novembro 6, 2007

Transferência Milionária

Mesmo que você, leitor, ainda não tenha criado juízo suficiente para patrocinar nossas viagens pela América do Sul e livrar-nos dos atuais empregos opressores, nós do Impedimento permanecemos sempre preocupados com seu bem-estar.

Devido aos constantes problemas de tráfego e lentidão com o sistema (que todos podem perceber pelos comentários dobrados, por exemplo), vamos migrar para um novo endereço. Talvez um pouco menos caprichado que o atual, no novo servidor pretendemos minimizar estes problemas. Seguimos sendo um blog Insanus, e este antigo endereço continuará funcionando como nosso arquivo de preciosidades.

Aqui está: www.impedimento.wordpress.com.

Como em todo início de temporada, vamos organizar o time aos poucos e segurar uns empates. Assim que começarmos a receber grana dos milhares de leitores espalhados pelo mundo, prometemos algo mais autoral e luminoso - como o carrossel caipira do Mogi-Mirim 92/93.


Redação Impedimento

Publicado às 1:30 PM | Comentários (14)

Clipping bolivariano

Minha secretária, uma relações públicas argentina, formada na Universidade Autônoma do México, me mandou o clipping de hoje direto do gabinete do Hugo Chávez, onde ela trabalha como bico.

Argentina – Voltar da segunda divisão deve ter seus encantos. Hoje, completam-se 25 anos do retorno heróico do San Lorenzo à primeira divisão do futebol argentino. O jornal Olé reuniu alguns jogadores do time de 1982 para as recordações. (Olé)

Panamá - Eletrizante. O técnico da seleção do Panamá, Alexandre Guimaraes, está tranqüilo por contar com o time completo para enfrentar amanhã o selecionado de El Salvador e domingo, Honduras, no triangular do Sub-23, que vai classificar para o pré-Olímpico de 2008 nos Estados Unindos. Pra frente, Panamá! (El Siglo)

Paraguai – A super-rodada desta quarta-feira terá o enfrentamento entre o líder do torneio Clausura, o aristocrático Libertad, contra o segundo colocado, Cerro Porteño. O Libertad está com 42 pontos e o Cerro, com 38. (ABC Color)

Venezuela – Foram convocados nesta segunda os 22 jogadores da seleção venezuelana, que enfrentará Colômbia e Bolívia pelas rodadas 3 e 4 das eliminatórias da Copa. Ficaram fora da convocação o goleiro Renny Vega, lesionado, e o volante Héctor Gonzáles, que não anda se bicando com o treinador Richard Paez. (El Nacional)

Chile – Já o treinador da seleção do Chile, Marcelo Bielsa, está com dolor de cabeza. Para enfrentar Uruguai e Paraguai, o técnico não contará com os lesionados Estrada, Medel, Sánchez e Mark González. Já não contava com Iturra e Álvarez, suspensos. (Mercurio)

México – O plantel do América está reclamando do calendário. Na semana que vem, terão de enfrentar os colombianos do Millonarios, pela partida de volta das semifinais da Copa Sul-Americana, e ainda encarar uma partida decisiva no Apertura mexicano. “Estou cansado de sempre culparem a Federação Mexicana de Futebol. Não há do que se queixar, há que seguir adiante e buscar o título dos dois torneios”, foi a resposta do treinador Daniel Brailovsky. Nome bom. (El Universal)

Daniel Cassol

Publicado às 10:40 AM | Comentários (5)
novembro 5, 2007

Futebol, vingança e letras

Tópicos sobre futebol, vingança e literatura.

***

O jogo entre Atlético-PR e Grêmio parece não ter fim. Agora há pouco ouvi na Bandeirantes que o volante Labarthe, do time gaúcho, afirmou ter recebido uma ligação do irmão de Claiton, aconselhando EDUARDO COSTA a ter cuidado em suas atividades em Porto Alegre. Labarthe e o irmão de Claiton jogaram juntos nas categorias de base do Inter. O meio-campista do clube paranaense estaria INSTIGANDO seus parceiros a acertar as contas com o gremista.

