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agosto 30, 2003
Em Sampa amanhã O frio
Em Sampa amanhã
O frio deu uma amenizada. Resolvi então criar vergonha na cara e combinar de amanhã ir até São Paulo ver o último dia da peça Kerouac com o Mário Bortolotto, o Marião. Faz um tempinho que estou querendo ir conhecer algo dos caras do Cemitério de Automóveis. Todos me disseram que vale muito a pena. Tô saindo amanhã de manhã. Ficarei no Hotel Pirituba Fernandes. Eu ligo quando chegar, mãe. Se algum irmão quiser aparecer por lá, ficarei feliz. Talvez role algo depois da peça. O local é no Centro Cultural São Paulo, Rua Vergueir nº 1000. Às 20h. Vai ser massa. Abração.
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Caricatura Na boa, demorou pra
Caricatura
Na boa, demorou pra alguém dizer que esse Leo Martins é um dos caricaturistas mais foda do Brasil. Se não for eu pelo menos gosto pacas dos desenhos que ele faz. O trabalho do cara é muito fino e muito bonito. Dá gosto de ver as linhas simples criando as formas tão sutis. Ele colabora diariamente pro No mínimo. Fazendo os desenhos na vertical para caberem no pequeno canto esquerdo da página. Tirei a caricatura do Woody daqui porque imagens em blogs cansam.
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agosto 29, 2003
Compras no shopping De manhã
Compras no shopping
De manhã fiz a peregrinação pra ver Dão Pedro, o shopping, do pinto. Precisava comprar uma fita cassete, caneta e pilhas. Aproveitei pra almoçar lá. Cheguei cedo demais e aproveitei pra ficar na Fnac, o paraíso do consumidor.
Na seção de cinema tinha uns quatro livros importados sobre o Woody Allen. Uns três nacionais. Cobicei, mas são caros. Fiquei uns trinta minutos lendo o texto original do "Manhattan". As partes predilétas lia em voz baixa imitando o filme, baita diversão. Acabei comprando revista de quadrinhos do Hulk & Demolidor. Influênciado pelo Tio Nasi. Já que vi um dia a imagem desse quadrinho no blog dele. Meu primeiro quadrinho - esqueci como chamam essas revistas. Comics, hqs? Sei lá. Mas é sério, nem Turma da Mônica rolou. Só as tirinhas. Vamos ver se gosto. Também acabei comprando a Carta Capital e um cd virgem.
Almocei no Habibs. Um beirute e duas esfirras de queijo, com suco de laranja. Lembrei da capivara hindu. Comeu? Comi acompanhado com uma japonesa na mesa à frente. Quase pedi um chopps mas desisti. Burrice. Descansei uns minutos nas poltronas e caminhei de volta. O transporte público de Campinas é algo completamente lastimável.
Na volta não sei o que me deu e vim brincando de fazer monólogos. Engraçado pois nunca faço isso. Isso é coisa de Pinheiro. Algo completamente idiota, mas muito divertido. Rolou em inglês e no final português. Fiquei admirando a vida das pessoas com quem eu cruzava, imaginando histórias legais. Já perto de casa vi um gato morto no canto da calçada, com a língua pra fora.
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Só pra distrair um pouco
Só pra distrair um pouco
Visitei alguns lugares esses dias pra tarefas da faculdade. Conheci um lar que acolhe crianças vítimas de violência. Conheci o quarto delas que são cheios de desenhos de super-heróis nas paredes. No teto de um tinha um desenho do Batman muito massa. A moça me acompanhava e mostrava cada cômodo. Chegando no berçário apontou pra um quarto onde se via algumas crianças lá dentro. Ela disse, Alí se você entra não consegue sai mais. Mas pedi pra ir lá. Fiquei na porta olhando elas vendo tv junto com algumas funcionárias, nada demais. Mas não demorou muito pra uma vir uma criança se grudar na minha perna esquerda. O tio é meu. O tio é meu. Pior que asilo. Tive sorte e conversei com o presidente do lar, que me contou bastante coisas. Legal. Pra uma matéria comunitária, clássico.
Acho que estou levemente apaixonado por uma garçonete. Podem dizer que estou imitando o Larry. Ela é alta, meio mulata, cabelo grande encaracolado, com um corpo muito firme. O que é massa são os olhos levemente verdes. Mas é a caixa craniana que dá o charme. Como eu gosto de mulheres de cabeça grande. Testona, bem oval. Tipo a mulher do Renato Aragão. Hshs. Ela sempre me pergunta se vou querer tomar alguma coisa e fico um tempinho fingindo estar em dúvida. Bobeiras.
Marcando horários pra encontrar entrevistados. Três no mesmo dia. Tá meio que correria. E há um certo prazer em fazer essas coisas, mesmo quando dá errado. Dá errado mas você apenas continua fazendo, e fazendo. Sem desanimar. Liga de novo, não dá nada, véi. É divertido, contando que você não está empregado e pagando caro por esses erros. Ficando atrás dessas coisas só podem levar a dois caminhos. Um seria a pessoa ficar neurótica e cair no jogo de ficar braba por causa do gosto/não gosto e deu certo/errado, ou pegar o ritmo da coisa e não se alterar muito por causa dos resultados. Mas ninguém tem muitos problemas com isso, acho. Sem ironia. Quando se está com paciência tendo que fazer um monte de coisa (que pra maioria das pessoas não deve ser nada), tudo funciona melhor. Eita.
O tempo livre estou usando pra praticar. Semana que vem talvez dê pra ir à Belo Horizonte. Rezando pra que dê certo. O outro resto do tempo ando lendo o García Márquez. Está sendo massa. Às vezes leio ouvindo a trilha do Dead Man. Mas é difícil ler ouvindo música. Raramente combina.
O vento não para nunca, frio do caralho. Hoje teve vinho na faculdade pra juntar grana pro centro acadêmico. Fiz uma boa colaboração tomando três copos daquilo que deve ter sido o vinho Canção. Uh, garrafão.
Nem ia escrever aqui esses dias. Até fiz uns posts da faculdade. Resolvi agora só pra distrair um pouco. Amanhã tenho que sair cedo pra compra cassetes. Tenho 2 matérias e 2 reportagens pra rádio na fila. Depois, telê. Sem contar a de impresso e as pesquisas. Caralho, já são quase 2h. Eu realmente preciso dormir.
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agosto 28, 2003
I'm a little pea I
I'm a little pea
I love the sky and the trees. Mensagem querida que a Mara me mandou --
Tem essa calçada quando desco do ônibus e sigo pra casa a noite, cheia de formigas.
Nunca piso com medo de matar as bichinhas.
Maldita (bendita?) influência sua.
beijos.
Bendita. :)
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Bidê no Daktari Dia 04/9
Bidê no Daktari
Dia 04/9 (quinta) a banda Bidê ou Balde vai tocar no bar Daktari aqui em Campinas. Acho que irei. Da última vez que eles tocaram lá foi muito massa. Voltei todo suado depois de ficar mandando ver nuns pogos do mal.
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Cansado de relacionamentos platônicos “Um
Cansado de relacionamentos platônicos
“Um italiano de 102 anos de idade, viúvo duas vezes e que sobreviveu às duas Grandes Guerras Mundiais, está procurando uma nova esposa. E ele enfatiza que não quer a nova companheira apenas para um relacionamento platônico.” (BBC Brasil)
Enquanto ri do que achou um humor negro, Renato Parada sofre um ataque cardíaco e morre em seu quarto. Logo mais, na Itália, Salvatore Bordino irá se encontrar com uma ótima pretendente graças a matéria da BBC. Ele viverá muito bem com ela até seus 105 anos, quando terá um morte tranqüila, dormindo.
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The Mouse Play Edelweiss: Food!
The Mouse Play
Edelweiss: Food! Food! Food! All you think about! Food!
Edelversa: Good! I like food! You should eat more!
Edelweiss: Treats! Treats, too! All you think about! Treats!
Edelversa: Good! I like treats! You should eat more!
Edelweiss: You like treats! You like food! Why not give away food? Why not give away treats?
Edelversa: Treats and food for me! All for me!
Edelweiss: You leave some treats and food for me!
Edelversa: Hand gives much food and treats. I will save some food and treats to give away.
(Later)
Edelweiss: See! Everyone's happy because you give away treats and food.
Edelversa: But no treats or food left for me!
Edelweiss (as food in hand come through): Here comes more!
THE END
por Henry Cordes, 9 anos. Mais em 826 Valencia.
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Lendas do Quindim Vitor pergunta:
Lendas do Quindim
Vitor pergunta:
Ô, Daniel, falaí. É verdade que quando o Paulo Francis morreu tu saiu na rua com uma mochila com todos teus livros dele, a comer quindins desconsoladamente?
Daniel responde:
Mais ou menos.
Quando São Paulo morreu eu achei que O Fim estava próximo, que a humanidade tinha caído (no sentido gnóstico) de uma vez por todas e etc. Enfim, eu fiquei triste pacas, porque ele me fazia rir de verdade e era uma pessoa formidável.
Alguns meses depois, nos quais me alimentei apenas de alimentos amarelos (quindins, a Hóstia de Satã, tinham mesmo precedência) e convicto de que realmente a morte do saudoso Franz Paul, entre outras coisas, era um indicativo escatológico do Fim dos Dias (mas sem Julgamento, perceba), decidi que ia passar algum tempo morando na rua. Talvez pra sempre.
Peguei uma mochila, coloquei alguns livros dentro ("aí eu vou trocando nos sebos", imaginei), comprei um cobertor cinza daquele de um real na Voluntários da Pátria e me toquei para o mundo do nomadismo urbano, no eixo Santana-João Pessoa. Com meu tradicional desprendimento [(c) Barbara Nickel] no vestuário, minha enorme barba, meu imenso cabelo todo cheio de nós, meus óculos de armação quebrada, minha cor alaranjada de tanto comer alimentos amarelos e, claro, meu tradicional apreço pelo Estado Almiscarado, não tive dificuldades em me juntar à patuléia acinzentada.
Meu plano era ficar na rua pra sempre. Fiquei cinco dias: quatro noites, três na rua e uma no albergue de mendicância. Aprendi que na rua você deve dormir de valete (de costas para as costas do sujeito mais confiável do bando) se não quiser o risco de perder a cerejinha do bodó. Descobri o gosto que tem o Sopão dos espíritas (ectoplasma com repolho). Achei fascinante que, ao contrário do que imaginava, o albergue não tem um fedor de tumba dinástica, porque todo mundo tem que tomar banho antes de ir pras camas (o que é motivo suficiente para que muita gente prefira dormir na rua mesmo quando está muito frio, porque, como também aprendi, sujeira esquenta). Conheci um mendigo de lenda urbana, poliglota, com quem conversei sobre "Giacomo Joyce" e aprendi que Kierkegaard era punheteiro. Fiz alguns amigos instantâneos que até hoje, sei lá como, me reconhecem e me cumprimentam quando me encontram na rua. Tive certeza que a vida dos caras nada tem de romântico.
E caralho, ainda morro de saudades do Paulo Francis.
E ah, Vitor. Essa história a que tu te refere aconteceu mesmo, é verdade, é verdade. Foi o prólogo, no dia-em-si da morte do Francis.
Eu tinha esquecido disso :)
Botei todos os livros dele dentro de uma mochila e fiquei horas e horas e horas e horas caminhando a esmo pela cidade, comendo quindins onde eles estavam à venda, lendo pedaços dos livros sentado em praças, sentindo o bafo quente do Apocalipse no cangote e, claro, chorando desbragadamente como uma leitoazinha vitoriana.
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agosto 26, 2003
A Girafa Mas que massa.
A Girafa
Mas que massa. O Nasi me mandou pelo correio a tela original do seu desenho da girafa. Aquela mesma que postei aqui esses dias. É sempre muito legal ganhar esse tipo de presente. Ainda mais se você nunca chegou a encontrar essa pessoa pessoalmente. Vou colocar na parede aqui. Valeu, Nasi.
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Dicas de escrita É um
Dicas de escrita
É um horror aprender a escrever através de regras. Por isso mesmo que ninguém aprende. Aprender a ler por si só pode ser tão divertido e ensina muito mais. Mesmo assim achei bastante interessante e útil esses dois sites. O Manual de Redação e Estilo do Estadão e o 10 Tips on writing the living web em inglês. Pros conterrâneos.
