Por deus, fechem a América Latina

Não podemos continuar levando a sério um continente que reúne tantos comediantes vestidos de políticos. Não há Cirque du Soleil que absorva tanta mão-de-obra. Abaixo, um resumo da opereta bolivarista em atos.


ATO UM - Nasce Chávez. Sentado em cima de um poço de petróleo, o homem dá sucessivos golpes pra fazer uma ditadura dercy gonçalves (=eterna) na Venzuela.

ATO DOIS - Raúl Reyes, sub-treco das Farc, é morto na selva pelo exército colombiano. Álvaro Uribe serve Pó & Puta pra comemorar.

ATO TRÊS - Chávez "acusa" a Colômbia de ter matado Reyes em território equatoriano e atiça o país equatorial a tomar providências equatovalentes. Numa atitude G. W. Bush, Venezuela e Equador fecham suas embaixadas na Colômbia, expulsam os embaixadores colombianos e mandam "tropas" pras fronteiras com o país do pó. Além disso, Chávez pede um minuto de silêncio pela morte do sub-treco.

ATO QUATRO - O governo da Colômbia acusou hoje o Equador de "convivência" com as Forças Armadas Revoluconárias da Colômbia (Farc) e assinalou que isso explica sua reação irada pela morte em seu território do número dois dessa guerrilha, Raúl Reyes, durante uma operação militar das forças colombianas. (Terra)

ATO CINCO - O comandante policial da Colômbia disse hoje que documentos encontrados no acampamento onde um líder das Farc foi morto num ataque mostraram evidências de que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, deu US$ 300 milhões aos guerrilheiros. (Estadão)

ATO CONTÍNUO - Equador e Venezuela mantêm tropas acampadas na fronteira com a Colômbia. Estão lá se mostrando o bigolim pra ver quem é mais macho.

Lulla já falou com Uribe e Corrêa. Vai falar com Cristina Kirchner (musa botox portenha). Não consigo imaginar uma série de conversas mais improdutiva e sem sentido.

Em um sinal de confiança & crédito & amizade com os vizinhos, a Colômbia pediu mediação da União Européia para o conflito. A Organização (hshshs) dos Estados (hshshs) Americanos deve se reunir amanhã pra um cafezinho e, nos intervalos, discutir a questã.

Celso Amorim (mais perdido que Chávez na presidência da PDVSA), diz que a hipótese de o Braziu se envolver no confronto é "remotíssima" (=incapacidade armamentista).

Vou pra Murici contar meus boi$ e já voLLto

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"Viu, Veja? Saí hoje para aparecer em todas as capas da Mídia Golpista no sábado"

Depois de começarem a botar um pé de José "Meu nome é Vovô" Alencar na cova com a possibilidade de termos mais um quase-presidente-mineiro semana que vem, passei o dia pensando na mesma coisa que Lula pela primeira vez na vida: "Esse alagoano não continua presidente do Senado nem fodendo".

O pronunciamento de Renan Calheiros foi uma das coisas mais deprimentes que ouvi em três dias. E olha escrevo isso enquanto escuto aquela música tenebrosa da nova propaganda da Phillips. Para completar o quadro, o elevador que ele usou para sumir do Congresso parou por causa do peso de todos os seguranças. Espero que Calheiros vá descansar ao lado de outro senador afa$tado que o Estado de Alagoas elegeu e faz todos nós pagarmos a conta das férias: Fernando CoLLor.

Abaixo, a íntegra do pronunciamento.

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Chega, ninguém agüenta mais

"'Peguei R$ 3 milhões'

Um afilhado de Renan Calheiros, em depoimento à polícia, diz que buscou sacolas de dinheiro para o senador. A origem da propina seriam negociatas com ministérios controlados pelo PMDB

A denúncia foi feita no ano passado em depoimento à Polícia Civil de Brasília pelo advogado Bruno Miranda Ribeiro Brito Lins, afilhado de casamento de Renan, e está sendo investigada pela Polícia Federal. De acordo com Bruno, o empresário Luiz Carlos Garcia Coelho, seu ex-sogro, montou um esquema de arrecadação de dinheiro para o presidente do Senado em ministérios chefiados por pessoas indicadas pelo PMDB, como a Previdência Social e a Saúde. Bruno disse à polícia - e confirmou em duas conversas gravadas com ÉPOCA - que, em pelo menos seis ocasiões, foi pessoalmente buscar o dinheiro da suposta propina."

Resto da matéria exclusiva da Época aqui (a Veja traz a mesma denúncia, com detalhes adicionais sobre uma falcatrua entre Luiz Carlos Garcia Coelho e Renan para dar um golpe no fundo de pensão dos Correios, o Postalis).

A Veja traz a foto de Renan e Coelho, certamente armando algum trambique:

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Foto: Felipe Barra

Laranjal do Renan

Muito tédio neste momento? Então clique DJÁ na imagem abaixo para se divertir com o laranjal do Renaaaaaaaaaaaan:

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Mensalão: história pra boi dormir

Alan Marques/Folha Imagem
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Cezar Peluso boceja durante leitura do voto de Joaquim Barbosa

Vai pro banco ou não vai?

Em um post do início da manhã de hoje, José Dirceu escreveu que sua prioridade é a defesa no Supremo Tribunal Federal para que conquistasse minha anistia a sua anistia. E acrescentou: "Não tenho planos futuros". Era de se esperar que o Zé, depois de ser acusado como chefe de quadrilha pelo procurador-geral da União, partisse para o ataque logo depois.

Não há quase nada em seu site sobre a decisão do Ministério Público, que entrou com cinco ações de improbidade administrativa contra o bando. O Palácio do Planalto está encagaçado com a possibilidade de ver o ex-ministro, Delúbio "Tudo is so vai virar uma piada em dois anos", Silvinho "Land Rover" Pereira e companhia.Dirceu se resignou a publicar o artigo de um advogado sobre o assunto.

Um trecho: "Com tristeza, tenho verificado que, à falta de uma acusação específica, a polícia e o Ministério Público têm indiciado ou denunciado cidadãos que rigorosamente não praticaram concretamente qualquer delito punível".

O outro lado positivo da história é que o próximo da lista do STF é o senador Eduardo Azeredo (PSDB), acusado de praticar crime de peculato por ser o pai do valerioduto.

E a Playboy, pagou quanto?

"Jornalista afirma que recebeu de Renan R$ 418 mil

(...) a PF aguarda a chegada de um novo lote de documentos, repassados pela jornalista, nos quais consta o registro de que ela recebeu do senador um total de R$ 418.853,20 no período de 15 de março de 2004 até o último dia 5 de agosto." (Folha de S. Paulo, 16/08/07)

Falando nisso, segundo o Ancelmo.com, começa hoje a função: "Mônica Veloso vai fotografar hoje e amanhã para a revista "Playboy" na casa do arquiteto Thiago Bernardes, no Itanhangá, no Rio."

Sai daí duma vez, Renaaaaaaaaaaaaan!