***

Fiquei extremamente decepcionado com as obras sobre futebol na Feira do Livro de Porto Alegre. Pela oferta, pelo preço e pela qualidade. Primeiro, na Calle e Corrientes, ofereciam uma revista toda fresca - apesar de usada - sobre craques argentinos por 30 paus. Desisti na hora. Não era nada que não possa achar na internet. Depois, fui procurar o livro de histórias da conquista do Mundial pelo Inter. A edição é primorosa, mas vou esperar um pouco mais para gastar 38 merrecas. A última tentativa também foi fracassada porque o ALFARRÁBIO que fala das 50 maiores peleias do futebol gaúcho estava 27 moedas grandes, coisa que pretendia gastar mais tarde em atividades menos nobres. Na real, a edição é bem vagabundinha.

***

Falando em escritos, estes dias me deparei novamente com este grande texto que o Firpo publicou um dia após a decisão do Mundial. É um dos melhores relatos que já li sobre o drama que cada vermelho passou naquela manhã calorosa como a brasa do festivo churrasco que a encerrou.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 9:20 PM | Comentários (26)
novembro 4, 2007

Meu Primo Virou Boleiro - II

Um mês se passou desde que meu primo Gusta, como quer ser chamado, foi para Caicó-RN começar sua carreira como jogador profissional de futebol. Diferente do que eu imaginei, a quantidade de informação que chega de lá é imensa, graças ao baratíssimo acesso à internet em lan houses locais.

Enquanto Gusta se prepara para encher a rede de gols, eu encho de informação sobre a jornada dele pelo semi-árido. Acompanhe:

A Cidade

Não pára e só cresce. Segundo me contou, Caicó é um foco de centralização no interior do Rio Grande do Norte. Mais do que isso não consegui perceber, nem mesmo do calor meu primo me falou. Mas a insistência em contar que existe um picolé vendido a 25 centavos em todas as esquinas me faz calcular o calor senegalês.

Mais do que isso, também existe um grande destaque para as acomodações do Corintíans de Caicó, onde os atletas vindos de São Paulo estão morando – conta Gusta que é tudo bom, bons quartos, boa comida e uma piscina.

Também existe um telefone coletivo dos jogadores. Caso alguém queira ligar para eles, é só discar (84) 9603-5086 e encher de grana a operadora de telefonia de sua região.

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Este é Gusta em frente ao Clube que defende. Repare na camiseta da Cove, com um logotipo da Al Jazeera. Meu primo flerta com a intelectualidade, o que o coloca no pequeníssimo grupo de Jogadores Alfabetizados. Trupe tão pequena que não daria para organizar uma pelada no final do ano.

A Competição

O elenco foi reforçado para a Copa Rio Grande no Norte. A competição faz parte do calendário de atividades do segundo semestre, que busca manter os times em atividade o ano todo. A princípio é um torneio que mexe só com o interior do estado, mas a condição de rebaixado do América RN fez com que os diabos de Natal investissem nela também.

Assim, com América e ABC na jogada, tudo ganha importância. Os grupos são regionais, e os dois primeiros de cada chave se classificam para as semi-finais.

Junto com o Corintians de Caicó, compõem o grupo B os times do Macau, Assu, Potiguar de Mossoró e o Baraúnas; a equipe do São Gonçalo desistiu de participar da competição.

Os treinos

Agora é para valer. Gusta, que joga de meia-atacante, conta a dificuldade que tem sido treinar nessa posição. Como o time tem uma dupla pra posição que é xodó da torcida por ter jogado o estadual em Caicó, ele pulou direto para a reserva. Além disso, um reforço para a posição está sendo trazido para a Copa RN.

Nervoso, meu primo não conseguiu treinar bem e, saindo na reserva, continuou lá. Passou pela sua cabeça mudar de posição, atitude que apoio completamente. Mesmo insistindo para a lateral, visto a falta de laterais pelo Brasil inteiro, ele acabou optando por virar atacante.

Fotos comentadas

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Aqui, os 5 imigrantes da bola em um local de treino. Elenco embuído.

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O estádio.

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Grama só do lado de dentro.

Amanhã, os 4 jogos que já rolaram nas palavras de Gusta.

Texto surrupiado do blog do maestro Menezes, que continua narrando a saga de Gusta pelo Braziu-ziu.

Amanhã tem mais.