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Jabur Estou me repetindo, mas
Jabur
Estou me repetindo, mas não há o que fazer a não ser a repetição, já que nada se move no mundo a não ser as punhaladas do Mesmo. daqui
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Palestra do lama Que bom
Palestra do lama
Que bom foi rever o Lama Samten. Que grande prazer. A palestra foi sobre o Dharma na vida cotidiana. Porque se não funcionasse na vida cotidiana, de que serviria? As quatro verdades nobres e uma explicação rápida sobre o nobre caminho óctuplo. Como é bom rever a fundação de todas as escolas. É muito bonito.
Ele estava engraçado como sempre. Uma hora quase se perdeu falando de futebol. Comentava a situação dos times paulistas e comparava com os do sul. Mandou umas ótimas caretas novas. Ri muito, junto com todo mundo. Fazia tempo que eu não compartilhava do ambiente da bondade do lama. Estava com saudade disso.
Ficou surpreso ao me ver lá. No final entreguei a katag e ele me fez sentar do seu lado, em cima do trono... pra tirar uma foto comigo! Com sua digital. Ele disse que depois vai mandar pro Pinheiro. Foi muito massa.
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Posted by parada at 01:50 AM | Comments (0) | TrackBack
agosto 25, 2003
Delírio de jogar futebol Devido
Delírio de jogar futebol
Devido ao lançamento de uma coletânea do Claudinho & Buchecha nas Lojas Americanas, os jornalistas Arthur Dapieve e Paulo Roberto Pires fizeram uma bela homenagem à dupla com esse texto freestyle pro Nomínimo. Merecida homenagem. O cd custa apenas R$ 7,99. Ótimas letras pra se divertir no fim de semana. Trocar o calendário sem utilizar as mãos.
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Posted by parada at 03:10 PM | Comments (0) | TrackBack
Comments do Bem Oi, seu
Comments do Bem
Oi,
seu blog é muito gostoso de ler
Abraços
Nara
..
Puxa, devo dizer que fiquei feliz por isso. Eu sou carente. :)
Valeu, Narinha.
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Posted by parada at 03:09 PM | Comments (0) | TrackBack
Lama Traveler Hoje vai ter
Lama Traveler
Hoje vai ter palestra do Lama Samten na Unipaz aqui em Campinas. Fica na Av. José Araujo Conha s/nº, no Jardim das Paineiras. Inscrições pelo telefone: (19) 3255-1850. Valor: R$ 10,00. Horário: 19:30. Nem tinha ficado sabendo. Ainda bem que a Maude me ligou. O tema ainda não foi definido, mas não tem como ser ruim. Claro que irei.
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Posted by parada at 02:07 PM | Comments (0) | TrackBack
Tô em casa Choveu no
Tô em casa
Choveu no meio do caminho e duas malas enormes e uma caixa de papelão cheia de comida subiram em cima de mim. Pra passar pra quinta tinha que fazer mágica e amassar atrás do meu joelho. Peguei o pandero atrás do banco e cantei um Cartola pra relaxar. Depois dei uma entrevista pro Luis. Meu nome era Ricardo Limeira, maratonista que vai correr a 20ª Corrida da Integração. Contei como estou me preparando, minha dieta especial e a espectativa para a corrida. Mas sou apenas um amante do esporte, vou pra divertir. Céus, não devo dar nem uma volta no quarteirão. O entrevistado me agradeceu e ficou rindo. É o que mais acontece em rádio, pura malandragem. Mas hoje não farei isso, vou pra rua. Se bem que não penso duas vezes em entrevistar o Google. Que feio. Hoje o tempo está nublado e faz um pouco de frio. Ótimo pra ir fazer o almoço. Até.
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Vírus Nuclear Artigo da Security
Vírus Nuclear
Artigo da Security Focus, empresa de segurança que reúne o maior e mais completo levantamento de vulnerabilidades do planeta, revela que a humanidade esteve à beira de um desastre nuclear, em janeiro deste ano, por causa da ação do Slammer.
Como assim? Isso quer dizer que o monitoramento de usinas nucleares e de redes de transmissão de energia são feitas através do Windows? A sobrevivência da humanidade depende do Windows? Devo ter lido errado.
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Posted by parada at 12:39 PM | Comments (0) | TrackBack
Entrevista: Woody Relações amorosas nos
Entrevista: Woody
Relações amorosas nos apresentam as maiores dificuldades da nossa existência, são difíceis não importa a idade. Jovens que se casam, velhos que ficam juntos, 75% do sofrimento humando está relacionado à dor trazida pelas relações amorosas e pelas tentativas de fazê-las funcionar. Se um relacionamento amoroso realmente funciona, independe de idade, raça ou gênero, é algo raro e da mais extrema sorte. Não há generalização sobre esse assunto e tudo o que você investir provavelmente não terá um resultado ou um final feliz. É bom ver um filme que consegue condensar nem que seja um pouco do romance que todos nós procuramos.
Ahhhh, que meigo.
Tio Woody em entrevista a Kleber Mendonça Filho.
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agosto 24, 2003
Sobre ser romântico Com o
Sobre ser romântico
Com o surgimento do tema ‘love is in the air’, fiquei aqui esquecendo do presente pra relembrar uns momentos legais que já passei. [ insira aqui mais um agradecimento à sua mãe, por ter te dado um corpo que tem os sentidos responsáveis pelos mais variados tipos de felicidade. ]
Estou falando de se apaixonar, claro. A melhor das drogas. E não é à toa que é uma das coisas mais procuradas pelas pessoas. Todos querem se apaixonar, se perder. Viver em função de um grande amor. De encontrar uma pessoa que vá deixar a vida uma alegria de viver completa. Dependendo das condições, isso é raro de acontecer. Mas quando acontece, é algo bom pra caralho. Vocês conhecem isso muito bem. E não sejamos chatos de incriminar coisas românticas com racionalismos baratos. Acontece e pronto.
Mas a questão é que toda essa sensação não é tão boa ao ponto que não acabe. Mais cedo ou mais tarde, daqui cinco minutos ou daqui cinco vidas, vai acabar. Sim, isso é óbvio pacas, o sujeito pensa. Mas durante a festa esse acontecimento é a última coisa que pode acontecer na face da Terra. Custe o que custar. Conhecemos sujeitos bastante inteligentes que fizeram um papelão por causa disso. Porém, creio que mesmo quando acaba e a pessoa fica triste, se o relacionamento foi algo realmente bom, isso faz com que a pessoa só fique com vontade de fazer coisas boas. Ao invés de apenas cair no lugar-comum da aversão e opressão de não ser amado. Por que esse tipo de amor romântico autodepreciativo não é nada mais que um jogo de um ego querendo possuir o outro. O que, convenhamos, não é nada romântico. Mas acontece, está tudo bem, abraça aqui.
O ouro é que é possível, mesmo quando tudo se acaba, continuar amando a pessoa da mesma maneira. Dá pra cultivar esse sentimento quase sem esforço. Isso sempre depende da alegria que a coisa foi. Se soar idealismo, está no caminho errado. Rola aquela saudade sarada, mas continue. É possível e muito massa. Lembrando da pessoa, do que viveram, regozijar com aquilo e então se soltar dentro dessa experiência. Apenas continuar amando aquela pessoa como antes. É bonito e liberador. Ajuda a não cair na vala e então ficar mais bonito. E sempre vale lembrar que não ficar deprimido não tem nada a ver com indiferença, como alguns hereges tendem a crer. Vão ser românticos de verdade.
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agosto 23, 2003
Darma, o gato Darma, the
Darma, o gato

Darma, the cat. Dentro de sua casa/mala
Só porque não consigo tirar ela do wallpaper há uma semana.
Posted by parada at 08:29 AM | Comments (0) | TrackBack
Existencialices do colchão É chato,
Existencialices do colchão
É chato, muito chato ir pra casa ficar só dois dias e ainda por cima ter que levar uma mala cheia de roupa suja.
É durante a noite quando já estou com muito sono e desistindo de ficar acordado que vem a tona todo meu enorme apego por todas as pessoas queridas as situações boas. É muito raro dar tempo pra perceber essas coisas. E então fico meio preocupado com tudo, meio pessimista, sabendo que essa preocupação e esse pessimismo há muito tempo já não serve pra nada. Tem que deixar o coração crescer e quebrar todas as cercas. Quantas vezes já me repeti isso?
Esqueçam, não ouçam. Coisas que eu chamo viver. Só não esquecer dessa vez de trazer o travesseiro.
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Posted by parada at 03:04 AM | Comments (0) | TrackBack
Blover Já faz um tempinho
Blover
Já faz um tempinho que o blog do Mario AV saiu do normal pra se tornar um blog totalmente apaixonado. Ando visitando. É divertido e tem belas fotos. Que legal as pessoas sendo legais umas com as outras.
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agosto 22, 2003
Chorei no bebedor Tive que
Chorei no bebedor
Tive que sair da sala de aula em que estava escrevendo uma lauda, lendo blogs e vendo o álbum de fotos do Träsel quando abri o navegador e me dei de cara com essa foto. Postado da Puc. he
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The White Stripes Esqueçam do
The White Stripes
Esqueçam do todas essas bandas mudernas que começam com The e que soam como se estivessem a uns trinta anos atrás. Passem a ouvir White Stripes. Não dêem bola pra suas roupas vermelhas combinando com os instrumentos - que desenho massa no bumbo da bateria. Esse casal faz belíssimas canções de rock pedreiro dançante. Com muita guitarrera e batedera. Só esses dois que fazem isso tudo. Cheio de uma energia jovem, no bom sentido. Estou falando do álbum "Elephant" que baixei ontem. O Wagner que deu a dica no blog dele. É bom mesmo, Wagnão. Maravilha a guitarra muito alta pra compensar a falta de baixo na maioria das músicas. Riffs com ótimos timbres que se alteram em pequenos detalhes que se fazem incríveis. Ouvindo aqui na minhas humildes caixas do computador já fica algo grandioso pacas. Imagina em um som decente. A "Seven Nation Army" abre o cd. Talvez a música mais pop do disco. A alternância de notas tortas já morta que o carinha tem uma baita pegada. Os solos com slides, hah? Em seguida entra a "Black Math", cujo o nome já é uma obra. Ótima balada porrada punk. "I just don't know what to do with myself" é bem meiga, onde a meiguice é interrompida pelo pesado refrão com felicidade jovem tristonho. De sacudir a cabeça. "Ball and Biscuit" é um blues de solos altamente explosivos e rachados. Um dos melhores solos que ouvi ultimamente. De impressionar. Como é legal aquele som que o pedal faz no intervalo de duas notas. Ghmrrrr. Antes da guitarra gritar. "Hypnotise" é outra porrada dançante que faz com que até o vovô queira dançar um twist. Essas são minhas predilétas. Ótimas guitarras, bastante elefante. Sem contar que a baterista dessa banda faz parte do grupo super seleto das mulheres que não ficam ridículas montadas numa bateria. Uma fofura que bate forte. Aqui tem algumas fotos da banda pra quem quiser ver ela. Minha predileta é a que ela tá com o nariz empinado.
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Melhor Amigo Caaaaaaaassca. Quê? Quê?
Melhor Amigo

Caaaaaaaassca. Quê? Quê?
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Alta Fidelidade O governo britânico
Alta Fidelidade
O governo britânico rejeitou a entrada no país de seis brasileiros que não sabiam as respostas de perguntas sobre os Beatles. Matéria completa da BBC Brasil. Sensacional.
Pensava que só eu com meus 16 anos que ignorava as pessoas por elas não conhecerem certas bandas.
