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novembro 30, 2003

Ninho do Coruja Nessa noite

Ninho do Coruja
Nessa noite chuvosa de domingo cheia de sorvete de chocolate e coca-cola, convido todos a ouvirem o programa do Delfin na Rádio Muda, a rádio livre da Unicamp. O Ninho do Coruja tem o defeito de nunca repetir música e por isso mesmo sempre tem coisas interessantes garimpadas pelo Delfin. Há também algumas ligações inusitadas que eles recebem, como na semana retrasada do escritor Marcelo Benvenutti. E na passada, eu, que mesmo apesar de toda chateação e da frase em que falei gostar do programa do Faustão, acabei ganhando um Allan Moore. O Ninho começa lá pela 00:30, sempre com o canto da coruja marcando a chegada do Delfin e do Cabelo. Depois tem o Sessão Coruja, também com o Delfin, até altas horas da madrugada. Pra ouvir a rádio no seu Winamp é através do endereço - http://orelha.radiolivre.org:8080/muda
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Because they're pish Como anda

Because they're pish
Como anda divertido a seção Q+A do site do Mogwai. O Barry tá se puxando em responder o que aparece na frente. Nesse mês já chegou em 172 as perguntas e resposta.
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Campanha Anti-Drogas Melhor campanha contra

Campanha Anti-Drogas
Melhor campanha contra as drogas. É mais específica às drogas em raves, mas o duplo sentido ficou sensacional. Parabéns aos idealizadores.
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novembro 29, 2003

Ralí do Interior Seis da

Ralí do Interior
Seis da manhã em pé, tomar café e ir junto levar a irmã na Unicamp pra fazer o vestibular. Voltar pra casa e tirar tudo de dentro dela pra colocar no carro, menos os móveis. Andar pela Puc com o chefe pra matar o tempo e tomar um ar, pra então ele encontra um cartaz enorme sobre o aumento das mensalidades dos próximos anos. Descemos e subimos escadas pra voltarmos pra casa. Mais coisas pra dentro do carro. Ficar com medo da Layca. Voltar pra Unicamp e permanecer quarenta minutos em pé. Ir no shopping D. Pedro pra almoçar e desistir, depois de pegar um congestionamento dentro do estacionamento. Pro rodízio, então. Picanha na chapa é o forte de lá. Sushi também. O suco de laranja que é um roubo, 3,50 R$. Comi pouco pra voltar dirigindo, o que me foi negado. Sorte de todos. Não tenho óculos escuro e quase não conseguia abrir o olho com o sol que refletia dos carros. Foi mais o sono do que o sol, é verdade. Chegamos em Ribeirão Preto, e então no Ribeirão Shopping. Ahhh. Formigueiro total. E a loja não tinha as duas blusas de golas tamanho GG. Gays bem vestidos se segurando pra não começar a dançar a música de axé ambiente. Saímos dalí e quis comprar um refrigerante mas recebi um "não não não não" desesperado para sair daquele lugar. Saímos. Descarregar a Flávia e suas coisas na casa dela. Entrar no carro, ajudar o general a manobrar tendo que girar a direção umas onze vezes. Numa tentativa de animar a festa, coloquei o ótimo cd do vivo do Camisa de Vênus. Melhor banda nacional. Já em Sanjaca, descarregar tudo, a maioria foi lá pro chão da lavanderia, onde aproveitei pra deixar o humor ao lado das cuecas sujas. Um breve descanso e pra finalizar bater dedos em teclas. Hoje eu cansei.

O lance é fazer academia e ser esportista. Como meu amigo que veio dirigindo. Senão nunca conseguirei ir em alguma viagem com o Del Rey.
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novembro 28, 2003

A barba dele tá maior

A barba dele tá maior que o meu topete
Saiu no Portal Literal uma entrevista bem bacaninha com o Galera. Tomara que a adaptação pro cinema do "Até o dia em que o cão morreu” aconteça. Quem roteirizou foi nada menos que a dupla Marçal Aquino e Beto Brant, o diretor de “O Invasor”. Massinha, hein, vamos torcer pra que dê certo.

(O título desse post foi uma observação de Élvio Martins Sircili)
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novembro 27, 2003

Estadão em TXT Voltarei a

Estadão em TXT
Voltarei a ler jornal. O Estadão fez uma versão texto pro seu conteúdo. Legal ver o bom-senso acontecendo. Leve, simples e bonito. Agora sim. Ficou até engraçado olhar pro topo esquerdo da página e ler o 'acessar versão PDF'.
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Gain and Loss He who

Gain and Loss
He who has not experienced death
Is like an inexperienced father.
He who has not come to life after death
Is like a man suddenly struck dumb.
He who has never been wise
Is like a youth who has never been beautiful.
The stupid man who becomes wise
Is like a beggar who becomes king.
The dog who becomes master
Is like the victor in the revolution.
The master who becomes a dog
Is like a man who has awakened from a pleasant dream.
Meeting an old friend
Is like reading your own autobiography.
Finding a new friend
Is like composing music.
Chogyam writing a poem
Is like a king inspecting his soldiers.

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Mais K. Dick em Hollywood

Mais K. Dick em Hollywood
Nesse Natal vai ser lançado nos Estados Unidos mais um filme baseado em uma história do Philip. K. Dick. É o Paycheck, que espero ver no cinema em breve. Dirigido pelo chinês John Wood, tem como estrelinhas principais o Ben Affleck e a Uma Thurman. "It's all very Buddhist", ela acha as histórias do K. Dick. Entende-se a resposta sabendo quem é o pai da moça, o próprio Robert Thurman. Não sabia dessa. Robert Thurman é um grande escolástico budista amigo do Dalai Lama. O significa que a Uma já deve ser meio familiarizada por fora da viagem kdickiana toda. Promete. Saiba mais nessa matéria enorme da Wired.
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Babi, jornalista Ela acha que

Babi, jornalista
Ela acha que algo mágico vai acontecer quando ela se formar. Coitada. ; em conversa comigo sobre estudantes.
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novembro 26, 2003

Capinador de Palavras (...) Eu

Capinador de Palavras
(...) Eu deito em seu colo e ele faz carinho na cabeça. Sinto responsabilidade no jeito como enrola meus poucos cabelos. A mão pequena e, ao mesmo tempo, enorme. É como se não houvesse nada tão importante no mundo do que aquilo. Eu não sei desistir porque a vida se aproxima com intimidade e conhece o que está dentro do nome. Ele grita cada vez que o trem parte da estação. Aponta o dedo e diz "trem", sua primeira palavra pronunciada, destino e estação. Bate três vezes nas costas em todo abraço. O que mais gosta de receber é um par de sandálias. Solta uma ladainha de batismo dos pés. Dança com desenvoltura, mexendo os quadris e dando voltas e giros, como alguém que poda a planta do vento para crescer mais. Escolhe os próprios cds que pretende ouvir. Prefere assistir MTV do que desenhos. Os passeios começam com a visita ao cão preto do bairro, adormecido no carpete da padaria. Quando está com fome, desenha círculos nas folhas. Quando está com sono, coloca os pés sobre os meus, uma escada. Meus ouvidos se ajoelham para erguê-lo.

