A Vida Mata a Pau

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Lançamento Bienal C

Sentiram minha falta, amiguinhos? Pois então, andei muito ocupado trabalhando artisticamente para a Bienal C, que acaba de ser lançada ao vivo no rádio.

Quer saber mais, entra lá no site e veja as últimas do verdadeiro artê-event de porto Alegre. Um pessoal que é a favor que você faça sua arte e mande, afinal, esse negócio de ser contra alguma coisa é muito pessoal da arte B, assim como nepotismo. Então, somos a favor a Bienal que nos dá alegria.

Beijo nas crianças, como diria o pedófilo.


Bienal C

em breve


Rancho fundo

Mesmo que o seriado Carga Pesada não mostre, todos sabem que a rivalidade interior x capital é um clássico intermunicipal brasileiro. E a luta acontece, na maioria dos casos, em festas ou feiras publicas, onde os moradores do município menor temem perder a influência sobre as garotas unicamente pelo suposto charme de "ser da capital".

A preocupação em semear a seiva interiorana perde a razão na hora em que seleciona apenas um tipo de alvo a ser atacado. Todos sabem que o diferencial é importante, mas arrisco dizer que o fato de ser carne fresca no pedaço pesa mais na escolha feminina do que propriamente a procedência. Assim sendo, a raiva não deveria ser concentrada nos metropolitanos, mas sim em todos os forasteiros.

Mas não. É no rapaz que veio da cidade marcada no mapa com a estrelinha que todos querem bater. Então, é bom se preparar antes de uma viagem para hostilidades gratuitas de quem não te conhece, que são opostas à hospitalidade dos anfitriões que te convidaram. Estes, te alimentam e dão de beber tão bem que fica difícil estar em condições de um boa luta, mesmo sabendo que a próxima escala da jornada é no ponto de encontro jovem, onde a agressão virá.

Um movimento em falso, uma pergunta inocente, um olhar perdido. Qualquer coisa é motivo, e quem mandou você aparecer por aqui, espertinho? Bom, vamos deixar o erre retroflexo de lado e mostrar logo o porque desse papo todo.

Procurando manter viva a tradição, passarei a comercializar uma nova espécie de souvenir, enaltecendo essa vivencia tão rica que é ser atacado sem motivo algum por aldeões enfurecidos com a sua existência. São adesivos, para colar no caderno, no vidro do carro ou na parada de ônibus. Usei como texto de marcação a cidade de Brasópolis, onde certamente eu seria apedrejado por meus comentários sobre a bandeira do município, tempos atrás aqui no blog.


adesivo-hostilizado.gif


Profissão Lixo

Quem reclama da vida no escritório não sabe o sufoco que passa o lixeiro rural. Esse verdadeiro maratonista de chinelas, que cruza a campanha enfrentando estiagem, chuva e vento no campo aberto de peito aberto. De latifúndio em latifúndio, o nobre – e pouco conhecido - trabalhador enfrenta desafios incomparáveis aos que seu colega urbano encontra: carregar um cavalo morto por 3 municípios atrás da caçamba puxada por um tratorzinho, Levantar 800 sacas de soja que apodreceu esperando valorização, desmontar um silo de 20 metros de altura para a reciclagem.

Ele não teme cachorro, mas lobos traiçoeiros no lusco fusco; não machuca a mão com vidro, e sim com o porco espinho espertalhão atrás da moita. Sem falar dos bloqueios do MST, da pouca pavimentação e dos motoristas de colheitadeiras, sempre enlouquecidos ao volante na hora do rush.


Criei uma piada!

Sabe o que o fantasma da Olga disse pra Camila Morgado?

- Hey, não me interprete mal.


Orientação

Chegou a hora dessa gente graduada mostrar seu valor. E ma minha prova foi participando de uma daquelas feiras de profissões, que alguns colégios organizam para seus alunos às vésperas do vestibular. O formato não era propriamente novidade, mas ser sabatinado sobre minha profissão sim, ao menos daquela forma. É normal prestar alguns esclarecimentos para familiares ou amigos sobre exatamente o que você faz da vida, mas a carga de responsabilidade de falar dos próximos 35 anos de contribuição previdenciária para um jovem de 16 ou 17 anos é muito maior do que se pode imaginar.

Com a expectativa de ser um bom palestrante, acordei cedo no sábado agendado e sentei no saguão do colégio, em uma carteira que quase tirou uma lágrima pela nostalgia juvenil e um pedaço do meu joelho pelo aperto embaixo daqueles ferros. Entre eu e os alunos, lado a lado com mais ou menos outros 30 profissionais, apenas filipeta de papel com a minha profissão e um monte de barreiras invisíveis. A primeira era a preguiça. Demorou uns 40 minutos para que algum aluno desses as caras no evento, acho que para falar com o Odontologista, no momento em que uma perigosa roda de chimarrão começava a se formar no setor das engenharias.

Salvo pelo nerd, uma fila de adolescentes foi entrando na sala e acabando com o meu ócio. Se não me engano, o primeiro foi um que veio de mão com a mãe, e de quem não ouvi uma sequer palavra. Todas as dúvidas foram tiradas pela mama do rapaz, ou quase isso. Quase porque o meu entusiasmo era tanto que atropelei com informação a senhora ali algemada ao rebento vestibulando. Eu queria falar das nuances do mercado, de uma profissão em mudança, de paradigmas quebrados. Queria falar da filosofia de cada faculdade e do enfoque que o rapaz deve tomar, queria injetar ânimo no guri por ele ser o primeiro – agora me dou conta que ele chegou mais cedo porque veio de carona com a mãe – queria não estragar tudo. Depois disso, mais um tempo sem ninguém, que serviu para que eu refletisse sobre o que deveria dizer. O clima colegial me encheu de ânimo verbalizador mas me tirou o conteúdo, portanto, jovem outra vez.

