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junho 30, 2003

Going Home Faz um tempinho

Going Home
Faz um tempinho que esse blogue anda meio sem sal. Não sei por que, mas sinto isso. O que de certa forma só deve aumentar o débito com as pessoas bacanas que passam por aqui. Não sei quantas são (contadores me constragem), mas as que aparecem nos comments são boas pessoas que me sinto na situação de estar roubando seus preciosos tempos. Mas a verdade é que sou um cara vergonhoso, ainda. Mas não tem problema, tá em casa, chefia. As estrelas brilham cada vez mais. Se bem que quando olho pro céu não vejo nenhuma. Rock on.

Pois bem, vou ficar uns 10 dias fora. Feliz por estar indo de novo pra lá, Três Coroas, Chagdud Gonpa Khadro Ling. Lá pra mim é o dar a descarga na privada cheia de merda. Analogias seriam impossíveis, talvez a palavra "mágica" apenas. Piorou. Estou indo pra continuação dos ensinamentos de Dzongsar Khyentse Rinpoche. Talvez converse com o cara. Encontrarei Pinheiro e Bruno por lá, então estou prevendo que será divertidíssimo. Up. Dessa vez, porém, acho que não visitarei meus comparsas em Porto Alegre. Voltarei pra Campinas com o chefe da casa e pretendo ir dirigindo pra ele até chegarmos na terra de Samjaquimsatva. Agradeço ao Natalino pelo oferecimento da escolta e do rancho. Mas talvez os planos mudem, veremos. E seria nada estiloso eu repetir que talvez nem chegue em Porto Alegre, que nem chegue a sair de casa amanhã, que nem chegue a acordar, mas isso é algo que precisa ir além do estilo e que preciso repetir pra mim mesmo. Bem, obrigado pelas palmas e pelos sorrisos. Abraços e até em breve.
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Equanimidade Se a sua mãe

Equanimidade
Se a sua mãe solta um peido, você fica puto com ela, xinga, diz que ela não pode ser tão porca assim. Agora, se a sua esposa solta um peido debaixo do cobertor, você não fala nada e aceita com a maior paciência.

Devemos desenvolver este mesmo nível de compaixão e paciência com todos os seres sem exceção, que foram nossas mães, e não apenas com nossa esposa. Este é o significado da equanidamidade.
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Não há dúvida ICQ é

Não há dúvida
ICQ é a mão do demo.
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junho 27, 2003

'Hunted by a freak' Video

'Hunted by a freak' Video
Consegui baixar a animação. É, muito bom. Principalmente se você se emociona fácil com qualquer coisa singela que tenha animais. E o Mojo vai ficar todo feliz porque tem animais caindo das alturas.
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junho 26, 2003

Sonhei que era um A.I.

Sonhei que era um A.I.
Batia os dedos na testa e era como se fosse de metal. O contexto era o mesmo. Mesmo local, mesmos conhecidos. Consciência também igual, memória, etc. Mas o grande dilema era como lidar com meus instintos aparentemente tão "autênticos" sabendo que ele era parte de uma programação artificial montada pra eu obedecer e então agir. Shit hole! Não conseguia distinguir o que era melhor pra mim. Corria de um lado pro outro, pras mais variadas coisas. Nenhuma era segura. Conseguia negar os instintos programados mas eram tão "verdadeiros" que logo depois me deixava levar por eles. Sentia ciúmes por apenas algumas pessoas (as que me programado para), e raiva por aquelas que eu achava que eram meus inimigos, etc., etc. Tinha a clara consciência dessa tal programação. Percebia o caráter não genuíno dessa parcialidade sem base. Fudido, kdickeano daqueles lá. Foi foda, mas mesmo assim muito massa.
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Atlântica No inverno fica foda

Atlântica
No inverno fica foda continuar a nadar. A não ser que o sujeito pague pra frequentar uma academia de natação. O que é um tanto vergonhoso, mas fiz isso. Vale a pena pela piscina coberta com água a 28ºC. A dona da academia foi quem me ensinou a nadar. Sim, aquela que ensinou o Gustavo Borges também. Tem até a foto dele lá com ela, aquela coisa. E agora sei que não faço o nado taquari. Ela não me chamou a atenção em nada. Ficou umas vezes andando na berada da piscina me acompanhando. O peito tá bom. Beleza. Uma hora jogou uma prancha e pediu pra fazer duzentos de perna. Acabando ela deu a dica no craw, é pra eu respirar dos dois lados. Novidade da natação. Assim os músculos do pescoço e do trapézio se desenvolvem de maneira igual. São três braçadas, respira de um lado, três braçadas, o outro. Pensei que ia ser um trampo me adapatar, mas hoje nadei assim e gostei. Senti apenas uma dificuldade de levantar o rosto pro lado direito. Comentei isso com ela. Viu, viu. Vi, realmente faz diferença. Gosto dela, boa pessoa, daquelas energéticas que a pilha não descarrega nunca com o passar dos anos.

As pessoas fazem natação por vários motivos. Faço pra melhorar a postura e não virar salsichão, pro sistema respiratório não entrar em colapso (maldita renite, já estou até me preparando pro sul com o milagre de Jesus Budecort Aqua Budesonica 64mcg/dose), entre outras coisas pra cuidar do corpo. Tremam com essa expressão! Mas o melhor benefício que ganho com isso é ficar mais disposto e com menos preguiça. Quarenta minutinhos e muda tudo. Hoje nadei uma hora e quarenta, devido a alta dose de endorfina que ficava me falando Vai, nada pra sempre, campeão. Mas reconheço que é tempo gasto bobamente demais. Mas o lance é que recompensa pelo resto do dia.

*

Continuando as notícias do esporte, fiquei sabendo que meu amigo fisiculturista matador de boi foi campeão paulista do ano passado. Só que agora toma bomba, o que é meio chato, mas inevitável. Mas ao menos não fica matando bois e se matando pra conseguir grana e tempo pra fazer o que gosta. O cara ralou muito. Fiquei feliz por ele, cara simples. Dizem que até aparecendo em embalagens de aminoácidos. Ok, isso já passou dos limites faz tempo.
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No More Adsl Só aqui

No More Adsl
Só aqui que não alugam o modem. Absurdo, absurdo. O nosso modem travou e Cingapura é muito longe. Então não existe assistência técnica. É o golpe da CTBC Telecon nos ingênuos usuários joaquinenses. De volta a dial-up querida. Então no Jornal Nacional deu que a tarifa telefônica vai aumentar em 25%. Parece que vou ter que usar menos a Internet. Fico sem saber se acho bom ou ruim.
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Dr. Phill Words of Wisdon

Dr. Phill Words of Wisdon
De ontem: Are you people deaf?

É um absurdo que muita gente também acha esse quadro do Late Show engraçado. Quem é que tem esse mesmo senso de humor? Não me é estranho. Aquele "A piada de George W. Bush que não é uma piada" também é muito bom. São pequenas frases que o presidente diz nos diversos lugares que visita numa tentativa de aquela quebrada o gelo. Mas nunca se sabe se a frase é uma piada ou não. Engraçado. Mas há de se convir que as entrevistas do programa são incrivelmente pobres. Até esperei pra ver a com o Johnny Depp hoje mas eles ficaram falando o tempo todo sobre a gripe que ambos tinham pego.
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junho 25, 2003

Não sei se isso são

Não sei se isso são mulas. Parece. E cantam muito bem. Mas só gostei das três fêmeas em conjunto. Posso ficar ouvindo isso por mais uns 10mim, muito agradável. (link enviado pelo Wolf)
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ivan Estava deitado na cama,

ivan
Estava deitado na cama, ouvindo Trail of Dead muito baixinho e conversando com meu irmão. É legal essa coisa de irmãos deitarem na mesma cama e ficarem conversando. Very rare. E bonito. Talvez isso só acabe quando ele ficar marmanjão e achar que tem uma imagem de gente grande a zelar. Talvez isso não aconteça. O cara é bom.

