O repórter Rodrigo Vianna, da TV Globo, caiu atirando. Demitido na última terça-feira, Vianna divulgou uma carta contando os podres da cobertura eleitoral da Globo, que teria favorecido Geraldo Alckmin, seguindo orientações superiores. A carta é longa e os fatos descritos soam absolutamente plausíveis. Mas o tom emocional do texto tira um pouco o crédito da suposta indignação do repórter. Quer dizer, ninguém mais cai nesse papo do "injustiçado que foi afastado por querer fazer o bem em meio aos corruptos". Se tiver paciência, leia a carta na íntegra aqui.
CORREÇÃO: Na primeira versão deste post, troquei as bolas e afirmei que Rodrigo Vianna era o repórter da Globo afastado pelo envolvimento com a máfia dos bingos. Não era ele. O repórter acusado pela Polícia Federal e afastado pela Globo é José Messias Xavier. Obrigado ao leitor Jorge Rocha pelo alerta do equívoco.
O Brasil precisava desse gerente?
A turma do Serra presenteou a turma do Alckmin com um dossiê de 400 páginas desancando a gestão do ex-governador na área dos presídios, justamente a mais polêmica durante os oito anos de mandato. Antes de entregar o presente, porém, a tucanada cuidou de divulgá-lo com requintes para lá de sadomasoquistas. No catatau de fraudes, tem de tudo que se possa imaginar: desvio de combustível, notas frias, facilitação de fugas e até uma ONG ligada a membros do PCC recebendo dinheiro do Estado.
(...)
O Sherlock das investigações do dossiê dos presídios foi o secretário da Administração Peninteciária, Antonio Ferreira Pinto, que desmontou uma rede de ONGs ligadas aos tucanos responsável por manipular, durante as duas gestões de Alckmin, R$ 31,4 milhões em verbas de 16 presídios. Contratadas pelo ex-secretário Nagashi Furukawa, as entidades fizeram a farra com a grana pública.
Do jeito que a coisa anda, logo vamos descobrir o quanto as pessoas que pretendiam votar em Alckmin para eliminar a bandidagem do Planalto estavam equivocadas.
Dica para as próximas eleições
Juvenil, Valdebran e Gedimar, Cleuber, Feu, Helenildo, Ildeu, Jonival, Basílio, Cornélio, Eber, José Alekandro, Laíre, Magno, Aroldo e Arolde, Genebaldo...
Incrível a quantidade de nomes bizarros envolvidos em escândalos. É claro que não chegam a ser maioria, mas têm uma representação estatística muito maior nas falcatruas públicas do que na população brasileira. Ou seja, se você quiser moralizar a política, um bom começo é não votar em nenhum candidato de nome idiota. Injustiças serão cometidas, é claro, e nem os escândalos deixarão de aparecer, mas de repente dá para diminuir em 1/3 ou 1/4 com essa medida. E manter nomes patéticos fora da mídia ainda tem a vantagem de não incentivar ninguém a dá-los a seus filhos.
Empresas de celulose financiaram campanha de Yeda
A campanha da governadora eleita do RS, Yeda Crusius (PSDB) teve sua receita declarada em R$ 3.613.207,72. Um quarto desse valor foi bancado por empresas de celulose que têm investimentos no Estado, com R$ 825.954,72. A Copesul investiu R$ 330 mil parcelados harmoniosamente conforme os resultados da eleição. A Braskem doou R$ 100 mil no dia 22 de agosto.
O curioso vem agora: a Aracruz depositou módicos R$ 11.954,72 em 18 de agosto. Depois, pulou da esmola de R$ 1 mil depositados no dia 21 de setembro para R$ 200 mil em 20 de outubro, com a eleição da tucana garantida. A Votorantim demorou um pouco mais para contribuir. Esperou até a última quinta-feira (23 de novembro) para depositar R$ 200 mil no caixa de Yeda.
Para quem sentiu falta da empresa finlandesa Stora Enso na lista, não precisa se preocupar. Ela está lá. Ao Menos, o seu CNPJ (02424298000192). Nas contas da tucana, uma empresa inexistente chamada Stora Guso Brasil Ltda. doou R$ 1 mil à campanha. Pena que é só comparar com os CNPJs que a empresa forneceu a outros candidatos – Germano Rigotto (PMDB) e Francisco Turra (PP), por exemplo – e sem precisar escamotear o nome jurídico. Mas deve ter sido erro de digitação de algum estagiário. Naughty, naughty, Yeda.
Como era esperado, os deputados gaúchos que fizeram o Tour da Celulose na Finlândia receberam doações das três maiores empresas de celulose que estão em fase de expansão no Estado. O único que ficou de fora da lista da finlandesa Stora Enso foi Berfran Rosado (PPS). São eles:
Vieira da Cunha (PDT)
Aracruz: R$ 11.225,27
Stora Enso: R$ 21.026,88
Edson Brum (PMDB)
Aracruz: R$ 12.872,79
Stora Enso: R$ 8.045,36
Votorantim: R$ 10.000,00
Berfran Rosado (PPS)
Aracruz: R$ 24.521,66
Votorantim: R$ 14.416,48
José Sperotto (PFL)
Aracruz: R$ 17.831,19
Stora Enso: R$ 7.996,9
Marco Peixoto (PP)
Aracruz: R$ 14.434,99
Stora Enso: R$ 8.014,89
Votorantim: R$ 9.610,99
Pedro Wesphalen (PP)
Aracruz: R$ 18,249,24
Stora Enso: R$ 8.033,17
Votorantim: R$ 9.135,01
No acumulado, as empresas doaram cerca de R$ 1,360 milhão para 75 candidatos a deputado e governador na última eleição. Os dados estão abertos ao público no site do TSE. Vale lembrar que hoje é o último dia para Yeda Crusius (PSDB/ RS) e Olívio Dutra apresentarem suas contas de campanha. Até o presidente já divulgou a sua lista.
Qual não foi a minha surpresa no Jantar da Nações da Sociedade dos Amigos de Cassino, nesse sábado, quando descobri que a simpática senhora que servia massa ao molho de nozes na temperatura ambiente do Balneário na banca italiana era mãe de uma assessora de imprensa do deputado Edir Oliveira (PTB/ RS). Ela que deve ter respondido os e-mails que enviei à epoca ao deputado sobre seu envolvimento na Máfia das Sanguessugas.
A Nova Corja: Ah, então a filha da senhora estudou na Famecos? E onde ela está trabalhando?
Mãe da assessora: Com o deputado Edir Oliveira (orgulhosa).
A Nova Corja: O que não se reelegeu por causa de todos aqueles rolos?
Mãe da assessora: É, pois é (acabrunhada). Acontece.
A Nova Corja: Mas ao menos ele pagou pelo serviço dela nas eleições, espero.
Mãe da assessora: Ah, isso ele fez.
A Nova Corja: Bom saber. Tchau.
Reentrevistamos Manuela D'Ávila
Ela foi a candidata a deputada federal com mais votos no Rio Grande do Sul, mais de 270 mil. Nada desprezível para uma novata, ainda mais sendo do PCdoB. A Nova Corja entrevistou a vereadora há alguns meses e agora, com a mudança da paisagem política, faz mais algumas perguntas.