A Veja que começa a circular neste sábado traz uma entrevista com o usineiro João Lyra, que confirma ter participado de uma sociedede com Renaaaaaan Calheiros para a formação da JR Radiodifusão. A revista também conseguiu a planilha de vôos de um jatinho e um helicóptero da LUG Táxi Aéreo, de Lyra, que foi colocado à disposição do senador bovino e pago pelas usinas Laginha e Taquara, também de propriedade do usineiro, o dono de tudo. Renaaaaan utilizou o mimo 23 vezes, totalizando a migalha de 200.000 reais.

O resumo do história toda nós postamos no sábado passado. Dois dias depois, Renaaaan divulgou aquela carta deveras interessante na qual não explicava nada sobre o rolo denunciado pela revista. Claro, não tinha o que explicar mesmo.

"Em entrevista a VEJA, ele confirmou que Renan Calheiros era dono de metade de uma sociedade secreta montada entre os dois para comprar uma emissora de rádio e um jornal em Alagoas, que mais tarde deu origem à JR Radiodifusão. Renan investiu 1,3 milhão de reais no negócio, parte paga em reais, parte em dólares. Nada disso – a origem do dinheiro, a sociedade, a rádio, o jornal – foi declarado pelo senador à Receita Federal ou à Justiça Eleitoral. Em 2005, a sociedade foi desfeita.

VejaComo era sua sociedade com o senador Renan Calheiros?
Lyra – Renan foi um bom sócio. Todos os compromissos que assumiu comigo ele honrou. Foi bom enquanto durou.

VejaO senhor se refere a compromissos financeiros?
Lyra – Sim. Inclusive financeiros. Na compra das rádios e do jornal ele pagou tudo direitinho. Não tenho do que me queixar do senador.

VejaO senhor nunca teve curiosidade de saber de onde vinha o dinheiro do Renan? Pagamentos em dólar costumam chamar atenção...
Lyra – Sinceramente, no decorrer da minha vida, nunca me preocupei muito com as coisas dos outros. Cada um deve responder pelo que faz.

VejaAlém das empresas de comunicação, que outros tipos de negócio havia entre o senhor e o senador Renan?
Lyra – Eram negócios privados. Não gostaria de me estender sobre eles.

VejaPor que Renan não quis aparecer como sócio na compra do jornal e da rádio?
Lyra – Ele me disse que não tinha como aparecer publicamente à frente do negócio, mas não explicou as razões. Por isso, pediu para colocarmos tudo em nome de laranjas. Eu topei."

Seguuuuura o Renan

Pobre Renaaaaaaaaaaan, o desespero é tanto para garantir o ganha pão e o leite das crianças depois que vier o ABRA$$O, que o senador bovino perdeu o controle:

"Presidente do Senado autoriza nova rádio para empresa que seria de seu grupo

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), assinou NA TERÇA-FEIRA um decreto legislativo aprovando uma nova concessão de rádio para a empresa JR Comunicação. Segundo a revista "Veja", a empresa pertence ao próprio senador, por intermédio de laranjas.

O decreto, publicado ontem no "Diário Oficial", autoriza a União a assinar contrato de concessão de uma rádio FM, na cidade de Joaquim Gomes (Alagoas), com a JR Radiodifusão." (Folha Online)

Lá vai:

"Faço saber que o Congresso Nacional aprovou, e eu, Renan Calheiros, Presidente do Senado Federal, nos termos do art. 48, inciso XXVIII, do Regimento Interno, promulgo o seguinte DECRETO LEGISLATIVO º 158, DE 2007

Aprova o ato que outorga permissão à JR RADIODIFUSÃO LTDA. para explorar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada na cidade de Joaquim Gomes, Estado de Alagoas.

O Congresso Nacional decreta:

Art. 1º Fica aprovado o ato a que se refere a Portaria nº 179, de 3 de abril de 2006, que outorga permissão à JR Radiodifusão Ltda. para explorar, por 10 (dez) anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, na cidade de Joaquim
Gomes, Estado de Alagoas.

Art. 2º Este Decreto Legislativo entra em vigor na data de sua publicação.

Senado Federal, em 7 de agosto de 2007

Senador RENAN CALHEIROS
Presidente do Senado Federal"

Boi do Renaaaan no Bovinão?

Je$u$ nos acuda, não pára. É uma bomba por semana. Enquanto Renaaaan continuar esperneando pelo poderrrr, não vai parar de levar pancada. Sai daí rápido!, já diria o Bob.

Novamente, quem traz a bomba é a Veja que começa a circular neste sábado. Segundo documentos divulgados pela revista, o senador bovino teria pago 1,3 milhão de reais em dinheiro vivo para se tornar sócio oculto de uma empresa de comunicação em Alagoas.

A investida teria iniciado em 1998, quando Renan começou a pensar em disputar o governo de Alagoas. CoLLor, com seu império midiático malvado, fazia oposição ferrenha a Renan. Era preciso reverter a situação, de preferência ocultando a vinculação direta de Renan com qualquer veículo de comunicação concorrente. Solução: encontrar uns laranjas para comprar o grupo O Jornal, avaliado em 2,6 milhões de reais e proprietário do segundo maior jornal em circulação no estado, O Jornal.

Clique djá para continuar lendo a falcatrua:

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Macalão no Bovinão

Enquanto o Bananão é anestesiado pela mídia má com sua cobertura do PAN no Favelão e com a procura de pelo menos um motivo para se sentir superior a alguém, o pau está comendo no Bovinão com a falcatrua dos selos na Assembléia Legislativa gaúcha.

Ubirajara Amaral Macalão, ex-diretor do Departamento de Serviços Administrativos da Assembléia, é o pivô da chinelagem que causou, por baixo, um rombo de R$ 2 milhões ao contribuinte bovino.

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Macalão: "Vergonha, vergonha. Vergonha". (Foto: Cynthia Vanzella/ZH)

Para quem anda compenetrado demais torcendo para o Bananão ultrapassar a República Dominicana no ranking de melhadas dos Jogos PANdemência e quer conhecer o Macalão, a Zero Hora de ontem tem uma matéria resumindo a trajetória do trambiqueiro zeloso e dedicado funcionário, segundo seus colegas. Na Zero Hora de hoje tem uma entrevista de Macalão, que resolveu abrir a boca e falar sobre todas as falcatruas que rolam na Assembléia bovina e, de brinde, tentar tirar o corpo fora. No final da entrevista, um resumo do caso todo.

"ZH - A partir desse momento, o senhor seguiu fornecendo selos a deputados?
Macalão
- Está no contrato, sempre fui um servidor que seguiu normas. Se dá ou não dá, está no papel, não quero nem saber. A pressão era do assessor. "O deputado pediu." Não vou te dar. "Então pode ter certeza de que tu vai perder o cargo." Essa era a pressão. Pressão contundente, de quase enfiar o dedo na minha cara. Está no papel. Está no contrato, eu faço. Agora, por que eu não abri para todos? Imagina se eu abrir para 55 deputados."

