« Nicotina reduz sintomas de depressão em não-fumantes | Página Principal | Estudo japonês sugere benefício do chá verde para o coração »

Nem médicos têm acesso a estudos sobre crianças, diz pesquisa

setembro 13, 2006

Isso acontece porque muito poucos estudos sobre drogas e crianças são publicados em publicações médicas que ajudam os profissionais a formular tratamentos. O resultado é que às vezes são receitados remédios inadequados, ou em doses erradas.

Além disso, os pais relutam em permitir que os filhos tomem parte nos estudos. A pesquisa, assim, cada sendo feita em vários núcleos, cada um com poucas crianças. Isso complica o tratamento dos dados e a submissão para publicação. (Estado)

Nem médicos têm acesso a estudos sobre crianças, diz pesquisa

Metade dos estudos sobre os efeitos de remédios em crianças acaba não sendo publicada

AP

CHICAGO, EUA - Descobrir como uma droga que exige receita médica afeta crianças não é fácil nem para os médicos pediatras, de acordo com uma nova pesquisa. Isso acontece porque muito poucos estudos sobre drogas e crianças são publicados em publicações médicas que ajudam os profissionais a formular tratamentos. O resultado é que às vezes são receitados remédios inadequados, ou em doses erradas.

"Ironicamente, mesmo algumas vezes em que o remédio funciona (nas crianças), não há publicação", disse o médico Danny Benjamin, da Universidade Duke e da Administração de Drogas e Alimentos (FDA), órgão do governo americano que supervisiona o mercado de medicamentos.

Ele disse que um programa da FDA criado para encorajar a indústria farmacêutica a testar como as drogas afetam as crianças levou à produção de centenas de estudos. O problema é que, metade das vezes, os resultados não chegam aos periódicos mais respeitados pela comunidade científica, principalmente porque os patrocinadores e autores do estudo não os enviam aos editores.

Indústrias que realizam ou patrocinam pesquisa pediátrica estão preocupadas em pôr o produto no mercado, "não em atentar para as questões de saúde pública", disse Benjamin.

Além disso, os pais relutam em permitir que os filhos tomem parte nos estudos. A pesquisa, assim, cada sendo feita em vários núcleos, cada um com poucas crianças. Isso complica o tratamento dos dados e a submissão para publicação.

Exemplos que os autores do estudo citam incluem um trabalho, não publicado, sugerindo que um anestésico pode aumentar o risco de vida de uma criança, se usado para sedá-la. Também há dados, não publicados, que apontam para a conclusão de que alguns cremes esteróides, usados para tratar problemas de pele em adultos, podem causar problemas hormonais em crianças.

"Precisamos levar esses dados até as pessoas que cuidam das crianças", disse Benjamin, cujo trabalho será publicado nesta quarta-feira, no Journal of the American Medical Association. (Estado)

Walter Valdevino Estudo , Suspeitas Comentários (0) Comentários (0)