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março 30, 2004

Um Del Rey sempre precisa

Um Del Rey sempre precisa estar alinhado
Quando me disseram que ele trabalhava no Correio, concluí automaticamente que era no Correios e Telégrafos. Dono do melhor programa da Rádio Muda, o Ninho do Coruja. Faz boas entrevista, é jornalista cultural e boa pessoa ao mesmo tempo. Apaixonado por longas viagens e por seu Del Rey. Delfim agora está de blog.
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Bananada Nunca fui muito chegado

Bananada
Nunca fui muito chegado em doces mas confesso que está sendo impossível não me alimentar diariamente da Bananinha Paraibuna. Comprei um pacote fechado no posto Graal, vindo pra Campinas. Agora é ela depois do almoço, no recreio, antes de dormir; é sempre muito bem vinda. Que belo doce. Valeu pela influência, chefe.
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Ensaio londrino A Cibele mandou

Ensaio londrino
A Cibele mandou um ensaio diretamente de Londres para as Fotógrafas Super Sexies. Gostei das cores e principalmente do senso de humor. Ficou muito bom.
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Piza Só existem dois tipos

Piza
Só existem dois tipos de inteligência: a que funciona e a que não funciona.
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março 29, 2004

Boldenbokeboy Tomei a sauna, comi

Boldenbokeboy
Tomei a sauna, comi a pizza, revi todo mundo. Matei a saudade. Agora ela vai me matar. Eis a força da separação em ação. Amanhã volto. Meu final de semana foi ótimo, espero que o seu tenha sido também. Gostei da foto do Fozzy com o Pingüim. Abraços.
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março 28, 2004

Negro Verso Luiz Marcondes já

Negro Verso
Luiz Marcondes já contabiliza três décadas de vida, com alguns momentos meio mortos pra equilibrar. Ao longo desse tempo, o artista, místico e numismata concebeu algumas frases preciosas, que consolidam sua visão de mundo muito particular, ao mesmo tempo refletindo seu estilo de vida inusitado, que oscila entre a devassidão e o ascetiicismo.

Quer mais? Conheçam Lu Marcondes. E não deixem de baixar o cover da "Soft as snow (but warm inside)" do My Bloody Valentine. Ficou muito massa. Valeu pelo link, Sabrina.
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março 27, 2004

Vida de Editor O Caderno

Vida de Editor
O Caderno 2 do Estadão de hoje traz uma reportagem sobre um fenômeno que vem acontecendo no mercado editorial brasileiro: o aumento na venda de livros de autores nacionais em detrimento aos estrangeiros. A matéria usa como exemplo o sucesso da escritora gaúcha Lya Luft e mostra como é custosso lançar um livro importado hoje em dia. Com essa tendência, está acontecendo uma busca na descoberta por novos talentos. E também o aparecimento de uma nova profissão, o consultor editorial, que agilizaria a difícil comunicação entre esses novos autores e as editoras.

Mas foi uma fala do Angel Bojadsen, da editora Estação Liberdade, que me deixou espantado e até me fez rir. Recebendo cerca de 2 mil propostas por ano e tendo 20 mil originais à espera de uma análise, ele comentou: “O pior é que a falta de qualidade é desanimadora. De cada cem histórias enviadas, cinco têm condições de serem lidas e apenas uma de ser editada”. Hehe.

Não sei até onde essa busca por novos autores que vendam muito é algo bom em termos de qualidade. Mas qualquer avanço nessa área no Brasil é de se torcer. Seria legal conhecer um bom livro de um novo autor do qual eu nunca tenha ouvido falar.
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Tigers like Chogyam Acho que

Tigers like Chogyam
Acho que foi a primeira vez que ouvi meus passos fazendo eco. Posso dizer que é bastante assustador, ouvir todos os outros passos na rua aberta. Na cidade vazia, mal iluminada com o asfalto molhado. Então alguns cachorros de longe comemoram a minha chegada com seus latidos descompromissados. Alá eles, um pequeno bando no meio da outra esquina, andando de uma forma desengonsada e sem sentido, alguns giram, andam pros lados, parecem caranguejos, que divertido. Latem pra mim, mas conheço esses bandos da noite, não tão com nada, nem dá mais pra sentir um pingo de medo. Desculpaí. Latem em bando mas não desvio da direção deles. Então eles latem saindo do caminho. Cansado, com sono, carregando peso, acho graça daquilo sem desviar o olhar. Falo alto Tigers like Chogyam como se fosse um elogio aos cães, respeitando-os. Que bêbado. Ficam pra trás. Na esquina de casa, um cheiro doce de erva aumenta de intensidade. Ando em meio daquele cheiro todo. É bom. O vizinho apaga a luz de dentro do carro, põe primeira e acelera. O interior. É penalti; o guardinha assopra seu apito e pedala a bicicleta. Abro a geladeira e fico chocado com a quantidade de coisas. Duas roscas gigantes repousam na mesa. Esperam por mim mesmo. Viro um copo inteiro de suco de caju natural e sinto meus pulmões gelarem. Sempre que chego perco o sono. Espero um pouco até ele voltar com força total.
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março 26, 2004

I am a whore I'm

I am a whore
I'm coming home to see my father
I'm coming home to see my brother
I'm coming home to see my mother
I'm coming home no more to grieve
I'm coming home to never leave

Se o amanhã vier, estarei em Sanjoka. Abraços.
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março 25, 2004

Almoço Ficcionista Como ontem chegaram

Almoço Ficcionista
Como ontem chegaram seis cheques e um pouco de dinheiro da editora, aproveitei para ir comer bem hoje. Não recusei o convite de um amigo fui me sentir mais uma vez parte da humanidade sadia. Gosto muito de macarrão ao quatro queijos com azeitonas. Estava tudo muito bom, salada, carne, uau. A conversa bastante agradável. Realmente fiquei feliz. Foi um bom almoço com apenas um acontecimento meio chato que por alguns minutos interrompeu nossa conversa.

Era quase uma da tarde quando o celular do meu amigo tocou e pele sua voz percebi que era a patroa. Ele mais ouvia do que falava. Apenas soltava uns "não... não fala isso", "mas já foram dois anos bem assim", "calma..." e finalizou com um baixo e direto "ok então, não gosto de discutir com você". Então desligou, e deu uma golada na Coca. Fiquei quieto meio constrangido e ele começou a dizer Era minha namorada. Ligou a essa hora pra dizer que queria terminar. Dois anos de namoro já e ela ainda tem dessas. Depois volta chorando, aquela coisa toda. Mas do que estavamos falando mesmo? Sobre pastéis de carne?

