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junho 30, 2004
Uôu. --------
Uôu.
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Andando de bicicleta vi de
Andando de bicicleta vi de longe uma família descendo a avenida. Mãe alta, pai baixo com os dois filhos altos. Quando fui cruzar com eles, só deu temp pra ver um dos filhos, que tinha sua calça social pra cima do umbigo, camiseta pra dentro, cabelo penteado perfeiramente para o lado, sem a menor chance para um topete. Belo visual da pureza e simplicidade bem arrumada de um roceiro. Mantinha também toda a dignidade por possuir uma orelha levemente de abano, e além de tudo era idêntico ao meu pai jovem. "Aaaah, é meu pai, é meu pai" um grito desenfreado ecoava na minha cabeça. Quase parei a bicicleta pra ficar esquizofrênico, mas continuei pedalando até me sentir completamente alienado, pedalando feito um desesperado sem sentido algum. No doloroso prazer proporcionado pela endorfina. Pra então encarar muita salada temperada com mostarda (dica), dois pães picados pegando pedaços lingüiça e uma Bohemia na mesa de jantar com meus pais. Ah, depois uma fileira inteira de Toblerone. Hoje também (depois de escrever esse 'também' quase levei um tombo de costa da cadeira) tá tudo bem.
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A senhora Maria José veio
A senhora Maria José veio até aqui em casa hoje para oferecer bombons aos meus pais como forma de agradecimento por eles terem conseguido arranjar um comprador para as uma tonelada e cem quilos de moedas que o marido dela guardava em casa enquando estava vivo, dezesseis anos atrás.
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junho 29, 2004
Heheheh, o pessoal se puxa.
Heheheh, o pessoal se puxa. Até mostra artística de screenshots de fotologs já fizeram. Que divertido.
Li bastante hoje à tarde, cochilei, acordei e fui desesperado comer três pastéis enormes na Celina. Andei de bicicleta forçando até a perna perder toda força na subida, fiquei com os músculos magros completamente relaxados na sauna, onde tomei uma coca-light, pra depois andar pela cidade cantando músicas no carro e comer um xis de dois hamburguers pra finalizar. Enfim, tá tudo bem.
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Scarlett Johansson vai filmar com
Scarlett Johansson vai filmar com Woody Allen. Caramba, é verdade? Vou chorar. Explica melhor isso, Nasi.
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junho 28, 2004
Nos pequenos fragmentos aleatórios da
Nos pequenos fragmentos aleatórios da conversa com minha avó hoje na sala de recepção da sua fisioterapia, caímos na rara lembrança do Ricardo, um parente querido da minha idade que teve uma morte fulminante - que nem daqueles dos jogarores de futebol - e que deixou pra trás sua jovem esposa e o filho de cinco anos. Uma família em seu princípio. Já comentei isso aqui, até. Da última vez que seu pai esteve na cidade não o encontrei e perguntei pra minha vó como ele estava, como a criança estava indo, se perguntava muito do pai. Ela respondeu que ele tinha ganho um cavalo que ele mesmo escolheu e que o vô ficou muito orgulhoso porque era o cavalo mais bonito de todos, mesmo. Quando já com o cavalo na fazenda, colocaram o Cacá pra andar em cima, e tentando estabelecer alguma conversa fictícia com ele, seu avô perguntou se a rédea estava boa, bem ajustada no comprimento. Ele então respondeu que a rédea estava um pouco curta demais, que tinha que ser bem maior para que seu pai pudesse andar de cavalo lá do céu. Criança às vezes tem cada tirada...
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No jornal Semana 3 de
No jornal Semana 3 de Campinas, novo texto do nosso sempre divertido quiromante Alexandre Soares Silva, e a estréia da coluna Metendo a Colher do Träsel. Tá ficando bem legal esse jornalzinho, heim. Links enviados pelo Moura, o dono.
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junho 27, 2004
Sex Advice From... Projectionist. --------
Sex Advice From... Projectionist.
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junho 26, 2004
autumn's child raise your head
autumn's child
raise your head
autumn's child
you sweet young thing
stay dead horse
stand dead horse
run river run
sun shine sun
sing child sing
sing your song
sing your song
autumn's child
come raise your head
autumn's child
sweet young thing
sweet young thing
Devendra Banhart
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junho 25, 2004
No cansaço, só há vaga
No cansaço, só há vaga para a sinceridade. - Carpinejar
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Dave Letterman recebe o cineata
Dave Letterman recebe o cineata Michael Moore amanhã no seu Late Show, no GNT, às 22h45. Mesmo se eles ficarem conversando o tempo todo sobre gripe será imperdível.