Publicado às 2:48 PM | Comentários (7)
novembro 2, 2007

Sobre a impulsão latente ou Dezembro está chegando

Há exatos cinco anos eu estava sentado num estabelecimento comercial, vulgo BAR, assistindo a Inter e Coritiba. Tinha a esperança de que o Inter subisse uns degraus para acabar o campeonato de forma digna. O placar em branco se arrastou até o final do jogo. Naquela altura, o empate já me parecia bom para começar a evitar o desastre. No entanto, aos 44, Lima marcou o gol que desencadeou o pavor extremos entre os vermelhos.

O que seguiu naquele ano foi uma via crucis que acabou em Belém, a terra onde Jesus nasceu, justamente com o renascimento do Inter. Ontem, espiando o jogo, temi que um gol adversário fizesse renascer o martírio. Os pernambucanos não marcaram, mas a sensação de "puta que nos pariu" ressurgiu quando juiz apitou o final do jogo.

Como bem sabem aquelas pessoas lúcidas e inteligentes que acompanham este sítio nada modesto, este ano decidi não me preocupar com futebol. Não assim de não dar bola, mas em dezembro de 2006 resolvi dar umas férias ao meu sistema nervoso. Duas décadas esfolando um pobre coração juvenil me fizeram adotar esta postura. Eu estava descansando na Punta Del Este das emoções futebolísticas e não havia câmbio do dólar que pudesse me demover de tal estado.

Por isto, me incomodei quando o Inter foi eliminado do Gauchão, mas não chegou a ser uma inconformidade de socar paredes. Quando fomos eliminados na primeira fase da Libertadores, a surpresa foi grande. Esperava que em 2007 o Inter montasse um esquadrão capaz de vencer um dos dois títulos importantes, a Copa ou o Brasileiro. Nada disto, no entanto, me fez largar a caipira ou tirar a viseira no paraíso da satisfação futebolística. Sabia de todos os erros, mas não queria dar bola.

Nem as duas derrotas em clássicos me deixaram como em outras ocasiões, quando teria vergonha de sair na rua por meses. Sequer fiquei muito descontrolado quando as chances do tetra nacional afundaram-se com resultados adversos, muitos cedidos no final das partidas. Quase desvirtuei minha postura depois do empate contra o Atletico, no Mineirão. Mas olhei para as vacas no campo e me mantive fiel ao descanso em berço eterno.

Até agora estou meio "blé", mas dezembro está chegando. E com ele o fim do interlúdio. Portanto, estou disposto a encerrar o período sem ganhar nada, mas ainda assim feliz. Apenas, caro senhor Píffero, faço a advertência que, caso aconteça a desgraça de sermos rebaixados - o que eu, sincera e racionalmente, não acredito -, é melhor que deixes o país de forma bem rápida, porque em algum lugar dentro do seu carro ou da sua casa eu estarei esperando para conduzir-lhe com parcimônia aos piores desprazeres físicos que a humanidade já conheceu.

E, mesmo depois de morta, a pervertida da Serra continua levando dinheiro para o seu cafetão.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 2:18 PM | Comentários (37)
novembro 1, 2007

Valderrama eterno

Os jogadores do River Plate estão reclamando do estado do gramado do Monumental de Núñez, a cartolagem está assanhada no Peru e Carlos "El Pibe" Valderrama segue proporcionando alegrias na Colômbia. É o resumo do noticiário esportivo na Pátria Grande.

Chile -

Os jogadores do futebol chileno estão avaliando as eventuais vantagens que terão agora que foi aprovado o Estatuto do Jogador. A normativa determina o fim dos contratos prorrogáveis e vínculos formais dos jogadores com os clubes a partir dos 18 anos, mas a verdade é que nenhum atleta ouvido pela reportagem manjava do assunto. (El Mercurio).