Só faltaram os nomes dos deputado$. A boiada gaúcha exige os nomes!

$u$e$$o dos Calheiros

Da Renata Lo Prete no Painel da Folha de hoje:

"O empreendedor - Ameaçado de ser arrastado pela crise que se abateu sobre o irmão, o deputado Olavo Calheiros (PMDB) também teve estrondosa evolução patrimonial nos últimos anos. Em três eleições, ficou milionário. Na Câmara por cinco mandatos, Olavo declarou à Justiça Eleitoral, em 1998, um patrimônio de R$ 95,5 mil (corrigidos pela inflação). Já era fazendeiro, mas fechou o ano com dívidas no Banco de Brasil e com terceiros. Quatro ano depois, disse ter quase R$ 2,8 milhões. Comprou duas fazendas, um flat em Brasília, um apartamento e salas comerciais em Maceió. Às vésperas da eleição de 2006, seu patrimônio subiu para R$ 4 milhões, incluindo parte da Conny Refrigerantes, adquirida por R$ 27 milhões pela Schincariol."

Enquanto isso, na capital do Bovinão...

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A campanha do PSOL para o ABRA$$O em Renaaaan toma conta do país de norte a sul. O Conselho Editorial da Nova Corja, só por uma curiosidade besta, quer saber de onde está saindo a grana para tanto outdoor.

ISTOÉs

Para animar o findi, além da Veja vale a pena também dar uma conferida tanto na ISTOÉ quanto na ISTOÉ Dinheiro.

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A ISTOÉ traz uma entrevista com nosso querido Zuleido Bron$on, injustamente esquecido devido ao ritmo frenético da demência que é acrescentada à bananada nacional a cada semana. Falou, falou e não disse absolutamente nada. Bron$on 2010 djá!

"Sou só um peixe pequeno. Um lambari. (...) Nenhum empresário, mesmo fazendo a coisa certa, resistiria a tanto tempo de grampo."

Também vale uma olhada na matéria que explica mais detalhadamente as falcatruas de Gim Argello, o suplente de Roriz.

E para quem estava reclamando que Nenê Constantino, presidente do Conselho de Administração da Gol e dono do cheque de R$ 2,2 milhões "emprestado" para Joaquim Roriz, andava meio sumido, a ISTOÉ Dinheiro traz uma matéria mostrando atividades para lá de suspeitas do empresário:

"No início de março, ele [Nenê Constantino] foi avalista da compra de um terreno de 80 mil metros quadrados ao pé de uma estação de metrô de Brasília, entre o Park Shopping, o maior da cidade, e a Sociedade Hípica, local onde está prevista a construção da futura rodoviária da Capital. A compra foi fechada em R$ 47 milhões. O terreno, que pertencia ao Regius, o fundo de pensão do funcionários do BRB, havia sido vendido, dez meses antes e sem licitação, por R$ 15,2 milhões, ao ex-deputado federal Wigberto Tartuce. Nesse ínterim, em tramitação fulminante, a Câmara Legislativa permitiu que se ampliasse a área do terreno destinada à construção de 56 mil m2 para 128 mil m2. Com isso, hoje o imóvel é avaliado em R$ 128 milhões. Poucos dias depois da transação, Roriz e Franklin de Moura foram flagrados pela Polícia na conversa sobre a partilha do cheque.

(...)

"A jóia da coroa de Constantino, no entanto, é um novo shopping às margens do Lago Paranoá. A obra começou no Carnaval e deve ser inaugurada em setembro. O terreno pertence à filha dele, Cristiana, e está sendo tocada pelo genro, Vitor Forest. (...) o projeto, que era previsto em 4,3 mil m2, passou para 30 mil m2 e inclui até mesmo uma academia de ginástica que tem como sócio o jogador de futebol Ronaldo Fenômeno. Mesmo sem nenhum indício de irregularidade, há uma ação na Justiça contra a construção."

Chama o Roriz!

Bezerra nasce com duas cabeças no interior de SP

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Tucano bovino

Teotonio Vilela Filho, governador de Alagoas e grande amigo de Renaaaaan, finalmente saiu da toca:

"Quero crer que este momento está sendo superado. Vamos dar um tempo. Ele (Calheiros) tem sido absolutamente seguro nisso. Ele está sendo vítima de um linchamento, não quero apontar setores, isso pressupõe a participação de várias unidades. Não creio em complô. Tem um componente político muito forte." (Terra)

Cheeeeega!

Da Veja quentinha nas bancas:

"Na semana passada, VEJA encontrou outro negócio no qual os Calheiros merecem medalha de ouro. Trata-se de uma fábrica de tubaína, construída em 2003, que, nas avaliações mais otimistas, vale menos de 10 milhões de reais. Em maio do ano passado, porém, os Calheiros conseguiram vendê-la à Schincariol, a segunda maior cervejaria do país, por 27 milhões de reais.

(...)

"Em 2003, o deputado Olavo Calheiros, irmão do senador, resolveu abrir a Conny Indústria e Comércio de Sucos e Refrigerantes, em Murici, no interior de Alagoas, terra natal dos Calheiros. Ganhou, de graça, um terreno de 45.000 metros quadrados, avaliado em 750.000 reais. O doador foi a prefeitura de Murici, na época comandada por Remi Calheiros, irmão de Olavo e Renan."

Além do terreno, a fábrica de tubaína bovina, segundo a Veja, conseguiu as seguintes benesses:

- Isenção da prefeitura por três anos no pagamento de água para fabricar a tubaína;
- Empréstimo de 6 milhões de reais com vencimento em vinte anos, por intermédio do Banco do Nordeste (BNB) junto ao BNDES. A garantia? A escritura de uma fazenda que o Ministério Público tem suspeita de que seja falsificada;

Resultado da empresa três anos depois:

- Detentora de apenas 0,1% do mercado nordestino de tubaína;
- 150.000 reais de dívida em contas de luz;
- 9,9 milhões de reais em dívida ao BNDES;
- Teve que entrar com ação judicial para não pagar 1.600 reais anuais ao Conselho Regional de Química;
- Mesma coisa para escapar dos 3.600 reais anuais de taxa de fiscalização ao Ibama;
- Cobrança de 900 reais pelo Inmetro por irregularidades.

Resultado: a fábrica foi vendida para a Schincariol por 27 milhões de reais. 17 milhões foram embolsados pelo deputado Olavo Calheiros e os outros 10 milhões teriam quitado parte das dívidas. A venda foi aprovada pela Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda.

Além da fazer aquela porcaria de cerveja, a Schincariol, como todos sabem, está metida até o pescoço em falcatruas. Em 2005, a Polícia Federal enquadrou a família Schincariol na Operação Cevada. É ai que entra Renaaaaaan. Segundo a Veja, o senador bovino andou mexendo uns pauzinhos no Ministério da Justiça e no INSS para livrar a barra da cervejaria.

