E lá vamos nós – diz a bruxa no meu episódio preferido do Pica-Pau.
O Brasil, então, é sede da Copa de 2014, tornando 2010 uma competição de importância no máximo relativa. Se ganharmos, ok. Se perdermos, o ufanismo não vai parar de batucar e tocar corneta da mesma maneira. A TV não vai querer perder um centavo de faturamento com desânimo. Nem os patrocinadores, agências de publicidade, CBF, políticos, governo, oposição e o povo, esse amálgama de idiotice.
Uma olimpíada teria grande potencial de atiçar a cretinice geral dada a imbecilidade se espalhar por multimodalidades, permitindo, com umas poucas exceções, que atletas, treinadores e jornalistas sejam igualmente ridículos e fracassados de várias maneiras. Mas, meu Deus, uma Copa do Mundo é perfeita! Nada poderia ser pior para o país, dada a incapacidade crônica da maioria esmagadora de seus habitantes de se comportarem como seres humanos racionais quando o assunto é futebol.
Nos próximos sete anos, por exemplo, não vão deixar em paz a Copa de 50, que já deveria estar enterrada desde 2000 (cinqüenta anos já é mais do que o bastante para se lembrar de um único jogo, não importa o que aconteceu). O Maracanazzo ressurgirá de vez em quando para dar importância a nosso triunfo vindouro e já que não há muitos sobreviventes, certamente veremos aqueles velhinhos de cara manchada contando que estavam na final quando adolescentes e agora pretendem ver a próxima. Vão vesti-los com uma camisa do Brasil, vão intercalar suas imagens com as de Barbosa, Schiafino e Giggia, vão pedir que gritem "Brasil" e balancem uma bandeira. Coitados.
Desde já se pode imaginar que brasileiros podem ser divididos em dois grupos: os que acham uma bobagem gastar esse dinheiro e os que acham que a Copa vai render, sim, benefícios ao país. Ambos os lados vão brandir seus números, vão esgrimir argumentos como personagens de Dumas. O debate tentará ser racional, mas de nada adiantará porque não haverá ninguém mais interessado do que o governo – o atual e o próximo – em promover o que já é certo que será o maior desvio de verbas da história do país, fora o desperdício puro e simples, que também não será pequeno. Para receber um Pan, o Rio deveria ter gasto setecentos milhões. Gastou mais de três bilhões. Agora estamos falando de fazer isso em doze lugares diferentes.
Heverá um pacto de silêncio para as bandalheiras que foram a tônica do futebol nesta década. A Globo é refém da CBF (representante da Fifa), pois agora tem sempre a Record a brigar pelos direitos de transmissão. Ricardo Teixeira é refém da Globo para abafar escândalos. Não pega bem, afinal, o responsável pela organização de uma Copa do Mundo depondo em CPI, tendo que explicar esquemas, trens da alegria e evasão fiscal. Congressistas podem se aproveitar dos dois para tirar alguma casquinha na Copa. Há simplesmente três eleições antes do torneio. E outra no ano do Mundial.
Vejo, por fim, duas semelhanças entre 2014 e 1950.
1 - Em ambos os casos vencemos sem concorrente, o que tira um pouco o brilho. A vistoria altamente macia que a Fifa fez aos estádios mostra que nunca houve alternativa senão atender ao Brasil, que dá, aliás, uma surpreendente prova de força na política do futebol mundial. Quem viu a Europa ser adestrada por Blatter desde o final dos anos 90 deve estar se perguntando o que houve.
2 - Em 1950, a Copa foi planejada como um evento de afirmação nacional. Agora tentarão fazer a mesma coisa. Governos fazem isso. Soviéticos fizeram em Moscou. Espanhóis fizeram em Barcelona. Chineses planejam fazer em Pequim. Um grande evento esportivo não raro é visto como o momento em que um país se afirma como potência. Aqui não vai ser diferente. O Brasil é jeca. A tentação de ter os olhos de três quartos mundo virados para cá vai ser irresistível. É a minha esperança. Vamos desviar, fraudar, amaciar, criar o caos, fazer os estrangeiros de bobo, explorar os turistas, assaltar o turistas, fazer feio mesmo. Que tudo mostre o que o Brasil, além dos estereótipos, é cotidianamente um fracasso. De repente nos esquecem de vez.
Alexandre Rodrigues

É hoje. Mantenham-se em casa. Não entrem em pânico. Tranquem portas e janelas. Estoquem comida.
Ao menos para a Fifa, o Brasil já venceu a árdua luta contra seu próprio despreparo e será escolhido para sediar a Copa de 2014. Demência, claro. Um país em que se adultera LEITE não pode sediar nem torneio de pife.
É óbvio que, conforme a decisão se aproxima, os jornalistas que antes criticavam agora começam a ver o outro lado. "Eu era contra, mas agora vejo aspectos positivos". Puro medo de ficar na contramão do furor nacional. Quando faltar um semestre para o início da Copa, já terão esquecido todos os argumentos desfavoráveis e estarão apresentando, comentando e escrevendo enrolados numa bandeira e saracoteando um pandeiro.
Livrai-nos do mal, $enhor.
A imagem espetacular foi surrupiada sem nenhuma satisfação do blog do Hilton, incansável gênio que sempre nos brinda com sua nobre arte do fogo alto.
Saudações,
Douglas Ceconello.