Paraguai -

O caso do apito no torneio Clausura será o tema principal da reunião dos presidentes de clubes, marcada para a próxima terça-feira na Associação Paraguaia de Futebol. Alguns dirigentes defendem a queda do diretor de arbitragem, Dr. Ubaldo Aquino, mas este possui apoio da cúpula da entidade e, dificilmente, perderá a boca. (ABC Color)

Argentina -

"Nesta cancha de merda não se pode jogar", exclamou Ariel Ortega, ontem, sintetizando a opinião do grupo do River Plate sobre o estado do gramado do Monumental de Núñez, massacrado após uma seqüência de shows do lendário grupo de rock argentino Soda Stereo (muito prazer, Cassol). Apesar das reclamações dos jogadores, a diretoria do River seguirá recebendo grandes recitais, de olho na grana entrante. Em dezembro, o Monumental receberá o grupo The Police, contabilizando 17 shows em 2007, entre Ricky Martin, Roger Waters, The Whoo e Alejandro Sanz. (Olé)

Peru -

Pivô da polêmica que ameaça desfiliar o país da Fifa, Manuel Burga fez ontem o juramento como presidente da Federação Peruana de Futebol até 2011. Diante da imagem de Jesus Cristo e com a mão direita sobre a Bíblia, Burgo disse que não sentia vergonha de voltar a assumir a presidência da FPF, mesmo impedido pelo Instituto Peruano do Desporte, órgão governamental, de exercer cargos públicos até 2012. O chefe do IPD, Arturo Woodman, criticu Burga e disse que não aceitará chantagens quanto a eventual desfiliação da Fifa por interferência do governo peruano no futebol do país. (Diário de la República)

Colômbia -

Ele poderia estar fazendo propaganda de viagra por aí, mas não: Carlos Valderrama segue dando espetáculo nos gramados colombianos. Ontem, treinando a equipe do Junior por uma partida do torneio Finalização, Valderrama sacou uma nota de 50 mil pesos depois que o juiz marcou um pênalti contra seu time, ao final do primeiro tempo. De acordo com a reportagem, o juiz não percebeu a ofensa, ao que Valderrama seguiu esbravejando no gramado até ser expulso. A ordem foi ignorada e o ex-jogador passou o restante do jogo na casamata, ainda aproveitando o intervalo da partida para insultar o árbitro, frente a frente. O Junior perdeu para o América por 3 a 1, rolou pancadaria na arquibancada e o jogo foi encerrado antes do tempo regulamentar. (El Tiempo)


Aqui pra somar,

Daniel Cassol

Publicado às 1:34 PM | Comentários (17)
outubro 31, 2007

Greve na Bolívia, suspeita no Paraguai

Parobé, a torcida confia em ti, diz a faixa guardada no armário lá de casa. Minha avó é colorada. Tio Cunha distribui medalhas para os desportistas de São Sepé, prova de que o futebol é uma festa na América Latina, como você verá nos jornais desta quarta, na estréia deste novo quadro do Impedimento. Prometo dedicação condizente com meu salário, isto é, não contem com essa porcaria aqui todos os dias. Reclamações com Antenor ou Douglas.

Bolívia (El Deber) – Três meses sem receber salários e os jogadores do Oriente Petroleiro decidiram ontem parar de treinar e dizem estar dispostos a entrar na justiça. Para o dia 15 de dezembro, estão previstas eleições no clube. (leia mais)

Uruguai (El Pais) – Criticado nos últimos tempos por não obter bons resultados fora de casa, o Defensor quase consegue emudecer o Monumental de Núñez ontem, mas o empate sem gols classificou o River Plate para a semi-final da Copa Sul-Americana. Eram 400 torcedores do Defensor, com “um par de serpentinas”, contra 45 mil argentinos que gritavam: “quem não salta é do Uruguai”. (leia mais)

Paraguai (La Nacion) – A arbitragem está gerando polêmica entre os dirigentes dos clubes paraguaios. O presidente do Cerro Porteño, Luis Alberto Pettengill, afirma que os erros sistemáticos dos juizes estão prejudicando vários times, mas favorecendo apenas um. É uma referência ao Libertad, líder do Claususa, um ponto à frente do Cerro. (leia mais)

Argentina (La Nacion) – Divergências entre o presidente do Boca Juniors, Mauricio Macri, e o vice Pedro Pompillo, estão inviabilizando a montagem de uma chapa oficialista para as eleições do dia 2 de dezembro. (leia mais)

Só pra constar: Ontem, a Igreja Maradoniana celebrou o 47º aniversário de Diego Maradona, realizando o casamento de um casal de mexicanos que estava de passagem por Buenos Aires. (leia mais)

Até amanhã!

Aqui pra somar,
Daniel Cassol.

