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Haja


Tudo leva a crer que GrêmioxSantos vai ser transmitido para Porto Alegre hoje, no futebol das quartas da Globo. Se for confirmada também a presença de Galvão Bueno como narrador, teremos aqui no Mujique um Minuto a Minuto Galvão Bueno - pouco sobre o jogo, muito sobre o espetáculo em voz e coração do maior narrador do Brasil.

E como a partida em si será só uma desculpa, deixo agora meu palpite, pra não ter que voltar ao assunto novamente depois: acho que o Grêmio ganha hoje - e carimba a vaga no jogo de volta. Apesar de ser tecnicamente o melhor time com quem o tricolor já jogou nessa temporada, o peixe não tem muito culhão e gosta de dar uma SÃOPAULINEADA.

98 de busto


Começa agora a cobertura especial de Mujique do Concurso Miss Universo 2007, que está sendo transmitido pela Band, com apresentação de Renata Fan e comentários da Miss Brasil 1952 e de um MISSÓLOGO - sim, ele é exatamente isso que tu pensou.

21:55: o missólogo analisa taticamente quais as chances de Natália, a candidata brasileira, de vencer o concurso. Ele ressalta a importância do fator psicológico na disputa.

21:58: Renata Fan afirma que se tornou uma pessoa mais completa depois de representar o Brasil no Miss Universo.

21:59: a candidata brasileira é uma das favoritas das bolsas de apostas em todo o mundo.

21:59: o concurso será na Cidade do México. A paixão dos mexicanos pelos concursos de miss já foi retratada em um episódio do Chaves, lembram? Professor Girafales e Seu Madruga URRANDO em frente à TV.

22:01: as candidatas começam a se apresentar, uma a uma. Elas vestem roupas que remetem à cultura de seus países, do jeito mais óbvio possível. Aguardo a candidata cubana vestida de chaturo.

22:05: a expressão padrão de beleza nunca fez tanto sentido. Parecem todas iguais, com a pequena variação loira, morena ou negra.

22:06: por que as candidatas receberam números que não seguem a ordem alfabética pela qual estão sendo chamadas?

22:07: não teve charuto, mas a candidata dos EUA entrou vestida de Elvis, com topete, roupa branca cheia de brilhos e uma guitarra com a bandeira norte-americana estampada.

22:10: o julgamento será em três categorias: traje de banho, traje de gala e PERGUNTA. Paz no mundo e Pequeno Príncipe vêm aí com tudo.

22:12: Natália, a brazuca, entrou vestida de borboleta, o que agora se revela um sonho de infância dela. Renata Fan comenta que entrou vestida de Pantanal.

22:16: que belo vestido o da apresentadora do México. Tem uma pedra gigantesca de brilhante na altura do umbigo. Dá vontade de arrancar ela dali e enfiar no próprio olho pra nunca mais precisar ver a breguice que o mundo é capaz de criar.

22:18: a atual miss universo entra no palco e desfila. Pisca o olho pra câmera e tudo.

22:22: começam a chamar as finalistas. E a brasileira está entre elas.

22:30: ah, um belo clip com imagens de ensaios fotográficos das finalistas. Festival das bijuterias douradas. Pobre moças, parecem piratas de biquini.

22:33: os jurados incluem Dave Navarro, um jogador de futebol americano, jornalistas de moda, uma patinadora, um designer de moda, um ator, entre outros.

22:40: vai começar o desfile em traje de banho.

22: 41: Deus meu, o desfile é ao som de RBD, que se apresenta no palco junto com as candidatas. Nenhuma noção de foco. Maldita mania de achar que megaespetáculo é encher o palco de percussionistas.

22:42: o missólogo comenta o biquini estampado das candidatas, uma espécie de zebrado preto e amarelo. Ele gostou.

22:43: agora o missólogo e a miss 52 estão comentando as candidatas uma a uma, com aquele olhar que só os especialistas têm. A presença da candidata dos EUA, para eles, não é surpresa. Ao contrário, é lobby do país sede da organização do concurso - assim como a mexicana, claro.

22:45: arrá! Aconteceu o que eu previa: caiu no gosto pessoal de cada um deles. E não poderia ser diferente. Beleza é subjetivo, e não existe missologia que prove o contrário.