"A suspeita que o negócio desperta é a seguinte: será que, além de usar o lobista da Mendes Júnior, o próprio senador Renan Calheiros se converteu num lobista da cervejaria Schincariol? Ninguém sabe, mas há duas certezas na história. Uma delas é que a cervejaria tem apreço pela família Calheiros, tanto que foi a principal financiadora da campanha do deputado Olavo Calheiros e do seu outro irmão, o deputado Renildo Calheiros. Ambos receberam 200.000 reais da empresa."

Sai daí rápido!

"Dá um tempo

Eu, Roberto Jefferson, conversei ontem com o Gim Argello e o aconselhei a não assumir o cargo deixado vago pelo ex-senador Joaquim Roriz. Gim é frágil, é do PTB, e se nem o PMDB, partido forte no Congresso, foi poupado, não vai ser ele, de um partido pequeno como o nosso, que o será. Vai ser mais uma cortina de fumaça na tentativa de dar tempo a Renan Calheiros para sua difícil defesa. Melhor esperar que tudo seja devidamente esclarecido e deixar que o segundo suplente assuma o cargo.

Postado por Roberto Jefferson às 12:17"

ABRA$$O II em breve?

"Suplente "some" e pode assumir em 90 dias

Grupo ligado a Roriz cogitou renúncia coletiva, mas não localizou o suplente; ele é investigado por prejuízo de R$ 1,7 mi na Câmara do DF

Acusado de causar um prejuízo de R$ 1,7 milhão à Câmara Legislativa do Distrito Federal, entre outras pendências com a Justiça, o primeiro-suplente de Joaquim Roriz, Gim Argello, não renunciou juntamente com o peemedebista, como era cogitado. Com isso, ele tem prazo de 60 dias, renováveis por mais 30, para assumir a vaga de senador até janeiro de 2015.
Segundo aliados de Roriz, Argello -um dos vice-presidentes nacionais do PTB- "desapareceu" nos últimos dias.

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Clique na imagem e conheça djá o site de Gim Argello

(...)

A Folha ouviu de um aliado de Roriz a frase de que Argello "não dura 30 dias no Senado", o que dá a entender que, se não houver um acerto entre os dois, Roriz e seus aliados podem municiar a imprensa com denúncias de irregularidades contra seu ex-aliado.

Levantamento da Folha em tribunais e órgãos públicos mostra que Argello tem pendências com a Receita, responde a pelo menos seis processos ou inquéritos civis e criminais, foi acusado em 2002 de receber 300 lotes como propina, além de responder a processo pelo suposto prejuízo de R$ 1,7 milhão à Câmara do DF na época em que presidiu a Casa -ele cumpriu dois mandatos (1998 a 2006)." (Folha de S. Paulo, 05/07/07)

Tô muito emocionada de ficar aqui pertinho da Hebe

Com vinte anos de atraso - porque não tem como acompanhar toda a demência -, e para quem ainda não assistiu, lá vai a entrevista da Mônica Veloso para a cientista social Hebe Camargo na segunda-feira passada, 25 de junho:

zzz.... zzz.... zzz...

"TRE não vai apurar possível suborno a juízes no caso Roriz

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Distrito Federal, Otávio Augusto Barbosa, deixou para o Ministério Público Federal a decisão de investigar ou não se o senador Joaquim Roriz (PMDB-DF) pagou propina a integrantes do tribunal para absolvê-lo de uma acusação de propaganda ilegal na campanha passada. Em nota divulgada nesta segunda-feira, 2, Barbosa promete punição rigorosa, se forem “efetivamente verificados desvios de conduta” de juízes, mas não anuncia nenhum procedimento interno de apuração.

(...)

Em outubro, Roriz foi absolvido por 4 votos a 2 no TRE, depois que José Luiz da Cunha Filho, mudou o voto e rejeitou a acusação. Segundo a revista Veja [post abaixo], Roriz teria usado parte dos R$ 2,2 milhões emprestados do empresário Nenê Constantino para pagar o suborno." (Estado)

Dente de ouro

A ONG Contas Abertas descobriu que o Senado Federal, entre uma reforminha de um único apartamento em Brasília por R$ 485,1 mil e o pagamento de R$ 41,5 mil para o tratamento dentário do ex-senador Divaldo Suruagy (AL), também liberou uma graninha para o pobretão do senador Joaquim Bezerra Nelore Roriz (R$ 4.489.278,95).

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Dentadura

Ou melhor, não diretamente para Roriz, mas para sua senhoura, a dona Weslian Roriz. O Senado teria emitido uma nota R$ 12,2 mil para pagar um tratamento dentário da esposa do senador bezerrístico. O Senado não teria dado resposta ao pedido de esclarecimentos da ONG.

Joaquim Bezerra Nelore Roriz, o eterno retorno

These are strange times in Brazil. Achou que a falcatrua do final de semana tinha acabado com o Silvinho Land Rover? Pois não. A Veja acabou com tudo em outra matéria sobre nosso insuperável senador Joaquim Bezerra Nelore Roriz.

A revista afirma sem rodeios: "se parte do dinheiro foi mesmo usada para pagar uma bezerra, outra parte teve destino explosivo – serviu para subornar juízes do Tribunal Regional Eleitoral que livraram Roriz de cassação em 2006."

A Veja teria obtido a informação de um político próximo a Roriz que presenciou a confissão do suborno da própria boca do senador bezerrístico em conversa com seu suplente, o ex-deputado distrital Gim Argello:

"Argello – O Agnelo (refere-se a Agnelo Queiroz, ex-ministro e candidato derrotado ao Senado) me disse que a decisão foi comprada. É isso mesmo?

Roriz – É isso mesmo. Achei que o processo não ia dar em nada, mas tivemos de resolver. Tivemos de comprar dois [juízes do TRE]."

Os juízes teriam recebido 1,2 milhão dos tais 2,2 milhões do cheque de Nenê Constantino, presidente do Conselho de Administração da Gol:

"O caso que livrou Roriz da cassação foi julgado em 23 de outubro, mas começou no dia 19 de setembro, quando o Ministério Público o acusou de uso político da máquina pública do governo do Distrito Federal. Na época, Roriz deixara o cargo de governador para concorrer ao Senado, e a estatal de abastecimento de água, a Caesb, mudara em propagandas seu número de atendimento telefônico de 115 para 151 – número de Roriz nas urnas. O placar do julgamento no TRE estava em 3 a 2 contra Roriz. Um juiz pediu vistas e, dias depois, quando a sessão foi retomada, votou a favor de Roriz, cravando um empate em 3 a 3. Antes que o presidente do tribunal desse seu voto de Minerva, um dos juízes que votaram contra Roriz subitamente mudou de idéia. Com isso, Roriz livrou-se da cassação por 4 a 2."

A Veja não facilita muito e não dá o nome dos juízes. Mas com uma rápida busca no Pai Google descobre-se todas as informações no site vermelho.org (para alguma coisa tem que servir), já que foi o PCdoB que entrou com a representação contra o senador por abuso de poder político. Quem pediu vistas foi o juiz Romes Gonçalves Ribeiro, que também andou pedindo vistas em outros casos estranhos. Quem decidiu trocar o voto de uma hora para a outra foi o juiz José Luiz da Cunha Filho.

