« agosto 2003 | Main | outubro 2003 »
setembro 28, 2003
Rock stars requests Smaller bands
Rock stars requests
Smaller bands can be demanding too. British band Mogwai once asked for a framed picture of Star Wars' Princess Leia. hshshs
--------
Posted by parada at 11:54 PM | Comments (0) | TrackBack
Dica de resenha Seria legal
Dica de resenha
Seria legal se alguém da Revista Bala fosse até o Festival do Rio 2003 pra assistir e depois escrever algo sobre os filmes Travellers and Magicians e o The Brown Bunny.
--------
Posted by parada at 05:25 PM | Comments (0) | TrackBack
setembro 27, 2003
Valdevino Iria pegar mal se
Valdevino
Iria pegar mal se eu não encontrasse o Walter aqui em Campinas. Então hoje ele acabou de trocar todo o telhado de sua casa e não ficou dormindo o resto dia. Fomos ao rodízio de pizza no Ritorno e comemos uma média de 15 pedaços cada um. O que pra mim foi tranqüilo. O mesmo não posso dizer pelo meu amigo. A Kátia comeu pouco e o Rafael que chegou depois ficou achando incrível a montanha de bordas em cima da mesa. Mas foi leve, na verdade. Comemos muito menos do que no dia que o Natas passou mal e o Capivara quase fez cocô nas calças. Depois fomos comprar cerveja no Pão de Açucar mas não tinha gelada. Vinho. Ficamos tomamos na agradável casa do Rafael e da Aline. Conversa legal, bebericando o vinho e ouvindo Coltrane. É um prazer socializar com gente assim. Legal rever o Walter. Feliz agora em sua terra natal.
Cheguei em casa e deu vontade de ouvir o Malcolm. Parece que faz uns cinco anos que ouço isso.
--------
Posted by parada at 12:52 AM | Comments (0) | TrackBack
setembro 26, 2003
Teenage Riot Esperando o tempo
Teenage Riot
Esperando o tempo passar até dar o horário da aula, desenterrei do fundo do armário a minha caixa de vídeos de bandas. Como eu gosto de vídeo de bandas. Vendo vídeos de bandas me sinto realmente um fã de músicas e de bandas. E jovem, me sinto jovem. No bom sentido. Na alegria e no sorriso no rosto. Besta, mas é sorriso. Tá, não preciso me explicar. Revendo os vídeos o que mais me agradou foi o clip da música "Teenage Riot" do Sonic Youth. Edição feita de cortes rápidos mostrando várias coisas da banda e de outros artistas ainda muito jovens. Tá todo mundo lá. O Neil Young aparece uma hora já com a costeleta enorme. Só hoje fui perceber ele lá. A melodia dessa música é alegria pura. Dá vontade de fazer bagunça com a rapeize. E por mais absurdo que pareça fiquei com saudades dos tempos de microfonia. Leandrei legal. Agora vou lá na faculdade assistir um filme. Samjaquimsatva ama você mais do que Deus ama. Tenham todos um bom resto de dia. Aproveitem.
--------
Posted by parada at 02:30 PM | Comments (0) | TrackBack
setembro 24, 2003
A king at night There
A king at night
There is hate in my heart / This is how my day starts / There is blood on my hands / From the murder of a man / This is how I start another day in my kingdom.
--------
Posted by parada at 05:20 PM | Comments (0) | TrackBack
On the path É uma
On the path
É uma pena que nem todos consigam entristecer-se para que possam ter a vaga noção do que realmente importa. --Bruno
--------
Posted by parada at 01:07 PM | Comments (0) | TrackBack
setembro 23, 2003
Sidarta Ser capaz de dizer
Sidarta
Ser capaz de dizer coisas profundas através de uma linguagem simples. É nisso que está a beleza desse livro. Gostei muito. Li as 124 páginas quase em uma sentada nessa manhã. Incrível. Simplesmente não cansava nem ficava chato. Fluia como o rio que o Sidarta aprendeu a ouvir tão bem. Ele que não é o Buda histórico, apesar do mesmo nome. Sidarta escolheu fazer sua busca espiritual sozinho, negando até mesmo em seguir o Buda e seus ensinamentos. Mas inevitavelmente aprendeu com outros mestres, tendo como o maior deles um balseiro que o ajudou a experienciar a beleza indisível da sabedoria que o rio manifestava. Sem mestre seria bem mais trabalhoso, percebe-se. E que trabalho. Hermann Hesse mostra bastante da filosofia indiana/hindu/budista. Às vezes torcia o nariz com aquele papo de alma eterna, mas nada demais. É muito bem mostrado o caminho percorrido por Sidarta até a sabedoria última. Aquela que está além do desejo de sempre querer saber mais, o que impossibilita de que a breça da sabedoria presente em todos os momentos seja experimentada. Bonito. "Acautela-te contra o excesso de inteligência." Leitura muito agradável.
--------
Posted by parada at 03:21 PM | Comments (0) | TrackBack
Viajantes e Mágicos Já chegou
Viajantes e Mágicos
Já chegou no Brasil o novo filme do Dzongsar Khyentse. Será exibido no Festival do Rio 2003, estréia dia 30 agora. Legal. Daqui um tempo já deve estar em São Paulo.
--------
Posted by parada at 09:18 AM | Comments (0) | TrackBack
setembro 22, 2003
Jornalismo Literário A Companhia das
Jornalismo Literário
A Companhia das Letras está lançando uma coleção de livros do gênero então chamado jornalismo literário. O primeiro a ser lançado é o grande clássico "A Sangue Frio" do Truman Capote. Li no Estadão de domingo que o Caco Barcelos leu esse livro mais de 20 vezes pra estudar o estilo que o Capote escreve. O cara ficou seis anos investigando um único caso pra escrever esse livro. Que pedreiro.
Pros interessados vale a pena ler aqui a matéria completa na Carta Capital sobre essa coleção.
...
Falando em livros, vou começar a ler o "Sidarta" do Hermann Hesse.
--------
Posted by parada at 10:21 PM | Comments (0) | TrackBack
setembro 20, 2003
Novo Dharmanet O Dharmanet nem
Novo Dharmanet
O Dharmanet nem chegou a morrer direito e já renasceu. Agora com um novo visual. Com novo servidor e até com um mini blog. Ficou bonito isso. Grande Elton. Pra pilantragem que visita isso aqui eu indico a seção Khyentse, mais precisamente os textos do único carinha lá que não tem cara de santo. É o Dharmanet de volta, issa.
--------
Posted by parada at 08:01 AM | Comments (0) | TrackBack
Being There Brilhante. Acho que
Being There
Brilhante. Acho que foi o filme mais bonito que já vi. Digno de ser chamado uma obra-prima da história do cinema. Agora quando alguém vier me perguntar qual os melhores filmes que já assisti, esse vai ser um dos que vou dizer.
Chance The Gardener nunca saiu de sua casa, onde é um jardineiro muitíssimo polido. Ele apenas sabe cuidar do jardim dessa casa e assistir televisão, sua única ligação com as coisas desse mundo. O dono dessa casa morre, e Chance agora vai ter que sair dela, onde passou toda sua vida. E assim sai pro mundo. Onde não conhece ninguém, não sabe pra onde ir, o que fazer e nem como conversar direito. Por mérito acaba dentro de uma mansão de um senhor já velhinho que é até amigo do presidente. Chance e seu jeito peculiar encanta as pessoas nessa casa, e se torna parte dela e da vida das pessoas dalí.
O bonito do filme está na personalidade de Chance (Chauncey). Ele é extremamente simples. Nem sabe ler. Mas nessa sua simplicidade há sabedoria. Uma sabedoria do apenas estar, como propõe o título. É nisso que está toda beleza do filme. Que também contém um humor em perfeito balance. Chance mantêm um orgulho da simplicidade que está além do ganhar e perder. Uma humildade não-fabricada, eu diria. E isso faz com que todos sintam-se bem de estar em sua presença. O velho dono da mansão chega a dizer que depois que conhecer Chauncey, a idéia de morte se tornou menos aterrorizante para ele. Fica impossível não lembrar do Zen. Que não conheço muito bem, mas creio que esse filme expressa toda a essência do Zen. A frase lema do Chauncey é: I like to watch.
Peter Seller faz um trabalho monstruoso interpretando o Chauncey. Um filme que dispensa comentários. É assistir e se sentir enriquecido pela experiência. Que pode ficar dias com vocês. Talvez meses. Talvez pra sempre. Baseado no livro de Jerzy Kosinski. Filme dirigido por Hal Ashby. De 1979.

