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janeiro 24, 2005

The surest sign that intelligent

The surest sign that intelligent life exists elsewhere in the universe is that it has never tried to contact us. -Bill Watterson

Vou ficar sem computador por uma semana. Avisando pra ninguém ficar preocupado e perdendo tempo de vir aqui. Dessa vez espero sinceramente não ter um estiramento no pescoço enquanto estiver pegando um jacaré. Um abraço moreno a todos.
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janeiro 23, 2005

Finalmente saiu no Brasil pela

Finalmente saiu no Brasil pela Rocco a tradução do Trainspotting do Irvine Welsh. O filme é bom, mas acredito que as qualidades literárias do Irvine Welsh sejam melhores, mesmo nunca tendo me aventurado no scottish. Em livro parece que a mensagem da banalidade de jovens que preenchem o vazio de suas vidas usando heroína e se embebedando seja passada de forma mais forte e grotescamente engraçada do que num filme todo cúlt. A tradução é do Mojo e do Galera, de cara elogiada pelas ótimas adaptações das gírias e palavrões. Só por isso fiquei tentado em comprar. Mesmo tendo achado caro os R$ 43. Já estou guardando grana pro novo do Philip Roth que o Britto está acabando (e saiu o novo do McEwan, que me deixou interessado só pelo fato de ter um neurologista como protagonista). Mesmo assim parece que vale, heim. A capa ficou bonita.
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janeiro 20, 2005

Os últimos dois posts do

Os últimos dois posts do Joca estão bem legais. O quote do Mario Levrero e o debaixo.
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Meu primo Roberto Parada pediu

Meu primo Roberto Parada pediu pra eu ajudar a divulgar seu site com alguns dos seus melhores desenhos. Não é porque é meu primo não, mas o Roberto tem talento. Faz umas ilustrações bem legais. Pronto, Robertão, tá feito. Manda um abraço pro Alexandre.
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Chekhov gostava de trocar correspondências

Chekhov gostava de trocar correspondências com sua esposa Olga. Foram 800 cartas no total. Guardian Books comenta a vida dos dois. Leitura pra antes do cochilo depois do almoço.
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janeiro 17, 2005

Bonito. --------

Bonito.
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janeiro 14, 2005

"Informamos que serão processados também

"Informamos que serão processados também qualquer jornal, site na internet, revistas ou quaisquer publicações que, com ou sem autorização expressa do jornalista e da revista Veja, também publicarem o referido artigo, total ou parcialmente."

Jorge Furtado vai processar o Diogo Mainardi pelo sua coluna na última Veja intitulada "O Amaral Neto do petismo" . Com o trecho acima da nota publicada, Furtado até parece querer que o texto se espalhe pela internet - ou que todo mundo vá atrás pra ler, como eu fiz.

Como não quero ser processado também, não vou publicar o texto do Mainardi, mas posso mandar por email se algum amigo quiser.

Agora eu não quero perder os próximos Manhattan Connection pra ver se o Mainardi vai honrar a cadeira e desancar ainda mais o cineasta sulista, assim como fez o Paulo Francis quando a Petrobras o processou em 100 milhões de dólares.
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Só quando eu ver o

Só quando eu ver o site inteiro vou conseguir parar de navegar e de rir desse Engrish.com. Melhor senso de humor.
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janeiro 13, 2005

Folha Online informa: "A Igreja

Folha Online informa: "A Igreja Universal do Reino de Deus iniciou os trabalhos para a criação de um partido político controlado pelos bispos da denominação religiosa, o PMR (Partido Municipalista Renovador)."

Se esse negócio der certo no Brasil, vou ter que começar a duvidar do trabalho de Jesus e de sua família.
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janeiro 11, 2005

"Em relação à ficção, não

"Em relação à ficção, não estou escrevendo nada, nem tenho planos. Quanto à poesia, continuo escrevendo uns poucos poemas por ano, no meu ritmo normal; dentro de seis ou sete anos, se tudo correr bem, consigo fechar mais um livro."

Paulo Henrique Britto em entrevista ao Estadão dessa segunda dia 10. Ele está lançando seu livro de contos Paraísos Artificiais (Companhia das Letras) que começou a escrever em 1972. Já estou pensando em comprar sem consultar ninguém. Outro trecho da entrevista que fala sobre como os contos foram organizados:

"Quanto à organização, houve uma certa tentativa de colocar em primeiro lugar narrativas que tematizam o isolamento completo, depois contos em que o personagem central tem envolvimento um pouco maior com o mundo exterior, e por fim textos mais convencionais, com vários personagens interagindo."

Bem legal, heim?
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janeiro 09, 2005

Segunda vez que vejo uma

Segunda vez que vejo uma das minhas bandas favoritas como trilhas de reportagens do Fantástico. A primeira vez foi só o violão da A Sight to Behold do Devendra Banhart. Hoje rolou Mogwai com a I know who you are but what am I? na matéria sobre as três irmãs lindas de Campinas com uma rara doença nos rins que tiveram que escolher com qual das três o rim da mãe vai ficar. Escolha bastante apropriada.
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janeiro 08, 2005

Que isso e principalmente isso.