É agradável ler o poeta Fabrício Carpinejar. O trecho acima é é de um post sobre seu filho pequeno. Chega a dar vontade de estar no lugar dele. Vejam só o poder das palavras.
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Citação do Dia Nada em

Citação do Dia
Nada em Campinas funciona. --Walter Valdevino
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Revoluciône! (2) All I wanted

Revoluciône! (2)
All I wanted was to say honestly to people: 'Have a look at yourselves and see how bad and dreary your lives are!' The important thing is that people should realize that, for when they do, they will most certainly create another and better life for themselves. I will not live to see it, but I know that it will be quite different, quite unlike our present life. And so long as this different life does not exist, I shall go on saying to people again and again: 'Please, understand that your life is bad and dreary!' --CHEkcov
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Patrono Médici Comendo um salgado

Patrono Médici
Comendo um salgado e tomando minha coca-cola na faculdade, avistei uma placa de ferro na parede com incrições de nomes de gente importante, com destaque para o presidente da época, o Médici. Mas nem dei muita bola pro negócio.

E não é que o NoMínimo fez uma matéria sobre o dia em que o ilustre foi homenageado como patrono da turma de Comunicação da Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Logo de comunicação. Pois é, leia lá essa história engraçada.
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novembro 25, 2003

Coisa Pequena A menina mais

Coisa Pequena
A menina mais bonita da sala, segundo votação, chora e se desespera fácil. É realmente linda, pena que é deprimida. O que não ajuda em nada, só a deixa menos bonita. Suas expressões e movimentos ficam sem vida, caidos, moles. As pessoas até já se acostumaram com isso, com algum choro que aparece nela e com seu humor que às vezes faz com que ela não diga oi pra ninguém sem perceber. Convivem com isso naturalmente. E também que quase sempre é coisa pequena. Uma nota baixa, uma briga com o namorado, picuinhas do tipo. Hoje ela tava chorando denovo, de maneira mais intensa. Nunca falo nada, mas por alguma motivo resolvi dizer Que aconteceu?

"Minha tia foi atropelada por um ônibus hoje, chegou a rachar o vidro da frente. Fui visitar ela na UTI agora mesmo, ela está toda ..."

Fiquei ouvindo, não falei nada. Só pensei comigo - dessa vez não foi coisa pequena.
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Shower of Cunt A música

Shower of Cunt
A música Burn Girl Prom Queen do Mogwai não é música. Não sei como chamar isso. Meu deus do céu, que coisa mais maravilhosa. Ouçam com devoção, façam-me o favor.
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Casamento do Nathan Nesse final

Casamento do Nathan
Nesse final de semana que passou fui ao casamento do Nathan Moore, meu melhor amigo lá dos quinze anos. Virou meu vizinho sete anos atrás. Quando seu pai se mudou para o Brasil como missionário de uma igreja batista americana. Lá onde a maioria é batista. O nome dele é pastor Daniel, e com certeza o pastor mais legal que conheci e conhecerei. Contava histórias de sua juventude como chefe de gangues e de brigas feias com correntes, mostrava cicatrizes e tal. Isso sentado na calçada à noite, na rua tranqüila que quase não passava carro, quando eu e o Nathan estávamos exaustor de tanto jogar basquete o dia inteiro. Mas não lembro como ele se converteu e virou pastor. Seria por causa da mulher dele, que é muito bonita? Talvez, não lembro. Mas o cara é muito legal e bondoso. Só me chamou umas duas vezes pra freqüentar a igreja. Que ele ajudou a construir com os próprios braços. Eu agradecia e dava alguma desculpa pra não ir, e ele não chamava mais. Isso sem problema algum, continuava frequentava direto sua casa. E onde já se viu, eu era fã de Bad Religion na época. O Nathan me chamava pra ir lá quando ia ter churrasco, porque sabia que eu ia. Churrasco de hamburguer, salsicha, bacon, etc. O pastor Daniel faz ótimos hamburguers, usa diferentes tipos de carne moída para montar um, maldito americano. Comia a tarde inteira e só ouvia uns vinte minutos de pregação, tranqüilinho. Fiquei amigo do Nathan mais por causa do basquete, eramos totalmente fissurados. Tinhamos umas quinze VHS cada de jogos e especiais da NBA, que viamos e reviamos até a exaustão. Comemoravamos com o mesmo lance umas vinte vezes. Era como gravar um jogo de futebol e gritar gol toda vez que se revia o dito. Estúpido, mas a gente se divertia horrores. Com a igreja já estabelecida, a família dele voltou aos Estados Unidos. Além dos amigos, o Nathan deixou pra trás sua namorada, muito bonita. Depois disso das poucas vezes que conversei com ele pelo telefone ele dizia "Aqui nos Estados Unidos as meninas bonitas usam bermudão de rapper, o resto são gordas. Acho que não existe um lugar com tanta mulher bonita quanto no Brasil". Eu ria e acreditava nele fácil.

Então nesse final de semana, depois de pequenas visitas do Brasil, ele voltou pra casar com a Thalita. Na Igreja Batista Independente de São Joaquim da Barra. Fui convidado, claro, e esperava um casamento comum, chato, com todos os clichês que fazem parte da cerimônia. Mas acabou sendo o casamento mais legal que já fui (sim, eu vou em alguns). Pra começar a música ambiente era agradável. Piano, violão, violino, clarinete e flauta doce. Sem louvores verbais. Só música. Num ritmo quase country. Às vezes eu ficava encarando a jovem alta do violino, tentando extrair dalí algum tipo de diversão a mais. A igreja é simples mas bonita, não tem imagens nas paredes, estava lotada de fiéis.