Quando ele falou aquilo acho que completei toda minha digestação naquele exato momento, de tanto que ri por dentro.
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Spinner, O Retorno Com o

Spinner, O Retorno
Com o advento da banda larga no recinto, voltei a ouvir rádio. Lembrei de uns anos atrás quando eu passava as manhãs me distraindo nas várias estações do fabuloso Spinner. Pra quem não conhece, é um programa que reune várias estações organizadas por estilos musicais. Como se fosse uma única rádio, só que você escolhe o que quer ouvir.

Procurei agora por sua existência e encontrei-o com um novo nome: Radio Netscape Plus. Mas é o bom e velho Spinner de sempre. Com nada menos que 175 estações diferentes. No meu favoritos estão Acoustic Blues, Classic Punk, Led Zeppelin, TopAlternative e Metal. O canal Led Zeppelin fica tocando Led o tempo inteiro. Shows ao vivo, lados B e até entrevistas. Andei até dando uma ouvida porque o baterista era bom. O Classic Punk é uma graça, ingenuidade pulsante no coração. Ouvi uma banda chamada Reagan Youth, música "I Hate Hate". Sensacional. Já tentou ter raiva da raiva? Top Alternative tocou um EP do Radiohead com as músicas do disco novo sem toda a produção final. Enfim, tem coisa legal. É bom pra conhecer bandas. Se não me engano o Natas conheceu Mogwai sem querer ouvindo Spinner.

Gosto de ouvir no café da manhã, ou folk ou acoustic blues. Às vezes deixo tocando quando vou tirar um cochilo. Ou quando vou ler jornal. É um belo programinha.
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Santiago Que demais, Firpo. Foi

Santiago
Que demais, Firpo. Foi muito legal ler isso. Um grande abraço pra ti, pra Giselle e meu dedinho da mão pro Santiago.
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março 24, 2004

Always look on the bright

Always look on the bright side of life
O filme A Vida de Brian, do Monty Phyton, vai retornar às telas de cinema nos Estados Unidos em comemoração aos seus 25 anos de existência. Justamente agora com o sucesso do filme do Mel Gibson. hshs. via BBC Brasil
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Big Fish Gostei bastante. Lembrava

Big Fish
Gostei bastante. Lembrava do Tim Burton pelos filmes Batman e Edwards Mãos de Tesoura - que qualquer um viu mais de cinco vezes. Big Fish também agrada muito pelo visual característico do diretor. É um filme sobre a natureza das histórias e sobre um contador de histórias. Vai contra a maré atual dos filmes que mostram a realidade. É uma bela brisa. A fábula é criada em cima do relacionamento de um filho com seu pai, que está morrendo. O filho, até então brigado com seu pai, busca descobrir quem é aquele homem por trás de suas incríveis histórias. Pra nós resta apenas acompanhar elas sendo contadas. Conhecemos então a fantástica vida de Edward Bloom, redescobrindo de certa forma a beleza que há fantasia. O gigante é o melhor personagem. O final é bem sentimental mas habilmente não cai pro meloso. Mas vi bastante lagriminhas no pessoal. Também pudera, é bonito. Gostei da mensagem. A trilha toda orquestrada é demais, e fiz questão de baixar a "Man of the Hour" do Pearl Jam que toca no final. Foi feita especialmente pro filme? A letra se encaixa perfeitamente. Grande Danny Elfman. Creio que crianças iriam gostar desse filme também. Aproveitem para irem ver no cinema, merece.
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março 23, 2004

Fotolog Tokyo Today. Gigantesco, viciante,

Fotolog
Tokyo Today. Gigantesco, viciante, sem fim.
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Around the Halo To seem

Around the Halo
To seem you're in me and over me
Relief in all things
And all things shoot through me
And all things shoot through you
Wherever you are
To seem you're a dream when you never stop
Belief as one with what you believe in
Travel slowly
Move in circles
You know time grows old in reverse
Life as a thing that began
And was magnified
And made the first fire and the last one
To mean everything you never say
Every single thing going every way
When your leader's gone
He means to make you strong
He never went away
Cuz what you need you are

John Frusciante, In Relief
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Fale um pouco sobre Hahah,

Fale um pouco sobre
Hahah, engraçado o Zuenir Ventura contando como os estudantes de jornalismo fazem entrevistas com ele. Tem muito "ignorantes espertos e cheios de si" no meio, mesmo.
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Palha Reportagem no Nomínimo sobre

Palha
Reportagem no Nomínimo sobre Sales Oliveira e sua economia e arte ligadas à palha. Sales fica a 15min de São Joaquim.
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O elogio É ridículo comentar,

O elogio
É ridículo comentar, mas esse foi um dos acontecimentos mais irônicos em Samjaquimsatva. Chegaram emails e mensagem de ICQ avisando: O Soares Silva te linkou dizendo que post "Blackout em São Joaquim" está bem escrito. Pensei que podia ser piada da aristocracia, mas acho que não foi. Algo hilário não apenas para os fundadores do blog, mas pra qualquer um dos meus brilhantes visitantes. Ou algo que de orgulho para o meu autor, é possível. Enfim, o trechinho:

Este post é antigo - faz muito tempo que queria linká-lo porque gosto muito dele. Talvez porque eu adore chuvas, blackouts, tempestades. Mas principalmente porque está bem escrito. É o do dia 30/01: Blackout em São Joaquim.

O fato é que com isso muito da fama do nosso mestre poderá ser contestada. Falo do traballho sujo necessário do sarcasmo e da ironia, que às vezes até cansa, apesar de toda elegância e bom humor. Mas agora talvez alguém possa dizer 'Ahhh, que arrogante nada. Ele até linkou o Parada esses dias. O Soares Silva é é legal. Style.' Ou também 'Não existem mais cavalheiros hoje em dia, viste ele elogiando um iletrado? Uh, ih.' Bobeiras à parte, não deu pra não ficar contente com o breve elogio justamente no melhor blog do Brasil. E aproveito a oportunidade de escrever pra dizer que o pessoal do feudo todo mandou um abraço pro senhor.
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março 22, 2004

Dancing Machine Em meio a

Dancing Machine
Em meio a lenta e compreensível reabilitação do Fotolog, conseguir subir uma foto da magnífica Dancing Machine. É impossível sair do cinema e não ir direto pra Divertilândia ver a maravilhosa máquina em ação. É algo completamente viciante, uma das melhores atrações em um shopping center. Em alguma segunda-feira, quando aquilo estiver vazio, vou tentar jogar um pouco sozinho. Pra depois convidar alguém, aguardem. Alguns dançarinos são muito profissionais e dão um baita show. Deveriam ganhar dinheiro dos espectadores que comparecem em massa para vê-los em ação. Ao menos aplausos. As músicas são ótimas.
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Rejoicing in the Hands Até

Rejoicing in the Hands
Até então o final desse primeiro trimestre do ano, o melhor disco lançado em 2004 é o Rejoicing in the Hands do Devendra Banhard.