A farsa está oficializada. Na manhã desta terça-feira, na Suíça, o lamentável Ricardo Teixeira entregou a Joseph Blatter a proposta do Brasil para sediar a Copa de 2014, período em que virarei flanela e só aceitarei receber em dinheiro além-mar.
A situação é tão ridícula que apenas o Brasil concorre. Como ou o Brasil ganha ou não haverá tempo para planejar a Copa direito, fica fácil de imaginar o resultado. Neste exato momento, donos de empreiteiras espocam champanhas em salas com sofás de couro e mulatas dançam sobre as mesas de madeira nobre, sapateando sobre contratos superfaturados.
Falência do bom senso, eis o nome da Copa no Brasil. Inicialmente orçada em 100 bilhões de reais, em novembro de 2013 descobriremos que houve um certo equívoco. Na verdade, foram necessários TREZENTOS TRILHÕES DE EUROS para construir uns estádios, providenciar algumas avenidas e esconder os pobres bem longe dos superastros do futebol.
Ao todo, 18 cidades foram pré-selecionadas, mas apenas 10 ou 12 serão escolhidas como sedes. Em quatro delas, teríamos estádios novos, dentre os quais a Arena Zagallo, em Alagoas, e o Estádio Estrela dos Reis Magos, em Natal. Sim, é sério.
Pelo menos desta vez nossos campeões não terão problemas na alfândega.
Consternado,
Douglas Ceconello.
Não. Esqueçam. Não sou pautado pela mídia impressa. As próximas linhas não serão sobre o Grêmio. Tentarei pô-los a par do ascenso na Argentina. Isto, é claro, antes que algum de vocês retome a nossa velha rivalidade porto-alegrense.
O sábado chuvoso e frio me fez ficar sonolento. Nada melhor que ficar na cama. Ou voltar a este espaço concedido com carinho pelos amigos para que eu me manifeste sobre o esporte das massas e das paellas, parrilladas, feijoadas, buchadas de bode...
Ainda pela manhã, Grandes Momentos do Esporte (um bom programa da TV Cultura que se perde às vezes) resgatava a campanha da seleção na Copa de 82.
E como choram, pelo amor de deus. A figura mais sensata aparenta ser Éder que identifica, e muito bem, um certo distanciamento do campeonato. Já não importava muito a copa, o importante era ser estrela para todo o mundo ver.
Particularmente, acho que foi uma seleção superestimada - e que continua sendo até hoje - com jogadores abaixo da média. Ninguém vai conseguir me convencer que Cerezo e Serginho 'Chulapa' tinham qualidades para serem considerados bons jogadores. Entre Dinamite, Careca, Nunes e Baltazar já temos quatro centroavantes melhores que o titular. Segundo me consta, Careca estava machucado, mas isso é o que menos importa, ainda estavam três e acho que o Dinamite estava na España.
Como é bom ter um ídolo
Um ídolo de verdade, é claro. Nada de Beckham ou Ballack, etc... MARADOOO!!!
Depois de ter copiado descaradamente o maior gol da história dos mundiais - o de Diego contra a Inglaterra em 86, passando por seis e correndo uns 60 metros - Lionel Messi repete o gol menos, digamos, honesto da mesma partida, o de 'La Mano de Dios'.
Foi no clásico da Catalunya deste sábado entre Barcelona e Espanyol. Um cruzamento e uma mão adiante marcam mais um gol nos gramados do mundo.
O guri ainda não fez nada de muito glorioso, mas só de seguir os passos de um ídolo destes, vai pelo bom caminho.
Entonces, a la Segunda!
Voltando às explicações preliminares, Olimpo de Bahía Blanca volta ao nível máximo da AFA por ter sido ganhador de Apertura e de Clausura sendo, portanto, o grande campeón da temporada.
Pelo segundo ascenso, brigam os dois de melhor campanha durante o ano todo depois do Olimpo. O perdedor ainda terá mais uma chance, ao confrontar o 18º de pior campanha do promedio na Primera, Nueva Chicago, de momento.
Huracán 1-0 San Martín de San Juan
Assim Huracán e San Martín de San Juan começaram a se matar neste sábado em Parque Patrícios. Vantagem inicial para o Globo da Capital Federal, 1-0, gol aos 3' da 2a. parte de Milano de falta. Mas isso não quer dizer muita coisa já que eles perderam três ascensos nos últimos dois anos.
A volta se jogará no próximo sábado, em San Juan, que anda vivendo disturbios vários por ocasião das eleições locais que estão por vir e que estão dando dor de cabeça para a justiça eleitoral local. Mas como aqui não é Nova Corja, passemos para o próximo ponto.
O Reducido
Além destes, os quatro de melhor campanha na seqüência jogam o Reducido, um micro-torneio que parte das semis. O campeão deste torneio encara o 17º de pior campanha da Primera, hoje o Godoy Cruz de Mendoza.
Neste sábado ocorreram as partidas de volta das semis.
Tigre 1-0 Chacarita
O Monumental de Victoria foi uma festa só que foi passando a nervosismo a medida que o tempo se esvaía e o gol não surgia. 15 mil pessoas deixaram a curva da popular bem bonita, colorida de azul y rojo. Um gol mínimo e suficiente para a classificação era tudo o que queria a vizinhança de Tigre, San Fernando, arredores e mais além.
Modo Nostalgia On, Diego Cagna faz uma bela campanha de apresentação como treinador depois da vitoriosa carreira, notadamente no Boca. Fui prestigiar a estréia dele contra San Martín de San Juan, no já distante janeiro das já saudosas férias. Naquele 0-0, estavam dois dos que lutam agora para subir a Primera.
Modo Nostalgia Off, na partida de hoje o gol da classificação saiu de uma falta desviada no meio do caminho, aos 40' do 2o. tempo.
Grande Tigre que mais uma vez eliminou os mais odiados do Chaca. Não sei do histórico, mas já percebi que o Funebrero é o mais odiado de toda Gran Buenos Aires.
Atl. Rafaela 2-2 Platense
Atlético Rafaela e Platense empataram a 2. Gols de Villalba (22´-1ª.) e Faurlin (5´-2ª.) para La Crema, que jogava de local no seu estádio tosco mas lotado. A festa estava próxima, a classificação se acariciava com os dedos frios grudados no alambrado, a derrota por 1-0 na ida estava quase ultrapassada.
Mas o Tense mostra que se regenerou da sua quebra e consequente descida até a 3a. divisão. A falta de 10 minutos, reagiu e empatou com Puertas (37´-2ª.) e Del Campo, contra (40´-2ª.).
Agora vem a final do reducido entre Tigre-Platense programada para a 4a. mas que pode sofrer alteração dado que envolverá uma das maiores rivalidades da Gran Buenos Aires.
É possível que se jogue como foi contra Chacarita. Apenas os locais foram a ambas partidas. Só Funebrero em San Martín, só Matador em Victoria.
E deverá ser assim mais uma vez. Só Calamar em Vicente López, só Matador em Victoria.
Emoçoes a flor da pele ao norte da capital federal.
Saúdos, Vitor VEC
P.S.: E enquanto Romário marcava 1001 e 1.002 no Galatto, Impedimento já salta na frente e completa 1.004!
PELÉ, PODE ESPERAR. A TUA HORA VAI CHEGAR!
IMPEDIMENTO, RUMO AOS 1.259!
O Brasil pretende sediar a Copa do Mundo de 2014. É possível, até porque o torneio de 2006, na Alemanha, não deve servir de parâmetro. Mas eu quero o Mundial bem longe daqui.
E, vejam só, a Colômbia também quer receber a Copa. Então, certamente Maradona será uma das personas mais felizes. Minha aposta é que nem brasileiros nem colombianos terão sucesso. Na última hora, o Canadá aparecerá e levará o prêmio.
Eu quero a Copa do Mundo longe daqui por alguns aspectos. Não pretendo ver Ricardo teixeira ainda mais rico do que está. Não quero perder meu tempo acompanhando dezenas de CPIs criadas nos anos seguintes para investigar irregularidades no uso das verbas. E não quero passar uns cinco anos perdendo meu tempo com o Mundial quando, todos sabem, o que interessa são os clubes.
Mas é possível o Brasil sediar a Copa. A Alemanha não organizou um Mundial de futebol, ela apenas teve a chance de mostrar ao planeta sua pujança econômica e expor diversos robozinhos detectores de bombas. Com ajustes - drásticos, diga-se - na área de transportes, hospedagem e um processo de melhoramento do turismo sexual, podemos garantir o evento.
Algo que vem me incomodando profundamente é essa história de construir novos estádios. Não há discernimento algum em tal proposta. Imaginem nove novos estádios erigidos no país. Então, se joga a Copa, a Itália faz uma retranca e vence, e as modernas arenas servirão para recolher um quilo de comida ou receber meias furadas na Campanha do Agasalho. Sem falar na relação poder público/empreiteiras, na qual não me estendo por motivos de segurança.
É claro que ninguém conseguirá disfarçar o fato de estar rodeado de miséria, mas não vejo problemas em usar os estádios atuais. Morumbi, Mineirão, Maracanã, Beira-Rio, Olímpico e Arena da Baixada são complexos capazes de abrigar um jogo de Copa, desde que passem por reformas. Repito, não será a Alemanha, até porque é absurdo pretender transformar o Brasil na Europa pelo simples fato de receber uma Copa do Mundo.
Aí vem o problema das praças que serão escolhidas para sediar os jogos. É claro que teremos três quartos da competição jogados no nordeste, para que os europeus matem saudades da chegada em 1500 e possam comercializar mulheres, despachando para a Albânia direto do porto de Recife.
Ainda há o inconveniente "estigma brasileiro". Imaginem a delegação da Argentina chegando atrasada para disputar a semifinal no Maracanã porque um cavalo empacou a dois quilômetros do estádio e o carroceiro, bêbado demais, não consegue fazer o bicho andar. Ou então uma enchente em São Paulo, afundando o ônibus da Itália e Totti sendo resgatado por um helicóptero. E a cobertura da Globo, com Abel Neto: "nesse momento, vemos Gilardino sendo levado pela correnteza. Seu contrato com o Milan iria até o fim de 2016".
Nenhum sentido.
Como disse, é possível sediar essa putaria mercadológia, mas, ainda assim, será no modo Brasil-sil-sil.
Bom mesmo era a Copa Sul-Minas.
Saudações,
Douglas Ceconello.
Minuto a minuto. Mas nem tanto:
Fim da nossa transmissão.
Saúdos, Vitor VEC
Fim de jogo: Galvão impede o repórter Tino Marcos de fazer o seu trabalho à beira do gramado pra não mostrar a tosquice que seus conterrâneos estão fazendo na Suécia e chama o intervalo comercial.
47': FINAL DE PARTIDA: BRASIL 2-1 ECUADOR.
46': Mais um tosco invade o gramado com a '10' do Barça de Ronaldinho. O único comentário, irrelevante, de Gavião é: Tomara que não seja brasileiro. Galvão deve ser nazi.
45': Mais uma troca no Brasil: sai Elano, entra Mineiro. O juiz manda que se jogue por mais dois minutos.
43': Gomes participa pela primeira vez na partida. Agarra uma bola tranquila.
41': Aparentemente os suecos do Rasunda são gremistas. Ouço nitidamente um "ATIREI O PAU NO INTER. E MANDEI..." vindo de Estocolmo.
39': Falta em Kaka na meia-lua. Ronaldinho se apresenta e mete no travessão. Corner, o goleiro tira de soco. Novo corner. Daniel Alves se mostra um substituto à altura de Maicon e mete uma das rocas mais toscas que eu vi na vida.
Alguns dos últimos minutos foram perdidos porque deu um 'internal server'. Lamentavel! Bueno, Rafael 'Visite Erechim' Sóbis entrou no lugar de Fred deve ser destacado deste período.
34': Finalmente sai um amarelo po Robinho que já merecia ter sido expulso. Seu Coelho explica que foi merecido. Galvão não consegue ver onde foi falta.
28': GOOOOOOOOOL DO BRASIL!!!!! A bola de Kaka explode no poste esquerdo de Mora e não sai da área ecuatoriana. Ronaldinho larga no meio da área diz pro Kaka: Faz!. BRASIL 2-1.
26': Nova demonstração de como ciscar. A bola vai de um lado a outro sem que nada acontece até que alguém resolve perder a bola. Logo na sequência, Lúcio pega a bola lá na defesa e parte pra cima pra mostrar pros pauli-cariocas como é que se faz.
24': Troca o Brasil: Dunga está nos acompanhando no banco do Rasunda através de seu note-book. Sai Maicon, entra Daniel Alves.
22': Maicon finalmente faz algo de útil. Uma bomba que defende Mora. É canto.
20': No contra-ataque, Kaka chuta e acerta Espinoza lá mesmo onde tu tá pensando. No corner, Ronaldinho cobra, a zaga afasta. Novo cruzamento nas mãos do goleiro.
19': Ecuador chega na área do Brasil pela primeira vez no 2o, tempo, sem consequencias.
18': Troca o Ecuador. Sai o '9' Borja, o homem do gol. Entra Zura.
17': Ronaldinho lança na frente pra Fred. O ataque demora demais pra definir e é tiro de gol.
15': Brasil matém a bola sob controle na intermediária ecuatoriana, mas sem objetividade. A bola cruza o gramado várias vezes nos últimos três minutos. Ela é mandada lá, lá mesmo, na direita. Adivinhou de novo. Maicon e bola pela linha de fundo.
12': Mora sai de forma atrapalhada e perde o controle da bola. Kaka vai nela mas a zaga domina.
10': Bola na direita, pro lateral Maicon. Sabe o que aconteceu? Adivinhão!! Na leitura labial se observa Kaka pedindo pra que Robinho não passe mais a bola pro lateral-direito.
9': Corner pro Brasil com Ronaldinho pela direita, a zaga afasta. Rebote de Elano, só se vê "Quem come um, pede BIS!"
5': Ataque do Brasil. Jogada de perigo, que nada. Maicon atrasa pro goleiro.
3': Trama de Maicon e Robinho. Bola no meio pra Kaka, chute longe passa a esquerda do gol.
0': Troca o Brasil: Ronaldinho Gaúcho entra no lugar de Dudu Cearense, o que me é agradável.
Troca o Ecuador: Zaritama entra por Caicedo, que não fez muito mesmo.
SEGUNDA PARTE, daqui pra cima.
48': O juiz medíocre/ruim acaba o primeiro tempo, vou tomar café. Jogo meia-boca, dá pora imaginar. Se assim não fosse, eu não teria reparado tanto nos anúncios ao redor do gramado. Deixo vocês com os nossos patrocinadores na nossa publicidade estática:
RAPADURAS GUIMARÃES; PASTELINA; EL MAESTRO CUBANO e INSANUS.ORG
46': Serão três minutos de acréscimo. Portanto, vamos até 48'.
44': GOOOOOOOOOL DO BRASIL!!!! Fred tabela com o zagueiro e livre marca o gol de empate. BRASIL 1-1.
42': Outro chute na lua de Robinho. Verão vocês que, apesar desta pífia exibição, a estrelinha será elogiada.
39': ELEGÊ brilha nas placas publicitárias. Os donos de vacas de Teutônia devem estar sorrindo de orelha a orelha. A bola é cruzada da esquerda para a direita. Maicon 'fura' gloriosamente.
37': Juizinho safado! Elano entra pela direita forçando e faz falta, o juiz não marca. Na sequencia, ele é derrubado pelo mesmo jogador que ele derrubou. O cara do apito finge que não vê e manda seguir. Era falta do Elano e pronto.
35': Bola de Kaka a Robinho em jogada rápida. Da entrada da área ele chuta. A bola passa ao lado esquerdo do gol.
32': Os andinos sentem a expulsão, pararam de forçar e passam a ver Kaka e cia deixar jogar. Robinho apronta de novo e chuta a sola do '20' do Ecuador. Galvão e cia. se calam.
28': VERMELHO!!! Dudu Cearense agarra e tenta levar Castillo do Ecuador pro motel. Possivelmente o cara diz que não é viado. Dudu insiste e toma uma cotovelada. Castillo ainda é expulso por resistir ao assédio sexual e o atentado ao pudor.
Se eu fosse o juiz, já teria apitado, dava o amarelo ao pederasta e nada disto aconteceria.
25': Os jogadores continuam se estranhando. Mais cartões amarelos, já me perdi. Elano e Gilberto Silva sancionados, não sei quem mais. Os suecos não gostam do que vêem, a locutora do estádio deve estar pedindo para que as espectadoras façam 'top-less' pra animar a partida. De minha parte me agrada quando vejo jogadores se matando por um jogo que não vale muito em status, mas vale a tua honra. A palava 'amistoso' nunca deveria ser usada para um confronto no futebol.
22': GOOOOOOOOOL DE ECUADOR!!!!!! Dudu Cearense faz uma 'sola' na esquerda da defesa. No cruzamento, a defesa pára, o goleiro idem. Resultado, três ecuatorianos invadem sem mistérios a área brasileira. ECUADOR 1-0.
21': A disputa eleitoral/eleitoreira invade o campo. Publicidade mostra ÁLVARO NOVOA VOTA TODO!
18': Falta pro Brasil. Robinho dá uma de besta e explode a bola no lateral-direito ecuatoriano. Uiuiui, pedalada! Levantamento na área. Fred tenta, a defesa afasta.
16': Cruzamento na área verde-amarela, a defesa intercepta mas a bola ainda bate no travessão. No corner, a zaga novamente bate cabeça. Chega Lúcio e dá uma bicão pra longe.
15': Finalmente temos comunicação com o estádio Rasunda de Estocolmo. Até o momento nada muito destacado. Um cartão amarelo pro '8' do Ecuador e dois chutes a gol de Kaka e Robinho sem muito perigo.

Resta uma ínfima fatia de tempo.
Já havia publicado uma seleção prévia antes das semifinais e nada de muito substancial foi modificado. O melhor da Copa foi Cannavaro, apesar de Zidane ter sido o escolhido pela Fifa.
E lá vai, no 4-4-2.
Goleiro
Buffon - Antes da final, estava em dúvida sobre escolher ele ou Lehmann, que também fez uma Copa sensacional. Aquelas duas defesas na decisão e a atuação na semifinal garantiram seu posto.
Defesa
Miguel - Não fez uma Copa irretocável, mas a posição não apresentou grandes destaques. Joga firme na marcação e apóia com ímpeto.
Cannavaro - O melhor jogador da Copa. Nada menos que fenomenal.
Materazzi - Não pude deixá-lo de fora. Substituiu de forma brilhante Nesta, um dos melhores defensores do mundo. E ainda fez gols decisivos. Cito aqui também Thuram, Ayala e Lúcio.
Lahm - Foi estável em toda a competição. Quando não pôde apoiar bem ao menos não comprometeu. Se não optasse por ele, seria Grosso, decisivo na campanha da Azzurra.
Meio-campo
Frings - Excelente jogador do apenas médio time alemão. Eficiente no combate e bom passador. Vieira também esteve bem, assim como Cambiasso.
Maniche - A grande surpresa individual. Bom passe, movimentação e grande aproveitamento nas conclusões de média e longa distância.
Pirlo - Desempenhou o papel de maestro da Itália, também devido às participações apenas razoáveis de Totti. Bom armador, chutes perigosos e bola parada mortal.
Zidane - Teve uma Copa de bom nível e uma partida de exceção contra o Brasil. Nunca vi alguém jogar com tamanha simplicidade. Bate na bola com nojo. Juro que não escolhi pela cabeçada.
Ataque
Figo - Antes da Copa, eu achava que já era ex-jogador, mas foi um dos principais destaques de Portugal. Também joga fácil.
Klose - O cara foi artilheiro. Com Pirlo, Zidane e Figo não é preciso nenhum prodígio na frente. Mas na verdade é porque nenhum grande atacante apareceu nessa Copa.
Técnico
Felipão - Puta merda, fazer Portugal jogar aquilo deve ter sido extremamente difícil. Menção honrosa a Marcelo Lippi.
Melhor Jogador
Cannavaro - Apesar da Fifa ter eleito Zidane, o zagueiro italiano foi muito superior. O francês fez apresentações razoáveis e uma partida brilhante contra o Brasil. O capitão da azzurra foi impecável em todos os jogos. Mas se eles fazem de tudo para tornar o futebol mais ofensivo, imaginem se escolheriam um defensor como melhor do Mundial. Pfff.
Observações
Não seria nenhum absurdo escalar integralmente a defesa da Itália. Zambrotta fez uma Copa eficiente. Não lembro de um primeiro volante com uma atuação destacada, por isso optei por colocar três jogadores da segunda posição. Nesse time, deixaria Klose no ataque e Figo comporia o meio-campo, já que é difícil achar atacantes que tenham tido um bom desempenho. Talvez aquele centroavante espanhol, o Fernando Torres.
Não posso deixar de citar também Hislop e Sancho (Trinidad e Tobago), Zé Kalanga (Exu!) e João Jamba (Angola), Boruc (Polônia), Isaksson (Suécia), Bobadilla (Paraguai), De la Cruz (Equador), Wanchope - que vai jogar no Rosário Central - e José Porras (Costa Rica), Nedved e Cech (República Checa), Adebayor (Togo), Joe Cole (Inglaterra), Van der Sar (Holanda), e a irmã do Zidane, aquela putinha. shgsj
Golaço
Maxi Rodriguez, contra o México.
Tem futuro
Cristiano Ronaldo - apesar de fazer suas firulas, não fugiu da responsabilidade em nenhum momento. Quando precisava, deixou de frescura e sempre procurou o gol. Claramente superior a Robinho, não que isso seja grande coisa. Acho um baita jogador, e tem apenas 21 anos.
Fiasco
Oialê, Oialê... Alguém já avisou para o pessoal do Pelourinho que o Brasil perdeu a Copa?
Jogo
Alemanha 0 (0) x 0 (2) Itália, esse sim a final antecipada.
Defesa
Buffon contra a Alemanha, no segundo tempo da prorrogação.
Carrinho mais bonito
Todos.
Podia ter ido mais longe
Costa do Marfim
E era isso.
Saudações,
Douglas Ceconello.
No 4-5-1: Buffon; Zambrotta, Thuram, Cannavaro, Grosso; Vieira, Maniche, Pirlo, Zidane, Schweinsteinger; Klose.
Onze reserva, no 3-5-2: Ricardo; Materazzi, Gallas, Ayala; Ribery, Frings, Cambiasso, Figo, Sorín; Crespo, Henry
Como se vê, fui contaminado pela teoria da ocupação massiva do meio-campo, além do que foi difícil encontrar três 'melhores-atacantes-da-copa'. Por pouco não coloquei o recordista absoluto de gols.
E se eu tivesse que votar na escolha da FIFA:
Melhor jogador jovem: Schweinsteinger, fora da lista dos selecionáveis sem explicação aparente já que tem 21 anos e jogou bem mais que o escolhido Podolski.
Melhor goleiro: Buffon
Melhor jogador: Zidane, apesar do papelão na final. Se bem que seria meio injusto premiar o cara que apresentou pro mundo todo o que não fazer dentro dos gramados. Se tivesse de repensar, possivelmente diria Cannavaro.
E era isso, agora tudo entra pra história e 4a.-feira ta todo mundo se voltando ao campeonto nacional, liber e todo resto.
Saúdos, Vitor VEC
P.S.: 10 de julho - Dia Internacional da Pizza. E qualquer semelhança há de ser mera coincidência. De qualquer jeito, hoje é dia de passar no Via Imperatore e de rúcula e tomate seco em cima de uma roda cheia de mussa e molho de tomate.