A cerimônia começa com o pastor local entrando segurando a bíblia na altura do peito, com a face que mistura seriedade e sobriedade. A cena d'O Homem da Bíblia. Massa. Nesse momento alguém atrás de mim falou Esse é meu pastor, foi engraçado. Padrinhos, parentes e o noivo no altar que esperou a porta fechar e abrir pra ver a noiva finalmente entrar. Logo no começo deu pra perceber que não era algo tão formal, o pastor fala com naturalidade, sem aquele distanciamento do padre com os noivos da igreja católica, já que esses fazem até cinco casamentos por dia. Lá os dois eram queridos de todos. O pastor citou alguns trechos da bíblia e deu conselhos, alguns com exemplos estranhos. "Terá dia que você chegará em casa, irmão Nathan, e encontrará ela chorando, sem motivo algum aparente. Irá querer saber o que aconteceu, mas ela não terá explicação. Apenas quer chorar. E nesses momentos você terá que ter paciência com ela e entender." O Nathan está mais nervoso, ela mais calma, até cantou uma música pra ele. Que de diferente só fez algumas brincadeiras durante como dizer que não ia cantar, algumas caretas de nervoso e o enxugar o suposo suor na testa quando ela disse o "sim." Na hora do beijo, um selinho rápido fez com que seu pai dissesse "Mas só isso?" Comprimentos sinceros no final e outro convite pra ir visitar eles lá, a casa dele está de portas abertas quando eu quiser. Pessoas diferentes e legais.

Tempos atrás era impossível eu imaginar indo em algo do tipo tranquilamente, tamanha a arrogância que me acompanhava aonde eu ia. Algo que muitas pessoas inteligentes são fiéis em praticar. Até achei bonito em alguns momentos, como quando o pastor Daniel agradeceu a Deus por tudo que ele tem dado de bom pra sua família e quando fez aspirações que o mesmo aconteça pro seu filho e agora sua esposa. Com muita simplicidade e sinceridade, algo do coração. A sensação de estranheza ficou mesmo pra quando eu vi o irmão menor do Nathan, o Daniel. Fazia muito tempo que não o via. Da última vez ele ainda era pequeno e ficava o dia todo ao redor da gente andando de skate e patins, tomando tombos incríveis pra levantar e tomar outros tombos incríveis, pra só acalmar quando algum desse o fizesse chorar. Ele tá alto, nem preciso me curvar tanto pra dar um abraço nele, e nem dá mais pra levantar ele com um braço só. Estranho ficar olhando pra cara dele e lembrar da pessoa que ele era na infância. Ele continua legal, queria ter conversado mais com ele. Falei pro pastor residente de São Joca que foi muito bonito e ele agradeceu, sem me convidar pra aparecer lá. Bom senso. Pena que tinha que ir embora no dia seguinte, não deu pra conversar mais com eles. Talvez os encontre outra vez. O pastor Daniel já marcou da próxima de aparecer lá em casa.
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Humor Negro O blog começa

Humor Negro
O blog começa a lhe fazer mal quando...
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novembro 22, 2003

Street Art Legal esse fotolog

Street Art
Legal esse fotolog de arte de rua. Peguei nos links do recém inaugurado fotolog do Bruno (quem podia abrir um fotolog com desenhos é o Nasi). Sempre acho massa alguns viadutos em São Paulo desenhados por grafiteiros de primeira. Ajuda bastante a deixar a cidade menos feia, com menos cor de concreto - que também pode ser bonito. Interessante que sempre refazem os desenhos. Às vezes demoro pra passar de novo por esses lugares e tá tudo diferente.

Falando em street art, chegando na terrinha nesse fim da semana me deparei com um enorme símbolo do Bad Religion pixado na entrada da cidade. Às vezes dá a impressão que o símbolo da banda está ficando tão comum quanto escritos como "Iron Maiden". Sempre fico com vontade de tirar uma foto ao lado, um antigo sonho da adolescência, mas logo desanimo da idéia e fico pensando como seria legal se as pessoas chegassem a entender o que dizem nas letras das músicas.
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novembro 21, 2003

O Mestre Delfin "El Del

O Mestre


Delfin "El Del Rey" em ação

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My Lovely Krisiun Meu novo

My Lovely Krisiun
Meu novo papel de parede. O batera é o mais gente fina. Lembra o Monty.
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Trabalho Sujo Agora o blog

Trabalho Sujo
Agora o blog sem data do Alexandre Matias pode ser visualizado sem problemas no Mozilla Firebird. Vou acabar visitarando esse Trabalho Sujo diariamente, droga.
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novembro 20, 2003

"Eu falo mais que a

"Eu falo mais que a língua"
A Cecília Giannetti fez uma reportagem pro NoMínimo sobre o rapper carioca De Leve. Cheguei a ouvir algumas faixas do seu novo CD, Estilo Foda-se, e um vídeo dele tocando com o Instituto. Isso lá na casa do Mairena. O cara é bom, engraçado e forma ótimas frases do nada com seu peculiar jeito de falar. É som pra divertir, pra tocar em festa e rir. O Cardoso talvez curta horrores se conhecer.

Mairena, diz aí o nome daquela música que tem o vocal alterado na velocidade. Entre outras dá hora. Engraçado também é lembrar que o Marcelinho é bróder desse povo todo. ;-)
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Dza Patrul Only by doing

Dza Patrul
Only by doing nothing will you do all there is to be done.
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novembro 19, 2003

Cueca O Daniel Galera escreveu

Cueca
O Daniel Galera escreveu na Fraude sobre o novo livro do J.P. Cuenca, o Corpo Presente. Leiam e fiquem com vontade de adquirir o livro também.
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Who's Bad? Creio que a

Who's Bad?
Creio que a história mais triste da humanidade seja a vida do cantor, compositor e coreógrafo Michael Jackson. Lembrar dele ou ver sua foto me deixa sério e quieto, angustiado, com um sentimento de vazio inexplicável. E agora ele pode ser preso. Como o Wagner comentou por ICQ, é bem capaz que um dia ele chegue a cometer suicídio, de tão louco que pode ficar. Repito, história mais triste da humanidade.
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Quer pagar quanto? Essa última

Quer pagar quanto?
Essa última temporada dos comerciais das Casas Bahia com seu novo garoto propaganda foi algo que me deixou triste perante à TV. Explico por quê. Eu era fã do cara. Achava ele massa. Botava fé no seu talento quando ele fazia o programa Turma da Cultura. Que apesar do nome infantil era um ótimo, só que a emissora resolveu acabar, pra um pouco depois fechar também o RG com a Soninha, que me fazia companhia quando trabalhava de caseiro em 2001.

O sujeito tinha muita desenvoltura e espontaneidade, conversava bem com todos convidados, fosse ele de uma banda um professor de física da USP. Era muito superior que os outros apresentadores doo programa, isso era claro. E ele ainda era novo pra caramba. Imaginava estar vendo alí alguém massa que faria sucesso - no bom sentido - na televisão brasileira. Da mesma forma que acompanhei o Carlos Ratinho Massa na CNT, quando gravava o programa Cadeira pra depois assistir com os amigos. Mas o Turma da Cultura acabou e o cara sumiu, até ressurgir nos terríveis comerciais das Casas Bahia.