Simplesmente todas as dezesseis músicas são boas. A gravação está bem melhor e tudo menos bizarrinho que o primeiro disco, que não gostei muito. Mas certamente eles são pessoas legais. Tendo apenas 22 anos, Devendra é uma mistura de John Frusciante, Malcolm Middleton e Will Oldham - perdoe a alusão, Senhor. Quando a voz atinge tons engraçadinhos e solta uns gruninhos lembra o Frusciante, que não tem nada de engraçado, só é extremamente inebriante. O ritmo assobiável e grudante lembra as alegres canções do Malcolm. Uma aura meio sagrada em meio a isso tudo lembra então o melhor cantor folk do mundo. Só o dedilhado que não tem comparação. E por favor, não levem tão a sério essa comparação, foi apenas algo que me divertiu relacionar. Levem a sério que é algo extremamente original e bom.

Não consigo parar de ouvir há uma semana. Good time, good time, a good time, a real, good time...
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março 21, 2004

O Inocente Eu queria ter

O Inocente
Eu queria ter comentado esse livro logo depois que acabei de ler, mas estava sem computador na época e acabou não acontecendo. Passou um baita tempo, relembrando agora. Foi durante a semana que fiquei em Riviera. Nunca lia na praia, que não é um lugar pra se ler. Geralmente só depois que chegava em casa, tomava um banho e ficava no quarto com o ar-condicionado no máximo. À tardinha, antes de dormir, aquela coisa. Foi uma leitura bastante prazeirosa. Preencheu muito do tempo extra daquela semana sem computador, aonde mais fico me dispersando.

O Inocente (Cia. das Letras, 324 págs) é estranhamente um dos menos elogiados livro do Ian McEwan. Ele que vai estar no Festival de Literatura em Paraty desse ano, no qual pretendo ir. Amigos cariocas, tenho algum? Mas não compreendi o porque dos poucos elogios. Talvez pelo romance não se fechar redondo. Uma sensação que aquilo se prolongou demais. E então tem o pós escrito. Não sei. Mas a diversidade de sensações que o livro oferece é espantosa. Responsável por uma das maiores ressacas literárias que já tive com meus poucos livros.

Basicamente é um romance histórico se passa em Berlim durante a Guerra Fria. O inglês Leonard é indicado para trabalhar numa operação secreta da CIA contra a parte socialista da cidade dominada pelos russos. É durante essa sua estadia em Berlim que Leonard vai tomar contato com uma explosão de descobertas nunca antes imaginadas. Há uma mulher na história, que transforma Leonard fazendo ele se sentir pela primeira vez como um homem adulto. É uma cena belíssima da primeira vez de um homem. Sem afobamentos e vertigens corriqueiramente relacionadas. É belo. Assim, Leonard passa pela primeira grande experiência junto dela. Um crime hediondo é a segunda experiência. Onde a narrativa beira a perfeição. Inesquecível a cena do Otto.

Essas experiências que acontecem com Leonard, através do poder da escrita de McEwan, transpõem os olhos do leitor. Um sentimento de mistério indecifrágel daquelas emoções reunidas ficou comigo por um bom momento. Algo contrastante e ao mesmo tempo tão visceral. Impressiona e até assuta esse contemplar, que não sai do lugar e não tem resposta. Até que se lembra que é exatamante aquilo o entreter do livro. A comunicação que aconteceu. E não tinha sentido aquilo continuar. E então cessou. É um baita livro.
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Bary Bobo That's right, you

Bary Bobo
That's right, you are now connected to Mogwai in ways that you can't even comprehend.
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Orkut Entrei pro Orkut, a

Orkut
Entrei pro Orkut, a rede de relacionamentos mais famosa da internet, powered by Google. Depois do quinto convite, sendo o último do Delfin, decidi entrar pra ver qualé. Gostei bastante do FAQ do site. Depois de cinco minutos navegando naquilo, desesperado, consegui achar a rota de fuga pra limpar o meu nome daquele lugar. Me senti como se estivesse com o nome no SPC, não vendo a hora de sair.

Que lugarzinho repugnante é aquilo, como eu já previa. Só serve pra contar quantos amigos você tem, e talvez encontrar pessoas que não se vê há tempos. Mas duvido algo de bom surja alí. Eu tenho o telefone das pessoas que considero amigos e estão lá, então não tem sentido. E olha que sou um entusiasta da internet ser um bom lugar para se conhecer boas pessoas. Mas não se esse for um objetivo principal do vivente. Além de tudo o negócio é uma fraude total. Eu vi lá o Francismar, que não tem nenhum amigo, aparecendo como tendo 46. Quarenta e seis! Nem um ser carente deseja ter tantos amigos assim, juntos no mesmo lugar. É claustrofóbico.

Magoa também perceber a presença de cavalheiros num local tão degenerado. Gentlemans como Alexandre Soares Silva e Daniel Cristófoli Pellizzari estavam lá, contando quantos amiguinhos e quantos fãs cada um tem. Não é bonito. Não me deixe orgulhoso. É um buteco de quinta categoria. É um troço muito americano pra competir quem tem mais amigos. Daqui a pouco vão inventar chefes de torcida na internet, como disse o Eduf.
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Revendo Lost in Translation Quase

Revendo Lost in Translation
Quase neguei o convite. Sinceramente não estava com muita vontade, mas acabei indo. Pessoas legais, pô. Pansani, Carol, Koreano, seria divertido. Mas é fato que filme é algo altamente perecível. Dificilmente a segunda vez é tão boa quanto a primeira. Talvez os filmes do Monty Phyton fiquem melhores a cada vez que se assista, mas é raro.

E foi melhor do que eu imaginava rever o Lost in Translation. Já estar familiarizado com a trilha sonora é legal. Rever as belas cenas de Tokio denovo foi prazeiroso. Mas perdeu um pouco o brilho. Talvez por dessa vez ter assistido o filme com gente falando atrás e se mexendo do meu lado. Me desconcentra. Mas deu pra dar uma estremecida em alguns pontos e até esquecer que já tinha visto.