--------
Posted by parada at 01:08 AM | Comments (0) | TrackBack
setembro 19, 2003
Homens, Santos e Desertores Li
Homens, Santos e Desertores
Li sobre essa peça do Mario Bortolotto depois que fui ver Kerouac e fiquei com muita vontade de assistir. Mas ela tava saindo de cartaz e fiquei na vontade. Mas li agora no blog do homê que vai ter reestréia dela a partir de hoje. Até 19 de outubro. Não perderei. Edufo, estou indo buscar minha meia que esqueci aí.
Serviço:
Espaço Cemitério de Automóveis
Rua Conselheiro Ramalho, 673 - Bela Vista
Tel : 3285-2850
Sextas e Sabados - 21h30
Domingos - 20h30
Ingressos : R$ 5 (estudante ainda paga R$ 2,50)
--------
Posted by parada at 02:25 PM | Comments (0) | TrackBack
Beles Just try to be
Beles
Just try to be a good person this week. We know, it's hard, and you'd rather put yourself first, think the worst of everyone, huff and puff at people getting in your way on the subway, complain that your lover never goes down on you, etc, etc. But just give yourself a week — okay, a day — to be kind to strangers, bite your tongue when you feel yourself start to bitch, and just be a giver in bed. This has nothing to do with your horoscope ('cause, trust us, your horoscope was super boring), but if you take our advice, we're sure you'll have a great week!
Nerve Personals.
--------
Posted by parada at 01:49 PM | Comments (0) | TrackBack
Live from mars O pessoal
Live from mars
O pessoal do surfe tava ouvindo Charlie Brown Jr. enquanto eu colocava a comida no prato. Quando sentei pra comer, o Chorão parou de cantar, e a música também! Já me senti um rapaz cheio de mérito. Comecei a comer e começou a tocar o CD duplo ao vivo do Ben Harper, o Live from mars. Grande disco, fazia tempo que não ouvia. Me dei bem. Fiquei batendo o pé no chão. Só encheu o saco o mosquito bate-bunda que ficou esse tempo todo batendo no vidro da janela tentando sair do recinto. E o calor. Tomei Sprite hoje. Agora mesmo vou até a faculdade. Hoje o Geribello vai passar o Trainspotting. Vou ver de novo, sem problema, é legal. Pego carona com o Luis e chego em Ribeirão umas nove e meia. Flá, compra umas esfirras do Habibs pra quando eu chegar.
--------
Posted by parada at 01:40 PM | Comments (0) | TrackBack
Sabotagem Sempre que ouço falar
Sabotagem
Sempre que ouço falar do rapper Sabotagem, seja pela música, pelo filme ou pelos comentários de amigos sobre a banda Instituto, acho estranho como ninguém mais falou sobre sua morte. Não vi nenhum jornal dando mais notícias sobre o caso. Simplesmente morreu a história. Se tivesse acontecido com algum filho de deputado ou um jornalista da Globo, achariam os culpados nem que fosse através do peido deixado no local do crime. No caso do Sabotagem, que era preto e da favela, arquivaram as investigações e não se fala mais nisso. A Carta Capital percebeu isso e resolveu ir atrás. Deu nessa matéria.
--------
Posted by parada at 10:42 AM | Comments (0) | TrackBack
Café da manhã Pobre Ermano.
Café da manhã
Pobre Ermano. Tava tomando meu café da manhã e ele chegou todo estranho. Dava pra ver pelo rosto sério e inclinado pra baixo. Tinha dormido em cima do braço. Que ficou por inteiro dormente e demorou pra voltar ao normal. Ficou com medo e imaginando como era ser aleijado. É melhor cortar, cara. O peso que fica é muito ruim. Fazia mó força e mexia só o dedinho um pouco. Acabou por dizer que Tem que agradecer a Deus mesmo. Pronto, já agradeci, agora ele tem que me ver um dinheiro. E foi. Tomar café da manhã a refeição mais prazeirosas pra mim.
Ontem depois de ver o Hannan.. nem consegui estudar direito pra prova de Teorias Políticas. Fico todo incrível depois de ver essas coisas, cheio demais pra me concentrar em outras coisas. Acontece. Fiquei pensando que tinham que ensinar coisas como esse filme ensina lá na faculdade. Aquilo tudo não ajuda ninguém pra nada. Mas sabia mais ou menos a matéria. Fiz até bem a prova, mas é sempre deprimente quando tenho que fazer provas teóricas na faculdade. É impressionante como não consigo organizar uma idéia e colocá-la no papel de forma normal. Me sinto realmente um mongolóide semi-analfabeto. E não estou forçando a barra. A única coisa que dá pra tirar disso é ficar humilde. Engraçado que esses dias lá o Thiago brincou comigo dizendo alto Parada, O Eclético. Porque parece que sei de tudo. Ah, vai sacanear a tia. E já disse que em qualquer lugar que eu comece a freqüentar e ficar conhecido da rapazeada todo prouncia parada da mesmo jeito? É incrível. Eu me daria bem sendo goleiro de futebol.
O blog esses tempos teve um aumento significante de visitas. Chegou a bater 230, seguindo média de 150 visitas por dia. Era 50 um tempo atrás, o que já achava muito pra raça do Samjaquimsatva. Não sei se agradeço ou mando embora esse povo. Acho melhor agradecer. Obrigado, heim. Hshs. Que horror. Mas é. Por mais que rascunho aqui só quando tô com muita vontade, não ter visita alguma diminuiria um pouco a diversão. Mas ainda é muito estranho pra mim quando vejo que pessoas como o Mário e a Fernanda, entre outros, passam por aqui. Nem conheço esses caras, mas só ouvi falar muito bem deles. E eu aqui. Se bem que até hoje não acostumei nem a amizade que tenho com pinheiro y mojo. Mas é legal pra caralho ter ficado amigo desse povo. O que de certa forma foi através desses escritos cabulosos, o paradês, que entrei em contato com esse povo. Sei lá, devo ter crises de culpa pensando nessa gente que vem aqui e dá de cara com essa xaropada toda. Não faço nada de relevante a não ser às vezes tentar ser bom com minha família. Mas foda-se, vem porque quer. E fico feliz que através disso posso entrar em contato com essas pessoas tão massa. É como se não fosse 100% inútil isso aqui. Mas valeu, senhoras e senhores. E podem dizer que sou bizarro que digo que vocês são mais, mais uma vez. Abraços.
--------
Posted by parada at 10:08 AM | Comments (0) | TrackBack
setembro 18, 2003
Hannah and Her Sisters Que
Hannah and Her Sisters
Que coisa, heim. Ele conseguiu denovo. Mesmo estando familizarizado com o universo do Woody me surpreendi com esse. Pela quantidade de coisas boas que ele reúne. Todas as atuações, fotografia, trilha, enredo, tudo muito bom. Creio que esse agrade até mesmo quem não é chegado nos filmes dele.
Nesse ele é neurótico, hipocondríaco e com problemas existencialistas. E através dos relacionamentos de Hannah e suas duas irmãs que se fala sobre paixões, traição, culpa e uma série de coisas que sempre acontecem com gente que faz merda como a gente. Ele se repete mais uma vez, pode dizer. Sim, mas ele pode. Ele sabe fazer isso. Sempre diz as coisas de uma maneira diferente, com uma montagem diferente. Nesse as emoções são muito bem exploradas. A crise existencial, por exemplo, foi a mais emotiva que já vi dele. Assolado pela idéia da morte e da finitude da vida, até pensei na possibilidade dele chegar a chorar. Adorável o monólogo dele caminhando ao lado de um rio onde as pessoas fazem exercícios. Depois isso fica engraçado quando ele tenta ser católico e depois hare krishna. Tamanha a ausência de sentido que é a existência ele tentando ser religioso. Tem até tentativa de suicídio. E poxa, nem falei da Hannah e suas irmãs e seus problemas e seus amores. Que é o ponto central da história. Agora deixa pra lá.
O filme é sobre a redenção dos vários personagens. E nisso está toda sua beleza. Acabou e fiquei com aquela vontade de fazer coisas boas sem a menor pretensão do mundo. Aquele lance de como a vida é preciosa é o grande presente do filme.
Outra coisa que ele sabe fazer muito bem são cenas de pessoas caminhando. Nesse filme há paisagens lindíssimas de Nova Iorque, mais uma vez. Ele pode repetir isso que sempre vai ser bonito, um prazer de ficar vendo. A trilha sonora é um show a parte. De tremenda importância nas 1h40min de duração. Quero ver se baixo, até. Sem dúvida entre os melhores dele, junto com Manhattan e Annie Hall. Contando que é o menos woodycore deles. Se é que posso falar assim. Mas veja, vai ser bom pra ti. De 1986.