No meio das "boberaiadas", rolou o assunto sobre a morte do Rinpoche. Depois sobre os reinos. E ele achou Rinpoche tinha ido pro reino dos deuses. Ele está além dos reinos, véi. Falei sobre a consciência e ele perguntou se ela fica na cabeça. Disse que dizem que ela não é grudada em nenhum lugar, e até uns neurologistas modernos tão concordando com isso. Daí ele me surpreende "É que nem transmissão de rádio ou eletricidade, então? Não dá pra ver, pegar, mas ela existe alí, né?" Isso. É por aí.. "E então o Rinpoche pode dar interferência em rádios, heim heim? Pode então, né? Hehahhoiho"
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Abel Ferrara no Telecine Hoje

Abel Ferrara no Telecine
Hoje no Telecine Action, às 21h45, vai passar O Rei de Nova Yourk. Vou tentar ver por causa que o diretor é o tal do Abel Ferrara, o amiguinho da Asia Argento. Já vi amigos dizendo que o cara é bom. É aquele sujeito faz seus filmes baseado em excessos de crueldade nua deveras perturbador. É nesse filme que tem a cena em que a cabeça de um homem é decepada com um registro de água. Dizem que é difícil de olhar.
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O Maior dos Americanos Homer

O Maior dos Americanos
Homer Simpsons foi eleito em uma pesquisa internacional como o maior americano de todos os tempos. Em segundo lugar ficou Abraham Lincoln e em terceiro Martin Luther King. (via Estadão)
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Pulp Fiction Quando foi lançado,

Pulp Fiction
Quando foi lançado, em 1994, o hype foi tão grande que decidi dar um tempo pra ver. Então decidi ver hoje. Bem, o que dizer? A história é meio pulp pulp fiction, mas os caras deixaram tão stylish que tudo ficou ótimo e divertido. "Tempos de Violência", mas não deu pra ficar tenso. O senso estético altamente desenvolvido deixava tudo com a aparência de irreal. O que acredito ser a maior virtude do filme, e talvez a intenção do Tarantino. Tremenda performance Samuel Jackson e a trilha sonora é perfeita, tenho o CD desde que lançou. Cheguei a repetir junto várias falas. Em especial a Ezekiel 25:17. Legal. Mas você vê, Zed's dead, baby. Zed's Dead.
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junho 24, 2003

Sem Sono Uma e cinquenta.

Sem Sono
Uma e cinquenta. Tentei dormir mas fiquei de olho aberto pro escuro. Deitar sem estar com sono é muito chato. Dormir chega a ser meio chato. Aquele sono pesado e profundo, tipo morte. Sem sonhos. TV tá um lixo, vim pro computador. Li uns blogs, cansei logo. Fui pra sala, pra cozinha, geladeira. Muita coisa, mas a barriga ainda tá cheia do xis tudo cavalo. Vinho, é lógico. Bebendo. O download já chegou? Ouvir música. Ambulance Blues, Neil Young. É realmente bom, Natas. Obrigado por ir dormir com o barulho do computador ligado. Uma semaninha pra ir pro Sul. Um pouco ansioso. Ainda não me acostumei com a coisa. Ainda não sei se fico algum dia em Porto Alegre. Sempre é interessante. Hmmmm. Fui ver minha outra vó. Conversamos sobre quando ela morava na fazenda. Matava galinha e até porco. Ovelha nunca, nem come carne, olho brilhou de pena quando falou das ovelhas. Ela me disse que de uns 20 anos pra cá o tempo parece estar passando muito rápido. Perguntei se era a televisão, ela disse que não, que não sabia o que era. Mas o tempo estava correndo muito depresa. Concordei com ela, estou com essa sensação também, e cada vez mais isso me dá vontade de parar pra ver as coisas mais em câmera lenta. É uma correria tremenda a vida hoje. Mesmo a de seres vagabundos. E eu quero ver ela passar. Um dia, uma vida. Preciso usar menos o computador, ler menos livros, falar menos futilidades e mandar ver nas coisas que aumentam o tempo e aumetam a satisfação. Ouvir histórias de conhecidos e ficar imaginando cada história de cada pessoa. Como as pessoas vão construindo suas histórias. Ouvir histórias alguém que vi crescendo se afundando nas drogas. Ficar lembrando do cara criança e então crescendo e ser subjulgado pelos pactos de mediocridade que o cercam. A família do sujeito, a mãe. Rezar. A vida é a prática, a prática é a vida. Acordar cedo sem ter dormido bem é um lixo. Às vezes parece que só quando esgotado consigo pensar com alguma lucidez. Ou é apenas baixar todas as armas pesadas de se carregar? Sem essa agora. Vinho vai melhorando com o passar das bicadinhas. Estou feliz. A gente é sempre mais feliz do que imagina, isso pode ser verdade. Se for sempre balanceado com a vontade de sempre superar os falsos contentamentos enraizados, os conhecidos e os secretos. Ir adiante sem nunca sair do lugar, maravilha. Duas e quinze. Secou o copo. Ah. O fundo branco do WordPad deu uma cansadinha nos olhos. Tentar dormir. Poderia só fechar isso aqui, mas vou postar no blog, cru assim, sem motivo algum. Como muitas coisas acontecem. Boa noite.
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junho 23, 2003

Presente, professor A educação continua

Presente, professor
A educação continua uma vergonha por aqui. Na manhã de sábado, Décio Pignatari lembrou que estamos no país em que as crianças passam onze anos na escola (quando não rodam e quando chegam ao final - às vezes, levam mais de onze anos para sequer sair do primeiro grau) e saem de lá sem saber sequer ler e escrever minimamente. - Nasi

Se bem que eu ainda tenho tempo. :)
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The Day After Havia visto

The Day After
Havia visto algumas cenas quando era pequeno. Comecei a ficar meio horrorizado, até que meu pai deu a dica que não era bom eu continuar assistindo. Concordei na hora e zarpei. Então não resisti quando vi a caixinha dele lá na locadora, com aquele cogumelo vermelho estampado na capa. Talvez hoje em dia fosse menos seguro ainda vê-lo, mas enfim, fiquei muito curioso assisti hoje pela manhã. Tinha que ter visto ontem de madrugada, mas dormi cedo. É um bom filme, muito bom. Esperava ficar bem mais chocado e preso a cada cena. Nem a ressaca final durou por muito tempo. Ela pode durar mais tempo, mas necessida de uma maior concentração do espectador. Não é aquela coisa sem educação que vai passando por cima de tudo. Ao menos pra mim, claro.

The Day After foi feito como um seriado de TV em 1983. É um filme sobre um ataque nuclear que os Estados Unidos sofrem. Porém, mostram apenas o que acontece em uma pequena cidade do interior. A população ajudou nas filmagens. O caos nas ruas e as pessoas correndo lembra um pouco o 11 de setembro. As cenas da explosão no marco zero são assustadoras. Juntamente quando você vai percebendo a alteração da pele das pessoas. A iluminação levemente estourada dá uma sensação ruim também. O que eu senti falta foi de algo mais informativo sobre a bomba e suas consequências. Mas isso procuro em livros depois.

O filme poderia ser mais curto, tendo o início meio lento. E não chega a mostrar muito tempo depois das explosões. O que eu acreditava que seria mais forte. Onde rola aquela sensação clara de que os verdadeiros sortudos na história foram os que morreram, não os que sobreviveram.