Chegarei a tempo de assistir. Amanhã cedinho pego o ônibus pra visitar a elogiada Feira do Livro de Ribeirão Preto juntamente com minha irmã. E vou torrar todo dinheiro que estava guardando para ir na Flip. Belezinha.
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junho 23, 2004
Zequinha comprou uma estranha guitarra
Zequinha comprou uma estranha guitarra usada e colocou cordas no baixo. Tirando uns metal e "umas coisas tipo Frusciante". Tocou pra eu ver e não é que parece mesmo. Incrível, sendo que ele escutou minhas cassetes há quatro anos. Mas show mesmo é quando ele pega seu violão de canhoto com cordas de aço e afinação aberta - o som de uma viola. Fez um solo enorme e depois que viu minha cara de impressionado disse que o violão toca sozinho com essa afinação. Ele tá encanado com fazer música, tocou o diabo. Uns dias atrás uns amigos foram visitá-lo e ele fez suco de acerola pra todos. Só depois de secarem a jarra o Ernani foi perguntar De onde são essas acerolas? Ele só fez uma cara e todos ficaram apavorados. Eram acerolas da árvore do meio do cemitério.
Não deve ser saudável acerola daquele solo. A gente riu pacas quando ele contou que o pai do Dioclécio, atual coveiro chefe, tinha uma plantação de mandioca no cemitério. E que tinha fumado uns charutos do pessoal das macumbas. E que o Toninho, outro coveiro, chegou a experimentar uma pinga chamada Presidente que esse mesmo pessoal largou lá. Se achassem algum frango acho que não perdoariam. Gente engraçada. Mas Zequinha só anda tomando cerveja sem álcool. Sem nenhuma explicação. Só não consegue parar de fumar. Aproveitei e lancei a campanha Zequinha na Internet, pra ele comprar um computador. Acho que mudaria sua vida.
Meu dentista já me fez engasgar de rir enquanto obturava uma cárie. Foi uma bagunça de algodão, sugador e outras coisas dentro da minha boca. É uma boa pessoa. Ouço falar de sérios problemas que ele tem com álcool e que é uma pessoa perturbada, mas sempre se mostrou engraçado, gentil e tranqüilo. Está sempre assim. Chega a dar vontade de durante todas as gentilezas trocadas perguntar É verdade mesmo que você tem problemas sérios com álcool?
O diálogo engraçado desse ano foi quando, durante o tratamento, o caseiro do seu sítio ligou querendo falar com ele pra dar a notícias que sua galinha tinha dado a luz a oito pintinhos. Oito pintinhos? ele respondeu com entusiasmo e continuou sério, dando um toque no meu ombro só pra deixar claro como aquilo tudo era engraçado. Também ficou sabendo que o boi que ele arranjou pra sua vaca não conseguiu conquistá-la. Nisso ele apenas aconselhou o caseiro a não se preocupar, que era assim mesmo.
Quanto tempo fazia que a vó Maria não fazia pizza? Cinco? Dez anos? Deu essa impressão. A famosa melhor pizza que eu e meu irmão já comemos. Simples e perfeita no tempero. Agora que a saúde dela melhorou e ela consegue ficar em pé, combinou comigo da gente fazer as pizzas. Ela gosta de agradar as pessoas fazendo comidas e doces magníficos É dessa forma que ela melhor expressa querer agradar as pessoas, oferecendo comidas maravilhosas. A massa é feita em casa, cheguei lá e já estava pronta. Fiz questão de descobrí-la e dar umas belas palmadas nela. Enfiei a mão na farinha e fui esticá-la. Muito macia e muito elástica. De ingredientes vai tomate, presunto, queijo e azeitona. O segredo é a massa e o tempero do tomate - cebola, salsa, cebolinha, pimenta do reino, pimenta forte, azeite e sal. Não há pizza tradicional melhor. Comi quase uma assadeira inteira e não estava pesando na barriga 20 minutos depois. Acompanhando e ajudando em todo o processo, percebi como é difícil tentar aprender as receitas clássicas das avós para que a linhagem não morra. Não é fácil.