Tinha que ser a Itália e tinha de ser
com Materazzi
Quando Grosso partiu para cobrar a última penalidade, a Copa já era italiana. O lateral-esquerdo foi o protagonista dos principais momentos da Azzurra na competição. Foi assim contra a Austrália e depois contra a Alemanha. Deveria ser também dele a glória derradeira. Merecida conquista para um time que jogou 3/4 da partida final usando apenas o setor defensivo.
O nome do jogo foi o iluminado e comportado facínora Materazzi. Marcou de cabeça o gol de empate e teve uma atuação segura durante toda a partida. Zidane não gostou e agrediu covardemente o zagueiro, com uma cabeçada violenta no peito. Depois, o substituto de Nesta ainda converteu seu pênalti com a frieza de um especialista.
O primeiro tempo foi de um bom jogo, com a França saindo na frente bem no começo, naquele pênalti meio inventado. A Itália foi em busca do empate e aproveitou a inépcia dos azuis na bola alta. Materazzi empatou com um testaço e quase virou. Luca Toni mandou outra na trave e desperdiçou uma chance com a bola no chão.
Com a saída de Totti, a Itália perdeu qualquer articulação no meio-campo. E o que se viu até o término da prorrogação foi a equipe de Domenech dominando o jogo e apertando os azzurri, apesar de não criar muita coisa. Ficou como naqueles treinos táticos, ataque contra defesa. Quem conhece futebol, pouquinho que seja, vislumbrou os pênaltis, porque a França poderia jogar duas semanas que não superaria a zaga italiana novamente.
Então vieram as penalidades e a justiça prevaleceu. 1934 -1938 - 1982 -2006. Parece que é uma regra: as seleções têm de consquistar o tetra 24 anos após o tricampeonato. E precisa ser nos pênaltis.
Por enquanto, apenas mais uma palavra:
AZZURRA!
Sinceramente feliz,
Douglas Ceconello.
Em algum filme sobre fenômenos sobrenaturais, talvez 'STIGMATA', se mostrava que três horas da tarde era a hora divina. Em contrapartida, três da madrugada era a hora demoníaca. Não sei ainda quais serão as consequências disto. Também, quem se importa?
Até porque será a hora divina daqui, não do fuso horário europeu.
FORZA ITALIA!
Depois de um mês aproximadamente, voltei a visitar a minha grande maconha-maniaca que é o Google Earth. Constatei que América do Sul está muito melhor representada, com fotos de melhor definição em milhares de cidades já que anteriormente era muito limitada a visualização de Sudamerica.
Claramente influenciados pela eterna campanha 'VISITE ERECHIM!', também está google-earthada a grandiosa cidade do norte rio-grandense. Pena que registraram um dia nublado, e o Colosso da Lagoa teve sua visão prejudicada pelas nuvens.
Tô bêbado. Daqui a umas doze horas voltarei.
Saúdos,
Um certo desinteresse fez com que eu acabasse perdendo os dois primeiros gols da Alemanha. Schweinsteiger teve grande atuação, marcando dois e forçando Petit a marcar contra em cobrança de falta.
Foi um jogo aberto e bom de assistir. Como era apenas a disputa do terceiro lugar, as equipes foram para cima, buscando agredir o adversário. É mais agradável ver Portugal jogar, mas a Alemanha mostrou sua solidez defensiva e eficácia no ataque.
No fim, o gol de Nuno Gomes deixou o placar um pouco mais justo, já que os 3 a 0 estavam meio exagerados. Os lusos não conseguiram igualar a campanha do time de Eusébio em 1966, mas fizeram uma grande Copa. Os alemães conquistaram pela terceira vez essa colocação e acabaram em paz com a torcida.
Saudações,
Douglas Ceconello.
Nesse domingo carcamanos lutam pelo tetra e franceses tentam conquistar o bicampeonato. Tentarei provar por que considero a Itália favorita, apesar do confronto ser um dos mais equilibrados das últimas finais.
De começo, vamos à análise dos times:
Goleiros
Indubitável a superioridade italiana nesse quesito. Enquanto o time de Lippi tem a sua meta guardada por Buffon, um dos maiores do mundo e talvez o melhor da Copa, a França conta com o fanfarrão do Barthez que, mesmo não sendo muito exigido no Mundial, quase comprometeu a campanha em alguns momentos.
Defesa
Ambas seleções contam com defesas eficientes, mas penso que o conjunto Zambrotta, Cannavaro, Materazzi e Grosso é superior a Sagnol, Thuram, Gallas e Abidal. Os laterais italianos cresceram durante a competição, constituindo-se em um dos destaques da Azzurra.
Os laterais franceses não tem essa polivalência de saber atacar e defender. Cannavaro é não só um excelente zagueiro como também é o melhor jogador da Copa para este que vos fala. E Materazzi, bom, vem me surpeendendo cada dia mais.
Além de tudo isso, a Itália foi mais agredida que a França no Mundial e sua zaga passou incólume por todos os testes. O único gol que a equipe tomou foi de um zagueiro seu.
Meio
As coisas ficam mais equilibradas. A França conta com Makelele e Vieira na "volância", enquanto a Itália tem Gattuso e Perrota. Vieira está jogando muito, sendo uma boa valvula de escape para a saída de bola.
Os volantes italianos tentam demolir todas as jogadas e liberam os laterais para atacar. Pirlo, que é segundo volante mas vem atuando mais adiantado, está sendo um dos grandes destaques da competição, e Camoranesi é um jogador veloz.
Do outro lado há o também ligeiro Ribery e ninguém menos que Zidane, que pode decidir o jogo em um passe. Malouda ainda não disse a que veio.
Ataque
As duas seleções jogam com apenas um atacante na frente. Henry de um lado, Luca Tony do outro. Malouda e Ribery chegam pelos flancos, auxiliando Henry. Camoranesi, Totti e os laterais tentam criar para Toni.
Mesmo quando escalado no ataque, Totti recua para armar. É um jogador de extrema qualidade e, mesmo pipocando ocasionalmente, pode deixar os companheiros na cara do gol nas horas mais improváveis. Luca Toni, bem, ele tem o dever de segurar os zagueiros e disputar todas as bolas altas. Por isso, geralmente está morrendo aos 20 do primeiro tempo.
Apesar de ser um atleta diferenciado e atacante matador, Henry não rende na seleção o mesmo que no Arsenal. Na posição de centroavante, os franceses levam vantagem, mas as coisas ficam equilibradas quando analisamos quem deve alimentá-los.
Conjunto
Como conjunto, portanto, considero a Itália superior. É uma equipe mais compacta e desempenha um futebol coletivo mais evoluído.O ataque francês não parece ser tão eficiente a ponto de superar a defesa dos azzurri, bem como os defensores de Domenech não são bons o bastante que mesmo o apenas razoável setor ofensivo italiano não possa vencê-los.
Os italianos também levam vantagem se precisarem mudar o jogo usando reservas. Del Piero, Iaquinta, Inzaghi e mesmo Gilardino são superiores às alternativas dos bleu, como Trezeguet, Saha e sei lá mais quem.
Diferencial
Se Zidane estiver inspirado, pode decidir a Copa. Lippi deve colocar Gattuso ou Perrotta fungando no seu cangote para não ser surpreendido. E não adianta apenas marcá-lo, é necessário que o francês não possa nem dominar a bola.
Problema
Entrar como favorita não é com a Itália, pelo menos na época pós-Benito, quando não há bilhetes "vençam ou morram" sendo enviados para o vestiário antes da partida.
Remember 1982
Apesar do linchamento moral imposto pela imprensa e pela sociedade, o caso da manipulação de jogos parece estar incentivando ao extremo Buffon, Lippi, Cannavaro e o resto do elenco. Mais do que isso, o ocorrido garantiu o apoio espiritual de Buschetta, Provenzano, Riina e Capone. Afinal, os azzurri são sua gente, e não apenas por apreciarem um bom moscato.
Argumento definitivo
Além de tudo isso, as italianas são mais gostosas. E francesas tem pêlos no sovaco.
Saudações,
Douglas Ceconello.
Certo, estamos na final. Pois, para efeitos futebolísticos, já é domingo e 1 bilhão de pessoas já se aquecem na expectativa de ver mais uma final, mais uma história que tem seu arremate hoje, domingo, 9 de julho de 2006. Italia e França se encontram e clássico tem o equilíbrio como marca inicial para o ponta-pé de partida.
Elenquei alguns argumentos pró-França e pró-Italia, vamos ver no que vai dar.
Comuns de ambos:
1 - Ambos nunca estiveram atrás no placar durante a copa, o que pode ser um fator de pressão para o que levar o primeiro gol na final, se houver gol, vai se saber isso é positivo ou negativo, e pra quem?
2 - A diferença que faz o hino.
A organização da Copa nitidamente prejudicou a campanha argentina ao editar toscamente a execução do hino no início das partidas. Aconteceu que eles simplesmente desprezaram a parte cantada da obra. Quando Maradona, Riquelme e toda gente se preparava, puxando mais ar dos pulmões, acabava a música, restando nada mais que aplaudir a merda feita pelo Beckenbauer e cia.
E pra quem assistia aqui no Brasil, havia o agravante de que a Globo colocava a tradução da letra no momento em que não se canta, já que só a introdução era executada, e ter de ouvir os comentários corneteiros do pessoal da Globo como "E eles não cantam o hino, Casagrande? Será que existe um clima de discórdia no time dos hermanos?
E ambos têm hinos fortes, decentes. Canta-se com alma encarcada e transbordante de ânimo. Antes de começar o jogo, na hora dos hinos, Italia e França estarão empatadas.
"ALLEZ LES BLEUS!"
1 - Exmplos clássicos recheiam a história do futebol com times que iniciam uma disputa desacreditados e que ganham força ao longo da competição. Falamos mais especificamente de Ale-54, Ita-82 e Bra-94. Pode-se dizer que muitos mais países eram desacreditados no início e confirmaram suas eliminações mais cedo ou mais tarde, mas isto já não pode ser considerado na final. Final é final, um jogo só que coroa a campanha campeã e põe no purgatório o perdedor junto com todos os outros coadjuvantes.
2 - No retrospecto histórico, o melhor meio-de-campo francês até o momento, Platini, Giresse e Tigana fez um 2-0 tranquilo em 86 nas oitavas contra uma Azzurra desbotada de 82. É o momento do segundo melhor meio-de-campo galo sobrepujar a mesma Italia para ser considerado o melhor da história definitivamente.
3 - Outro histórico remete a um passado não muito distante, no tempo e no espaço; o Euro-2000, na Holanda-Bélgica. Favoritos absolutos, os franceses passaram sem sustos pela primeira fase, cruzaram por España nas quartas, 2-1. Mataram Portugal subitamente na semi, 1-0. E Trezeguet entrou para a história ao virar um jogo perdido até os 47' do 2o. tempo. Italia 1-0, nas arquibancadas já soa e se faz escutar por toda Europa a 'Marcia Trionfale' de Verdi. O único descuido defensivo italiano na partida custa o título e leva o jogo para a morte súbita. Animados pela sobrevida repentina, os franceses tomam a iniciativa na prorrogação, matam o rival pelos pés de Trezeguet, o reserva eterno, e a segunda taça européia finalmente desembarca no Charles de Gaulle. Repetem os mesmo adversários de antes e pela ordem (à exceção do Brasil, é claro, que não é europeu), España, Portugal e Italia.
4 - Zidane pôde descansar contra Portugal e domingo estará pronto para se apresentar no grande estilo que a final pode exigir dele. Há de ser figura central novamente neste jogo já que contra Portugal não mereceu maior destaque que qualquer outro em campo. Fez o seu trabalho, cumpriu o dever, atingiu a meta, foi decisivo, como pode ser decisivo um Zidane numa semifinal de copa contra Portugal num 2006 às vésperas de se retirar do futebol.
5 - Seria bonito de se ver a França se vingando de 1870 pela via do esporte mais popular do mundo e tomar Berlim em represália aos acontecidos de 136 anos atrás. Só não vale pedir nova demarcação da fronteira entre ambos. Aachen/Aix-la-Chapelle se manterá alemã, por mais duro que possa ser ao francês intelectual clássico ver a sede de seu grande Império Franco pertencer â Alemanha desde aquela guerra.
6 - A defesa é tão sólida quanto a italiana. Zagueiros experientes e fortes, estou certo de que Foguinho adoraria vê-los em ação, foram apenas dois gols sofridos. O seu tendão de Aquiles é o de sempre, Fabien Barthez. Não é normal que um cara desses seja goleiro de uma seleção do primeiro nível mundial. Numa copa em que observamos muitos dos melhores goleiros do mundo, Barthez não merece a mesma consideração dos outros.
7 - Se a disputa tiver que ser decidida nos pênaltis, ja se sabe que este azul será o campeão. Já tivemos o mesmo confronto direto nas quartas de 98. 0-0 em 120 minutos e depois...
8 - Jogará de branco, o que tem dado sorte ator galo.
AVANTI ITALIA!!! TESTA DI CAZZO, AFFANCULO, PORCA MISERIA SCHIFOSA!!!!!
1 - Analisando os elencos, é mais forte. Fala-se muito no Zidane, mas são necessários mais dez pra fechar o time e a genialidade só aparece quando o conjunto está bem aparafusado e não tem nenhuma arruela solta. Italia conta com mais equipe, mais grupo sólido, mais individualidades capazes de mudar a história (até Gilardino é capaz disto, como se viu na 3a.-feira), conta com um banco de reservas com opções melhores para mudar a partida.
2 - Desde as oitavas do México-86 contra a própria França, mantém uma invejável posição de invencibilidade nos 90 minutos, tendo sido eliminada apenas nos pênaltis em 90, 94 e 98 e no gol de ouro em 2002.
Em 90 houve um 6-1-0, com eliminação na semi contra a GoycoArgentina. Em 94, um 3-3-1, com Baggioderrota na final. Em 98, um 3-2-0, com eliminação nas penalidades contra a mesma França nas quartas. Em 2002, a operação 'Dae-Hae-Min-Goo' foi extremamente maléfica para Italia nas oitavas. Três gols anunlados, dois pênaltis não marcados, uma expusão de Totti e nenhum gol marcado. Depois o gol de (sic) ouro?!? Enfim, um 1-2-1 algo medíocre, mas não se pode fazer muito contra 11 jogadores, um trio de arbitragem, um estádio lotado, e DOIS PAÍSES contra si. O total desde 86 é um recorde de 17-10-2, sendo que as derrotas foram na 1a.fase em 94 - Irlanda 1-0 - e 2002 - Croácia 2-1. Se retrocedermos mais, vamos encontrar um 22-15-3 desde 82, inclusive.
3 - Esta squadra tem preparo físico e emocional acima do normal, à exceção do tosco De Rossi, que pela graça divina foi suspenso por uma meia dúzia de jogos. Depois do incidente contra os americani, e do empate no jogo irregular, vem a Azzurra trilhando seu caminho via final sem exaltações. A expulsão de Materazzi contra Austrália foi rigorosa demais, o vermelho foi dado pelo 'conjunto da obra'
4 - Quando chega em finais e não enfrenta o Brasil, resulta em taça.
Fatores culturais, etnográficos e emocionais dominarão a partir de agora, prova de que continuo transtornado desde os fatos ocorridos entre as 17:55 e 18:30 da 3a.-feira, 4 de julho de 2006. Tem gente que odeia a aproximação, mas eu creio ser inevitável relacionar a 'cultura média que forma uma nação ao estilo de jogo de seus representantes'; porque todos têm raiz no mesmo caldeirão, chame-se este de Italia, França, etc.
5 - Roma em chamas. Desde Nero, não se vê nada parecido
6 - No campo das idéias, vale bem mais o anarco italiano de Gramsci que o existencialismo francês de Sartre, mas a fama distorceu nitidamente este fato, e celebra-se muitas vezes mais a linha do 'Penso, logo existo'. Tem milhões no mundo que existem, mesmo sem pensar. Em época de eleições vemos isto em enormes demonstrações de 'patriotismo' de gente demente que vai até a urna, digita o seu voto e uma semana depois sequer lembra em quem depositou sua confiança.
7 - É marcante o espírito aventureiro, Marco Polo e Cris Colombo que o digam. Na hora da necessidade, não haverá problemas em atirar-se no desconhecido e desbravá-lo em busca da conquista final.
8 - E pra fechar, existe um estilo itálico de escrever e imprimir tipos, mas não existe um estilo frâncio ou coisa parecida. OK, a última é forçada mesmo, só pra ficar no empate 8-8.
E era isso, temo pela non fortuna e que a BEFANA esteja bem-humorada na domenica sportiva.
Saúdos/ Saluti, Vitor VEC

