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outubro 31, 2003
Mágicos e Viajantes Dundop é
Mágicos e Viajantes
Dundop é um funcionário do governo de uma pequena cidade no Butão que sonha ir pros Estados Unidos. Onde imagina ganhar bastante dinheiro e conhecer mulheres bonitas. Não suporta a idéia de viver na sua entediante cidade. Pra fazer essa viagem, ele tem que pegar um ônibus até a capitão do Butão, só que ônibus praqueles lados só passam uma vez por semana. E ele perde o ônibus, mas continua na tentativa de arranjar carona. E assim vai encontrando pessoas, entre elas um monge, que fica sabendo do sonho de Dundop e então passa a contar uma fábula pro tempo passar mais rápido. A fábula vai sendo contada em partes durante todo o filme, que sustenta a história sempre interessante. É uma história muito bem contada.
Sem dúvida a beleza do filme está na sua simplicidade. Uma simplicidade que não estamos acostumados de ver no cinema. Geralmente quando um filme é bom, saimos perturbados seja por alegria ou de tristeza, ou qualquer outra coisa massa. Mas isso não acontece vendo o Travellers and Magicians. E por isso mesmo é muito bom. Ao invés de sair meio zonzo, você fica mais leve. Talvez isso aconteça pela própria moral da história e pelo sempre presente leve senso de humor. Retratados pelos hábitos engraçados dos butaneses entre outras cenas ótimas como um bando de pessoas carregando e depois erguento até o topo de um templo uma enorme estatueta de um pênis.
Ao contrário do que li em alguns jornais, o filme não tem nada a ver com não ter sonhos. Mas sim na idéia de que aquilo que sonhamos ser o melhor pra gente nem sempre o é. E que os lugares que nos deixam entediados contém muita beleza e pode ser se tranformar na própria ilha-dos-sonhos que desejamos. Mulheres geralmente tem esse poder.
Em comparação ao The Cup, o Travellers and Magicians é muito superior. Mostra que o Dzongsar Khyentse andou aprendendo coisas sobre cinema. As paisagens do Butão são uma beleza a parte. O efeito usado nas cenas que ilustram a história que o monge conta é muito bonito, um filtro meio preto-e-branco amarelado. A fotografia é excelente. Tem até efeito especial com as águas de um riacho.
As atuações também são boas, principalmente a do Dundop. Gostei do cara. O velhinho vendedor de maçã é uma figura. O único que não atuou, já que não conseguia entender que se tratava de um filme. Ficou muito bom. E emociona ao lembrar que ele negou em receber seu cache, apenas pediu para que Dzongsar Khyentse fizesse orações para ele quando moresse. O bêbado também ficou bem feito.
Um filme bastante singelo mas sem cair na idéia de bonitinho e piegas. Filmes assim parecem ganhar um elemento extra num mundo que hoje nos tira a vida perante tantos fazeres e informações. Toca naquilo que naturalmente já temos de bom como seres humanos. Naquilo que não precisamos nos esforçar para apreciarmos as coisas belas que temos em volta de nós mas que geralmente não percebemos. E que a beleza das coisas está nelas serem temporárias.

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The Earth is Not a
The Earth is Not a Cold Dead Place
É muito bom quando você gosta de uma banda e ela lança um novo álbum que supera suas espectativas de que até ponto ela era capaz de criar músicas tão bonitas. Você coloca o disco pra ouvir pela primeira vez e fica apenas fica ouvindo, sentado ou deitado na cama, sem saber que uma parte maravilhosa da música vai aparecer a qualquer momento e causar aquela sensação sublime.
The Earth is Not a Cold Dead Place é o novo álbum do Explosions in the Sky. Demorou mas valeu a pena. Ficou bom pra caralho. Os meninos do Texas estão melhores ainda, agora bem mais seguros pra criar dentro do seu próprio estilo já consolidado. O cd tem 45min de duração com cinco músicas. As músicas são longas, mas eles nunca se perdem no meio delas. Se a música tem 10min, são 10min de beleza incrível. Algo que destrói aquela idéia que algumas bandas tem que post-rock é apenas um tipo de jam session com notas repetidas e alternâncias de volumes. Existem bandas assim, mas elas são irrelevantes e nem chamam atenção. Alguém que ouça esse novo disco do Explosions percebe claramente que não é nada assim. O que existe é uma seqüência de notas e ritmos montados de certa maneira que faz com que uma beleza peculiar jamais vista na produção musical seja alcançada. A alternância do volume é algo que a música pede por si só, pra que ela apenas cresça e fique mais bonita ainda. E isso é muito bem usado nesse disco.
Até agora a "The only moment we were alone" é a minha predileta. A "Six days at the bottom of the ocean" e a "Memorial" eu já conhecia de material ao vivo da banda. Essa última talvez seja a mais bonita do disco, com um final bem pesado. O disco fecha com "Your hand in mine", trazendo de volta a bateria-marchinha clássica da banda, gosto do final dela. Só ouvi duas vezes o disco até agora, mas já estou achando que esse The Earth is Not a Cold Dead Place o melhor do Explosions in the Sky.

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outubro 30, 2003
lml Mogwai / Isis --
lml
Mogwai / Isis -- Pictures.
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outubro 29, 2003
Ontem em São Paulo Um
Ontem em São Paulo
Um velho tirando a dentadura pra vomitar e três pombas quase me atropelando foram as boas-vindas da cidade. Avistei o Mairena do outro lado da Cruzeiro do Sul, fazendo o gesto que era pra eu atravessar a avenida usando a passarela. Dica preciosa para a integridade física de alguém assim como eu.
Fomos direto ao ensaio da Zona e até toquei bateria. Por pouco tempo mas toquei. O que fez eu revisar a idéia de ter uma bateria. Compensa demais, quando se tem bons amigos interessados em fazer o mesmo tipo de som. Algo que é raro pacas.
À noite fomos a Mostra de Cinema ver o Viajantes e Mágicos. Encontramos vários conhecidos. A sala já estava meio lotada nos lugares bons, mas tinha uma poltrona livre ao lado do Lama Norbu, então sentei lá. Foi um prazer a mais rir junto com ele. E às vezes ouvir os barulhinhos do mala da Lama Tsering.
No ônibus de volta, um senhor do lado ficou lendo e comparando relatórios do Hospital do Coração sobre sua saúde. Às vezes eu lia frases dos exames e ficava sabendo sobre o estado de seu coração. Como estavam as artérias, etc. Uma hora ele deixou seu maço de cigarros cair no chão e pediu pra eu pegar. Agradeceu e continuou o trabalho.
Valeu muito ter ido assistir o filme. Agradecimento especial ao Mairena, que sempre quebra o galho quando quero aparecer do nada em São Paulo.
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Adesivo do Mês “Jesus está
Adesivo do Mês
“Jesus está vivo. Conversei com ele hoje.”
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Sangue d´un Poète Se era
Sangue d´un Poète
Se era pra ser segredo, agora não é mais: Fotolog do Pilla (valeu, gus)
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outubro 28, 2003
Mais Mágicos e Viajantes Saiu
Mais Mágicos e Viajantes
Saiu mais uma matéria no Caderno2 do Estadão sobre a "obra simpática" do Dzongsar Khyentse. Com um belo título anti-autoajuda: Nem sempre vale a pena correr atrás de um sonho.
E o Rodrigo dá a dica: Aí, parada. O Viajantes e Mágicos foi selecionado entre os melhores da mostra e deve passar de novo no fim-de-semana. Vê se dá aí pra ir porque sabe-se lá quando vai estrear.
Up, estou ficando com peso na consciência de não ir ver o filme. Mas achando que é gastar muito dinheiro pra ir ver um filme. Vai passar hoje na Mostra de novo. Sessão 727, às 22:30. A Lama Tsering e tchurma vão hoje. Vou dar uma segunda pensada séria nisso.
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outubro 27, 2003
Medo no Cinema O canal
Medo no Cinema
O canal Channel 4 fez uma pesquisa sobre os cem momentos mais assustadores da história do cinema. Quem ganhou foi O Iluminado, do Kubrick, com a cena do Jacko arrombando a porta com um machado. Cena massa, mesmo. Mas fiquei com mais medo vendo "O Sexto Sentido", por exemplo.
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The Fearless Vampire Killers Um
The Fearless Vampire Killers
Um filme sobre o Professor Abronsius e seu assistente Alfred (Roman Polanski) que vão até a Transilvânia para matar alguns vampiros. Nada de muito novo, mas um ótimo tema para uma paródia leve e genial da seção da tarde.
Logo nas primeiras cenas se estranha a natureza das imagens. É uma mistura incrível de realidade com algo que parece animação. Mas não dá pra saber o que foi feito alí. Se há desenho ou não. E tudo se parece assim. Os personagens lembram bonecos de cera. Os contornos das paisagens lembram as paisagens em desenho infantil. É muito incrível e uma das principais atrações do filme.
E de certa forma isso ajuda o espectador a ficar preso no filme, que às vezes fica meio lento. O humor é muito leve e sutil. As atuações ótimas. Tem poucos diálogos, mas os que tem são engraçados. Nem tanto pela piada, mas principalmente pelas situações e pelo sotaque. Enfim, diverte mas não cansa. E isso é legal. Numa comparação, lembra o "Young Frankestein" do Mel Brooks. Yes, máster. Mas a cinematografia é infinitamente superior. Imagino as cenas num cinema. Um filme tanto pra criança tanto pra adulto. Do senhor Roman Polanski. Lá de 1967.