--------
Posted by parada at 11:26 PM | Comments (0) | TrackBack
PD Personalidade Esquizotípica - "marcada
PD
Personalidade Esquizotípica - "marcada por déficit de competência social e interpessoal e excentricidades no plano das idéias, da aparência e do comportamento; idéias de referência são comuns, assim como crenças estranhas ou pensamento mágico, distorções cognitivas ou perceptivas, pouco desejo por ou capacidade para relações próximas com outros, ansiedade social excessiva, suspeitas ou até idéias paranóicas. Difere da esquizofrenia, à qual está relacionada, por ter apenas episódios psicóticos passageiros, se houver algum";
Não curto ler essas definições de distúrbios de personalidade.
--------
Posted by parada at 09:12 PM | Comments (0) | TrackBack
The Unsexy List O staff
The Unsexy List
O staff da Nerve fez uma lista de 50 coisas, digamos assim, broxantes: mensagens instantâneas, Tolkien, Nu Metal, Valium, pessoas perfumadas, fetiche por fumantes, blogar sobre sua vida sexual, ter gatos, adolescentes e Coldplay são alguns dos ítens dessa lista. Engraçado e verdadeiro.
--------
Posted by parada at 02:31 AM | Comments (0) | TrackBack
setembro 17, 2003
Mindwalk Pensava que o nome
Mindwalk
Pensava que o nome era Turning Point. Em português ficou com o mesmo nome do livro baseado, O Ponto de Mutação do Capra. Tem que estar no clima pra assistir. Duas horas e pouco de diálogos entre uma cientista, um político e um poeta. A tal da nova visão holística das coisas é apresentada. Discutem a natureza da realidade, física, ciência, política, compromissos, ecologia, mudança social, e por aí segue. Tem diálogos legais de se ficar acompanhando, como dos lances da atomística, por exemplo. O filme pode mover alguém no seu propósito? Sei não. Nem sei o impacto que o Capra teve no Ocidente. Nem me interesso. Talvez possa beneficiar eruditos de alguma forma. Pra mim só foi legalzinho e ajudou a passar mais rápido a aula de filosofia.
--------
Posted by parada at 10:56 AM | Comments (0) | TrackBack
setembro 16, 2003
Rest your mind Qualquer lugar
Rest your mind
Qualquer lugar é um bom lugar quando se está ouvindo M. Ward. Mesmo num lugar nada legal, cheio de gente falando o tempo todo, ouvir isso me dá uma tranqüilidade incrível. Como é bom essas canções que não ficam reclamando que algo está faltando.
Ficar calmo é ainda um dos meus maiores prazeres.
--------
Posted by parada at 11:19 PM | Comments (0) | TrackBack
Husbands and Wives Esse é
Husbands and Wives
Esse é um filme do Woody em que as coisas tristes não são engraçadas. São só tristes mesmo. O Woody humorista sai um pouco de cena. Sem dúvida o filme mais sério que vi dele. Talvez o mais, creio eu. Toda história começa depois que dois casais amigos estão pra sair na noite até que de maneira extremamente pacífica e normal um dos casais diz que está pra se separar. O que gera uma certa revolta do outro casal que está 'bem'. E seguem cenas extremamente deprimentes de casais em crises, que estão se separando ou no caminho de. O filme foi me deixando surpreso, pois não há quase nenhuma cena prazerosa de se ver. Algumas, mas digo depois. E isso significa que as atuações são bem realistas. O uso de uma câmera de mão em faz com que algumas cenas pareçam ainda mais a vida real do que apenas uma cena de um filme no cinema. A maneira como treme e os takes que ela pega são bem legais e não tive tonturas com sua movimentação livre. Curti. Há um pouco do estilo documentário nesse filme também, como no Zelig, mas com menos intensidade. Os personagens mais parecem estar num num analista. As brigas e diálogos dos casais são repugnantes, podendo deixar um certo medo de passar por algo parecido. No final até rola uma redenção de leve, o que deixa a mensagem do filme um pouco menos triste. Boas atuações. Sydney Pollack em grande performance, muito bom mesmo. A beleza do filme fica pra Juliette Lewis. E Woody não perde a chance de fazer cenas belíssimas com ela. Uma que adorei, só que é extremamente banal é a do táxi, onde durante a conversa sobre o livro a câmera fica constantemente filmando seu rosto por um longo período, até mesmo quando o Woody fala. Aquilo é o olho de Woody Allen. Maravilhoso. Por sinal, que bela testona. Outra cena incrível com ela é a do beijo sob a tempestade de relâmpagos. Talvez a cena mais bonita de beijo do cinema. Só ela vale a acidez do filme. As cores e contraste que dão no clarão dos relâmpagos é incrível. Fiquei boquiaberto. Como ele sabe fazer bem cenas de chuva. Um filme diferente dele. Não é prazeroso mas mesmo assim achei bom - porém não tem nenhum ensinamento legal e nem diverte. De 1992.
--------
Posted by parada at 04:58 PM | Comments (0) | TrackBack
A Qualhada Qualhar qualhou. O
A Qualhada
Qualhar qualhou. O gosto tá bom. O problema é que ficou mole. Ficou muito mole. Tá como um leite mais grosso. A água que solta tá toda misturada, e não apenas por cima. O problema deve ter sido a isca. Só pode ter sido a isca. Congelei ela lá na vó Mariquinha e quando cheguei em Campinas tinha descongelado por completo e estava bem mole. Foi isso. Não tem outra forma de errar fazer qualhada, é fácil demais.
Minha tia falou que dá pra fazer com iogurte natural. Que dá certo igual. Mistura dois copos de iogurte em um litro de leite morno pra quente. Coloca numa vasilha, enrola num pano e deixa 12h ou mais descansando num lugar tranqüilo. Daí é só abrir, colocar num copo, pouquinho de açucar e se deliciar. Faz muito bem pra saúde. Mas era pra ter ficado durinha, maldita isca mole. Se alguém tiver alguma dica do que fazer com minha qualhada mole, agradeço. Senão mais tarde vou dar ela pro meu amigo ralo.
Que vontade de comer qualhada.
--------
Posted by parada at 12:12 PM | Comments (0) | TrackBack
setembro 14, 2003
Libertei um livro Pois é,
Libertei um livro
Pois é, esqueci de contar. Libertei o Notas de Um Velho Safado do Bukowski. Não é um livro que tenho muito apego. Seria mais emocionante se largasse um que sentiria a falta depois. Mesmo assim achei esse bastante adequado para o fato. É um bom livro, de fácil leitura e que pode sacudir o vivente.
Chegando na faculdade, peguei ele na mochila e fiquei esperto pra soltá-lo sem que ninguém visse. Joguei num banco circular que tem uma pequena árvore no meio. Pareceu um bom lugar pra ler. E segui em frente, olhando pra trás e vendo ele jogado lá. Fiquei de olho, até que um cara sentou e viu a existência do livro alí. De primeira não pegou pra ver. Subi pra aula. E lá de cima vi o mesmo cara lendo o livro! Ficou um baita tempo lendo. Foi emocionante. Daí entrei pra aula. Quando saí nem o cara nem o livro estavam mais lá. A dedicatória que fiz ficou massa.
E muita gente tava sabendo disso, saiu nos jornais e tal. A maioria das pessoas que conversei sobre só implicaram com a idéia. Mas eu gostei. Tomara que pegue. Legal mesmo deve ser ENCONTRAR um livro liberado.
--------
Posted by parada at 12:04 AM | Comments (0) | TrackBack
setembro 13, 2003
Un chien andalou Filme de
Un chien andalou
Filme de Luis Buñuel com parceria do titio Salvador Dalí. De 1929. O chamado cinema surrealista. Lembra Lynch. Blue Velvet, talvez. E mesmo se o sujeito não suporta toda pamonha surreal há de se convir que esse filme é uma obra prima do seu tempo. Primorosas seqüências das cenas. Artê total bombando o verão. Com seus perfeitos 16 minutos de duração. Mais que isso ficaria chata a fixação onírica bizarro escatológica dos caras. Que hoje nem choca, mas que no filme é legal pelo artê. Belas formigas saindo da mão do cara. E a clássica cena da navalha cortando o olho. Filme mudo, mas vi uma versão orquestrada.