A corrente da minha bicicleta estourou enquanto subia uma ladeira colocando toda força possível no pedal e quase fiz omelete de minhas partes. Levei no primo pra arrumar e ele não cobrou nada. Quanto tempo faz que eu não entrava lá, só passava na frente e gritava "primo"? Uns 10 anos?, um dos primos perguntou. Acho que uns 15, respondi. Eles tem mulheres bonitas e filhos bonitos e arrumam bicicletas desde que os conheço. É meio ridículo todos aqueles irmãos adultos ainda arrumando bicicletas em São Joaquim, mas de alguma forma não consigo deixar de admirá-los por isso.
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junho 20, 2004
Há menos agressividade e mentira
Há menos agressividade e mentira entre inimigos que entre amantes. Quem te ama deveria te ajudar a ser livre, mas ocorre o contrário: o amor é uma das formas mais desprezíveis de sentimento. Nem sequer como estratégia contra a saudade nos serve porque estamos mais sós do que nunca. Não é raro um homem ter um diálogo mais íntimo com um aquecedor quebrado do que com sua mulher. Quando o amor revela fastio e o sexo é mecânico, a televisão se transforma em Deus.
[Efraim Medina Reyes, escritor colombiano em entrevista ao Estadão desse domingo]
Ok, não que seja uma mentira, mas essa onda de escritores que denunciam a hipocrisia da classe média cada vez mais me soa constrangedor. Fica parecendo que a vida até então não foi muito legal com o sujeito, e por isso ele escreve sobre essas coisas. O que o aproxima de seu próprio objeto de crítica, num plano mais sutil. Não falo do Reyes, que nunca li.
Mas entendo, dá raiva mesmo ver como as pessoas legais hoje tem de tudo para se darem mal. Precisam botar muita energia e contar com sorte para encontrarem alguma felicidade nesse mundinho capenga. E ainda me considero afortunado por ter nascido nos anos 80. Imagine os mais novos. Mas só é legal ter raiva, arrogância, e todos esses sentimentos quando temos a noção ou a lembrança de que na base disso tudo está a compaixão. Que é o único sentimento que pode ser sustentado que vale a pena. É o elemento transcendente. Caso contrário é apenas oferecer reclamações e denúncias elaboradas da grande merda. O Bukowski não fazia só isso.
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junho 19, 2004
Gah. --------
Gah.
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junho 18, 2004
Não curto muito street art.
Não curto muito street art. Raramente deixa a cidade mais bonita e com a aparência de menos suja. Mas certamente tem muita coisa legal. Fazia tempo que algo nas artes plásticas não me agravada tanto quanto os desenhos quase infantis de Dave Warnke. Me deixam com um sorriso besta no rosto. Na verdade o que ele faz é sticker art, já que ele desenha, cola e no caso tira uma foto pra colocar no seu fotolog. Pode ser considerado um ato de vandalismo, mas não vejo assim. Simplesmente porque deve ser muito massa estar andando pela cidade e encontrar algo do tipo em um poste.

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Quando algo que me assusta
Quando algo que me assusta perde um pouco sua força, ela então passa a me assustar se mostrando totalmente avassaladora com minhas pessoas queridas. Não há escapatória. Então não há espaço para o clichê quando leio Devemos aumentar o amor e a compaixão, e evitarmos ter raiva. Nada será resolvido. Sem frivolidade. A pureza inerente à tudo. Beijar toda macieza de uma garota. Divirtam-se.
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junho 16, 2004
A blind, white bluesman from
A blind, white bluesman from the delta of Sapucaí.
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junho 15, 2004
Edward Mãos de Tesoura e
Edward Mãos de Tesoura e Zelig. Forrest louquinho da cabeça. The joy to be simple. Imaginação. Bem bacaninha.
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You really think, contemplation, impermanent,
You really think, contemplation, impermanent, then you do practice and quickly accomplishes. What time death comes, this time you confident: 'death?' - this O.K. thinks. This kind confident not has, then your life what purpose?
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Ali estava alguém despreparado para
Ali estava alguém despreparado para o caso de a vida ser infeliz, muito menos para o impossível. Mas quem é que está preparado para o impossível que vai acontecer? Quem é que está preparado para a tragédia e para o absurdo do sofrimento? Ninguém. A tragédia do homem despreparado para a tragédia - esta é a tragédia do homem comum.