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Escrever com as mãos Uma
Escrever com as mãos
Uma vez ele disse que escrevia com os colhões, que as pessoas têm que escrever com os colhões. Será que já experimentou usar as mãos? O problema desse tipo de escritor (é um tipo) é que tentam escrever com tudo: com o coração, com as entranhas, com os colhões, com o ânus.
Soares Silva, em uma entrevista na nova revista literária Paralelos. Não tinha lido o conto O Abraço do Galera. Final legal.
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Tá calor hoje, heim Sofri
Tá calor hoje, heim
Sofri com o calor desse domingo em Campinas. Não dava pra sair ao meio dia, tamanha claridade e calor que irradiava de todos os objetos. À tarde o shopping era o próprio formigueiro humano, e a fila do sorvete no MacDonalds gigantesca. No Habibs tinha até acabado o sorvete, apelei pro Ovomaltine do Bobs. Na FNAC e comprei a Carta Capital, única revista que dá gosto de ler. Então eu leio ela. A loja estava muito lotada, como o shopping, cheio de gente se cruzando o tempo todo, de um lado pro outro. Aquilo é o próprio parque de diversão nos finais de semana. Não dá pra passar horas tranqüilo lendo coisas nem ouvindo músicas. Qualquer dia vou ver um filme lá. Então me espantei quanto fui pagar a revista pra ir embora e não encontrei fila alguma. Nem sequer uma pessoa lá. O espaço marcado com os bastões pra fila era o único lugar na loja que estava vazio. Ninguém comprando nada. Contrastante pacas. Já em casa fazendo prática as pernas brotavam mini gotas de suor. E eu então sentia o calor. Levantei e minha perna meio que limpou o tapete persa. O koreano lavava seu carro e a Layca observava deitada na sombra. Aliás, está até agora assim. Eu vou lá passar a mão nela e ela parece gostar, abrindo a boca pra passar a língua na palma da minha mão. Às vezes seguro a língua dela, que olha querendo entender. No calor ela fica uma moleza só. O vizinho Ermano chegou da casa da namorada alisando a barriga, comeu coisa boa por lá e disse que tem sorte de ter essa namorada. Por que, Ermano? Porque ela não é chata, ué. É verdade, nem implica com as idiotices que ouve da gente. Vi o Fantástico e fiquei impressionado com tanta inutilidade reunida. De homossexualismo no reino animal ao macaco lutador de kung fu e até criogenia. Big Brother é um trabalho intelectual pesado pro Pedro Bial comparando com o Fantástico. Fiquei imaginando ele gravando os offs na matéria dos animais homo. Massa. Baixei CDs na minha conexão capenga, comentarei. Voltando pra cá o Hermano fez compras, numa sacola um pote de sorvete Galak. Acabei de tomar duas canecas de sorvete lá fora porque às vezes venta. Tem pedaços de chocolate branco no meio do sorvete. E posso dizer que esse minúsculos pedaços de chocolate foi uma das melhores coisas do dia. Vou tomar outra ducha.
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outubro 26, 2003
O Psicosadomita 'naturalmente, tu nunca
O Psicosadomita
'naturalmente, tu nunca ouviu falar de mim, né?'
'não.'
'então tá. eu sou o bruno, do biquiní cavadão.'
'isso é um jornal ou revista?'
'é uma banda.'
'ah, é? legal, eu também toco numa banda.'
'qual banda?'
'a do terceiro regimento de cavalaria da polícia militar. teje preso, maconheiro!'
O único site de humor que eu visito na internet é o blog do Bituca. Com a freqüência de uma vez por semana. Geralmente aos domingos. Sempre tem coisas engraçadas. Sempre dou risadas. Vida besta.
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Man on the Moon Puta,
Man on the Moon
Puta, que filme. Man on the Moon é a história da curta porém explosiva vida do excêntrico humorista Andy Kaufman. Que fazia com que seu peculiar senso de humor transbordasse as margens da realidade. Confesso ser ignorante sobre o cara. A única coisa que vi dele antes desse filme foi uma VHS que ganhei de presente do Pilla, contendo um tipo de melhores momentos do cara. Tem as imitações do Elvis, as lutas livre e lutas em palcos musicais, um documentário sobre o seriado Taxi e ainda um bônus com o querido de todos Tony Clifton. Mas mesmo que você nunca ouviu falar de Andy Kaufman esse filme é altamente recomendado. Pra quem o conhece também.
Ele é interpretado brilhantemente pelo Jim Carrey, que mostra não ser apenas um bom fazedor de caretas. Manda muito bem, nem consigo imaginar ele fazendo um filme melhor que esse. Trasmite muito bem a enorme alma do Kaufman, essa coisa bizarra que se parece mais com um presente pras pessoas desse mundo. O Tony Clifton ficou muito idêntido. A única coisa que achei que não ficou tão fenomenal foram as cenas de luta livre com mulheres. Na minha VHS tem umas lutas bastante superiores. Algumas começam com ele cantando e então sendo interrompido por uma mulher que invade o palco pra o agredir e assim começar a luta. Às vezes envolve mais de uma mulher. É maravilhoso.
É um filme bastante completo. Sério, divertido, empolgante e emocionante. Quando ele fica doente e vítima da sua própria armadilha é de partir o coração. A cena do funeral é belíssima, e daí até o final é de chamar a lagriminha. Ainda bem que o Tony Clifton vive.
O título do filme foi tirado de uma música do R.E.M em homenagem a Kaufman. Do diretor Milos Forman. O mesmo de One Flew Over the Cuckoo's Nest. Sacou, né? Simplesmente imperdível. De 1999.
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outubro 25, 2003
Macunaíma Vi ontem na prática
Macunaíma
Vi ontem na prática de cinema da faculdade. Até os primeiros trinta minutos é muito engraçado. Dá pra gastar boas risadas. Obviamente por causa da atuação do Grande Otelo sendo o Macunaíma. Que cara engraçado. Depois que ele fica branco o filme perde o ritmo e a diversão diminui bastante, já que o Grande Otelo sai de cena. Mesmo assim é legal, bom filme, interessante. E não levo em consideração o papo do anti-herói, a identidade do nosso povo, o movimento antropofágico, etc. Eu me respeito.
O livro nem se compara ao filme, disse o professor. Eu até li no colegial, e foi interessante ir vendo e lembrando do que eu imaginava ser o gigante, o caldeirão, etc. Era algo bem parecido com as coisas do Tolkien.
O filme é de Joaquim Pedro de Andrade, e o Macunaíma e mais seis longas e oito curtas seus estão sendo restaurados pra serem lançados em DVD no ano que vem. Li na Carta Capital dessa semana.
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outubro 24, 2003
O Jardim De Cimento Acabei
O Jardim De Cimento
Acabei de ler esse que é o romance de estréia do muito elogiado Ian McEwan. O Jardim De Cimento (Ed. Rocco, 132p.) trata da história de quatro irmãos depois de perderem o pai e posteriormente a mãe. Mas não há chances pra bondade em momento algum no livro. É cruel a relação da família, e chega a ser macabro a enorme indiferença dos irmãos diante a mãe doente que lentamente morre na cama em sua casa. É bastante violento. A linguagem seca e direta assusta, deixa tudo muito forte sem precisar apelar pra escatologia. O único momento de carinho entre o irmão mais velho e o mais novo é manchados logo após por um erotismo doentio do irmão com a irmã. Pesado, e a linguagem do livro parece não ter essa intensão. O que apenas deixa a coisa mais porrada.
Coisas assim não chegam a me agradar, mas é indiscutível o domínio e poder da escrita do McEwan. Mesmo sendo uma literatura de ótima qualidade, esse tipo de manifestação artistica não me fascina. É um baita livro, a história é inesquecível. Mas essa não é minha praia. Não sou tão fã da arte assim. Prefiro coisas como o livro do Dave Eggers - Uma Comovente Obra de Espantoso Talento - que também trata de irmãos órfãos só que conseguimos nos identificar com os sentimentos expressos alí. São pessoas como nós, não criações de uma crueldade que impressiona e choca. É um livro que gostei muito mais, mesmo sendo de uma qualidade literária bastante inferior.
Comprei o livro influenciado pelo Bruno, que gosta muito do autor, e pelo Mojo, que confirmou ser um baita livro. É sim. Mas fiquei com dúvida se leio o Criança em Tempo, que me chamou bastante atenção pela resenha da contra capa.
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outubro 23, 2003
Tribute to Will Oldham A
Tribute to Will Oldham
A Tract Records está aceitando covers das músicas do Will Oldham para a composição de um tributo ao mestre que será lançado no ano que vem. I Am A Cold Rock. I Am Dull Grass. A Tribute to the Music of Will Oldham. Algumas bandas já estão escaladas, entre elas a Black Heart Procession. Como diz no final da notinha na Pitchfork: If Jeff Mangum is reading this in his underground bunker, I beseech him to get in on the action and bestow joy upon us all.
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Ler é foda O que
Ler é foda
O que me incomodou profundamente no episódio do poema de “Drummond” foi o fato de seu remetente ser um sujeito inteligente, esclarecido e vivido, jornalista na faixa dos 40 anos, consumidor de uma dieta de livros muitas vezes superior à média nacional. Pois tal membro da rarefeita elite cultural brasileira recebeu o spam espúrio e o repassou a uma longa lista de conhecidos, aparentemente sem ter tido nem meio segundo de dúvida sobre a autenticidade daquele “Drummond”. Isso sim é deprimente.