--------
Posted by parada at 04:13 PM | Comments (0) | TrackBack
American Pop Filme que conta
American Pop
Filme que conta a história da música na América através das quatros gerações de uma família de músicos. Começando um pouco antes da Primeira Guerra e indo até o início dos anos 80. Big bands, jazz, swing, blues e rock. Por tentar englobar tanta coisa, o contar da história ficou um pouco prejudicado. É dado muita mais ênfase na época de Janis Joplin, Jimi Hendrix do que na história do blues, por exemplo. O que me incomodou um pouco. Inteirinho animado pelo processo de rotoscopia. Que nem o "Waking Life". Com algunas inserções de imagens reais das épocas. O que deixa tudo muito bonito e engraçado. Os traços dos desenhos vão mudando durante o filme. Não se cansa de ver. Há muitas referências nas artes nos desenhos. Como na hora em que o palhaço fica vendo a striper tirando a meia no camarim. Aquilo é de algum artista francês, já vi mas não sei nomes. Só achei que a qualidade da animação cai um pouco no final. Mostra demais a coisa hippie psicodélica. Nunca vi algo de legal feito pra demonstrar uma experiência psicodélica. Vai ver a própria droga que é cafona, mesmo. Mas se esquece que está vendo uma animação na maior do tempo. Fica claro no final o lado trash da época hippie. Mesmo não curtindo, reconheço que o lance trouxe coisas boas, mas no filme mostra que para os ídolos dessa geração a coisa foi triste. A Janis Joplin sempre que aparece está bêbada e chapada, meio ridícula pacas. Mas confesso que pela primeira vez na história emocionei ouvindo uma música dela. A trilha é o principal, só grandes clássicos. Rolou até The Doors, David Bowie, Sex Pistols e até um cara que acho que era o Billy Idol. O Prof. Geribelo colocou o som alto pra caralho. E ficou sentado na frente as caixas mó tranqüilão. Na seqüência final teve gente que chegou a tampar os ouvidos. Bizarro e massa. Filme legal de ver, mas nada de espetacular. Do diretor Ralph Bakshi, 1981.
--------
Posted by parada at 02:56 PM | Comments (0) | TrackBack
setembro 12, 2003
Zelig Chegaram mais filmes do
Zelig
Chegaram mais filmes do Woody Allen. Urrou! Comecei pelo Zelig. A idéia de fazer um falso documentário pra contar a história do homem camaleão Leonard Zelig (Woody Allen) foi sensacional. Nunca ouvi falar em nada feito do tipo. Leonard Zelig mudava de aparência só de ficar na presença de outras pessoas. O que só acontecia com homens. Por exemplo, se ele ficava perto de psiquiatras, falaria e agiria perfeitamente como um. Se ficasse com gordos, ficaria gordo e agiria com um. Sendo descoberto pela psiquiatria, Leonard Zelig se torna um uma celebridade e ídolo nacional, encontrando com várias pessoas famosas de seu país. Ao mesmo tempo, sua terapeuta é a única que liga pra ele e tenta curá-lo desse seu bizarro problema.
A maneira como gravaram e montaram esse documentário é incrível. Tudo como aquelas gravações de 1920, com os cortes em colorido para os depoimentos atuais das pessoas já velhinhas. É tão perfeita a semelhanda do filme com os da década de 20 que só usando o mesmo equipamento da época ficar assim. E foi o que o Woody fez. Dizem que ele terminou dois filmes enquanto acabava de montar esse. Deve ter sido um trabalho doentio. Que ficou muito bom e que qualquer um pode perceber que o cara é um gênio quando se trata de fazer filmes. Zelig entrou pra lista dos melhores filmes que já vi dele.
O humor é delicioso. Atuação do Woody fabulosa. Ri horrores na cena do Hittler. Nas cenas das seções de hipnose que sua terapeuta lhe passava tentando descobrir as raízes de seu problema. Quando ele aparece com um braço semi erguido dizendo coisas, como é engraçado. Depois até cheguei a começar a pensar sobre essa coisa de agir de maneira diferente quando se está na presença de certas pessoas. É algo interessante de se pensar, mas desisti logo. Baita filme. Tem que ver. De 1984.

Posted by parada at 11:11 AM | Comments (0) | TrackBack
Sobre Crianças Adultas Vocês leram
Sobre Crianças Adultas
Vocês leram o texto "Onze anos..." do Marião que coloquei o link alí embaixo, né? Se não, aconselho. O Marião é um cara já adulto e tem uma filha. Seria legal alguns pais que passam por aqui ler aquilo. Só reinterando porque sei que tem gente ocupada pacas que às vezes entra aqui rapidão. Eu não tenho nada a acrescentar ao texto do Mário. Só lembrei que tempo atrás conversávamos eu e meu primo sobre exatamente isso, crianças que querem parecer como adultos, enquanto comíamos carne e tomávamos cerveja junto com minha vó. A gente chegou no assunto que a molecada de hoje não tem escolha. Pulam das brincadeiras de crianças direto pras boates, cervejas e mulheres. Querem ser como os 'adultos', mas ainda acham o gosto da cerveja muito ruim e não sabem o que é legal em uma mulher. Só viram na Malhação como as coisas funcionam e tomam isso por base. Até meu primo que é um porra louco fica chocado com isso. Ele é barman de uma boate. Que entra menor sem problema. Moleques de 15 anos e tal. Diz que dá dó vendo moleques toda noite enchendo a cara. Perdidos pra caralho, dando risadas tristes. Mas não se divertem com o porre. Não se divertem com as meninas. Não sabem como tratá-las. Como se comunicar com elas, apenas conversar. Por isso que nunca teve tanto marmanjo idiota no mundo. Caras que não crescem nunca. São apenas essas crianças que cresceram. Daí eu e meu primo lembramos das festas dançantes (nem lembro como chamavamos o troço) que fazíamos no quintal da casa da minha vó. Ela nem ligava. Era só deixar as portas fechadas e levar um copo de cerveja pra ela de vez em quando que tava tudo certo. Sim, neguinho já bebia, mas eram poucos, nem chegava a incomodar. Eu devia ter uns 13 anos na época. Dançar com uma mina que já estava formando uns peitinhos era a maior alegria. Poxa. Tudo aos poucos, foi saudável aquilo, sorte. Hoje dá pra ver como em poucos anos as coisas mudaram pra cacete. Acabou tudo. Meu irmão tá com essa idade hoje. Um pouquinho mais velho, eu sei, mas nessa fase. E vejo como ele tá fudido. Acho que minha irmã pegou esse negócio de crianças querendo ser adultos, também. O meu irmão no começo tentou ir junto com seus amigos pra boate e tal. Mas depois começou a achar tudo aquilo meio sem sentido e parou com a coisa. E o cara agora simplesmente não tem outra coisa pra fazer. Fica lá, perdidão, sem saber pra onde ir e o que fazer - se bem que ele tá arranjando coisas pra fazer como trabalhar na rádio! O que de certa forma é muito foda, mas que hoje em dia, de certa forma, isso é ter sorte. E com certeza essas Xuxas, bandas de axé e TV influênciam horrores a sexualidade das crianças. Como disse o Mário, Essas merdas de Malhação, Novela das oito com garotinhas conversando como adultas e o caralho. Lembro de dois dias que me senti realmente mal vendo vendo tv. Uma vez foi ver um concurso de mini garota do tchan no programa do Raul Gil. Outra foi ver um programa da Xuxa chamado Criança Inocente. Adolescência já é um troço problemático e chato. É uma merda não saber o que você quer ser. Ou ser absurdamente influênciado pelas atitudes da massa - o que de certa forma somos até hoje. Na adolescência eu era um cara revoltado pacas. Mesmo não mostrando isso pra minha família e a maioria dos amigos, se é que fingia bem. Mas era uma máquina de ficar falando mal de tudo e de todos. De achar o medíocre e a falso em tudo. Ficava com raiva da merda toda que me cercava. O que de certa forma essa raiva e indiguinação era um tipo de inveja sutil, hoje percebo. Hoje, quando olho pra isso tudo é até difícil ficar com raiva. Rola indiguinação, mas não raiva. Ok, às vezes. Mas se realmente olharmos pra essas pessoas, é difícil ficar com raiva. São uns miseráveis que fazem aquilo porque é melhor que conseguem fazer. São as crianças querendo ser adultas que apenas acabaram sendo adultos que parecem crianças. E me perco totalmente escrevendo mais de cinco linhas. Vou parar por aqui. Tomara que meu irmão, que a filha do Marião e que toda essa criançada de hoje encontre coisas boas pela frente. Vai ser foda, mas creio que sempre vai ter uma cambada de pessoas legais por aí. Tem que se mexer. Boa sorte.
--------
Posted by parada at 09:51 AM | Comments (0) | TrackBack
setembro 11, 2003
Poesia, credo O site do
Poesia, credo
O site do Vinícius de Moraes tem sua obra completa pra leitura livre. É só ir clicando. Mas hmmm. Não lerei. Não conheço. Se tiverem alguma dica, agradeço. (via doria)
--------
Posted by parada at 08:38 PM | Comments (0) | TrackBack
Cem Anos de Solidão Acabei
Cem Anos de Solidão
Acabei de ler este que é o mais famoso livro do escritor colombiano Gabriel García Márquez. Comprei da coleção que a Folha está lançando toda semana por um bom preço. Esse foi R$ 11,50. E realmente é uma obra-prima. Baita livro. Que não tem uma leitura muito fácil. É preciso um pouco de disciplina pra ir lendo. Como o Viagem ao Fim da Noite, do Céline. E creio que essa linguagem seja importante no que o livro busca comunicar.