A França venceu por 1 a 0 e vai enfrentar a Itália na final. Desde a primeira fase, essa foi uma Copa de provação para os franceses. Portugal também fez uma grande campanha, mas chegar à final com Pauleta envergando a camisa 9 era pedir demais.
Foi um bom jogo, principalmente no primeiro tempo, as duas equipes com um toque de bola eficiente. Me parece que Portugal perdeu a chance de abrir o placar no começo, quando a França cedeu alguns espaços. Maniche, Deco e Figo tiveram oportunidades. Costinha devia marca Zidane, mas o francês estava solto e distribuía o jogo com sua habitual maestria. Aos 30 minutos, Henry sofreu penalidade. Apesar das reclamações de Felipão, ocorreu o pênalti. Zidane converteu. Acho que também foi pênalti em Cristiano Ronaldo, empurrado na área.

Juliette Binoche gostou
No segundo tempo, o jogou caiu muito. Entre substituições e paralizações não tivemos mais que uns 20 minutos de bola rolando. No final, Portugal ainda foi para cima. Figo perdeu um gol feito de cabeça após defesa estabanada de Barthez. No apagar das luzes, o goleiro Ricardo ainda foi para a grande área tentar a sorte em um escanteio. Final emocionante e digno.
Se não queria ver Felipão campeão, também não desejo que os azuis vençam sua segunda Copa. Um Mundial está de bom tamanho para a França e sua história futebolística. Chegar à decisão é suficiente para um time cujo técnico diretor de nouvelle vague acredita em Barthez e despreza Trezeguet.
Saudações,
Douglas Ceconello.
Chama a atenção essa palhaçada dos jornalistas esportivos, afirmando coisas como "somos todos culpados pela eliminação do Brasil" ou então "depois que perdeu, todos colocamos defeitos". Só em um nicho tão depravado e mentalmente degenerado para haver um comportamento imbecil desses. Tivessem acompanhado nossos nem sempre assíduos colunistas, saberiam antes a verdade. A ruína foi vislumbrada desde que se cogitou escalar o tal "quadrado", há cerca de um ano.
Antes da Copa não ouvi uma lamentação contra Roberto Carlos e Cafu. O capitão do penta foi o mais entrevistado nas semanas que precederam o Mundial. Durante a participação do Brasil na Copa, poucas almas ousaram criticar a seleção, mesmo depois das apresentações lamentáveis contra adversários infames. Sempre pairava no ar a bestialidade ufanista do "agora vai".
Todos pautados pela desfaçatez dos jornalistas da Globo e da própria emissora, que têm uma relação sodomita com a CBF. Absolutamente nada crítico foi dito de uma seleção que estava claramente afundada em marasmo e vaidade. Depois da eliminação, fazem aquelas matérias tolinhas de "o que deu errado".
É clichê falar da Globo, sim, mas como o futebol não é vigiado de forma adequada, há uma grotesca perda de controle dos papagaios do microfone. Eles têm privilégios, acesso às imagens da seleção e viajam com o Nazário. O preço: arrebentar todas as pregas do que se entende por jornalismo.
Zagallo
Em uma entrevista concedida na segunda-feira, Parreira foi questionado se aceitaria ser supervisor técnico da CBF e Zagallo irritou-se: "tá me expulsando?!, eu ainda estou aqui!", replicou ao jornalista. Só ele mesmo acha que ainda está ali. Zagallo é o maior perdedor da Seleção. Parem com essa história de lenda do futebol apenas porque se trata de um idoso no ápice da demência senil.
Mesmo quando foi campeão como jogador Zagallo, não era nada. Em 58 e 62 ele era o pior jogador da seleção e só é citado por respeito. Na Copa do México, em 1970, teve sua parcela de contribuição, mas pegou um esquadrão que havia sido formado por João Saldanha. Em 1974 afirmou que a Holanda devia preocupar-se com o Brasil e tomou um currupio do Carrossel. Depois não fez mais nada a não ser contagens regressivas. Ao lado de Zico, treinou o Brasil que foi derrotado pela França em 1998. Antes disso, fez provocações a jogadores africanos. Em 2002, secou o Brasil porque não gostava de Scolari. Essa é a história de Zagallo. Pouco além do nada.
Antes dessa Copa, caiu em prantos no Fantástico empunhando uma imagem de Santo Antônio e foi acalmado pelo Pedro Bial. Na primeira partida, foi choramingar para um croata aceitar a camisa do Kaká em troca da sua. Dias depois, um sósia do Maradona foi à concentração brasileira. Zagallo estava quase tirando fotos com "el pibe" falso quando foi resgatado por um membro da comissão técnica. Para isso serve Zagallo, para ser tripudiado por qualquer um.
E o mais incrível é que ele tem poderes nessa seleção. No jogo contra a Austrália, Parreira queria tirar Kaká no começo do segundo tempo, ao que o velhote respondeu: "Não, deixa mais um pouco". Resultado: o meia saiu aos 38 minutos de jogo. Não acredito que ele represente algo para o futebol do Brasil, mas quem pensa assim deve ao menos poupá-lo e afastá-lo da seleção. Não dá mais, a piada já perdeu a graça.
Se Zagallo fosse colocado no banco de uma praça no centro do Rio de Janeiro e avisado de que em breve os jogadores subiriam para o coletivo ao lado do chafariz, permaneceria ali por uns dez anos, até perder os sentidos.
Abraços,
Douglas Ceconello.
Não faço a mínima idéia do que pode acontecer no confronto entre Portugal e França. Os azuis têm uma equipe técnica, mas Felipão deve estar colocando fogo na concentração e usando O Último Samurai para exemplificar o esquema tático. No entanto, devo confessar que pelos mais baixos motivos não torcerei para o nobre conterrâneo.
Deve-se lembrar que a França fez uma única partida decente na Copa, contra aquele Brasil destroçado e sonolento. Portugal apresentou mais estabilidade ao longo da Copa e enfrentou no mínimo três adversários fortes: México, Holanda e Inglaterra.
No mais, devo explanar meu dilema e tentarei fazê-lo da forma mais honesta possível. Não torcerei por Felipão. Acho ele um cara sensacional e fico feliz quando mostra sua competência. Mais do que isso, treina todos os times como se comandasse o Brasil de Pelotas no Bento Freitas. Acompanho com certa admiração suas campanhas, mas quando chega a hora da decisão, torço contra. Motivos: rancor e despeito.
Quero que obtenha sucesso, mas não desejo que ganhe mais título algum, porque num certo período de 94-96 cada glória sua foi uma desgraça minha. Já tentei fugir desse comportamento vil ao extremo, porém o pavor do período citado e suas lembranças sempre presentes não permitem.
Na Copa da Europa, fiquei positivamente impressionado com a campanha de Portugal. No entanto, quando a Grécia venceu a final, quase que instintivamente pensei: "Bem feito!". Na sua fase gremista fui obrigado a secá-lo tanto e tão intensamente que agora me é impossível reverter esse comportamento. Não há como negar que cada vitória sua é em parte uma vitória do Grêmio.
Saudações,
Douglas Ceconello