Sérgio Rodrigues sobre os spams com textos falsos de autores famosos que circulam pela internet. Fala também sobre os sensacionais sites de vestibulandos com seus resumos literários, conhecidos como resumo miguelão. O que acho bem mais sacanagem. Os professores e suas idéias de darem provas sobre obras literárias.
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Star Wars Não, não vi
Star Wars
Não, não vi o primeiro filme da série. Star Wars é a nova música que o Mogwai lançou na coletânea "Rock Action presents Vol. 1". Baixei ontem no soulseek. É bonita pra caramba. Lembra um pouco a fase do EP+6. Não tem nada a ver com o último disco. Quando chega na metade da música em que a guitarra fica dedilhando baixinho e o violoncelo puxa a música de volta, é o momento em que acho que eles fazem as músicas mais bonitas que já ouvi. Seguido de um clássico crescendo gradual paralisante. Com 5min40 de duração, this fucking shite.
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outubro 22, 2003
Sorry? I will not buy
Sorry?
I will not buy this record, it is scratched.
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Fãs do Mestre Acabaram de
Fãs do Mestre
Acabaram de me mandar um email com o ingresso do filme "Viajantes e Mágicos" escaneado. :~
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Bootlegs Só porque vocês são
Bootlegs
Só porque vocês são meus amigos eu compartilho aqui com todos esse ótimo site de bootlegs. Que são gravações raras de bandas. Geralmente ao vivo ou algo obscuro de estúdio. A qualidade nem sempre é uma maravilha, mas pra quem é fã é delírio. Tem coisa pra caralho nesse site. Aproveitem enquanto não sai do ar. De nada.
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Posted by parada at 12:08 AM | Comments (0) | TrackBack
outubro 21, 2003
Daniel is typing Estou na
Daniel is typing
Estou na faculdade há umas três horas pesquisando coisas pra trabalhos e conversando com meu amigo Daniel Pellizzari numa quase maratona no ICQ. Fazia tempo que isso não acontecia. Diversão total numa tarde de sol como hoje, mas a sala aqui tem ar condicionado. Durante esse tempo fui instruido a dizer várias frases para as pessoas da sala, mas não cheguei a proferir nenhuma. Preferi não ficar famoso e não cultivar mais lendas. Mas chamei a atenção de várias pessoas por causo das enormes risadas. Como a gente se diverte. Puta merda. Fico até impressionado com essa nossa capacidade. É uma arte. Amizade.
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Contradição do PT "Eu sou
Contradição do PT
"Eu sou radicalmente contra [a liberação dos transgênicos] e acho um retrocesso o governo fazer isso. Isso, na verdade, está acontecendo porque mais uma vez a elite política deste país se rende ao fascínio de uma multinacional." -- Luiz Inácio Lula da Silva, em entrevista gravada em 2001, dois anos antes que ele mesmo, já empossado como presidente, liberasse os transgênicos, ontem na Folha. [Frases, Folha , 20/10/03]
(via walter)
Eu até acho que os jornais e outros partidos estão sendo super bondosos nas críticas desse governo contraditório do PT. Uma posição bem diferente que a do próprio PT quando não estava no poder.
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O Prazer do Email No
O Prazer do Email
No jornal, nesses últimos dias (mas se eu escrevesse anos em vez de dias não estaria exagerando) já gastei mais tempo limpando porcaria do que trabalhando. Uma das grandes alegrias que eu tinha, que era checar o email, acabou.
Me identifiquei com a Cora Ronai, colunista do caderno de informática d'O Globo. Também perdi a alegria de checar o email. Acho que a época que mais sentia prazer nesse ato foi há uns três anos atrás, quando ainda existia a lista colmunidade. Agora trato quase com descaso minhas contas de email. E creio que meus amigos também, já que a quantidade de mensagens que recebo e retorno deles diminuiram consideravelmente. A quantidade de spams aumentou muito daquele tempo pra cá, e com certeza ajudou a deixar esse meio de comunicação bem menos atraente. Mesmo assim é sempre legal a surpresa de receber um email de alguém distante te contando coisas e mandando fotos.
Update: Recebi alguns emails com fotinhas de amigos distante hoje. Creio que por causa desse post. Massa.
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Mani Screensaver Pai, aquele protetor
Mani Screensaver
Pai, aquele protetor de tela do Mani que você quer tem pra puxar na seção Proteções de Tela do Dharmanet. Se não tiver o Winzip instalado aí pra descompactar o arquivo, pede pra alguém que é barbadinha. Mandando por aqui porque meu email não tá querendo enviar coisas esses tempos. Abraço.
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outubro 20, 2003
Khadro no Refúgio Fazia tempo
Khadro no Refúgio
Fazia tempo que eu não ia em um evento do dharma. A última vez foi em julho em Três Coroas, quando Dzongsar Khyentse estava lá. Quase três meses que fazem uma enorme diferença pra alguém que deseja praticar o negócio. A única coisa boa de se ficar longe do lama é poder reencontrar ele denovo. Ou ela, como foi ontem.
Nunca tinha ouvido os ensinamentos da Khadro. Ela quase não dava quando o Rinpoche era vivo. Agora ela deve fazer que nem ele. Ficar ensinando e ajudando as pessoas até seus últimos dias. Foram muito inspiradores os ensinamentos. Só dois dias que se passaram, e que diferença faz. Dois dias que não são dias comuns. E sempre não dá pra dizer muita coisa.
Vários momentos engraçados. O maior deles pra mim foi ela imitando as pessoas que têm uma certa fixação na pronúncia do pha't. Ela gritava imitando essas pessoas. Muito engraçado. Interessante ouvir como ela também ficou impressionada com a morte do Rinpoche. Ela realmente ficou chocada! Sendo esposa dele por tanto tempo, disse que ainda não conhecia ele. "Ele realmente era um ser iluminado."E se ela soubesse disso antes, talvez não conseguisse conviver com ele sendo sua esposa. Falou mais sobre ele na explicação no bardo do dharmakaya e nos disse que ele está na terra pura de Guru Rinpoche. E que isso é uma boa notícia, já que o Guru Rinpoche não deixa ninguém ficar lá por muito tempo. Ele manda de volta rapidinho. Comentou também de como o seu cinismo de uma jornalista de Nova Iorque (ela trabalhava no New York Times) fez com que o dharma precisasse lhe mostrar o milagre do milagre do milagre do milagre pra ela. Sendo que o maior milagres é a capacidade de beneficiar os seres. E parece que ela sem querer acabou se tornando um milagre nesse sentido.
Uma boa notícia. O Sogyal Rinpoche aceitou o seu convite de vir ao Brasil ano que vem. "Oh yeah, I would like to visit Brazil", ela imitando sua resposta.
Fiquei muito contente de ter ido nesse evento. Fiquei pertinho da Khadro... e como ela é bonita. Seus belos traços parecem fazer brilhar ainda mais a beleza do dhama. E sempre faz muito bem receber de novo e de novo as bençãos do lama, do dharma e da sangha. É de dedicar o mérito.
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Trechos da Semana do Saco
Trechos da Semana do Saco Cheio
Não fiquei muito tempo na frente do computador. Acordava cedo e ia nadar. Aproveitando pra ficar vendo moças desfilando de bikini e até conversar com algumas. Ouvir conversas de jovens namorados, tomar sol e guaraná. Ganhar maior ânimo para o resto do dia e dores pelo corpo todo. Foi divertido.
Toda tarde levava minha vó na fisioterapia e depois em qualquer lugar que ela queria. Geralmente ficavamos andando de carro pelas ruas de São Joaquim. Só pra ver o movimento. "Ficar entrando e saindo do carro toda hora é muito sacrificio." Velhice não é fácil. Ainda mais quando de uma hora pra outra não se pode fazer tudo que se fazia antes. Coisas simpes como subir degraus, sentar e levantar agora precisam de um esforço enorme para serem feitas. Você consegue tocar a ponta do seu nariz? Minha vó continua um exemplo mesmo depois do derrame. Ainda nos presenteia com seu ótimo senso de humor e sorriso. Ainda tem a mania de sempre agradecer por tudo. E acho isso bastante incrível. Quando fico doente por uma coisinha de nada, nem converso com as pessoas nem quero vê-las. Paciência e humor zero. Isso é com quase com todo mundo. Já ficar velho é ficar doente o tempo inteiro. E percebi que a maneira como a pessoa levam sua vidas influencia muito em como essa pessoa vai viver sua velhice. Foi legal passar as tardes com ela. Um dia ela quis visitar sua irmã, que tinha caido e quebrado a perna. A outra também estava lá. Recém chegada de São Paulo. Coração. As três conversaram bastante e as duas riram muito de algumas frases da minha vó. Tia Mafalda rindo é muito adorável. Tampa a boca com as mão - e ficava olhando pra mim assim. Na tv passava algum programa evangélico, depois trouxeram água benta. Tomei um golinho. Nesse dia jantamos pastéis. Muito gostoso. Lá da Celina.
Passar essas tardes com minha vó me lembrava da tristeza que impregnou na família quando ela estava internada. Como o clima ficou pesado, terrível. Então, por uma questão de lógica, agora não deveríamos ficar felizes com a mesma intensidade de quanto estávamos tristes? Era o que eu me lembrava às vezes.