Que isso e principalmente isso. Os links culpados pelas minhas duas grandes risadas do dia.
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janeiro 07, 2005

Vi o DVD Collection d'O

Vi o DVD Collection d'O Poderoso Chefão. Quatro discos, três dos filmes e um só com extras. Em cada um dos filmes, que duram aproximadamente três horas, tem mais três de comentários do Francis Ford Coppola. Vi tudo. E o disco de extras tem tudo que se pode querer saber sobre o filme.

Não tinha visto nenhum deles. É disparado o filme mais bonito sobre família que já vi. Dá muita dignidade e um bom orgulho, além de deixar o sujeito mais homem: "De acordo com um estudo da Universidade de Michigan, homens que assistem ao Poderoso Chefão 2 tem aumento de 30% de testosterona, o que é bom para a libido." Vi agora no Dorinha, no post "auto-ajuda".

Nunca tinha visto tantos atores bons juntos num mesmo filme. E nenhum rouba a cena do outro. Todos são ótimos. Incrível como um dos maiores filme da história foi feito sobre uma puta pressão. Mas nada foi por acaso, gastaram-se quase meio milhão de dólares só fazendo os testes com atores. É muita gente boa reunida. E depois de ver tudo se percebe o quanto o próprio Francis é um baita personagem. Que personalidade mais querida tem o gorducho.

O trabalho de remasterização pro DVD ficou bastante impressionante. O som ficou em Dolby Digital 5.1 com uma boa distribuição das caixas, sem forçar a barra. A qualidade da imagem também impressiona, considerando que o filme é de 1972.

Não era pra existir o terceiro, mas a Paramount quis e o Francis aceitou. O Mario Puzo, autor do livro, queria que fizessem um quarto filme. Talvez um quinto, dava pra perceber pelo seu entusiasmo ao falar da trilogia. Mas talvez não fosse uma boa idéia. Já é demais o Francis conseguir reunir todos os atores e recriar o mesmo clima no terceiro filme, feito quase 20 anos depois do segundo.

Achei os três ótimos, a diferença da qualidade é quase imperceptível. Mas o primeiro tem o peso do charme e carisma do Marlon Brando. Não dá pra negar. A força e a dimensão que ele dá ao personagem é algo único. Nunca tinha visto ele atuando. O pessoal dizia que ele chegava pras filmagens todo jovial e alegre e depois de alguns minutos e da maquiagens parecia que tinha envelhecido uns 30 anos. E passava o dia todo assim. O dois já não tem a força de sua presença, mas o Al Pacino manda bem. No terceiro só achei a Sofia Coppola meio fraca. É o único ponto fraco - ela tem vários pontos altos também, fisicamente adoro seu lindo nariz grande e lábios tortos. Mas nada que chegue perto de atrapalhar a obra-prima.

Acho também que foi um dos filmes em que a fotografia mais me agradou. Gordon Willis mestre absoluto da subexposição. Ele que fez vários filmes com o Woody Allen depois. Só as obras-primas. Que me lembro o Zelig, Stardust Memories, Annie Hall e o Manhattan. A música também é bastante forte, feita pelo Carmine Coppola, pai do Francis, junto com Nino Rota, o gênio que montou as músicas de quase todos filmes do Fellini. É dele as músicas mais marcantes do filme. No DVD extra tem a reprodução de uma cassete do Francis de quando ele se encontrava com o Rota. Todos temas em piano, de chorar. Todas as bandas que aparecem no filme eram de músicos de verdade. Foi uma das exigências do Francis. Quase nunca se faz isso em filmes.

É o maior filme da história do cinema. E mesmo assim sei de bastante gente que ainda não assistiu. Vão atrás. Nenhum homem é mais o mesmo depois de conhecer Don Vito Corleone.
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Blog bem legal sobre artes

Blog bem legal sobre artes gráficas em geral: 100 Years of Illustration.
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janeiro 06, 2005

Dos comentários do post "Amor

Dos comentários do post "Amor Verdadeiro" lá do Pedro Doria:

Por que razão uma pessoa aceita ser coveiro? Um cotidiano de horror. Gritos desesperados de mães, pais, filhos, a beira do túmulo. Ou a dor sentida e muda, tão profunda e sólida que quase se pode tocar. Um bebê, alguém pode se imaginar sepultando um bebê e depois almoçar no bar da esquina? Mesmo que a miséria tenha forçado alguém a enterrar corpos para sobreviver, por que a coisa se alonga, as vezes por toda a vida? Mistério.

Vou tentar levar a indagação até o meu amigo Zequinha e se obtiver resposta compatilho aqui.