Na minha fase de conhecedor de humoristas judeus que ninguém mais aguenta ouvir o nome, é quase automático fazer a relação dele com o Tony Clifton, no quisito constrangimento ao cliente. Acho que se eu entrar em uma loja e alguém agir daquele jeito comigo minha cabeça é capaz de explodir se eu não fugir a tempo. E aquela gesticulação toda? Um macaco estressado de zoológico invejaria seus movimentos patetas. Horrível. Fica difícil imaginar ele revendo as gravações do dia e ficando quieto, perando a alegria e aprovação dos publicitários responsáveis. Tomara que ele esteja ganhando uma bela grana com aquela encenação. Mas fica aqui meus melhores votos para ele, cujo nome me esqueci agora. Ainda bem.
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Micros Barulhentos Hoje se deseja

Micros Barulhentos
Hoje se deseja um computador rápido, terá que pagar o preço tendo um bicho barulhento em cima da mesa. Daí que li na Wired semana passada que está surgindo no mercado americano empresas especializadas em construirem computadores silenciosos. Uma ótima idéia para o futuro dos computadores.

É comum hoje em dia piadas sobre o barulho de drives, HDs, fontes, etc. Tanto que muitos não conseguem dormir com o computador ligado. Algo que acontece comigo às vezes.

Com esse meu novo computador - que já está ficando velho com 2 anos - tive esse problema no começo.Tanto que aposentei o drive de CD 52x por causa do escândalo que ele faz pra ler um CD. Agora só uso o gravador para ver filmes, que é menos barulhento já que é menos rápido.

Tomara que a moda dos computadores silenciosos pegue. Seria ótimo, para ver filmes, escutar música e principalmente para pessoas que passam o dia inteiro em salas cheias de micros. Alguns usam walkman nesses recintos, mas isso é para cérebros avançados que conseguem ouvir música e ler ao mesmo tempo.
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Posted by parada at 04:20 PM | Comments (0) | TrackBack

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Posted by parada at 01:36 PM | Comments (0) | TrackBack

Carinho do Público Ao vir

Carinho do Público
Ao vir para a faculdade, um carro lotado de meninas passou por mim e três delas fizeram um lml enquanto a outra apertava a buzinha cujo som era de um jegue zurrando. Obrigado, meninas. Por me alegrarem o dia. Thank you, for this friendly, friendly world.
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Que horror Com 38ºC, idosos

Que horror
Com 38ºC, idosos ficam 8h na fila para rever aposentadoria.

Isso é um bom exemplo de quanto os nossos governantes estão preocupados com as necessidades da população.
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Posted by parada at 10:00 AM | Comments (0) | TrackBack

This Friendly World In this

This Friendly World
In this friendly, friendly world,
With each day so full of joy.
Why should any heart be lonely.
In this friendly, friendly world,
With each night so full of dreams,
Why should any here be afraid?
The world is such a wonderful place to wander through
When you've got someone you love to wander along with you.
With the sky so full of stars,
And the river so full of song
Every heart should be so thankful
The world is such a wonderful place to wander through
When you've got someone you love to wander along with you.
With the sky so full of stars,
And the river so full of song.
Every heart should be so thankful
Thankful for this friendly, friendly world.

--Andy Kaufman
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Ah! Eh! Oh! "O sexo

Ah! Eh! Oh!
"O sexo é o susto de uma criança", escreveu Clarice Linspector. "E o tédio dos adultos", acrescentaria, talvez, um observador alienígena ao perceber a lógica do mercado hardcore.

Parte mais explícita do consumismo reinante, a indústria pornográfica reproduz a sua insaciedade fundamental até a exaustão, quando não se encontra mais essência por trás do acessório. É frustração garantida. Especialmente pra quem anseia recuperar algo de espontâneo e selvagem, alguma liberdade. Há poucas coisas tão domesticadas quanto o mercado pornográfico.

A Carta Capital dessa semana traz uma reportagem especial sobre o crescimento sem limites da indústria pornô. Exceto citação acima, a matéria não faz julgamentos. Tanto que ela abre com o relato de um premiado jornalista argentino chamado Cicco na sua primeira participação em um porn. A revista diz que ele é o precursos do gênero conhecido como "jornalismo border", terno que nunca ouvi, mas se parece muito com o gonzo jornalismo.
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novembro 18, 2003

I'm from Hollywood... I have

I'm from Hollywood... I have the brains
Mini-vídeo do Andy Kaufman com 8 minutos de duração sobre o antes, durante e depois da famosa luta livre que o deixou no hospital por três dias. As ameaças de ambos, a luta, a entrevista no David Letterman, etc. Talvez alguém que só tenha visto o filme (Man on the Moon) também fique curioso pra ver. (link do vídeo via Radamento)

Revi o filme e o documentário em VHS presente do Pilla (que também tem clips do The Smiths e os clips mais toscos do mundo do Sonic Youth na época do Goo) no sábado passado com minha irmã. E tive a ótima idéia de fazer um cd com a trilha do filme mais canções do Tony Clifton para ouvir cantar por aí. Seria divertido. E ficar com músicas ou trechos de filmes na cabeça é algo que me diverte e perturba. É ruim. Sempre algo ridículo mas engraçado. Que tenho que ficar repetindo pra alguma hora passar. Péssimo.

Voooooo-lare! Whoa whoa. Cantare! Whoa whoa, whoa whoa. I got the wings of your love, I got the wings of a dove. I got the... the chicken wings from Kentucky Fried....
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Posted by parada at 11:30 PM | Comments (0) | TrackBack

Don't Cry Talk to me

Don't Cry
Talk to me softly
There's something in your eyes
Don't hang your head in sorrow
And please don't cry
I know how you feel inside I've
I've been there before
Somethin's changin' inside you
And don't you know

Don't you cry tonight
I still love you baby
Don't you cry tonight
Don't you cry tonight
There's a heaven above you baby
And don't you cry tonight

Give me a whisper
And give me a sigh
Give me a kiss before you
Tell me goodbye
Don't you take it so hard now
And please don't take it so bad
I'll still be thinkin' of you
And the times we had... baby

(...)

Essa música é muito bonita.
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Oi, Mãe Impulsionados por essa

Oi, Mãe
Impulsionados por essa matéria do The Onion, o Blogger fez um tutorial hilário sobre que fazer se sua mãe descobrir o seu blog. Sendo que isso apenas vai deixá-la mais preocupada com você do que ela já é. Não é o caso desse blog, claro, feito pra família toda ler.
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Posted by parada at 05:10 PM | Comments (0) | TrackBack

FailBetter Desde que comecei a

FailBetter
Desde que comecei a navegar na internet nunca achei ela tão desinteressante como nesses tempos. Minha diversão na frente do computador tem diminuido consideravelmente e não sei por que. Seriam a explosão dos blogs? Nah, muitos são legais. Não sei. Mas na época das listas de emails e quando o spam nem existia eu me divertia muito mais nisso aqui. O lado bom disso é que sobra mais tempo pra fazer outras coisas e esquecer da máquina - mas não curto fazer essas divisões.