Vai feder mais ainda.

Renaaan = núcleo profundo do Pê Tê e do comunismo mundial

Do Estado:

"´Acharam que era fácil me derrubar´, desafia Renan

Depois da acolhida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de manifestações de apoio de ministros, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), encerrou a última quinta-feira, 28, em tom de comemoração, alardeando sua resistência política e pessoal "ilimitada" para enfrentar a "saraivada de denúncias de todo lado". No fim do dia, falou da onda de "denuncismo que atinge os três Poderes" e comparou o seu processo no Conselho de Ética às denúncias contra parentes de Lula.

"Quando houve a crise com Lula, eu o apoiei com a mesma compreensão", disse. "O denuncismo não faz bem à democracia; ressuscita a UDN no momento em que todos querem que o Brasil trabalhe, gere renda, gere emprego e aumente o superávit." O senador afirmou que, "infelizmente", o processo democrático "tem dessas coisas" e insistiu em que Lula passou por um processo semelhante ao seu. "Devassaram a família dele, mas não conseguiram."

As declarações acima poderiam ser somente uma mania de grandeza de Renaaaaan, se não fosse a maneira com que o Pê Tê, desde que surgiram as denúncias, se dividiu entre um silêncio profundo e uma defesa aberta do senador bovino. Os baluartes da defesa aberta de Renaaaan foram nossos queridos senadores Sibá Sibazinho Machado (Pê Tê-AC), com todo seu empenho de cachorrinho obediente para enrolar o máximo possível qualquer decisão, e a senadora Ideli Salvatti (Pê Tê-SC), que até ontem estava botando pressão máxima contra a escolha de Renato Casagrande (PSB-ES) para a relatoria do processo contra Renaaaan.

Mas sempre há uma saída para o Pê Tê. Segundo a Renata Lo Prete no Painel de Folha de hoje, a saída seria esta:

"Uma saída discutida pela tropa de Renan é colocar Inácio Arruda (PC do B-CE) no Conselho de Ética e em seguida indicá-lo para a relatoria. O senador novato é um divulgador da criativa tese segundo a qual as denúncias contra o presidente da Casa são uma manobra para enfraquecer Lula."

Relaxa, goza e não reclama. Não tem $alva$ão.

Lá do blog do Lauro Jardim:

"Um suplente à altura | 12:24
Se o caso Roriz tiver a conseqüência que deve ter - ou seja, a cassação do mandato do senador - o país será apresentado ao seu suplente: o petebista Gim Argello. É um político à altura de Roriz. Em 2002, por exemplo, quando era deputado distrital em Brasília, Argello foi acusado de receber lotes de terra como propina. Tem gente apostando que a vaga de senador acaba no colo de Marcos de Almeida Castro, que vem a ser irmão do advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay."

**

"O suplente de Roriz | 16:32
A propósito da nota postada às 12h24, sobre Gim Argello, suplente de Joaquim Roriz: seu nome deve surgir a qualquer momento na mesma história que enrolou de vez o complicado Roriz na semana passada. Argello tem ligações fortes com o empresário Nenê Constantino, o dono da Gol."

De joelhos DJÁ!

"Roriz chora, nega corrupção e promete abrir sigilo

Em discurso no Plenário do Senado, o senador e ex-governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz (PMDB-DF), negou nesta quinta-feira qualquer tipo de ato ilícito e colocou à disposição da Polícia Federal e do Supremo Tribunal Federal os sigilos fiscal, bancário e telefônico seu e de sua família. Por alguns momentos de sua defesa, o senador chegou a chorar. Ao final de seu discurso, Roriz também prometeu ir à catedral de Brasília e se postar de joelho até o anoitecer." (Terra)

$en$a$ional.

Roriz, que estava sumido depois das denúncias que explodiram no final de semana, resolveu falar, chorar e prometer se ajoelhar.

No G1 tem um trecho da lengalenga do discurso de Roriz. Mas há momentos até mais instrutivos no discurso do que a promessa de se arrastar de joelho:

Mídia má: “A imprensa quando quer massacra, destrói. Veja o que está acontecendo com nosso amigo, presidente dessa Casa, senador Renan Calheiros. Será que é justo tanta maldade com um homem que tem um relevante trabalho prestado a seu país e a seu estado em particular?

Roriz, um sem-teto: “Existe algum artigo dizendo que pedir dinheiro emprestado é crime? É ilegal? Quem em sua vida não pediu um empréstimo a um amigo ou a um banco qualquer?

A desculpa para justificar a gravação em que é pego negociando a entrega de 2,2 milhões com o ex-presidente do BRB, Tarcísio Franklin de Moura, continua bovina: seriam somente R$ 270 mil empretados do dono da Gol e ex-caminhoneiro Nenê Constantino para pagar a dívida da compra de uma bezerra, mais R$ 28 mil para ajudar um "parente" que estaria com problemas de saúde.

Declaração de bens do senador Joaquim Bezerra Nelore Roriz ao TSE no ano passado:

- 50% DA SALA - ED. MARISTELA - BRASÍLIA/DF - R$ 61.833,00
- APARELHO CELULAR ADQUIRIDO EM 1996 - R$ 1.124,57
- APLICAÇÃO RENDA FIXA - BRB - R$ 86.362,58
- AÇÕES DA TELEBRASÍLIA ADQUIRIDAS EM 1974 - R$ 6.153,14
- AÇÕES DO BEG S/A - R$ 0,10
- CASA - SMPW Q. 08 CONJ. 01 CASA 13 - R$ 600.558,19
- CRÉDITOS À RECEBER DA AGROPECUÁRIA PALMA LTDA - R$ 500.046,41
- DINHEIRO EM ESPÉCIE - R$ 3.500,00
- IMÓVEL RURAL - ÁREA NA FAZENDA UNIÃO E ÁREA NA FAZENDA JUREMA - R$ 100.000,00
- POUPANÇA - BRB - R$ 9.953,17
- POUPANÇA - HSBC - R$ 965,18
- QUOTAS DE CAPITAL - BRAVAL TRATORES LTDA - R$ 54.000,00
- UMA QUOTA DA COOPERATIVA AGRÍCOLA DO DF - R$ 1,22
- VEÍCULO - FORD F250, XLT - R$ 93.000,00
- ÁREA DE 662,7419 HECTARES - LOTEAMENTO NO RIO BAGAGEM - NIQUELÂNDIA/GO - R$ 61.531,39
- 6.227 BOVINOS - R$ 2.850.050,00
- 51 SUÍNOS - R$ 5.100,00
- UM TRATOR 785 VALMET - R$ 28.600,00
- UM TRATOR VALMET COM COMANDO - R$ 26.500,00

TOTAL - R$ 4.489.278,95

V. Ex.ª está tomando boleta?

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Leomar Bubalino Muar Quintanilha

Wellington Vou-desligar-o-transponder-doidão Salgado (PMDB-MG), Sibá Sibazinho Machado (Pê Tê-AC)... é cada um que surge com o Renaaaaangate...