Publicado às 2:23 PM | Comentários (14)
outubro 27, 2007

O craque do bairro

Marquinhos foi o maior jogador com quem tive a oportunidade de compartilhar uma cancha de futebol. Muito antes de Romário, já apostava quantas janelinhas conseguiria dar nos adversários ou que faria um gol de bicicleta em determinada partida. A diferença é que sua moeda era a cerveja.

Marquinhos foi o segundo de uma família de quatro irmãos, todos bons jogadores de bola. Em ordem decrescente, Abel, que certa vez derrubou uma trave com uma paulada - tudo bem que era de madeira, mas o que vale é que foi ao chão -, Fernando, ou Fê, extremamente habilidoso também, e Júnior, que não tive a felicidade de ver jogar a valer.

Marquinhos era quem jogava mais, não apenas entre os irmãos, mas também entre toda a gurizada do Parque Residencial Marechal Rondon, um bairro de nome bonito que abrigava uma corja de vadios que bebiam cachaça com refrigerante em construções e escutavam Rap Brasil e Racionais com a complacência confusa que a adolescência permite.

Era canhoto, o diabo. Atuava como meia avançado, com extrema facilidade para controlar a bola, velocidade e chute certeiro. Sua habilidade era demasiada, chegava a provocar. Fez história no bairro compondo o temido time do Alemanha - referência à rua em que morava a maiora dos jogadores do time. Faziam grandes clássicos e ficaram invictos durante sei lá quantas semanas. Marquinhos tomava pau como uma cadela sarnenta, mas parecia que jogar cada vez mais.

Muitas vezes fomos companheiros de time, especialmente quando formamos uma equipe forte no futebol de salão. No gol, Cueca. Na zaga, Éder e eu. Chico, que depois andou jogando no Santa Cruz e no Avenida, Marquinhos, Zezinho e Malabim, apelido que fazia referência à forma peculiar do melão do rapaz. Era um time forte. O primeiro feito que me salta à memória foi certa vez quando enfrentamos um bom time que levava até torcida para a quadra, um monte de mulheres gritando e atucanando. Era formado por gringos altos, muitos nossos desafetos das ruas e dos bares. O que aconteceu não foi menos que espetacular e gerou um belo trago de canha na esquina sagrada para comemorar e fazer os comentários do pós-jogo.

(Na partida, a correria foi grande, pau e pau. Tive a oportunidade de fazer o lance mais habilidoso da minha vida, sem querer. Me tocaram uma bola rasteira, forte, eu estava de costas para o adversário. Então, sei lá por que, bati o bico do pé embaixo da bola e ela subiu pouquinho acima do nível da cabeça. Atrás de mim vinha um adversário desabalado, que acabou passando por baixo da bola e transformou o lance num lindo chapéu, gerando um "ohh" geral.)

Estávamos perdendo por uns dois gols de diferença e já ouvíamos os gritos de olé, mas, não sei como, viramos o jogo. Marquinhos parecia dominado por um espírito infernal: é o que acontece quando os jogadores de excelente técnica são tomados pela vontade absurda de vencer. Quando o cara está perdendo, dribla todo mundo, faz o gol, corre alucinado para pegar a bola nas redes, não ri e volta para o meio do campo com os olhos fixos, esperando o juiz recomeçar para sair matando o adversário de novo. E assim foi. Marquinhos virou o jogo, que nesta altura era uma fumaceira digna de La Plata. Como bons guris balaqueiros, começamos a cair e amarrar a partida. Também porque estávamos mortos, aqueles gringos magros e malditos corriam como o diabo, principalmente um, que não parava nunca e, por ironia, era o que mais detestávamos. Mas Éder e eu juntos éramos uma boa dupla de zaga, entrosada desde os 12 anos, quando jogamos no Esporte Clube Canarinho. Aprendemos um com o outro a superar a vergonha de bater descaradamente. E quando o bólido aguado se aproximava do gol, um de nós saía e dava o primeiro combate, ou com uma alavanca ou empurrando, enquanto o da sobra chegava matando, não raro dando socos e pontapés. E assim foi até o fim, quando o jogo acabou e o pulmão havia expelido todas as porcarias com que costumávamos castigá-lo. Se Marquinhos havia virado o jogo, devíamos ter a dignidade de ao menos segurar o resultado.