Esse questionário foi enviado no encerrar da contagem no primeiro turno. No entanto, a deputada eleita estave engajada na campanha do Partido dos Trabalhadores e só pôde responder ontem. Manuela nega que sua beleza tenha sido o principal motivo das aparições constantes em palanques — suposição que considera "machista" —, promete se focar nas questões do ensino em seu primeiro mandato e se esquiva quando perguntada se pretende sempre seguir o governo Lula nas votações.
Você saltou de vereadora estreante e mais jovem integrante da Câmara Municipal para a deputada federal mais votada no Rio Grande do Sul, com 70 mil votos a mais que o segundo colocado, e isso sendo candidata do PCdoB, um partido que não costuma fazer votação tão expressiva assim por aqui. A que você atribui esse sucesso?
São vários motivos. Em parte é um grande reconhecimento de nosso trabalho na Câmara. A prova é que em Porto Alegre fiz 7 vezes mais votos do que havia feito para vereadora. Aqui não sou novidade. Já testaram o meu trabalho. E acredito que 65 mil votos seja a aprovação dele. Durante estes dois anos, dialogamos com a população não só da capital, mas de todo o Estado. Fiz mais de trezentos debates em escolas e universidades sobe diversos temas: Reforma Universitária, Protagonismo Juvenil, Movimento Estudantil, etc; dialogamos com a população levando o nosso Gabinete Itinerante a praças, parques, feiras da cidade; aprovamos leis interessantes à juventude, como o dia da inclusão digital, a meia-entrada, semana da juventude, inúmeras emendas ao orçamento.
O bom espaço no horário eleitoral também foi importante para que os eleitores conhecessem nossas propostas e associá-las às propostas do Governo Lula. Além disso, os eleitores tinham um desejo de renovação, mas não só uma renovação nos nomes e sim na forma de fazer política. O respeito político do PCdoB também pesou muito. São 84 anos de lutas, nenhum envolvimento em nenhum mal uso do que é público e é, portanto, do povo.
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Bolsa-Família influenciou voto
Mas é o conjunto dos indicadores sintetizados no Índice de Exclusão Social que tem o melhor desempenho nas estatísticas. Ou seja, os eleitores de uma cidade em que as deficiências sociais são múltiplas e grandes tenderam a votar mais em Lula.
Causas? O Bolsa Família é um motivo forte (veja gráfico acima) nos municípios. Na avaliação de Timothy Powers, o declínio da miséria entre 2003 e 2005 explica 64% da variação dos votos estaduais de Lula.
A Folha de São Paulo produziu um estudo sociológico para averigüar os motivos do voto em Lula e descobriu o que já se esperava: o Bolsa-Família foi um dos motivos mais fortes para o voto dos pobres.
Daí a dizer que Lula "comprou votos" dos miseráveis com o Bolsa-Família, como gostam de alardear os tucanos, é cair em um raciocínio cínico e falacioso. Na verdade, como se depreende da matéria (íntegra abaixo), o importante mesmo foi a redução da miséria. Se o motivo foi o Bolsa-Família ou qualquer outro, não interessa: Lula reduziu a miséria, ganhou votos. Só a classe-média branca e perversa pode achar que isso não é importante. Se Lula distribuiu dinheiro por estar sensibilizado com as mazelas sociais, ou para ganhar votos, não importa. A miséria caiu. Ponto.
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À procura dos financiadores das campanhas
Enquanto os candidatos vencedores e derrotados não fornecem informações sobre os doadores da campanha de 2006, resta pesquisar os financiadores da eleição de 2002 para depois comparar quem continuou a acreditar nos financiados de quatro anos atrás. A governadora eleita do RS, Yeda Crusius (PSDB), por exemplo, recebeu a maior quantia de dinheiro da Copesul: R$ 60 mil. Defendeu os interesses do pólo petroquímico em audiência pública no dia 7/10/2004, destinada a discutir a evolução dos preços dos produtos derivados de petróleo e royalties. Yeda também recebeu R$ 6.857,37 da Klabin Riocell na sua campanha para deputada federal. Em 2004, integrou a Bancada da Celulose e fez lobby no Congresso para a defesa dos interesses da empresa.
O site doTSE mostra que a campanha de Yeda fechou o mês de agosto com um déficit de quase R$ 8 mil. Em setembro, a receita quadruplicou e ainda encerrou as despesas com R$ 113 mil sobrando na conta. Estou curioso para saber quem apostou no milagre tucano, dado o calote anunciado por Chico Santa Rita.
O Jornal da Globo desta segunda-feira veiculou matéria em clima de obituário sobre as perdas do PFL, evidentes com o balanço final das urnas. As mais simbólicas talvez tenham sido o fim dos 16 anos de carlismo na Bahia e de 40 anos de sarnismo no Maranhão, com a derrota de Roseana Sarney. Além disso, a bancada pefelista na Câmara de Deputados encolheu.
O que mudou da última eleição para cá? O povo que tem dado votos ao PFL continua o mesmo, os candidatos continuam os mesmos. A única mudança é que, pela primeira vez em 500 anos, os coronéis se viram na oposição frente ao governo federal. A única conclusão a que se pode chegar é que em toda sua história o PFL usou a máquina federal para manter o poder. Sendo mais claro: é um partido que só se sustentava pelo fisiologismo. Demonstra ainda que algum nível de aparelhamento do Estado também aconteceu nos governos tucanos, apesar do que as carpideiras de Alckmin gostam de pensar. Afinal, agora que perdeu a influência sobre o presidente, o PFL perdeu votos.
O pefelê já vai tarde. O lado irônico da história toda é que o William Waack tentou dar uma força e classificou o partido na "centro-direita". A paixão pela Fabiana Scaranzi deve estar cegando o apresentador.

Yeda, nos bons tempos de ministra do Planejamento, pelo traço de Angeli.

"Governadora eleita do RS, Yeda Crusius começa a compor sua equipe de governo"
Frase proferida por um fiscal petista agora há pouco no Cacau Lanches, na rua Santo Antônio: "Agora que a Yeda ganhou, eu quero mais é que o Rio Grande do Sul se foda".
Estou no exílio, não sou obrigado a votar. Ainda bem. Escolher entre Lula e Alckmin não dá. Mesmo assim, me dei ao trabalho de ir até a Embaixada do Brasil em Paris para ver o movimento e investigar onde seria a festa petista. Caçada implacável aos petistas parisienses. Porque comemorar a vitória na Avenida Paulista é coisa de pobre. O Lula esperou o resultado final no Hotel Intercontinental, nos Jardins, em São Paulo. Pobre.
Em 2002, lembro de ter visto imagens de Paris EM CHAMAS com a festa petista. Desta vez foi difícil, os petistas estavam todos escondidos. Mas encontrei. Tirei as fotos que foram possíveis tirar com a câmera do celular. Enquanto o Lula não deposita o meu dinheiro, não posso comprar uma câmera decente para trabalhar direito. Cobertura completa no "Continue lendo..."

"Joga a bóia que tá afundando."
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Ponto Zero da segunda Onda Demente
13h06: saio de casa para almoçar. Tem um colégio estadual na minha rua e vejo militantes do PT e do PSDB nas duas esquinas.