O pessoal adorou. Carol ficou impressionada pelo filme mostrar um relacionamento sem elementos do senso comum. Eu também não esperava. E ela achou o final feliz. O koreano comentou da estranheza que se sente em Tokio, que é algo que acontece realmente, segundo ele. Foi o que ele achou mais forte no filme.

Depois sentamos numa mesa e o shopping estava super lotado. Pansani quis comer batata recheada e generosamente pagou o chopps preto que eu queria tomar. Tava tão bom que pareceu ter apenas 200ml aquele copo de meio litro.
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março 20, 2004

Now I got Era um

Now I got
Era um diálogo, um diálogo. Cuidar dele, alimentá-lo. -- Julio Cortázar, "Ônibus"
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Jamil no Dom Pedro Fui

Jamil no Dom Pedro
Fui almoçar hoje no Jim Jim e voltando pra casa não é que encontro o Jamil. O maior nadador de rio, desencalhador de barco, bebedor de vinho, filho do finado Miguelão, pai do Anderson. Lá no shopping Dom Pedro. "Aô, Jamil." "Que cê tá perdido aqui, fio?" Heheeh. Sujeito carismático.

Descer um rio no mergulho a procura de um barco afundado não é pra qualquer um.
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Adeus, sexta à noite Talvez

Adeus, sexta à noite
Talvez tenha sido uma boa escolha ter ficado em Campinas. Lá pelas seis da tarde caiu uma bela chuva com relâmpagos que trouxe uma agradável frente fria. Molhei o tênis andando na rua na grama da faculdade. Agora já faz bem frio e estou bem cansado, no conforto do meu quarto, não num ônibus chaqualhando. Mas é a questão de ir ver gente querida de novo e a idéia da possibilidade de não a vê-las denovo. E então um enorme desconforto, pra num passe de mágica tudo que surge dessa sensação ter um único e maravilhoso sabor. Rever a pessoa e matar a saudade ou não ver a pessoa e ficar com saudades. Num mesmo sabor. E o ser humano mau está fazendo um tremendo desfavor a si mesmo. A maior das forças advêm da ternura, só ela consegue mergulhar aonde bem entender e sair ilesa. Só ela consegue abraçar tudo. Mas como sou esquecido e estou cansado. Vou deixar baixando os vídeos e ir dormir.
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março 18, 2004

Will Oldhan, dois álbuns O

Will Oldhan, dois álbuns
O Seafares Music EP, a trilha sonora, não é nada demais. São quatro músicas instrumentais com a base de violão e efeitinhos. Não estorva, mas não é nada demais mesmo.

O Bonnie 'Prince' Billy Sings Greatest Palace Music, a regravação de músicas escolhidas pelos fãs através do site da gravadora, ficou soando como canções para se tocar em uma taberna do Velho Oeste. Todas são assim, muito bem gravadas, mas quando comparadas com as originais não são nada. Gostei mesmo só da "New Partner", que abre o disco.

Que bom. Há um certo alívio no fato dele não ter se superado mais uma vez.
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Cão Chupando Manga "E a

Cão Chupando Manga
"E a reação dela parece sinal do cansaço de quem já viveu em pensamento muito além de sua idade real; de quem já imaginava com todos os detalhes, desde a adolescência, no que a vida ia dar; de quem sabe que a energia gasta numa discussão como aquela é inútil." --Galera, no post Madalena.
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Baixei uns blues R. Johnson

Baixei uns blues
R. Johnson é clássico demais, mas valeu pela coletânea organizada. Blind Willie Johnson, uns dos meus predilétos. Voz muito destruída, muito forte, às vezes parece que ele vai escarrar enquanto canta. "Lord, I Just Can't Keep from Crying" ontem ficou na minha cabeça o tempo na faculdade. E batia o calcanhar no chão. Um dos melhores slide guitars de 1927. Teve um fim triste, com o hospital recusando tratar sua pneumonia porque era cego. Voltou pra casa aonde acabou morrendo. E uma lenda viva pra fechar. Buddy Guy, The Very Best of. Pra mim esse cara faz os melhores solos de blues.
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Um Dia na Fazenda Pansani

Um Dia na Fazenda
Pansani ligou perguntando se queria fazer comprar pois ele estava indo. Agradeci, pois já tinha feito um dia antes e perguntei como ele tinha quebrado o pé. Depois de me contar a conversa caiu num relato de um dia em sua fazenda. Um dia que foi o horror da parte da manhã até à noite. Comentou com detalhes macabros os preparativos da morte de cada um. Dos cabritos, carneiros, vacas, porcos. Alguns foram pra comer, até que tava valendo. Foi um dia pesado. Também caparam porcos nesse dia, ambos machos e fêmeas. Pensava que só o macho era capado. Mas da fêmea é mais bizarro ainda. O grito do porco sendo capado é pior de quando é esfaqueado. Vacinando uns bezerros, um morreu pisoteado por outros cinco. Estavam naquela fila única e sem explicação um queria passar por cima do outro. Um vaqueiro viu que se o bezerro continuasse com a cabeça encostada no chão daquele jeito e com os outros pisando em cima ele iria acabar morrendo. Mas tiveram pregüiça de fazer algo. O monólogo durou mais de cinco minutos. Tentei cortar a conversa mas sem muito sucesso. De um certo modo eu queria ouvir aquelas coisas dele. Dificilmente diz algo com tantos detalhes. Foi horrível, um dia pesadíssimo que o deixou deveras perturbado e violento. Depois comentou que precisava comprar dez mídias e que se eu ficasse o fim de semana pra dar um alô.
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março 17, 2004

Breve passeio da tarde A

Breve passeio da tarde
A viagem até o centro da Colômbia foi tranqüila. Não houve seqüestro da minha linha de ônibus. Pena não ter visto o Mendy Kaufman, não estava no mesmo ponto. Andei uma quadra fora do meu percurso pra encontrar ele. Nada, só um sujeito rabujento no lugar. Tinham dois policiais no centro, também. Agora só faltam colocar outros dois na rodoviária. Dois quarteirões de onde eu estava chegou uma ambulância no maior escândalo e saiu levando uma pessoa. Eu estava tomando uma coca-light e lembrei que estava com minha saúde perfeita. O cobrador e o motorista faziam piadas com o motorista do outro ônibus. Diziam pra ele Me vende uma cesta básica aí? E caiam na gargalhada. Quase fizeram um racha, mas desistiram da idéia. A Patrícia é um amor. É uma experiência agradabilíssima sair direto das ruas quentes, sujas, e empoeiradas pra entrar direto em sua cabine com ar-condicionado e trocar mini conversas com ela, descalço, quase com os pés pro alto. Tá quase uma gracinha isso aqui; não disse que ela é um amor. Eu chego a dar risada. A cidade além do centro estava bem vazia e quieta. Às vezes dá a impressão que Campinas com o passar do tempo vai enconlher, encolher até desaparecer. Mas só escrevo porque senão meu suco de uva vai acabar logo. É bom beber de pouquinho, fazendo aquele barulho de final do milkshake. Say: love it would be much better, I know.
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março 16, 2004