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Parada Standup Comic Descobri a
Parada Standup Comic
Descobri a fragilidade das mulheres muito cedo. Bem, durante o colegial. Quando numa gincana da escola, eu estava sentando em um bando e vi um amigo enorme e forte conversando com uma menina bem magrinha na minha frente. Até que ele fez alguma piada qualquer comigo, o que só me chamou mais atenção da cena dos dois alí. Quando eles se voltaram pra mim mais uma vez, resolvi fazer um comentário engraçadinho porém cheio de ingenuidade. Disse algo como: Engraçado ver vocês dois conversando. Me lembrou quando o Brutos e a Olivia Palito se encontram. E quando percebi a moça já estava iniciando uma crise de choro e então saiu correndo. Fiquei chocado e fui atrás da menina. Precisava fazer alguma coisa. A encontrei no fundo de uma sala, chorando. Tentei dizer algo e ela só tentou xingar no intervalo dos soluços então fui embora. Ela ficou lá, cercada pelas amigas. Mais tarde fiquei sabendo que ela ficou sem participar de uma prova da gincana, porque era uma dança e se usava saia para a apresentação. Essa história já ficou mais deprimente do que engraçado, tudo bem. O fato é que nunca participei dessas gincanas escolares. Coisa que me fez famoso por ser o único aluno a fazer isso. Lembro das professoras preocupadas comigo. Mas sempre me pareceu muito ridículo ficar correndo, suando e gastando energia para cumprir provas ridículas como achar a maior abóbora em tantos minutos. Nessa época eu preferia gastar força pra colocar uma bola dentro de um cesto alto. Mas eu sempre passava na escola pra ver a movimentação. Um vez fui quando estava quase acabando e começaram a fazer uma homenagem pro Julinho, um cara muito querido por todos (especialmente pelas gatas) que morreu em um acidente de carro, por causa de uma capivara na pista. A mãe dele tava lá no palco e no final das contas quase todo mundo estava chorando e quando foi anunciado o vencedor da Gincoc (lembrei do nome da gincana) fui aquela alegria besta. Lembrei disso poucas linhas atrás, que coisa. E, porra, eu ia escrever algo engraçado, juro. Até perdi o clima, agora. Mas o fato é que a menina magrinha chorou muito aquele dia e eu fiquei baita constrangido e sem graça. Acho que esse fato foi crucial para que no futuro todas as mulheres decidirem descobrir quais eram todas as minhas fragilidades. Ok, acabou e isso não ficou nada engraçado. Isso que dá inventar de fazer a digestão no computador. E olha que cheguei a colocar o título de primeira. Pensando bem, é preciso de uma realização extra pra ficar postando coisas desse tipo. Um serviço a comunidade de humildade pública.
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Elomar Key Word A Maria
Elomar Key Word
A Maria me escreveu:
Sabia que eu já tinha visto seu nome em algum lugar, antes de entrar no blog do Walter. Faz um tempo, eu estava procurando algumas coisas na internet sobre o Elomar. Eu ia fazer um trabalho de Sociologia Rural, falar das músicas do Elomar (e Xangai) e a questão do sertanejo, a relação entre música e terra...blá blá blá. Mas ficou difícil e o tempo era curto demais. Uma pena. Meu professor ficou tão feliz quando falei que ia fazer essa pesquisa.
Imagino. Uma vez quando um professor perguntou pra sala se alguém conhecia Elomar Figueira de Mello e só eu levantei a mão, ele quase veio me dar um abraço de felicidade. Uma pena mesmo que não rolou esse trabalho.
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Veria se estivesse em casa
Veria se estivesse em casa
O filme "Celebridades" do Woody Allen. Hoje na FOX, às 22 hrs. Fiquei curioso pra ver a modelo que tem facilidade para atingir orgasmos, até mesmo com um aperto de mão. Pena que o Woody não atua nesse. Pai, Ivan, se der tentem gravar. Valeu. Bom dia a todos.
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Zé Cláudio Muita gente comentando
Zé Cláudio
Muita gente comentando da Gizele com suas músicas da Madonna traduzidas ao pé da letra acompanhadas por um teclado tosco. Pelo que percebi todos estão achando bom de tão engraçado. Tudo bem, cheguei a ouvir, é, mas digo que ela não chega nem perto do incomparável grande mestre da rima incrível Zé Cláudio. Creio que todos que chegaram a ouvir as músicas do Zé Cláudio nunca mais as esquecerão. A coisa mais maravilhosa que já ouvi em minha existência. Muitas qualidades naquilo, é sério. Me lembro com clareza do momento que fui introduzido à sua obra dentro da Fundação Pellizzari. Devem fazer uns quatro anos isso. Nunca fatalidade perdi seus dois mp3 numa fatalidade, mesmo assim seus versos permanece frescos em minha mente - para sempre. Inesquecível a seqüência avassaladora do refrão: todos os dias / eu te procuro / por todas as partes / todas as tardes / eu te procuro / aumenta a saudade. Pagaria caro pra poder ouvir mais uma vez a música "Aquela menina" que canto agora: aquela menina / na beira da praia / sentada na areia / falava comigo... / dizia que eu era / seu melhor amigo... (...) aquela menina / dizia que a vida / tem grandes momentos / esperava o dia / do seu casamento... / aquela menina / tão cheia de vida/ olhava pro mar...Triste é quem não o conheceu. Tudo também bem acompanhado do teclado programável e do seu guitarrista especial que surpreendia os mais inocentes com seus solos a la Iron Maiden. Por isso digo, Zé Cláudio bate essa Gizele de longe. Porém ela tem o mérito de em décimos se segundos relembrar a capacidade de rimar do Zé Cláudio. A última notícia que tive dele é que existia o seu cd, cujo o também fã Monty Lopes não conseguiu achar. Zé Cláudio, agora me deu saudades de suas canções. Homenagem.
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agosto 21, 2003
Underneath It All É o
Underneath It All
É o nome do livro de memórias que a Tracy Lords está lançando. Matéria completa no Caderno 2.
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Sendo Chato e Lendo É
Sendo Chato e Lendo
É chato quando cai uma pauta. Quando ela tem que se limitar a um certo espaço porque o repórter não tem carro. Liga, conversa, anota, cai. Vamos pra outra. Liga, conversa, visita, agradece. Outra sessão disso tudo, a última, e então cai de novo por causa da maldita linha editorial. Professo não quer. Murchei. Então ser escolhido pra ser repórter de campo da rádio. Duas matérias, no mínimo. E a matéria de impresso pro jornalismo comunitário. É passar o dia enchendo o saco dos outros. É o que eu ando fazendo, com uma freqüência que só vem aumentando. Educação e saber ouvir é bom, e as pessoas sempre falam aquilo que não podem. Avisando depois pra não comentar. É contra producente e sacana dizer isso mas um jornal não é algo que interessa tanto assim para as pessoas. Cheeesus. Nada alí vai ser a salvação da vida de uma pessoa, seus religiosos. Que seriedade. Mas isso é desculpa. Vamos lá, hoje tudo de novo.
Tentei ver o filme "Sweet and Lowdown" do Woody Allen mas tava com problema, pena. Então resolvi dar uma parada nos filmes e ler um livro. É bom também. Pra cumprir a cartilha do nunca escreva mais do que você lê. Estou em débito com isso, especializando em papo furado, como vocês bem sabem. Lendo o clássico "Cem Anos de Solidão" do Gabriel García Márquez. Que tava nas bancas por causa dos lançamentos da Folha de SP. A Claire Danes daqui disse que é bom, o Pinheiro aprovou, então fui sem medo. Estou gostando e pegando a mãnha de ler por mais de 50 min sem cansar nem perder o ritmo. Massa.
Nos intervalos disso tudo tenho parado e prestado atenção nas coisas que ficam passando dentro do meu melão. Essencial. Rest your mind, Mr. Parada. Foi de extrema importância aprender uma série de coisas antes de entrar na faculdade. É fácil o sujeito ficar meio neurótico e desesperado tendo que fazer tantas coisas - pra quem nunca fez nada. É só se acostumar no negócio. O mais difícil já foi consumido, como sabiamente disse o Seu Madruga: Não há nada mais trabalhoso do que viver sem trabalhar
Cansei de comer fora, hoje vai ter lasanha no almoço. Com guaraná Schincariol, cujo dono morreu esses dias. Goladas para ele.
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Mas Por Que? Sobre Mobs
Mas Por Que?
Sobre Mobs e jornalismo:
Incrível como quase todos os repórteres pensam parecido. "São um bando de desocupados!", "Por que não vão lavar um tanque de roupa?", "Não têm mais o que fazer!"
O fato de que as flash mobs não têm uma serventia aparente irrita muito. As coisas têm que ter um porquê, não é mesmo?
Então tá. Como se todas as matérias que a gente escreve tivessem um porquê, por exemplo. Às vezes é preferível, mesmo, lavar um tanque de roupa.
da Angélica, alguém que tem moral pra dizer essas coisas.
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agosto 20, 2003
A Força de não ter
A Força de não ter Força
Depois que te vi, vi que o dia
não era o dia, vi que o ar não
sustinha o ar. Vi que não via.
Para que não te vás, não movo
os lábios; para que não te vás,
não tremo as pálpebras; para
que não te vás, a respiração
é tênue, em quietude as plumas
do sangue a que não amanheça
nem anoiteça. E a água aguarde
regalada, absorta, embebendo-se
na própria boca. As coisas não
decifradas é onde bate mais sol.
Poema de Maria Carpi, a mãe do Carpinejar.
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Pra Deixar de Reclamar Tem
Pra Deixar de Reclamar
Tem uma pequena subida em uma rua aqui perto de casa. Passando por lá, vi uma charrete carregada de sacos de cimento sendo puxada por um pangaré um tanto judiado. Dava pra perceber pela aparência de seu pêlo que ele não era muito saudável e forte. Subindo alí ele andava um tipo de marcha diferente, mais curta que de costume. Era por causa da uma tremenda força que fazia pra subir a rua. Com sua cabeça inclinada levemente pra baixo, enquanto sua boca ficava mexendo de maneira estranha, incomodada pelo ferro que colocam dentro dela. Tinha hora que ele quase desistia. Era aí que o homem que caminhava ao seu lado dava uma chicotada na sua barriga e ele arrumava mais alguma força pra continuar. Até que chegou ao final da subida e voltou a mexer as patas de maneira mais leve, andando normalmente no plano, enquanto o homem se preparava para subir na charrete.
Isso foi ontem. Hoje na mesma subida tinha uma mulher negra e gorda carregando um carrinho cheio de papelão, plástico e outras bugigangas. No meio da subida ela parou pra descansar. Dessa vez não tinha ninguém com chicote do lado. Ela voltou a puxar o carrinho até que chegou no fim da subida. Então continuou andando no canto da rua, enquanto os carros passavam em alta velocidade ao lado dela. Passei por ela e vi que estava muito suada.
E olha que só fui até o restaurante aqui do lado.
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agosto 19, 2003
Desenhos Hoje eu lembrei desses
Desenhos

Hoje eu lembrei desses desenhos do Nasi.
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Veria se estivesse em casa
Veria se estivesse em casa
O documentário "Tudo Sobre Desejo: O Cinema de Pedro Almodóvar". Hoje no GNT às 19h e 0h30. Amanhã às 8h e 14h30. Tem declarações da mãe dele e do Woody Allen, que como o Almodóvar virou uma caricatura de si mesmo. (via folha de sp)
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Ataque à ONU Depois desse
Ataque à ONU
Depois desse ataque terrorista à sede da ONU no Iraque, parece que as coisas não vão muito bem por lá. Que os Estados Unidos terão muito mais trabalho pra instaurar sua tal democracia. Se é que isso vai acontecer. Mas não entendi esse atentado. Logo com a ONU que tentou impedir o início dessa guerra e que hoje luta pela independência e fim da ocupação no Iraque. Estranha essa política terrorista do fode tudo, tragédia até o fim. E ao contrário que o Bush disse, não creio que o Iraque está em uma rota irreversível rumo à autodeterminação e à paz. Aquilo deve estar uma bagunça só, e piorando. Eu falando de política, he.
Update: Li essa e essa matéria do Pedro Doria sobre a situação no Iraque depois desse ataque. Fica realmente difícil imaginar alguma saída para os Estados Unidos. Tudo indica que com o tempo aquilo só vai piorar. Quero só ver até quando o exército norte americano vai resistir à retirada de lá. E acho que começo a entender porque o Bush tem fama de ser burro pra caralho. Ele só tá piorando aquilo que quer combater. É como a esquerda no tempo da ditadura no Brasil. Queriam combater mas acabavam só fortalecendo o inimigo.
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Plumas Fundidas Li dois livros
Plumas Fundidas
Li dois livros do Woody Allen. Um foi o "Cuca Fundida" (L&PM, 150p.) que é uma coletânea dos melhores textos seus publicados no jornal The New Yorker. De um humor bastante leve e inofensivo fisicamente. Legalzinho. O outro foi o "Sem Plumas" (L&PM, 261p.) que é bem melhor. Narrativas que reunem todos os grandes temas que o Woody trata em seus trabalhos. Muito bom. O absurdo e o ridículo comandam o tempo todo. Contém também duas peças de teatro, "Morte" e "Deus". Tiração de sarro com os assuntos intelectuais entre muitas outras coisas. Esse sim é muito engraçado. E como é um bocado divertido quando se está sendo um livro, em silêncio no quarto, na calada da noite, e então se tem uma crise de risos por algo que leu. Rir lendo um livro tem algo de diferente que é muito massa.