Jantar em casa também foi novidade. A pizza do Medalhão está ficando difícil de enjoar. Pizzas tem que dar pra comer com a mão. E a de lá é perfeita pra isso. Prato clássico da janta. Comemos também as esfirras do Hamib. Não Habibs. Hamid. O ex-soldado do exército da Líbia que fugiu de seu país e foi parar na Argentina, onde conheceu uma brasileira de São Joaquim da Barra. Altas histórias. Daria um livro. Belas esfirras abertas que nem lembrava ser tão boas. Uma noite dessas o programa do David Letterman juntou minha família inteira na sala. Mas acho que só eu e meu pai nos divertíamos com as piadas. Computadores, televisão e aparelho de som faz com que todos dentro de uma casa fiquem separados em seus cantos quase o tempo todo. Percebi isso quanto todos nós ficamos impressionados de nos ver reunidos na sala. Vi o Olivie um dia só, pena.
Os livros, revistas e filmes que levei voltaram como foram. Se bem que revi com minha irmã o Annie Hall, Stardust Memories, Everyone Says I Love You e o Being There. Que foi o que mais gostei de rever. Que mais? Muito mais, mas por aqui é só.
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outubro 17, 2003
Up't Estou indo a São
Up't
Estou indo a São Paulo ver uns ensinamentos de Chagdud Khadro. Volto na segunda, acho.
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outubro 16, 2003
Humor Maromba Dois comentários que
Humor Maromba
Dois comentários que me fizeram rir.
Bruno Galera:
Hoje de manhã, na musculação, meu professor falou: "Semana que vem vamos aumentar pra QUATRO séries pra dar a última CRESCIDA. Daí em novembro e dezembro a gente baixa tudo pra dar uma resistência e tu tá PRONTO PRO VERÃO".
Soares Silva:
Ler Nietzsche é muito bom antes de levantar peso. Imagino o old boy dizendo com sotaque carregado: Listen to me now and believe me later! I’m here to pump – you up!
Toda aquela história de ser forte é tão útil durante o supino.
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outubro 15, 2003
Famíglia Gato Meus amigos Mariana
Famíglia Gato
Meus amigos Mariana Messias e Monty Pellizzari adotaram um gato. Se emocionaram tanto que fizeram uma página em homenagem aos filhotes. É a Famíglia Gato. O visual é divertido, juntamente com os poemas nos finais das páginas.
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outubro 14, 2003
Justiça pra Ricos Os carbonizadores
Justiça pra Ricos
Os carbonizadores do índio Galdino vivem numa boa em regime semi-aberto. Nada como ter um papai rico e influente em Brasília. (via Martelada)
Update: Vejam só o poder da mídia. Após o Correio Braziliense publicar essa matéria, a justiça rapidinho suspendeu os benefícios dos rapazes que passaram o susto no índio. Ai se as ações da justiça fossem todas assim.
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Mostra de SP O ilustre
Mostra de SP
O ilustre Rodrigo me lembrou: tá no ar o site da Mostra de SP. Não vai dar pra ver muita coisa, mas vou tentar ir ver o Viajantes e Mágicos e o "The Brown Bunny", que o Eduf falou que vai passar sim.
O Viajantes e Mágicos será exibido em SP na Sala UOL (R. Fradique Coutinho, 361 - Fone: 5096-0585 - dia 21/10 - 20:10 - sessão 264) e no Cinearte 1 (Av. Paulista, 2073 - Fone 3285-3696 - dia 24/10 - 18:15 - sessão 484; e no dia 28/10 - 22:30 - sessão: 727).
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Mas já? Júnior pede demissão
Mas já?
Júnior pede demissão do Corinthians. Mas nem deu uma semana, poxa. Realmente gostaria de entender por que quando um time está um lixo, muda-se o técnico. E vai mudando até que o time vença alguma partida. Não entendo. Juntamente com essa idéia do Corinthias de contratar dois ex-craques como o Júnior e o Rivelino para fazerem parte da diretoria técnica. Até parece que não sabem que o melhor técnico de futebol do Brasil é o Serginho Chulapa.
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Walverdes em SP Novembro 18
Walverdes em SP
Novembro
18 - sábado - 23 h
FunHouse - R. Bela Cintra , 567
www.funhouse.com.br/delicious
19 - domingo - 18 h
R. Haroldo de Azevedo, 20
(lgo. do Campo Limpo), Pirajussara
25 - sábado - 15 h
Parque Chico Mendes, Rua Cembira, sem nº, - Vila Curuçá
+
23 h - Outs! Rua Augusta , 486
26 - domingo - 15 h
Subprefeitura Perus
R. Bernardo de Lorena, sem nº, próximo ao CEU de Perus
Algum camarada de São Paulo estaria afim de ir ao show do dia 25? Heim, heim.
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The Insider O Informante é
The Insider
O Informante é um filme baseados em fatos reais sobre um processo bilionário sofrido pela indústria do tabaco norte americana. Ela que quase nunca perde esses processos judiciais, devido ao seu enorme poder monetário.
A trama começa quando Wingang (Russel Crowe), químico e vice-presidente da empresa de cigarros, é demitido sem nenhum motivo aparente. “Problemas de comunicação” foi a justificativa. Demitido e com uma crise ética, ele se encontra instigado a falar para um programa de televisão sobre o que a industria da nicotina faz sem que seus consumidores saibam. Em específico sobre a adição de amônia pra potencializar o poder da nicotina. Trazendo sérios problemas extras para a saúde dos consumidores. Sua vontade de abrir o bico esbarra no rígido contrato de sigilo total assinado por ele ao entrar e ao sair da empresa.
Bergman (Al Pacino) é o produtor do famoso programa de reportagens 60 minutes. É ele que ajuda a Wingang a decidir se quer falar ou não tudo que sabe sobre a empresa de tabaco. Wingang se encontra numa complicada situação de medir os prós e contras de entrar nessa guerra. É uma trama complexa e Russel Crowe (gordo e grisalho) tem uma atuação absurda expressando com muita intensidade toda a pressão física e psicológica sofrida por Wingang. Que chega a perder sua família e se encontra completamente sozinho (a não ser sua ligação com Bergman). Sua atuação é incrível.
Fatos extremamentes crueis vão acontecendo com Wingang. O fundo do poço é quando a produção do 60 minutes decidindo não exibir a entrevista com sua imagem, temendo um possível prejuízo judicial na casa dos bilhões de dólares. Como se apenas tivesse sido usado para que não final aquilo que desejava fosse simplesmente deixado de lado pela emissora. Aí entra a questão sobre ética na mídia e opinião pública. A preocupação do jornalista Bergman com sua fonte é algo exemplar, que contrasta com posição tomada pela direção do programa. Também é colocado em tema se vale a pena a pessoa doar sua vida ao jornalismo. O filme me mostrou que no caso do Bergman, não. Tanto que o espertão se demitiu e foi ter uma vida mansa como professor. Com a desculpa honesta de que ele não poderia continuar no mesmo emprego sendo que nunca alguma fonte poderia confiar nele. As conspirações e intrigas do caso é algo fascinante de ver.
O filme é bastante longo, com 2h40min de duração. Mas fiquei grudado na tela o tempo todo. Para estudantes de comunicação, o filme é um prato cheio pra discussões sobre o poderoso mundo da mídia, ética e opinião pública. Achei muito bom, grandes atuações dos dois, emocionante. Dirigido por Michael Mann, de 1999.
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Ô Paradis olha o nome
Ô Paradis
olha o nome dessa banda.
é uma mistura de ti com o mussum.
heh.
http://www.fluxeuropa.com/o_paradis-serpiente.htm
Daniel Pellizzari
Realmente incrível. hshs
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outubro 13, 2003
By the Way Nunca fui
By the Way
Nunca fui de comentar em público que gosto de Red Hot Chili Peppers. Pois é. Ontem até cheguei a ouvir a música "Knock me Down" no carro. Nunca falei também do quanto gosto desse último disco deles. O Blood Sugar Sex Magik está prestes a perder o posto de disco que mais ouvi dos caras. É que o By the Way simplesmente não enjoa. Não exagera nos extremos de antes, o que de certa forma era a maior virtude da banda. Mas que enjova facilmente já que é impossível manter aquele ritmo o tempo todo. O By the Way combina pra todos os momentos, é um disco feliz e que faz sentir bem. Muito bom ouvir quando se está triste. Dá uma arejada ótima. Ia citar minhas música prediletas mas desisti. São quase todas. O Frusciante manda muitíssimo bem nos backing vocals, algo muito simples que ficou muito bonito, como disse o Bruno. Interessante que o disco foi muito menos falado na mídia que o Californication, mas pra mim é muito superior e um dos melhores da banda.
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Últimas do Woody O mojo
Últimas do Woody
O mojo me contou ontem por ICQ as últimas novidades do Woody, que ele viu ontem no Manhattan Connection. Bem, ele está falido como nunca. Bem agora que eu pensava que ele ia ficar tranqüilo estando na milionária produtora do Steven Spilberg, a Dreamworks. Que nada. Seus últimos três filmes foram um fracasco gigantesco de bilheteria e ele foi demitido de lá. O último, Anything Else, terá como estrela a Christina Ricci e a Dreamworks aproveitou pra divulgar o filme sem ao menos citar o nome dele. Que não aparece nem mesmo no trailer, segundo o mojo. Algo difícil de acreditar. Tudo é medo do filme fracassar denovo. Mesmo assim parece que ele não tá nem aí, já está no meio das gravações pra um outro filme pra 2004. Sem ao menos saber que produtora vai querer lançar. Triste e massa.