Inominável o que aconteceu em Dortmund.
Que há para ser feito quando tu começa a pensar o que escrever durante o jogo e a Itália faz o que fez? Esquecer tudo seria a saída mais indicada, mas vou tentar resgatar o que aconteceu até os 13 minutos e 30 segundos do segundo tempo da prorrogação.
A Itália foi melhor durante o jogo, em grande parte devido à escalação de Camoranesi no lugar de Gilardino. Os italianos criaram mais e chegavam com mais lucidez por terem jogadores mais qualificados. Perderam chances com Perrotta e algumas bolas altas. Apesar disso, a melhor oportunidade foi da Alemanha, com Schneider, que chutou por cima. Foi um jogo de alta movimentação, com os dois times atacando e defendendo em bloco. Conforme a Itália ia mostrando a sua superioridade, eu tinha certeza de que seria eliminada.
Na segunda etapa, a partida piorou. O time de Lippi passou a falsa impressão de estar cansado, provavelmente uma tática previamente ensaiada. Parecia estar batido em campo e ficou amorcegando, tocando a bola sem pretensão. A saída de Toni e a entrada do Gilardino deram mais movimentação ao ataque. No entando, os 45 minutos valeram por uma dividida de bola entre Grosso e Klose, uns cinco segundos de bola prensada na lateral.
John Turturro gostou
E começou a prorrogação e a Itália partiu para a definição. Com dois minutos tinha acertado a trave duas vezes, com Gilardino e Zambrotta. O jogo seguiu em um ritmo impressionante, as duas seleções empilhando conclusões. A Azzurra teve as melhores oportunidades, com Pirlo e Del Piero. Na única vez em que a defesa italiana falhou, Buffon praticou uma defesa que não posso considerar menos que MONUMENTAL.
Quando as coisas encaminhavam-se para os pênaltis, escanteio para os italianos. No rebote, Pirlo apanhou e prendeu a bola, esperando abrir um espaço. Na primeira brecha, tocou para Grosso, no lado direito, dentro da área. O lateral-esquerdo bateu em curva, vencendo o aparentemente imbatível Lehmann. O Azzurrazo estava consumado. Depois disso, Del Piero ainda marcou um belo gol, mas nem seus companheiros devem ter visto. Foi a melhor prorrogação que já assisti.
Atuação excelente da melhor dupla de zaga da Copa, Cannavaro e o comportado e surpreendente Materazzi - irmão mais novo de John Turturro. Pirlo foi o nome do jogo, é um dos melhores volantes do futebol atual. Também gostei de Totti, que joga o fino da bola, e Del Piero, decisivo. Pela Alemanha, Lehmann é um nome a ser respeitado. Também Lahm e Schneider. Conforme o adiantado, Podolski é uma farsa.
E está consumada a predição: 1970, 1982, 1994 e 2006.
Saudações,
Douglas Ceconello.
Se acontecer conforme a minha vontade, os anfitriões vão deixar a Copa. Tudo indica que será um jogo muito equilibrado, onde a proposta ofensiva será da Alemanha.
Exatamente nesse ponto a Itália cresce, pois o não tão brilhante ataque germânico terá que agredir uma defesa acostumada a superar artilharias mais impiedosas. Do meio pra frente a Itália também oferece mais alternativas de ataque, com Pirlo, Totti e Luca Toni. Precisa apenas que o farsante Gilardino não arruíne tudo.
Tenho uma teoria de que a Itália nunca perderia uma Copa se treinada fosse pelo Cláudio Duarte, o Claudião. Ninguém percebeu ainda, mas ele é o técnico perfeito para a Azzurra, que sem saber costuma atuar no seu famoso pega-ratão. No mais, Nesta segue lesionado e Materazzi volta com sede de vingança.
Apesar de ter surpreendido em algumas ocasiões, as jogadas alemãs são mais previsíveis, com a bola esticada nas pontas ou levantada na área. Frings foi suspenso pelo soco desferido em Julio Cruz após a partida contra a Argentina. Era um dos destaque do time e o jogo todo da Alemanha costumava passar por ele no meio do campo.
Apesar da minha vontade e de alguns pontos de superioridade italiana, a Alemanha segue favorita. O maior trunfo dos azzurri é justamente esse cheiro de desgraça que paira no ar e que certamente não é o Marlboro aceso aqui na escrivaninha.
Paltpite furado: 1 a 1 no tempo regulamentar. 1 a 0 pra Itália na prorrogação.
Preparem o bunker!
Douglas Ceconello.
Depois de duas semanas profissionalmente atribuladas nos diferentes ramos de atuação, volto à base, ao berço.
E Zagallo, citado no título, deve estar em paz agora. Sonhando, relembrando e eternamente dividindo a bola com o goleiro sueco enquanto lhe cai a baba gosmenta do canto da boca.
Creio que agora é o fim da 'Era Parreira-Zagallo' e ambos hão de afastar-se da Seleção. Um em direção a uma aposentadoria sossegada com cobertura da Golden Cross e outro em direção à cova, ou mausoléu, que parece mais adequado ao caso.
Simplesmente fiquei impedido de fazer algo levemente mais elaborado nos últimos dez dias e visitas rápidas mantiveram meu contato virtual.
Desta forma, deixei passar toda fase de 8vas e 4tas.
Que ainda posso dizer sobre as 8vas? Vamos ver, cronologicamente:
Ale passou pela Sue com dois gols rápidos em tarde inspirada de Klose. A seguir, contou com grande presença na meia-cancha. Ballack? Frings? Que nada, o bom e velho Carlos Simon que os Gre-Nais conhecem. Armando ou consertando resultados mantendo a discrição, empilhou marcações de faltas e pausas genéricas com o único intuito de 'amorcegar' o jogo. Pra colaborar, do lado viking da peleia, atacantes de muito nome jogaram pouco, culminando no penal desperdiçado por Larsson que dizimou as esperanças nórdicas.
Arg-Mex fizeram um baita jogo. Pegado, de muita luta, bem decente. Mais um dos jogos cuja história foi nitidamente ditada pelos gols logo nos minutos iniciais como Ing-Par, Arg-Ser, Gan-Tch, Esp-Ucr e Ale-Sue. Comentava no dia após o jogo com os primos de Banfield que, embora o empate e a prorrogação, não parecia haver motivos para temer já que o México não dava as cartas no jogo e parecia que demoraria a eternidade para fazer um gol. Do lado de lá, eles ficaram muito apreensivos até o golazo de Maxi Rodríguez. Depois do resultado garantido, o sábado foi de festa. Isto porque já se sabia que Alemanha estava do outro lado da curva.
Ing-Ecu foi um dos jogos mais aborrecedores. Toda a força para o Ecuador, mas não era o dia. Uma única mas claríssima chance de gol foi tudo que produziram. Pra tirar o gosto ruim da boca depois da noitada foi um jogo ruim. O lado legal da coisa toda ficou em vermos a Inglaterra se segurando, mantendo a posse da bola no final com certo receio às raias do medo. Não se ajudaram, ficaram muito apáticos e qualquer semelhança com a atuação de outra seleção latino-americana no sábado próximo passado não é mera coincidência.
Por-Hol foi o jogo mais disputado, controvertido e comentado da Copa até as semis. O amigo português Duarte, que nos visita e não conhecece o 'Gavião' Bueno, tem sérios problemas com o modo jogar da Argentina. Bueno, certamente a Copa e Luiz Felipe farão o gajo ver o futebol sob outro aspecto da disputa, da competição acirrada. Na semana que vem, quando Portugal entrar para a história com seu primeiro título mundial e a nação portuguesa subjugar todas as outras no esporte mais popular do mundo, certamente ele já terá mudado de idéia a respeito do futebol competitivo ao extremo.
Foi um pouco violento, é verdade; mas nem tanto. Teve a violência necessária e suportável para fazer jus à maior conquista do futebol afinal, 'É A COPA DO MUNDO, PORRA!', gritou alguém lá do fundo do bar. Portugal marcou e marcou. O gol e os holandeses. E foi bonito de se ver a garra, a vontade de vencer. Na busca pela alegria de ser campeão, que é tudo o que importa. No final, a exaltação aos vencedores sempre faz a sua história sobrepujar todas as outras visões possíveis do fato, todos os 31 perdedores do Mundial, no caso.
Hoje, tirando belgas, espanhóis e um que outro sedento por justiça ao extremo, ninguém mais lembra ou faz questão de lembrar do ROUBO ENORME no Bra-Bel das 8vas em 2002 ou no Bra-Esp da 1ra fase de 62. Taça no armário é o que importa, o resto não costuma entrar para a história, o que é lamentável.
Segunda foi o dia dos 'jogos-com-previsibilidade-maior-do-que-80-por-cento'. Até um dos magnatas lá do banco passou por mim, que estava olhando a TV de revesgueio e lascou um 'Esse Suiça e Ucrânia vai ser 0-0 e dar pênaltis'. Dito e feito em Sui-Ucr, mas foi merecido, mesmo com aquele recorde absurdo de a Suiça ser eliminada sem levar gols, fato inédito na história das Copas. A Ucrânia fez mais por merecer a vitória, ainda que sem gols.
Bueno, já me incomodei com tanto loco que não vê o penal em cima do Grosso. Enfim, cegueira seletiva é normal nos humanos que não tem problemas com seus olhos. Perguntei a quanta gente o seguinte: 'O cara da Austrália deu o carrinho e parou na frente do Grosso, certo? Então ele impediu a jogada, certo? E tu quer me convencer que o australiano deve ser beneficiado, ao se fechar os olhos pra isso? Então tá, quem quiser que feche seus olhos.'
A arbitragem política, de não marcar lances polêmicos à beira da prorrogação desta Copa, não se viu em Ita-Ucr.
E a terça foi dia de poder ver o jogo no trabalho. Pena que era Bra-Gan, me interessava mais o outro embate. Joguinho fraco, com um juiz ajudando o mais forte, não tinha como dar algo errado para o Brasil. Faltas invertidas, impedimentos não marcados, severidade com os africanos e amenidades para os brasileiros. Isto tudo aliada à incrível falta de pontaria das águias. Resultado final: 3-0 inevitável.
Esp-Fra era o jogo que me mantinha tenso. Arranque da partida, tv ligada no canto e eu tendo que trabalhar. Malditas teorias de administração. Jogo decentíssimo este, uma boa briga de vizinhos, com vassouradas e baldes d'água de parte a parte. Pena que não foi para España. Mais uma vez resta lamentar, mais uma vez caberá registrar que se acabou a Copa em noveno e que se fez um papel decente com em tantas em outras Copas. Mas chegar na ponta, nada. Francia recuperando respeito depois da primeira fase de medíocre a pior, para abaixo da média dos 16 classificados, meio-campo forte e experiente, ocupa espaço, domina a bola e faz a 'temporização compassada', afinal Zidane, Makelele e Vieira todos já passaram dos 30 anos faz tempo. Ataque pouco eficiente, com Henry jogando menos do que sabe e Trezeguet inexplicavelmente mantido no banco.
Era banco no título de 98, no Euro-2000 e hoje segue eternamente lá na ponta direita dos reservas, do lado da bolsa cheia de Gatorade, ou do novo produto da Coca-Cola inédito por aqui, o tal de 'Powerade' das placas publicitárias dos estádios da Alemanha.
E chega né.
Saúdos, Vitor VEC

Felipão prepara o terreno para uma possível final contra os anfitriões. Assim como o técnico gaúcho, Goleo supera a tudo e a todos. Antes da Copa, o mascote foi criticado por não usar calças e por ter ajudado a falir a empresa que adquiriu seus direitos de venda.
Saudações,
Douglas Ceconello.
De qualquer maneira, ninguém estava gostando de ver a seleção brasileira nesta copa, mesmo.
Brasil X França
Todos que viram o jogo perceberam desde o início a iminente desclassificação do Brasil. Eu tinha uma certa esperança de ver o time finalmente funcionando contra um adversário que não fosse da terceira linha do futebol mundial. Tarde demais. A França começou a jogar quando devia, e a semifinal contra Portugal promete muito.
Milhões de brasileiros têm agora suas explicações e seus culpados. Não vale a pena repetir tudo, mas é isso mesmo. Ao menos, uma geração sem-graça da seleção brasileira está acabando, e não teremos mais que ver Parreira, Zagallo, Cafu, Roberto Carlos & cia. Resta torcer pelo fim da exclusividade e promiscuidade Globo/CBF.
Itália X Ucrânia
A Itália aproveitou-se dos cruzamentos da Copa, que trouxeram como obstáculos à semifinal adversários muito fracos, Austrália e Ucrânia. Ainda assim, a azzurra não chega entre os quatro desde 1994, e tudo pode acontecer contra a Alemanha. Pouco antes da copa, a Itália meteu 4 X 1 ao natural nos germânicos, em uma das poucas grandes atuações italianas que já vi.
Alemanha X Argentina
No melhor dos jogos destas oitavas, a Alemanha mereceu a classificação. A Argentina claramente tem melhores jogadores, mas não soube liquidar o jogo quando podia. A substituição de Riquelme por Cambiasso não pareceu fazer sentido, o que se confirmou quando Casagrande elogiou a atitude do treinador. A Alemanha chega entre os quatro apresentando o futebol mais eficiente.
Portugal X Inglaterra
Felipão é o maior técnico de todos os tempos. E anda com sorte.
Je vous salue, Marie
Antenor Savoldi Jr
O Brasil perdeu de 1 a 0 para a França e foi eliminado da Copa. Zidane foi exuberante, enquanto os brasileiros jogaram como nas últimas partidas - nada. Os franceses dominaram quase integralmente a partida e o primeiro chute a gol brasileiro ocorreu aos 45 do segundo tempo. Não há mais sul-americanos no Mundial, mas me nego a enquadrar Portugal como europeu.
Sentei no sofá esperançoso de que o Brasil finalmente fosse apresentar algo semelhante a um bom jogo. Depois de tanto criticar as atuações sa seleção, pensei que talvez o problema fosse eu, que as apresentações na verdade pudessem não ter sido tão ruins. Essa, portanto, era minha disposição de espírito.
Os primeiros dez minutos de jogo deram a impressão de que o Brasil seria diferente, que jogaria com velocidade. Ronaldinho, mais próximo do ataque, tentava dar alguma dinâmica ao time. Mas foi só impressão. Aos poucos a França encaixotou o time de Parreira.
O Brasil não tinha saída de bola. Gilberto não se apresentava para o jogo e os laterais eram ineficientes na marcação e inesxistentes no ataque. Juninho Peranmbucano sucumbiu, Ronaldinho corria de um lado para o outro e Ronaldo ficava sozinho no ataque. Apenas Zé Roberto tentava dar velocidade na passagem da bola pelo meio do campo.
A França rondou a área de Brasil e ocasionalmente levava perigo. No fim, o juiz ainda deu uma força ao selecionado canarinho ao marcar fora um toque que ocorreu dentro da área.
No segundo tempo, os comandados de Parreira ainda voltaram com mais disposição, adiantando a marcação, mas sem qualquer lucidez ofensiva. A França chegava com mais perigo, de forma veloz e consciente, sem deixar espaços para o contragolpe. Quando corriam uns dez minutos, Zidane cobrou falta e Henry entrou por trás da zaga para marcar o gol francês.
Depois disso, o Brasil tentou partir para cima, mas a equipe de Domenech sempre esteve mais próxima do segundo gol do que os brasileiros estiveram de empatar. Parreira substituiu Cafú e Kaká por Cicinho e Robinho aos 30 minutos. Pelo menos entraram com vontade, algo que o Brasil não apresentou nessa Copa.
A partida se arrastou até o final e o Brasil ficou fora.
Era inadmissível que uma seleção sem qualquer dinâmica de jogo avançasse. Jogando com Cafú e Roberto Carlos e achando que o problema era o Emerson não havia esperanças. Apenas o goleiro e a dupla de zaga tiveram um desempenho satisfatório. Que o Brasil é o melhor time e tem os maiores jogadores não resta dúvida. Mas era preciso ao menos jogar, ter ímpeto e vontade de ganhar. Copa do Mundo é mais que pagode.
Lamentável.
Mais comentários nos próximos dias.
Saudações,
Douglas Ceconello.

Quando tudo mais parece falhar, o enorme rabo de Luiz Felipe Scolari aparece. O jogo estava equilibrado e complicado, mas as coisas foram se encaixando e por fim o universo conspirou a favor de Felipão.
Portugal foi um pouco melhor durante os 90 minutos, também devido ao cartão vermelho recebido por Rooney. A Inglaterra não se encolheu e teve algumas chances com o centroavante sem articulações: Crouch.
Na prorrogação, o jogo até melhorou e ficou evidente que os times não pretendiam decidir nos pênaltis. Ingleses e portugueses desperdiçaram chances, Maniche perdeu uma boa oportunidade bem no fim.