A mais nova figura é o recém eleito presidente do Conselho de Ética do Senado, o senador Leomar de Melo Quintanilha (PMDB-TO). Aliado de Renaaan, Quintanilha venceu o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) por 9 votos a 6 e vai substituir Sibá Sibazinho Machado (Pê Tê-AC), que abandonou o cargo na terça-feira.

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"Sempre fui comunista."

Nascido em uma família pobre em Goiânia, Quintanilha, 61 anos, deu duro na vida. Foi balconista, vendedor de frutas, trabalhou na reitoria da Universidade Federal de Goiás, até que foi aprovado em um concurso para o Banco do Brasil em 1965. A partir daí começa a politicagem e, em 1976, é eleito presidente do Diretório Municipal da ARENA em Araguaína - na época em Goiás, hoje no norte do Tocantins. Candidata-se à prefeitura da cidade no mesmo ano, mas perde. Perdeu novamente a eleição, para o mesmo cargo, em 1982.

Com o estado de Tocantins já criado, Quintanilha consegue eleger-se deputado federal pelo PDS, $u$e$$or da Arena, em 1989, mas é deslocado para exercer o cargo de Secretário de Estado da Educação e Cultura de Tocantins. Reeleito em 1991, chega finalmente ao Senado em 1994, sendo reeleito em 2002.

Até aí tudo indo aparentemente bem. Fazendeiro e dono de um patrimônio declarado de R$ 1.975.844,63 e depois de ter circulado pelo PP, PFL e PMDB, Quintanilha filia-se ao PCdoB em 2005 e, em 2006, disputa o cargo de governador de Tocantins. Ficou em terceiro colocado, com 9.206 votos (Siqueira Campos ficou em segundo com 310 mil votos e Marcelo Miranda foi eleito no primeiro turno com 341 mil, ou 51,48% dos votos). Em dezembro do ano passado, mal-agradecido, o senador deixou o PCdoB e voLLtou para o PMDB de Renaaaaaan.

Atualmente, Quintanilha é presidente da Federação Tocantinense de Futebol. Ninguém melhor para exercer o cargo, já que descolou uma ajudinha de R$ 200 mil para a construção do estádio de Barrolândia, no sul de Tocantins.

O senador tem alguns projetos interessantes como, por exemplo, a "proibição do uso de viseiras escuras ou protegidas por material refletivo que impeçam a identificação dos seus usuários". O objetivo é facilitar a identificação da bandidagem sobre duas rodas.

Mas certamente o de maior relevância é a proposta de realização de um plebiscito para a criação do estado do Carajás. A nova unidade da federa$ão englobaria alguns dos seguintes municípios do atual estado do Pará: Bannach, Breu Branco, Cumarú do Norte, Curionópolis, Novo Repartimento, entre outros.

Ah, sim, ia quase esquecendo... o bem de maior valor do senador Quintanilha, de acordo com sua declaração ao TSE em 2006, é este:

REBANHO DE BOVINOS, BUBALINOS, CAPRINOS,OVINOS, ASININOS E MUARES - R$ 758.124,00

Renaaaaan não serve pra nada mesmo

Do Daniel Castro na Folha de hoje:

"Ibope da TV Senado cai com ‘Renangate’

Diferentemente das CPIs que investigavam corrupção no governo federal em 2005, o escândalo envolvendo o presidente do Senado, Renan Calheiros, não agregou audiência à TV Senado, 43º canal pago mais visto do país.

Dados do Ibope mostram que, pelo contrário, o "Renangate" pode ter afastado telespectadores da TV Senado. O alcance diário do canal na TV paga caiu 7,3% do período entre 15 de março e 14 de maio para o bimestre compreendido entre 15 de abril e 14 de junho, último relatório disponível e o único que engloba a crise no Senado."

Ah, a internet...

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Lerdeza pro ABRA$$O, lerdeza pra Playboy...

Da Mônica Bergamo na Folha de hoje:

"A direção da "Playboy" jantou com Mônica Veloso no hotel Mercure, em SP, no domingo. O "cachê" que a revista pretende pagar à mãe da filha de Renan Calheiros está beeeem distante da cifra de R$ 1 milhão que já faz parte do imaginário dos leitores da revista. A "Playboy" confirma o jantar, mas diz que não revela os valores de suas negociações."

Renaaan + Pê Tê x DEMO

"Renan vai ao Planalto pedir socorro e ganha apoio de Lula

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), teve uma conversa de 40 minutos com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, antes de chegar ao Congresso, pouco depois das 10 horas da manhã.

(...)

Um dirigente do PMDB revela que, no encontro, os dois avaliaram que o conflito entre partidos governistas (PT e PMDB, basicamente) em torno do processo disciplinar movido contra Renan no Conselho de Ética do Senado ganhou outra dimensão. "Diante da declaração de guerra do partido Democratas ontem (terça), ficou claro que o que existe, agora, é uma batalha política entre governo e oposição", resumiu Renan a Lula.

O resultado prático desta avaliação é que o presidente Lula decidiu entrar pessoalmente na ofensiva dos aliados para solucionar a crise política em torno do caso Renan." (Estado)

"Homem é mesmo muito besta!"

"Após afirmar que posaria nua, "Playboy" volta a cobiçar Mônica Veloso

Um dia após declarar em entrevista exclusiva à Folha que tem interesse em posar nua, a jornalista Mônica Veloso, peça-chave no escândalo que envolve o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL), passou a ser alvo da revista "Playboy".

(...)

Nesta segunda-feira, no entanto, a "Playboy" confirmou seu interesse em despir a "musa do escândalo" mais recente em Brasília e, por meio de sua assessoria, disse já ter entrado em contato com Mônica." (Folha Online)

Ok

"Está claro que querem assassinar minha honra. Mas não vão assassinar porque não têm provas de absolutamente nada." - Renaaaaaaaan

Réplica à Mônica Veloso/Renaaaan

Maria Verônica Calheiros, mulher chifrada oficial do senador Renaaaaan Calheiros, também resolveu falar. Matéria genial, aberta, no Estadão de hoje. Melhores momentos:

"Da casa oficial onde mora em Brasília, a mulher de Renan, Maria Verônica Calheiros, observou a espiral política que paralisou a pauta do Congresso Nacional e reduziu tudo em uma notável reflexão doméstica: “Não sei como meu marido caiu nessa... Homem é mesmo muito besta!

Verônica Calheiros é uma mulher de 43 anos. Fala com um timbre de voz infantil e prefere frases longas. Fez faculdade de Artes Plásticas, é evangélica e gosta de cuidar de suas mais de mil matrizes de orquídeas."

(...)

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"Renaaaaaaaaaaaaaaan besta!"