As atuações não são tão boas. A maioria dos personagens são pessoas bem simples. A rapidez da destruição constrasta muito com todas as preocupações bobas que todas elas carregam. Dá pra ver uns ensinamentos ali. Gostei da cena onde a moça mais velha da família está na maca morrendo vagarosamento junto com outras centenas de pessoas. Ela já sem cabelo e com feridas pela corpo. Ela está morrendo, mas o contexto apocalíptico deixa o acontecimento mijantemente mais assustador. Pra depois lembrar que aquilo lá é a mesma morte que chegará pra todos. Foda, foda. Não é um filme perfeito, mas tendo um propósito tão bom é digno de ser um grande clássico, e traz infinitos temas para se pensar.
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junho 22, 2003

The Dharma-Dogs, Capivara The Humble

The Dharma-Dogs, Capivara


The Humble Magnitude of Lulu
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Meus Divx 2001: A Space

Meus Divx
2001: A Space Odyssey; A Clockwork Orange; Abre los Ojos; Alice in Wonderland(1946); American Beauty; Before Sunrise; Being John Malkovich; Blade Runner; Buffalo ’66; Cool Hand Luke; Crumb; Dead Man; Dr. Strangelove; Easy Rider; Evil Dead; Fahrenheit 451; Fritz The Cat; Full Metal Jacket; Ghost Dog; Kissing Jessica Stein; Magnolia; Memento; Monty Phyton’s The Meaning of Life; Monty Python’s The Life of Brian; One Flew Over the Cuckoo’s Nest; Planet of the Appes (1968); Requiem for a Dream; Samsara; The Good, the Bad and the Ugly; The Matrix; The Omega Man; The Seventh Seal; The Shining; Things You Can Tell Just by Looking at Her; Trainspotting; Vanilla Sky; Waking Life;Young Frankestein
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Snoop Dogg Beautiful Tá passando

Snoop Dogg Beautiful
Tá passando direto na MTV o novo clip do Snoop Dogg, "Beautiful". O vídeo foi gravado em algum lugar do Rio e é muito bom. Faz tempo que não gosto de algum clip que passa na MTV. A música também é boa. Não cai nas boberices do hiphop gangsta e o ritmo não cansa, é levinho. Tá, isso tudo é desculpa pra dizer das belíssimas modelos achocolatadas que recheiam toda a duração do clip. O canelinha engraçado tem bom gosto. Prestem atenção nas moças que aparecem sentadas de costas na cama. Bem, em todas que aparecem nos takes da cama. Que belas costas.
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Apenas Lembre do Gerárd Godet

Apenas Lembre do Gerárd Godet
Trechos dos comentários do Dzongsar:

When it comes to practice, then you are bringing your emotions. Emotions know no logic, although sometimes they pretend that they know logic. Just look at our emotions – at a certain point in time, we like things using a particular logic, and then after a few years, we do not like them, but this time using a different logic! There is no established solid logic. When we are talking about practice, as long as something goes against your ego’s wish, it becomes a practice. And for that, meditation is strongly stressed, because meditation, especially shamatha, isolates the ego from all its distractions. Isolation is the last thing that ego wants, because ego is fundamentally unhappy with its condition. Ego’s very nature is insecurity: insecurity about its own identity and its own existence.

Therefore, ego always wants to have all sorts of excuses and distractions in which it can somehow take refuge, and for a time forget its own insecurity. You should try sitting still somewhere for a minute! Your hand will move towards a newspaper or to a remote control to switch on the television. Ego needs to be occupied, but the more you let it occupy itself with something, the more it settles down and becomes strong. So, we need meditation, which isolates ego from all these distractions. However, studies like this can also become a distraction. So, you have a guru. And if he tells you that your meditation is to drink 38 coca-colas a day, then you should do that! And the less you fabricate the better. Beyond that, I do not know, as I am not your spiritual master. You need to ask your spiritual master, individually.

(...)

If you had wrong views, then no matter how clever or sceptical you normally are, if somebody tells you something incredibly stupid, you will believe it. An example is Cat Stevens. You will also become very critical, always going around looking for faults. It becomes a habit. All journalists are born in this category.

(...)

The Madhyamika is a vast study. Over 200 different authors have written commentaries on the Madhyamika in Tibet alone. But do not think it is hopeless. It is possible for you to learn all this. It is a matter of interest. You can do it, if a person like me has the energy and interest to read a complicated novel like Dostoyevsky’s Crime and Punishment, with all those names in Russian, all those happenings and goings back and forth. This is much easier!
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junho 21, 2003

Spider Man É Marvel Entertainment,

Spider Man
É Marvel Entertainment, o Homem Aranha, aluguei todo esperançoso. Esperava algo da qualidade de X-Man. Mas não passou nem perto. Fraquinho, fraquinho. A parte mais legal é quando ele começa a experimentar seus poderes no refeitório da escola. Mas logo em seguida, quando começa a pular entre os prédios, vi que o negócio ia ficar ruim. Quase desliguei o vídeo antes dos 30min, mas decidi ir até o final. E, maya do céu, o que é aquela máscara do Duende Verde? Que bagaceiro, digno qualquer vilão dos Power Rangers. A mocinha era uma besta completa, rastejar tanto por ela não é algo digno de super herói. E cadê o bom humor do Homem Aranha? Ele nem é tão arrogante e faz cara de superior quase o tempo todo. Cadê o vilão dos braços de polvo de metal? Fraco, fraco, fraco. Feito pra criança gostar.
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Trovo's O Walter adorou o

Trovo's
O Walter adorou o nome desse bar, vai entender. Uma hora todo mundo que estava no bar ficou hipnotizado pela televisão. Novela, Paloma Duarte, Rodrigo Santoro, brigas por mulher, etc. Comecei a fazer umas danças sentado da cadeira, mexia os braços mas ninguém tirou os olhos do alto. Só minha irmã risonha. E o mundo é pequeno, mesmo. Rodrigo Santoro ia direto lá na minha escola buscar sua priminha. Vire a mexe ele aparecer aqui em São Joaquim da Barra. Já a Ana Maria Braga é joaquinense raiz. Já apresentou uma luta do Maguila aqui. Estudou com meu tio, meu pai, tem histórias por aí. E assustei minha vó quando depois da picanha, do frango à passarinho, do peixe, do frango com toucinho - pedi um xis tudo. Apertei o menino e brotou óleo ensopando minha mão. Levar vó e a chave pro Ivan na boate. Super arrumado lá dentro, festa de 15 anos. Comentei com o segurança na porta que aquilo tudo tinha que ser pra aniversário de 50 anos. De 15 é só uma enaltação besta da burrice juvenil. Não com essas palavras. Mas ele concordou, nem dão valor, disse. Saindo, vi Paim. A real é que só ando postando de barriga cheia. E nem vou sair hoje. Depois de ontem deu vontade de fazer o voto de não frequentar lugares fechados onde pessoas fumam. Cheguei em casa precisando colocar todas as roupas pra lavar. Fedia muito, na boa., não é frescura. Acho que vou ligar pro Pinheiro mais tarde. Pois todo ser humano necessita de algum tipo de entretenimento.
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junho 19, 2003

One More Day Today, we

One More Day
Today, we escape. We escape.
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junho 18, 2003

avtasmiuqajmaS O Francismar que me

avtasmiuqajmaS
O Francismar que me mandou pelo ICQ. Legal: http://samjaquimsatva.blogspot.com.mirror.sytes.org
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YACCS Não aparecia o número

YACCS
Não aparecia o número dos comments por causa de um bug do YACCS com a versão nova do Blogger. Peguei o código novo e tá funcionando agora. Fica aí o aviso pros desavisados.
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União Costelinha Dormindo de madrugada

União Costelinha
Dormindo de madrugada e mesmo assim acordando cedo. Então cochilei hoje até às três. Fui devolver os filmes e peguei mais dois. Dois por dois reais. Benefícios do interior. Passei na vó Read e a Zezé do Peixe estava lá. Minha professora de colegial. Disse que largou de dar aula ano passado, estava sem paciência. Compreensível, pensei, aguentar jovens o tempo todo não é fácil. Mas ela disse que não era esse o problema. O maior problema era aguentar os pais dos alunos. Fez cara de pavor, quando lembrou. Deu de presente umas bolachinhas pra minha vó e foi embora. Minha vó trocou a blusa e o sapato pra irmos no supermercado. Tava combinado. No União não tinha o que ela queria. Frango sem ser temperado. Achamos no Cecílio. Fui correndo no escritório e falei oi pra Fabiana, mas deixei ela falando sozinha e saí correndo porque não podia deixar minha vó esperando. Convidou pra aparecer na casa dela. Talvez eu vá. Estava linda.