Então as penalidades. Para cada pênalti errado pelos lusos, os ingleses devolviam dois desperdiçados. Foi um tal de goleiro defender, bola bater na trave. Carragher cobrou sem o juiz autorizar, totalmente fora de controle. Depois errou. Cristiano Ronaldo marocu o gol que garantiu Portugal na semifinal depois de 40 anos.
Para um time que conta com alguns dos melhores batedores do mundo, só posso considerar a ineficácia inglesa como cagaço. Além, é claro, da competência, da sorte e dos pactos macabros de que dispõe Felipão.
Saudações,
Douglas Ceconello.
Pato Abbondanzieri fez muita falta. Mesmo tendo saído do gol de forma equivocada por duas vezes, sua ausência na cobrança das penalidades praticamente determinou a derrota castelhana.
Claro que Franco não teve culpa - nos pênaltis a culpa nunca é do goleiro. Mas estava na cara que Lehmann pegaria algum tiro. É excelente goleiro e tem estrela, assim como Pato.
O jogo foi parelho, mas a Argentina teve alguma superioridade. Marcou primeiro e poderia ter ampliado se aproveitasse melhor os contragolpes. A zaga de Pekerman falhou uma única vez durante a partida, e Klose aproveitou.
Tevez foi um dos melhores em campo, assim como Heinze e Ayala, que marcou um golaço de cabeça. Riquelme foi ausente na maioria das vezes. Pela Alemanha, Lehmann, Frings e o matador Klose, que só apareceu pra marcar o gol. Podolski é uma fraude. O juiz teve uma atuação meio caseira, controlando o jogo com a marcação ou não de faltas.
Realmente lamentável. Já estava começando a vislumbrar uma inédita decisão entre sul-americanos na Europa, o que seria sensacional. Fica para outra vez. A maioria dos brasileiros estar feliz, mas eu fiquei realmente incomodado.
Saudações,
Douglas Ceconello.

Juan Román Riquelme terá uma chance de ouro para provar que pode ser decisivo. Apesar de um começo brilhante e da técnica apurada, ainda carrega o status de promessa e tem se notabilizado por tremer em alguns momentos cruciais. Às vezes nem parece o mesmo jogador que passou uma noite inteira driblando o time do Palmeiras para levar o jogo para os pênaltis e garantir uma Libertadores ao Boca, em 2000. Pode ser hoje.
No entanto, a Alemanha está reforçada, como as manchetes comprovam:
"Paris Hilton diz desejar o atacante alemão Lukas Podolski"
"Ator Bruce Willis diz que torce por título da Alemanha"
E sem dúvida a melhor:
"Porco da sorte é talismã da Alemanha na Copa
Um leitão batizado como Finale e cuja pele possui as cores branca e preta da camisa da seleção alemã, acompanhará a equipe do técnico Jürgen Klinsmann ao longo da Copa do Mundo, incluindo na final, em Berlim, caso os alemães garantam vaga.
O leitão foi entregue pelo presidente da Federação de Criadores de Gado, Gerd Sonnleitner, e apoiará a seleção de Klinsmann no jogo contra a Argentina, seguindo com a equipe em caso de classificação.
O porco é um símbolo de sorte na Alemanha. A palavra "schwein", que significa porco, é dita pelos alemães em situações de sorte extrema. "
Fonte: Terra
Saudações,
Douglas Ceconello.
Em 30 de junho de 2002, Felipão comandava a seleção que bateu a Alemanha e conquistou o pentacampeonato. Foi a consagração de um time que saiu do Brasil todo desgraçado e voltou como melhor do mundo. Tá certo que teve uma força dos juízes, mas foi merecido.
Rivaldo foi um dos grandes destaques, enquanto EL FOFO foi decisivo. Com toda sua sabedoria, a Fifa elegeu Kahn como melhor jogador da competição antes da partida final. Naquela manhã de domingo, no entanto, ele deu sua contribuição ao largar um rebote nos pés do Nazário.
Lembro que foi uma bela manhã de domingo e fiquei realmente comovido de poder tomar café da manhã assistindo uma final de Copa.

Tá, agora pára de levantar taças e acerta
um cruzamento
Campanha
Primeira fase
Brasil 2 x 1 Turquia
Brasil 4 x 0 China
Brasil 5 x 2 Costa Rica
Oitavas
Brasil 2 x 0 Bélgica
Quartas
Brasil 2 x 1 Inglaterra
Semifinal
Brasil 1 x 0 Turquia
Final
Brasil 2 x 0 Alemanha
Brasil: Marcos, Cafu, Lúcio, Roque Júnior, Edmílson, Roberto Carlos, Gilberto Silva, Ronaldo (Denílson), Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho (Juninho Paulista), Kléberson.
Alemanha: Oliver Kahn, Thomas Linke, Carsten Ramelow, Oliver Neuville, Dietmar Hamann, Miroslav Klose (Oliver Bierhoff), Jens Jeremies (Gerald Asamoah), Marco Bode (Christian Ziege), Bernd Schneider,Christoph Metzelder, Torsten Frings.
Saudações,
Douglas Ceconello.
Também em um dia 29 de junho, mas há 48 anos, o Brasil conquistava seu primeiro título mundial. Na Suécia, acabou o estigma de tragédias em Copas que perseguia os brasileiros desde 1950.
A avaliação psicotécnica dizia que Garrincha era débil mental e que Pelé fugia das responsabilidades por ser muito jovem. Mas depois dos primeiros jogos e das dificuldades enfrentadas, a dupla entrou para jogar contra a União Soviética, a pedido dos líderes do time. Quem viu, diz que os minutos iniciais daquele jogo foram os maiores da história do futebol:
"Monsieur Guigue, gendarme nas horas vagas, ordena o começo da partida. Didi centra rápido para a direita: 15 segundos de jogo. Garrincha escora a bola com o peito do pé: 20 segundos. Kuznetzov parte sobre ele. Garrincha faz que vai para a esquerda, não vai, sai pela direita. Kuznetzov cai e fica sendo o primeiro João da Copa do Mundo: 25 segundos. Garrincha dá outro drible em Kuznetzov: 27 segundos. Mais outro: 30 segundos. Outro. Todo o estádio levanta-se. Kuznetzov está sentado, espantado: 32 segundos.
'Garrincha parte para a linha de fundo. Kuznetzov arremete outra vez, agora ajudado por Voinov e Krijveski: 34 segundos. Garrincha faz assim com a perna. Puxa a bola para cá, para lá e sai de novo pela direita. Os três russos estão esparramados pelo chão, Voinov com o assento empinado para o céu. O estádio estoura de riso: 38 segundos. Garrincha chuta violentamente, cruzado, sem ângulo. A bola explode no poste esquerdo da baliza de Yashin e sai pela linha de fundo: 40 segundos. A platéia delira. Garrincha volta para o meio do campo, sempre desengonçado. Agora é aplaudido.'
'A torcida fica de pé outra vez. Garrincha avança com a bola. João Kuznetzov cai novamente. Didi pede a bola: 45 segundos. Chuta de curva, com a parte de dentro do pé. A bola faz a volta ao lado de Igor Netto e cai nos pés de Pelé. Pelé dá a Vavá: 48 segundos. Vavá a Didi, a Garrincha, outra vez a Pelé, Pelé chuta, a bola bate no travessão e sobe: 55 segundos. O ritmo do time é aluciante. É a cadência de Garrincha. Yashin tem a camisa empapada de suor, como se já jogasse há várias horas. A avalanche continua. Segundo após segundo, Garrincha dizima os russos. A histeria domina o estádio. E a explosão vem com o gol de Vavá, exatamente aos três minutos.'
Foi assim que o repórter Ney Bianchi reproduziu em Manchete Esportiva aquele começo de jogo, como se tivesse um olho na bola e outro no cronômetro. Mas não estava longe da verdade. Outro jornalista, Gabriel Hannot, diria que aquele foram os maiores três minutos da história do futebol - e, com mais de setenta anos, ele fora testemunha ocular dessa história. A avalancha fora tão impressionante que, assim que se viu vazado, Yashin cumprimentou o primeiro brasileiro que lhe passou por perto - por acaso, Pelé."
Trecho do livro Estrela solitária - um brasileiro chamado Garrincha, de Ruy Castro. Companhia das Letras, 1995.
Esse texto já foi reproduzido aqui há uns meses, mas é tão genial que postarei sempre, de tempos em tempos.
Cabe ressaltar que os soviéticos formavam uma das equipes mais temidas do mundo. Com seu futebol eficiente, conquistariam a Europa em 1960. Na final, o Brasil goleou a Suécia com os mesmos 5 a 2 que havia imposto na semifinal contra a França de Fontaine e Kopa.

Campanha
Primeira Fase
Brasil 3 x 0 Áustria
Brasil 0 x 0 Inglaterra
Brasil 2 x 0 URSS
Quartas
Brasil 1 x 0 País de Gales
Semifinal
Brasil 5 x 2 França
Final
Brasil 5 x 2 Suécia
Brasil: Gilmar ; D.Santos, N.Santos, Zito; Bellini, Orlando; Garrincha,
Didi, Vavá, Pelé e Zagalo.
Suécia: Svensson; Bergmark, Axbom, Börjesson; Gustavsson, Parling; Hamrin,
Gren, Simonsson, Liedholm e Skoglund.
Saudações,
Douglas Ceconello.
Aproveito essa parada nos jogos da Copa para escolher um prévia de seleção do torneio, que pode ser mudada até o dia 9 de julho.
Buffon; Miguel, Lúcio, Cannavaro e Lahm; Émerson, Cambiasso, Maniche e Figo; Joe Cole e Klose. Técnivo: Jürgen Klinsmann.
Destaques
Ao contrário de muitos, tenho gostado bastante dessa Copa. Alguns jogos das oitavas foram sensacionais, como os que resultaram na classificação de Argentina e Portugal. A surpresa até agora é a Alemanha, não pelas classificações obtidas, mas pela qualidade do futebol apresentado. Boa parte dessa mudança tem a mão de Klinsmann, que, sabiamente, andou liberando cerveja para os jogadores depois das vitórias.
Buffon, Lúcio e Maniche estão entre os principais destaques individuais. Outro ponto alto é a quantidade de bons goleiros: Lehmann, Dida em grande forma, Abbondanzieri, Cech, van der Sar, Isaksson, e o melhor deles até agora: Buffon. Na primeira fase ainda tivemos as surpresas Hislop (Trinidad, Tobago & Sancho) e Bobadilla, o paraguaio que substituiu Justo Villar.
Arbitragem
Finalmente, algo que me agrada muito é a sabedoria dos árbitros em não anular cobranças de pênalti porque o goleiro deu o famoso passo à frente, ou dar milhares de cartões amarelos a atacantes que caem na área, na maioria das vezes sem tentar simular a infração. Bem diferente do que vemos no Brasil. A arbitragem na Copa não tem sido das melhores, mas esse comportamento é louvável.
Saudações,
Douglas Ceconello.