A Dead Sinking Story Estou

A Dead Sinking Story
Estou maravilhado com o mais recente disco da banda de hardcore japonês Envy. E surpreendido de como o hardcore pode ser um gênero de músicas que contém muita beleza. Assim como o metal, o hardcore pra mim até então era só um estilo para ser tocado por crianças chiliquentas. Um estilo onde não haveria possibilidade de haver algo mais maduro, algo que se poderia dizer feito por gente grande. No metal, recentemente, a banda que veio me contradizer esse meu pensamento foi a Isis com o seu ótimo Oceanic. Agora no hardcore, já posso dizer que essa banda é Envy.

A Dead Sinking Story, seu mais recente disco, está uma era além daquele que comentei no mês passado aqui, o também glorioso All The Footprints You've Ever Left And The Fear Expecting Ahead. As guitarras estão muito mais bonitas, mais pesadas e menos agudas demais. A bateria está espetacular, com muito mais pegada e quebradas de fazer mexer a cabeça. Os momentos calmos mais freqüentes, com maior duração, e são lindos. Perfeitos para serem estraçalhados pela volta de todas as guitarras e gritos esgüelados do gorducho Tetsu Fukagawa. Nunca pensei que iria encontrar beleza em uma música de hardcore em que um sujeito gritasse tanto. "They are tremendous", como diriam os caras da Rock Action Records, gravadora dos rapazes do Mogwai responsável por esse disco.

Uma comparação possível com Envy é a extinta banda At the Drive in. É praticamente o mesmo estilo de música, mas ao ouvir Envy, questiona-se porque os integrantes do At the Drive in estão fazendo toda aquela barulheira e gritaria. Soa sem sentido. Já Envy corporifica a baderna do mundo atual e ao mesmo tempo a rara beleza que nunca está ausente disso tudo.

É um disco longo com pouco mais de uma hora de duração, com oito músicas longas, perfeitas para a banda poder usar todo os sobe e desce que fazem. Os momentos calmos estão mais bonitos do que nunca. Todas músicas são boas, mas "A will remains in the ashes", que fecha o disco com seus 12 minutos de duração é uma obra prima. Sem ser muito corrida, mas onde o peso e intensidade é usado da mesma forma, tem em seus três minutos finais um jubileu de peso das guitarras sendo varridas. Simplesmente maravilhoso. Pra quem gosta de música pesada, não tem como se desapontar. A Dead Sinking Story, 10.0.

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março 15, 2004

O Último Samurai Vi ontem

O Último Samurai
Vi ontem "The Last Samurai", último filme do Tom Cruise. É um belo épico, gostei bastante. Cruise é o decadente capitão Nathan Algren, respeitado por comandar a batalha que trucidou os índios nos Estados Unidos. Ele é convidado para fazer a única coisa que sabe, treinar o exército japonês para aniquilar uma revolta interna no país que luta contra sua rápida modernização. Acaba tomando contato com os samurais e daí em diante uma bela história sobre maturidade é contada.

Por ser um épico tem seus lugares comuns e as posséveis críticas ao herói americano. Fica até a dúvida de quem é o último samurai, o que pra mim já entra no campo das trivias. Mas nada que chegue perto de atrapalhar a história, cheia de ótimas cenas. A do primeiro ataque dos samurais é absurdamente bem filmada. O figurino de todos dava prazer em ver, tudo muito correto.

A essência do filme converge nas conversas entre o capitão Algren e o samurai chefe Katsumoto, podendo se resumir no poema sobre a flor. Perfeito. Belo trecho esse. As mudanças no capitão Algren é algo legal de ver acontecendo. Ao mesmo tempo é de se estranhar a cultura japonesa da época. Às vezes fascina e surpreende, como as atitudes de Taka, tão gentil e educada com alguém que lhe tirou uma pessoa querido. É misterioso imaginar até aonde aquilo tudo é apenas uma expressão externa e aonde começa o campo de ser um sentimento genuíno. Outras coisas soam contraditórias, como o respeito e disciplina exemplar dos samurais, que chegam a meditar na frente do Buda, e ao mesmo tempo arrancam cabeças de pessoas e tiram a própria vida ao menor fracasso. Algo que pode ser desprezado entre os bons exemplos que o filme passa.

É um filme sobre maturidade, vale a pena. Não percebi nem um pouco que tinha 3 horas de duração. Do diretor Edward Zwick. De 2003.
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E no Fotolog Uma das

E no Fotolog
Uma das melhores placas que já vi. A de não alimentar os animais no parque da Redenção em Porto Alegre. Reparem a proporção do corpo e o trabalho minucioso na elaboração do rosto do animal. É uma cidade de grandes artístas, realmente. Ficamos tranqüilamente não alimentando os os primos por um bom tempo. Mal sabíamos que a poucos metros dalí estariam eles, os jabutis.
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março 14, 2004

São Joaquim and the Books

São Joaquim and the Books
Na casa de meus pais — uma casa pequena, de dois dormitórios, em uma cidade pequena, São Joaquim da Barra, situada no interior de São Paulo — nunca entraram livros. Nem quando eu era criança, muito menos recentemente. Mas não vou perder tempo discorrendo sobre isso. Em São Joaquim da Barra não havia livraria, o que explica em parte o problema. Ainda hoje, quem quiser comprar um livro tem de ir a Ribeirão Preto, pois na minha cidade livrarias mostraram-se um negócio fadado ao fracasso. A falta de interesse que meus pais e muita gente no Brasil têm pelos livros sempre me espantou. Obviamente a leitura não é, para essa infinita multidão, a fonte de prazer e descobertas que é para todos nós. O mais curioso é que as pessoas sem nenhuma intimidade com os livros costumam ver a nós, leitores, como criaturas excêntricas ou, pior, esnobes e metidas a intelectuais. Vivemos, eles e nós, no mesmo planeta, mas certamente não no mesmo universo.