Talvez o quarto novo blog do Danilo Pellizzari deixe isso aqui mais divertido e interessante.

Ever tried. Ever failed. No matter. Try again. Fail again. Fail better. --Beckett
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Fim do MP3.com Daqui a

Fim do MP3.com
Daqui a duas semanas o gigantesco site de música independente MP3.com vai acabar. Vai tudo pro lixo, junto com todas 750.000 músicas que o site hospeda. Número que era muito maior quando o limite de upload era ilimitado, depois isso diminuiu pra apenas três músicas por artista, o que fez o site ficar bem menos interessante. Mas é a última chance de baixar canções daquela banda desconhecida que você achou massa. Cathode, The Happies, Things in Herds são algumas bandas de lá que cheguei a fritar CDs. Fiz uma coletânea dupla do The Happies. Uma belezinha. Mas vai tudo abaixo. Quem vai comprar o domínio é a CNet, que promete fazer o mesmo serviço com mais qualidade. Truco. Até porque o MP3.com era legal demais e acho difícil o sucesso repetir. Mas era isso. via Pitchfork.
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Frase do Almoço Se quer

Frase do Almoço
Se quer satanismo mesmo vai ouvir MPB.

Jovem com camiseta do Motorhead explicando alguma coisa pro seus amigos, enquanto comia uma banana enrolada com presunto e queijo.
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Way of the Dead A

Way of the Dead
A principal qualidade da banda Yakuza é como eles conseguem variar com classe dentro dos vários estilos de metal. Elementos de jazz estão presentes, bem melhor do que aquela putaria do John Zorn. Os músicos são de alta qualidade técnica, mas não usam condicionador. É bem provável que o vivente tenha um insight sobre o Metal, entendendo que em sua maioria ele é pra divertir, mas uma diversão com algo mais.

A música "t.m.s" começa com uma festa dançante pra depois alternar num death metal quase Krisiun, e no refrão que acalma lembra Biohazard. Imagine tudo isso bem feito, com intervalos de calmaria pra respirar. "Chigago typewriter" é a minha prediléta, riff pesado e cheio de balanço e variações na melodia que me lembra Tool. "Miami Device" é pura diversão. Gãm-gãms a vontade, enormes rrrôouus pra depois fazer coisas engraçadas com a voz. Rôôôôuww. Destróier, Destróie. "Yama" poderia tocar fácil em qualquer FM de rock. "Obscurity" é como se o ..Trail of Dead tocasse metal. O vocal e as guitarras socadas lembra muito. Só a fanfarrice dos saxofones que muda completamente o ambiente. Fora os solos, é maravilhoso o som orquestrado que esses instrumentos seguram, voltando pra batucada ..Trail of Dead. "Vergazo" usa sample de monges tibetanos no começo e lembra John Zorn. Ou seja, meio brega demais. É a única meia boca num ótimo disco de metal. Dica do meu amigo Vomitator.

(esqueci de postar isso, tava tava guardado aqui algumas semanas.)
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novembro 16, 2003

La Route Du Rock Agora

La Route Du Rock
Agora sim. Estou com o vídeo completo de um show do Mogwai em Paris. Massa. Muito bem filmado, boa qualidade. Da época do lançamento do Rock Action. O nome do arquivo é Mogwai - Live @ La Route Du Rock (2001), tem 600MB. Nos p2p da vida, garotada. Fica a dica pros fãs. Estou mandando de presente de Natal pro Natal, também, peçam pra ele. A "Jewish" é assustadora, e parece que é hábito no final deixar cruzado no chão a guitarra em cima do baixo. Dá um estrondo muito feio.
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novembro 14, 2003

Ease Down the Road É

Ease Down the Road
É outro álbum maravilhoso do Bonnie “Prince” Billy. Foi o sétimo disco que baixei dele, e não imaginava estar perdendo um dos melhores. Mas como é sem sentido dizer que um disco do Will Oldham é melhor que outro.

Pelo que já ouvi até agora, creio que o Ease Down the Road tenha as músicas mais suaves que ele já fez. As letras nem sempre são, mas ele não precisa mudar o tom de voz pra dizer coisas completamente diferentes. Trata o ouvinte de forma educada e gentil, assim como parece tratar a si mesmo. Parece haver nesse disco uma maturidade pacificadora que não o faz sofrer grandes traumas com as profundezas das coisas que o assobram, conseguindo assim ver uma beleza refinada nisso tudo. É de uma tranqüilidade contagiante. Que me deixa muito contente.

Diria até que o Ease Down the Road (2001) é um passo adiante do I See a Darkness (1999). Onde o medo dá lugar à tranquilidade e ao regozijo. Hm, acho que é ok dizer isso. Mesmo a "Black" do I See a Darkness ser uma das músicas mais foda que já ouvi em todos os sentidos. To love you for it's meant to be / I weaken your attack. Mas ainda é aquela coisa de pedir ajuda e ao mesmo tempo querer dar a mão.

Fica difícil acreditar que ele gravou esse disco num estúdio, pensando "eu estou gravando um disco". É muito espontâneo e verdadeiro. Numa apresentação que parece que nunca poderiamos ouvir. Sendo que só as paredes de seu quarto as ouviriam num dia qualquer que ele resolvesse cantar e por sorte ficasse lindo. Mas ele gravou isso. A seqüência avassaladora pra mim começa depois da "At the break of day". Seguindo pela singela "After I made love to you". "Ease down the road" com seu adorável tu-tu tu-tu tu-tu-tu-tu. A matadora "The Lion Lair" com o refrão mais bonito do disco. E segue... Sem contar as clássicas "Grand dark feeling of emptiness" e "A king at night".

Mais um disco que me deixa com a impressão que o sujeito é um dos maiores cantores e compositores desse planeta. Me sinto acabando um livro enorme ao acompanhar as músicas lendo as letras. Enfim, isso tudo era só pra dizer que se você gosta do Will Oldham - ou se não gosta - , não perca tempo e baixe esse disco logo.