[Philip Roth, Pastoral Americana, pág 104]
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Bom programa de humor é
Bom programa de humor é aquele capaz de te tira o sono. Onze horas não é hora pra dormir, mesmo acordando cedo todo dia. Seis horas de sono é o ideal para o herói, o mito, o instituto Samjaquimsatva. Nada mais, nada menos. Eu sou um despertador.
O Late Show prometia com Bill Murray e a PJ Harvey. Bill Murray de pijama cor de rosa de palhaço com luvas amarelas de borracha e uma cartola vermelha. Entrevista sobre nada. No final comentaram que ele faz a voz no filme Garfield, prestes a estreiar nos cinemas. Imagine que massa se o filme for bom. Sou muito cético nisso. A PJ Harvey tocou uma música do disco novo, Uh huh, her - que tem a capa horrorenda. Normalzinho, mas era a deusa de salto alto. A parte do programa que mais me fez rir, mesmo, foram os dois segundos do quadro A Moment with George W. Bush. Mas esse não chega aos pés do memorável George W. Bush Joke That's Not Really a Joke. Tinha dia que eu só via isso e já ia embora satisfeito.
O sono continuava, até aparecer o Ozzy no divertido The Osbournes. Os filhos são chatos e idiotas, jorvens perfeitos, mas o Ozzy é sensacional. É bonito ver os momentos de carinho dele com sua mulher. Eles combinam bem. Consegui perder o sono, ótimo, mas no fundo no fundo fiquei com uma sensação de politicamente incorreto por ficar tendo crises de risos das seqüelas do deus do metal.
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junho 14, 2004
The first time I performed
The first time I performed was at a gay wedding. Nerve.com entrevista Devendra Banhart. Cujo disco Rejoicing in the Hands é ainda a melhor coisa lançada em 2004.
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junho 13, 2004
Viver é entender as pessoas
Viver é entender as pessoas errado, entendê-las errado, errado e errado, pra depois, considerando tudo cuidadosamente, entender mais uma vez as pessoas errado. É assim que sabemos que continuamos vivos: estando errados. Talvez a melhor coisa fosse esquecer se estamos certos ou errados a respeito das pessoas e simplesmente ir vivendo do jeito que der. Mas se você é capaz de fazer isso... bem, boa sorte.
[Philip Roth, Pastoral Americana, pág 48]
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junho 11, 2004
An Ingmar Bergman retrospective. Li
An Ingmar Bergman retrospective. Li agora, depois de comer um cachorro quente. Normalito mas digestivo.
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junho 09, 2004
Hoje parado no ponto de
Hoje parado no ponto de ônibus um gurizinho roubou minha mente por alguns segundos que deixaram uma marca estranha. Ele não fez nada demais. Estava de joelhos na última cadeira do ônibus, estático, com a cabeça na altura da janela aberta. Por causa do semáforo ele parou bem na minha frente. Olhei pra ele, que olhou pra mim também. Era muito bonito e a cena o favorecia isso. Mantive o contato visual por um tempo além do normal e ele não se alterou. Como se ninguém estivesse olhando pra ele, sem nenhum bloqueio por causa disso. Apenas continuou me olhando com seus olhos atentos e calmos. Não se impressionando com nada, não perdendo o interesse por nada. Era extremamente fascinante. Para quebrar isso dei uma piscadela de amigão, que fez ele rir com o canto da boca. Suas expressões não pareciam as de uma criança, ao mesmo tempo não pareciam de um adulto, porque é raro adultos se expressarem com tamanha naturalidade. Era algo tão leve e original que só tinha visto parecido nos lamas, por mais esdrúxula que a comparação seja.
Pensei rápido e saquei a câmera, apontei e tirei duas fotos. Ficaram perfeitas. Melhor foto que tirei até hoje, pensei na hora. Guardei a máquina e não olhei de volta pra ele. Só olhei de novo quando o ônibus acelerou prestes a soltar a primeira. Fiz uma careta como despedida que ele adorou. Respondeu um sorriso nada infantil, tremendamente cordial, quase bondoso.
