, retratando arquitetura de seu país com uma composição que realmente dava prazer. Trabalho fino e sem firula de pretensão artística. Legal também as várias fotos de salas de casa, onde se reconhecia quem morava ali. Bonito também as fotos com luz por trás, mas a melhor mesmo foram de longe as do polonês. Não gosto muito de manipulação de elementos na foto, como poses, expressões e posição de objetos. Mas bem bonito ver as fotos em tamanhos enormes. Tinham também coisas bem fraquinhas, como várias foto de rua dentro do carro, algumas sem motivo algum totalmente desfocadas.
O mais marcante dos vídeos foi um que mostrava em três telas pessoas dançando numa aparente festa de carnaval de rua no nordeste do país. Na tela maior ficava sempre um velho negro e magro, aparentemente bastante bêbado, dançando sem parar num balé mendigo carnavalesco. No começo fiquei meio com pena do sujeito, depois achei bonito. Às vezes ele parava e ficava imóvel olhando para o nada, parecia estar descobrindo todos os grandes mistérios da vida. Só pra voltar a dançar tudo denovo. O som não era do ambiente, mas um tango finíssimo num volume baixo e agradável. Era algo estranho mas extremamente viciante de ficar vendo. Bastante importante para a fruição o colchão de palha no canto da sala. Foi a obra que mais ficamos vendo.
Ainda nos vídeos, a obra de arte era um vídeo de uma operação de circuncisão. Duas telas. Uma mostrando a cabeça do rapaz e a outra o então todo talhado e judiado sendo operado. Mesmo nunca tendo ido em nenhuma Bienal, imaginei que teria algo do tipo. Como as pinturas de gente mostrando a bunda e dos falos adentrando em orelhas. Pelos menos não tinha nenhum vídeo de algum animal de grande porte sendo morto.
Alguns quadros eram bonitos, principalmente os grandes e coloridos. O pequenos retratos de um chinês eram interessante. De um lado do pequeno quadro a pessoa que ele desenha, do outro ele desenhado rusticamente pela pessoa. Muitos retratos. Também achei legal umas colagens, algumas coisas bem simples e cinzas, como pequenos quadrados de panos em diferentes tons de cinza. Simples, limpo e legal.
Não era obra de arte mas me chamou bastante a atenção as pessoas que trabalhavam na Bienal. Gente que tomava conta das salas ou bombeiros que se posicionavam em lugares engraçados em meio as obras de arte. Mais de uma vez pensei que eles faziam parte da obra, como um segurança todo de preto no canto de uma sala toda branca. Era divertido também espiar alguma explicação das instrutoras da Faap. Mas só um pouquinho. Na saída tinha um artista de rua legal, um estátua. Gosto disso e fiquei lá perto olhando pra ele. Até que tirei umas moedas do bolso e coloquei na caxinha. Quando levantei o lombo tomei um susto, ele se mexendo e dizendo "oooooi". Bem divertido. Depois disso várias pessoas do lado começaram a dar moedas pra ver ele mexer. Curti esse cara. Tinha uma corrente amarrada aos pés cheias de caixas de remédios.
Fazendo um balanço, tem coisas boas na Bienal. Algumas obras bem finas, de muita beleza e tal. Outras são pra diversão do público, meio arte/parque de diversão, o que é ótimo. Mas tem muita, muita coisa que você olha e pensa "a maconha era da boa" e "tem que ser bastante rico e bobo pra ter a idéia e se mover pra montar uma coisa dessa." Mas sou roceiro e meus amigos são todos pedreiros e coveiros.
Mas ir conhecer a Bienal na verdade era apenas uma desculpa pra poder andar de ônibus, caminhar pela Av. Paulista à noite, comer pizza, torta do MacDonalds, ver metade do Independence Day sem áudio no sofá da Fnac e andar de metrô ao lado da Elis.
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outubro 24, 2004
"A literatura significava erudição quando
"A literatura significava erudição quando a literatura está onde o desejo é analfabeto." --Carpinejar
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outubro 22, 2004
Nova Corja noticia: "Presidente da
Nova Corja noticia: "Presidente da República é detido em "briga de galo" no Rio."
E meu Deus do céu, essa legenda do tombo do Fidel foi a coisa mais engraçada da semana. Não consigo olhar e não ter crise de riso.
Aparentemente sem tropeçar em nada, vou dormir. Qualquer coisa, fica a boa lembrança de que fui dormi rindo.
Update: O Thomaz Bastos deu jeito: "Juiz determina fiança para soltar Duda Mendonça: R$ 1 mil".
"Pessoalmente, sou contra a briga de galos", diz Marta. Ufa!
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outubro 21, 2004
Eu queria muito ter estado
Eu queria muito ter estado nesse show do Mogwai em Taiwan. Que lugar.