Para o petista: "Hã, oi. Tu sabe que não pode agitar bandeira tão perto da zona eleitoral, né?"
Petista: "Que o quê. Some da minha frente, ô privatista".
Atravesso a rua.
Para a tucana: "Hã, oi. Tu sabe que não pode agitar bandeira tão perto da zona eleitoral, né?"
Tucana: "Por que tu não vai reclamar para o Lula, seu mensaleiro de merda?".
15h37: converso com dois pesquisadores de boca de urna na frente do colégio IPA – em uma das regiões mais conservadoras de Porto Alegre. Os dois admitem que Lula está disparado contra Alckmin e que Yeda e Olívio estão empatados. Eleição no RS é assim: maragato x chimango, Grêmio x Inter. Mas todos felizes pela choradeira ao vivo de Germano Rigotto quando ficou fora do segundo turno. Nisso, ele realmente uniu os gaúchos. Méritos para o Guri Chorão.
16h54: alguém avise ao comitê de Yeda que militantes dela foram vistos comprando cerveja no mercadinho Progresso – esquina da rua 24 de Outubro com a Ramiro Barcelos. Em humilde análise, eles já estavam devidamente entragolados.
17h43: com 16% dos votos apurados, Yeda Crusius lidera com folgados 150 mil a mais que Olívio Dutra.
17h53: a RBS declara Yeda governadora eleita do RS e os jornalistas começam a conjecturar como ela dialogará com o – suposto – presidente reeleito Lula. Com 31% dos votos apurados, a diferença já é de mais de 200 mil votos.
18h04: militantes petistas debandaram do comitê de Olívio e só devem voltar quando saírem os números da votação de Lula.
18h13: com 50% das urnas apuradas, Yeda amplia a vantagem para 300 mil votos em relação a Olívio. Praticamente garantido que o Rio Grande do Sul manterá a tradição de seguir na vanguarda da contramão: eleger governadores opositores ao ocupante do Palácio da Alvorada.
18h40: pode ser uma avaliação precipitada, mas o PT gaúcho sai fortalecido dessa eleição. A inesperada entrada no segundo turno e a perspectiva de ficar com cerca de 46% dos votos válidos – e a vitória em Porto Alegre – ressucita o partido com um resultado em uma eleição que era dada como perdida há menos de um ano. Mesmo com os escândalos que envolveram o diretório regional, petistas gaúchos saem com uma boa cotação em nível nacional dessa campanha e começam a se preparar para as eleições de 2008 na capital gaúcha. Se quiserem acabar com a miopia que impera no partido desde 1998, que aproveitem e apresentem um nome novo para disputar por Porto Alegre.
18h47: meu dia está ganho. Raul Pont (PT-RS) acaba de admitir a derrota de Olívio Dutra. Espero que amanhã não se arrependa da declaração e decida processar a imprensa.
19h09: Yeda Crusius é a nova governadora do Rio Grande do Sul. Aguardo ansiosamente a foto de Germano Rigotto (PMDB-RS) passando a bomba para ela depois de ter sido espinafrado durante todo o segundo turno e ficado magoadinho. Isso nenhum gaúcho esquece.
19h19: Lula está matematicamente reeleito presidente e o Rio Grande do Sul prossegue na luta contra o Império. Mais quatro anos de diversão. Ah, e 2007 é o ano do Fogaça no calendário A Nova Corja.
19h23: conversa com o Walter via MSN:
Rodrigo Alvares diz:
Estranho: nada de buzinaço pela vitória da yoda
Walter diz:
CLARO
Walter diz:
A YODA NÃO EXISTE
Walter diz:
ALUCINAÇÃO COLETIVA
A saga da Foice de Plástico da Verdade
Tempos dementes exigem medidas dementes. Adoro andar no centro de Porto Alegre nos sábados à tarde, mas hoje precisei reagir à loucura eleitoral que assola o Estado. Diante dos derradeiros acossamentos de funcionários públicos petistas ressurgidos das cinzas e o desespero geral dos tucanos, me deram tantos panfletos e adesivos que comecei a imaginar o calote que as gráficas vão levar. Decidi me refugiar nas Lojas Americanas da Rua da Praia. Saí de lá com uma arma.
Na Esquina Democrática, uma aposentada com bandeira do PTB veio me entregar outro flyer da Yeda e empunhei contra ela a Foice de Plástico da Verdade, comprada por R$ 4,99 na promoção do Dia das Bruxas. Ela se assustou e voltou ao seu grupo. Alguns metros adiante, petistas haviam assistido à cena e me abordaram. Segui firme e disse "Não te ilude. Sai da minha frente ou sofra as conseqüências da Foice de Plástico da Verdade. Ceifarei os CCs de todos vocês". Fiz o teste e caminhei até minha casa no Bom Fim com a foice no ombro. Não só passavam longe de mim como algumas pessoas cheias de bandeiras atravessavam a rua para me evitar. Acho que finalmente entenderam a mensagem.
Bateu o desespero na Opus Dei com a vitória do Lula. Recebi por email a seguinte carta de recomendação:
"Mensagem aos jovens e aos homens e mulheres de bem.
O que vimos ontem no debate?
O debate entre um homem digno, um homem de caráter, um estadista, um cristão ético, no confronto com um bandido, um canalha, um mentiroso, um prevaricador, um estelionatário, um corrupto, um mafioso, que poderá continuar governando o país pela vontade de uma massa de ignorantes que são feitos de palhaços e sustentados com doações de pratos de comida – compradores de votos – mas sem chances de lutar por uma vida digna e justa, se resignando a perpetuar-se como casta inferior da sociedade com direito apenas ao assistencialismo da bolsa-família.
Os caminhos de Deus podem ser incompreendidos, mas sempre chegarão às fontes da luz da libertação dos homens e mulheres de bem do jugo dos canalhas."
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Em tempo surreal
22h12: William Bonner explica que os eleitores indecisos farão as perguntas de uma forma que conseguiu me deixar mais confuso.
22h14: os candidatos entram no palco.
22h16: Alckmin será o primeiro a responder. Ele toca em um quadradinho e aparece a pergunta de Rutilene, de Belém (PA), sobre educação básica.
22h17: Lula não tira os olhos de Alckmin durante a explicação sobre o Fundeb.
22h21: o formato do debate é igual e dinâmico como o do segundo turno de 2002. Os candidatos ficam dando umas bandas pelo palco com um olhar de "Te esgano" para o outro. Projac Fashion Week total.
22h25: os candidatos têm muito pouco tempo para replicar.
22h28: Lula começa o biriri habitual e Alckmin e pouco resta a Alckmin a não ser se sentar na cadeira e esperar sua vez.
22h37: "Fiz a maior obra de saneamento básico do país", diz Alckmin, em resposta a um coitado que perdeu todos os móveis de casa nas enchentes costumeiras em São Paulo. Chegou a mencioanr a criação de 22 piscinões no Estado.
22h45: quatro eleitores perguntarão aos candidatos. Cristiane é cabeleira e fala do desemprego. Quer saber quando de fato essa praga vai diminuir. Acorda, mulher.
22h49: ainda não falaram de São Paulo. Que milagre.