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Sleeper Woody Allen bem novinho,
Sleeper
Woody Allen bem novinho, assim como sua companheira de filmes Diane Keaton. Jovem e linda. Legal ver os dois assim. Sendo um dos filmes que faz parte do início de sua carreira, o humor é bastante físico e pastelão. Isso quando comparado com seus futuros filmes, que são mais sofisticados e até intelectuais. Esse chega a lembrar Os Trapalhões. As cenas de lutas lembram O Gordo e o Magro. Tudo recheado com as piadas one liners clássicas.
Sleeper é a história de Miles Monroe (Allen). Um homem que foi congelado através da criogenia em 1973 e é trazido de volta em 2173. Ano em que os Estados Unidos se encontra sob um governo ditatorial opressivo. Monroe então se encontra dentro da situação de ter que lutar contra esse regime, e para não ser reconhecido facilmente se fantasia como os robôs-empregados da época. Encontra a Keaton, e se unem para lutar contra esse regime e aproveitam para darem umas bitocas, como de praxe. O enredo ficou meio mal amarrado. Tem partes que o filme parece não saber pra onde ir. Mas isso não incomodou, me diverti do mesmo jeito. Detalhe para a frase mundialmente famosa que desconhecia ser desse filme: Not my brain! That's my second-favorite organ! Ri muito também quando ele perde a compostura (tentando fingir ser o robô) ao ter que ir passando o orgasmatron para as pessoas. No final ele já não liga pra nada e fica louco esperniando nas almofadas tentando agarrar qualquer mulher que passasse estivesse a seu alcanse. No final da cena quando ele dá um tapão na bunda é engraçado pra cacete.
A trilha é o jazz de sempre, só que mais animado e barulhento. Não combina muito com o ambiente futurístico tosco do filme, o que deixa tudo mais engraçado. Bem divertido, levinho e bobo. Pra ver com toda família.

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outubro 12, 2003
O poder da generosidade Todo
O poder da generosidade
Todo gesto de generosidade seja um minuto de atenção a quem quer ser ouvido, uma oração ou o desejo de que alguém fique livre da dor, têm o poder de transformar a mente e influenciar os seres.
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outubro 11, 2003
Renovação Carismática A Flávia me
Renovação Carismática
A Flávia me contou que ontem, num casamento na respeitada Igreja Apostólica Romana da cidade, tocaram uma balada do Ozzy Osbourne na entrada dos noivos. Que bonito.
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O Sósia do Cony Ainda
O Sósia do Cony
Ainda sentado na horripilante rodoviária de Campinas, quando o ônibus chegou, avistei pela janela um senhor de nariz grande e um bigode curto como o do Hitler. Pensei na hora Caralho, é o Carlos Heitor Cony no ônibus indo pro interior. Com uma ponta de dúvida se era ele mesmo. Entrei por último no ônibus e o único lugar vazio era ao lado dele. Que era o meu assento 28. Iría ter que descobrir se era mesmo o Cony. Ao me sentar, disse com ênfase Boa noite. Ele ficou olhando pra mim com aquele ar blasé e não disse nada. Hah, é o Cony mesmo. E quase até sair da cidade fiquei quieto na minha. Então sem mais nem menos ele diz “Você também tem esse problema com as pernas?” “Sim, é ruim. Ainda mais que sou alto.” “Eu também sou alto, tenho um e noventa”. Hm, o Cony que eu conheci era bem mais baixo. Tá indo pra onde... desculpe, qual o nome do senhor? Carlos. Tô indo pra Ituverava. Ainda não sabia se era o cara. Mas puxei alguns assuntos e percebi que o intelecto dele não batia muito. Nem era tão ranzinza. “Faz o que em São Paulo?” “Sou aposentado, já.” Ih, nem é. Então comentei de sua incrível aparência com o Carlos Heitor Cony. Ele não expressou reação alguma e disse que ouve muito a CBN e que um dia na tevê viu o Cony e ficou pasmo. “Eu quase achei que eu tinha um irmão gêmeo de verdade. Parece muito, né.” E soltou uma risada inglesa. “Já comentaram isso com o senhor?” “Nunca, mas eu vi ele num canal de televisão que não lembro qual é, viu, e achei que era meu irmão.” Horas se passaram, o ônibus parando no posto, eu acordando com a cara de perdido e o seu Carlos “Mas olha que você parece o Kaká.” Barbaridade que cheguei a ouvir algumas quatro vezes vinda de mulheres. O que não foi nada menos absurdo quando o Monty, Mari e sua turma encanaram que eu sou igual ao Anakin Skywalker (sobe BG risadas). Até hoje desconfio que seja piada dessas pessoas, que ainda não entendi. Mas vim bem, consegui dormi, ao contrário do seu Carlos, que ficava colocando a blusa de lã em cima de sua leve calvice devido ao vento do ar condicionada que escapava lá de cima. Pessoa agradável e engraçada. Desci e peguei carona com o Danijapa que não via há anos. Carona que rendeu poucos metros, quando vi a cabeça do meu pai se mexendo dentro do carro a me procurar.
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Bucolismo Uma das diferenças de
Bucolismo
Uma das diferenças de acordar em São Joaquim ao invés de Campinas é que se escuta um monte de pássaros cantando ao invés de carros acelerando. E isso faz diferença, tanto que fiquei mais um bom tempo de barriga pra cima deitado na cama ouvindo aqueles sons quase metálicos. Dando uma sopa pras coluna vertebral que acabara de passar por quatro horas e meia num encosto de ônibus feito para pessoas de um metro e meio. Ao meio-dia, se houve bem menos os pássaros, mas não chega a ser tão raro quanto carros.
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Satisfação Entraram no meu blog
Satisfação
Entraram no meu blog procurando "papel de parede do chitãozinho e chororó". Meu povo. :~
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outubro 10, 2003
Um Ano sem Claudinho Tá
Um Ano sem Claudinho
Tá explicado então porque ontem bateu uma saudade inexplicável de ouvir meus três CDs deles durante a tarde. Que coisa. Bem lembrado, Hermano. Valeu.
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Sobre o Papa Mas acho
Sobre o Papa
Mas acho uma tremenda sacanagem o Karol ter que ser exposto à mídia nesse estado terminal de saúde em que se encontra. Sinto muito senhores e senhoras católicas, mas parece coisa de programa sensacionalista de final de tarde para ganhar audiência.
Será que um ser espiritualizado como ele não pode nos dar uma outra imagem e lição do que é se preparar para a morte? Ao invés de estressar o Papa, será que a igreja não pode dar um recado mais elevado e sutil do significado da morte para seus milhões, ou será que ainda são bilhões, de adeptos?
Deixem o Karol descansar em paz. Ele não merece ser castigado desse jeito. Deus o abençoe nesse momento difícil e sagrado (e que Ele o proteja da igreja e dos padres que comanda).
Concordo. Do recente blog do Marcelo Taz. Visitarei.
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outubro 09, 2003
Traveler's ... A moral da
Traveler's ...
A moral da história - se é que existe - é que a felicidade pode estar bem mais próxima do se supõe. Parece ingênuo? E é mesmo, mas encerra aquele secreto encanto das coisas singelas em tempos complicados e vem narrado com muita habilidade. Num festival que prima pela revisão histórica, sexo compulsivo e violência, chega a ser um bem-vindo refresco.
Fábula do Butão dá lição em Veneza
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Gentle Voice #20 Está no
Gentle Voice #20
Está no ar.
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Comprei Um porta cds de
Comprei
Um porta cds de 36 unidades para guardar os filmes que estavam empilhados e embrulhados em uma folha de caderno aqui na estante. Ainda tem coisa pra caramba pra ver. Será que vou conseguir? d'Os benefícios de ter amigos megalomaníacos.
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Outros filmes sobre o Vietnã
Outros filmes sobre o Vietnã
O prof. Geribelo me passou umas dicas sobre bons filmes sobre a Guerra do Vietnã. "Apocalypse Now", que todo mundo me recomendou e ainda não assisti. Dizem ser o melhor sobre a guerra. "Os Boinas Verdes"; "Dear Hunter"; "Good Morning, Vietnam" foram outros indicados. E o "Nascido em 4 de Julho", que ele lembrou depois que comentei algo sobre o estado psicológico dos soldados que voltam das guerras. Ele disse que eu ia curtir esse.
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Platoon Brutal, comovente e desgastante.
Platoon
Brutal, comovente e desgastante. É absurdamente bom. Também sobre a Guerra do Vietnã, só que agora dentro das florestas onde os jovens e inexperientes soldados americanos foram literalmente colocados na roda. O filme é tão bom que lembrando das cenas nem dá vontade de parar de escrever. Ao mesmo tempo que é muito forte e violento, é de grande impacto emocional. Na cena do doente mental do vilarejo me deu vontade de dar um stop no filme e ir ao banheiro chorar por uma semana. Tremendas atuações por todos os lados. Obra-prima imperdível de Oliver Stone, 1986.
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The Quiet American O filme
The Quiet American
O filme se passa em 1952 em Saigon, Vietnã. Enquanto a França tentava conter a invasão das forças comunistas do Vietnã do Norte, no processo inicial do envolvimento dos Estados Unidos na guerra que acabou contabilizando 50.000 americanos mortos. E guerras de certa forma é algo fascinante. Um absurdo de proporções inacreditáveis que o ser humano é capaz de criar em nome de algo denominado poder e política.