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outubro 20, 2004
Estadão informou: "No restaurante italiano
Estadão informou: "No restaurante italiano Verbena, localizado no próprio Transamérica, pediu minestrone e um filé mignon mal passado e não comeu sobremesa. Na saída, tomou chá com mel de laranjeira. Em seguida, subiu novamente para a suíte, de onde não saiu até o horário da coletiva para o jogo beneficente no Parque Antártica."
Ainda bem que li isso antes de ir pra aula. Tava meio desanimado em ir estudar.
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É bastante gratificante começar a
É bastante gratificante começar a dar os primeiros passos em aprender a ler e escrever. E ver os resultados disso começando a aparecer. Realmente é um mundo novo que aparece. Às vezes chego a sentir algo parecido com o que as pessoas idosas sentem quando aprendem a ler. Há uma sensação de comunhão, de finalmente começar a fazer parte da humanidade. Há um calor nisso, sente-se um prazer, é o mundo se abrindo bem na frente do seu nariz. As pessoas nunca são sozinhas, elas apenas não constróem pontes.
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outubro 19, 2004
Quando vi o thumbnail, pensei
Quando vi o thumbnail, pensei que o novo ensaio das Fotógrafas Super Sexies fosse algum tipo de pintura. Mas são fotos mesmo. Que luz é aquela? Confiram vocês, O Livro de Ana.
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Tu eres muy hermosa Y
Tu eres muy hermosa Y deliciosa, el torresmito Y el popozito.
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"Eu descia o rio em
Teve uma boa formação.
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Que entrevistinha mais sem graça
Que entrevistinha mais sem graça essa última da Nerve com o Philip Roth. Sobre a política de Bush, Of all the political disappointments I've had in my lifetime, this is the worst. Pois é, ele pode ser reeleito. Realmente não seria a melhor escolha.
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outubro 14, 2004
Gary Clark, professor de Artes
Gary Clark, professor de Artes na Universidade da Pensilvânia, viaja toda semana até Nova Iorque para fotografar e interagir com moradores de rua. Compartilha as fotos e as histórias dessas pessoas no seu famoso mashuga's Fotolog. Os retratos são sempre muito bons, as histórias nem tanto. São muito parecidas. Às vezes ele reencontra alguém, atualiza a fotos e conta o que aconteceu com a pessoa desde então. É interessante comparar a diferença, tanto pra pior tanto pra melhor. Hoje, no caso, ele apenas pode atualizar com tristesa a história do Paul.
Pela impressão que tive em acompanhar o fotolog, me pareceu que os moradores de rua de lá não são tão miseráveis quanto os daqui. E que o maior problema dos mengidos em Nova Iorque é serem viciados em drogas. Estão na rua para sustentarem o vício. E que apesar dos pesares, não se encontram em situações tão humilhantes como os mendigos que vemos no centro de qualquer cidade. Enfim, posso estar enganado.
Amanhã o Globo Repórter vai ser sobre moradores de ruas do Brasil. De quebra vai aparecer histórias de alguns homeless de Nova Iorque, juntamente com o trabalho do Gary, que ajudou a equipe do Jorge Pontual a realizar a matéria. Vou assistir pra ver o Gary, que deve ser massa, e de quebra saber se há mesmo essa diferença entre os mendigos de lá e os daqui.
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outubro 11, 2004
"Vai ter uma hora que
"Vai ter uma hora que eu vou achar necessário. Que eu vou querer uma satisfação. Eu sei o quanto vou ser ignorado. Todo mundo é. E mesmo assim, as pessoas ainda entregam suas vidas e suas almas. É claro que tudo tem um preço. Ninguém faz nada de graça. Então o problema é comigo? Eu que não sou chegado em negociações. Que só me refugio num canto de balcão e às vezes me deixo surpreender emocionado. Eu, que aguardo instruções e nunca as cumpro. Eu, que vivo de pequenas lamentações. Eu, que não mereço nenhuma satisfação. Eu, que sei o quanto posso estar sendo indelicado. Mas eu não nasci afeito a gentilezas, por isso não há porque estranhar meu comportamento pouco cordato. Minha negação de felicidade. Minha queixazinha monótona. Ainda tem humanidade de sobra nessa carcaça renitente. Sei o tamanho de minha insignificância. Mas ainda assim, vai ter uma hora que vou ter que sair desse canto seguro do balcão. Vou ter que tomar uma atitude. Vou ter que exigir uma satisfação. E tenho plena consciência do quanto não serei querido por isso. Ouvi dizer que existem maneiras mais agradáveis de se ganhar a vida. Mas eu não me mantenho informado."Marião Bortolotto --------
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outubro 10, 2004
Fui no show do Wander
Fui no show do Wander Wildner ontem no Mondo 77. Bar agradável, garçonetes simpáticas. Me trataram bem. A moça do caixa só quis me cobrar os cinco pilas. Cheguei a perguntar se era cinco mesmo e ela disse que sim, com uma interrogação no meio dos olhos. Erros da tecnologia, isso que dá ficar marcando os chopps em cartão magnético. Eu tava cansado e não falei nada, mas agradeci. Fui com os irmãos Fabiano e Juliano, que levou a namorada, Kaline. Pessoas agradáveis.