Levei a vó pra casa, tava combinado também de comer lá. Costelinha de porco, pão e cerveja. Costela impecável, como sempre. Desfiava só de ir passando o pão em cima. Ela sempre insiste pra eu comer a panela inteira, sempre. Disse pra ela que beber muita cerveja me dá caganeira. Ela ficou espantada, nunca tinha ouvido isso. "Quando eu vou na boate e tomo umas quatro latinha, no diz seguinte.." , "..você caga pra uns cinquenta", ela completou. Rimos como italianos. Disse que não gosta de jantar sozinha. Come mais quando tem gente junto. Comentou do livro do Sogyal, ficou espantada com um relato de rainbow body. Leu duas vezes pra ter certeza se tinha entendido. Está gostando muito do livro. Saí correndo de lá porque lembrei que tenho que ligar pro Pelé em Campinas, mas o desgraçado não atende o celular de jeito nenhum. Estou tentando enquanto escrevo isso aqui, escrever é bom pra fazer a digestão. E faz tempo que não rola comments aqui, fico até despreocupado pra postar nulidades. Que bom. Mas é nulidade só na maneira que é contada e escrita. Na que é vivida sempre dá pra fazer um super proveito. Sempre.
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Sonho Tive um sonho influenciado

Sonho
Tive um sonho influenciado pelo filme de ontem. Que sarro. No caso era um professor da Puc que eu peguei conversando com um saco de lixo. Brabo, muito brabo. Peguei ele pelo ombro e puxei de lá, então ele começou a dar a prova de sindical. Não sabia nada, perguntas mais estranhas possíveis. Ainda bem que um lago nasceu no meio da classe, daí as pessoas conversaram um pouco e o doutor foi me passando as respostas. Boiavam uns barrils de madeira no lago, agora. Que crescia. As meninas que acabavam antes vinham se despedir de mim. Com um beijo nas duas bochechas, na testa e no nariz. Depois perguntavam qual eu tinha gostado mais. Não sabia nem responder, paralizado de felicidade, olhando pra cara delas. Surpreso já que elas nem dão oi. O lago cresceu tanto que a sala acabou, agora todo mundo tinha que ir pro estacionamento acabar a prova, dentro de seus respectivos carros. A menina mais gata, que é a mais inteligente e que parece e se veste como a Claire Danes no "As Horas", agora apareceu. Ela que sempre me comprimenta e às vezes coloca a cabeça no meu ombro em momentos inesperados. Não lembro o que ela fez, conversou um pouco e foi embora. Parece que discutimos algo, lembro ela da janela no meu carro. O professor apareceu mais louco ainda. Conversando feito louco com nada. O hilário da coisa é que depois de tanto absurdo visto e sequer uma dúvida de que era um sonho, fui tentar acalmar o professor dizendo que aquilo que ele via tinha a natureza de um sonho. Pra ele levar isso em consideração que as coisas ficariam mais leves. Totalmente ridículo. E o que mais tem por aí. Ainda bem que ninguém viu.
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A Beautiful Mind "Uma mente

A Beautiful Mind
"Uma mente brilhante". Tinha na locadora. Filme depressivo pacas, um pouco perturbador e muito bom. Baseado na história real do matemático esquizofrênico nobel John Nash. Com a ajuda da esposa o matemático aprende a lidar com suas alucinações e com as pessoas ilusórias (hah) que lhe acompanham até os dias de hoje. Loucos, como são queridos. Atuação estupenda de Russell Crowe. E como diria o Walter, essa Jennifer Connelly é tão gata que chega a doer.
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junho 17, 2003

A.I. Gostei tanto do filme

A.I.
Gostei tanto do filme que até fui ler a seção de comentários no imdb. Mas a grande maioria não gostou e o Natal disse todo mundo odiou. Tudo bem que em certa parte a história não fica super bem encaixada, há um sentimentalismo forte, mas nem levei essas coisas em consideração. Passei por cima tranquilamente, hipnotizado pela atuação do gurizinho. Já tinha me espantado quando vi ele no “Sexto Sentido”, mas com esse filme deu pra sacar que o menino comanda. Uma das melhores cenas pra mim é quando ele é deixado na floresta, e quando reza em frente à Fada Azul. Sempre fico intrigado pacas quando atores crianças fazem papéis assim.

Ele é David, uma criança robô projetado para ter amor incondicional pela mãe que o adquire. Mas sua inteligência artificial é tão evoluida que ele passa a ter consciência. As coisas começam a ficar complicar pra ele quando o filho de sua “mãe” volta para a casa, curado de algum modo, já que estava congelado através da criogenia. David começa a sentir a diferença de tratamento que a mãe dá ao seu filho e a ele. Coisas acontecem e o casal decide em abandonar David. Que é deixado na floresta e então passa a procurar pela Fada Azul (da história do Pinóqui, que um dia ouvira a mãe contando para o seu filho antes de dormir). Ele acredita que sendo um menino de verdade sua mãe irá amá-lo novamente. É o que ele mais deseja, sendo programado pra ser um filho único, que amaria sua mãe mais que tudo na vida. E isso de ser único vejo que, de certa forma trágica, existe em cada um de nós.

O final realmente poderia ser mais curto, mas do jeito que ficou está bom. Seria perda de tempo ficar procurando erros e outras coisas. O sentimentalismo no final não me incomodou. Só o tom de voz do robo-ET que não curti. Efeitos especiais muito legais. Ficção científica é massa.
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junho 16, 2003

Alta Fidelidade Peguei na locadora

Alta Fidelidade
Peguei na locadora de curioso, sendo a adaptação do famoso livro dol Nick Hornby. Com uma pontinha de preconceito por causa de todo fala fala sobre libetatura pop. Talvez por isso que nunca me interessei em ler o livro. Mas o filme é bem legal pra uma sessão da tarde. Lotado de boas músicas e referências. Com partes quase sempre engraçadas. Especialmente quando aparece o gordo da loja de discos. É um romance engraçado sobre o dono de uma loja de disco frustrado e neurótico que sempre foi rejeitado por mulheres. É o cara que fez o Being John Malkavich. E não é preciso se identificar com o sujeito pra se divertir. Mas admito que sou um maldito gravador de cassetes. E fazer uma boa seleção realmente é uma arte. O sujeito é meio patético, mas estamos aqui todos nós. Desfecho legal, o cara resolvendo sussegar e apreciar um pouco o que tem. Acabou e não reclamei de nada, mas é sessão da tarde.
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Inglês, companheiro Se alguém encontrar

Inglês, companheiro
Se alguém encontrar o Ivan na rua pede pra ele imitar o Lula. É engraçado. Se alguém encontrar o Mojo na rua, pede pra ele imitar o Dalai Lama. Aproveito pra agradecer pelo livrinho do Ken Kesey, o Cuckoo's Nest. Acabando o do Dzô e o Ubik, vou pra ele. Quanta coisa pra ler. Vi o Paim hoje na rua. Bizarrão igual, andando torto, é pra esquerda. Ele nem me viu, ainda bem. Fiquei baita contente pela visão, soltei umas risadas no meio da calçada.
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Leitura da Tarde Que nem

Leitura da Tarde
Que nem ontem, ficarei essa tarde lendo um livro de filosofia hardcore. Hohoh. O bellíssimo -- Introduction to the Middle Way - Chandrakirti's Madhyamakavatara, with commentary by Dzongsar Jamyang Khyentse Rinpoche.

É nesse livro que contém o ensinamento secreto chamado The vajrayana method of pissing your pants!

É muito bonito, quem quiser me manda e-mail. É em arquivo .pdf autorizado.
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Mais TV Vi também o

Mais TV
Vi também o David Letterman. Bobo como sempre. É incrível como acho uma enorme graça das mensagens de sabedoria do Dr. Phill. Aquelas coisas de poucos segundos. E do Letterman ficar repetindo um mesmo assunto até o final do programa. No dia era sobre mergulho. Vi o programa de comentários esportivos da MTV, o Rock e Gol de domingo. Aqueles apresentadores são muito bons. O único programa de futebol que vejo. Tive sorte que peguei como convidado desse último programa o grande Clééééeééééssstooonn. Vi o Hermes e Renato imitando os caras do Jackass. Fazem muito melhor e mais engraçado. Vi o Chico Anysio refazendo seus personagens e sendo sem graça pracaralho. E até sou fã do cara. Vi também outras coisas, mas nem lembro direito.
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Novidade é Ver TV Estava

Novidade é Ver TV
Estava completamente por fora do que se passava na telinha. Só agora que vim pra casa comecei a assistir um pouco de tevê. Até Jornal Nacional virou novidade, ao invés de apenas ser um pano de fundo pra comer, pra falta do que fazer ou para "descansar" jogado no sofá. Absurdo achar que quando está cansado fazer isso é a melhor escolha. É preciso aprender a fazer nada. Mas estava alí na frente da telinha querendo ver as novidades.