Também andei ouvindo uns shows dele de Standup Comic. Baixei em mp3 e peguei as transcrições, pra não perder nada. Também é algo difere dos livros e filmes. Massinha.
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A Experiência Religiosa Traduziram pro
A Experiência Religiosa
Traduziram pro português a história mais assustadora do mundo. "A experiência religiosa" de Philip K. Dick, ilustrada pelo Robert Crumb. Devia se chamar "A Experiência Esquizofrênica". Asustador. O Alexandre Matias que traduziu. Suei quando li isso em inglês. Mas hoje já passo bem. Não lerei. (via pinheiro e mini)
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Apenas Pare É legal quando
Apenas Pare
É legal quando no cotidiano, quando se menos espera, algum fruto da prática do dharma se mostra com clareza em momentos desconfortáveis. Há uma forma de recompensa quando isso acontece. É receber as bençãos da compaixão do lama. Impressiona e faz lembrar que a prática funciona. It works, como dizia de maneira tão simples o Rinpoche.
Especialmente jovens como eu, que ainda não tem uma personalidade formada, sofrem facilmente com coisas que dizem sobre a gente. Dependendo da pessoa então, isso pode ser uma tragédia e nos deixar sem dormir por alguns dias. Somos tão frágeis que as palavras que alguém diz podem transformar nosso humor e nosso mundo. Não é um exemplo incrível de fragilidade básica isso? Você é feio. Gordo. Burro demais. Alto, baixo. Não presta pra nada. E assim seguem toda a gama de sofisticações no ato. E ficamos tristes, ou alegres. Maldito é o ar que passa pelas cordas vocais daquela pessoa. Que a essa altura ou virou inimigo ou amante.
Fico aqui me lembrando dessas coisas com detalhes por causa de algo até bem besta que passei hoje. Não entendo a relevância de certa pauta óbvia, comecei a fazer perguntas pro professor. E a repeti duas vezes. Até que um aluno que já trabalha com jornalismo perdeu a paciência de ouvir minhas perguntas tongas e começou a explicar pra mim usando analogias do jardim de infância. Se não fosse pela tamanha arrogância, seria engraçado. E como fazia muito tempo que alguém não se direcionava a mim dessa maneira - como as pessoas são gentis comigo.. - foi nesse momento em que deu o estalo que fez o mundo parar. E eu ficar alí parado e paralisado olhando pra pessoa, pra situação ridícula, de maneira um pouco impessoal. Toda a movimentação que estava acontecendo naquele momento. O rosto da pessoa, o tipo de prazer dele naquilo, os olhos, os risinhos de alguns e caras de piedade de outros. Então ele acabou de falar e eu continuei mudo, depois disse uma coisa qualquer.
O que ficou em minha cabeça é o que aquilo resultaria dentro de mim se acontecesse um tempo atrás. Como levaria aquilo a sério e provavelmente ficaria triste com coisas remoendo dentro de mim. Me especializando ainda mais para o "troco" no que passar pela frente. Que é a primeira coisa que parece mais óbvia no momento. Mas que se pararmos pra pensar é algo bastante burro. Fico com a sensação de ser simplista comentando isso, mas internamente é algo muito rico. Fico aqui com a sensação de que maturidade faz bem.
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agosto 18, 2003
Este momento Sua única vida.
Este momento
Sua única vida.
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It Gets Cold Não vou
It Gets Cold
Não vou me espantar nem um pouco se nessa noite começar a nevar em Campinas. Como faz frio nessa cidade, como venta. Meus dedos vão cair. Não vi tanto frio assim nem na cidade mais quente do Brasil, Porto Alegre. Estou só ouvindo death metal pra ver se melhora. *brrrr*
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Posted by parada at 12:43 AM | Comments (0) | TrackBack
Hollywood Ending Como sou um
Hollywood Ending
Como sou um novato entusiasta desse mundo e do mundo de Woody Allen, só de começar a ouvir aquele jazzinho massa e ver as clássicas letras dos créditos que ele usa em todos seus filmes me deixou com um baita sorriso no rosto. Estava feliz, ontem. Em Dirigindo no Escuro, Woody Allan faz o papel de um famoso diretor de cinema (jura?) que tem uma cegueira psicossomática prestes a começar a dirigir um filme milionário. Como estava feliz, me diverti o filme inteiro. Talvez se tivesse visto em casa, ficaria triste por ver o Woody velhinho. A Ucha disse que vai chorar quando ele morrer. Só que no cinema a energia e a movimentação dele ocultou um pouco isso. É incrível como ele ainda tem energia - e afinidade por coisas neuróticas. Que faz parte do charme do personagem. Senti falta de cenas românticas e de belos takes da cidade. A sessão estava lotada e todos aparentemente gostaram do filme. Riram bastante, sem escândalos. O que é ótimo. E as pessoas rindo me impressionaram, já que ainda não consegui absorver a idéia que o Late Show faz um sucesso tremendo e que a vó do Pinheiro não gosta do Woody Allen, isto é, ela conhece. Duas mulheres adultas atrás de mim ficavam falando baixinho "Mas como ele é feio, heim." Elas eram bastante também, pude ver depois. O koreano achou tudo bizarro mas gostou. As pessoas gostam dele, não é apenas na França. Ah, o filme é uma crítica à indústria cinematrográfica. Vendo agora, é, o filme não é tão bom. Mas valeu muito a experiência. Se tivesse visto "Manhattan" ou o "Annie Hall" no cinema, acho que teria tido algum tipo de surto. Não tenho dúvida.

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agosto 17, 2003
Walverdes Aquele sujeito baixinho chamado
Walverdes
Aquele sujeito baixinho chamado Gustavo que conheci em Três Coroas é mesmo o vocalista e machadeiro* da banda Walverdes? É ele, mesmo? Ontem quando fui ao cinema, deixei baixando do computador do Bruno os quatro mp3 disponíveis do Walverdes. Eu não conhecia essa banda já consagrada no underground brasileiro e que tem nada mais do que 10 anos de formação. E que som ducaralho. Que potência. O sujeito baixinho e seus amigos tocam róque pra valer. Uma adorável barulheira dançante. É isso que é grunge, seus manés. Dá pra sentir uma forte influência de Mudhoney e Sonic Youth, em alguns efeitinhos. Mas o contexto onde isso se encaixa é diferente. Se eu ainda estivesse tocando com alguns amigos, o Walverdes seria o tipo de banda que me deixaria com vergonha, tamanha a energia que eles conseguem colocar em suas músicas. O timbre da guitarra não é algo que se escute hoje em dia, dessas pedaleiras de maricas. Sem contar que ouvi dizer que os shows do caras estão sendo altos pra caralho. A massa de distorção que deve sair do amp do Mini deve ser algo que aflinja até nos mais acostumados. A música "Câncer" eu conhecia anos atrás, quando o mojo mandou eu baixar por motivos religiosos. Mas foi ouvindo as outras canções que senti o espírito da banda. "Novos adultos" tem uma letra ótima. No refrão a distorção é pura alegria em peso. Só pelos primeiros segundos da "Viajando na AM" senti que o resto ia me agradar muito. É uma meiga barulheira dançante que devo ter ouvido umas 20 vezes, desde ontem. Deve ser uma maravilha pogar no show desses caras. Pra quem gosta de rock e especialmente grunge, é imperdível. As letras são em português, o que é mais bonito ainda. Geralmente eu empolgo só com uma meia dúzia de bandas e fico ouvindo só coisas delas. Mas posso dizer que fiquei com uma baita vontade de conhecer o trabalho inteiro do Walverdes. Da próxima vez que eu encontrar o Mini hei de tratá-lo com mais respeito. Hehe. E desculpem pelo post empolgado, é que estou dançando.
Update: Quando avisei desse texto pro meu *revisor, ele me mandou essa mensagem:
Fui noutro show deles, ontem. 100% surdo. Poguei e fiquei dançando que nem os caras do At The Drive-In por uma hora. Suei, bati, caí no chão e segurei um mosh. É bom ser criança :~
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Days in the Wake Baixei
Days in the Wake
Baixei esses dias. E quase parei de ouvir depois da primeira música, a You will miss me when I burn. Já estava de bom tamanho.
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agosto 16, 2003
Almoço de Sábado Fui até
Almoço de Sábado
Fui até o centro com o Ermano hoje de manhã. No caminho vimos as pessoas fazendo caminhada em volta da lagoa do Taquaral. Aquilo lota de final de semana. Ermano dirigia desesperado tentando ver as garotas de short e os carros a sua frente. Passamos na Kalunga e de quebra nos camelos. Uma madame muito bem arrumada estava comprando vários cds piratas de novelas. Vi o catálogo de filmes de um japonês weirdo mas nada demais. Acabamos comprando batata. Hoje no almoço tinha que ter purê.
Enquanto era feito o backup dos arquivos do Ermano, eu descascava as redondinhas. Umas quinze, das pequenas, que trabalho. Então macarrão, molho pronto mas com um refogado extra claro e carne de frango picadinha. Fiz o purê, depois de revisar as dicas com a Dona Nair. O queijo e o requeijão é o importante, pena que não tinha salsinha. E o almoço de hoje ficou bom demais. De fato não se mistura o molho e o macarrão na mesma panela.
De barriga cheia, comentei que se fossemos almoçar no shopping não acharíamos comida melhor que aquela. Se bem que esse não é um bom elogio. Mas o fato é que o Shopping Dão Pedro é considerado um dos maiores da América Latina, e mesmo assim não tem comida que preste. Por isso é importante saber o mínimo sobre cozinha hoje em dia. Sabendo-se pouco já dá pra fazer coisas bem melhor do que existe por aí.
Só não vai ter nojo de colocar a mão no ralo da pia, pelo amor de Zeus.
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Posted by parada at 06:21 PM | Comments (0) | TrackBack
A necessidade da arte Arte
A necessidade da arte
Arte é para ficar mais inteligente e sensível, não para criar guetos. Felizmente, muitas pessoas hoje estão se cansando das cada vez mais numerosas artes falsas, diferenciando cultura e propaganda, abandonando as idéias simplistas sobre o que é "vanguarda" e o que não é. E estão entendendo que passar algumas horas da semana lendo ou consumindo arte, em vez de ver TV demais ou ir para bares e lojas sem realmente precisar, é que é necessário. (...mais)
O Daniel Piza é um cara legal.
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Concordo Poesia se deve ler
Concordo
Poesia se deve ler cagando. --Galera
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Busólogos Você viu antes aqui!
Busólogos
Você viu antes aqui! Só foi eu falar que meu amigo francês é apaixonado por ônibus que o jornal da Ana Paula Padrão fez uma reportagem sobre eles, os busólogos. Fui correndo falar pro Scargot da matéria e ele tava feliz pra caralho dizendo antes que eu falasse alguma coisa: Eu vi, cara. Eu vi, cara. Feliz da vida. A reportagem ficou bem legal. Me lembrou que tudo é pauta.
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agosto 15, 2003
Jornalices Nesse semestre já percebi
Jornalices
Nesse semestre já percebi que os professores estão querendo que eu vire jornalista mesmo. De verdade. Diminuiram bastante a parte teórica, acabou a mamata. Já foi dito o principal, agora eles querem que a gente saia pra rua. Pra aprimorarmos o tal do faro jornalístico. Sair pra rua, ficar pegando ônibus pra cá e pra lá. Se socar onde não foi chamado e ir se explicando e fazendo as perguntas. Sem antes ter dados alguns telefonemas. Isso é difícil pra quem ter vergonha de conversar até mesmo com o moço do disque-pizza. Ligar pra acessoria de imprensa dos lugares, tentar ser agradável já que se está enchendo o saco dessas pessoas. E como achar pautas que não estão na mídia? Elas não vêem até meu quarto. Ter que gastar uma hora de pesquisa pra cada um minuto do rádio jornal do mês. E tudo tem que ter a tal da problematização. Essa é a problemática. Tem que ser interessante para a comunidade. Algo de bom pra elas. Ou algo parecido, disse o professor. Jesus, mostrai-me algo de interessante pras se dizer. Enfim, esse negócio todo está me deixando meio de saco cheio, mas percebo que pode sim ser bem legal. Acho que tá na área aí. Agora vou ter que sair do quarto e andar por aí porque todas as pautas estão caindo. O que estão fazendo comigo?! ;D
Update: Até que foi legal hoje à tarde. Troquei uns papos com uns seguranças e tive uma longa conversa com um dos chefes deles. Sujeito educado. Daqueles que você percebe que veio de baixo e conseguiu um bom cargo. É simples, humilde, muito esclarecido e inteligente. Me passou umas dicas de acontecimentos que talvez vale a pena fazer algo. Veremos. Fiquei sabendo que os perueiros não gostam de ser chamados de perueiros. Só de peruas (carro) a Puc recebe uma média de 110 por dia. É um absurdo a quantidade de carros que vai pra lá. È um caos. Acabaram de construir um estacionamento pra mais de 1,000 carros, mas os alunos não usam porque tem que andar um pouco mais. Colocam então na calçada em frente da entrada da faculdade, e esses dias o guincho levou uns vinte. Deixando a plaquinha amiga avisando. Nem sei mais porque estou escrevendo isso. Na verdade estou ouvindo música, dançando na cadeira e mordendo bolachas. Acho que esse blog está se superando no quesito prolixidade.