"“Renan foi a maior vítima nisso tudo. Ele e a criança. Ele, claro, também tem culpa, porque todo ser humano é falho. Mas todos sabem que existe um assédio em cima dos representantes do poder. Fiquei surpresa por ele ter caído...”"

(...)

Mônica [Veloso] disse que resolveu denunciar o ex-amante só porque estava sendo apontada como “pessoa desclassificada”. Verônica afirma que é mentira. “Depois que ela engravidou, sumiu e só reapareceu com quatro meses. Renan assumiu a criança depois de um teste de DNA e pagou pensão, mas ela queria mais dinheiro. Ele me disse que ela estava ameaçando fazer chantagem, procurar a imprensa e contar tudo. Ela não fez nada por amor, fez por interesse. No primeiro encontro já estava gravando tudo.”

(...)

"“Ele não é promíscuo, apenas errou, contou tudo a quem devia ter contado e se desculpou. Eu escolhi perdoar, mas antes disse a ele: ‘Se você estiver apaixonado por ela, eu seguro a barra, meu filho’. A princípio, sou contra separações. Mas não vou segurar um vaso todo colado porque uma hora as peças se soltam. Tenho base, tenho história política, tenho tradição de esquerda, atuei no PC do B. Casei aos 17 anos com o homem que amava e entre nós existe amor e companheirismo.”"

"Não vou responder."

Lá vão os trechos politicamente relevantes da entrevista da pistol jornalista Mônica Veloso à Folha de S. Paulo de hoje:

FOLHA - Você pode dizer que amou o presidente Renan?
MÔNICA - Claro que sim. Amei, amei muito. Ele é um homem extremamente inteligente.

FOLHA - Engravidou por descuido?
MÔNICA - Não vou responder.


Foto: Anderson Schneider - Veja

(...)

FOLHA - Você teve relacionamentos com outros políticos?
MÔNICA - Não, inventaram toda sorte de relações. Eu virei o terror da cidade.

FOLHA - Nem o Luís Eduardo Magalhães [morto em 1998]?
MÔNICA - Não. Eu o conhecia, estive com ele em várias ocasiões, mas nunca houve nada.

(...)

FOLHA - Recebeu alguma proposta para posar nua? Aceitaria?
MÔNICA - Até agora ninguém me ligou. Para eu poder fazer um comentário precisaria ser uma coisa oficial, mostrando como seria feito. Sem isso não dá nem para fazer conjectura.

(...)

FOLHA - Segue qual religião?

MÔNICA - Evangélica, batista, da Vale do Amanhecer.

FOLHA - Freqüenta cultos?
MÔNICA - Não vou demais, vou às vezes. Sou crente nova.

Dois mião = pobreza

"Gol volta atrás e confirma cheque a Roriz

Antes, porém, a assessoria da Gol havia dito que Constantino não reconhecia o cheque. Informou no fim da tarde deste sábado (23) que houve um equívoco na primeira versão sobre o caso.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

O Sr. Constantino de Oliveira informa que utilizou o recebimento do valor de R$ 2,2 milhões, proveniente da venda de uma fazenda de sua propriedade para a Agrícola Xingu, para realizar empréstimo de R$ 300 mil em forma de contrato de mutuo e emissão de nota promissória em março de 2007 ao senador do Distrito Federal, Joaquim Roriz.

Roriz, na ocasião, retornou R$ 1,9 milhão para o Sr. Constantino de Oliveira, mantendo assim os R$ 300 mil como empréstimo.

Além disso, o Sr. Constantino de Oliveira esclarece que não tem conta bancária no BRB - Banco de Brasília.

SÃO PAULO, 23 de junho de 2007." (G1)

Joaquim Bezerra Nelore Roriz

Vai pegar avião no sabadão e não consegue relaxar e gozar? Compra a mídia má Veja e a Época para ajudar.

A edição da Veja desta semana, com a capa mais genial do mundo, prossegue na demolição das falcatruas bovinas versões de Renaaaan Calheiros para justificar o pagamento da pensão milionária à pistol jornalista Mônica Veloso. Mas não fica só nisso. A revista também foi atrás da evolução patrimonial do senador alagoano.

Após visitar as propriedades de Renan e consultar especialistas, a reportagem chega à conclusão de que os bens do senador, declarados em 1,7 milhão de reais, totalizam, na verdade, praticamente 10 milhões de reais. A evolução é impressionante:

"• Entre 1979 e 1982, enquanto exerceu um mandato de deputado estadual, Renan ganhou o equivalente a 6 700 reais por mês. Nesse período, seu patrimônio cresceu a um ritmo de 2.000 reais por mês. É uma economia possível para quem é capaz de poupar 30% de sua renda todo mês.

• Entre 1983 e 1990, como deputado federal, ganhou o equivalente a 12.265 reais por mês. Seu patrimônio cresceu a um ritmo de 8.000 reais por mês. É difícil, mas há quem consiga guardar 65% do salário.

• Entre 1991 e 1994, Renan não teve mandato. Por um ano, presidiu uma subsidiária da Petrobras por indicação do presidente Itamar Franco. Seu patrimônio, nesse período, refletindo a distância de um cargo eletivo, caiu de 880.000 reais para 755.000 reais.

• Entre 1995 e 2002, como senador, Renan recebeu 12.277 reais por mês. Seu patrimônio cresceu a um ritmo mensal de 8.800 reais. É quase impossível poupar 72% do salário. Mas os poupadores fenomenais chegam lá."

Tá achando que a boiada já passou? Claro que não. A segunda falcatrua descarada revelação do final de semana é partilhada entre a Veja e a Época (matéria aberta aqui). As duas revistas colocam na roda o senador Joaquim Roriz (PMDB-DF). A demência é tanta que a Operação Aquarela (videozinho sobre a operação aqui), realizada no último dia 14 e que prendeu 19 pessoas em quatro estados por desvio de verbas, ia passar sem maiores destaques. Ia.

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Joaquim Bezerra Nelore Roriz e Constantino Nenezinho Dono de Tudo de Oliveira

Um dos presos na operação foi Tarcísio Franklin de Moura, ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) de 1999 a 2006. Moura é conhecido por se envolver em diversas roubalheiras atividades um pouco estranhas. Na campanha de 2002, foi acusado de fazer parte de um esquema de desvio de verba para a campanha de Roriz. A operação consistia em tirar grana do governo do DF, passá-la pela empresa pública Companhia de Desenvolvimento do Planalto (CODEPLAN), depois por um tal de Instituto Candango de Solidariedade (ICS), para finalmente chegar nas empresas Adler e Linknet, que prestariam serviços à campanha eleitoral de Roriz. O doleiro Fayed Traboulsi teria feito dois saques de R$ 2,310 milhões e de R$ 3,5 milhões direto do BRB. Aí que entra Tarcísio Franklin de Moura, presidente do banco nomeado por Roriz, governador do DF na época.