Fui trocando de canal até cair no programa Cidade Alerta na Record, apresentado pelo já ilustre Datena. Já conhecia a coisa, Datenão largando o verbo nos bandidos e fazendo papel de quem realmente estava muito indignado com a bandidagem. Transmitiam duas matérias ao mesmo tempo. Tudo ao vivo. Uma de um sujeito com problema psíquicos que ameaçava explodir a casa. Segurava um botijão de gás aberto e na outra mão um isqueiro. Um carro da polícia e um do corpo de bombeiro no local. E pelos ares o helicóptero do Cidade Alerta, ajudando a cobrir a matéria. A outra matéria era sobre um estuprador que foi encontrado e reconhecido por três das vítimas. Outro repórter estava na delegacia e fazia perguntas totalmente inúteis ao delegado e ao estuprador. Cobriam essas duas matérias por um bom tempo. Mudei de canal.

Caiu no programa Brasil Urgente na Band, apresentado pelo Milton Neves. Até então só sabia que ele era apresentador de programa esportivo. E estava lá o Miltão largando o verbo nos bandidos e fazendo papel de que realmente estava muito indignado com a bandidagem. Transmitiam duas matérias ao mesmo tempo. Tudo ao vivo. Uma de um sujeito com problema psíquicos que ameaçava explodir a casa. Segurava um botijão de gás aberto e na outra mão um isqueiro. Um carro da polícia e um do corpo de bombeiro no local. Um repórter no local acompanhava tudo de perto. A outra matéria era sobre um estuprador que foi encontrado e reconhecido por três das vítimas. Outro repórter estava na delegacia e fazia perguntas totalmente inúteis ao delegado e ao estuprador. Cobriam essas duas matérias por um bom tempo. Achei o máximo.

Os dois programas estavam transmitindo as mesmas coisa em total sincronia! Quando um mudava entre uma das duas notícias, o outro mudava. Fiquei pulando entre os canais e achando incrível. Até que na delegacia o delegado saiu e ambos os repórters correram atrás. Ele não tinha nenhuma informação pra dar, mandou os dois irem ler os papéis que estavam à disposição de todos. O cara estava de saco cheio com aquelas perguntas inúteis. Eram realmente inúteis. Só tinham esses dois repórters por lá, mais nenhum. Indo atrás do delegado eles se cruzavam, os câmeras se esbarravam, o fio dos microfones se enroscavam e as imagens dos dois repórters sempre apareciam em ambos os canais.

Todo num alarmismo ridículo. Como se fosse um locutor de futebol da rádio narrando um partida de golfe. Depois pensei que relevância aquelas duas notícias tinham pras pessoas, pra ficarem tanto tempo cobrindo. No quisito telejornalismo foi a coisa mais estranha que cheguei a ver. Fiquei sem entender qual é a sensação do momento.
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junho 14, 2003

CTBC e a Cingapura Ainda

CTBC e a Cingapura
Ainda estou aqui, pois é. Diretamente de São Joaquim da Barra. Orgulho. Quinta eu e meu pai fomos no rodízio em Campinas, de despedida. Encontramos um casal budista tomando cerveja e baixando carnes. Era dia dos namorados. Vai no Dzongsar? Sim, sim. Perguntas clássicas. Um garçom deixou cair uma garrafa de vinho que explodiu no chão. O cheiro do lugar ficou maravilhoso. Deve existir perfume com cheiro de vinho. Se existe até de computador novo. Chegando em casa ontem de manhã, ahhh, o cheiro de hardware novo. É o Samsung de 17'' que faz os DIVXs parecerem DVD. Mas tinha uma notícia não muito boa pela frente.

E o modem da adsl estava travado. Liguei na Netsuper (Speedy da CTBC) pra saber como proceder. Como o modem não estava mais na garantia (compramos o dito), negaram a me dar a assistência técnica. Por quê, Jesus? Vocês me venderam o produto, paguei caro, agora que tenho um problema vocês não me dão assistência? Mas então quem, quem pode dar assitência técnica pra mim? Um minuto que estarei verificando, senhor. Olha, senhor, o telefone da assistência técnica que consta aqui é de Cingapura. Cingapura??? Cingapura??? É piada, né??? Valeu. Não era piada. Acionei Capitão Mir, que ficou na batalha uma tarde inteira, depois de muito desrespeito e de confusão das atendentes que não sabiam o que fazer. Enfim, ficaram de dar retorno até em cinco dias, senão o negócio vai ficar preto.

Realmente inacreditável. CTBC telecon é o fim de todas as várzeas, parafraseando. De desgosto, só reconectei agora, via dial up. Esta que é a metade da velocidade do YahooGrátis. Back to the old house.
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junho 12, 2003

Dano O blogger me passou

Dano
O blogger me passou pra sua versão nova. Parece boa, é rápido, mas se o navegador for antigo ele manda pra outra versão um tanto diferente. Parece até com a do exquisite. Esse agora não dá pau com o Mozilla Firebird, isso é bom. Estava com problemas pra ácêntüãr, mas parece que do nada isso se resolveu. Muito bom.
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Radiohead Live at BBC Studios

Radiohead Live at BBC Studios
Semana passada ganhei de presente do koreano um cd com clips. Tinha Beatles, Smashing Pumpkins e até Foo Fighter. Mas isso tudo foi só pra lotar o cd. O ouro alí era um show que o Radiohead tinha gravado nos estúdios da BBC. Uma hora de duração. Abri pra ver, e me posicionei como se estivesse prestes a ver um filme. Digo então pra quem gosta de Radiohead baixar esse vídeo, tem que ver. Menos de 200mb, boa qualidade e um show maravilhoso. De ajoelhar e agradecer. É incrível como eles conseguem tocar aquelas músicas tão iguais as do cd. Tocam mais do Ok Computer pra frente. Destaque pra Paranoid Android e a charmosa Life in a glass house. Essas que é tocada com metais. Pistão, trompete e clarinete. Executados por vovôs que parecem da banda do coreto mais próximo. Mas é óbvio que são doentes do jazz. Ficou muito boa essa mistura que o Thon Yourke resolver fazer. Um jazz moderno. E tem hora que o cara parece que fugiu do hospício. Ele é cara é artissshhta. Mas o show inteiro é ótimo, aquele guitarrista cara de caveira é um maldito multinstrumentista. O show acabou e fiquei um tempo parado com a sensação de que o Radiohead é a melhor banda do planeta.
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Fim das Provas Finalmente acabaram

Fim das Provas
Finalmente acabaram as provas. Deram trabalho. Centenas de folhas por dia, contando que eu tinha que ler duas vezes, no mínimo. Sou bom na capacidade de não absorver aquilo que leio. Especialmente esses textos acadêmicos e suas respectivas linguagens truncadas, pra minha cabeça de madeira. Isso porque eu faço jornalismo e foi apenas uma semana. Opa, duas. Mas preciso mudar a maneira de estudar. Primeiro ler grifando e depois reler fazendo um resumo escrevendo no caderno. Senão tudo me foge com uma rapidez incrível e deprimente. Desanimador. Tava começando a ficar meio sem energia pra coisa. Mas estudar assim é bom pra treinar a concentração e uma certa disciplina. Várias vezes tive que voltar uma página porque fazia tempo que estava pensando em outra coisa e continuando a passar os olhos em cada palavras das várias linhas. Isso é estranho pacas. Também rola a sensação de que vou aprender ler e escrever normalmente só daqui uns 30 anos. Mas tudo bem, começamos só agora e ficar no agora é grande dica. A partir de ontem o passado naufragou. E mesmo lendo quase o dia todo, antes de dormir e antes dos jetsons, pegava algum conto pra ler. Ah, literatura. Me fazia bem. Limpava a sujerada que a linguagem acadêmica deixava na cabeça. Passou, passou. O livro é aquele 'Cem melhores contos brasileiros do século'. Bom pra pegar do nada e ler mais um continho. Parece que não vai acabar nunca, mas tá acabando já.