22h50: "O Serra tá ali. Pergunta para o Serra sobre o Paraguai", acusa Lula.
22h53: Jucilene quer fazer uma pergunta sobre o Meio Ambiente e pergunta o plano dos senhores a respeito disso. Para variar, Alckmin diz que sua pergunta é "extremamente importante".
22h56: Lula menciona os números do desmatamento na Amazônia e Alckmin circunda o presidente pela arena rindo da resposta.
22h58: o tempo está SEMPRE esgotado para os dois candidatos.
23h03: enquanto Alckmin fala que as fronteiras estão abandonadas, Lula passa em segundo plano rindo da resposta tucana.
23h15: um morador de Porto Alegre pergunta sobre corrupção para Alckmin.
23h21: Chuchu vai para o ataque e fala do Mensalão, Francenildo e afins.
23h24: Lula chamou Alckmin de "Meu Querido". Assim não dá.
23h39: deus, biriri interminável. Tempo esgotado, candidato.
23h45: último bloco do debate. Alckmin fala sobre os problemas elencados pelos espectadores. É cortado por Bonner. Lula pode dar a conversa mole que quiser, mas ainda tem uma puta empatia com a câmera. o Chuchu elenca os problemas do Brasil e é cortado de novo por Bonner.
23h50: finalmente, Lula fala do PCC. Alckmin responde perguntando sobre o dinheiro do Dossiê Tabajara – risadas na platéia.
23h59: encerra o debate. Bonner agradece esse exemplo de democracia. ABRASSO.
21h22: Quando a Globo anuncia a transmissão ao vivo do último debate recai a desconfiança que surgiu durante as eleições: se tu precisa chamar um estilista, psicólogas e políticos – além da reportagem on-line direto do estúdio –, é um sinal de que esse formato de cobertura está desgastado. Geraldo Alckmin (PSDB) acaba de apresentar seu último programa eleitoral em um clima de velório. Não creio que o debate retire a cal.
O site de Yeda Crusius já está desativado por determinação do TSE, que proíbe a veiculação de propaganda política na internet desde 48 horas antes da eleição. Enquanto isso, Olívio Dutra – torcedor assumido do Inter – aproveita os minutos finais para mostrar o apoio recebido pelo árbitro Carlos Simon.

Simon:não há outro candidato com melhores propostas e capacidade para governar o RS
A Nova Corja NÃO entrevista Yeda Crusius
Cerca de duas semanas atrás, recebi mensagem no Orkut de uma assessora da candidata Yeda Crusius (PSDB/ RS) na qual ela admitia que “Eu leio teu blog. Mesmo quando tu detonas a minha candidata..rs!!”. Aproveitei a brecha e negociei com ela uma entrevista via e-mail. Como a equipe de imprensa estava realmente atolada de pedidos de entrevistas – mais de 130 apenas para rádios do interior, na primeira vez que liguei para lá –, as questões enviadas na terça-feira da semana passada (17/10) continuam sem resposta. Abaixo, a não entrevista com Yeda Crusius:
1) A senhora pretende honrar os contratos e manter o patrocínio do Banrisul nos uniformes de Grêmio e Inter no seu governo?
Yeda: ...
2) O governador Germano Rigotto (PMDB/ RS) declarou que o Desfile da Semana Farroupilha seria um dos maiores eventos turísticos do Brasil em poucos anos. A senhora pretende mantê-lo ou não existem formas mais criativas para divulgar a cultura do Estado?
Yeda: ...
3) Qual a sua opinião sobre os debates do segundo turno? O excesso de discussões sobre o Banrisul e a Ford não acaba por esvaziar o interesse das pessoas para, assim, evitar assuntos que demarcariam melhor suas diferenças em relação a Olívio Dutra e manter sua posição nas pesquisas?
Yeda: ...
4) O PT vendeu a tese de que o povo gaúcho é contra a privatização do Banrisul e a sua campanha comprou-a prontamente, mesmo indo contra o histórico do seu partido. A senhora não considera a possibilidade de que muitos gaúchos - talvez a maioria - sejam a favor da privatização?
Yeda: ...
5) Caso o Banrisul fosse mesmo privatizado – seja pela senhora ou por Olívio Dutra –, como o Estado faria para honrar a folha de pagamentos do décimo-terceiro ao funcionalismo público, por exemplo? De onde sairia o dinheiro?
Yeda: ...
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A Nova Corja NÃO entrevista Olívio Dutra
Enviamos na quinta-feira passada 11 perguntas ao candidato Olívio Dutra. Infelizmente, não foram respondidas até a manhã desta sexta-feira, mais de uma semana depois. Assim, publicamos apenas a metade da entrevista que é composta pelas perguntas. Essa metade fica em aberto para o caso do Galo Missioneiro conseguir a virada e se eleger governador. A seguir, publicaremos a não entrevista de Yeda Crusius.
1) O senhor tem se mostrado contrário ao projeto de florestamento na metade sul do Estado. Admtindo-se que tem razão, qual seria a alternativa ao florestamento? O senhor poderia citar alguma idéia concreta para substituir esse projeto?
Olívio: ...
2) O senhor defende o Banrisul, mas a única utilidade aparente do banco do Estado é fazer empréstimos ao governo para pagar o 13º salário dos servidores e patrocinar o Grêmio e o Internacional. De fato, o Banrisul é considerado um péssimo banco, basta perguntar nas ruas. Será que a maioria dos gaúchos não apóia a privatização? Por que não privatizá-lo, afinal?
Olívio: ...
3) Por falar na questão dos empréstimos, o senhor pretende continuar usando essa tática? Qual será o método de seu eventual governo para equilibrar as contas do Estado?
Olívio: ...
4) O PT colocou a privatização do Banrisul no centro do debate neste segundo turno e o PSDB responde com o caso Ford. Isso não acaba por relegar a segundo plano a discussão das diferenças concretas entre as duas propostas e afastar o interesse do eleitor na campanha?
Olívio: ...
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Só consegui chegar em casa agora, então começo um live blogging bem pela metade. Trata-se do debate mais importante do segundo turno no Rio Grande do Sul, Olívio Dutra versus Yeda Crusius. O debate ganhou outra dimensão ao longo do dia de hoje depois da divulgação da pesquisa Voto/Methodus, que indica que a diferença entre os dois candidatos caiu em mais de 25%. A disputa será emocionante nestes últimos três dias de campanha. Mesmo atrasado (perdi um bloco inteiro) e sem os comentários dos outros colegas, começo este live bloging:
23h02min: enquanto eu entrava em casa e colocava a cerveja na geladeira, ouvi a briga sobre a política de segurança. Yeda disse que associar o PSDB ao PCC (por casa do governo Alckmin) é "forçar a barra". Outra coisa que meu ouvido conseguia captar lá da cozinha sem parar era a voz mala do Lasier dizendo "tempo, candidato, tempo, tempo...". MALA.
23h06min. "Essa é uma falácia, dona Yeda", falando da irrigação para o campo. Yeda diz que o PT não quer irrigação. O chato de morar no RS é ter que aguentar mais da metade dos debates centrados no campo. Para um porto-alegrense, isso fica bem chato. Mas ok, é justo. Vamos lá.