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Posted by parada at 02:29 PM | Comments (0) | TrackBack
Blackout Estava dando a primeira
Blackout
Estava dando a primeira colherada no meu mingau de farinha láctea quando o koreano me chamou pra ver a tevê, com uma certa urgência na voz. Juro que a primeira coisa que pensei quando vi as pessoas aglomeradas em NY foi em flash mob. Mas a câmera abriu e vi a legenda. O koreano diz - as pessoas estão evacuando a cidade. Gelei na hora, agora fudeu. A cena das pessoas na rua foram de cinema, mais uma vez. O Datena falando a mil por hora, com um tique que o faz repetir algumas palavras no começo de cada frase, me deixou ainda mais nervoso. Mas depois de alguns minutos dava pra perceber o ridículo da cobertura que ele narrava. E não foi nada demais, que bom. Só faltou energia na cidade inteira e nada funcionou. Ninguém podia tomar café, nem sacar dinheiro. Todos a pé andando pelas avenidas, indo embora do trabalho. Li agora que muitas tiveram que dormir na rua. Acho interessante pra cacete quando uma coisa simples como acabar a energia acontece e então há uma quebrada geral no ritmo normal das coisas.
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Posted by parada at 02:28 PM | Comments (0) | TrackBack
Tio Pauzinho contra o tempo
Tio Pauzinho contra o tempo
Assistir aos seus filmes não é apenas uma questão de fruição intelectual, mas também de rever de tempos em tempos um personagem familiar e querido.
Matéria legal do no mínimo sobre o novo filme do Woody Allen.
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No Dia em que Nasci...
No Dia em que Nasci...
Os brasileiros foram às ruas para comemorar o nascimento de Renato Parada. O dia 27 de janeiro de 1981 foi marcado por muita festa em todo o País e passa, a partir desta data, a ser considerado um dos dias mais importantes do calendário nacional. O bebê já recebeu a visita de diversas personalidades, inclusive o Presidente da República e a primeira-dama. Mesmo com todo o assédio para que o primeiro banho da criança fosse dado em público, ele foi presenciado apenas por alguns familiares e enfermeiros.
Além desse grande acontecimento, foi nesse ano que a princesa Diana e o príncipe Charles se casaram. Que o Papa foi baleado na Praça São Pedro. Que o Nelsão Piquet foi campeão da Fórmula 1. Que foram lançados os filmes Os Saltimbancos Trapalhões; Indiana Jones, Os Caçadores da Arca Perdida e Eles Não Usam Black Tie. Que foram lançados as músicas Every Breath You Take do The Police, Woman do John Lennon, Emoções do Roberto Carlos e Homem com H do Ney Matogrosso. Hshs.
Desse serviço da Época. Isso até ficou parecido com aqueles posts da Angélica.
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agosto 14, 2003
Escolhas Como é fácil, e
Escolhas
Como é fácil, e burro, escolher ficar de mau-humor e então se incomodar e se irritar com qualquer coisa. E sim, é uma escolha. Vou tentar a inversa... --Rodrigo
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Tonight's decision (and hereafter) When's
Tonight's decision (and hereafter)
When's a crime forgiven by them
You can never live again
I can only advise another
Never, o never forsake your brother
And where are my friends ?
And where is my family ?
They've all gone away
Though it's I who have left them
I have heard death cry, I have heard him falter
I have heard him lie and escape unscathed
When he comes for me I will fuck him, o
I will waste him in my own way
He is scum, but he wields great glory, o
O to live forever in some oceany glow
Let new life rise in the face of death
Let it rise, let it take in what can't be held
And with life, let me rise, let me stand up high
Let me then decide who all will die
For with me, I'd have all of everyone burn
And the rest suffer death in its own black blur
And where are my friends ?
And where is my family ?
They've all gone away
Though it's I who have left them
Let the others cry, while our voice is still
We will wait, we may lie like wolves in the fields
O hold your throats in silence a while
There is enough noise now from where they are
In the silence lie, in the silence take
O take in the rumor of a passing through
The house will be empty, a house of love
Calling out, there was nothing else for us to do
And where are my friends ?
And where is my family ?
And where are the days
I used to be friendly ?

Bonnie Prince Billy
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Hel2 Está disponível no site
Hel2
Está disponível no site oficial do Mogwai uma versão ao vivo da música "Helicon 2". É a versão mais bonita que ouvi até hoje. Vale muito baixar. Tem também "Superheroes of BMX", que estou baixando agora.
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Posted by parada at 12:55 AM | Comments (0) | TrackBack
agosto 13, 2003
O Cantor Uma vez no
O Cantor
Uma vez no bar DeltaBlues, vi um sujeito cantando com o pessoal da banda Sun Walk and the dogs brothers. O cara era grande, mas não chegava a ser obesidade mórbida. Depois num curso de photoshop na faculdade, descobri que ele também estudava lá. Troquei algumas idéias com ele, um cara bem legal. Fazia tempo que não o via por lá. Até que encontrei ele hoje. Mas foi difícil reconhecer o cantor 50kg mais magro. Cheguei a perguntar se era o cantor mesmo, maneira que costumei a chamá-lo. E era. Foi estranho ficar olhando pra cara dele, muito diferente. Disse que só fechou a boca e fez uns exercícios. Que outro jeito existe, disse sorrindo. Não sei se foi legal fazer isso, mas dei os parabéns a ele. Emendando com um Mas que vitória. Comentou que o pessoal da banda até reclamou, diziam que não era mais o mesmo. Parecia estar muito feliz.
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Quem é essa jararaca? Estou
Quem é essa jararaca?
Estou no lotado laboratório da faculdade. Aqui do meu lado tem umas meninas adoráveis que eu admiro muito mesmo não as conhecendo. Vocês sabem. Agora elas estão navegando em um site de baladas, vendo as fotos de possíveis conhecidos do sexo masculino e profetizando a morte das suas respectivas acompanhantes. É uma cena um tanto ridícula. Parem com isso, por favor. Estou aqui lendo coisas na internet não mereço ficar ouvindo essas coisas. Coisas assim me fazem mal. It ruins my night. É impossível amar sem idealizar. Fim do desabafo. Escrito desfarçadamente no bloco de notas, sem ver as letras aparecendo.
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Posted by parada at 08:48 PM | Comments (0) | TrackBack
Play It Again, Sam Filme
Play It Again, Sam
Filme baseado na peça de teatro do próprio Woody Allen. Fico imaginando como deve ter sido legal pras pessoas que viram isso. E fiquei querendo saber se teatro é algo legal. Hmmm, faz tempo que estou interessado em ir ver alguma peça do grupo Cemitério de Altomóveis. Ainda mais depois do lançamento de "Kerouac", mas ainda não rolou energia para que eu fosse até eles ver uma peça de teatro. Ok, voltando. Esse é o filme cheio de referências e diálogos do famoso "Casablanca" (não vi) cujo final aparece no início do "Play It Again, Sam". Algo que salvou as pessoas como eu a se localizarem um pouco pro restanto do filme. Bondade do diretor. Porém, não conhecer esse filme parece não ter diminuido meu divertimento. Divertimento que até rendeu umas risadas altas, mas não achei sensacional. Nem mesmo mediano. Sim, o humor é meio fraco nesse filme. Achei isso mesmo adorando o estildo do Woody. O problema é que tem trapalhadas demais nas cenas. Uma influência de Didi Mocó, talvez. De derrubar coisas toda hora uma atrás da outra, muito trapalhão demais. Isso mais no começo do filme, depois diminui. Além disso, achei até agora o filme em que a atuação do Woody foi a mais fraca. Parece forçado o seu querido lado neurótico e suas inseguranças já tão características. Insegurança por estar enfrentando uma separação. Pra dar a volta por cima ele conta com a ajuda de seus dois melhores amigos, o Dick e a Linda (Diane Keaton de novo), que são casados. Ótima atuação dos dois, por sinal. Sempre divertido quando o Dick tem que atender mais um dos telefonemas (fonemas - emenas, forget it!). Grande galã italiano. A Keaton tem momentos muito doces nesse filme. Depois de marcarem uns encontros para o Alex Woody e todos darem errado, claro, Alex e Linda se apaixonam. De derreter ficar vendo a Linda tomando champanhe no sofa. Massa a cena do beijo, pena que é curta. E então crisinhas, culpinhas, coisas leves e o cena final é como o início do filme, agora adaptado. Filme ok, mas ficou pra trás no ranking. mesmo assim imperdível. Detalhe de como nesse filme o Woody se parece com o Gustavo Mini. Igual. Não fez diferença do filme ser dirigido pelo Herbert Ross ao invés do próprio Woody. De 1972.
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agosto 12, 2003
The Sun Para ser um
The Sun
Para ser um bom guerreiro, é preciso sentir esse coração triste e terno. - Chögyam Trungpa
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Faxina na Alma Faxineiros acham
Faxina na Alma
Faxineiros acham US$ 4.330 no lixo e devolvem tudo para o dono. De vez enquando aparece uma notícia dessas na mídia. Massa.
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Everyone Says I Love You
Everyone Says I Love You
Não esperava um filme do Woody Allen sendo um musical. Se bem que não entendo muito bem o propósito de um musical. Os que vi de relance na tevê e nem dei bola sempre me pareceu algo carnavalesco demais. Ficava sem entender o paralelo entre aquelas danças todas e as atuações comuns. Causava aquela empressão de qual a necessidade pra essa movimentação toda. Vendo esse filme talvez eu tenha entendido melhor o propósito dos musicais - ou do musical desse filme. É simples, ele é feito pra entreter as pessoas. Aquilo tudo é só pra isso, acredite. É um momento onde a dança impede que o espectador entre no clima e comece a levar aquela história a sério. Sem se lembrar que está vendo um filme no cinema. Com as danças fica claro esse caráter irreal do filme. Não dá muito pra viajar junto, sempre aparece as pessoas sapateando cortando as cenas. Então se percebe que alí há um show de atuações, e se afasta da vida real. E isso até que contrasta legal com o resto do filme. É diferente, interessante. Gostei muito, ao menos nesse filme, óbvio. O Tio Pauzinho não chega a ser o centro das atenções, faz suas aparições, é o ex de uma mulher com uma família divertida e vive por aí escolhendo mulheres erradas. O que não existe. O de sempre. Das danças, a que mais gostei foi a parte dos espíritos dançando. O vovô é ótimo, grande atuação. Chama atenção também certas cenas das paisagens. Fotografia incrível, mostrando Nova Iorque sob a neve, os parques amarelados do outono, entre outras coisas. Há ensinamentos sobre casos amorosos, de forma muito leve e sensível. Como a cena e o diálogo final, perto da ponte onde a mulher flutua. Grande efeito. Gostei desse final. É bom. É aquela coisa, everytime we say goodbye. Cairia muito bem numa sessão da tarde, pra fazer a digestão. Filme recente, de 1996. E sim, me identifiquei com a estratégia que o Woody usou com a Julia Roberts. Como ela mesmo disse, é loucura. E acho que não se faz aquilo mais de uma vez na vida. Bem, depende. Ahm. Esqueçam essa parte final.
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Ajude o DharmaNet O DharmaNet
Ajude o DharmaNet
O DharmaNet está com os dias contados. Abaixo, o email que o Maurício mandou pra lista do staff do site, da qual faço parte. Se alguém puder ajudar, favor mandar um email pra ele ou pra mim mesmo. Valeu, galera.
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Amigos,
Como vcs sabem sou um dos colaboradores do Dharmanet junto com outros colegas aqui das listas e hoje recebemos uma triste notícia: não mais teremos hospedagem gratuita na Matrix, o que poderá ocasionar o fim do Dharmanet, infelizmente.