Naqula época batíamos bola num campo, metade barro, metade grama. Não sei por que o tempo não estancou naqueles dias, onde o horário de verão nos permitia ficar das quatro da tarde às nove da noite disputando um jogo que nunca acabou. Certa vez, caiu uma chuvarada e tivemos a brilhante idéia: fazer uma partida sem faltas. É claro que o jogo se transformou numa correria infernal, todos caçando os amigos adversários. Foi quando Marquinhos apanhou uma bola de costas para mim. Se ele desse o segundo toque, me driblava certo. Aproveitei a conjuntura favorável para lhe passar um rapa perfeito nas duas pernas. Ele saltou alto e caiu de bunda no chão. "Porra, cara!". Eu achei extremamente engraçado.

Marquinhos tinha uma outra habilidade espantosa. Era capaz de passar uma noite de sábado se entragolando como um condenado e, ainda assim, disputar torneios de futebol aos domingos. Geralmente valiam uma caixa de cerveja e um churrasco. Muitas vezes venceu, outras tantas perdeu. Eu nunca conseguiria ter uma resistência destas mesmo que nascesse mil vezes. Era um cara matreiro, sem dúvida. Feio, com os dentes amarelados pelo fumo desde tempos imemoriais, meio caolho. Mas, mesmo com este quadro da dor, pegava algumas moças gatíssimas, tinha a sabedoria. Apenas não sei encontrava a mesma facilidade que tinha com adversários para fazê-las abrir as pernas.

Não vi o futebol da mesma forma depois que, em 1997, no Beira-Rio, Marquinhos me apontou para os jogadores em campo e disse: "cara, a maioria deles joga a mesma coisa que a gente, só tem mais preparo físico". Era verdade. Duvido que Marquinhos não tivesse potencial para ao menos ser um Sandoval naquele time colorado, caso um pouco mais de dedicação e oportunidade aparecesse no seu horizonte.

Tempos depois, numa noite qualquer, ficamos batendo papo na sua casa, ouvindo músicas bagaceiras num rádio pré-histórico. Foi a vez que mais conversamos sozinhos, tomando um trago com as bebidas do pai dele e colocando água nas garrafas para disfarçar. Até um espumante abrimos e achamos que o momento exigia quebrá-la no meio da rua, para marcar uma data importante, como já havíamos feito dezenas de vezes em outras datas históricas da nossa juventude pseudo-marginal. Neste dia, Marquinhos disse que gostava de me ver jogando, correndo e quebrando tudo, o maior elogio que recebi como boleiro. Revelou ainda que preferia atuar com a camisa número 8, quando sempre imaginei que gostasse mais da famigerada 10. No outro dia, Marquinhos deveria acordar para se inscrever num teste no Inter. Ficamos até alta madrugada bebericando e falando bobagens, dormimos umas quatro horas e fomos ao Beira-Rio, onde dezenas de outros guris se amontoavam no guichê de inscrições. Esperamos umas horas e voltamos para casa dormindo no ônibus. Creio que Marquinhos nunca foi fazer o teste. Depois casou e adquiriu o hábito de jogar cartas num boteco. Até hoje gosto de acreditar que continua apostando e aplicando janelinhas loucamente.

Saudações,
Douglas Ceconello.


Publicado às 2:40 PM | Comentários (31)
outubro 26, 2007

Os dias mais felizes de nossas vidas

Estive pensando durante quase uns três minutos e tomei nota daqueles que eu considero os cinco jogos mais importantes da história de Inter e Grêmio.

Nem sempre as partidas se referem a títulos, já que, bem sabemos todos os amantes da loucura bárbara, às vezes aquela semifinal esperta é mais importante. Pois bem, chega de conversa.

Inter

1) Inter 1 x 0 Cruzeiro - 1975 - mais importante porque foi o primeiro título decente de um gaúcho, com o famoso gol iluminado do capitão Figueroa.
2) São Paulo 1 x 2 Inter - 2006 - a vitória praticamente garante a conquista da primeira Libertadores. Uma semana depois teríamos a confirmação e a libertação do povo colorado.
3) Inter 1 x 0 Barcelona - 2006 - para mim, menos importante que a Libertadores, mas a palavra mundial fala por si.
4) Inter 2 x 1 Grêmio - 1989 - semifinal de Brasileiro, denominado Gre-Nal do Século, 90 mil pessoas, um jogador a menos e vitória de virada. Particularmente, considero este o mais importante e pleno de boas lembranças, já que foi das primeiras partidas em que eu realmente tive a noção do que era torcer. Precisa mais?
5) Fluminese 0 x 2 - 1975 - semifinal de Brasileiro, a Máquina Tricolor rui aos pés de Carpegiani em pleno Maracanã, abrindo caminho para a final contra o Cruzeiro.