22:51: bah, PIRARAM na coreana. Fetiche total, nenhum sentido. "Olha que desfile!", afirmava o missólogo, e a menina vinha trotando suas perninhas magras. Nenhum charme.

22:51: dez finalistas agora. A brasileira está entre elas. A mexicana e a americana também.

22:52: candidata indiana = Juliana Paes depois da dieta.

23:00: é bem verdade que tradução simultânea é complicada, mas dizer que a candidata defende o HIV é um pouco demais.

23:00: uma das candidatas afirmou que estuda moda, e que planeja ser uma estilista famosa daqui a dez anos. Aí disse que quer ter uma butique com a mãe. É isso que ela considera ser uma estilista famosa?

23:06: traje de gala. Promete.

23:09: ao som de hip hop. Foi-se pelos ares o charme. O mundo esqueceu mesmo o que é glamour.

23:11: todas as candidatas desfilam, e não apenas as finalistas. Maldade torturar assim quem já bailou. Deixem as eliminadas chorar nos ombros da mãe, poxa!

23:16: nos vestidos, nossos comentaristas percebem com sabedoria o excesso de informação. Na cerimônia, uma pena, não.

23:20: a venezuelana (óbvio), a indiana e a coreana parecem ser as grandes adversárias da brasileira.

23:25: a candidata das Filipinas é a miss fotogenia, e a da China é a miss simpatia. Realmente, com aqueles olhinhos puxados não há como bater os chinas.

23:32: as 5 finalistas: Venezuela, Coréia, Brasil, EUA e Japão.

23:33: Dave Navarro é sorteado para perguntar. "Você preferia ter um relacionamento com um homem selvagem ou um homem seguro?". Vale destacar ainda que o CLONE DO NEGO começou sua fala com um "Hi, babe" muito sedutor.

23:38: candidata dos EUA recebe uma senhora vaia - por ser americana, claro.

23:47: o que se ganha sendo miss universo? Um apartamento para morar por um ano em Nova Iorque, um relógio de 30 mil dólares, roupas, sapatos, produtos para o cabelo, jeans, biquinis, tudo fornecido pelos patrocinadores oficiais, e por aí vai.

23:55: Donald Trump é o dono do miss universo. Comerá.

23:56: A candidata do Japão vence. Brasileira em segundo. Curioso como eles foram retirando muito rapidamente do palco as que iam sendo chamadas. Quase chutando as moças.

Ficamos por aqui. Foi um prazer.

Clamo


Pelo amor de Deus proíbam a internet pra essa gente.

Brincando de Jô Soares


É com grande prazer que Mujique apresenta sua nova série. Em Brincando de Jô Soares*, vamos destrinçar a origem etimológica de palavras da língua portuguesa, apresentando em detalhes suas curiosas origens. Tudo na base do palpite aleatório, claro. Se assim não fosse 1) não seria brincadeira e 2) nossa equipe realmente saberia do assunto, e seria entrevistada pelo Jô e sufocada por seu imenso conhecimento no assunto.
E para começar, duas gírias que não saem da boca do povo, legal e massa, e uma vestimenta que não sai do corpo dos homens, a cueca.

Legal

Era para ser apenas uma campanha contra o crime, mas rapidamente dizeres como "pagar o bonde antes de descer é legal" e "roubar do armazém não é legal" transformaram a palavra em sinônimo de tudo aquilo que era divertido, massa (ver próximo), do bem.
A gíria quase morreu quando alguém teve a péssima idéia de dar voz aos jovens, que acabaram com os bons modos e transformaram tudo que era legal em coisa de velho e otário, incluindo a palavra em si.
Voltou algum tempo depois, e ainda perdura, mas num país como o Brasil, onde todo mundo tem seu gatinho na luz, sua TV a cabo pirata, seu contato pra não pegar fila, e onde os vibratos do Rogério Flausino dominam, nada nem ninguém pode ser de fato legal.


Massa

Muito usada no Rio Grande do Sul, foi criada pelos imigrantes italianos que vieram para o Estado em busca de uma vida melhor. Aqui, entraram em contato com outras etnias de imigrantes, como os alemães e os poloneses. Ao observar pratos alemães, com repolho e doce misturado com salgado, e poloneses, que incluiam sopa de sangue de pato, diziam:

- Isso é ruim. Bom é massa.