O romance conta a história da família Buendía. Onde em Macondo, uma cidade misteriosamente condenada à miséria, o Coronel Aureliano Buendía promoveu 32 revoluções e perdeu todas. Requer concentração pra acompanhar as histórias das gerações dos Buendía. Fica fácil se perder diante de tantos nomes que vão surgindo. Mas como diz na contra-capa do livro, vale a pena deixar se confundir sendo que a repetição excessiva de nomes aumenta as sensações de solidão e miséria. O que a narrativa, de certa forma, tenta suavizar através de certa frieza no contar dos fatos. Mas está tudo lá. É só ver.
A história é recheada de acontecimentos fantásticos e absurdos. Vou demorar pra esquecer algumas cenas. Como a do massacre e a dos insetos. O final é muito bom. Mostra bem a situação do homem no mundo. É triste. Solidão. Só que percebendo isso através de um belo livro como esse se fica com uma estranha sensação de recompensa.
--------
Posted by parada at 05:49 PM | Comments (0) | TrackBack
Your bones gotta little machine
Your bones gotta little machine
Não me parece uma boa idéia essa do Pixies voltar a fazer shows e gravar um possível álbum em 2004. Mas se rolar mesmo vai ser impossível deixar de ver no que deu. Já gostei muito de Pixies. Hoje não ouço mais. Porém tenho aqui o Surfer Rosa, Doolittle, Bossanova e o Death to the Pixies, o duplo ao vivo bom pra cacete. Gastei mó grande por esses cedês. Encomendava e viajava até Ribeirão pra colocar minhas mãos neles. Era massa chegar em casa e ficar ouvindo. Hoje tem a internet, issa. Enfim, tomara que eles tenham algo de bom pra mostrar. Eles bem que souberam parar no momento certo. Algo que eu ficaria imensamente feliz se o Bad Religion tivesse feito.
--------
Posted by parada at 02:15 PM | Comments (0) | TrackBack
Sonhei Que andava de ônibus
Sonhei
Que andava de ônibus por São Paulo. Muitas baldiações, lugares desconhecidos. Cai dentro do programa do Cazé Peçanha. Ele me pediu pra participar, todo educado, me chamando de Parada até. Pensei que ele lia meu blog. O programa era tão ruim que no meio do negócio saí correndo pelos estúdios da MTV. Depois uma densa massa de pão começou a crescer dentro de minha boca. A massa ia crescendo que não parava nunca. As pessoas viam e achavam comum. Por isso fiquei tranqüilo. Infiava a mão na boca, andando rápido pelos corredores da MTV e jogava pedaços de massa de pão pelas ilhas de edição e qualquer coisa que encontrava na frente que achava valioso. Encontrei a Soninha sentada com um fone de ouvido e fazendo mil coisas cheia de papéis na mão. Mesmo assim conversou comigo, atenciosa. Encontrei o Clóvis sentado junto com um pessoal. Me xingou e riu como sempre, aquele japonês. Encontrei Eduf. Tava na hora de irmos ver uma peça do Marião. Depois ia ter lançamento da Livros do Mal de um autor norte-americano que esqueci o nome. Encontrei minha vó na casa dela. Estava bem e conversamos. Meu primo mostrou o seu iMac cujo a tela brilhava de uma forma impressionante. O tio Leno estava lá. Me lascou um dos clássicos ultra beliscão na bunda com sua sutil mão de mecânico. Doeu pacas, mas como sempre todos nós rimos. Durou muito tempo tudo isso. Acordei cedo mais tava frio. Então dedici ficar mais tempo na cama, quieto, coberto e olhando pro teto. Puxei o cobertor e dormi mais um pouco. Vidão. Continua ventando gelado e vou pegar um ônibus até o centro.
--------
Posted by parada at 10:35 AM | Comments (0) | TrackBack
Sem comentários "Onze Anos" Não
Sem comentários
"Onze Anos" Não Voltam Jamais.
--------
Posted by parada at 10:02 AM | Comments (0) | TrackBack
Nós não cansamos de dizer
Nós não cansamos de dizer
"New Paths to Helicon 1", do Mogwai, é uma das coisas mais lindas produzidas pelo ser humano. E quanto mais aumenta o volume, mais linda fica, sem limite. Gal
--------
Posted by parada at 09:44 AM | Comments (0) | TrackBack
Escolas Analfa A leitura feita
Escolas Analfa
A leitura feita na escola é chata porque é profissional, porque continua sendo usada para passar ideologias, conteúdos etc. Não se lê na escola com o fim único e exclusivo de formar leitores, e sim para passar português, história, geografia. Assim, dá-se uma “utilidade” a esse hábito que, sem esse conteúdo, ele pareceria não ter. Aí está um primeiro contrapé em que se pode pegar a escola, essa não-leitora. Se ela tivesse o hábito da leitura de literatura, saberia que é na sua aparente inutilidade que a leitura é de fato útil, pois é nessa “inutilidade” que ela discursa contra um mundo prosaico e utilitarista.
Jéferson Assumção, apud Prof. Pellizzari.
--------
Posted by parada at 12:20 AM | Comments (0) | TrackBack
setembro 10, 2003
Koan Isso é uma casa
Koan
Isso é uma casa de família.
--------
Posted by parada at 04:00 PM | Comments (0) | TrackBack
Porra Nenhuma Acabei de ler
Porra Nenhuma
Acabei de ler esse belo post do Marião. Vou até colar ele aqui. E vão se danar:
Tava lendo hoje na Playboy que as mulheres agora estão cada dia mais interessadas em sexo casual. Ou seja, elas querem mais é trepar e sair fora, não deixar telefone, não marcar segundo encontro e nem deixar qualquer pista de sua gloriosa existencia. Os homens sempre gostaram de agir dessa maneira e agora elas estão indo à forra, segundo suas próprias palavras. Elas querem mais é usar e sair fora. E assim como os homens, na hora da "caça" (que expressão "bonita", hein?) elas também são atraídas únicamente pelo físico. Quer dizer, os caras visam as gostosas. E elas gostam de caras com abdomem definido e bonitinhos. E não querem saber do cara falando muito. E ainda segundo a Playboy, sujeitos com barriga de cerveja, cabelo desgrenhado e calças velhas tem chances infímas com essas "novas" mulheres. Então isso quer dizer, que se eu não fosse casado, me transformaria no maior punheteiro do planeta, sim, porque não há qualquer possibilidade mais remota de eu parar de tomar cerveja, pentear os cabelos e comprar calças novas. Dia desses eu conversei com um cara. Quer dizer, tentei entabular com ele uma conversa mínima que não exigisse muito de seu deficitário Q.I. O tipo de cara que fica horas diáriamente se matando em uma academia, depois vai ao salão de cabelereiro e só anda na estica. Aí eu perguntei pra ele: "Cara, você gosta mesmo disso?" O cara respondeu: "O que?" Eu disse: "Essa merda toda. O tempo que você passa na Academia se matando ouvindo essa FM insuportável, frequentar uma merda de um salão de cabelereiro e essas boutiques nojentas...ah, você sabe, a merda toda." O cara respondeu: "Olha, eu gostaria de não ter que fazer tudo isso. É muito empenho. Mas vale o sacrifício." Eu já tava meio que passando mal. Falei: "É mesmo, é? E porque?" O cara respondeu sem nenhum constrangimento. Eu diria até que ele falou com o mó orgulho: "As mulheres adoram. Elas pagam o mó pau pra minha aparencia." Puta, cara. Vai tomar no cu. Há certas coisas que eu simplesmente não consigo entender. E convenhamos, se é preciso tanto sacrifício para comer umas vacas desse naipe (que se sentem bem por parecerem com os homens justamente no que eles tem de mais escroto), eu devo admitir que ficaria muito feliz em total estado de abstinência admirando uma foto de Lauren Bacall na parede do escritório. Tá tudo certo. E por companhia uma atraente caixa de latinhas de cerveja. Ah, vão se foder.