O Wander Wildner apareceu ao lado da nossa mesa, disse um oi por educação e sentou ao lado. Galã. Então você é chegado do Nenung, Wander? Ora, ele é meu irmão, disse seco e sério. Seu irmão? Meu irmão, cara, Nenun é meu irmãozinho. Depois ele comentou da Barata Oriental, do início do Dharma Lóvers e do Replicantes em Teste, cujo nome foi dado pelo próprio Nena. Sem querer usei o termo "bandinha" pra falar da Barata Oriental. Bandaça, bandaça, cara, uma das melhores banda que o Brasil teve; me corrigiu com energia.
O show durou quase duas horas, bem longo - uma borboleta começou a brincar de se debater no monitor agora e pelo que parece não planeja ir embora tão cedo -, mas passou muito rápido. Só depois que vimos o relógio e a dor nas costas. Trocentas músicas de três minutos. Muita coisa boa. Todas com aquela aura de bondade sinceridade amigão dignas do punk rock. Pra delírio geral dos fãs que cantavam todas as músicas. Todos com mais de trinta anos. Todos feios. Mas era óbvio que o Wander ia atrair muita mulher pro show dele. Piada. Curti pacas ele ter tocado "Lugar ducaralho" do Júpter Apple. Um lugar onde as pessoas sejam mesmo á-fu-dê. Boa também a versão da "I believe in miracle" do Ramones. Eu acredito num mundo melhor pra mim e pra ti-iii-ii. Mas não conhecia a grande maioria. "Empregada" e "Maverikão" eu procurei mas não achei pra baixar.
Enfim, algo legal em Campinas. Mês passado fui ver a mistura de punk de garagem com blues da americana Margareth Doll Rod - a borboleta foi embora. Ela é até legal, tem uma bela voz e me disse thank you, sweetheart, mas o Bar do Zé é um saco de lixo preto rasgado e molhado. Qualidade do som horrível. Nesse dia eu quase fui embora antes do show por causa de outra banda cujo vocalista era mais um Jim Morrissey da vida. Quando o magrelo, fingindo de malucão, deitou no chão perto dos meus pés e ficou cantando love me, oh yeaaah, baby, eu me senti muito deslocado. Mas por que estou lembrando disso? Só era pra dizer que o show do Wander Wildner foi ducaralho.
Se eu pudesse eu estaria ouvindo o seu coração / Se eu pudesse eu não faria nada, nem essa canção.
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outubro 08, 2004
Andei baixando algumas coisas boas
Andei baixando algumas coisas boas do Soulseek. Alguns discos que tenho ouvido quase que diariamente são:
Interpol, Antics
Segundo disco da melhor banda de rock novaiorquino da atualidade. Strokes, Hives, Hypes, Travis & Coldplay, nem faça lembrar dessas coisas. Não é o que se trata aqui. Obrigado. O disco de estréia do Interpol, Turn On the Bright Lights, foi tão bom que veio com a pergunta 'Será que eles conseguirão fazer o segundo disco não ser tão inferior?' Conseguiram. A Pitchfork não achou o Antics tão bom quanto o Turn on the... O primeiro ficou com 9.5 e o segundo com 8.5. Sacou? Eu achei os dois do mesmo nível. O interessante é que só agora percebi como todas as músicas são calmas, mesmo que o ritmo e as letras não serem tanto. Err, que contraditório, não sei explicar direito. Mas nos últimos dias perceber isso foi a melhor coisa que descobri musicalmente. A música que me fez cair essa ficha foi a "Not Even Jail".
Neil Young, Comes a Time
Todo mundo que deseja ter uma vida mental saudável deveria conhecer toda a obra do Neil Young. "Comes a time" e "Lotta love" eu já conhecia, mas não a versão com os violinos country. "Peace of Mind" eu não conhecia. É a melhor do disco e uma das melhores dele. Muito, mas muito bonita.
Mogwai, live in Reykjavik
Uma das melhores gravações de show do Mogwai que achei na internet. O que é difícil de achar, por causa do altura dos shows dos caras. Tem a melhor versão de "Helicon 2" que já ouvi. Eles tocam a "Take me somewhere nice" e "Dial:revenge" também, raridade. Vale pra quem é fã. E Reykjavik é a capital da Islândia. Lembrando que está programado pro começo de 2005 o disco ao vivo chamado 'Government Commissions: BBC Sessions 1996-2003'. Shite and arsehole. Lancem um disco novo logo, seus putos.