23h13min: "Eu vou contar o que eu fiz no caso do Polão!" Yeda ameaça abrir o jogo. Ela afirma que recebeu três projetos diferentes, na verdade não aprovou nenhum. Na verdade optou pelo menos ruim. Muito mal explicado. Para quem é de fora: o Polão é um sistema de estradas na região metropolitana que aumentaria a quantidade de pedágios.
23h15min: Finalmente a Ford entra no debate! A perda da fábrica da Ford é a questão política mais importante no Rio Grande do Sul nos útimos 20 e nos próximos 20 anos. Yeda diz que não votou a tal emenda na congresso que ajudaria a Ford a sair do RS e ir pra Bahia. "A senhora votou a favor das oligarquias da Bahia! Nós estávamos CHINCHANDO a Ford pra ela ficar aqui." Olívio impagável.
23h18min: "Nós queremos a Toyota!", acredite, frase de Olívio Dutra.
23h23min: "Queremos metas com indicadores de resultado". Precisa dizer de quem é a frase? Ela estava falando sobre educação, agricultura ou saúde? A frase serve pra todos.
23h26min: Lasier entra no clima terrorismo que deve tomar conta dos próximos três dias aqui na província: COMEÇAMOS MAIS UM BLOCO, SUA ÚLTIMA CHANCE DE DEFINIR O SEU VOTO.
23h28min: Yeda parte pra cima: "Que oportunismo, candidato!". A conversa é sobre aumento de impostos. A Nova Corja simplifica para o leitor: Olívio tentou aumentar impostos. Yeda e seu partido aprovaram o aumento de impostos no governo Rigotto. TODOS OS POLÍTICOS SÃO A FAVOR DO AUMENTO DE IMPOSTOS. De nada.
23h31min: "Esse seu economês o povo não entende", afirma Olívio. Se dependesse o "papo que o povo entende", esse país tava perdido, Olívio.
23h35min: Há uma mulher (que não quer ser identificada) ao meu lado, e ela faz uma análise sobre o cabelo de Yeda. Diz ela que, no primeiro debate, o cabelo de Yeda parecia o de uma AVE DE RAPINA. Agora está menos armado, não chama a atenção. Pelo menos em alguma coisa a desastrosa equipe de marqueting de Yeda acertou.
23h41min: Sobre a Aracruz e as empresas de florestamento, Olívio diz que quer uma relação HOLÍSTICA com a natureza. Que lindo. Um comunista hippie.
23h47min: Laiser anuncia o último bloco. Po, eu tava recém aquecendo. E vamos para as considerações finais. Yeda diz que o debate está apelando para a depreciação da pessoa. Agora Olívio: queremos ampliar o protagonismo do povo, e bla bla bla bla.. de sempre.
Acabou meio sem pé nem cabeça. O clima tava quente, mas o Lasier, seguindo a sua vocação de velho corta-clima caretão, acabou com a festa. Uh, fracasso. Mas os próximos dias serão quentes aqui no Rio Grande do Sul. Acompanhe pela Nova Corja, caro leitor, e não perca nenhum detalhe.
2006: Uma Odisséia na Demência
Geraldo Alckmin (PSDB/ SP) declarou há pouco, durante sabatina no jornal Estado de São Paulo, que "sob o ponto de vista ético, nós retrocedemos à idade das pedras, ao invés de se avançar na política, no princípio e em valores". Partindo desse raciocínio, dá para concluir que os tucanos deixaram a presidência com o Metal Ético tinindo em Brasília.
A última pesquisa Voto/Methodus – única que acertou a tendência de crescimento de Yeda Crusius no primeiro turno – , divulgada hoje deixa claro que a omissão nos debates e a fraca campanha da candidata resultaram em mais uma polarização nas eleições para o governo do Rio Grande do Sul. Yeda decerto acreditou no próprio hype das primeiras pesquisas e conseguiu o que era praticamente impossível: ressucitou o PT gaúcho.
Yeda (PSDB) - 49,2%
Olívio (PT) - 43,1%
Não sabem/Não opinaram – 4,0%
Brancos/Nulos – 3,8%
A pesquisa foi feita nos dias 23,24 e 25 de outubro junto a 2200 eleitores de 50 cidades gaúchas. A margem de erro é de 2,3 pontos percentuais. O levantamento está registrado no TRE sob o nº 63.082/2006. Está marcado para hoje à noite debate entre os candidatos na RBS TV depois da novela. Preserve sua sanidade e torça pela afonia de ambos.
Uma fonte que evidentemente prefere se manter no anonimato jura que o candidato a vice-governador de Yeda Crusius, o pefelista Paulo Feijó, teria afirmado em uma roda de bate-papo com seus pares no Instituto de Estudos Empresariais, no dia 26 de junho, que teria sido convidado a compor a chapa apenas por seus contatos no meio empresarial (amigo empresário = doação para a campanha). Teria dito ainda que a Yeda não é capaz de organizar nem o orçamento da própria casa.
A assessoria de imprensa de Feijó nega veementemente essa informação, muito embora não tenha interrompido a ligação para perguntar ao candidato se era ou não verdade:
— Isso é calúnia, fuxico. Feijó entrou na candidatura porque acredita na competência de Yeda. Ele é um administrador respeitado, não colocaria seu nome em risco.
Nas eleições para o governo do Rio Grande do Sul em 1998, a Frente Popular (chapa do então candidato Olívio Dutra) pediu a apreensão da edição de 25 de outubro do jornal Zero Hora. A medida foi interposta pela Justiça Eleitoral porque na capa da edição do mesmo dia da eleição, foi publicada uma nota assinada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB/ SP).
Nela, havia um pedido para que eleitores votassem no candidato à reeleição, Antônio Britto (PMDB/ RS), porque ele era amigo do presidente e isto garantiria o ingresso de mais verbas federais no estado. A nota previa um péssimo futuro se o oposicionista Olívio ganhasse o pleito. O texto tinha o seguinte trecho grifado "Eu serei sempre partidário daquilo que for bom para o Rio Grande, mas farei com maior facilidade se o governador for Antônio Britto". Olívio venceu a eleição por uma diferença de 50 mil votos.
Agora, em 2006, o PT gaúcho não só resolveu colar a imagem do Bigode a Lula, como também tem usado as inserções e o horário eleitoral para praticar um recurso parecido. Usando a mesma tática da campanha de Geraldo Alckmin, não é Olívio quem aparece na tela para fazer acusações contra o PSDB. O marketing petista tem usado atores para alertar aos gaúchos que “os problemas econômicos do Estado só serão resolvidos com um governo em sintonia com a presidência, o que facilitaria o diálogo”. Esse terrorismo eleitoral tem acontecido na campanha de Lula, mas o diretório gaúcho resolveu utilizar essa tática depois de ver que o presidente decolou nas pesquisas e esmigalhou Alckmin nos debates. Mais uma vez, o PT deixa claro que é da mesma laia que os outros partidos. Torpeza geral.
Yeda Crusius (PSDB/ RS) cancelou diversos compromissos com a imprensa durante o segundo turno. Faltou em cima da hora a debates e entrevistas que só trariam benfícios à sua candidatura. Ontem, desistiu em cima da hora da ir a um debate com Olívio Dutra na Rádio Gaúcha. O petista teve campo livre para falar por duas horas.