O escritor Nelson de Oliveira é joaquinense e leitor.
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Fotolog Girls Playing Bass. --------

Fotolog
Girls Playing Bass.
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março 13, 2004

You have received a message

You have received a message
Mas a minha coleção de autógrafos de Lamas é a maior da América Latina!
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Mendigo Humorista Agora pouco no

Mendigo Humorista
Agora pouco no semáforo ao lado da prefeitura de Campinas vi um mendigo sensacional. Fica até estranho chamar ele de mendigo. Jovem, negro, alto, magro, com apenas uma perna e duas muletas. O cara é um show de humor de primeira. Chega a lembrar o Andy Kaufman só que sério, sem ser espalhafatoso. De primeira ele me enganou facinho. Não consegui decifrar se ele estava falando sério ou não com os pedestres que atravessavam na faixa.

"Ei, ei, tão atravessando sem pagar o pedágio? Existe um pedágio aqui nesse semáforo e está todo mundo atravessando ele sem pagar." Disse num tom sério, os pedestres nem olhavam, previnidos, e em poucos segundos começou a subir em direção aos carros. Só quando consegui ver o rosto dele direito percebi que ele estava de sacanagem. Tinha uma cara sã demais pra ser louco. Pulando entre as muletas, calmamente, aproximou do primeiro carro. "Cinco, dez reais. Cheque, ticket, dólar, euro, drogas, aceitamos de tudo." O cara apenas disse um não sério, depois não agüentou e sorriu. Pediu pra gente mas não tinhamos moedas a mão. Logo viu um Audi chegando do lado e se virou dizendo pra gente "Carro importado, aí tem dinheiro... são esses que nunca dão." Chegou largando educadamente um "Cinquenta reais, senhora?" A mulher, mantendo a postura, apenas negou sem dar nenhuma atenção. Então ele pediu "Cem? Duzentos? Quinhentos?" O que fez ela olhar pra ele, já de saída, com um sorriso alegre no rosto. Ela não teve chance a não ser sorrir junto. O cara não conseguia ser desagradável fazendo aquilo com qualquer tipo de pessoa. A maneira como falava era uma crítica muito bem humorada, livre de rancor.

O sinal abriu e o Hermano concordou que devíamos dar uma volta no quarteirão, aquilo merecia ser visto denovo. Esperando o sinal fechar e paramos lá denovo. Ele foi pra cima de um Kadete e pediu os cinco, dez reais. O cara disse não com o dedo, com o vidro fechado. Então ele começou "Passou da hora de trocar esse carro, heim. Faz um tempo que já saiu de linha. Nem pobre anda querendo mais isso." O cara, indefeso, começou a rir muito. Um pouco do mendigo um pouco da sua situação, creio. Era engraçado demais o jeito nobre de falar do mendigo, totalmente indiferente, mesmo quando ganhava algum trocado ou não. Não mudava. Junto com o cara do Kadete, colocamos a cabeça pra fora pra ver mais as atuações atrás. Ia sempre criando algo diferente.

Demos outra volta no quarteirão, já rindo durando o percurso. Reconheceu a gente e chegou pedindo cem reais ou qualquer tipo de droga. Dessa vez não aguentou e riu um pouco conosco. Serve dois reais? "Oooopa." Agradeceu e partiu pra outros carros. Um grande sujeito. Grande exemplo. Senso de humor sutil que mesmo assim atingia a todos. Fiquei até com vontade de voltar lá qualquer dia pra assistir com mais calma suas cenas engraçadíssimas.
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Descent Faz muito, mas muito

Descent
Faz muito, mas muito tempo que não jogo nada em computador nem em video-game. Não consigo mais me entreter com jogos. Não consigo me emocionar em ficar andando de carro, voando em avião, atirando em pessoas, analisando estratégias, soltando magias, por mais que eu me concentre e por mais que os gráficos dos jogos de hoje estejam incríveis. Cheguei a jogar muito na adolescência, de freqüentar fliperama de quadrilha de ladrões de bonés.

Mas de longe o jogo que mais me entreteu até hoje foi o Descent, que tinha instalado no meu Pentium 100, ainda antes de conhecer a internet. Esse merece uma homenagem. Eu tinha todo um ritual para começar a jogar ele. Me alimentava bem, tomava banho, esperava todos irem dormir, apagava todas as luzes de casa e ia pro DOS abrir o jogo. Eu vibrava só com o ambiente gráfico daquilo. Ficava absurdo toda vez que encontrava uma pequeno vão no teto que dava para lugar enorme. No começo o sujeito ficava perdido pacas, era difícil se orientar dentro da nave espacial que tinha o movimento de 360º em gravidade zero. E mesmo depois de muito tempo de jogo era possível ficar sem saber se você estava de ponta cabeça ou não. Descent foi de longe pra mim o jogo mais fascinante. Fui até o final com muito esforço. Cada fase se transformava em uma rede de labirintos inacreditável. Às vezes ficava muito tempo só consultando os mapas, tentando decifrar alguma rota. Aquilo consumia muito tempo, uma noite inteira fácil. Eu gostava daquilo. Escrevendo agora até me deu vontade de baixar ele.

Falo do Descent I. Fiquei sabendo que rolaram continuações, que eu saiba até o III, mas estava meio cansado de jogos e nem fui atrás. Também por medo de terem estragado o jogo. empetecando e o deixando feio. Talvez tenham feito algo mais espetacular ainda, não sei, alguém sabe? E desde então não consegui jogar mais nada. Tentei o The Sins, mas achei muito chato em pouco tempo. O certo é que nunca mais vou gostar de um jogo tão quanto o Descent.
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Dirty Three I knew it

Dirty Three
I knew it would come to this. Que frasinha foda. É o nome da minha música predileta do Dirty Three, álbum "Horse Stories". Tinha ouvido algumas músicas da banda há muito tempo. Até gostei mas não baixei mais por pregüiça e porque tinha acabado de conhecer Mogwai. É rock instrumental com violinos, guitarra dedilhada e bateria muito quebrada. O violino e a bateria são de longe os grandes atrativos. Diferente e interessante, vale muito a pena conhecer. "Hope" é uma das melhores, com sua flauta rachada. "Red" tem uma bela barulheira, bateria incansável e muita esmirilação de violinos. Flávia, talvez você goste disso.