John Coltrane, Anthology (cd1)
Queria ouvir a "While My Lady Sleeps" denovo. Perdi a minha cassete que tem ela gravada. Esse cd difere um pouco da fase barulheira bagunça Coltrane, que sim, cansa. Até hoje quando quero impressionar alguém falo do Box John Coltrane Live in Japan que tem 6 cds e 6 músicas. Horrível. Foi bom conhecer as músicas menores e mais clássicas. Algumas me lembraram os filmes do Woody Allen.
Slayer, Reign of Blood
Pantera não é metal. ÊNJÊL Ô DÉF. Tupá-tupá-tupá BBUDABUDABUDABUDAUDA. Solo de motosserra cortando um motor. Primeira banda de metal que ouço na vida. Extremamente bom e viciante. "Jesus Saves" e "Aggressive Perfector" são as minhas prediletas. Poder. Quando acabei de ouvir o disco inteiro, olhei pro lado e tinha um capeta de verdade sentado na minha poltrona. Não consigo dormir direito faz três dias.
Migala, La Increíble Aventura
Disco novo do Migala está muito bonito e não vi ninguém comentar. Post-rock (cóf) extremamente original (ao contrário da banda japonesa Mono, que tenta imitar todas as músicas do Mogwai). Demorei pra me acostumar com a sonoridade latina da coisa, mas depois que bate é um lugar ótimo para ficar. Pra ouvir do começo ao fim. Bastante cinematográfico e conciso, sem bobagens características das tentativas de fazer algo do gênero. Gosto muito da "Lecciones de vuelo con Mathias Rus", que fecha o disco.
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Posted by parada at 04:23 PM | Comments (0) | TrackBack
Estadão escreveu: "Durante o período
Estadão escreveu: "Durante o período em que estiver presa, Martha deixará de receber de sua empresa Martha Stewart Living Omnimedia Inc., o salário anual de US$ 900 mil, que voltará a ser depositado em sua conta quando ela for transferida para o regime de prisão domiciliar. No decorrer dos meses em que a empresária estiver atrás das grades, ela poderá fazer alguns pequenos serviços que pagam de 12 a 40 centavos por hora."
Haha.
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Posted by parada at 04:15 PM | Comments (0) | TrackBack
É sempre interessante sonhar que
É sempre interessante sonhar que algo está se degradando. Onde você percebe lentamente o contato humano perdendo força, e que em pouco tempo aquilo não existirá mais. Você não vai perder fisicamente ninguém, ela ainda estará alí, só não como antes, com todas as características que você sempre relacionou a ela. Mas ainda há um fino fio de contato entre vocês. Você percebe isso e tenta aproveitar ao máximo, como se fosse o início de um longo ritual de despedida, onde só há espaço para expressar todo o carinho que sente pela pessoa. Um singelo e pacífico desespero onde você não sabe se conversa ou se do nada começa a beijar a pessoa na cabeça. E mais uma vez você acorda e nada daquilo está acontecendo. Fica olhando pro teto, debaixo do edredon que te separa do quarto gelado, sentindo a preciosidade da estabilidade que experimentamos no cotidiano. E percebe que é estupidez andar por aí sem a consciência disso.
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outubro 07, 2004
(...) Ser puro cansa. Deus
(...) Ser puro cansa. Deus cansa. Mesmo quando encontro o que estava perdido não interrompo a busca. Posso encontrar o que não estava perdido, que é bem mais difícil de achar. A verdade nunca é dita de barriga vazia. A mentira nasce da fome. Dou prazos para encerrar as atividades mais prosaicas: parar de fumar, por exemplo. Dar prazo é planejar os vícios. Meus vícios - ao menos - são organizados. Buscar o filho no colégio me envelhece. Mas não faço barulho com a sopa. Telefone de bateria e celular acabaram com a ginástica de cordas dos braços. Levantava o aparelho e esticava o fio preto aos ombros. Ficarei flácido em nome da tecnologia. Destruí minha reputação cedo para não ficar preocupado com ela depois. Minha memória é capim, se parece com a grama, porém cresce mais rápido. Eu não lembro, eu pasto. (...)Sempre quando tudo fica sem graça dou uma passadinha no Carpina. Ué, o dia de hoje não foi sem graça. E nem se fosse eu admitiria. --------
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outubro 06, 2004
Rubrica: medicina, psicolingüística. 1 perturbação
Rubrica: medicina, psicolingüística.
1 perturbação na aprendizagem da leitura pela dificuldade no reconhecimento da correspondência entre os símbolos gráficos e os fonemas, bem como na transformação de signos escritos em signos verbais
2 dificuldade para compreender a leitura, após lesão do sistema nervoso central, apresentada por pessoa que anteriormente sabia ler
(Fonte: Houaiss)
Semana de provas sempre me causa umas sensações estranhas.
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