Olé sempre superior aos periódicos brasileiros
Seis campeões do mundo, um estreante e Portugal jogando com jeito de veterano.
E são esses os confrontos
Sexta-feira
Argentina x Alemanha
Itália x Ucrânia
Sábado
Portugal x Inglaterra
Brasil x França
Todos devem ser grandes jogos, nem que seja pelo caráter decisivo - no caso de Itália x Ucrânia. A França tem jogadores do mais alto nível, mas entendo que o Brasil deve passar, talvez até com alguma facilidade. Nos outros, como já disse, fico com Inglaterra, Itália e Argentina.
Estatísticas
Goleadores
4 gols - Klose (Alemanha)
3 gols - Podolski (Alemanha), Crespo e Maxí Rodriguez (Argentina), Ronaldo (Brasil), Fernando Torres e Villa (Espanha).
Melhor ataque
10 gols - Alemanha, Argentina e Brasil
Melhor defesa
0 - Suíça
1 - Brasil, Portugal e Itália
Bolão
Assim como a Copa, o Bolão do Impedimento também começa agora. A maioria dos participantes teve seis acertos. Apenas um leitor desaforado, conhecido nesse mundo como Francisco Machado, acertou todos os classificados para as quartas-de-final. Ainda estamos avaliando se não há algum caminho jurídico que possa eliminá-lo previamente da competição.
Saudações,
Douglas Ceconello.
A França venceu a Espanha por 3 a 1 e agora enfrenta o Brasil. Os franceses jogaram mais no segundo tempo, enquanto a Fúria de Palha foi melhor no primeiro. O técnico mais nonsense da Copa é o Domenech, com aquela cara de diretor de nouvelle vague.
A Espanha saiu na frente, com Villa, de pênalti. O gol de empate nasceu de uma jogada interessante. Quando Vieira recebeu no meio do campo, a zaga espanhola adiantou-se, já que Henry tinha entrado umas quantas vezes impedido. Em um lance inteligente, Vieira largou na direita para Ribery, que saiu na cara de Casillas para marcar.
Idolatrar o Puyol é um fato que não poderia passar incólume. Em uma falta bobalhona cometida pelo cabeludo saiu a virada francesa. Isso aos 38 do segundo tempo. Depois, aos 46, Zidane ainda marcou um belo gol. Torci pela Espanha, mas não deu.
Individualmente, a França tem um belo time. O problema é que todos os jogadores são cheios de frescura e provavelmente há casos de sodomia na concentração, o que prejudica o desempenho físico e causa ciúmes entre a defesa e o ataque.
Saudações,
Douglas Ceconello.
Brasil goleou jogando bem pouco.
Motivo de preocupação para o mundo inteiro.
O gol de Ronaldo no início do jogo, além de confirmar uma recuperação do jogador, praticamente encerrou a partida. Cogitei usar o tempo de jogo no qual fui liberado do trabalho para tirar uma soneca.
Se o Brasil não foi nada de mais, Gana foi menos ainda. Em momento algum a classificação da seleção foi ameaçada. Dida foi bastante seguro, Lúcio também jogou bem. O restante da seleção foi meia-boca, com destaque negativo para Roberto Carlos.
A "formação ideal" pedida por grande parte da torcida, com Juninho Pernambucano no lugar de Adriano, esteve em campo na metade do segundo tempo. Ronaldinho Gaúcho não chegou a guardar posição de atacante, e diversas vezes foi sabotado pelos companheiros. Com isso, vale a opinião de um comentarista da Sportv: "assim, não adianta reclamarmos do técnico".
Aparentemente, a retirada de Adriano está condicionada por Parreira à colocação de Gilberto Silva no lugar de Emerson, para que o time não perca estatura em jogadas aéreas, tanto na defesa quanto no ataque.
Um argentino falou: "Só vocês têm dúvidas sobre o fato de terem a melhor seleção do mundo". O que isto significa? Nada. Podemos perder para França, Espanha, Portugal, Argentina, Alemanha. Mas temos que admitir que, até agora, tudo está correndo bem. Talvez o Brasil seja muito superior, talvez os adversários fossem fracos. Feliz ou infelizmente, teremos respostas mais concretas apenas daqui em diante.
A imprensa hermana, geralmente mais coerente que a nossa, passou a usar definitivamente "El Gordo" no lugar de "Ronaldo", em um tom mais de simpatia que de corneta. Além disso, fez a melhor sinopse da atuação brasileira: "Goleó sin jugar bien. Son de temer."
Aguardando o início da Copa,
Antenor Savoldi Jr
A Fifa vai muito bem quando se trata de "vender um produto chamado futebol", como João Havelange declarou décadas atrás. No que diz respeito ao futebol dentro do campo não podem mais ser respeitados. Prova disso é que escolheram Zé Roberto como o melhor no jogo contra Gana. Ele foi bem, mas não chegou a ser um grande destaque. Em breve reunião, parte de nossa equipe decidiu que a honra deveria ser concedida a Lúcio ou Dida.
Saudações,
Douglas Ceconello.
Claro que o placar foi bom, mas nem de longe representou o que foi o jogo. O Brasil foi o mesmo das partidas contra Croácia e Austrália, mas dessa vez pegou uma defesa que jogou em linha o tempo inteiro, pedindo para tomar os gols que o time de Parreira fez apenas com muito sacrifício.
Gana pecou por não saber marcar nem finalizar. Tu olha eles jogando, tabelando, invadindo a área, e acha extremamente bonito, mas tem a certeza de que perderão. Chutaram trocentas bolas e as poucas que foram direcionadas ao arco encontraram Dida inspirado.
Para quem desejava ver um bom jogo, o gol do Brasil foi prejudicial. Depois disso, a equipe ficou postada atrás para tentar sair nos contragolpes. Isso mesmo: o BRASIL armando pega-ratão para surpreender GANA. Conforme o tempo passava, no entanto, ruía minha certeza de que seria diferente caso o placar estivesse zerado. Porque não era estratégia, era incompetência mesmo.
Os africanos encurralaram os brasileiros nos primeiros 45 minutos. Criaram bastante, mas fracassaram graças aos equívocos dos atacantes e às boas atuações de Lúcio e Juan. Foi do "tosco", "inseguro" e "desajeitado" Lúcio a jogada inicial para que Adriano fizesse o segundo, em claro impedimento.
Na segunda etapa, as coisas permaneceram parecidas. O Brasil covarde e burocrático, enquanto Gana fazia das tripas coração para depois colocar a bola na arquibancada. Com a entrada de Pernambucano no lugar de Adriano, os brasileiros ganharam movimentação, mas nada muito substancial.
Ao fim, depois de Asamoah Gyan ter sido expulso e os africanos fazerem a 34ª linha de impedimento errada, Zé Roberto marcou o terceiro.
Não me recordo de uma seleção brasileira que tenha feito tantas partidas ruins na seqüência. Mesmo o time de Lazaroni mostrava mais qualidade que esse. Para falar de um vitorioso, Felipão ensinou o seu grupo a marcar, mas de forma alguma abdicava de jogar. Uma coisa é ter responsabilidade tática e cuidados defensivos, outra bem diferente é desrespeitar uma escola de futebol. E esse Brasil é carimbador de bola, medroso e burocrático. Pode ser campeão, as chances são grandes, mas não podemos ignorar os fatos. Se for campeão, provavelmente será por merecimento. No entanto, jogando com essa pequeneza as chances de fracassar aumentam consideralvelmente.
Cotação
Dida - excelente partida
Cafú - para um idoso, esteve bem
Lúcio - o melhor do jogo, comemoração sensacional no segundo gol
Juan - também excelente
Roberto Carlos - o cantor jogaria mais
Émerson - carregou oito pianos, tanto que saiu lesionado
- Gilberto Silva - manteve o nível
Zé Roberto - carregou seis pianos
Kaká - medíocre no primeiro tempo, desprezível no segundo
- Ricardinho - entrou pela palhaçada
Ronaldinho - teve a mais pífia atuação dos últimos tempos. Prova da covardia desse time é deixá-lo em uma função inócua, não permitindo que parta para o confronto e jogue com espontaneidade.
Adriano - lamentável
- Pernambucano - esse tem que ser titular, mas hoje foi apenas razoável
Ronaldo - melhor jogador do sistema ofensivo. Bateu o recorde de Gerd Müller, mas vale lembrar que o alemão jogou apenas duas Copas e eram apenas seis partidas por torneio.
Parreira - pfff
Galvão Bueno - { }
Saudações,
Douglas Ceconello.
Já foram definidos os seguintes confrontos de quartas-de-final:
Alemanha x Argentina (30/06 - sexta-feira)
Inglaterra x Portugal (30/06 - sexta-feira)
Itália x Ucrânia (01/07 - sábado)
Alemanha x Argentina
Jogo equilibrado esse. Se as duas seleções jogarem tudo o que podem, os castelhanos têm grande chance de passar. Além disso, dispõem de mais opções para mudar o rumo da partida. Incrivelmente, a Alemanha vem apresentando um futebol de alto nível, mas pegou adversários inferiores aos enfrentados pelo time de Pekerman. Fico com a Argentina.
Inglaterra x Portugal
Antes do começo da Copa, diria que os ingleses eram favoritos. Hoje penso que é um jogo igual, que será decidido por um detalhe. Se a partida for truncada, os portugueses terão sérios problemas e a Inglaterra pode decidir em uma bola parada. Entendo que Felipão vai parar nas quartas.
Itália x Ucrânia
Os italianos têm mais qualidade e não vejo como a Ucrânia possa marcar um gol em uma defesa historicamente consistente. No entanto, vale lembrar que Materazzi foi expulso e Nesta está machucado. Gilardino deveria ficar no banco, com qualquer - QUALQUER - outro no seu lugar. Penso que Lippi levará a Azurra às semifinais. Claro que haverá sofrimento, mas considero quase jogo jogado.
Saudações,
Douglas Ceconello.
Um jogador a menos. Pressão. Pênalti duvidoso. 48 do segundo tempo.
Os prometidos comentários, depois de recuperados os sentidos.
Na hora, achei que foi pênalti. Na repetição, fiquei na dúvida. Não marcaria quando vi pela terceira vez, mas isso é o que menos importa. A Itália merecia passar, já que a Austrália foi incompetente. Não conseguiu marcar com um jogador a mais e diante de uma Azzurra acuada. Se ontem o jogo teve a cara do Felipão, hoje foi a vez dos italianos colocarem à prova seu currículo de dramas infinitos .
Minutos antes de ser expulso, Materazzi tinha mandado Cahill calar a boca. Até então o zagueiro fazia uma partida perfeita e não havia cometido sequer uma falta. O cartão vermelho foi um exagero, a menos que o juiz tenha justificado: "vou te expulsar pelo histórico!". A Austrália deixou passar a hora de vencer. Aos trinta minutos, eu tinha quase certeza da vitória italiana.
Na hora do pênalti, dei um tapa no meu irmão, que estava dormindo no sofá. Depois do jogo, corri para o trabalho e participei de uma reunião, mas só via Grosso invadindo a área pela esquerda.
Fosse vivo, Sergio Leone faria da partida o roteiro para um spaghetti western.
Comovido,
Douglas Ceconello.
Vejam só o cenário que pode desenhar-se.
Felipão atropelará os britânicos, vingando-se da importuna imprensa da ilha, que arruinou sua contratação como técnico do English Team. Na sequência, atropelará o Brasil, provando que quem venceu a copa passada foi ele, e não o futebol-arte. Na final vence Alemanha ou Argentina, e consagra-se como maior técnico de todos os tempos. OU...
Alemanha Campeã. Bela festa, a união e superação de todo um povo. Quarto Reich. OU...
Argentina campeã. Ruína da imprensa brasileira, ao perceber o feito dos hermanos, acumulando os títulos Olímpico e Mundial. Todos lembrando que, por um penalti, o tetra de 94 poderia ser da Itália, e que o rumo do futebol mundial seria outro. OU...
Brasil Campeão. Feito sensacional, já que nunca um time TÃO favorito suportou a pressão e confirmou os prognósticos.
Mas que Copa genial, não?
(TOMA, Van der Saar. Não dormi por várias noites naquele novembro de 1995.)
direto de Caravaggio, com Felipão comemorando o bi,
Antenor Savoldi Jr

Materazzi fazendo o seu melhor
Se Portugal e Holanda foi uma batalha campal, Itália e Austrália devem protagonizar outro confronto digno de canchas platenses. Além de valer vaga nas quartas, o histórico das duas seleções indica que os maqueiros terão trabalho.
Nesta saiu contundido no último jogo e o facínora Materazzi entrará no seu lugar. Quem já o viu atuando, sabe que é um dos zagueiros mais toscos do futebol, daquele tipo que dá voadora para interceptar uma bola rasteira. Por seu estilo de jogo carnívoro, recebe muitas críticas, mas é ídolo na Inter de Milão e mostrou que tem estrela ao marcar contra os checos.

No ar, fora de controle
O segundo jogo de hoje é o mais fraco das oitavas. Entendo que a Ucrânia é um time mais qualificado, mas a Suíça está melhor e tem até mais chances de passar.
Saudações,
Douglas Ceconello.
Era de se imaginar que o primeiro jogo enfesado dessa Copa fosse envolver Felipão. Provavelmente não fui o único a pensar que a vitória estava assegurada no exato momento em que os lusos ficaram com um jogador a menos.
Portugal foi superior no primeiro tempo. Embora tenha ficado menos com a bola, poderia ter feito mais do que o gol de Maniche. Sempre levou mais perigo e foi bem sucedido em impedir a Holanda de tocar a bola.
No segundo tempo, a Holanda foi para cima. Chutou bastante a gol e errou todas. Van Basten empilhou atacantes, mas barrou Nistelrooy. Não esperava mais dos holandeses, que têm um time novo, remodelado. Talvez voltem fortes daqui a quatro anos.
É impossível fugir do clichê "uma vitória com a cara de Felipão". De fato, é o que melhor resume o jogo.
Um dos célebres momentos do Mundial até agora foi o treinador gaúcho gritando para um holandês: "Vai te fuder, filho da puta!"
Saudações,
Douglas Ceconello.
A evolução do futebol equatoriano não foi suficiente para que a seleção chegasse às quartas-de-final. Em um jogo equilibrado, os sul-americanos foram derrotados pela Inglaterra por 1 a 0.
Os comandados de Luis Suárez começaram tensos, fazendo mais de uma falta por minuto, mas aos poucos conseguiram mostrar seu jogo veloz e levaram perigo para Robinson. A partida poderia ter tomado um rumo diferente se Carlos Tenório não tivesse errado aquele gol feito, bem no começo do jogo.
O jogo continuou igual no decorrer do primeiro tempo e também na segunda etapa. O Equador tentava de longa distância, mas não foi eficiente. Chamou a atenção também o baixo aproveitamento nos muitos escanteios que os sul-americanos tiveram a seu favor. O castigo veio justamente numa bola parada. Beckham marcou de falta num chute que era defensável, mas Mora chegou tarde.
O Equador ainda tentou alguma coisa, mas precipitava-se quando chegava próximo da área. Maior prova do empenho dos comandados de Suárez foi a cera feita pela Inglaterra nos últimos 15 minutos. Dois cartões amarelos por retardar o jogo, uma substituição aos 47 e jogadores prendendo a bola na bandeira de escanteio.
Faltou um pouco de sorte, mais ainda de eficiência, mas a vontade sempre esteve presente.
Saudações,
Douglas Ceconello.
Na primeira prorrogação da Copa, a Argentina obteve a vaga para as quartas-de-final com um golaço - mas que GOLAÇO - de Maxi Rodríguez. Agora enfrenta a Alemanha numa briga de cachorro grande.
O México pensou bem o jogo. Partiu para cima, impedindo os argentinos de respirarem. No sufoco inicial, marcou o gol com Rafa Márquez. A sorte da Argenina foi empatar pouco depois, com Crespo aparando um escanteio. O restante do primeiro tempo foi igual, bem movimentado, apesar de poucas chances serem criadas.
Na segunda etapa, os mexicanos continuaram segurando a bola, fechando os espaços dos comandados de Pekerman. Aos poucos, a Argentina melhorou, graças ao crescimento de Riquelme. Embora tenha pressionado, não conseguiu criar oportunidades.
Então veio a prorrogação e o México recuou demais. Ainda no primeiro tempo, Maxi Rodríguez fez uma pintura de gol que mantém acesa a esperança do tricampeonato.
Saudações,
Douglas Ceconello.