Disco contido no CD de mp3 que o Patrick Amaral me deu quando eu estava prestes a ir embora de Porto Alegre. Trouxe muito mp3 de lá, vou demorar uns 6 meses pra digerir tudo.
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março 12, 2004

Roommate Mara Pra se resolver

Roommate Mara
Pra se resolver algumas coisas nesse país às vezes requer um esforço extra. Ou melhor, uma boa lábia. Mas quando eu já estava sem nenhuma expectativa de dar certo ou errado, o Rogério fuçou nuns fios na caixa do bairro e a luz do 'DSL' acendeu e se mateve ligada. Ahá, não é que acabou dando certo? Massa massa. O cara ainda ficou um tempo aqui em casa. Me contou que acabara de saber de dois amigos foram presos por fazerem instalações clandestinas. Preenchendo uns papéis, disse pra ele sentar na poltrona e quando fui ver ele estava esconstadão falando com sua mulher no celular. Seu primeiro filho tinha nascido há poucos dias. Por isso da cara terrível de sono. Dei os parabéns e um muito obrigado. E assim ele partiu, dizendo que qualquer coisa estava a postos, pois assim é o exército do Mara.
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março 09, 2004

2 / 15 When you

2 / 15
When you ask me to sing it feels my heart would burst with pride
And I look at your face and tears come to my eyes
All that's harsh and wrong in my life melts into one sweet song
And my love spreads wings like a glad bird flying over the road

I know you take pleasure in my singing
I know that only when I sing do you hear me
Cuz then I touch things I can't touch I touch parts of you I really can't touch

Drunk with the joy of singing I forget myself and call you my friend

I'm here to sing you songs
In your room I have a corner seat
In your world I have no work to do
My life can only break out in songs that have no purpose
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E no Fotolog O bonito

E no Fotolog
O bonito sorriso - e tatuagem - da Alessandra.
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Mogwai Music Box Eu queria

Mogwai Music Box
Eu queria muito ter esse trocinho.
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Ler Daí que esses dias

Ler
Daí que esses dias minha amiga Malu me deu um livrinho, "Sobre Livros e Literatura", do Schopenhauer. E ele diz que o fluxo muito intenso de leitura não é bom - precisamos de um tempo de ruminação. O que lemos acaba apagando o já lido. E algumas pessoas leram tanto que ficaram burras. Sem capacidade de pensar por si mesmas.

(...)

Ah, sim: leio por prazer, não pra ficar ilustrada. Não acredito que ler torna alguém melhor. Talvez pior - algumas pessoas ficam chatas querendo mostrar tudo o que sabem. Defendo a leitura desinteressada.

Grande Angélica.
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março 08, 2004

Boa Viagem Valeu, Walter! --------

Boa Viagem
Valeu, Walter!
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março 07, 2004

AVC Bastante útil a reportagem

AVC
Bastante útil a reportagem de Conceição Lemes sobre o AVC - acidente vascular cerebral, mais conhecido como derrame - no Nomínimo.
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Jorginho "When asked to compare

Jorginho
"When asked to compare himself to most modern-day playboys, Guinle told Istoe magazine last year: "They make a huge mistake, they work. ... And my curriculum of women is much better.""
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E no Fotolog Stupas. --------

E no Fotolog
Stupas.
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Lá fora você é um

Lá fora você é um valentão. Aqui apenas um cagão.
Um tempo atrás cheguei a pensar em abrir um fotolog de inscrições em porta de banheiro. Era alguma coisa com o que me ocupar durante o tempo que freqüentava esses lugares. Desanimei logo da idéia depois de perceber que no Brasil, creio, não existe uma tradição forte nesse tipo de expressão artística. É quase sempre correntes de xingamentos idiotas, alguns com respostas cristãs em seqüência. Há muita pouca filosofia popular e boas frases.

Lembrei disso ao conhecer o group fotolog Bathroom Graffiti.
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março 05, 2004

Back to Samjaka Agora mesmo

Back to Samjaka
Agora mesmo à meia-noite pego o ônibus rumo a São Joaquim. Estou com uma baita saudade de minha família. Quero ver minhas avós denovo. Tomara que a impermanência permita. Sabe como é, nunca é demais lembrar what is reliable. Conterrâneos, se for acontecer algo que talvez me interesse, estarei na cidade. Deixo o recado. Agora eu vou pra aula. Today was a great day.
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Oferenda Ganhei um celular do

Oferenda
Ganhei um celular do Walter. Agora é só gastar 20 reais pra reabilitar ele. Ahhsh, ganhei um celular.
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Rico Suave Falando em churrasco,

Rico Suave
Falando em churrasco, agora mesmo vou a trabalho me encontrar com o filósofo Walter Valdevino no Barão da Picanha. A vida de ficcionista é agitada, ao contrário do que muitos pensam e menosprezam. Almoços com celebridades e encontros com as melhores cabeças do país são os principais atrativos. Porém, vejo que está sendo preciso começar a negar alguns desses pedidos para ter uma vida saudável. Por um lado tudo isso é muito bom, pelos motivos óbvios, mas uma necessidade de voltar a comer marmitas de 3 reais começa a me assolar. Não é fácil ser rico no Brasil.

Update: Confesso ter ficado com medo quando recebi o telefonema do Walter dizendo “Vem pro papai”. Foi a coisa mais horrível que ouvi nos últimos tempos. O rodízio estava mediano, e não serviu de propósito: não conversamos absolutamente nada. Apenas nos despedimos no final. Melhor amigo.
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março 04, 2004

Churrascaria Portoalegrense No último dia

Churrascaria Portoalegrense
No último dia que fiquei em Porto Alegre, quando acordei, um desejo estava estampado em minha mente: hoje eu preciso comer um churrasco. Comentei a idéia com o Natas, que de prima não gostou muito, mas devido a bela educação tradicional de sua família, propôs a atender o meu desejo. Fomos parar na Churrascaria Portoalegrense, uma das mais tradicionais e respeitadas da cidade.

Todo gaúcho é meio exagerado. Se percebe isso rapidamente convivendo com alguns. Mas com relação ao tal churrasco, o exagero é mais que justo. O que comemos na famosa Portoalegrense é algo totalmente diferente do que já comi aqui no Sudeste. É outra coisa. Primeiro que o local não é um lugar luxuoso. Chega a parece até com algumas churrascarias de estrada. Também não é como as churrascarias em São Paulo, um ótimo lugar para vegetarianos, com suas enormes mesas de frios. Lá se vai pra comer carne. Ela é o prato principal. O acompanhamento é simples e de muita boa qualidade. Uma graça a porçãozinha de salada que pedímos, e a de arroz valeu pra usar no sangue que estava no prato.