Há quase 5 anos fomos procurados pela Matrix, provedor de Santa Catarina, para que nosso site fosse transferido para lá, pois éramos um grande gerador de tráfego e isso era uma das métricas de valor para provedores na época. Já naqueles dias, gerávamos um tráfego de quase 100.000 hits por semana e qq provedor gostaria de ter isso para se valorizar, logo, nos ajudamos mutuamente, tínhamos um super espaço e eles um super tráfego.
Sendo assim, nos foi oferecido espaço de 1 Gbyte, mais um número ilimitado de caixas postais e tantas outras facilidades.
Há pouco mais de um ano fomos obrigados a colocar um banner da Matrix no site sob pena de termos nosso contrato cancelado, já que era o fim das .COM e os provedores tinham que baixar custos e "page views" deixou de ser métrica. Decidimos por colocar o banner, embora nosso contrato não exigisse isso. Há alguns meses reduziram nossas caixas postais para 15 e, hoje, quebraram o contrato definitivamente.
O ponto é que o Dharmanet foi idealizado pelo Elton Melo (Pema Sonam) que nunca pensou em ganhar dinheiro com isso e quando ele convidou os atuais membros do "staff" para compor a equipe, decidimos em comum acordo que jamais utilizaríamos o Dharmanet para qq fim comercial, e só temos uma excessão a esta regra que é nossa livraria virtual, em parceria com o Submarino, q nos rende de R$10,00 a R$ 15,00 por mês que guardamos para pagar a FAPESP e compramos livros e CDs de Budismo com o que sobra para reverter em material para o próprio site. Mesmo assim, sobra pouco o que nos impossibilita de manter o site caso tenhamos que pagar para hospedá-lo, uma vez que atualmente temos 800 Mbytes de informação e um tráfego de 25 GBYTES/mes (é isso mesmo, GIGABYTES! Estatística de julho/03), e hospedar um site deste tamanho não sai nada barato.
Ninguém vive do Dharmanet, cada um de nós tem seu emprego e suas obrigações domésticas e estamos bastante preocupados com o futuro de nosso portal, pois é e foi através dele que muitos encontraram o Budismo, ou encontraram um centro de Dharma, ou seu mestre, ou mesmo informações sobre a Asia para uma eventual viagem. Somos referência internacional qdo o assunto é Budismo e somos referenciados por qq reportagem sobre o assunto tanto no Brasil como em Portugal. Temos contato com web masters de vários sites importante de Budismo no mundo e há referências ao Dharmanet em vários sites de lingua inglesa, alemã, francesa, dentre outras.Se tivermos que "bancar" a hospedagem teremos que reduzir o tamanho do site e justamente agora q estávamos preparando o lançamento da nova versão do site, reestilizada e com mais recursos tecnológicos. É uma pena.
E tudo isso foi construído para que as pessoas encontrassem o Budismo, nada mais, pois tenho certeza de que qdo o Elton digitou o primeiro texto não fazia idéia do que estava construindo.
Sendo assim, gostaríamos de pedir a todos que se conhecerem algum provedor internet que esteja disposto a nos ajudar com a hospedagem baseado nos nossos números de volume de tráfego e hospedagem nós agradecemos imensamente, pois temos poucos dias para encontrar uma solução. Caso alguém se interesse, favor nos contatar no email penjuo@dharmanet.com.br (este será desativado em breve) ou no penjuo@budanet.org.br
Agrademos de coração desde já!!!
Gassho, Omitofo, Metta, Tashi Delek....
Pen Juo (em nome do staff Dharmanet)
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agosto 11, 2003
Windows Error (NT AUTHORITY\SYSTEM) Träsel
Windows Error (NT AUTHORITY\SYSTEM)
Träsel escreveu: A cada 15 minutos aparece uma mensagem na tela do meu Windows XP, dizendo que o sistema será desligado por causa de uma tal NT AUTHORITY\SYSTEM. Na mensagem, diz que o Remote Procedure Call foi desligado inesperadamente. Alguém sabe o que diabos está acontecendo?
Vou ficar de olho no blog dele, e se alguém souber o que é, favor me avisar. Estou com esse mesmo problema. Tá me cheirando vírus. Francismar?
Update: Pronto, parece voltou ao normal. Já são 18min conectado. Ufa. Não era vírus. Foi a primeira falha grave desde que comecei a usar o até então ótimo Windows XP. O bug é do XP mesmo, considerado do nível crítico pelo site da Microsoft. Fiz o seguinte. Seguindo a dica óbvia porém preciosa do Bruno, fui no Google e comecei a procurar sobre esse problema. Então achei essa mensagem num forum comentando do próprio. Lá, o nosso amigo dizia pra darmos um chego imediatamente no site da Microsoft para baixar o precioso patch. O link pra pra isso na Microsoft se encontra aqui. Então cliquei na opção "Windows XP 32 bit Edition" e depois escolhi a versão portugues. Escolham o respectivo indioma do seu Xispirito, é essencial isso. Baixei o patch e parece que está tudo ok. Ufa, ufa, ufa, cavalinho alasão. Foi foda. Detalhe: até as pessoas que fazem os updates do Windows XP devem instalar esse patch. E parece que isso ainda não aconteceu com muita gente, já que não achei sobre o problema em nenhum site de grande porte. Baixe e instale antes que aconteça. É chato pra caralho.
Update: Dica do Solon no blog do Trasel: Depois disso, é bom passar um antivírus porque, se for como aconteceu comigo, estás com o W32.Blaster.Worm. aviso de segurança da Symantec aqui.
Eu estava infectado com isso também. Ai.
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Só pra avisar que cheguei
Só pra avisar que cheguei
Jesus, o que aconteceu em Campinas pro meu quarto estar tão gelado assim? Deve ter nevado esse fim de semana aqui. O mouse aqui do lado está um gelo, nunca vi ele assim. Passando um pouco de Ribeirão o tempo fechou e a neblina cegou, depois o céu se abriu num azul, sem nenhuma nuvem. Eu gosto quando ele fica assim. Agora faz sol, mas venta frio. Bom. Mas meu quarto nunca chegou a ficar tão congelado assim, que estranho, me sinto um carnão num frigorífico. A janela e porta estão abertas, o sol entra então ficar bom em pouco tempo. Hoje vou ter que sair à procura de pautas, e isso eu acho chato. Mas chegando em casa vi mais uma vez a placa do Cemitério de Animais, que é aqui perto. E tive a idéia. Acho que dá um pauta interessante pra tevê. Fiquei imaginando, será que lá tem lápides com fotinhas de cachorros, gatos, papagaios, entre outros bichos falecidos? Se tiver será sensacional. Terminar outros trabalhos e parece que não vai dar pra ver filminho hoje. Belezura.
Trilha Sonora Aquece Quarto: John Frusciante - From the Sounds Inside. Fazia tempo que eu não ouvia esse cd, disponibilizado inteirinho lá no site dele.
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agosto 10, 2003
Dharma Instant Message Do patrão,
Dharma Instant Message
Do patrão, o Elton:
Só conectei para te passar uma frase do Jigme Lingpa: "Nós, seres humanos, a partir do momento em que separamos nossos lábios e proferimos palavras, isto é tudo contradição. No momento em que pensamos algo, isto é tudo confusão".
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Feliz Dia dos Pais! Tentei
Feliz Dia dos Pais!
Tentei escrever algo sobre o dia dos pais mas não ficou bom. Porém de alguma forma acho que não preciso expressar aqui a enorme gratidão que tenho pelo meu pai. Acredito que ele já sabe disso muito bem. Do quanto conseguiu fazer coisas boas pra mim, nos mais variados sentidos. Diariamente me sinto um felizardo. Não há como retribuir a incansável bondade e paciência que ele tem com esse sujeito estranho como eu. O cara é durão. Esse foi o humilde post do dia dos pais. Feliz dia dos pais!
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Rádio Parada Fm Dos links
Rádio Parada Fm
Dos links que o Walter me manda: http://www.radio-parada.pl
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Come and Go Não ia
Come and Go
Não ia vir pra São Joaquim. Minha mãe que ligou pedindo, pra fazer surpresa pro dias dos pais. Consegui carona e vim. Ouvindo altas histórias até que parei em Ribeirão, pra fazer a conexão até casa através da temível Viação São Bento. Dessa vez sem bêbados e loucos que ameaçam a tripulação inventando história que perdeu 500 reais dentro do ônibus. Dessa vez tive a companhia de uma mocinha bem legal, muito simpática, que ficou conversando comigo o tempo todo. Ela engordou cinco quilos esses tempos, mas disse que ainda bem isso não é problema pra ela. Claro que é, então falei que ela estava ótima, de verdade. Digam isso pras moças, façam-me o favor. Até as mais bonitas esquecem e ficam gastando seus pensamentos por nada. Assim a viagem veio rápida. Descendo pra casa encontrei Dona Nair. Disse pra eu apressar o passo, a comida estava quentinha. Strogonof de boi. Comi vendo o computador e fui ver meu pai cochilando só que ele pulou da cama pra me cumprimentar. Vi a maratona do programa Actor Studios, nada demais. Não queria dormir, fui na vó de carro. Ficou feliz de me ver. Disse Não aguentou, heim. E me mandou pegar um envelope em cima da tevê. Levei pra ela, que tirou um santinho muito bem feito do Ricardo. A fotona dele sorrindo, com o mar no fundo. Fui no banheiro e quase chorei. Lembrei do Dharma, alguma clareza surgiu e dediquei pra ele. A vó me ofereceu bolo, doce, refrigerante mas tinha acabado de almoçar. Mesmo assim ela ficou indignada. Saí de carro, ouvindo John Coltrane. Passei no Francismar e a mãe dele fez a previsão dele dormir 24 hrs. Que proeza. Fui pra casa. Assisti O Diário do Olivier, meu programa de culinária predileto. O único que contém fnords. Tinha um convidado amigo do Olivier, estavam fazendo omelete e falando Up juntos. Desacreditei e ri a beça. Nos créditos, quando fica passando flashs da gravação, apareceu o Olivier brincando com a filhinha do Juca Chaves. Deu um beliscão na barriga da menina, pra assustar, e disse Up quase num grito. Quase chorei. Melhor programa. Fui no aniversário do Tio Nego. Estava bem agradável. Geralmente é difícil conversa entre família ser algo interessante. Mas ontem foi massa ficar no cantinho dos homens ouvindo e indicando temas pra conversa, desfarçadamente. Histórias do passado. Comida caseira, forno a lenha, vinho com pão, pão com melancia, entre muitas outras coisas. Vim pra casa de novo. Pensei em ir na boate mas desisti. No mínimo seria engraçadíssimo um show contendo Raul Seixas e Renato Russo cover. Fui no posto, todos vendo a luta do Popó. Revi a mocinha adorável que abanou a mão. Conversei com bêbados vim embora. Vi entrevista com a Cicarelli e o Nando Reis. Vi meu irmão acordando pra ir trabalhar. Meu pai acordando pra ir levar. Deitei pra dormir.
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agosto 08, 2003
Amigos no Flip No blog
Amigos no Flip
No blog do Terrão tem uma foto legal da Lila e do Mojo lá em Paraty, tascando fogo nos corsários.
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Bus Fan Desci pra ir
Bus Fan
Desci pra ir colher uma michirica lá na geladeira e aproveitei pra passar pelo quarto do Rafael Escargot. Antes de mais nada, é um absurdo chamar uma fruta tão boa e agradável como a michirica de bergamota. Por Deus, isso é nome de verme que surge na barriga. Coloquei a cabeça na janela do quarto do Escargot e ele estava jogando algo no computador. O apelido dele é por causa que ele chegou a morar dois anos em Paris. O engraçado é que mesmo por isso parecer algo fino, ele é a única pessoa que já ouvi falar ser fã de ônibus. Como é que se gosta de andar de ônibus? Ele gosta, sabe tudo sobre. Lembrei disso porque entrei no quarto dele e então vi os posters de ônibus grudados pela parede. Como se fosse poster de mulher pelada em presídios. Eu olho pra esse sujeito e vejo o meu irmão. Eles se parecem muito fisicamente. Estou agitado hoje.