A ligação de Moura e Roriz, portanto, é antiga. O que vazou para as duas revistas semanais são trechos de conversas dos dois falcatruas amigos combinando a entrega de uma bolada de 2,2 milhões de reais em dinheiro vivo ao senador. A grana teria saído da conta do empresário Constantino de Oliveira, o Nenê Constantino, dono da Gol, mais novo proprietário da falida Varig e notório devedor do INSS. Obviamente, você lembra que quem deu uma forcinha para fechar a compra da Varig pela Gol foi justamente o adevogado e compadre de Lula, o grande Roberto Teixeira, que intermediou a visita de Nenê Constantino e de seu filho Constantino de Oliveira Júnior a Lula, no Planalto.

Nenê Constantino afirmou à Veja que nem possui conta no BRB. A Época afirma que há um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) comprovando que houve um saque de R$ 2,2 milhões da conta de Constantino no BRB no dia 13 de março. É o mesmo dia em que rola a gravação delícia:

"Tarcísio – Então eu vou ter que... Porque não tem jeito, não tem como... Onde é que vai pôr esse dinheiro?
Roriz – Não tem um cofre, tesouraria?
Tarcísio – Saiu da tesouraria tem que entregar para alguém.
Roriz – Não tem um cofre, não?
Tarcísio – Mas pra isso tudo não tem, não. (Risos)"

A última mentira versão para a transação, obviamente, foi bovina:

O senador estava apertado e pediu um empréstimo de R$ 300 mil ao Constantino para comprar parte de uma bezerra nelore da Universidade de Marília”, disse Neves. “Pagou R$ 271 mil e repassou R$ 29 mil ao Benjamin, que também estava com dificuldade financeira. O resto do dinheiro teria ficado com Constantino.” Neves apresentou cópia da nota fiscal de venda da bezerra por R$ 532 mil e o comprovante do depósito relativo ao pagamento de R$ 271 mil. A diferença, segundo ele, deveu-se a um desconto concedido pelo vendedor. Neves também apresentou cópia de um contrato de empréstimo de R$ 300 mil assinado por Roriz e Constantino e uma promissória assinada pelo senador." (Época)

A pergunta você já sabe: vai ou não vai pro ABRA$$O o Roriz?

Vaca da mãe

"Renan declarou como seu gado que era da própria mãe

Os resultados da perícia elaborada pelo Instituto Nacional de Criminalística (INC), da Polícia Federal (PF), aos quais o Estado teve acesso na terça-feira, constatou que as Guias de Trânsito Animal (GTA) emitidas no Estado de Alagoas "foram apresentadas de forma desvinculada das notas fiscais de venda" de gado. Os peritos informam, também, que três lotes de animais vendidos supostamente por Renan pertenciam a outros vendedores de gado, como a mãe do senador, Invanilda Calheiros, a quem caberiam "29 GTAs, correspondente a 508 animais", e a seu irmão Remi Calheiros, para quem há "uma GTA, por 20 animais". (Estado)

Para ajudar a relaxar e gozar

Da Mônica Bergamo na Folha de hoje:

"NERO
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), tem dito a seus colegas mais íntimos que pode cair atirando. Diz que pretende incentivar a abertura da célebre CPI das Empreiteiras, proposta há décadas pelo senador Pedro Simon (PMDB-RS). E tem citado, nas conversas, supostos casos extraconjugais de personagens que circulam em Brasília."

Fala, Renaaaaaan!

Cara-de-pau bovina

"Um cheque, duas vendas

Há mais incongruências na defesa de Calheiros. Em dois casos, os recibos de venda de gado apresentam o mesmo cheque para justificar duas compras distintas. Em 14 de fevereiro de 2006, por exemplo, o senador atesta que vendeu 336,06 arrobas de bois para a empresa GF da Silva Costa. O pagamento se deu por meio de dois cheques, um dos quais de número 161, da agência 3411 do Bradesco. Menos de um mês depois, em 7 de março, o senador voltou a vender para a GF da Silva Costa, dessa vez 333,06 arrobas no valor de R$ 18.992,40. Um dos cheques usados no pagamento foi novamente o de número 161 do Bradesco.

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Um caso semelhante ocorreu em 21 de abril de 2004. O cliente, na ocasião, foi Marcelo Nunes de Amorim. Uma das vendas alcançou o valor de R$ 95.232, e a outra, R$ 30.800. Dois cheques de mesmo número - 409.571, da agência 1767-3 do banco HSBC - teriam sido usados nas transações." (Zero Hora, 18/06/07))

O Rio Grande exige explicações

Como assim o mundo bovino alagoano vale mais que a bovinagem gaúcha?

Os Pampas exigem investigação imediata! Acorda, Yoda, e salva nossa honra!

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"Pecuarista de dar inveja a gaúcho

Os negócios do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), em suas fazendas de Alagoas são de dar inveja aos melhores pecuaristas gaúchos, a se julgar pelas informações fornecidas por ele ao Conselho de Ética da Casa. Enquanto o preço do gado no Rio Grande do Sul atingia a média de R$ 48,9 a arroba (medida de peso equivalente a cerca de 15 quilos) em 2005, Calheiros conseguiu vender seus bois em um Estado sem excelência pecuária a aproximadamente R$ 69,3 a arroba.

(...)

Com os números na ponta do lápis, o pecuarista Frederico Wolf, da Wolf Genética, vendeu cada cabeça de gado por uma média de R$ 740 no último ano. No mesmo período, Calheiros faturou R$ 918 por animal. Um resultado alto para o Nordeste, ainda mais no momento em que o Rio Grande do Sul paga o melhor preço pelo gado no país.

(...)

A incredulidade dos gaúchos se explica. Além de não ser uma referência na produção nacional de carne bovina, Alagoas enfrenta sérios problemas sanitários. Diferentemente do Rio Grande do Sul - livre de febre aftosa com vacinação -, o Estado nordestino está no limbo da vigilância. O Ministério da Agricultura considera-o área desconhecida para aftosa - sem controle da doença -, o que desqualifica a produção local." (Zero Hora, 16/06/07))

Vovô EpitáFio

"Contas confusas

O pizzaiolo Epitácio Cafeteira, relator do caso Renan no Conselho de Ética, não viu nenhum problema nas contas apresentadas pelo presidente do Senado. Não é para menos. Veja-se a prestação de contas que Cafeteira encaminhou ao TRE do Maranhão depois de sua eleição para o Senado em 2006. Cafeteira garante que gastou 81 274 reais para eleger-se (sua previsão de gastos era de 2,5 milhões de reais, conforme o TRE). Dá 8 centavos por voto – um recorde. Campanha barata, hein? Na verdade, o que há é um festival de omissões visível. Por exemplo: ele fez, é claro, campanha de rádio e TV. Só que em sua declaração de despesas não consta nenhum gasto em produção de programas. Não há dúvida de que Cafeteira mediu Renan pelo seu próprio metro." (Radar, Veja, 20/06/07)

Com ensino médio completo e atualmente aposentado, o senador Epitácio, segundo declaração de bens na última eleição de 2006, acumula um nada desprezível patrimônio de R$ 2.878.642,24. Veja a lista abaixo.

Epitáciogate djá!

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