A capinha também é linda:


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novembro 13, 2003

Rottweillers do Verão Uma cena

Rottweillers do Verão
Uma cena forte do calor que está fazendo aqui esses dias é dos dois rottweiller assassinos do vizinho aqui do lado estirados no meio da garagem. Num dia normal os dois quase se matam quando passa alguém na rua. Latem e trombam com o portão, parecem querer derrubá-lo, e ficam correndo de um lado pro outro mesmo que a pessoa já tenha dobrado a esquina. Às vezes brigam entre si, mas daí pegam leve. Num final de semana do mês passado a dona deles deixou o portão aberto e os dois atacaram um pastor alemão que passeava com seu dono. Ele que salvou o bicho dando pauladas nos rottweillers. Mas demorou pra sumir os pedaços de pêlos encrustados de sangue do pastor alemão no caminho da padaria.

Por causa da raiva desses cães muita gente tem vontade de dar carne com bolinhas pra eles. “Antes que aconteça uma desgraça.” Se passar uma criança alí e o portão estiver aberto, já era. Jornal Nacional. Foda mesmo são os donos que não dão a mínima pra isso. Quase toda tarde ouço a dona da casa esgüelando pra eles não sairem, quando guarda sua Pajero. É deprimente de ridículo, os gritos.

Mas nesse calor as duas feras só ficam deitadas. Quando passa alguém na rua o máximo que fazem é levantar a cabeça. Nem latem. O pessoal até esqueceu deles.
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novembro 10, 2003

This Ok Thinks Ficou muito

This Ok Thinks
Ficou muito bonito o novo site do Chagdud Gonpa. Várias fotos legais.
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A Lua no Computador Bem

A Lua no Computador
Bem legalzinho esse Fotolog de Eclipse.
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Leituras antes do Almoço Abri

Leituras antes do Almoço
Abri a internet e baixei rapidinho algumas coisas pra ler. Pra relaxar um pouco das coisas meio chatas demais da escola.

Não ia ler esse perfil do Boni no NoMínimo, mas é tão bem escrito que fui até o final. O NoMínimo sempre solta uns textos muitos bons assim. Deve ser isso que chamam de jornalismo literário, é muito bom de ler.

Também no NoMínimo li sobre os militantes contra a soja transgênica que no intervalo para almoço ingerem outros transgênicos. Acho que o Walter que comentou comigo quando se começou a falar da soja transgênica que é retógrada essa discussão no governo, sendo que qualquer pessoa que saiba mais ou menos sobre agricultura sabe que a coisa acontece faz um tempo já. Na matéria tem uma lista de transgênicos que circulam normalmente pelo mercado, feita pelo Greenpeace. Mas eu vou continuar tomando Ovomaltine mesmo assim.

O .. And You Will Know Us By the Trail of Dead vai lançar cd novo em 2004. E o vocalista dente torto feio pacas Conrad Kelly está pegando a atriz Juliette Lewis. Ok, essa não precisava.

A Carta Capital especula sobre a relação do jornalismo esportivo e o merchandising que está dominando esses programas. É que o Juca Kfouri saiu da RedeTV! por continuar se recusando a ser jornalista e também publicitário em seu programa. Discussão legal, mas todo mundo sabe que jornalismo esportivo na sua grande maioria é uma sujeirada braba. Sei só de um exemplo que é rotten. Jornalismo. Também na Carta sobre os prorgamas de tevê imigrando pro cinema.

Mas o que valeu mesmo foi ficar ouvindo a descoberta musical do mês. O disco New Adventures in Hi-fi do R.E.M. Que puta disco. Comentei com o Natas e ele disse que é o melhor do R.E.M. Então é. Mas até dá vontade de procurar outras coisas deles. Puta disco. Up, a Pitchfork deu um 9.5 pra ele. Sacou, né? Não pode ficar sem ouvir.

Vou almoçar.
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novembro 09, 2003

Franny and Zooey Franny é

Franny and Zooey
Franny é uma garotinha inteligente que mesmo pequenina vê as coisas desse mundo como uma farsa e tenta achar algum sentido pra sua vida nesse lugar perturbador que ela enxerga. Em busca disso ela passa a repetir a Prece de Jesus ("Jesus prayer"). Algo como "Jesus, tenha piedade de nós". Onde apenas pelo poder da palavra Jesus bençãos podem ser conferidas. Franny tem várias crises nervosas que fazem muito mal pra ela. Pobre garota. É a primeira parte do livro.

A segunda parte aparece seu irmão Zooey, que também é um jovem bastante esperto pra sua idade. Ele tenta ajudar sua irmã com suas crises nervosas e auto-destrutivas. Algo meio Billy Brown com frases como "I don't drink with people". Zooey diz que suas repetições da prece não a ajudam em nada, que ela nem mesmo sabe quem é Jesus, e que apenas ficar repetindo a prece vai deixá-la apenas mais egoísta e fechada em si mesma. Fazendo crescer dentro de si aquilo que ela própria abomina.

O livro em si não tem muita movimentação. Pode se dizer que é sobre pegadinha espiritual. Ou sobre maturidade. Contendo uma mensagem final legal ("Do it for the Fat Lady"). Alguns insights, até. Pode ser proveitoso para adultos e para pessoas pequenas e espertalhonas. Mas não gostei tanto. É um livro querido, de certa forma, mas nada de novo. Os diálogos e as situações são legais, e tem boas piadas sobre Jesus. Li bem rápido, apesar de ter 200p. num formato mezzo pocket. Acho que não perdi muita coisa por causa do inglês. Do escritor é o J.D. Salinger. Já tinha ouvido falar dele mas não lembro aonde. Acho que o Pinheiro que comentou dos hábitos estranhos dele.
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Estadão em PDF O novo

Estadão em PDF
O novo formato pra leitura do Estadão na Internet permitiu que a empresa demitisse toda a equipe responsável pela versão do jornal online. É o que diz na matéria Estadão inova para piorar no Observatório da Imprensa. Suspeitei desde o princípio. Ficou tão ruim essa versão em PDF que simplesmente não dá mais pra ler o jornal no computador.
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I'll tell you about punk

I'll tell you about punk rock
No site da televisão canadense CBC tem a entrevista com o Iggy Pop que o Mogwai usou como sample na música "Punk Rock".
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novembro 08, 2003

Nós que Aqui Estamos por

Nós que Aqui Estamos por Vós Esperamos
Através de uma excelente montagem de vídeos e fotos da época, esse filme brasileiro busca mostrar em 73 minutos o que foi o século XX. O desenvolvimento tecnológico, as guerras, a moda, os sistemas políticos, os grandes pensadores, artistas, pacifistas, ditadores, histórias de famílias, soldados, pessoas comuns que viveram na época.