Faculdade é prática. Cemiterião lúdico. Um professor nervoso que resolve deprimir a classe na correção da prova e um mundo inteiro se transforma - é a nota baixa que tiraram na prova. Não fiquei sabendo da minha nota, fiz a prova ontem, mas vi o professor entregando as notas da outra turma. Muitos de exame e alguns de dp. Estranhamente nunca vi piadinhas com o termo. De se notar. Uma das meninas mais bonitas da classe (parece a Gisele Bunchen) não conseguiu ficar de exame e lacrimejou por algum tempo, mas depois parou. O Luiz ficou também, não quis conversar comigo e foi embora abatido. Um metaleiro mandou se fuder. E depois que o melhor aluno da classe também pegou exame eu então temi. Fiz a prova, parece que dá, veremos. Mas foi interessante perceber os mundos que criamos. Quando consigo dar uma escapadinha e ver de fora dá pra perceber que ele nunca foi nem é bonito nem feio, calminho ou opressor, etc e etçótera.

Vou arrumar o quarto e deixar algumas coisas pronta porque o chefe vai chegar. Voltarei pra terrinha. Estou calmo, mas ouvindo metal direto. Agora no Winamp: Botch - thank god for worker bees. 'Se for revisar isso vou ter que mudar o nome da másica', é a desculpa.
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junho 11, 2003

Dia dos Namorados Allan Sieber

Dia dos Namorados



Allan Sieber
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junho 08, 2003

Newscotina A Revistra Trip lançou

Newscotina
A Revistra Trip lançou uma reportagem bem completa sobre o cigarro. Boas entrevistas com o vice-presidente da Phillips Morris e com o José Serra, entre outras coisas.
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Tosca Tango Orchestra É o

Tosca Tango Orchestra
É o grupo de quatro belas mulheres que fizeram a trilha do Waking Life. Acabei de baixar no soulseek. Piano, violino, violoncelo, violão, flauta, acordeon, entre outras coisas. Como são lindas essas músicas. Agora as moças atendem pelo nome de Tosca String Quartet. As composições ocilam entre música clássica e um estilo de tango moderno. Dá pra se emocionar, depois querer dançar e rir. Tudo bem, quem manja música clássica faz qualquer coisa, de músicas de guerra até Tom e Jerry. Mas elas dominam, tem talento e baita versatilidade entre os ritmos. Nunca tinha ouvido algo parecido, aconselho. Vou gravar um cd e levar pra minha mãe.

Tem até uma música do Chopin no meio da trilha. Deus, reconheci uma música clássica! Maldita coleção da Caras. Muito foda. Vou caçar o nome dela: Nocturne in e-flat opus 9 #2. Maravilha. No começo essas músicas podem soar meio coisa de frescalhão, mas compensa fazer uma forcinha pra apreciar. É um mundo da música a parte. Grande físicos ouvem música clássica e Robert Johnson enquanto fazem suas pesquisas, dizem que ajuda. Também ajudam as vacas a darem mais leites. Mas isso foi piada interna. De qualquer forma, vou tentar ouvir mais essas coisas. É bom.

E no começo do filme são as moças da orchestra ensaiando. Pra quem viu o filme é óbvio, mesmo assim é legal de lembrar.
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junho 07, 2003

Yinyin, Fante e Crumb Acordei

Yinyin, Fante e Crumb
Acordei cedo com ressaca da pizza de calabreza com pimenta. Veio toda avermelhada, desacreditei, sensacional. Ressaca de comida é de temer. Qualquer ressaca é ruim. Água e mais água. Pra aliviar no almoço comi quase um quilo de comida japonesa, lá no shopping do pinto. Bastante verdura, frango e carne de porco empanada. Não creio que essas frituras sejam comida japonesa, mas não tem problema. Problema é quando esqueço que um frango tem paçoquinha e amendoim de tempero, barbaridade. Como é possível?

Depois fui na Fnac. Nada de muito interessante em livros. Me chamou a atenção que uma editora relançou o Pergunte ao Pó, do beat John Fante. Finalmente alguém fez isso, creio que irão lucrar, anda na moda e às vezes vejo muita gente querendo achar esse livro. Li ele e o Sonhos de Bunker Hill. Faz tempo e lembro que achei meio fraco.

Depois achei sem querer o The Robert Crumb Complete Art Book. Enorme, capa dura, primoroso, 150 pilas. "Is this really art?" Coloquei debaixo do braço e procurei aquelas poltronas em que as pessoas ficam folheando livros. Uma hora e meia depois levantei planejando voltar algum dia da semana e passar uma tarde toda vendo o resto. Bem divertido.
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junho 06, 2003

Itautec Papai Noel - R.I.P.

Itautec Papai Noel - R.I.P.
Recebi hoje na hora do almoço a notícia de sua morte. Estou ainda um pouco abatido e triste. A causa da morte foi falência múltipla de orgãos. Já estava bastante debilitado e quando o cooler começou a falhar ele não aguentou de vez. Ele era um doador de orgãos, mas no fim ninguém queria pegar nada dele. "Vou pegar pra jogar no lixo". Triste. Talvez só usarão o monitor, e olha lá. É o fim do grande herói. Lembro dos nossos últimos momentos, eu já nem queria cansar ele. Estava sofrendo demais, dava pena de ficar vendo. Mestre das conexões, em todos os sentidos. Em tempos que computadores distanciam as pessoas ele só me colocou em contanto com pessoas do bem. Me rendeu visitas de altas gatas e bençãos além da imaginação. Obrigado, obrigado, obrigado. Que sua reencarnação continue beneficiando incontáveis pessoas pelo mundo afora. Amém. R.I.P.
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Coisas broxantes Hoje enquanto seguia

Coisas broxantes
Hoje enquanto seguia até o restaurante pra almoçar, vi de longe uma turma de garotinhas da Puc seguindo a mesma trilha atrás de mim. Devem estar indo almoçar também, só pode, pensei. Massa. Já estava enfiando carne morta pra dentro enquanto todas foram entrando no recinto. Todas sem excessão muito bonitas, arrumadíssimas, cheias de charme, delícia de se ver, very well build. Até que lá fora alguém ligou o som de um carro no máximo com músicas de rodeio, as sertanejas. Foi aí então que pude perceber os lábios de grande parte das meninas se mexendo acompanhando a letra da canção tenebrosa. Não curti a cena, foi foda. Se fosse Kelly Key acharia legal, mas aquilo foi foda. Tava alto o som e incomodando, pensei em pedir pra gerente mandar os caras abaixarem, mas lembrei que eu podia relaxar a cachola em meio daquilo tudo. E foi o que fiz, bom treinamento. Quando levantei pra ir embora eles abaixaram.
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Pro Pinheiro Cientistas americanos estão

Pro Pinheiro
Cientistas americanos estão desenvolvendo um novo sistema de conexão rápida com a Internet que pode permitir o download de um filme inteiro em questão de segundos. (...) O sistema, conhecido como Fast TCP (TCP Rápido) desenvolvido por uma equipe de pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena, usa a mesma infra-estrutura existente hoje em dia na Internet, mas oferece uma rapidez muito maior. Wired
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Ecovision Ontem fui no Walter