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Deconstructing Harry Esse filme não
Deconstructing Harry
Esse filme não fez bem pra mim. Então eu vou falar que não gostei. É bom, mas é ruim porque não passa... ok, ok, é bom. Ele consegue passar o que quer. Muitos dizem que é uma comédia, e pode até ser no começo. Depois não é. Mesmo com todas as bobeirinhas engraçadinhas que acompanham o filme quase o tempo todo, tudo é muito triste. O Woody tá mais velhinho nesse filme, e bem mais neurótico. Achei esse papel dele um tanto perturbador. Tá, ele faz isso muito bem, é muito elogiado por isso, etc, mas esse não é o ponto. Artê pela arte o escambau. Me deixou agitado e com a cabeça doendo. Com vontade de ir tomar um ar fresco. Allen é um escritor que está passando por muitas crises, que se multiplicaram por causa da sua crise de criatividade. Então é como que soubrasse tempo pra ele lembrar que não consegue se acertar na vida. Que só se dá mal com as pessoas. E sempre tentando se acertar, e só piora tudo, sua culpa, vergonha, etc. A edição deixou tudo isso um tanto mais perturbador. Há tiração de sarro dos psiquiatras, que são loucos como os pacientes mas deixemos isso pra lá. O final é triste. Passa um pouco de alegria e esperança mas é triste. Ele percebe que não consegue viver com as pessoas. Só com os seus personagem. Que fazem uma festa pra ele. Essa parte é legal, mas, chuif...
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Manhattan Estou achando que esse
Manhattan
Estou achando que esse filme chega a ser melhor até que o ótimo "Annie Hall". Talvez não pelo humor, que é mais leve e sutil, mas pela beleza. Esse filme é absolutamente belo por todos os lados. Lindo, engraçado, fofo, bobo, emocionante, tudo feito com um estilo único. É quando o preto e branco deixa tudo claramente mais bonito e colorido. Allen faz o papel de Issac Davis, um famoso comediante que está separado da sua mulher porque ela escolheu ficar com outra mulher. E ela está escrevendo um livro sobre o seu casamento falido com ele. Issac então tenta se consolar tenho uma relação adorável com uma garota de 17 anos (impossível não pensar na sua vida real no futuro, e engraçado ele dando a desculpa que não pode ficar com ela porque é muito nova), até ele encontrar outra da sua mesma idade, que também é amante de seu melhor amigo. De São Francisco, hehe. Essa é a traminha em que tudo brilha. Agora, é preciso dizer sobre essas duas personagens. Elas são quase tudo no filme. A adorável adorável adorável adorável garota de 17 anos chamada Tracy é a Mariel Hemingway novinha. É uma das coisas mais meigas do sexo feminino que eu já vi na telinha. Ela faz o papel extremamente bem, ao ponto que quase cheguei a lacrimejar junto com ela quando o Issac diz que amava outra. Lindíssima. É de dar prazer físico ver os dois juntos. Que coisa mais nhunhunhum. A sua amante, a amante do amigo, é a Diane Keaton, que também não deixa barato. Impressiona a sua capacidade de atuar quando ela é extremamente chata e depois vai ficando legal. Parece que esses atores podem ser o que eles quiserem, realmente incrível. Fica claro o quanto Woody Allen gosta de mulher. Não um gostar normalzinho, como a média dos homens. Ah, deixa pra lá. Adorável, lindo e imperdível. So sweet. Um dos melhores que o Woody Allen já fez. De 1979.


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Dirigindo no Escuro Saiu uma
Dirigindo no Escuro
Saiu uma matéria no Estadão sobre o novo filme do Woody. O Walter que me mandou. Mandou também uma sacaneiadinhas sobre Campinas. Mas peguei a felicidade dele e fiquei um pouco feliz, lembrando que assim é de graça. Mas já estou mudando de assunto, a matéria: Woody Allen joga Hollywood contra si mesma. Tem também essa entrevista que saiu n'O Globo.
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agosto 07, 2003
Horóscopo Não dá pra levar
Horóscopo
Não dá pra levar a sério, mas confesso que tem dois que faço questão de ver, quando passo por perto. Um é o da Nerve, a ótima revista erótica. O outro é o da SnowLion Publication, a enorme editora budista. A diversão é quase sempre garantida. Especialmente por causa do senso de humor e do enfoque. Geralmente coincide, como de hoje:
Nerve: Most people are lucky if they get one chance to fall in love in their lifetime. But you, Aquaman, will apparently have "lots" of opportunities to fall in love. What star did you blow to get such luck?
SnowLion: The month starts with idealistic love. You have the Sun and Venus running in opposition to your Sun sign. Basically know you will either be romantic, a daydreamer or disillusioned. The difference lies in what you focus on. If your focus is expectations on others then disillusionment is a possibility. Better to be an idealistic lover of the universe, as that makes you feel good and hopefully you don’t carry too many expectations with that universal attitude of affection for all.
Dessa vez o humor da SnowLion ganhou.
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Carteiro Desconfiado Disse que sim,
Carteiro Desconfiado
Disse que sim, que era o Renato Parada. Então ele entregou a encomenda, com um olhar estranho. Depois descobri que alí estava escrito "À Ill. Sr. Dr. Renato Parada". Deve ter sido por isso...
Esse post foi um agradecimento em público.
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The Elephant Man Não lembro
The Elephant Man
Não lembro aonde tinha visto falar muitíssimo bem desse filme. Todos diziam que era algo maravilhoso e imperdível. Por isso há tempos tinha vontade de assistir. De qualquer forma, agora que já assisti, preciso reinterar que esse filme é maravilhoso e imperdível. Ao ver um filme como esse, boas qualidades naturalmente brotam do espectador sortudo. Aquelas que a correria do cotidiano insiste em esconder da gente, e então nos damos mal. Repito também que todos deveriam ver esse filme. E que deveriam passar nas escolas. Muitas coisas poderiam ser ensinadas dali. David Linch construiu uma ótima obra sobre dignidade humana. Que nos faz lembrar da sorte e da alegria natura que é ter uma forma humana sem grandes problemas. A história real é sobre um homem chamado John Merrick que trabalha num circo de Freak Show, que por causa das terríveis deformações que cobrem 90% do seu corpo, ficou conhecido como O Homem Elefante. Ele vive completamente isolado e em condições terríveis, como um escravo. As coisas começam a mudar quando um médico (Anthony Hopkins) o descobre e o tira dalí. Lentamente então ele vai se abrindo e mostrando a bela pessoa que existe por trás daquela terrível aberração. Esse contraste é emocionante. De chegar a lacrimejar em várias cenas. Inesquecível a cena em que ele grita, cercado pela multidão: I am not an animal! I am a human being! I am a man! O final é ótimo. A masterpiece. De David Lynch, 1980.
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Fragmentos do Colchão Macio Dentro
Fragmentos do Colchão Macio
Dentro da igreja católica, fiquei encarregado de entregar o mini-caixão que contia uma representação de um parente morto esculpido numa grande barra de chocolate. Estava lotado, era uma grande homenagem ao morto. Ao me aproximar do altar, deixei o caixão com o padre e passei a comprimentar todos alí no altar. A maioria era parentes (que não davam muita atenção), exceto o Gus 'Luz do Dharma' que também estava lá no meio deles e me disse coisas no pé do ouvido. Indo ao fundo da igreja, duas moças fizeram gracejos pra mim. Mas estava me preparando pra viagem, tinha pressa.
Trocamos de carro, pegamos a BMW e começamos a fazer a trilha que mais parecia como uma escalar uma montanha. Muitos buracos, eu pulando no banco traseiro. O carro descendo ladeiras travado. Quase capotava às vezes, mas por alguma coisa isso não acontecia. Quando vinha outro carro na direção oposta quase batíamos, mas chegamos ao ponto final bem.
Agora o resto da viagem tinha que ser completada via nado. Entramos na belíssima gruta e nos pusemos a nadar. Água agradável, luminosidade linda lá dentro. A caverna era grande e tinhamos que andar um pouco sobre as pedras pra chegar no outro lado do lago e continuar a nadar. Em um dos vários lagos, um pequeno bote surge vindo em direção a nós. Duas mulheres nele. Uma delas era um loira incrivelmente maravilhosa. Ela se aproximou e eu disse Que prazer encontrar a Marta Suplicy num dia como esse. Era pra ser uma piada, ou algo. Ela riu mas explicou que na verdade ela foi a vice do João Gular. Era jovem e linda, bela extremamente branca, grande, daquelas. Eu acreditei que ela fiu a vice do Jango. Conversamos um tempinho mas tive que seguir. Mas foi um prazer ficar conversando com ela de perto, fiquei hipnotizado por sua beleza esse tempo todo. Remando o bote, olhou pra trás e fez um gracejo com os olhinhos. O próximo lado tinha muitos morcegos. Ficavam voando loucamente. Tive medo.
Até chegarmos na casa desse meu parente, onde meu tio já estava cortando a picanha. Não cheguei a exprimentá-la. O pessoal ia chegar um pouquinho mais tarde, para dar continuação a homenagem ao morto. Mas não cheguei a ver minha família e o resto dos parentes chegando.
Não sou bobinho ao ponto de ficar lá, acreditando naquilo tudo? Enquanto apenas estava deitado na minha cama. É simplesmente impressionante o que o nosso cérebro é capaz de criar. No que acreditar?
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Posted by parada at 10:51 AM | Comments (0) | TrackBack
LXIV (Jolly Fire) On the
LXIV (Jolly Fire)
On the slope of the creek, I asked her
Where are you going hiding your flashlight with your coat ?
My house is all dark and lonesome, lend me that light !
She raised her dark eyes for a moment and looked at my face through the dusk
I have come to the creek, she said, to shine my flashlight on the animals in the water when it gets dark
It got darker, and I asked again if she would bring her light to my house
As there were no animals in the water. There was nothing living moving
She said, I'm going to shine it on the sky ; eventually it will reach a star
I watched her shine the light uselessly into the sky
In the moonless gloom of midnight I asked her why she still held the light close to her chest
My house is all dark and lonesome, I said. Lend me your light
I need it to walk home with, she said. I can't see in the dark like a cat
I watched her light get lost among the trees and into the lights of houses.
:~
O Galera achou a letra da Jolly Fire! A lindíssima música cantada pelo Will Oldham numa Peel Session. Que na verdade se chama "LXIV", ou "64".
É uma livre adaptação do poema 64 do Gitanjali, de Rabindranath Tagore, um poeta indiano que foi descoberto por Yeats no início do século passado. Valeu, Natalino!
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Posted by parada at 12:35 AM | Comments (0) | TrackBack
Roberto Marinho Fui chamar o
Roberto Marinho
Fui chamar o Ermano pra jantar e vi entrando o Plantão da Globo. "Ih, é morte" ele disse. E era. Do Roberto Marinho, aos 98 anos. Quanto tempo de vida. É raro alguém viver tanto assim hoje em dia. Fica aqui a homenagem daquele que desistiu de ter tevê.
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Posted by parada at 12:29 AM | Comments (0) | TrackBack
agosto 06, 2003
Rashômon Uma mulher é estuprada
Rashômon
Uma mulher é estuprada por um bandido e seu marido samurai é morto. Essa é a história em que o filme se baseia para que quatro versões diferentes do crime sejam contadas. O bandido, a mulher, o morto e o lenhador dão suas versões. No final das contas percebe-se que não dá pra confiar em nenhuma dessas versões. Não que necessariamente sejam mentiras. Mas porque cada pessoa controi sua própria verdade. Cada pessoa recria uma versão daquilo que viu. Acho que é sobre isso que o filme se trata, sobre a natureza da verdade. De como as pessoas interpretam o mundo através de seus filtros. Porém, o filme parece ser muito mais complexo que isso. Os momentos sensíveis não chegaram a me emocionar porque achei os personagens meio engraçados. O ladrão é bastante carismático com sua bela risadona forçada. Massa. Os momentos sensíveis mostram a fragilidade que é o ser humano. É por ser um animal frágil que ele mente, que ele vive numa mentira, mente pra si e para os outros. Sensível. Diferente. A fotografia é estupenda e se impressiona ainda mais quando se fica sabendo que o filme é de 1950. Primeiro filme que vi do cultuado diretor Akira Kurosawa.

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Posted by parada at 11:46 AM | Comments (0) | TrackBack
Puc Hoje Hoje valeu ir
Puc Hoje
Hoje valeu ir à aula por causa do professor de Teorias Políticas. Sua voz é parecida com a do Paulo Francis e sua aparência é da face malígna de um Kubrick mas puxando mais pro Hitchcock. Parecia que eu estava num teatro e que ele estava representando um psicopata. Realmente parecia ser uma encenação! Estava esperando que no final da aula ele iria fizer Ok, galera, aquilo lá era uma piada, meu nome.. Que bizarro. Fiz muita força pra não começar a rir enquanto ele dava aula. Às vezes parecia que ia do nada MATAR alguém. Por causa do olhar. Sensacional. Quero muito tirar foto. Rezei um pouco.