Ricardo Duarte/ ZH

Os eleitores conhecem a Maldição da Cadeira Vazia
A tucana alegou, mais uma vez, problemas de saúde: estaria afônica. Entretanto, discursou na sede do PMDB por 15 minutos à noite. As ausências de Yeda podem ser mesmo por causa do desgaste da campanha, mas passa ao eleitor a mesma sensação de prepotência que marcou o primeiro turno presidencial. A insistência de Lula em não debater – especialmente no debate da Globo – foi o que realmente levou a eleição ao segundo turno. Se agora Yeda acha que a eleição está ganha e só deve satisfação a seus aliados e não aos eleitores, dá uma amostra do que acontecerá quando estiver no Palácio Piratini.
Debates e entrevistas que Yeda cancelou
Gaúcha Repórter (Rádio Gaúcha)
Confirmou, depois desmarcou, voltou a confirmar e desmarcou novamente, minutos antes do programa de ontem.
Polêmica (Rádio Gaúcha)
O debate estava agendado para o dia 18. Yeda cancelou no dia 11, durante a reunião que trataria das regras.
Gaúcha Hoje (Rádio Gaúcha)
Olívio deu entrevista no dia 9. Yeda falaria no dia 10, mas adiou para o dia 13 e não compareceu.
Programa Linha Aberta (Rádio Farroupilha)
Olívio concedeu entrevista no dia 11, às 17h30min. Ela deveria entrar no programa às 18h do mesmo dia. Cancelou a participação, marcou para o dia 17 e também não compareceu.
ClicRBS
Yeda não participou da entrevista marcada para o dia 18.
TV Bandeirantes
Não foi à entrevista ontem, às 19h.
Rádio Ipanema
Olívio falou no dia 11. Yeda tinha entrevista no dia 17, mas não foi.
Rádio Guaíba
Cancelou a entrevista de ontem.
Em qual candidato vocês depositarão seu voto para governador de São Paulo, Lula ou Alckmin?
Banrisul financiou Paulo Maluf
Entre todos os argumentos usados e gritados por petistas e tucanos a respeito da função pública do Banrisul, até agora não ouvi de nenhum lado o fato de que o banco estatal doou R$ 5,51 à campanha de Paulo Maluf ao governo de São Paulo em 2002 – durante o governo Olívio Dutra (PT/ RS). Caso alguém queira averiguar os detalhes, o CGC é 92.702.067-96.
Estamos eu (Brust) e o Rodrigo assistindo ao debate entre os presidenciáveis na Record. Depois de algumas cervejas e poucas palavras, decidimos não fazer um live blogging como em outros debates. Até porque ninguém aguenta mais essa coisa de sempre. Aliás, o Lula começou a sua primeira fala mais ou menos nesse espírito: disse que este já deve ser o décimo debate de que participa desde que disputa a presidência (pena que, no mais importante, ele não foi). Bem, quem quiser acompanhar, vamos lá. Live blogging mais ou menos começando agora.
22h35min: Lula começa dizendo que o candidato tucano evitou 69 CPIs no governo de São Paulo. Que Alckmin não curte um 69, isso ninguém tem dúvida (piada medíocre, avisei que o live blogging seria mais ou menos).
22h39min: Lula diz que ninguém provou nada contra Jefferson. Quem diria, Roberto Jefferson ainda é assunto. Por aqui, o Rodrigo se diverte brincando com o gato, alheio ao debate.
22h40min: Alckmin diz que Lula criou o "Bolsa Banqueiro". Ele tá ficando bom nesse tipo de piada. Lula devolve: "estranho que o banqueiros todos votam no Alckmin". Geraldo chuta de volta: "Lula gosta de ironia. O Brasil tá como carangueijo: andando de lado".
22h45min: Lula se embanana todo. Confunde cego com pobre: "Temos o projeto cão-guia, para deficientes. Antes, pobre não entrava no Planalto. Agora o pobre, se tiver cego, entra no Planalto com cão-guia". O Rodrigo grita aqui: "chama o Jatobá!"
22h51min: Alckmin faz uma lista patética: vou cortar impostos, vou isso, vou aquilo, e vou dar emprego para o seu filho. Lamentável. O amigo Marcus Becker, que acompanha o debate aqui com a gente, define: "Flanders!".
23h: Alckmin revela que José Alencar está cogitando a possibilidade de instalar uma empresa na China. A conferir. Vindo do Zé Alencar, não é de se duvidar.
23h06min: Lula ri, tira onda. "Ô Auquimin... Auquimin...".
23h09min: Auquimin fala em educação. Cristóvão deve estar delirando, sonhando com a "revolução doce". Em seguida diz que a política federal para educação em São Paulo é ineficiente. Aqui, Rodrigo protesta: "Porra, só falam em São Paulo". Lembro agora da piada recorrente ao longo da semana: "Diz que o Alckmin quer botar o MINHOCÃO dele no RODOANEL do Lula".
23h17min: O papo agora é saúde e o bicho pega. Alckmin cita o desastre da saúde no RJ e Lula devolve, sem citar nomes, detonando Garotinho, que apoiou Alckmin. Risos na platéia. Lula, de fato, está exagerando na ironia. Nós da Nova Corja adoramos ironia. Em frente!
23h24min: Começa o terceiro bloco com perguntas dos "jornalistas" da Rede Record. A primeira a perguntar é uma bonitinha, gaguejou, mas perguntou. Não reparei na pergunta. Rodrigo diz que ela perguntou "o que o senhor acha de Alckmin como pessoa pública?". Lula diz que teve grande relações com tucanos, mas ultimamente eles anda meio "nervosos".
23h29min: Começam os aplausos! Tava demorando. Debate em São Paulo tem que ter a chinelagem das palmas, gritos, etc. A jornalista bonitinha de antes volta a perguntar. Pede para Alckmin dizer qual seu principal defeito como homem público. Que amor, só falta ela perguntar qual o prato preferido dele. Ele enrola e não responde. A próxima pergunta deve vir de Monique Evans, para o programa TV FAMA.
23h35min: Bob Fernandes, do excelente Terra Magazine, pergunta sobre as tentativas do governo do PT de amordaçar a imprensa. Lula continua irônico. Diz que o problema no Brasil é que um canal de TV fica com o pai, a estação de rádio fica com o filho, e famílias inteiras comandam as comunicações. E emenda: "quando eu era candidato não tinha debate, agora tá cheio". Segue: "os meios de comunicação abusam! Não é democratização". Lula quer, ele mesmo, "democratizar" os meios de comunicação. Que meda.
23h46min: Alckmin diz que o preço da comida vai aumentar depois da eleição. Lula, supersticioso, bate três vezes na madeira da bancada. Demagogo, emenda: "Por favor, não torça para os preços crescerem. Deixa o pobre comer fié mignon!".
23h49min: O Rio Grande entra no debate! Finalmente. Não com muito efeito, é verdade. Alckmin critica a política agrícola do governo e Lula responde: "no Rio Grande do Sul tivemos uma imensa estiagem, e criamos o seguro agrícola". Alckmin garante que não tem seguro nenhum. Aqui, Rodrigo faz justiça: o seguro agrícola foi criado, no Estado, pelo bigode.