Ecovision
Ontem fui no Walter entregar seu livro e cds. Encontreio em meio de pilhas de livros e folhas impressas. Filósofo acabando o curso, monografias, mestrado, etc. Folheei algumas coisas e quase não conseguia entender nenhuma frase alí, como pode? O mais engraçado é que o cara tava escrevendo centenas de folhas no Word em um monitor minúsculo em preto e branco, parecido com aqueles de lojas de conveniência. Ri muito. O cpu é ótimo, 700Mhz. Mas dava baita aflixão colocar um mp3 pra rodar e abrir uma janela. Volto lá pra fazer uns cds de mp3. 50 reais.
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Fritz The Cat Um pedreio

Fritz The Cat
Um pedreio em um andaime no alto de um prédio mija na cabeça de um hippie. Um início mais óbvio impossível. A animação baseada nos clássicos quadrinhos do Robert Crumb satiriza a esfervecência cultural norte americana dos anos 60. Os personagens são todos animais. Policiais aparecem como porcos, negros como corvos, neo-nazista como répteis, etc. Fritz é um gato extremamente egocêntrico que pula de discursos em discursos da época usando-os apenas para conseguir mulheres e se dar bem. Todos são totalmente perdidos em meio daquelas idéias. As rechonchudas animaizinhas crumbianas aparecem facilmente encantadas pelos mais diversos discursos. Tudo muito satírico, só um muito bobo veria como racismo. O Crumb teve problemas com o filme, ele mesmo não gosta, tem vergonha e tal. Creio que foi por causa que as características dos personagens escaparam do seu controle, entre coisas que não lembro. Contém cenas engraçadas, um alguns nudismos meio gratuitos e até cenas chocantes. A do coelho neo-nazista batendo em sua adorável namorada cavala me deixou meio tenso. Final meio vazio, poderiam ter encurtado o filme terminando quando o Fritz encontra uma hippie moderna e sai de carro pelo deserto. Animação legal, mas o filme é meio fraco. Nota 5 de 10. E nunca li os quadrinhos. Ah, e meio que existe um Fritz dentro de cada pessoa, ao menos me identifiquei, heh. De 1973 dirigido por Ralph Bakshi.

O filme me fez pensar como seria uma sátira da cultura jovem de hoje? Os hippies tinham uma certa identidade, seus baseados, seus gostos. Hoje parecem que as pessoas não gostam de nada. Simplesmente não sabem do que gostar, a grande maioria. Não tem interesses, não despertam curiosidade, inquietação, nada. E falo de gente que tem computador em casa, internet, frequentam cinema, etc. Se ainda estivessem felizes, mas estão longe disso, no máximo ficam alegres. E o pior é que nem mesmo saberiam dizer o que lhes falta. Talvez a maior característica da juventude atual seja uma cultura da aparência, das tendências. E tá, já gastei energia demais com isso.
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The Cure, DVD Os eternos

The Cure, DVD
Os eternos góticos estão pra lançar um DVD duplo chamado Trilogy. Vai conter um show da banda em que tocaram nada menos que três álbuns em uma única noite. O Pornography, Disintegration e o Bloodflowers. Cobicei horrores. Vai ser lançado no Brasil pela ST2 vídeo. Fiquei sabendo no Caderno2 de ontem. Em entrevista pro jornal o Robert Smith fala sobre o que anda ouvindo:

"Gosto de Strokes, acho legal. Mas gosto mais de uma banda escocesa chamada Mogwai. Eu sou muito ligado à poesia, às letras, então não fico ligado no que chamam de 'novo rock' ou 'novo som'. Quero saber o que dizem."

Fiquei sabendo que o Mogwai foi até convidado pra abrir um show deles. Mas, opa, peraí, Mogwai não é instrumental? E o que Strokes tem a ver com poesia? Essa eu não entendi, Robertão.
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junho 04, 2003

Muito Importante Hoje fiz prova

Muito Importante
Hoje fiz prova de Teoria da Opinião Publica. Agenda-setting, pesquisas, tópicos até legais. Alguns críticos da OP dizem que ela não existe, é uma farsa, então falam e falam seus pontos de vista. Outros acreditam que a OP é um assunto realmente escorregadio mas são de boa fé pra estudar o tema. Muitas teorias. Li tudo. É um bom treinamento pra ser flexível. A prova foi tranquila, fiz rápido. A primeira pergunta era pra expor, apesar das críticas, a importância da opinião pública em nossa sociedade. Imagina. Muito importante. Me esforcei, lembrei de algumas importâncias e coloquei lá. Saindo da sala fiquei sabendo que um cara da classe pode estar com leucemia, fez uns exames e tudo indica. Lembrei do Scooby, que cheguei a topar uma vez na rua e cujo o nick está offline ali no ICQ. Depois ouvi algumas piadinhas sobre a doença por parte de pessoas que não vão com a cara do sujeito. Coloquei os fones de ouvido e foi até prazeroso o caminho de volta pra casa.
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The Shining Voltou a ventar

The Shining
Voltou a ventar frio. Fechei as portas, apaguei todas as luzes - até a pequena luz verde do subwoofer. Tampei o relógio, sentei na cadeira de balanço com meu manto xadrez e fiquei muito a fim de tremer nas bases, como dizem lá na terrinha. Então coloquei O Iluminado pra rodar. Algo andou acontecendo comigo depois de anos sem ver filmes de terror. Simplesmente não deu pra ficar com muito medo. De grudar na cadeira e ficar sem piscar. Que estranho. Logo eu que fiquei anos e anos sem ver filmes de terror por causa do cagalhão que me acompanhava por dias. O último foi o Hellraiser. Achei a história meio sem sentido, fraquinha. Gente sendo possuída por qualidades demoníacas, ficando dementes, etc. O sujeito pode ficar com medo se tiver aquela paranóia de achar aquilo não tão anormal e que é possível de acontecer com ele. Afinal, quem nunca sonhou com o capeta? O senhor Jack Nicholson mandando ver de novo. Os últimos três filmes que vi são com ele, e em todos ele manda bem. Só o conhecia ele da arquibancada nos jogos do Los Angeles Lakers. Às vezes ele até atuava gritando com o juíz, baita fanático pelos Lakers. Enfim, acredito que a tão impecável técnica do diretor Stanley Kubrick tenha colaborado com a minha tranquilidade durante o filme. Os takes são artê demais, é tudo muito esteticamente bonito, diferente e incrível. Talvez isso tenha me distanciado do filme em si. Quando apareceu o banheiro vermelho eu até ri. A trilha sonora é poderosa, machuca os ouvidos. Agulhas afiadas, perturba só de escutar. Porém assustei mais vendo o Sexto Sentido. De 1980, baseado no livro do Stephen King. Que parece escrever todos os livros com o mesmo tema, dependendo das capas que encobrem as mil páginas dos tijolos. Que obsessão, vai gostar de escrever assim lá na Tolkienlândia.
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junho 03, 2003

Pkou! Laerte --------

Pkou!



Laerte


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... And Justice for All

... And Justice for All
Nunca fui metaleiro. Metaleiro de verdade nunca deixa de gostar de muito metal, logo não existe ex-metaleiros. Mas isso todo mundo sabe. Nunca fui um deles (embora o Fransicmar discorde, mas isso não vêm ao caso), mas sempre tive amigos metaleiros e se tem uma distorção decente é legal, ou quase sempre divertido. Comentando isso só pra dizer que meu disco prediléto de heavy metal é o ... And Justice for All do Metallica. Nunca fui fã da banda e Pantera é bem melhor, mas esse disco é o meu predileto. Talvez por questões românticas, de nostalgias. Comprei inicialmente por causa da música One, grande épico maravilhoso de 7:30 de duração. Narra a história de um sujeito aterrorizado que está entre a vida e a morte, em consequências de ferimentos da guerra. Letra boa, batera fenomenal que depois da metade da música entra numa total sincronia com os riffs da guitarras. O clip dessa música também é ótimo, me causava arrepios na época. O sujeito esticado na mesa de operação ficando louco de pavor. Que música massa. Tem outras cantadas que acho nada demais. Mas tem as maravilhosas instrumentais que agora, depois de anos, andei ouvindo. Coisa fina, creio se eles tivessem mudado seu som mais pra esse estilo moderno se dariam bem melhor. Aquele metal de mauricinho foi algo totalmente abominável. Essas instrumentais chegam a me lembrar Isis. Baterias bem marcadas, um pouco lenta, bases gãm gãm clássicas com alguns solos. Ótimos solos, e como odeio solos. Falo da To Live Is to Die. Quase 10 minutos de duração e belos crescendos com distorção de verdade. Culminando perto do final com uma seção de silêncio em que toca um tipo de viola bizarra que é uma delícia de ouvir, até que o ritmo leve e marcadinho é interronpido com uma distorção tão densa quanto a da My father my king, do Mogwai. Que massa ver uma distorção daquelas em outra música. Pena que não dura muito tempo. Grande cd, contendo outros clássicos como Eye of The Beholder. Músicas pra se ouvir um braço levantado. Claro que contém aquela inocência maldosona de metaleiro, mas faz parte da meiguice da coisa. Metal é legal.
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junho 02, 2003