Quando meu ônibus chegou e sentei na última cadeira, uma sensação inexplicável de perda tomou conta de mim. Nada de desesperador - ainda não estou tão maluco assim -, mas era forte. Até pensei que tava pirando na batatinha. Aquilo não fazia sentido algum. Peguei a máquina pra rever as fotos. As duas tinham ficado ótimas. Fiquei feliz pacas. Mas continuava sendo muito estranho aquele sentimento de perda. Eu estava com saudade de um gurizinho que vi por alguns segundos ajoelhado na poltrona de um ônibus. E essa saudade aumentava com o passar do tempo. Que diabos era aquilo?
Isso só chegou a me perturbar mesmo quando já em casa conectei a câmera pra baixar as fotos e todas que havia tirado estavam lá, menos as duas dele. Fiquei apavorado procurando pelas fotos. Não era possível. Elas não estavam mais lá! Recebi uma mensagem de ICQ escrito "sonho". Agora não me sentia bem mesmo, além de triste por não ter as fotos. Tentei me desconcentrar daquilo terminando alguns trabalhos, sem sucesso. E com o passar das horas comecei a ver aquelas sensações não mais como perda, mas sim como o presente daquele garoto que dentro do ônibus olhou pra mim.
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Posted by parada at 12:00 AM | Comments (0) | TrackBack
junho 08, 2004
Step 2 E eh das
Step 2
E eh das cinzas da paixao que o amor surge. Eh quando se percebe o outro como um ser humano imperfeito e, por isso mesmo, lindo. - Tainá Muller
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junho 06, 2004
Receptionist I work a lousy,
Receptionist
I work a lousy, low-paying job and live with my parents while waiting to get into the police academy. I don't spend much time on my appearance; when you say mousse, I think the chocolate kind. I'm skinny and small-breasted. I have moles in odd places and should probably clip my toenails more often. I prefer sitting around playing video games to doing things. I drink a good deal and make fun of people I don't even know. - Rachel
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Posted by parada at 07:40 PM | Comments (0) | TrackBack
BlogThis! Photo Journal: Shelter in
BlogThis!
Photo Journal: Shelter in Haiti
É muito agradável esse tipo de foto reportagem multimídia que o NYTimes produz. Sempre vejo inteiro.
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Posted by parada at 11:39 AM | Comments (0) | TrackBack
Don't be afraid to let
Don't be afraid to let the world know
Reading is sexy.
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Posted by parada at 12:29 AM | Comments (0) | TrackBack
junho 05, 2004
Hotties You have received a
Hotties
You have received a message!
será que a gente combina ainda?
você gosta de cerveja preta e eu gosto de vodka.
eu curto balada e você não gosta de tv.
me convense que temos algo para dar certo, vai.
(comprei uma capinha para meu celular rosa com um X da Xuxa)
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Posted by parada at 11:24 PM | Comments (0) | TrackBack
junho 04, 2004
The Royal Tenenbaums Não sei
The Royal Tenenbaums
Não sei por que quis rever. Talvez só por ver sem ser interrompido por um sapo albino dançando nu atrás de um vidro. Revi como sessão da tarde fria de hoje. Apesar de super bem filmado, não é um grande filme. É uma super sessão da tarde. Família Buscapé stylish. Let's shag ass. Figura querida o Sr. Royal Tenenbaum. Boa a cena do I'm going to kill myself tomorrow. Tem uma música do Nick Drake na trilha.
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Curb your Enthusiasm Minhas férias
Curb your Enthusiasm
Minhas férias estão chegando. Em casa, queria sentar na frente da tevê todo fim de tarde pra comer pão com manteiga e poder assistir os 30 minutos de Curb your Enthusiasm. Talvez na seqüência um David Letterman ou o Diário de Olivier. Assim minha dose diária de televisão estaria mais que completa. Infelizmente, não tenho HBO em casa.
Se não fosse a fé do comediante Eduardo Pinheiro em me encher o saco, nunca iria assistir esse Curb your Enthusiasm com Larry David. O co-produtor e um dos criadores do Seinfeld. Nunca fui fã dessas comédias de situações. Cheguei a assistir Friends, Sex in the City, mas nada me agradou muito. Sex é bem melhor que Friends. Agora Curb your Enthusiasm is something completely different. Apesar de não ser careca, nem casado, nem fundador do Seinfeld, me identifiquei muito com o Larry David, que faz ele mesmo no programa. O humor que ele sustenta é muito massa. Anda numa corda banda. Não é carismático nem legal, mas não chega a ser frio nem negro. Não sei explicar, só sei que gostei muito. Dá pra ficar rindo o tempo todo sem cansar. Me deixa contente que nem quando re-assisto algo do Monty Phyton, apesar de não terem nada a ver.