Encontrei o Ernani na rua esses dias e perguntei do Zeca. "Aquela coisa de sempre, bebendo pra caralho e enterrando gente." Ernani é o sujeito mais parecido com o MAD que conheço, sem o sorriso e mais bondoso. Dias depois vejo O Zeca passando em frente a cachaçaria de coturno, boina e óculos do Woody Allen. "Estou bêbado cidadão, não repara." Educado. Única pessoa do mundo que tem o direito de usar boina.
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janeiro 05, 2005

Nunca houve uma pessoa com

Nunca houve uma pessoa com cara de digna no mundo que não parecesse ridícula, sejam pescadores ou dentistas ou o que seja, e o trabalho de Sebastião Salgado basicamente consiste em gritar três coisas para seus fotografados: "Faz cara de digno aí", "Sofre mais bonito" e "Sofre naquela sombra ali".

É bom saber que existem pessoas com a mesma opinião que você. Não deixem de ver a sensacional Galeria Sebastião Salgado.
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- Ei, Renato, você é

- Ei, Renato, você é que brilha.

- Eu não. Estou pronto pra ser enterrado já. O senhor é quem brilha. Uns nascem pra brilhar, outros nascem pra ficar escondidos em casa sem conseguir nada na vida.

- Uns nascem pra brilhar, outros pra trabalhar. Vê se quando ficar famoso não vai esquecer de mim, heim.

(bate a porta e sai de casa)
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Portnoy discorre alternadamente sobre o

Portnoy discorre alternadamente sobre o passado - a infância de filhinho da mamãe, a adolescência dedicada acima de tudo à prática da masturbação e a tentativas frustradas de perder a virgindade - e sua vida atual - o relacionamento conflituoso com a amante bela porém semi-analfabeta, a separação e uma viagem a Israel que termina com a descoberta de que ele está impotente.

Hahahah.

A Cia. das Letras lançou uma nova tradução d'O Complexo de Portnoy do Philip Roth feita pelo Paulo Henriques Britto. Acho que comprarei, mesmo que até agora tenha colecionado uma indicação negativa sobre a obra. Alguém leu? Agora só falta relançarem o Teatro de Sabbath pra eu sossegar com o judeu. E parece que o novo dele, The Plot Against America, está pra sair pela Companhia. No mais, Dublinenses do James Joyce é sensacional, mas bom mesmo é fotografia.
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janeiro 04, 2005

This is a photolog of

This is a photolog of New York, with an emphasis on urban decay, strange signage, and general weirdness.

Bastante fotos e links legais. via stripped
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janeiro 03, 2005

'De que forma o senhor

'De que forma o senhor acredita que a psiquiatria está contribuindo para ver doença em toda parte? Comportamentos que antes eram apenas fora do padrão estão se tornando patologias?

Dizer que a psiquiatria classifica como patológico o que é desviante, fora do padrão, foi o que fez o movimento antipsiquiátrico das décadas de 60 e 70. O problema hoje é que "psiquiatrizar-se" virou o padrão. Hoje em dia quase todo mundo toma seu lexotan, seu prozac, seu viagra, seu xenical, etc. Os medicamentos e o discurso psiquiátrico não estão mais aí para reprimir, coagir, tirar a liberdade do desviante ou daquele que difere do padrão. Eles estão aí para nos esculpir, para melhorar a nossa performance e nos fazer suportar a loucura que é ter que mudar de padrão a toda hora para estar em dia com os estilos de vida que a moda nos impõe. No mundo atual a própria vida se tornou uma questão de moda e a medicina não só responde a isso como também fabrica essa subjetividade. A chamada "Lifestyle medicine" faz com que vivamos já no presente em uma sociedade composta em grande parte por indivíduos "fármaco-humanos".'

Carla Rodrigues do no mínimo entrevista o psiquiatra Adriano Amaral de Aguiar, autor do livro "A psiquiatria no divã - entre as ciências da vida e a medicalização da existência" (Relume-Dumará, R$26, 168 págs).
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janeiro 02, 2005

Fugindo das fotos totalmente desgastadas

Fugindo das fotos totalmente desgastadas que os periódicos nacionais trazem como resumo do ano em imagens, o New York Times dá um show com o seu The Year in Pictures.
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janeiro 01, 2005

Poesia, enfim, que despreza a

Poesia, enfim, que despreza a atração dos poetas pelos abismos - sejam visões existenciais, ou trejeitos lingüísticos - e que se detém, sóbria e serena, na superfície. "Nada de mergulhos. É na superfície/ que o real, minúsculo plâncton, se trai." Por isso, ele adverte seus leitores, o sofrimento - que catalisa tantos poetas que, ainda hoje, se julgam filhos de Rimbaud - não passa de um "nefando pingüim de louça". Aos que ainda esperam piruetas e mergulhos espetaculares, Britto é direto: "Que ninguém nos ouça: guarda esse escafandro, meu/ filho. Só o raso é cool. A dor é kitsch." Nesses versos, Britto ri dos próprios sentimentos, sobretudo dos "negativos", e da exacerbação a que os poetas costumam elevá-los. Ele usa o humor não como arma de destruição, mas como instrumento de revelação. (...)

"Macau", o livro de poemas do ótimo tradutor Paulo Henriques Britto, ganhou o prêmio Portugal Telecom 2004. Desbancou Chico Buarque, Augusto de Campos, Assis Brasil e Bernardo Carvalho. Em apenas 74 páginas. Parece que é coisa boa.
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