23h51min: Lula: "na pergunta, a perguntadora disse que..."
00h01min: Aerolula entra no debate. Lula diz que "Alckmin vendeu usavião do Estado de São Paulo". Diz que Alckmin quer privatizar até o Aerolula! Genial.
0h13min: O populismo de Lula não tem limites, mas funciona incrivelmente. Alckmin pergunta sobre o Nordeste e Lula larga essa: "você não sabe o que é comer café com farinha. Eu sei o que é um retirante da seca vir pra São Paulo". Alckmin ouve com aquela cara de bundinha de sempre. Game over. Não há o que fazer.
Desisto. Passei as últimas três semanas me confrontando com o dilema: votar em Lula ou não? Uma dúvida que, certamente, deve estar sendo compartilhada por muitos eleitores que se consideram de esquerda, que sempre votaram na esquerda e que sempre rechaçaram o tipo de política representada pelo PSDB e, principalmente, pelo PFL. Fui tendencioso, confesso. Todos os meus esforços mentais foram para me convencer de que, sim, era possível, mais uma vez votar em Lula. O argumento mais forte: a roubalheira sempre existiu e vai continuar existindo – talvez pior – com os tucanos e com o PFL no poder. E o povo foi mais beneficiado com o governo Lula. De fato, as políticas públicas do governo petista me pareceram – e em muitos casos isso é comprovado por números isentos – mais eficientes que as do governo anterior. São visíveis os avanços do país no que diz respeito à redução das desigualdades sociais, além das quantidades de dinheiro aplicados em setores como educação e proteção social serem proporcionalmente muito superiores às do governo Fernando Henrique. Sendo pragmático, fica fácil votar em Lula.
Mas a questão é um pouco mais complicada. Existem sacrifícios que devem ser feitos em nome do futuro do país, em nome de uma política minimamente ética que será herdada por nossos netos. E, senhores, este sacrifício, para o povo brasileiro, significa ser governado durante quatro anos pelo PSDB e pelo PFL.
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Mauro Vieira/ZH

Melhor legenda: "Ao lado de Yeda, José Serra, governador eleito de São Paulo, se sobressaltou ao se chocar a um cavalo de plástico diante de uma loja de agropecuária em Canoas".

O saguão do aeroporto Salgado Filho estava cheio de jovens com adesivos de Yeda Crusius e Geraldo Alckmin grudados ao corpo. A militância petebista – partido que compôs a chapa de Germano Rigotto (PMDB) indicando a candidata a vice – compareceu em peso. Procurei, mas não encontrei Roberto Jefferson. Aglomerado é o termo mais adequado para nominar as pessoas que esperavam a saída de Alckmin da Sala de Imprensa. Pobres jornalistas. Seguranças fazem um corredor de isolamento para conter uma turba enfurecida que eles imaginam existir. Por alto, pouco mais de 100 militantes esperavam os candidatos dentro do hall.
Ser um jornalista periférico tem suas vantagens. Como não preciso prestar contas e declarações a ninguém, dou um passo para trás e observo a cena. A porta é aberta e o governador eleito de São Paulo, José Serra (PSDB) passa de maneira furtiva pelo lado de fora do cordão de isolamento. A um metro de distância de nós, Serra tenta chegar à saída mas é constrangido a dar beijinhos e receber afagos de quem consegue reconhecê-lo.
A entrada de Yeda empolga mais que a de Alckmin a militância multipartidária. A claque os escolta até o palco onde será feito o comício, do outro lado do riacho que divide a avenida: o Pepsi On Stage. Acompanhamos o séquito. Para a vergonha dos repórteres, gritam "Ah, ele é gaúcho" para o Chuchu. Ao passar pela vala, vemos uma bandeira do PT jogada no esgoto e uma mendiga tentando fazer artesanato hippie com latas de alumínio ao lado dela.
No meio do caminho, decido comprar uma cerveja para agüentar a demência iminente. Mas o ambulante não podia abrir o isopor. Aliás, ele nem estava cuidando da banca. De costas para mim, preocupava-se em tirar fotos dos tucanos com sua câmera digital do que atender bem o cliente. Dentro do pavilhão da Pepsi, balões, cartazes, gente querendo colar adesivos em ti e dois balcões de comida da AM/ PM. Por alguma razão, me lembrei do último Rock in Rio. A impressão era que cada um lá dentro empunhava sua própria bandeira, fosse ela do PRONA à Força Sindical.
O locutor do evento diz que o candidato a vice, Paulo Feijó (PFL), iria começar o discurso em cinco minutos. Mas quem apareceu foi o governador reeleito de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB). Apático, falou rápido para se livrar do fardo: "Começa a soprar o vento que vai acordar os adormecidos. É preciso dar um fim definitivo nesse perverso governo Lula". Nada do Feijó. O lucutor aproveita o intervalo e compele as pessoas a cantar de maneira comovente: "Vamos mostrar que a gente sabe o jingle de cor".
"Yeda, todo mundo aqui ficou com inveja da sua música", diz Serra, no início de seu discurso. Tenho o telefone do Chico Santa Rita, caso o paulista queira entoar mantras maneiros contra o PCC. "O Aécio ganhou do PT, eu ganhei do PT e a Yeda também vai ganhar do PT". A massa delira, mas os dois líderes tucanos fazem discursos breves.
Quando chega a vez de Yeda, o pavilhão está ocupado com no máximo 3 mil pessoas. O TIM Festival de 2005 com os Strokes e o Arcade Fire tinha muito menos espaço, mas estava apinhado de gente que pagou caro pelo show. O de ontem era gratuito. Yeda declara que "estamos juntos com o PMDB, PDT e PP". "Vamos mandar o PT para onde ele deveria ir: para casa". Em mais um arroubo do estado mais politizado do país, escuta-se novamente: "Ah, eu sou gaúcho". Ela aproveita para enfatizar que será a primeira governadora gaúcha "apesar de viver um estado machista". Vi até o Mano Changes (PP-RS) e o Gaúcho da Copa no palanque. Mas nada do Feijó.
Por último, Alckmin. "A Yeda pediu pra mim vir aqui. E a parte mais importante da minha vida são as mulheres". Foi a surpresa da noite. Quem organizou a ordem da apresentação cometeu um erro incrível ao deixar Alckmin por último. Clarões começaram a se abrir na platéia. A fuga da manada começou na metade do discurso do tucano e não parou. Vergonhoso. Sobrou até para o Hino Rio-Grandense. Todos se dão as mãos e cantarolam. Aí não dá. Com esse set list tu mata qualquer festa.
Ao menos, descobri o problema: todos falam o tucanês. Um pesadelo para os para jornalistas, pois os tucanos não conseguem discursar nem no mais básico lead de uma matéria. Explicar o porque, quando, onde e como é banal demais. As pessoas já deveriam saber o que eles falam, mas é inútil. Quem concorda não sabe explicar muito bem as razões para votar no PSDB. Mas agora é tarde. E se tu questionares mais um pouco, pronto: surge o Xiita Tucano. Se antigamente os petistas seguravam o bastão da Ética, cumpre agora aos tucanos a obrigação de questionar o caráter de quem faz muitas perguntas sobre o Eduardo Azeredo (PSDB/ MG). No fim das contas, tudo não passa de uma corrida de revezamento. E adivinhe em quem eles vão enfiar o bastão depois que essa eleição acabar.