Pedimos uma picanha e uma costela. O primeiro pedaço da picanha que coloquei na boca já me deixou escandalizado. A textura da carne, o que era aquilo? A quantidade perfeita de sal. O sabor da gordurinha perfeita, dissolvia na boca. Por fora a picanha é bem passada e por dentro a carne é ainda com sangue, mas não crua – e torrada por fora - , como fazem na maioria das churrascarias aqui do Sudeste. Isso faz com que a carne fique incrivelmente suculenta. Em extase mastigatório, trocava pequenos palavrões de forma cavalheirística com o Gal. Que, também emocionaco, chegou a dizer que precisávamos oferecer orações por aquela vaquinha. A costela estava um pouco inferior, mas o seu gosto de carne pra churrasco é peculiar e muito apropriado. No final da refeição, comentei com meu amigo Valeu a pena ter enchido seu saco. Que respondeu de cara, Também achei, cutucando o dente de ciso com o indicador. Ele não conhecia lá ainda. Absurdo.

Quando como carne nos rodízios aqui de Campinas, quase instantaneamente depois de sair da churrascaria, uma sede avassaladora me assola. Muita sede. Depois de ter saido da Churrascaria Portoalegrense, minha boca ainda continuava cheia d´água, relembrando o sabor inicial da picanha. Aquilo era incrível. Não escovaia os dentes até que aquele sabor não se desaparecesse. Durou um bom tempinho. É diferente.

Agora toda vez que for a Porto Alegre, já tenho mais um lugar certo pra visitar. Pena que por vergonha não fui até a mesa do fundo tirar uma foto sentado ao lado do grande político Pedro Simão.
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Tímpano Perfurado Minha música prediléta

Tímpano Perfurado
Minha música prediléta do My Bloody Valentine até agora é de longe a You Never Should.
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Modelos e Caretas Ahá, a

Modelos e Caretas
Ahá, a Tainá postou umas fotos do trabalho dela. Dá-lhe, bronze amarelo!

Ver essas fotos me trouxe a memória o fato que descobri vendo um trabalho de uma musa joaquinense, ainda na adolescência. De que modelos fazem mil caretas pra tirar fotos e mesmo assim saem bonitas. Deve ser esse o medidor pra ver se uma pessoa é bonita ou não. Vá e faça uma careta em frente ao espelho e pergunta a si mesmo: Isso é bonito? Saberás a resposta fácil. Caso descubra a resposta antes da careta, bem.

Chego a ficar imaginando o fotógrafo dizendo “Vamos lá, começa com uma careta básica. Isso, isso, agora cara de nojo. Isso, linda.” É incrível.
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março 03, 2004

Passeio da tarde Hoje à

Passeio da tarde
Hoje à tarde caminhei até o shopping, mais especificamente até a Fnac, pra adquirir o “Reparação” do Ian McEwan. A edição da Companhia das Letras é bonita também, mas nada comparada a versão em inglês com a capa enorme e a folha e corte mais bonito que vi até hoje.

Como livro é caro, almocei baguetes de 2 pilas com os restos de atum, queijo, alface, tomate e maionese do Carrefour. Comi um inteiro fácil. Muito mais nutritivo que qualquer fast food daquilo lá, não tenho dúvida. Como se come mal hoje em dia.

Com minha compra já em mãos, fui procurar algo pra folear. Achei a edição nova do “Erotismo” do Bataille. Fiquei 1h30 folheando ele, quase li inteiro. Mas de primeira deu pra perceber que a tradução deixou tudo aquilo um pouco chato demais. Li o em inglês do Galera e é bem melhor, principalmente no aspecto tosquice direta que o Baitaille solta, às vezes. Chega a ser engraçado certas coisas. Mas o Jorginho não me impressiona muito, não. Sabe como é, eu já li bastante Eduardo Pinheiro.

Indo embora, parei em frente a um iMac que tocava um DVD de um show do Queen. Em poucos segundos uma senhora com mais de 80 anos, baixinha e um pouco corcunda pôs-se ao meu lado e ficou assistindo ao show. Gostei daquilo.
Passado uns 5min eu já tinha me cansado de ver o bigode de shortinho, mas a velhinha continuava assistindo. Obviamente não tinha como eu ir embora. Ficou mais uns 5min e então deixou eu ir, caminhado devagar pra seção de música da loja. Sozinha, ela parecia estar.

Caminhando de volta fiquei torcendo pra não cair a chuva que ensaiava cair. Medo de molhar e empenar o livro. Não choveu, mas voltei meio molhado, nas costas e no suvaco.
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Sul, fev 04 Ainda estou

Sul, fev 04
Ainda estou meio desorientado com relação ao espaço tempo. Não é comum por aqui ficar uma noite sem dormir e mesmo assim ficar ligado o dia seguinte. Às vezes dá a impressão que fiquei seis meses fora, por causa de tanta coisa que aconteceu. Às vezes parece que foram seis segundos, vendo as lembranças começando a se dissolverem a mente. É um tipo de sedução meio mórbida, esse movimento. No mais, é sempre interessante ver as grandes cidades só como pontos luminosos lá de cima no avião.

Acabei indo pro Sul de última hora, e parece que assim é o melhor jeito das coisas acontecerem. Estou bastante satisfeito. Como Porto Alegre tem pessoas legais. Às vezes, andando distraído pela cidade, chego a me confundir na sensação de já ter morado lá.

Foi ótima a hospedagem no chalezinho do Galera. Um lugar bastante agradável e pacífico.

Engraçado também ter passado por dois estúdios durante a viagem. Um em São Paulo, com a banda Zona, outro em Porto Alegre, com a Blanched. Foi muito massa conhecer o Douglas, o Leonardo e o Marcelo. Conheci a simpática Manu, também, que achou que eu era intelectual. Isso que dá andar com o Mojo. Ah, fiquem atentos pro novo cd da Blanched. Está ficando um troço muito bom.

O druptchen foi maravilhoso. Acho que comecei a entender o significado do Rinpoche ter vindo ao Brasil. Incrível o que ele fez em tão pouco tempo. O presente que deixou pras pessoas do Brasil. E como deixou as coisas isso vai ser possível de continuar por um bom tempo. É realmente incrível. O dharma é muito raro. A presença do Bruno por lá rendeu várias crises de risos e piadas internas que dariam pra escrever um livro.

Ótimo. Agradecimento especial ao Mairena, Bruno e Galera. Era isso. Back to normal life.
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março 02, 2004

Achados e Perdidos Dei falta

Achados e Perdidos
Dei falta do creme de barbear. Quem ficou com ele?

Esqueci pouca coisa dessa vez. Ainda bem que no último dia senti a falta do meu único tênis, que se encontrava na casa do do Pinheiro. Então, voltei. Agora que estou um pouco mais descansado volto a usar o computador depois desse tempo todo. Vou responder uns emails que me mandaram há 15 dias e depois volto aqui, talvez. Abraços.
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