O filme é sem diálogo algum. Apenas palavras num estilo meio concretista vão identificando e contando os fatos, muito legal. Arranjos minimalistas de uma orquestra tocam durante todo filme, mas o trabalho de edição que é fudido. Deixa a narrativa dinâmica e muito bonita. Deveria ser obrigatório passar esse filme nas escolas.

A maneira em que as coisas são mostradas passa uma idéia muito forte de insubstancialidade e falta de sentido nas idéias dos grandes ditadores, dos revolucionários políticos até dos hippies e das feministas. Não que as boas causa não tenham valido a pena, mas é uma experiência estranha ver aquelas pessoas dando importância para coisas que hoje vemos num filme e achamos graça. A gente para pra pensar naquilo que hoje achamos importante.

A Cássia Borsero resumiu isso muito bem no final de sua resenha, vou até colar aqui: “As únicas cenas captadas pelo diretor são realizadas em um cemitério, cuja inscrição do pórtico dá nome ao filme e encerra sua essência: a mortalidade como condição esquecida nos desvãos da história.” Visto ontem na sala 802. Do diretor Marcelo Masagão. De 1999.
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novembro 07, 2003

Água no Cimento Imagining yourself

Água no Cimento
Imagining yourself into the minds of other people is, I think, a fundamental human act of empathy, which lies at the base of all our moral understanding.

You cannot be cruel to someone if you fully understand what it is to be them.

Mais uma vez na faculdade matando o tempo, agora lendo uma entrevista com o escritor Ian McEwan.
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Matrix made by Microsoft 50

Matrix made by Microsoft
50 provas de que a Matrix não é nada mais que uma invenção da Microsoft. (enviado pelo Francismar)
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novembro 06, 2003

Blog A Cecilia Giannetti está

Blog
A Cecilia Giannetti está de volta ao mundo dos blogs com o seu Escreve Escreve.
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novembro 05, 2003

Pedido dos Presos Entre os

Pedido dos Presos
Entre os pedidos estão visita íntima uma vez ao mês, duas horas de banho de sol por dia, liberação de carta, rádio AM/FM, banho quente, além de diversos produtos de alimentação como rocambole, água de coco, Gatorade, balas diversas, leite condensado, Sucrilhos, tempero Sazon, goiabada, mostarda e catchup. Eles pediram também fio dental, pomada Nívea, pomada Minancora, Cepacol ou Listerine e cortador de unhas.

Caso os pedidos não fossem atendidos em 30 dias, a organização daria início a "movimentos" dentro e fora das prisões. O RDD foi criado após a megarrebelião organizada pela facção criminosa em fevereiro de 2001, que atingiu 29 unidades prisionais.
(via Folha de S. Paulo)
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Goon You know why they

Goon
You know why they call you Goon? Because you're retarded. And you're ugly. You're an ugly retard. And they call you Goon because you're ugly and retarded. And you'll always be Goon... Goon, Goon, Goon. And that's what I'm gonna call you for the rest of your life, is Goon. Goon, Goon, Goon, Goon, okay? So fuck you.
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Chame-me Pelos Meus Nomes Verdadeiros

Chame-me Pelos Meus Nomes Verdadeiros
Não diga que parto amanhã
porque hoje mesmo ainda chego.
Olhe bem: chego a cada instante
para ser o botão num ramo na primavera,
para ser o pequeno passarinho, de asas ainda frágeis,
aprendendo a cantar o meu novo ninho,
para ser a lagarta no coração da flor,
para ser a jóia que se esconde na pedra.

Chego ainda para rir e para chorar,
para temer e esperar.
O ritmo do meu coração é o nascimento
e a morte de tudo que está vivo.

Sou a efemérida que se metamorfoseia à flor d'água
e sou a ave que , quando vem a primavera,
chega a tempo
de comer a efemérida.

Sou a rã que nada feliz na água limpa de um lago,
e sou a cobra que, em silenciosa
aproximação,
vem se alimentar da rã.

Sou a criança de Uganda, só pele e osso,
com as pernas finas como bambus,
e sou o traficante de armas que vende a
morte para Uganda.

Sou a menina de doze anos, refugiada num
pequeno barco,
que se atira ao mar depois de ser violentada
por um pirata,
e sou o pirata, com o coração ainda incapaz de ver
e de amar.

Sou um membro do politburo, com muito poder nas mãos,
e sou o homem que tem de pagar sua "dívida de sangue"
ao seu próprio povo,
morrendo lentamente num campo de trabalhos forçados.

A minha alegria é como a primavera,
tão doce que faz brotar as flores em todos
os caminhos da vida.
A minha dor é como um rio de lágrimas,
tão forte que enche os quatro oceanos.

Chame-me pelos meus nomes verdadeiros,
por favor,
para que eu possa ouvir de uma só vez todo o meu pranto
e todo o meu riso,
para que eu veja que a minha alegria e a
minha dor
são uma só.

Chame-me pelos meus nomes verdadeiros,
por favor,
para que eu desperte,
e para que a porta do meu coração possa ficar aberta,
a porta da compaixão.

--Thich Nhat Hanh
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The Red Sea Meu Deus

The Red Sea
Meu Deus do céu, nunca ouvi um disco de metal tão cavalho quanto esse primeiro do Isis. Pela primeira vez fiquei com medo de uma banda de metal, e não achei engraçado nem divertido. O disco tem 7 músicas, sendo que as 4 últimas são um tipo de bônus das demos do início da bandas. A qualidade dessas não é lá essas coisas, mas vale. Destaque pras músicas título "Red Sea" e a pesadíssima "Smiles and Handshakes". Peso, amiguinhos, muito peso. De dar medo. Dizem que o álbum Celestial é bem superior que o The Red Sea - o que não é difícil - , já que o estilo se aproxima um pouco da obra-prima chamada Oceanic. Mas vale a pena ouvir o estilo metaleiro mais clássico deles no começo.

Metal pra mim é que nem Jazz. É algo que pode viciar e fazer com que você não queira ouvir outro tipo de música.
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Pequeno Cachorro Preto Não foi

Pequeno Cachorro Preto
Não foi nada agradável ver um pequeno cachorro preto ser morto atropelado por um ônibus. Bateu de raspão, não chegou a esmagar nem nada, mas o deixou deitado no meio da rua e então um monte de sangue saiu pela boca e ele morreu. Um cara o pegou pelas patas e colocou na grama da calçada aqui da frente, num gesto de respeito ao corpo do cachorro. Talvez o levem amanhã. Simpático o cachorro, devia ter dono. E não foi legal ter visto. Sensação ruim. Que nem quando vi matar porco. Dá uma tristeza estranha ver um animal morrendo.
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novembro 04, 2003

Infanto Juvenil Eu como mingau

Infanto Juvenil
Eu como mingau de farinha láctea antes de ir pra escola. Que maravilha é essa farofa. Hmm.
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TV Einstein Que interessante. O

TV Einstein
Que interessante. O Boni está desenvolvendo uma TV de circuito fechado para o Hospital Albert Einstein em São Paulo.