--------
Posted by parada at 02:52 PM | Comments (0) | TrackBack
Frases Digestivas Sol em São
Frases Digestivas
Sol em São Joaquim. Campinas segue nublado. Faz tempo que essa cidade não sai do luto e ajuda a esquentar a água das piscinas. Na serra gaúcha nevou hoje. De verdade. Por pouco tempo, não dando pra deixar tudo branco. Esses dias deu saudade eu coloquei pra ouvir a trilha sonora do Straight Story feita pelo monstro Angelo Badalamenti, e quando olhei pela janela tava caindo um monte de cinzas de queimadas de cana, rodopiando pelo céu. Eram muitas por todo céu. Sujou pra caralho depois, tive que sair varrendo, mas não posso negar que foi bonito pacas. Parei com o que tava fazendo no computador e fiquei vidrado naquilo, não conseguia parar de olhar. Foi a música. Imaginei então como deve ser massa ver nevar. O nublado está muito agradável. Às vezes que chuvisca muito pouco. Previni e fui almoçar com o guarda-chuva pendurado no bolso traseiro da calça. No caminho tinha um vaso de barro com uma galinha morta, sardinha e uns cereais dentro. Alguém fez macumba pra alguém. Almocei muita verdura e de sobremesa experimentei a Moça. Chocolate da Nestlé com recheio de leite moça. Bom, mas nada demais. A garçonete gata estava lá. Muito charmosa. Simplicidades. O dono do restaurante estava de bom humor hoje. Sempre que ele tá de bom humor me chama de Itatinga, uma cidade vizinha de Campinas. Oh, Itatinga. Acha que eu sou de lá, mesmo explicando pra ele mil vezes que não sou de Itatinga. Mas ele gosta, fazer o quê, beleza. Tinha um pessoal jogando sinuca lá embaixo e um casal namorando embaixo do guarda-sol. Sempre tão lá. Voltei comendo o chocolate. De manhã fiz prática e agora mesmo acho que vou ouvir uns teachingas. Também li um pouco do Garcia Márques, to pra acabar. Li uns jornais e escrevi um texto pra rádio. Um tapa. Fiquei vendo fotos que guardo no HD e escolhendo uma pra deixar no papel de parede. A Marina ligou pra dizer o horário que temos que ir editar algo na faculdade. Ela é engraçada e muito afobada. Eu tô mó calmo às vezes e ela conversando comigo sobre trabalhos olha pra mim e diz não precisa ficar afobado que vai dar tempo tranqüilo. Menina legal. Depois do almoço não dá pra fazer muita coisa mesmo. Não dá pra ficar lendo, nem pra voltar pras tarefas. Ao menos aqui. Sou estudante. Dá pra ficar deitado, mas já durmo bastante durante a noite. Graças a Deus. Então sempre me volto pra cá. Escrever aqui é leve e dá pra descansar enquanto o sangue trabalha na barriga e deixa o cérebro mais manso ainda. O pior é que como o blog anda recebendo muitas visitas além do esperado, então sempre rola aquele pensamento de que a pessoa vai visitar e começar a ler essas coisas que são apenas palavras soltas pra eu descansar por alguns minutos enquanto faço a digestão. Tá ligado? Mas hoje eu lembrei que quando alguém visita aqui já sabe o que vai encontrar, então não dá nada. E existe a televisão com seus programas passando nesse exato momento, com todos assistindo aquelas coisas e isso aqui fica ainda mais inofensivo. Mesmo assim há uma responsabilidade. Se eu deixo a cabeça reta vejo pela janela uma fumaça saindo de uma chaminé. Sempre penso que é de alguma casa. Sempre esqueço que é de uma fábrica. Eu deveria contar quantos minutos eu fico aqui escrevendo essas coisas. Seria engraçado. Na verdade vou teclando bem devagar, pra tentar durar um bom tempo pra não acabar o que dizer pra mim mesmo. E explicando isso, se percebe que a coisa já acabou. E maximizo e minimizo a janela do wordpad pra ver a foto no desktop. Um avião pequeno passou no céu agora. Tem uns cachorros latindo no outro lado da rua. E sons de carro sem parar. O que lá em Samja, aonde moro, é raro, som de carro. Minha consciência já está voltando ao normal, já posso parar.
--------
Posted by parada at 02:32 PM | Comments (0) | TrackBack
Saturday sun Saturday sun came
Saturday sun
Saturday sun came early one morning
In a sky so clear and blue
Saturday sun came without warning
So no-one knew what to do.
Saturday sun brought people and faces
That didn't seem much in their day
But when I remember those people and places
They were really too good in their way.
In their way
In their way
Saturday sun won't come and see me today.
Think about stories with reason and rhyme
Circling through your brain.
And think about people in their season and time
Returning again and again
And again
And again
And Saturday's sun has turned to Sunday's rain.
So Sunday sat in the Saturday sun
And wept for a day gone by.
nick drake
--------
Posted by parada at 01:10 PM | Comments (0) | TrackBack
Comentários de volta Os comments
Comentários de volta
Os comments do YACCS estão de volta. Parece que está normal, ao menos aqui. Os poucos comments do Blogger Brasil se perderam, mas é assim.
Recebi um email do Carlos Eduardo Moura. O cara comentou aqui e o nome não era estranho. Daí ontem lembrei que ele é do ótimo jornalzinho de Barão Geraldo chamado Semana 3. No primeiro ano aqui em Campinas até surgir uma pilha de conhecer os caras que faziam ele. Acabei sem querer só conhecendo uma menina muito adorável que colabora e tal. Mas foram poucas palavras, enfim. He. O formato do jornal está muito massa, Carlão. Li o último ontem. Pena que o site tá meio bichado. Valeu pela visita. A gente se fala.
E isso aqui tá meio parado. Parece que vai ficar um tempinho assim na marcha lenta. Sei lá. Meu humor não anda muito propenso a ficar fazendo coisas por aqui. E não quero forçar. Escrever em blog é diversão pura. Se não é divertido e prazeroso, não tem por quê. Mas estou bem. Foi só alguma clareza do dharma que andou se tornando um pouco mais óbvio em minha mente. Que melhor coisa poderia acontecer? Vou tomar café e dar um pouco de atenção a essas coisitas. Depois sair pra umas sonoras, básico. Aproveitem o dia e não levem nada a sério demais, heim. Abraços.
--------
Posted by parada at 08:45 AM | Comments (0) | TrackBack
setembro 08, 2003
Dharma Shopping Pra Fabrina e
Dharma Shopping
Pra Fabrina e possíveis interessados, aconselho pra quem quer comprar alguma coisa relacionada ao Dharma, que faça pela lojinha virtual do Odsal-Ling, a Mandala Dharma Gifts. Os principais livros estão lá, com ótimos preços. O Livro Tibetano do Viver e do Morrer, que é um livro grande com 527 páginas, que tem um ótimo acabamento e conteúdo incrível, está apenas R$ 36,00. Na boa, esse livro vale uns 80 pilas. Tem várias coisas legais por lá. Eu adoro a seção de áudio. Recomendo os CDs Love e Life in Releation to Death, ambos ensinamentos da Lama Tsering. Eles mandam pelo correio e é um pessoal super cuidadoso e gente fina pra negociar, caso necessite. De quebra você estará ajudando um dos centros de prática espiritual da fundação Chagdud Gonpa, que beneficia incontáveis pessoas por toda América.
--------
Posted by parada at 11:33 PM | Comments (0) | TrackBack
setembro 07, 2003
Dizer o quê? Quem procura
Dizer o quê?
Quem procura as melhores palavras, ainda não está certo. Devemos procurar o melhor silêncio. O silêncio exato. Ninguém precisa provar o que o sangue entende. Não me esqueço o dia em que não fizemos nada, nada mesmo, parados, nos olhando como cúmplices, rindo a esmo, abraçados, olhando a janela como um vinho aberto. O futuro passeava pela janela. Talvez tenha me visto de mãos dadas com ela na velhice ou na infância. Não importa em que tempo estávamos. No nosso idioma, as pequenas gentilezas, como empurrar a cadeira para sentar ou amarrar os cadarços um do outro, já são suficientes para nunca esquecer os dias.
Como é bom esse Carpinejar.
--------
Posted by parada at 06:41 PM | Comments (0) | TrackBack
Travellers and Magicians Saiu o
Travellers and Magicians
Saiu o site oficial do novo filme do Dzongsar Khyentse Rinpoche, o Travellers and Magicians. É o primeiro longa metragem rodado inteiramente no Butão pela Prayer Flag Pictures. O filme conta a história de dois jovens viajantes. Dundop é apaixonado pela América. Está indo pra lá em busca de uma vida melhor e mais divertida. Tashi é um jovem estudante de magic que não suporta a idéia de viver preso em seu vilarejo. Durante suas viagens vão acontecendo coisas que os fazem lembrar com carinho de seu país. Os bons momentos que tiveram, os bons amores, etc. Cercados por intrigas e seduções. Faz parte dos personagens principais também um jovem monge e duas mulheres bonitas. Pelo trailer, parece que vai ser bastante engraçado e emocionante. E muito superior ao seu filme de estréia, o despretencioso "The Cup". Tomara que chegue logo até nós. Promete.
--------
Posted by parada at 02:13 PM | Comments (0) | TrackBack
setembro 06, 2003
No Education = No Future
No Education = No Future
Um aluno da escola pública em que minha mãe trabalha pediu pra ela emprestar o CD do Mogwai que ela usa pra dar algumas aulas. Ele quer gravar. Que massa.