Cheguei a baixar um Seinfeld por curiosidade e insistência do meu personal stylist. Vi o 'The Contest', que é engraçado mas não chegou a agradar tanto. É bem mais acessível que Curb, mas ver demais deve encher um pouco pra quem desacostumou de tevê. Devem ser as risdas gravadas. Mas Seinfeld passa na Sony, e Sony passa lá em casa. É o Larry David que escreve. E o Kramer é engraçado pacas. Hmm. Are you master of your domain?
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junho 03, 2004
Eu emagreço fazendo gol Ao
Eu emagreço fazendo gol
Ao contrário de uma minoria, me orgulho em morar num país que pára pra assistir futebol. Fomos até avisar o professor que iríamos embora pra ver o jogo, como gesto de cavalherismo. Ele não achou ruim e até improvisou umas piadas. Depois que minha mãe ficou com dó de mim pelo telefone por lembrar que não tenho televisão, fiz um cheese burguer de dois andares, um hotdog e fui comer e ver o jogo no koreano. Dei um pulo da cadeira naquele chute do Roberto Carlos. É raro ele quase acertar aquelas bombas. Que violência. Os passinhos que ele dá antes do chute me lembram Os Flinstons. Senti falta de um sorvete como sobremesa pra resfriar o intestino. O Ronaldinho faz a diferença, mesmo. Ganhou o jogo pro Brasil. Rimos muito nos três penaltis. Pena ter acabado o bacon. Fiz voto de ficar um tempo sem comer maionese. Também é droga. O juíz era massa distribuindo cartões, que categoria, sempre riamos também. Queria mesmo era ter visto um gol de bunda do Luís Fabiano. O cara anda fazendo gol de qualquer jeito. Teve discussão e monólogos sobre a genialidade do Romário e sobre a inteligência do coelho Pelé. Também sobre a vinda de Maradona à Campinas, o que não vai acontecer mais. Se domingo é dia de ir na missa, sábado é na churrascaria. Às vezes não acredito que Coca-Cola existe, quase viro teísta. Sou palmeirense, mas perdi a devoção pelo futebol. Que time vocês torcem? Amanhã tem bastante xerox pra ler, por enquanto ainda não tem. Vou aproveitar isso.
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junho 02, 2004
I am a Fotologger Nunca
I am a Fotologger
Nunca mais postei avisando a cada foto nova que subo, mas continuo atualizando diariamente o fotolog.
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Persona Meu primeiro filme do
Persona
Meu primeiro filme do sueco Ingmar Bergman consciente. "O Sétimo Selo" não gostei muito e até tinha esquecido que era dele. Gostei bem mais desse. Fotografias perfeitas em forma de filme. Expressões, gestos, monólogos e diálogos em silêncios precisos feitos com duas mulheres lindas. A dose de artê é alta mas não incomoda. É bonito de ver. Tanto que o motivo que estou pegando uns Bergman é por causa das fotografias espetaculares. Lembro de ter assistido alguns trechos na casa do Pinheiro que pareciam pinturas de tão perfeito. Já a história em "Persona" não é muito precisa. Dá pra criar várias interpretações em cima, mas não me esforcei muito pra isso. Deixei rolar apenas enquando via o filme. Quando acabou não quis ficar imaginando outras interpretações. Mas várias idéias legais surgiram. Sempre com os rostos lindos de duas mulheres em iluminações perfeitas. De 1966.
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junho 01, 2004
Ensaios do Nomínimo Bem legal
Ensaios do Nomínimo
Bem legal esse.
"Não há dúvida de que os brasileiros são bonitos de se ver, mas a coisa vai além da superfície. Tem-se a impressão de que, ao contrário dos americanos, eles se sentem confortáveis dentro de seus próprios corpos."
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Posted by parada at 11:05 PM | Comments (0) | TrackBack
O LOCO! Parabéns, Tainá. Conseguiu
O LOCO!
Parabéns, Tainá. Conseguiu instalar um meme como esse seu post "As Horas". Ficou muito engraçado.
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At Life's End James Estrin
At Life's End
James Estrin photographed and spoke with Oregonians registered under the state's Death With Dignity law.
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