A idéia é um ovo de Colombo. Surgiu da constatação dele que até presos na cadeia tem direito a tomar sol em grupo. Já no hospital os doentes e suas famílias passam por dramas sobrehumanos mas vivem enfurnados dentro dos quartos ruminando suas inquietaçãos. Sem nenhuma interação. Leia mais no blog do Marcelo Taz, dez e meia da noite.

Se bem que nessas situações não tem pra onde fugir. Muito menos pra televisão. Doentes só querem se ver livres de suas situações o mais rápido possível. E não estão com um humor muito bom. Somos muito frescos quando doentes. Mas dependendo do conteúdo e da maneira que a programação for construída e transmitida, pode ser de muito benefício pras pessoas que estão lá dentro.
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Que desgraçado O Francisco Mahfuz

Que desgraçado
O Francisco Mahfuz foi no show do Mogwai em Londres.
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Quem ama não mata Um

Quem ama não mata
Um último recurso é a sondagem feita pelo "painel", que se compõe de uma bateria de entrevistas por telefone com duzentas mulheres, para detectar algum problema de forma mais rápida. A confiança nos referidos "painéis" parece ser grande, e para o seriado Quem ama não mata (1982), o diretor Daniel Filho gravou dois finais e perguntou ao departamento de pesquisa: "Cláudio Marzo mata Marília Pera, ou Marília Pera mata Cláudio Marxo?" Feito o painel, veio a resposta: "Cláudio mata Marília. Pode matar." Frase de efeito ou não, o que se constata é a crença excessiva no controle tanto das reações do público como do produto.

Está sendo mais divertido do que eu pensava ler sobre a produção industrial e cultural de telenovelas. A maioria das coisas são apenas informações sobre como tudo que envolve uma telenovela é algo bastante desprezível, mas tem partes engraçadas que dá pra divertir até.
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Poema pro Fim de Noite

Poema pro Fim de Noite
Caminhando por uma trilha estreita ao pé de uma montanha,
Cheguei a um velho cemitério cheio de incontáveis túmulos,
Carvalhos e pinheiros centenários.
O dia está se terminando com um vento solitário e lamentoso.
Os nomes dos túmulos se apagaram completamente,
E até mesmo os parentes já se esqueceram quem eram eles.
Afogado em lágrimas sem ser capaz de falar,
Pego meu bastão e volto para casa.
--Ryokan Daigu

(via daissen zendô)
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Postou? Teja preso! É muito

Postou? Teja preso!
É muito estranho parar pra se imaginar indo preso por expressar certas opiniões contra o governo na Internet. Isso aconteceu mais uma vez na China, e segundo a Anistia já são mais de 40 presos por esse motivo. Ter blog lá nem pensar. A página do Blogger é proibida na internet chinesa. Uh, "internet chinesa". Deve ser algo chato.

E dizem que a China vai ultrapassar em crescimento econômico os Estados Unidos em alguns anos. Só acho meio estranho os países ricos estarem criando altos laços econômicos com a China e meio que ignorando as violações dos direitos humanos que acontecem por lá. Não cheira boa coisa pro futuro.
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novembro 03, 2003

Parmesão na Salada Temperar a

Parmesão na Salada
Temperar a salada com queijo parmesão ralado é muito bom. Mistura-se toda a salada existente na mesa dentro do seu prato. Tudo muito bem cortado e misturado. Abençoado com o azeite de oliva. Mexa e então jogue o parmesão por cima. Horror de simples, e fica muito bom. Detalhe importante: o queijo tem que ser ralado na hora. Nada daquelas farofas que vendem no supermercado. Tem que comprar o queijo em pedaço e ralar diretamente em cima da salada. Fica muito bom salada com parmesão.
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novembro 02, 2003

Annie Hall no MGM Pra

Annie Hall no MGM
Pra quem quer ver alguma coisa legal na televisão nesse domingo, o MGM, canal 67 da Sky, vai exibir o filme Noivo Neurótico, Noiva Neurótica (Annie Hall) do Woody Allen às 16hrs. É um dos melhores filmes do Tio Pauzinho. Dá pra divertir. Verei de novo. Vou até convidar o Fozy, depois que gravar os shows do The Cure que ele tem. Bom domingo a todos!

Update: Que horror. Como alguém pode ter a idéia de dublar um filme do Woody Allen? Quase não dava pra entender os diálogos, que ficaram muito mais chatos e o Woody nem parecia um coitado engraçado. Lixo. Não suportei ver cinco minutos.
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novembro 01, 2003

Sorveteria do Geraldo Se em

Sorveteria do Geraldo
Se em Ribeirão Preto chops é no Pinguim, sorvete é na Sorveteria do Geraldo. Assim como o chops do Pinguim é famoso por ser cremoso, a Sorveteria do Geraldo é famosa pelo mesmo motivo. Nunca tomei um sorvete tão cremoso quanto o de lá. E dificilmente deve existir, fica difícil imaginar algo melhor que aquilo. Sempre que vou lá tento variar os sabores, mas sempre peço o de mamão papaia ou o de ameixa. Os dois são classe A – como deve ser todo o resto. Gostei até do de tamarindo, muito bom, experimentei da pazinha da Dorô. E lá não tem aquela coisa de misturar coberturas para o sorvete virar um melado onde não se consegue diferenciar os sabores. No Geraldo vende sorvete, e só. Dói imaginar alguém estragando aquilo adicionando alguma coisa por cima. Lá o sorvete é batido o tempo todo, não dando chance pra massa ficar seca e fazer as bolas quando se pega. Dá pra afundar a colher até o fundo do imenso pote, de tão cremoso que é. Consistência fabulosa. Até parece que aquilo não derrete.

O local é pequeno e agradável, lembra uma sorveteria do passado. Com o Geraldo (creio eu) na máquina registradora e uns cinco atendentes atrás dos freezers prontos para atender as pessoas. Todos muito bom vestidos, com seus belos chapeuzinhos. E o tempo todo tem gente na sorveteria. Sentado nas mesas pelas calçadas da esquina. Deve ser difícil alguém que passar por alí não tomar um sorvete. E sorveteria boa é assim, que nem boas padarias, sempre tem gente.

Se alguém da região ou de Ribeirão Preto ainda não conhece a Sorveteria do Geraldo, vale a pena gastar sua energia nesse seu tempo de vida para ir até lá chupar um sorvete. A Sorveteria do Geraldo fica na Avenida Saudade nº901.
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