--------
Posted by parada at 01:41 AM | Comments (0) | TrackBack
setembro 05, 2003
Prática de Formação Começou hoje
Prática de Formação
Começou hoje a prática de formação desse semestre. Vou fazer Arte Cinematográfica - Conhecendo para Apreciar. Parece ser legal. O professor disse que o intuito é fazer com que a rapeize desenvolva uma maior capacidade de apreciação do cinema. Mas nada de punhetagem, deixou claro. Gente fina. Uns quarenta anos, magrelo, calça no umbigo e gravata curta. Disse que vai tentar exibir dois filmes por aula. O que acho pesado mas sem problema. Talvez pra quem não tenha costume ache chato. E raramente faço isso, ver dois em seqüência. Gosto de um prazo mínimo de dois dias entre filmes. A maioria dos alunos são perdidos como eu, não conhecem quase nada de cinema. Tem uns fissurados lá que me deram um ótimo exemplo pra entender o termo descolê. Que horror. É uma merda quando algo que a pessoa gosta só aumente sua arrogância e orgulho. Os caras espantam todo mundo. Mas o professor tá ligado nesse tipo, soube lidar com classe. Se um dia eu começar a ficar assim, por favor, me dêem um soco na cara. Me apresentando pra classe, disse que muito recentemente comecei a gostar de cinema e portanto não conheço quase nada. Brinquei que só conhecia bastante os filmes do Rocco Siffred. He. Isso só porque antes de mim um descolê ficou falando bem de arte marginal nacional, o que não conheço e não gostei. Poucos riram do Rocco. Gente séria aquela. Falei que era brincadeira e indiquei alguns filmes como o Dead Man, Straight Story, Manhattan entre outros. Preciso fazer uma lista de filmes que quero ver pro professor poder ir passando. Se tiverem alguma dica, mandem, Pinheiros. Vai rolar até metade de novembro isso, dá-lhe.
--------
Posted by parada at 06:41 PM | Comments (0) | TrackBack
Spam Prozac, Valiumm, Viagraa, Xanax,
Spam
Prozac, Valiumm, Viagraa, Xanax, Diett Pills & more with NO prescription! No Physical Exam Needed! Simple Order Online. No waiting rooms for Valiumm, Xanax, Prozac!
--------
Posted by parada at 05:26 PM | Comments (0) | TrackBack
setembro 03, 2003
Carro Anfíbio Já dá pra
Carro Anfíbio
Já dá pra ver as trocentas piadas que vão surgir por causa disso.
--------
Posted by parada at 11:15 PM | Comments (0) | TrackBack
No Comments O serviço de
No Comments
O serviço de comentários do YACCS bem que tentou renascer hoje de tardezinha. Mas nem chegou a ser reanimado e morreu mais uma vez. Agora tão dizendo que vão comprar novos servidores, mais mais rápidos e melhores. O negócio tá previsto de voltar ao normal só daqui 5 dias. E olhe lá. Cê vê, o mundo dos nerds é assim. Poucos dias sem uma coisa e todo mundo já fica afoito. Às vezes até penso em tirar férias de um mês da internet. Algo radical, difícil de fazer agora com a faculdade, mas que seria massa seria.
O bom desses dias sem comentários é que andei recebendo emails de leitores. O que é melhor, sendo que dá pra estabelecer um certo diálogo. Voltei a conversar com pessoas que há muito tempo não trocava idéias. Claro que não foi muita gente assim. E os elogios eu só digo obrigado e poxa vida. É bizarro. E sempre lembro do Ermano dizendo todo contente - É estranhos algumas pessoas que não são próximas gostar de você... né, bicho? Você sabe que é um merdão e tem essas coisas que elas admiram. Achei muito preciso isso.
Então que até deu vontade de deixar sem comentários. Fica mais limpo. Mas pensei bem e percebi que poucos tipos de blogs ficam legais sem comentários. E creio que uma das melhores coisas que o Samjaquimsatva oferece pras quem o visita são os comentários dos meus ilustríssimos visitantes. Falando merda, dando dicas, contando histórias e sendo bizarros pacas. Caralho, os comments é o que há de mais legal nesse blog. Mesmo assim estou pensando se deixo como está ou se já coloco os comentários do Blogger Brasil. Verei.
--------
Posted by parada at 10:35 PM | Comments (0) | TrackBack
Repórter Attack Caminhando contra o
Repórter Attack
Caminhando contra o vento, em direção à faculdade, avistei uma repórter da EPTV. O jornal regional da Globo. Ela andava devagar, escondendo o microfone com as mãos atrás das costas. O cinegrafista a poucos passos atrás. Estavam num ponto da calçada mais escuro que o normal. Percebi, eles estavam na moita, prestes para atacar algum coitado que passasse desapercebido alí na frente. Fiquei de olho pra ver como procederia a cena, sem parar de andar pra longe dalí. Então vejo uma mulher caminhando tranqüilamente olhando pro chão inocentemente e indo na direção da repórter e gorducho do câmera-man. Eles se prepararam, ainda na moita. Trocaram olhares. Um troca de sinais positivos e bang! Um poderoso olofote foi acionado e o ataque consumado! A mulher ainda espremendo os olhos e com cara de susto recebia as perguntas da repórter. Ficou paralisada lá, ouvindo e tentando entender o que era aquilo, enquanto automaticamente apertei o passo. Pasmo. Talvez só a polícia de Campinas faça uma aproximação com tanta delicadeza como a feita pela repórter. Se fosse comigo, e se não ficasse com vergonha e mudo, olharia bem pro fundo da câmera, ascenderia minha mão acoplando debaixo do meu nariz e diria prolongando nas principais vogais um belo :-L !!! Na boa, que coisa chata. Ok, talvez assim dê pra gravar mais rápido e ter uma resposta mais na lata. Talvez se pedir pela entrevista ninguém irá conceder, mas é uma falta de educação e chatice do caralho, malditos profissionais.
--------
Posted by parada at 08:52 PM | Comments (0) | TrackBack
Coldplay is gay Muito engraçada
Coldplay is gay
Muito engraçada a matéria que o André Amaral fez pro Estadão por causa do show que a banda Coldplay faz hoje à noite em São Paulo. Muito bom, vale a pena ler: O elogio da fossa, no embalo do Coldplay.
--------
Posted by parada at 01:14 PM | Comments (0) | TrackBack
Bonny Diary Bonnie 'Prince' Billy
Bonny Diary
Bonnie 'Prince' Billy Tour Diary.
--------
Posted by parada at 10:16 AM | Comments (0) | TrackBack
setembro 02, 2003
Email do Mestre Que massa.
Email do Mestre
Que massa. O Marião Bortolotto me mandou um email por causa do meu comentário sobre sua peça aqui no blog. Poxa, fiquei lisonjeado. Valeu aê, chefe. Faço questão de guardar aqui pra mim.
Porra, Parada.
Brigadão, cara. Belo texto. Você tem razão. Faço a peça com o coração plugado na tomada. Acho que é o único jeito de fazer a coisa. Encontrei o Chico Matoso e o Corsaleti lá fora e eles me falaram que o Eduf tinha ido, mas como sempre ele tem que sair correndo pra voltar pra Pirituba. Manda um abraço pra rapaziada de Porto Alegre (Mojo, Galera, Trasel, Pilla, Benvenutti). Gosto muito deles. A Feira do Livro tá a fim de me levar pra Porto Alegre pra fazer a peça lá, mas não sei se vai rolar, porque parece que o espaço que eles tem à disposição não é exatamente um teatro. E você assistiu a peça e sabe como ela pode sair prejudicada se for apresentada em um local inadequado. Mas ainda tô conversando.
Mais uma vez, brigado pelo belo texto. Acho que vou fazer um balanço do final da temporada lá no meu blog e publicar o seu texto. Du caralho.
Grande abraço. Mário.
--------
Posted by parada at 05:41 PM | Comments (0) | TrackBack
Huh huh, huh hu hu
Huh huh, huh hu hu
Ontem ganhei de presente de um amigo da faculdade um CD contendo 30 episódios de Beavis and Butthead. Dá pra ver em tela cheia até. Cool, huh huh. Mas tem que ter muita falta do que fazer pra ficar vendo isso. Sei lá. É legal esse troço, mas não chega a me divertir muito. Deve ser porque esse é um dos únicos desenhos que faz com que o espectador vai vendo e paulatinamente começa a se sentir como os personagens. Huh huh. Huh, huh.
--------
Posted by parada at 05:22 PM | Comments (0) | TrackBack
Libere um livro Na manhã
Libere um livro
Na manhã de 11 setembro de 2003, não se esqueça de sair munido de um livro que seja importante para você. Um livro que tenha mudado sua maneira de ver o mundo. Escreva uma dedicatória... e o libere! Libere-o na via pública, sobre um banco, no metrô, no ônibus, em um café... à mercê de um leitor desconhecido.
E você? Adotará um livro que esteja em seu caminho? O dia 11 setembro não será mais um aniversário fúnebre, pois iremos transformar essa data. Juntos, transformaremos esta data em um ato de criatividade e generosidade.