Mais do que a catequese nos princípios do liberalismo e a melhoria da qualidade gerencial dos participantes do grupo, os líderes do IEE esperam que seus discípulos defendam – permanentemente – a causa em associações de classe, entidades empresariais, sindicatos e, se possível, no próprio governo. “Há muitas lideranças do IEE infiltradas nas entidades, buscando espaço para idéias liberais”, diz o empresário Paulo Afonso Feijó, 47 anos, sócio presidente do Mercador.com, empresa do grupo Telefônica especializada em serviços para o setor de varejo.
Alguém aí já tinha ouvido falar dessa Opus Dei do livre-mercado? Depois a direita diz que a esquerda é paranóica.
O levantamento do Centro de Pesquisa Correio do Povo para o governo do Rio Grande do Sul publicado hoje indica que a tucana Yeda Crusius lidera a preferência dos eleitores, com 59,2% dos votos válidos, mas perdeu 7,4 pontos percentuais. Estes foram transferidos para Olívio Dutra (PT/ RS), que agora tem 40,8%. No levantamento anterior, o ex-governador tinha 33,4%. Considerados apenas os votos válidos, a vantagem de Yeda sobre Olívio, que era de 33,2 pontos percentuais em 11/10, caiu para 18,4 pontos.
Como previsto, as chances de Olívio Dutra no segundo turno se resumiriam a cacifar votos nas prefeituras do interior do Estado. Esses municípios dependem – e muito – do repasse federal e os prefeitos bovinos costumam ser pragmáticos, ainda que antipetistas. Com a queda de Geraldo Alckmin em todas as pesquisas, nada mais conveniente do que Olívio fazer um derradeiro périplo por essas regiões com o carisma do presidente a tiracolo.
Lula participará amanhã de caminhadas nas cidades de Alvorada, Canoas e fará comício em Caxias do Sul – terra do governador-perdedor Germano Rigotto (PMDB/ RS). É a última chance dos petistas, que irão se mobilizar como nunca para voltar à boquinha estadual. Luz amarela na campanha de Yeda: a eleição está em aberto. Basta lembrar o que aconteceu com o Guri Chorão.
O mais interessante a observar, no entanto, é que cada vez mais um presidente tem menos espaço para ser diferente do outro, a não ser que parta para a ruptura. Se Lula mudasse tudo na política econômica, ia passar seu mandato inteiro administrando crise financeira.
Há determinados arroubos voluntaristas que nem um Ciro Gomes seria mais capaz de cometer – não por ética ou responsabilidade gerencial, mas por sobrevivência política.
Resumindo, façam suas apostas em Lula ou em Alckmin, mas não fiquem achando que suas vidas serão vermelhas ou azuis dependendo do vencedor. A não ser que tenham algum emprego garantido pelo candidato, ele não será tão determinante assim para o seu futuro.
Agora foi o Guilherme Fiúza quem se deu conta.

Não vou privatizar nada. Mas o boné é meu e ninguém tasca
Paulo Henrique Amorim publicou a gravação da entrega das fotos do dinheiro a repórteres da Folha, Estadão, O Globo e Jovem Pan. Admitindo-se que o delegado Edmilson Bruno não tenha se disposto a ajudar os tucanos, ou mesmo tenha sido comprado; admitindo-se que os repórteres estavam apenas seguindo as prerrogativas da profissão ao proteger a fonte; a conversa deixa transparecer um problema grave, exposto neste trecho:
Repórter – ... isso só pode sair amanhã na TV (...)
Delegado Edmilson Bruno – Não, tem que sair hoje à noite (...) pode ser no jornal da Globo no primeiro horário, não pode ser à tarde...
Repórter – por exemplo (...)
Delegado Edmilson Bruno –Tem que sair no Jornal Nacional e na Ana Paula Padrão. Isso aí vazou ontem, então tem que fazer hoje de manhã. O que não pode é perder (...) tem que entrar no jornal logo no primeiro horário da noite, não pode já sair no Jornal Hoje.
Os repórteres parecem ter tentado ganhar algum tempo para a apuração, ou mesmo uma edição melhor da reportagem. No entanto, o delegado passa todo o tempo exigindo que seja veiculada no Jornal Nacional. Até aí, estava fazendo o jogo dele. O estranho é que a Globo caiu no jogo dele e inclusive deixou de falar na queda do avião da Gol, para ficar mostrando imagens do dinheiro. Quando as fontes começam a mandar nos repórteres — ou em seus chefes —, algo está errado.
Paulo Henrique Amorim e Carta Capital já criaram uma teoria da conspiração para explicar o caso todo. Provavelmente estão exagerando, embora haja gato de algum tamanho na tuba, se realmente a equipe de marketing de Alckmin chegou antes da Globo à Polícia Federal. Ainda assim, não dá para acreditar em uma orquestração das maiores empresas de mídia contra a candidatura Lula. Provavelmente, é apenas a boa e velha tendência incompetente dos jornalistas a se deixarem levar pelas fontes, como acontece nas CPIs o tempo inteiro, por exemplo. No fundo, há exagero tanto da mídia petista quanto da mídia tucana. A verdade fica em algum lugar aí pelo meio.
A foto do dinheiro rendeu a única peça de campanha boa dos tucanos: um comercial em que aparece um calendário e a frase "faz X dias que Lula não explica a origem do dinheiro". Essa é pesada. Uma coisa é acreditar que Lula não sabia da operação — o que é muito possível. Outra bem diferente é acreditar que ele ainda não saiba a origem do dinheiro, o que é ridículo. Deve ter ficado sabendo cinco minutos depois da prisão, só não quer dizer.
Nada de novo nas pesquisas no Rio Grande do Sul. A próxima edição da revista Voto traz a última delas feita pelo Instituto Methodus – única a acertar na tendência de crescimento de Yeda Crusius (PSDB/ RS) no final do primeiro turno. A tucana se mantém à frente de Olívio Dutra (PT/ RS). De um total de 2.023 pessoas, Yeda aparece com 57,3% das indicações espontâneas, seguida de Olívio Dutra com 32,6%. Os eleitores indecisos representam 6,5%.
Na menção estimulada a candidata Yeda Crusius aparece com 59,1% das intenções de voto, ficando 25,1 pontos percentuais acima de Olívio Dutra, que tem 34,0%. Os números não diferem muito no confronto entre o presidente Lula (PT/ SP) e Geraldo Alckmin (PSDB/ SP) A pesquisa completa pode ser lida aqui.
A parte curiosa da pesquisa fica por conta do quesito “Rejeição com frases para Governador”. Para medir a rejeição dos candidatos os eleitores receberam um cartão com as frases: votaria com certeza; poderia votar; não votaria de modo algum.
Yeda Crusius
Votaria com certeza: 53,5%
Poderia Votar: 18,9%
Não votaria de modo algum: 27,6%
Olivio Dutra
Votaria com certeza: 30,7%
Poderia Votar: 18,4%
Não votaria de modo algum: 50,8%