Quase não há cenas de batalhas. A trama se passa na relação entre o jornalista inglês Thomas Fowler (Michael Caine), sua jovem esposa vietnamita Phuong (Do Thi Hai Yen - que nome massa) e o agente da CIA Alden Pyle (Brendan Frases), que está em Saigon como olftamologista para suposta ajuda humanitária. Em paralelo com os acontecimentos políticos, Pyle se apaixona por Phuong e de uma forma até muito educada se torna rival do seu então amigo Fowler. É através desse conflito pessoal que vários outros surgem relacionados à guerra e entre as escolhas políticas e ideologias dos dois, diretamente relacionadas ao encaminhar da guerra. Ceio de intrigas, o filme mostra muito bem através do agente Pyle a posição norte americana com relação ao problema do Vietnã. A cena da explosão no café é muito boa.
Valeu por conhecer o Michael Caine, que faz muito bem o papel. Ele parece ter a capacidade de mudar fisicamente de acordo com as cenas. Questão de postura, isso me chamou atenção. Também é bom saber algo sobre a Guerra do Vietnã antes de assistir o filme, pra não ficar sem entender o que está se passando enquanto as "pequenas" intrigas vão acontecendo. É o tipo de filme que nem me agrada nem incomoda. Baseado no romance de Grahan Green. Dirigido por Philip Noyce, 2002.
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Trago a Pessoa Amada de
Trago a Pessoa Amada de Volta em Três Dias
É o nome do novo ensaio gótico imperdível das Fotógrafas Super Sexies. As meninas se puxaram de novo. Belas modelos e maquiagem bem apropriada. Levinha e sem exageros. Acho meio fake demais essa nova moda de góticas usarem toneladas de maquiagens e serem super coloridas. Não dá pra levar muito a sério. Mas as garotas do ensaio tão ótimas. Parabéns, meninas. Ficou muito bom. Visitem e vejam que maravilha ficou a última foto.
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outubro 08, 2003
Plásticas Tenebrosas O site Awful
Plásticas Tenebrosas
O site Awful Plastic Surgery reune fotos de celebridades lado a lado no antes e depois das cirurgias. Me deu agonia saber que a Britney Spears já fez três implantes no seio. O primeiro pra ficar grandão, e os outros dois pra diminuir. Deve ser chato viver assim. Isso tudo não vai dar certo. Belo site pra moças que pensam em fazer uma cirurgia plástica. E por Deus, seios não podem parecer caroços. Não podem. E eu já quis ter orelha de abano quando era pequeno. hshs
Update: Knowing that no matter what I do - plastic surgery, liposuction - my hand is getting closer and closer to decay helps a lot. Then, when you look at your partner who is completely busy, blindly believing that this problem can be cured with ginseng tonic or whatever, because you have understood the truth, or the view, instead of some kind of arrogance you will want to make this person understand this truth. This is compassion. And this is also the act of non-violence. That is the Buddhist view. -- Dzongsar
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Googlism for: parada Baixei só
Googlism for: parada
Baixei só o que é verdade:
parada is a complete entertainment environment
parada is now demonstrating that neurotrophin expression is markedly elevated for weeks following spinal cord injury
parada is a graduate of the university of arizona with a bachelor's degree in music performance
parada is situated in the village of the same name
parada is mixed with this opposite; the only substance which can control shiva's incredible potential
parada is an information systems analyst and geographic information systems coordinator for the city of san josé
parada is to accustom them to have normal and peace contacts
parada is also in charge of a sanitary
parada is a decent big man but he is just not physical enough to handle dennis
parada is still only 17 years old and 220 pounds at 6
parada is a 7
parada is good for the beginner wanting a bit more of a slope to try out
parada is now more beautiful than ever
parada is much better and the people are very protective and they have a restaurant and free coffee in the morning
parada is not going to get quick over night
parada is proud to offer a new great service
parada is a product of extreme thinking
parada is an entirely new ultra
parada is also called apagado
parada is a national leader in studies of neurotrophic factors in brain
parada is currently a freelancer in chicago
parada is a further lesson in intensive
parada is a real honor and a blessing
parada is committed to enhancing your natural beauty with cutting
parada is an eagle
parada is considered the "father of the ov
parada is the wholesale market
parada is webmaster on "achtung panzer"
parada is a low profile high perfomance street radial
Googlism.
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Causa Nobre --------
Causa Nobre

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Posted by parada at 10:07 AM | Comments (0) | TrackBack
Creche pra macho Na Alemanha
Creche pra macho
Na Alemanha um shopping criou uma espécie de creche para adultos. Enquanto as mulheres vão às compras, os maridos ficam nessas creches tomando cerveja, vendo futebol e fazendo coisas de homens.
Creio que isso faria sucesso no Brasil. Uma das coisas mais chatas é ir em lojas de roupas e ficar muito tempo lá dentro. Pavor de muitos homens que eu sei. Mas enfim, vedanas. Homens gostam de futebol, o que pode ser algo bem mais ridículo do que novelas. Dependendo do jogo. “Essas novelas são todas iguais.” Heh. Talvez essa idéia de creche pode gerar preconceitos e o sujeito pode ficar constrangido de ter que esperar a mulher lá dentro. O sujeito também pode ficar tenso com medo que sua mulher gaste demais. Que coisa, não.
Talvez a única utilidade de ser acordado com o Xexéu e o Cony na CBN falando dessas coisas foi que me lembrou da Nara. E que ela acharia engraçado seu eu comentasse isso aqui. Então já valeu.
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Posted by parada at 09:11 AM | Comments (0) | TrackBack
Roses From My Friends (...)
Roses From My Friends
(...)
This may be the last time I see you
Forgive me for holding you close
This may be the last time I see you
So of this moment I will make the most
This may be the last time I see you
But if you keep me in your heart
together we shall be eternal
If you believe
we shall never part
The stones from my enemies
These wounds will mend
But I cannot survive
the roses from my friends
Ben.
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Posted by parada at 02:09 AM | Comments (0) | TrackBack
Almoço e Janta Fui ao
Almoço e Janta
Fui ao shopping do pinto comer no almoço. Andei pelos restaurantes e o único que me atraiu foi o de comida italiana. Pedi um clássico spagetti ao sugo com porpetas. Muito bom, especialmente o pão que vem de acompanhamento. Pra limpar o molho que fica no prato no final. Um vinho tinto seria perfeito, mas é terça-feira. Mas digam à Dona Nair que o spagetti ao sugo com porpetas que ela faz é bem melhor. Sabem aquele dia que tá incrível o tempero, pois é, insuperável. Podem acreditar. A única diferença do spagetti do shopping é o seu cozimento. Fica muito perfeito seu "al dente", e isso faz baita diferença. Creio que o segredo pra cozinhar bem o macarrão é ter bastante água fervendo. Não é preciso de colocar óleo nela, apenas sal. Up. Mas foi só isso, o resto é inferior ao da Dona Nair. Mesmo assim foi um belo almoço. Pra fazer a digestão, Fnac. Comprei uma Carta Capital e o livro Jornalismo Cultural do Daniel Piza. Os cedês do Mogwai estavam lá, até o Happy Songs.. importado. Oitenta e seis reais. Jantei agora um frango de panela cortado em apenas quatro pedações bizonhos pelo Chef Ermano Martins. Um verdadeiro mestre da culinária bizarra. Mas ficou delírio. Alho com pitadas de arroz e salada de legumes. É hoje que sonho com a mula sem cabeça!
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Posted by parada at 01:29 AM | Comments (0) | TrackBack
Palestra de hoje Foi boa
Palestra de hoje
Foi boa a palestra de hoje na Semana do Jornalismo. O tema era ética, o que em si não teve muita novidade. Foi interessante pelas histórias e os causos. Acho que cortou expectativas a mil da galera alí. A editora-chefe do EPTV explicando que fica quase impossível a matéria que o pauteiro imaginou e que o repórter cumpriu sair da maneira que desejaram. Tem o editor que pode mexer e mudar tudo e que isso frusta um pouco os caras. Coisas chatas que já experimentei. Tava também o chefe da Folha Online, comentando o jornalismo na internet. Nada de novidade. De interessante ilustrou a crise nas redações que todos comentaram nunca ser tão forte. Lá na Folha Online o número de funcionários diminuiu de 150 pra 50 nos últimos dois anos. Brabo. A moça da EPTV (nomes necas, né?) disse que até a Globo tá com esse problema de custos, algo que não existia na emissora tempos atrás. O outro palestrando foi o editor-executivo da Abril. Defendeu a Veja e comentou alguns casos. Talvez o que causou mais benefícios foi quando discutindo sobre manipulação de fotos falou que as mulheres das capas da Playboy, Nova, VIP, etc, simplesmente não existem. Falou que o trabalho no photoshop é muito pesado. Algo que não é novidade pra ninguém na face da Terra, mas que mesmo assim levou as mulheres ao delírio nas palmas, com um sorriso de um certo alívio. Deve ser foda a pressão estética que sofrem. Ainda bem que nasci gato. O cara também causou um certo furor na platéia quando disse que o jornalismo das revistas sobre celebridades é tão importante quanto matérias que depõem o presidente. Sensacional. O professor que tava ao meu lado fez uma careta enorme e brincou comigo "Eu gosto dessas revistas... pra tacar fogo!" Foi bom. No geral acho que apenas cortou a expectativa da galera. Ou foi só a minha, mesmo.