Mais contido, recebi o segundo, depois duas garotas e mais um rapaz, assim até perder a conta. Como o pandeiro já estava esquentado, iluminei o terreiro e passei a competir com o médico, com o engenheiro civil e com a psicóloga pelo primeiro lugar. Uma contagem mental que ficava mais interessante a cada vez que eu tinha que responder perguntas repetidas, mas que não incomodavam em nada. Falavam de remuneração, que os pais se preocupavam, eu dizia que não tava fácil pra ninguém, e que o pai de deles não conhece a realidade se indica profissões hiper-saturadas como solução tradicional de escolha. E tudo que eles querem ouvir é que os pais não sabem de nada. Até mesmo aquele cara que veio com a mãe, que depois voltou sem a velha para mais esclarecimentos.

Mesmo tendo só alguns anos trabalhando na minha área, posso apostar em quais ali darão bons trabalhadores. Claro que a margem de erro é grande, mas tem coisas que você reconhece na hora que a pessoa fala contigo, com o tipo de colocação que eles fazem. Essa observação me faz ter certeza de algo que eu já desconfiava: quem é patrão e tem muita experiência não olha para nenhum currículo, não lê nenhum portifólio, não pergunta a formação e a qualificação, contrata só olhando o cara caminhar. “hum, esse deve ser disperso”, “olha aquela mancadinha ali, deve ser criativa mas retraída”, e por ai afora. Tem gente que deve o emprego ao molejo, e não só o que envolve despir-se. Nessa hora mais vale um pé chato do que umas costas quentes.

No final, voltei para casa pensando na realização de cada um e na minha, em transmitir ao vivo do front como as coisas andam. Talvez uma felicidade de quem acredita que a jovem retaguarda vai mandar reforços quanto estivermos agonizando feridos pela falta de originalidade. Talvez por pensar que dei o recado certo, de que a escolha deve continuar sendo pelo que se gosta. Não cheguei a explicitar, mas se o cara quer realmente pensa só na grana, não entra na faculdade. E sim deve fazer um fundo de investimentos com o dinheiro que estaria indo para os padres e mestres da educação e acreditar no dólar flutuante e na capacidade desse Brasil pandeiro manter dinheiro aqui dentro. Claro, e assim gerando mais empregos para esses garotos, seja qual for a escolha deles.


Vencemos

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Super Trunfo Católico chega ao Vaticano pelas mãos de Vanessa!


“...e estará sujeita à cobrança após o sinal”.

Se estará sujeita, o condicional me faz pensar que existe a hipótese da ligação não ser cobrada. Como não sei de cabeça todos os contratos entre eu e as diversas operadoras de telefonia, e a mensagem é a mesma sempre, independente do tipo de telefonema, me resta pensar sobre o nada na linha antes de ouvir o beep. Como por exemplo:

Quando existe uma recompensa para informações sobre o paradeiro ou mesmo pela captura de um criminoso, esse valor pode ser resgatado pelo próprio foragido quando ele se entrega? Caso o “se entregar” anule a recompensa, o bandido pode dar uma ligação para o disk denuncia dizendo detalhes do seu paradeiro, sentar e esperar a captura. Depois, pedir o resgate.

Um bom investimento para os primário, um oitavo da pena e um monte de mensagens na caixa postal para curtir a fortuna retirada dos cofres da PF.


Vilhena e Bastos, Vinhetas e Carros

Duas cabeçadas de Merchandising no capítulo da novela das oito de hoje. O primeiro deles foi um erro de seqüência de informações, já o segundo de cena. Mais ou menos assim.

Em determinada parte da história, alguém especula que o até então rico Paulinho Vilhena estaria enfrentando problemas financeiros. Então, um dos atores explica que ele perdeu muita grana que tinha investido em ações, dinheiro esse que ele contava para financiar e manter aberto um restaurante. Penso com os meus botões do controle remoto que a Globo, sem motivo aparente, estaria atacando o sistema bancário.

Contudo, duas cenas depois, a mulher de Vilhena entra em uma agência do Itaú e abre uma conta. Sem nenhum motivo que não mostrar os serviços e o bom atendimento do Banco (claro que isso só é possível em uma peça de ficção). Estranho. Afinal, o cara perdendo grana em ações, minutos antes, vai contra alguns produtos do Itaú, como as cartas de ações e os fundos de investimento. Acho que quem se desvalorizou foi o roteirista.

Na seqüência, Daniel Bastos (vivido por Fábio Assumpção e um dos poucos que sempre lembro o nome), recebe um convite do lançamento de um carro. Ele abre o folder sentado em sua mesa de trabalho, depois de que a secretária diz que ele certamente gostará do carro em questão – a câmera muda e o que se vê é um logotipo brilhante da Citröen.

Toca o telefone celular e Daniel Bastos larga o folder para atender. Depois do alô, já sem o material de merchandising em mãos, Daniel diz o único nome de protagonista que arruinaria toda a propaganda da Citröen:

- Fala Mercedes.

Se eu fosse o cliente em qualquer um dos casos, pedia meu dinheiro de volta.


por Menezes - 5 minute não-design de Gabriel - um blog insanus