A coisa mais engraçada do dia foi descobrir que meu amigo Luis se matriculou numa prática de formação errada. Isso é uns cursos a mais que você escolhe pra preencher créditos, essas coisas. O cara, que colocou o código do curso errado, pegou pra fazer aulas de berimbau! Quase passei mal quando ele me contou. Sensacional. Quero muito ver isso.
Do mais me senti um fantasma andando pelo campus. Uma sensação de que você realmente não está no lugar certo. Deve ser a responsabilidade por substituir o Walter que está pesando. Mas vamos que vamos.
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Posted by parada at 12:21 AM | Comments (0) | TrackBack
agosto 05, 2003
Boa Frase Se as pessoas
Boa Frase
Se as pessoas pudessem ser diferentes elas seriam, mas como elas não podem, elas não são. - Ani Zamba
Valeu, Vitor!
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M. Ward Ouvindo mais uma
M. Ward
Ouvindo mais uma vez o disco "End of Amnesia" do cantor folk M. Ward me sinto na obrigação de compartilhar a existência desse disco com vocês. São lindas as canções folk que esse sujeito compõe. Violão e guitarras muito bem tocados juntamente com a bela voz de Ward. Um disco emocionante e ao mesmo tempo calmo. Seguro. Com pequenas baladinhas dançantes no meio. Me deixou no clima de quando eu escuto o "After the Goldrush" do Neil Young. Só que com umas pitadinhas de molecagem que me lembra o The Happies, a ótima bandinha do mp3.com. Se gosta de boa música folk, vai que é delírio. "Carolina" é uma das músicas mais bonitas do disco. Oh, where are you going for the two-hundred and fiftieth time? A "Psalm" é um instrumental quase caipira, lenta e linda tocada por um cara contemporâneo como o Ward. "Half Moon" me dá paz. Bem, gosto dele inteiro. Do do início ao fim.
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Don't Mess with Campinas Dias
Don't Mess with Campinas
Dias atrás recebi um e-mail dizendo que o Pelé, um dos amigos da faculdade que mais tenho contato, estava desaparecido. Veio prestar um concurso em Campinas e ninguém mais o viu. Mas ontem encontraram o Pelé. Tinha sido sequestrado por engano no Campus I da Puc. Estava indo em direção ao ponto de ônibus e quando passou por um BMW confundiram ele com o dono. Hah, ainda mais o Pelé. Bandidos vagabundos. Chegou a ficar cinco dias em mãos dos seqüestradores, mas não sofreu nenhuma agressão pesada. Quando o libertaram que deram dois chutes na sua barriga. Agora já está em casa e passa bem. Que bom.
Uns anos atrás também aqui em Campinas um amigo meu professor de filosofia da Unicamp foi levado junto com sua caminhonete. Queriam só a caminhonete, mas como era de praxe iriam dar um fim nele. Pra não dar trabalho, simplesmente. Estava acontecendo muito isso na época. Roubo de caminhonete seguido de morte do proprietário. Teve sorte e não mataram ele. Enquanto implorava viver para os bandidos, levou vários golpes de estilete. Cheguei a ver o cara dias depois, foi horrível ver aquelas marcas pelo seu corpo. E ele facilmente chorava por estar vivo.
Que lixo esse papo todo. Deixa eu parar por aqui.
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agosto 04, 2003
Belle de jour Não tinha
Belle de jour
Não tinha a menor idéia do que se tratava quando comecei a ver. O filme é sobre o dilema da mulher santa/puta. Catherine Deneuve é Séverine, uma jovem mulher que ama seu marido mas que estranhamente não tem nenhuma relação de prazer com ele. Apenas são educados e levemente carinhosos um com outro. Ao mesmo tempo ela tem sonhos eróticos onde é humilhada, amarrada, estuprada, essas coisas todas e então meio que contra sua vontada ela acaba indo trabalhar como prostituta para realizar essas suas perversões. As cenas confudem o espectador sobre o que é fantasia e realidade. Esse jogo parece querer questionar o quanto nossas fantasias nos confudem, algo do tipo. A forma em que tudo é mostrado até parece ser uma crítica a idéias que se tem sobre perversões. Aquela coisa de traumas passados do Dr. Freud, essas coisas. É uma ótica diferente e interessante que tenta trazer uma identificação disso tudo pras nossas próprias vidas. O surrealismo do filme juntamente com o tema pra mim foi um pouco perturbador, principalmente porque não estar esperando nada do tipo. Ele tem o potencial de poder ficar te acompanhando por algum tempo. O que pode ser bem divertido, se você não leva essas coisas a sério demais. E tem algumas cenas divertidas que alguns podem chamar de humor negro. A que me refiro é a do doutor que gosta de ser dominado e que curte fazer uma espécie de teatro antes da mulher começar a pegar no chicote. Que coisa mais engraçada foi aquilo. Ah, tem também a do senhor que curte conversar eroticamente com ela dentro do caixão, fingindo de morta e etc. Esqueci o nome disso. É engraçado de se ver. Porém, no filme todo não há uma cena erótica. A Catherina Deneuve aparece de calcinha, que chega a ser maior que minha cueca boxer. Risos da platéia. O final ficou confuso pra mim. Fiquei pensando de quem era aquela fantasia? Seria de ambos? Fico com sendo apenas da Séverine. Como se ela tivesse se aceitado e contado tudo pro marido, que a ajudou com a coisa sem problemas. Já que eles agora pareciam um casal feliz e ela já não tinha mais seus sonhos bizarros. Final intrigante. Bom filme. De 1967 do diretor Luis Buñuel.
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Volta às Aulas Já estou
Volta às Aulas
Já estou em Campinas. Cheguei ontem, meus pais me trouxeram. Carro lotado, quanta coisa, mas com a ajuda do Chapa Vidal não fiquei todo suado de ficar subindo e descendo escada de degraus de diferentes tamanhos e alturas. Então fomos almoçar, almoço de despedida, na já íntima churrascaria Barão da Picanha. Minha mãe perguntou se as pessoas de lá já me conhecem. Óbvio que não. mãe. Foi massa, a carne estava deliciosa, talvez a melhor que comi lá desde então. Até lembrei e achei frescura o lance do Gal não comer churrasco feito a gás. Não consigo fazer muita diferença entre gás e carvão. Se a carne tá boa, fica difícil estragar ela. Mas daí é culpa do cozinheiro. Up. E carne morta é igual a animalzinho morrendo, sempre lembrando enquanto bombava as mastigadas. Achei caro o preço, mas valeu. A gente merece, né? Lembrou meu pai. È, a gente merece.
As aulas começam hoje à noite. Que emoção, uau. Só vai ser legal por poder rever algumas gatas, de resto eu já conheço desde o colégio. Mas sinto falta de um fundão mais criativo e engraçado. Como no cursinho, que era um show de humor dos palhações. Sem contar que Campinas sofreu o grande desfalque de Walter “Sou um homem desestressado agora que estou em Poa” Valdevino. Feliz aniversário, Warti. Nos vemos por aí no verão.
Me sinto saindo de um retiro de 8 dias depois de passar quase a manhã inteira conversando com atendentes da Telefônica. Me sinto a pessoa mais paciente do mundo. E sempre quase falo “Olha, moça, sua voz é bonita, daria pra gente conversar sem que você ficasse imitando robô?” Mas deixo quieto. Paciencia, como a tive.
No Kinoplex quero ver o Hollywood Ending e o Terminator 3. Vou tentar achar companhia dessa vez. Ir à noite pra lá andando não é mesmo uma boa idéia. Colômbia já foi uma cidade tranquila.
Já sinto falta de casa, das mordomias diárias e da movimentação. Mas saí de uma mamata pra entrar em outra. É por aí. Então tá tudo certo, chefia. Abraço no coração e que todos e não se esqueçam do OURO.
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Tirando o Lixo Os quatro
Tirando o Lixo
Os quatro posts abaixo a lixeira protegida vomitou de volta. Nem ela quis eles. Só vocês, mesmo.
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O Único Benefício de ser
O Único Benefício de ser Mané
É olhar pra trás e ficar com vergonha e achar extremamente ridículo aquilo que você já fez. E então se perdoar e entender que hoje você é o que é só porque passou por essas coisas. E então lembrar que no futuro você pode achar tudo que faz agora também bastante ridículo e vergonhoso. E então não ter tanta certeza de que as afirmações e opiniões que se comprou agora é realmente algo bom. E então não ser tão duro com as pessoas. Porque as pessoas fazem coisas erradas o tempo todo. E então não ser tão chato e desagradável. Mostrando o dente pras pessoas com mais frequência. Isso deve ser o único benefício de ser mané.
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Luv Post Moças que surgem
Luv Post
Moças que surgem do nada e estrambelhecem o coraçóm deste pobre mangolão, confesso: cansei de brincar de esconde-esconde. Sério. Por favor, alguma de vocês pode desistir dessa brincadeira que já ficou chata e então aparecer. Eu não procuro mais faz tempo, heim, apenas fico aqui. Prometo que vai dar pra se divertirem um monte se decidirem fazer isso, vocês vão ver. Opa, digo, você vai ver. Então tá. Pode aparecer, vai, vou tampar os olhos e contar até dez.
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Pessoas Estranhas Da série, o
Pessoas Estranhas
Da série, o que andaram falando de mim e que ri até:
Parada é uma lenda que compete em originalidade com a da mula sem cabeça ou com o boitatá. - Wagner
(...) e putamerda, ler por distração este post na CAPA do exquisite quebrou meu jejum de mais de quinze dias sem ler blogs (excetuando-se o do parada, claro). - Mojo
Teu blog é o melhor, realmente. - Bruno
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Cacete, Confundi o Walter com
Cacete, Confundi o Walter com o Wagner!
PARADA:
Vai ser legal morar aí.
WAGNER:
O quê?????? Paradón se muda para Porto?
WAGNER:
Céus, eu seria até capaz de ir a uma festa de recepção tua.
PARADA:
Não, vou pro seu quarto aí em campinas. Vai ficar vago.
WAGNER:
Podíamos fazer uma grande orgia freak com a presença de Mojo.
WAGNER:
Se o Mojo participasse poderíamos cobrar couvert.
PARADA:
O icq até travou perante suas palavras.
WAGNER:
Tá, mas tu vai morar aqui?
PARADA:
PORRA, É O WAGNER! NÃO É O WALTER, PARADA. PORRA.
WAGNER:
HShadgsahgdagjhKAJHKAJHFKSJDFSJDFALKJDF MLSADVAFAJJVA
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agosto 02, 2003
Além da Internet Mojo, Galera,
Além da Internet
Mojo, Galera, JP Cuenca e Dani Abade em matéria na IstoÉ Gente. Gostei da linguagem do texto, me identifiquei. Por exemplo: ".. Mojo, que pensa rápido, fala rápido e, se tenta falar devagar, gagueja." E quando explicam o apelido do fofão ".. significa uma espécie de saco de amuletos." Boa.
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agosto 01, 2003
Coisas que se vê em
Coisas que se vê em São Joaquim da Barra
Duas araras enormes comendo goiaba na árvore em frente a sua casa.
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Suna no Onna É uma
Suna no Onna
É uma bela experiência ver esse filme. Estilo bem diferente o do cinema japonês. Gostei muito. Tem que ver com outros olhos antes e depois, já que uma expectativa boba parece estragar muito sua apreciação. Juntamente como alguma análise que se puxe demais pras filosofias de vida. Parece que isso tudo substrai o valor da experiência de ver o filme. Senti algo parecido quando vi o Dead Man.
A história é de um pesquisador de insetos que trabalhando no deserto. Ele perde o último ônibus que passa por alí então se vê obrigado a pousar na casa de uma mulher que fica dentro de um buraco embaixo das dunas de areia. O drama começa quando ele se vê preso dentro desse buraco, apenas com a casa e a mulher. As dunas não o deixam escalar suas paredes, elas parecem vivas. Os efeitos sonoros são ótimos, um tanto assustadores. A leve cena erótica é muito boa, muito sensível e bizarrinha. Esses amarelos parecem manjar em fazer algo sensível assim.
Esse filme ficou falado entre a rapaziada porque ele foi passado antes do ínicio do histórico Crazy Wisdon Seminar dado pelo Chögyam Trungpa Rinpoche. Lembrando que nem sempre é muito saudável a rapousa ir passear perto da toca do leão. Hehe. Filme de 1964 do diretor Hiroshi Teshigahara.
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