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outubro 07, 2003
A Revista dos Postes É
A Revista dos Postes
É inacreditável a quantidade de cartazes que a Revista Humanus prega em postes nos bairros de Barão Geraldo e no Parque das Universidades, em Campinas. É raro achar um que não esteja com o cartaz sobre o novo número da revista. É realmente incrível. Até fiquei perturbado de tanto ver esses cartazes, com um velho barbudo da idade média lendo o último número da revista.
No cartaz tinha o site da Editora Sama, responsável pela revista. Entrei pra ver qual é. A revista é daquelas que se diz preocupada apenas com a verdade. Aquele diálogo meio que de extrema-direita ou essas coisas de PSTU. Procurei mais no Google e li que a revista teve vários problemas por anti-semitismo, mas os processos contra ela não deram em nada. Isso que metade do seu staff é constituido de judeus, segundo alguém disse. Interessante também foi saber que a editora entrou com ação contra os dicionários Aurélio e Houaiss por crime contra a humanidade. Por causa do significado da palavra "judeu" que os dicionários traziam. Que loucura.
Embalado pelos trabalhos da faculdade, resolvi ligar na editora pra perguntar se a quantidade absurda de cartazes podiam ser pregadas em postes. Dei um de bobo. Disse que era um leitor da revista que se sentiu perturbado com a quantidade de cartazes. A explicação que a secretária me disse foi que os cartazes não são pregados pela editora, mas sim por admiradores da revista. "Como tem gente que usa camiseta de bandas, uma pessoa pode colar um cartaz da revista". Ah, então tá. Agradeci e fiquei tentando desligar o telefone, com certo medo. Que depois aumentou quando soube que o presidente da revista lançou um livro chamado Diabo, meu amigo. Cheeeee.....
Talvez o Dudu Moura saiba mais sobre esse lance. Mas, ahmm, nem quero saber. Enfim, melhor eu me concentrar em falar sobre mexiricas e limonadas.
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Ben Harper one hour live
Ben Harper one hour live acoustic
Revisitei agora pouco as música do Ben Harper através de um show acústico em vídeo de uma hora de duração. Vi aqui no computador, deitado na já sofrida cadeira de balanço. Esse pano vai rasgar. Um show bem legal. Extremamente intimista. O jeito que ele toca as cordas do violão é de um carinho incrível. Sua voz é aquele sussuro clássico, só um pouco mais baixa e às vezes, por isso, fica toda bizarra e alterada. Fininha. E ele tá nem aí pra isso. Já gostei muito de Ben Harper. Ouvi tanto que cheguei a enjoar de sua voz, mas ouvir tudo de novo hoje foi muito bom. "Walk Away" sempre vai trazer as mesmas cenas na minha cabeça. E isso é legal. "Sexual Healing" é quase pura diversão. Heal meee, my daaarling. Que maravilha de música. Quanto tempo. O Eddie Veder participa em uma música que não conheço. Todas são boas, só os clássicos, bela seqüência. Vi como se estivesse vendo um filme. Eu me concentro pra ouvir música. O nome do arquivo no Soulseek é Ben Harper one hour live acustic. Valeu, Fozy.
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outubro 05, 2003
Gashô É o que também
Gashô
É o que também me faz questionar essa postura extremamente demagoga e elitista de que mais é melhor. "Leia livros, visite cidades, encontre pessoas, e será uma pessoa culta". A existência não é um buffet de sorvete, onde empilham-se sabores e coberturas sem nem ao menos saber o que estamos saboreando. Acho que é preciso um mínimo de seleção e tempo para analisar e fruir decentemente as experiências. -- o bom menino BG
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Domingão à noite Fomos na
Domingão à noite
Fomos na vó e o Gustavo chamou ela pra andar de carro. Fomos. Demos voltas no quarteirão da praça e na avenida. A banda ainda não tinha começado a tocar. Começam às oito, tava quase pra começar, mas ela não quis descer. "É muito sacrifício esse sobre e desce (no carro)". Na praça, muitas bexigas em formato parecido com o de dna. Estava em riste no céu. Ela comentou e prestei atenção, uma coisa incrível. Subimos toda a avenida e tinha um parque de diversão muito bagaceiro lá na Cohab. O Gustavo brincou perguntando pra Dim se ela queria andar de roda gigante. Ela riu e disse que já andou muito de roda gigante. Tinha até o barco viking lá. Que medo. Deixamos ela em casa. Ela agradeceu mais uma vez e estou esperando meus pais chegarem com as pizzas. Chegaram. "Óh, tá super quente." Vou comer então.
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Escola do Rock Depois do
Escola do Rock
Depois do sofisticado Waking Life (2001), o novo filme do Richard Linklatter parece ser bem mais leve e divertido. Talvez uma ótima pedida para uma seção da tarde - nem sei se ainda existe Seção da Tarde, existe? O nome do filme é School of Rock (2003) e terá o Jack Black no papel principal. Saiu materinha na Salon sobre.
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May Nothing But Happiness Come
May Nothing But Happiness Come Through Your Door
Não sabia. A Trama lançou esse ano mais dois álbuns do Mogwai. O "Come On Die Young" e o "Young Team". Agora sim. Acho que até vou comprar pra ter o encarte e o CD de alta qualidade com as obras primas. Antes da banda tocar no Brasil, a gravadora já tinha lançado o "Rock Action" e o "Ten Rapid", disco de estréia da banda. Mas eu fico triste lendo essas resenhas. Olha isso, por exemplo:
Uma única faixa em todo o disco leva vocal: "RU Still Into It", com a voz inumana de Adrian Mofat [Arab Strap] entoando uma letra banal, mas que ganha um acento patético no contexto cadavérico da música: "We should go into town and spend some money / We can go to the pictures and see something funny". Soa como 'alguém me dê uma navalha que eu quero acabar com essa merda de uma vez por todas'.
Essa gente cheira cocaína antes de ouvir música? E barbaridade. Chegam a relacionar o o título do Come One.. como uma apologia ao suicídio:
Antes de escrever esse texto, deixei o "Come On Die Young" (segundo álbum cheio dos escoceses do Mogwai, de 1999, que a Trama lança agora por aqui) na mesa do computador, e cada vez que puxava a gavetinha com o teclado o rosto horrendo da capa do cd vinha me perscrutar, direto de um fundo negro, e me fazia lembrar do título do álbum, quase uma profecia ("Venha, Morra Cedo").
Em que mundo estamos? Mesmo antes de descobrir que os caras eram humoristas full-time, sabia que o nome desse álbum não tinha nada a ver com isso. Porra, essas músicas são maduras demais pra serem apenas sobre uma bobagem dessas.

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Piza Reclama Vai ser difícil
Piza Reclama
Vai ser difícil levar a sério o Brasil enquanto continuar havendo tão pouco respeito pelo trabalho intelectual. Faltam revistas e tablóides que paguem decentemente por resenhas e ensaios, para não falar de contos e poemas; as editoras cada vez mais têm a cara-de-pau de oferecer 8% - ou menos ainda - do preço de capa do livro para os autores; instituições com dinheiro convidam para palestras que não querem remunerar; sites pedem textos de graça; as poucas fundações que concedem bolsas agem por critérios esdrúxulos; etc., etc.. Não raro, há a conivência do próprio jornalista ou escritor, que não exige o devido respeito. Mas, ora, nem na alquebrada Argentina um autor tem tão poucas opções e é tão malbaratado por quem diz prezar a cultura.
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Posted by parada at 01:43 AM | Comments (0) | TrackBack
outubro 04, 2003
Prrrrrrrrrrrfffsss A Judy acabou de
Prrrrrrrrrrrfffsss
A Judy acabou de soltar o peido mais alto de sua vida. Parecia de gente. Comecei a rir e olhei pra ela. Que olhou pra mim e saiu correndo. Cachorros ficam muito constrangidos por não terem como ir ao banheiro.
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Posted by parada at 11:21 PM | Comments (0) | TrackBack
Amor de Pai Tava na
Amor de Pai
Tava na sala jantando (mexidinho de arroz, queijo fresco e carne cozida com batatas. esquentado numa frigideira. chuif, comida da mama. inigualável. e tomando limonada, que quando bem feita, é o suco mais refrescante que existe] e passou um comercial de uma ONG que ajuda crianças e coisas do tipo. Passava a seguinte idéia: Os pais desejam dar pros seus filhos aquilo que eles não tiveram. E os filhos de hoje também vão querer dar pros seus filhos aquilo que não tiveram.
Meu pai, na cadeira de balanço, olhou pra mim e começou a rir. Não entendi.
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Novo Disco do Frusciante Recebi
Novo Disco do Frusciante
Recebi via Pilla News essa notícia por email --
John, que já havia gravado seu álbum e esperava apenas um tempo (o famoso "break" da turnê) para começar as mixigens, parece que re-entrou nos estúdios dias antes de começar o tão falado festival de Coachella. Chad Smith ficou com a bateria enquanto Flea tocou baixo em duas faixas. Josh Klinghoffer (Biecycle's Thief) contribuiu com os backing vocals e guitarra.
Todas as guitarras do disco e teclados foram tocados pelo John e mais: dessa vez, John tocou baixo (baixo!!!) em várias faixas de seu CD.
Continua-se com nenhuma expectativa de data para o lançamento. Sabe-se que John pretende fazer alguns show em Novembro e Dezembro, quando as turnês do By the Way já estarão terminadas. E, mesmo sem saber nada ao certo, parece que a turnê do Spiritual será pelos EUA e Europa.