A mobilização será geral em Bruxelas, Paris, Florença e São Francisco. Vamos fazer isso também em nossas cidades aqui no Brasil. Nessas cidades, um grupo de escritores, liberará seus livros, em lugar público. Engaje-se nessa idéia também! E faça circular essa informação!
Peguei lá no Nasi. Eu liberaria a trilogia Sexus - Plexus - Nexus do Henry Miller. Mudou muito a maneira como vejo as coisas. Faz apenas três anos que li eles. Um atrás do outro, no maior gás. O Plexus eu cheguei a ficar triste quando terminei. Outro que deixou marca fudida foi O Livro Tibetano do Viver e do Morrer do Sogyal Rinpoche. Nunca vi tanta gente dos mais diferentes tipos se redimir às idéias desse livro.
Essa idéia de liberar livros é bem legal, mas acho que não pega, heim. Na verdade não vou liberar esses meus livrinhos nem a pau. Principalmente porque sei que ninguém os leria. Seria muita raro. Mesmo dentro da faculdade. Então vão ficar aqui comigo, quem quiser pode pedir emprestado. Dependendo pode até ficar com eles, mas sempre é legal quando alguém devolve. Mas é, ninguém leria. Não é a toa que o Brasil é campeão de analfabetismo, de problemas com compreensão de texto, de blogs tortos como o meu e de pessoas legais.
Nossa, como fiquei pessimista agora. Ok, só por isso vou liberar mesmo um por aí. Porque ficar esperando algo em troca é coisa de malandro salafrário.
--------
Posted by parada at 12:25 PM | Comments (0) | TrackBack
Kerouac O mojo disse uma
Kerouac
O mojo disse uma vez que era um absurdo eu não ir ao menos uma vez por mês ver as peças do Mario Bortolotto em São Paulo. Depois de ontem acho que entendi o que ele queria dizer com isso. Fiquei impressionado vendo sua atuação em Kerouac. E tá explicado porque de Marião. O cara é muito grande, um cachorrão com um latido de blues man. Tá explicado o porque do "teatro de macho". Tá explicado. Fiquei vidrado durante a peça inteira. É incrível como o Marião coloca tanta energia interpretando Jack Kerouac já velho e surtante. É muito intenso e mesmo sendo algo meio enlouquecedor é completamente cheio de vida. Impossível isso não mexer com o público. Diria que é algo um tanto provocativo, que de certa forma nos envergonha de ter uma vida tão comum, no mau sentido. Mas como ele mesmo diz, carona é uma merda. Incrível os momentos que o Marião começa a disparar discursos em uma velocidade absurda. Não entendo nada de teatro, nunca tinha ido, mas percebi que alí é muito mais sangue e suor do que técnica. Como é que o cara consegue fazer aquilo mais de uma vez? Há algumas piadas no começo da peça, onde ele fala do cachorro, que é engraçado mas mesmo assim quase não ri em momento algum. Fiquei imóvel e concentrado, incrível. Os poucos momentos calmos são de tirar lágrimas. Er, assim como os outros. Quase escorreu uma gota quando ele explicou do gesto da flor que o Buda fez e se criou o Zen. No final arrebatador, meus olhos meio que brilhavam e ao olhar pro lado me dei conta que o Edufo estava com a mesma cara. E então aquele momento de silêncio para restabelecer a respiração e tentar voltar ao normal depois de ser sacudido pelo turbilhão da peça. Não era a toa que ela foi a única que formou uma enorme fila na bilheteria. Fica a vontade de ver mais coisas do Bortolotto e de sua turma. Muito bom.
--------
Posted by parada at 01:16 AM | Comments (0) | TrackBack
setembro 01, 2003
Domingo em São Paulo Quando
Domingo em São Paulo
Quando o ônibus parou, olhei pela janela e vi a enorme quantidade de pessoas nas plataformas. Mesmo num domingo de manhã a rodoviária de São Paulo é lotada. Tá vazio hoje, um acostumado com a cidade diria. Mesmo assim, andar no meio daquela multidão já me deu aquela sensação de certa forma prazeirosa de insignificância. Brota uma certa humildade fazendo parte daquilo tudo. Eu rindo gostando daquilo e ninguém notando minha existência. E se vê de tudo. O que mais me chamou atenção foram pessoas já com uma certa idade carregando sacolas enormes apoiadas na cabeça ou nas costas. Fiquei lá vendo as pessoas indo e vindo enquanto esperava sentado pelo Eduf. Tentando avistá-lo entre a descarga de pessoas que jorrava de minuto a minuto dos corredores da saída do metrô. Numa dessas ó ele lá. Fizemos algumas baldiações e depois pegamos o trêm (!) até Pirituba. Uma cidade pacata, com muitos traços de interior. Onde se pode comprar pão de manhã através de um bicicleteiro que anda com o cesto cheio de casa em casa. Legal Pirituba, só é meio longe das coisas. Almocei um ótimo macarrão com muita carne com a família Fernandes. O irmão do Edufo é muito parecido com ele e a irmã também, apesar de ser bonita - heh. Demos um tempinho e zarpamos pro centro. Sem antes conhecer todo o estabelecimento da Fraude Inc., é claro. Foi emocionante. No caminho, esperamos um bom tempo na estação do trêm. Lugar bacana, ainda mais com o tempo todo cinza que estava. Pena que não tiramos foto. Chegamos, andamos e felizmente desistimos de ver filme. "Piratas do Caribe" não pareceu um nome bom. Depois andamos. Então andamos, andamos até que andamos, pra finalmente andar mais um pouco, tudo isso só pra andar mais um pouquinho até chegar no Centro Cultural. Ficamos alí conversando uma média de quatro horas. Sem que em nenhum momento a conversa ficasse chata, o que é incrível. Falamos de muita coisa. Tomando capuccino e um ótimo chocolate quente que tinha a textura de um Danete. Muito bom, mas tinha que ser, já que o preço era R$ 2,50 por um copinho de 50ml. Vimos a passagem do som de uma banda que inicialmente pensamos que era o Instituto, já que tinha uns caras do Nação Zumbi. Não era. Não lembro o nome, mas era cheio de gritos de palavras só com vogais. Uma hora antes da peça fomos comprar os ingressos. Conheci o Chico Matoso da Revista Ácaro e seus amigos. Todos fã do Edufo, deu pra perceber. Acabou a peça e nos pusemos em direção à Pirituba mais uma vez. Sem antes andar pela Av. Paulista, algo que gostei muito. É legal andar por lá quando não se convive diariamente com aquilo. Creio que a vida lá me deixaria meio bombado de início, algo very good for practisas, claro. Edufo mostrou alguns lugares chaves na cidade onde dá ótimos pontos românticos. Anotei tudo. É muito legal relacionar certos lugares quase comuns que foram palco de algum acontecimento massa contigo. Andamos mais e avistamos o templo. Inevitável e perfeito para o momento. Pedimos vinte esfirras e as devoramos no melhor estilo pedreiro do metal. Algo que também discutimos bastante, o metal e o ser pedreiro. Falamos muito de mulher e até das mulheres dos nossos amigos, de como é bonito alguns desses casais juntos. Realmente. Regozijo e lembrar que é só no spãm stchãn tchanaram. Habibs é muito bom, porra. Aproveitamos pra fazer a primeira flash mob do metal, parando no semáforo e cantamos "Run To The Hills" do Iron Maiden. Perdemos a flash mob da Revista Sexy, infelizmente. Que pra quem não sabe, tinha que chegar no local e gritar algo como "Quero uma mixirica". Sim, verdade. Pena que não deu, me daria bem. Depois andamos. Se bem que não foi difícil demais acompanhar o Eduardo "Camelo" Fernandes. Mas foi um prazer enorme deitar na cama quando chegamos. Agradecimento ao irmão do Edufo, grande capoerista e tocador de sanfona erudita, pela cama cedida. Acordamos de manhã, recebi algumas explicações de como a Revista Radar funciona e tinha que vir embora. O Edufo foi até um ponto comigo pra ficar comendo poeira e esperando um baita tempo até que o ônibus pra Campinas chegou. Metaleiros são umas donzelas, mesmo. Agradeci bastante lá e de certa forma agradeço de novo aqui. Foi apenas um dia que fiquei em São Paulo mas a sensação foi de que passei quase uma semana. Foi muito massa. Brodagem comanda. Já estou querendo voltar mais vezes.
--------
Posted by parada at 11:56 PM | Comments (0) | TrackBack
Comments Voltei. Os comments ainda
Comments
Voltei. Os comments ainda não. Os servidores do YACCS estão na vala e talvez só voltem na quarta-feira. Não que esteja fazendo falta. Ok, está sim.
--------
Posted by parada at 12:29 PM | Comments (0) | TrackBack