Assim, começaram a usar massa como sinônimo de bom e, como eram maioria e muito gritões, vingou.


Cueca

Esta é fácil. As duas primeiras letras mencionam a localização aproximada da peça de roupa, e as três últimas o principal agente que ela combate (evita que a sujeira se agarre aos fundilhos ou escorra pelas pernas).


*colaboração inconsciente e involuntária de Hilton Lima.

Vibra


Embora seja um notável ato de polidez e nobreza, tem alguma coisa no hábito de manter o celular permanentemente no silencioso que me agonia. Na verdade, não é o estar no silencioso em si, mas o ato de atender um celular que não tocou - ao menos não pra mim. Não sei se é a possibilidade de ser surpreendido por um alô do nada, cruzando uma conversa, ou se é a confusão mental de não saber se a pessoa atrás de ti no elevador está puxando papo ou é apenas uma doida varrida que fala sozinha.
Na verdade, deve ser a soma de tudo isso. Atender um celular que não tocou é uma quebra grave no protocolo. Telefones são atendidos porque tocam, e assim sempre foi até o surgimento do celular. O toque está para o telefone assim como aquela vinheta cheia de teclados está para o Plantão da Globo. Ele é a representação musical de "ó, alguém em algum lugar distante quer falar comigo, de modo que precisarei interromper nossa conversa um instante", "alguém quer falar comigo, logo, começarei a falar aparentemente sozinho em breve" e, claro, "atende essa porra de uma vez que prendi meu dedo na ratoeira que tu deixou na gaveta".
De toda forma, fica um consolo: cada vez que um celular não toca é uma chance a menos de ouvir o tema do Friends em midi.

Família não paga


Severo em Marcha, banda do meu irmão, no Radar.

Latitude e longitude


A questão central e mais importante da minha vida atualmente é o tiozinho vendedor de mapas que fica na esquina da 24 de Outubro com a Olavo Barreto Vianna. Complexa, múltipla e fascinante, ela tem me feito pensar tanto que a eletricidade gerada no meu cérebro está fazendo Itaipu parecer uma pilha Rayovac.
São tantas as possibilidades que não consigo organizar meu raciocínio textualmente, de modo que dividi o post em itens:

- Um camelô de mapas contraria a principal lei do comércio (a saber: as pessoas só compram artigos muito úteis e urgentes, ou muito inúteis e desnecessários). Salvo alguém perdido nas redondezas, no país ou no planeta (um punk em pleno 2007, por exemplo), quem precisaria de um mapa? E não precisando, quem levaria um objeto assim, difícil até de carregar, por impulso consumista?

- O mais incrível é que o tiozinho, um senhor magro, calvo, com tez bronzeada pelo trabalho e nariz protuberante, está ali há muito tempo, demonstrando que seu empreendimento é, no mínimo, um relativo sucesso.

- Tem mais: vejo ele seguidamente no Moinhos Shopping ao meio-dia, sentado em um banco, com os mapas no colo, dando a entender que não apenas vende mapas em uma nobre esquina de Porto Alegre como tem bala na agulha para almoçar por pelo menos 10 Reais.

- Em perfeita adequação com o comércio e habitantes do local, é totalmente blasé. Nunca vi ele gritar "ó o mapa!", "bem enroladinho no atílio, freguesa!" ou "vale um tesouro, hein?". Passa o dia em silêncio, esperando ser abordado.

- Qual será o mix de produtos dele? Mapas municipais? Mundi? De estados brasileiros? Artísticos? Será que existe algum tipo de sazonalidade nas vendas? Por exemplo: pico de vendas de mapas de Cuiabá e Roraima quando Grêmio ou Inter disputam a Copa do Brasil.

- Já vi ele acompanhado de um garoto. Filho? Criança pervertidamente seduzida pela mágica dos mapas? Assistente? Herdeiro?

- Talvez tudo seja apenas o disfarce de um grande golpe. Não podemos esquecer que, com lábia, um mapa qualquer pode ser vendido como um desenho que leva até algo muito valioso que se perdeu: a fortuna da família Matarazzo, a dignidade do Dedé Santana, o show do Arcade Fire em 2005, etc. E, claro, um mapa é um tubo onde muita coisa pode ser escondida.


Queria encontrar essas respostas. Alguém sabe como se chega lá?