Fonte: redhotchilipeppers.com
O nome do disco vai ser "Shadows Collide With People". Deu no site oficial.
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Posted by parada at 07:09 PM | Comments (0) | TrackBack
Confusão na Padoca Pois é,
Confusão na Padoca
Pois é, esqueci de comentar. Hoje enquando almoçava na padaria fiquei vendo lá de cima a confusão entre a dona de um carro que estava sendo guinchado com os fiscais do Emdec. Tava uma bagunça e a turma do surfe que tocava uns pagodes ficou criando refrões de xingamentos. Ia feder, percebi. Então comprei meu Chicabom e zarpei. Não deu outra. Confusão geral um pouco mais tarde. A loira até tascou uma mordida no guarda. Que festa. Deu até no Cosmo, aqui a matéria. Postado especialmente pro Walter.
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outubro 03, 2003
Como são bobos As camisetas
Como são bobos

As camisetas oficiais do Mogwai são um sarro.
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Diferença Social É meio chato
Diferença Social
É meio chato todo dia caminhar de mochila nas costas em direção à faculdade e passar em frente de uma construção onde alguns cara da mesma idade que eu trabalham pesado o dia inteiro debaixo de um sol de rachar. É meio constrangedor passar por lá e ver eles, e eles me verem, andando tranqüilamente em direção à faculdade. Os caras não devem estudar. O tempo que tem de sobra devem descansar e ficar de andada por aí. Geralmente quando acabam o serviço, sobem num morrinho e ficam dando cambalhotas no ar. Se divertem e tal. Mas deve ser chato trabalhar o dia inteiro em frente à faculdade, vendo neguinho entrando e saindo de lá o dia todo. Enfim.
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Posted by parada at 01:34 PM | Comments (0) | TrackBack
Magnetismo Muffa Foi só cortar
Magnetismo Muffa
Foi só cortar o cabelo que nem homem que o Bruno fez um post dhármico muito massa. Vou até colar aqui pra ninguém da máfia deixar de ler --
(...)
Destaco o momento onde se falou sobre o poder da imantação. Os métodos de sedução da deidade, dos mestres e do próprio dharma pra tentar estabelecer uma conexão com as pessoas. Gilberto lembrou, muito bem, duma história que a Lama Sherab nos contou no Gasômetro, certa vez.
Quando o pessoal do Gonpa fazia uma comitiva pra acompanhar o Rinpoche por lugares públicos (shoppings, aeroportos), era comum pessoas que não o conheciam se prostrarem, cumprimentarem e seguirem o mestre aparentemente sem motivo.
Numa dessas ocasiões, uma senhora de idade se aproximou da Lama e falou algo como "eu não sei quem é esse senhor, mas eu vim aqui pra dizer que só de vê-lo já fez com que eu tivesse uma sensação muito boa".
Foi o mesmo poder inspirador de alegria, fé e respeito que calou mais de 40 mil adolescentes rançosos no Planeta Atlântida em 97, dentre os quais eu me incluía. Quando a organização anunciou que um mestre budista ia fazer uns mantras antes da abertura do festival, eu nem hesitei em pensar que ele seria achincalhado pelo público com vaias e garrafadas. Mas, pra minha surpresa, e talvez de muitos outros, a platéia ficou imóvel e fez um silêncio inimaginável durante o tempo em que ele recitou suas preces e aspirações. Foi algo que eu não dei muita bola na época, mas que com o passar dos anos foi me impressionando mais e mais.
Lama Samten também é um exemplo. Suas palestras estão cada dia mais concorridas. As pessoas se sentem bem, sorriem só pela presença dele. Não são poucas as pessoas que vêem ele uma única vez, e que me comentam sobre os "poderes mágicos" que ele tem a partir do momento em que entra em cena, com aquele jeito brincalhão e extremamente motivador.
Esses métodos e muitos outros são oriundos da imensa compaixão dos professores do dharma. Eles são a personificação do que rogamos às deidades, e é natural que queiramos nos igualar às suas mentes. O mestre qualificado manifesta incessantemente a aspiração de liberar todo aquele que o vir, ouvir, tocar ou se lembrar dele. Por isso o magnetismo. Por isso, mesmo que não seja de nosso conhecimento ou espontânea vontade, acabamos lembrando do Lama. E isso é algo magnífico.
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Posted by parada at 01:09 AM | Comments (0) | TrackBack
On the Beach A Pitchfork
On the Beach
A Pitchfork resenhou e deu 9.5 nesse álbum de 1974 do Neil Young. Pois é, bom ter lembrado a galera. Baixei quando o Natas deu a dica como ótimo CD para se ouvir em viagens de carro, juntamente com o "Broken Arrow". Realmente, é muito bom. Pra qualquer hora.
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Posted by parada at 12:55 AM | Comments (0) | TrackBack
Ladri di biciclette Ladrões de
Ladri di biciclette
Ladrões de Bicicleta é um filme da escola chamada realismo italiano, onde se mostra a vida dos italianos no pós II Guerra. O jargão 'uma câmera na mão e uma idéia da cabeça' serve bem pra esse filme. Todos neles são não-atores, quase nenhuma verba disponível e usaram a própria cidade e a população pra fazer as cenas.
A história é de um homem que gasta quase todas as economias de sua família pra comprar uma bicicleta, imprescindível para que ele consiga um emprego como pregador de cartazes de filmes. E no primeiro dia do emprego roubam sua bicicleta. A sutileza do filme é baseada nessa pequena tragédia que contrasta com o desespero do homem por ter perdido sua preciosa bicicleta, e assim o precioso emprego. O fim do poço é quando ele chega a tentar roubar uma. Cinema de esquerda que mostra como todo mundo alí foi vítima do pós guerra. Ilustrado muito bem na cena do sujeito que roubou a bicicleta, pela casa dele, pelo fogão e por seu estado de saúde.
Por ser considerado um filme realista, é preciso de um certo esforço e boa vontade pra perceber suas sutilezas. Certas partes ficam muito lento e fácil de encher o saco pra nós acostumados como muita movimentação na telinha. A realidade é mostrada de maneira fria. Apenas a figura da criança que dá um ar de emotivo em algumas das cenas. Ótimo personagem, por sinal. A cena dele tentando ir fazer xixí e sendo interrompido é memorável. As cenas que ele chora dizem que foram feitas dizendo que viram ele fumando e que iam contar pros pais dele. Tadinho. Mas valeu, ficou ótimo. Os alunos que viram o filme parece que não gostaram muito. O que dá pra entender normalmente. Já que hoje a miséria e a desgraça na televisão é acompanhada com naturalidade durante o jantar por toda família. Acostumado com isso, um filme desses parece ser muito superficial e chato. Mas é um clássico, muito legal ter visto. Do diretor Vittorio De Sica. De 1948.
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outubro 02, 2003
Mighty Aphrodite Lenny e Amanda
Mighty Aphrodite
Lenny e Amanda tinham uma ótima vida de casado até ela querer ter um filho e esse vir através de uma adoção. A medida que a criança vai crescendo, Lenny (Woody Allen) começa a ficar obcecado em descobrir qual é a verdadeira mãe do menino. Até que ele a encontra. Ela é Linda, uma prostituta. Não querendo que seu filho no futuro encontre sua mãe e acabe descobrindo que ela é uma prostituta, Lenny começa a tentar mudar o rumo da vida dela. Para que ela tenha uma vida mais normal e seja feliz.
O filme cresce muito quando Linda (Mira Sorvino) aparece. As cenas mais legais são com ela. Grande personagem. A da primeira vez que Lenny a encontra é muito engraçado. Up, mais pro começo, adorei a cena dele com o queixo encostado na cama fazendo gracejos com o bebê. Muito meigo. A primeira conversa de Lenny e Linda também é ótima. A timidez dele parece que vai diminuindo seu tamanho físico, exatamente como nos sentimos nessas situações. O beijo atrás da orelha também é muito bom. Hm, que mais? Ah, o único beijo entre Leny e Linda, já no final. Aquela coisa de duas pessoas estando numa situação ruim se encontram juntas e então resolvem fazer algo de bom. Kiss me, kiss me, kiss me. O estilo da edição do final eu gosto muito. Os pequenos takes de obviedade da vida das diferentes pessoas juntas. Sempre é legal. Ah, e ele realmente consegue tirar Linda de sua vida de pornô engraçada e volta a ter uma vida normal com sua esposa e seu filho. E duvido que alguém que tenha visto esse filme não cobiçou horrores o relógio dos porquinhos.
O coral grego que corta toda história é legalzinho, mostrando que a história é um drama grego moderno. Algumas frases engraçadas e a secretária eletrônica de Zeus é um sarro.
O filme é de um humor bem leve e gostoso de assistir. Daqueles que limpam a mente ao invés de potencializar ou acrescentar neuroses. Dirigido por Woody Allen. De 1995.
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Posted by parada at 03:21 PM | Comments (0) | TrackBack
Li hoje e gostei Um
Li hoje e gostei
Um é o texto chamado Felicidade dá medo do blog Escambau, o qual descobri através de um comentário aqui. Li correndo estando atrasado pra sair e bateu legal. Belo ritmo. Pode comunicar algo bem interessante que não dá pra saber direito o que é.
Outro é a crônica do Mário Prata de hoje, que não foi escrita por ele. Gostei porque fez mudar o ritmo que eu estava no momento em que lia. Chama-se Fabinho, meu leitor.
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Posted by parada at 12:12 AM | Comments (0) | TrackBack