Esse Senderos é ruim, mas tem o espírito.
A Suécia cometeu o maior dos erros ao levar um gol no começo do jogo. Se já era complicado enfrentar a Alemanha, o gol de Podolski deixou o horizonte nórdico tenebroso. O mesmo polonês aumentou logo depois, após grande jogada de Klose. Passados apenas 12 minutos, o jogo já tinha acabado.
O desempenho sueco foi deprimente. Ibrahimovic ainda está se recuperando de lesão e não viu a bola. Quando tiveram a chance de entrar no jogo novamente, Larsson cobrou um pênalti nas nuvens. A Alemanha empilhou oportunidades e não marcou mais dois ou três graças ao excelente goleiro Isaksson.
Nunca vi os alemães jogarem como hoje, tocando a bola, fazendo tabelas e quase não utilizando a sua famosa bola longa. O futebol mundial não será o mesmo depois que Klose deu uma meia-lua.
E eu até tinha alguma esperança de que os suecos pudessem endurecer e cometer o crime. Simon errou ao expulsar o pobre Lucic, ainda no primeiro tempo, mas de resto foi bem.
Saudações,
Douglas Ceconello.
Espero que agora acabe toda essa fraternidade, fair play e disciplina. As 16 seleções que restaram têm a obrigação moral de colocar fogo nos gramados na tentativa de levantar a Copa.
Os confrontos:
Alemanha x Suécia
Argentina x México
Itália x Austrália
Suíça x Ucrânia
Inglaterra x Equador
Portugal x Holanda
Brasil x Gana
Espanha x França
Por aproximação das chaves, a seqüência de possibilidades para quartas-de-final, semifinal e a grande fumaceira de 9 de julho.
Ainda bem que o único jogo que não poderei assistir será Suíça x Ucrânia.
No mais, tudo agora é chopp.
Saudações,
Douglas Ceconello.
Bruno Coimbra mantém a honra do clã do Coimbra e dá continuidade à mediocridade estabelecida a partir de Quintino para o mundo.
Bruno Coimbra inicia carreira solo e apresenta um trabalho com mais estrutura e qualidade
Contato: 55 (21) 2122-8010
Pelo código 55 da frente o cara tá esperando por ligações internacionais. Pelo jeito, só do próprio pai e do tio Edu.
E o seu pai continua sonhando com trabalho no exterior. Seria melhor tomar conta do CFDele e pronto, o São Caetano do Rio está montado.
Que seja, sobre o jogo:
Dida estava no gol e dois japoneses estavam no Citrus Bowl em 96 e ontem, um gol pro Nippon era certo.
Com laterais 'querendo mostrar serviço', as ofensivas kamikazes tinham que fazer um porta-aviões afundar uma hora ou outra. Poderiam explorar mais os lados vazios do campo se não fossem eles japoneses e isto tem que indicar alguma coisa quando o assunto é futebol e não transistores e microchips. Seu Matsushita que o diga.
Fred ou Adriano teriam feito um gol, dois gols ou até mais. Definitivamente não é o Ronaldo que faz diferença; aliás, fez diferença negativa nos outros dois jogos, quando era um a menos em campo. Como desta vez se apresentou em campo para jogar, cumpriu o seu papel.
Desde que iniciou a preparação da Copa já se falava no recorde absoluto de gols em Copas que ele poderia bater. Bueno, agora só falta mais um. Mas se ele quiser ficar com o recorde é bom que faça contra Gana. Não sei o que espera o Brasil adiante, melhor não deixar pra depois, apesar de crer que a seleção acabe em 3o. ou 4o.
Juninho foi bem e mostra que faz falta no meio campo. Eu o colocaria no lugar do Zé Roberto ou no lugar de um dos dois centroavantes, manteria o Adriano como titular e mandaria o Ronaldinho avante.
Robinho continua cegando os pauli-cariocas. Simplesmente por ser mais um que se mexe. Nos dois primeiros jogos havia dois postes parados na frente e ele entrou no lugar de um deles em ambas partidas. Aí é só se mexer para que as câmeras o detectem, mas futebol que é bom, pouco.
Minutos para Rogério Ceni. Quando ele entrou, eu já tava dormindo, não aguentei 'tanta emoção'. Parece que não teve a chance de bater uma falta porque faltas não houveram mais perto da área. Nem pôde pedir pro Parreira ir ao ataque.
Gilberto Silva não fez nada demais mas devemos lembrar que o Japão foi a equipe mais fraca do grupo.
Claro a culpa foi toda do Zico, mas isto os 'oficialistas' da cobertura da Globo não vão falar para o público. Galinho de Quintino deve continuar sendo ídolo. Agora ele quer entrar no mercado europeu, quero ver quanto tempo ele ficará esperando e quanto tempo durará no seu emprego.
O declínio técnico é claro e só pode ser por causa dele. Tá certo que a última Copa foi em casa, mas a queda é enorme. Antes passou por Bélgica e Rússia antes de cair frente a Turquia. Agora tomou um laço de Austrália e Brasil e foi divertido ver as jogadas patéticas dos 'melhores momentos' contra a Croácia. Ainda bem que não vi este jogo pois poderia fazer com que desgostasse do esporte.
Hashino Mashta!
Saúdos, Vitor VEC
Não entrarei em tantos detalhes acerca do jogo do Brasil, até porque absolutamente todas as pessoas do país esbravejam opiniões e verdades absolutas desde que a Copa iniciou. Respeito a todos, de fato. Mas mencionarei apenas alguns tópicos que me parecem importantes nesta véspera de oitavas, entre eles o que pode transformar o Brasil em uma seleção praticamente imbatível: o efeito Tardelli.
Um dos momentos mágicos do futebol é a comemoração do gol. Fico desanimado com comemorações burocráticas como as de Ronaldo, imbecis como as de Robinho, e indiferentes como as de Romário. Acho divertido ver zagueiros fazendo gol. Não sabem se voltam correndo para seu campo de defesa, se abraçam os atacantes, se vão buscar a bola no fundo do gol. No quesito comemoração, argentinos e italianos são superiores. Comemoram como se tivessem voltado da morte, em chamas, chorando na maioria das vezes.
Foi o que me chamou a atenção no gol do Juninho Pernambucano. Fosse eu técnico (expressão usada ad nauseum nos últimos dias por milhões de brasileiros), Juninho estaria garantido no time titular pela comemoração de seu gol. Além do fato de ser "um-grande-meio-campista-que-bate-muito-bem-na-bola-e-pode-dar-consistência-ao-time, liberando-Ronaldinho-para-jogar-ao-lado-de-Nazário", sua correria pós-gol de imediato fez-me recordar a comemoração mais emocionante da história das Copas, o gol de Tardelli contra a Alemanha na final de 82. Argumento cabal: um cara que comemora assim merece respeito.
on fire


Afora isso, Ronaldo Nazário não provou nada contra o Japão. Porque não precisa provar. Parece estar ganhando ritmo de jogo, o que é suficiente para mantê-lo como titular. Com Emerson, Zé Roberto, Pernambucano e Kaká no meio, e Ronaldinho Gaúcho ao lado do Gorducho, vejo um Brasil quase imbatível. Se Ronaldo não se recuperar, que entre Adriano. Robinho inexiste. Fica correndo pra lá e pra cá e arruina todas as jogadas. Pode não ser completamente inútil se entrar nos 15 minutos finais para dançar ao redor de adversários cansados e pedalar sem a bola.
Reitero o quase imbatível, pois esse jogo das oitavas é complicado. Uma formação ideal ainda não foi encontrada/testada. Gana não tem compromisso nenhum e seria responsável pela maior zebra da história das Copas se, em sua estréia, eliminasse os penta-campeões. Também fiquei preocupado com os critérios de Parreira. Pra que colocar tantos reservas? Talvez para legitimar eventuais alterações. E a entrada de Rogério Ceni, que a qualquer momento poderia levar quatro gols e comprometer a liderança na chave?
Há sempre o perigo da volta do salto-alto.
Sem dieta,
Antenor Savoldi Jr
Não me agüentei.
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Robinho e reservas dão outra cara à seleção
Com o craque em campo, Ronaldo e Ronaldinho ficam soltos para brilhar
DORTMUND, Alemanha - Robinho passou as últimas semanas dizendo que estava pronto para ser titular. Nesta quinta-feira, contra o Japão, o ex-santista provou que estava certo. A presença do atacante em campo deu outra cara à seleção brasileira. Após dois jogos com Adriano e Ronaldo parados na frente, o camisa 23 substituiu o Imperador e deixou Ronaldinho Gaúcho e o Fenômeno soltos. Assim, as chances surgiram e o time goleou por 4 a 1.
Outros reservas também brilharam: Juninho deu mais força ofensiva ao meio-campo; Gilberto virou uma boa opção pela esquerda; e Cicinho foi importante nos gols da virada. Os dois primeiros ainda estrearam em Copas fazendo gols.
Com as mudanças, Ronaldinho participou do primeiro e do terceiro gols brasileiros. Além disso, deixou o Fenômeno outras vezes na cara do goleiro Kawaguchi. Já Ronaldo apagou as más atuações contra Croácia e Austrália: fez gol, deu trabalho e movimentou-se.
Tudo isso por causa da presença de Robinho. Caindo pela ponta direita ou pela esquerda, o ex-santista fez boas tabelas, abriu espaço para os laterais e ajudou Kaká e Ronaldinho a criarem. Ainda quase fez gols.
O camisa 23 deu três chutes a gol. Sempre com perigo. No primeiro, aos 10 do primeiro tempo, recebeu na direita, puxou para dentro e bateu forte, mas Kawaguchi pegou (assista ao vídeo).
Sete minutos depois, o goleiro japonês fez milagre: Robinho trocou passes com Ronaldinho pelo meio, driblou Tsuboi e chutou de fora da área. Bela defesa e escanteio (assista ao vídeo). Aos 22, o ex-santista arrancou pela direita, entrou na área e caiu pedindo pênalti, mas o árbitro não marcou nada.
No segundo tempo, Robinho continuou no ritmo forte, com velocidade, e quase fez o seu aos 18, arriscando mais uma vez de fora da área.
Mesmo sem balançar a rede, Robinho correspondeu às expectativas da torcida e fez a seleção lembrar o futebol que encantou o planeta na Copa das Confederações. No banco, Adriano deve ter ficado com receio quanto ao seu futuro no time. Agora, Parreira sabe por que Robinho sempre diz que está pronto.
Fonte: globoesporte.globo.com
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As maiores loucuras eu coloquei em negrito.
Nenhum sentido isso. Robinho até não foi mal, mas não o escolheria como um dos melhores em campo. Continuo achando ele uma farsa. Quando o jogo começou, pensei: hoje esse safado vai estraçalhar e me deixar de cara no chão. Mas era fogo de palha, aos poucos ele foi sumindo.
O time foi bem porque o esquema mudou. Individulamente, considero Cicinho e Juninho como os grandes responsáveis. Agora, dizer que Ronaldo e Ronaldinho tiveram um desempenho melhor porque o CRAQUE estava em campo é deplorável.
Tudo bem, era isso que os faceiros esperavam, uma vitória convincente com a participação do Borboletinho para fazerem a sua festinha promíscua. Como disse num comentário, se colocarmos no papel uma formação com o Ronaldinho e outra com o ex-santista, essa gente certamente escolheria a segunda.
São os mesmos que acham bonitinho quando, brincando, o MOLEQUE abaixa as calças de seus companheiros, provavelmente desejando que suas próprias calças fossem arriadas por ele.
Saudações,
Douglas Ceconello.
Brasil x Gana (27/06 - terça-feira)
Itália x Austrália (26/06 - segunda-feira)
Por ironia, o Brasil começou perdendo o jogo em que teve a melhor atuação nessa primeira fase. Não foi uma coisa estupenda, mas apareceu alguma lucidez e desenvoltura no time. E, finalmente, passados 10 dias da estréia, Galvão Bueno alcançou o orgasmo tântrico de narrar um gol do Nazário. Foi justamente quando Ronaldo entrou de cabeça.
As opções mostraram que são melhores que os titulares. Em 90 minutos, Cicinho acertou coisas que para Cafú parecem impossíveis. Deixá-lo fora do time é um crime. Juninho Pernambucano foi bem, apesar de estar claramente nervoso no início. Bate na bola como poucos no futebol mundial. Gilberto Silva deixou claro que pode ser uma boa alternativa, mas para o lugar de Zé Roberto e não para a vaga de Émerson, como os cariocas desejam.
Daqueles que entraram, o pior foi Gilberto. Também não gostei de Robinho, que deu uns chutes bons e passou o resto do jogo fazendo firulas. Ronaldinho Gaúcho foi superior em relação aos dois últimos jogos: errou mais passes, é verdade, mas justamente porque ousou mais. Além disso, aproximou-se mais do ataque, onde realmente é decisivo.
Ronaldo EL FOFO Nazário teve sua melhor atuação na Copa. Via-se que ele tinha vontade de fazer o gol. Como sua carreira está no crepúsculo, deveria seguir o método de Romário: transformar-se em um matador com atuação restrita à grande área. Foi assim que ele apareceu na frente da área para fazer o quarto e igualar a marca de Gerd Muller com 14 gols em Mundiais.
Temendo que o Brasil engrena-se uma goleada ainda maior, Parreira tirou Kaká e Ronaldinho para colocar Zé Roberto e Ricardinho. Agora imaginem a felicidade de Ricardinho, que não joga nada há tempos e de repente entra em campo para um jogo de Copa.
A passagem da Austrália foi merecida. Foi na estréia contra o Japão que a equipe garantiu a sua vaga, e depois ainda deu algum trabalho para os brasileiros. Mas deve parar por aí, já que pega a Itália.
Fico com Brasil e Itália, mas não me supreenderia tanto assim uma vitória de Gana. Se Cicinho e Juninho Pernambucano ficarem de fora, as chances dos africanos aumentam.
Japão
Aquele galo que Antenor, Vitor e eu entregamos a Esculápio perpetrou a degradação física dos japoneses e a ruína moral de Zico. O Japão está eliminado, graças aos bons deuses que jogam futebol de madrugada nos campos da várzea.
Contra a Croácia foi triste. A mandinga provocou tamanho estrago que os jogadores estavam trastornados em campo. Um atacante recebeu um cruzamento rasteiro, com o goleiro ao lado da meta, e consegui chutar torto por baixo das pernas do arqueiro. Em outra oportunidade, um cara partiu com a bola dominada para cima do juiz. Foi desarmado pelo nosso comparsa do apito e ainda se contundiu. Hoje, contra o Brasil, conseguiram recuperar Ronaldo e afundar de vez suas intenções de chegar às oitavas.
Agora é pensar na África do Sul e reclamar daquele velho zagueiro do Bangu de 1985.
Saudações,
Douglas Ceconello.

A brasileira que invadiu o treino em Weggis promete repetir a dose no jogo contra o Japão, em Dortmund. Quando ela colocar o pé na lateral, a comissão de frente já estará na grande área. Se ela bater em alguém, pelo menos o air bag ajuda a arrefecer o impacto.
Parece que ela já é bem conhecida pelos círculos da fubangagem na Copa, como a foto abaixo comprova, mas, convenhamos, é uma baranga dos infernos.