E antes de ir dormir

E antes de ir dormir
Me arruma uns 100 jetsuns fazendo aquele imenso favor. Obrigado, boa noite.
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Passa a Régua O engraçado

Passa a Régua
O engraçado é que já li pessoas me descrevendo como arroz-de-festa, alguém que vive na noite e no AGITO. Isso é tragicômico. Olha, deve ter algum outro gordo barbudo, megamíope e tatuado por aí, e o salafrário está acabando com minha reputação. Eu não agüento meia hora (sendo otimista) em um Ossip da vida. Sou muito mocinha. Fico angustiado demais, é muita gente, muito vazio, muita entropia. Aí ou eu vou pra casa ou começo a beber sem parar. Como não sou chegado a beber em público, vou pra casa. Ou melhor, não chego nem a sair dela. Sou um sujeito intropectivo. Não sinto falta alguma de socialização nesse estilo "socializar por socializar", é algo que simplesmente não faz parte de minha índole e que me parece muito, mas muito, sobrevalorizado. Pior, só a superestimação da juventude, essa coisa deprimente. Por quê ter vida social, se ao sair à noite você provavelmente só vai encontrar um monte de gente agindo como jovens? Isso é apavorante. Envelheçam, por favor.

Não me contive. Trechinho da já famosa entrevista com o mojo que decidi guardar aqui pra mim. Valeu, Seu Antônio. Atualmente ando misantropo até os dentes. Especialmente para essas coisas de jovens. Festas, bebedeiras, até gosto sim, me divirto. Mas parece é que as pessoas interessantes nesse mundo miserável ou estão bem escondidas ou andam disfarçadas por aí, por motivos de sobrevivência. E envelhecer é uma boa pedida. A melhor coisa que já aconteceu comigo foi dar uma envelhecida antes da época. Os passos nessa direção não chegam a ser tão divertidos, mas é um alívio incrível parar de gastar energia com um monte de coisa besta.
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Easy Rider Poxa, nem fiquei

Easy Rider
Poxa, nem fiquei aversivo com o filme que deve ser o mais importante para os hippies e a galera dos 60's. Deve ser os spams esotéricos que ando recebendo que está causando essa mudança. Peter Fonda e o Dennis Hopper são uns hippies motoqueiros que ganham dinheiro com drogas e vivem na tentativa de serem livres, de ter um modo de vida alternativo, etc. Aquela coisa de não se encaixar no mundo. Achei eles bem durões para hippies, na verdade. Há um certo pessimismo neles. Filme leve, legal de se ver. A história meio que vazia, mas o style é tudo. As imagens e as músicas. Cortes ótimos. A cena em que tomam ácido num cemitério com duas prostitutas é um tanto deprê, mas muito bem feitas. Cult até os ossos. I'm dying, dava pra ouvir as moças dizendo no meio da festa. Nicholson é um bom ator, heim. Fiquei com vontade de ver o The Shining agora. O final achei meio seco, me pegou de surpresa. Tudo aquilo foi apenas pra mostrar a repreensão americana contra aquele estilo? 1969 na cabeça.
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junho 01, 2003

A Pedidos Fiquei sabendo que

A Pedidos
Fiquei sabendo que algumas pessoas ainda não leram essa bela entrevista com o Mojo feita pelo Hefestus.
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Neil Young: Dead Man Não

Neil Young: Dead Man
Não aguentei, baixei a trilha sonora do Dead Man. Que maravilhoso é isso. Não são bem músicas, tem poemas e trechos de do filmes com os efeitos da guitarra com ruidos que parece do mar. Os momentos que parecem com música é quando o Neil Young faz os solos. Nunca tinha ouvido uma guitarra gravada em estúdio com um timbre tão cru como esse. Parece que o Neil Young está com seu amplificador no mesmo recinto com o vivente, fazendo uma jam bizarra. Bonito.
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One Flew Over the Cuckoo's

One Flew Over the Cuckoo's Nest
Mas também como não gostar desse filme, pô? Se bem que como as coisas andam hoje em dia é bem capaz. Jack Nicholson faz o maravilhoso papel do energético McMurphy, um prisioneiro por parecer louco foi mandando pra um hospício, e não pra prisão normal. McMurphy não parece nem um pouco com um criminoso, não parece agressivo, é apenas um grande fanfarrão bem camarada. Dentro do hospício ele claramente é o mais normal de todos. Não só entre os internos. Isso fica claro quando se conhece a enfermeira chefe de lá. Sem dúvida a vilã mais perturbadora de todos os tempos. Não é agressiva, é uma loira com belos traços, aquele cabelo super arrumado da americana média e fala de maneira muito calma e pausadamente. Numa entonação que nunca muda, o que a deixa mais assustadora ainda. A causa dela ser tão assustadora é a maneira como trata os internos. Uma rotina que causa uma total desumananização naquelas pessoas. Ela faz terapia de grupos com eles, sendo extremamente fria ao mesmo tempo dando atenção a todos, tranquilamente. Personificação do grande mal. MacMurphy é cheio de vida e o contrário ela. Torna-se o líder dos loucos e sendo si próprio começa a inspirar seus companheiros a mexerem a bunda e serem algo que preste. Começar a devolver aquelas pessoas suas características e personalidades. Hospícios parecem ser mais tristes que asilos, já que usam muito mais remédios e todos ficam parecendo vegetais. Sem falar na lobotomia, etc. Samasara é triste.

Apesar dessa descrição miguelona, o filme até a metade é bem engraçado. Até aí fiquei vendo o filme com um sorriso estampado no rosto. Grande momento o do enorme índio Chief jogando basquete. Desde o começo ele tinha me chamado atenção. A maneira como se movia na quadra foi sensacional. Me contorcia na cadeira de tanto rir. Entre muitas outras coisas engraçadas. Grande personagem. Não é a toda que ele vai ganhando espaço durante o filme.

Mas não deixa de ser permeado de coisas tristes bastante assustadoras. Essa maneira como tratam os loucos. Sempre me lembra o nazismo esse tipo de coisa. Mas não dá pra chegar a ficar deprê. Sempre acontece algo como uma festa noturna com direito a mulheres e bebidas.

O final pode parecer um tanto desanimador e triste, mas achei bom. O óbvio ficaria chôcho demais e ele poderia ter feito isso em vários outros momentos do filme. Não sei porque não fez. Enfim, imperdível. De 1975 do diretor Milos Forman; mas o que fica é brilhante atuação de Jack Nicholson; e de um bando de gente também. No Brasil o nome do filme é "Um estranho no ninho" e todo mundo já deve ter visto.

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Da mesma forma que disseram que iria adorar o livro O homem que confundiu sua mulher com uma chapéu, disseram que eu iria gostar desse filme. Hehe. É verdade, eu tenho uma empatia bizarra com essas pessoas. Não sei muito o por que disso, mas uma das coisas que me atraem neles é que apesar de estarem em aprisionamentos enormes, ainda conseguem expressar algum tipo de sentimento, e quando esse acontece é algo muito sincero. Hoje só vejo pessoas agindo de forma neurótica, sempre preocupadas com joguinhos de ganhar e perder. É um tipo de esquizofrenia da humanidade. É o tal do porco, o galo e a cobra.
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Posted by parada at 07:58 PM | Comments (0) | TrackBack