Grêmio

1) Grêmio 2 x 1 Peñarol - final da Libertadores de 1983, Olímpico em polvorosa e jogo difícil às ganhas, unindo duas equipes de ponta da América do Sul.
2) Grêmio 2 x 1 Hamburgo - final do Mundial daquele ano, Grêmio vence na prorrogação com Renato Gaúcho plenamente transtornado, garantindo a corneta sobre os colorados por 23 anos.
3) Grêmio 1 x 0 Inter - 1977 - O time azul vence o Inter e quebra uma seqüência de oito campeonatos estaduais vermelhos. De lambuja, André Catimba marca na história o vôo de comemoração, até hoje umas das fotos mais geniais do esporte.
4) São Paulo 0 x 1 Grêmio - Baltazar, Artilheiro de Deus, conquista o primeiro título nacional do Grêmio e garante o Morumbazo sobre os paulistas.
5) Náutico 0 x 1 Grêmio - A famosa Batalha dos Aflitos, um dos jogos mais improváveis e emocionantes da história, vencido com força pelo Grêmio, com quatro a menos e um pênalti contra, perdido com gana pelo Náutico, que errou dois penais.

É claro que tenho plena noção do que foi uma São Paulo x Barcelona, em 1992, ou um Palmeiras x Corinthians, em 1993, ou um Corinthians x Ponte, em 1977, ou ainda um Flamengo x Atlético, em 1980. Mas não sei tanto da história dos clubes a ponto de me sentir autorizado a elencar cinco jogos mais importantes. Tivesse eu conhecimento maior da história, colocaria os resultaods mais importantes da trajetória destes e de outros clubes. Peço desculpas e convido-os a fazer isto nos comentários.

Saudações,
Douglas Ceconello.

outubro 24, 2007

Ai, Perestroika!

A bandeirinha e pelada Ana Paula de Oliveira, que segunda filiou-se ao PC do B, ainda não falou nada sobre se pretende posar na Playboy junto da deputada Manuela d'Ávila. Cumprindo seu dever jornalístico, Impedimento entrou em contato por e-mail, mas não foi atendido.

Gostaríamos de saber ainda se ela trocará o instrumento de trabalho usual pela foice ou pelo martelo.

Quem dera fosse eu um lateral-esquerdo qualquer para ficar na linha do campo me fazendo de louco e implorar pra ela: "vai, só uma vez, me chama de Vladimir". Ou então convidá-la pra nos dirigirmos ao soviete mais próximo e dividirmos tudo que temos direito. Já apelando, ainda poderia chamar de canto e dizer: "só hoje, DUMA comigo".

No entanto, caso Ana Paulovski erre a partir de agora, por coerência entendo que a Conaf deve mandá-la para a Sibéria.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 8:01 AM | Comentários (81)
outubro 22, 2007

Meu primo virou boleiro

E não bastasse desenvolver seu futebol em uma tentativa de profissionalização aos 23 anos, ainda começou a jornada por Caicó, no semi-árido do Rio Grande no Norte. Além de torcer muito por ele, o que posso fazer é uma cobertura sobre o que de mais interessante acontece na vida de alguém que vai atrás do seu sonho sem medir esforços, e assim tentar popularizar o seu futebol através das palavras.

- Um breve histórico

Gustavo não é meu irmão por detalhe. Fomos criados sempre juntos e com a diferença de idade que as mães trazem irmãos ao mundo. Nos 12 anos que fomos quase vizinhos, até que meus tios se mudassem para o interior de São Paulo, a diversão era invariavelmente futebol – em suas diversas formas. Futebol de botão, futebol de meia no corredor, com bola de tênis, futebol entre times imaginários, no vídeo game e nas horas de engarrafamento voltando do colégio e lendo e ouvindo notícias sobre os torneios em andamento.

Entre as quatro linhas da formação de uma cultura inútil inimaginável, sobrava pouco tempo para o jogo em si, na grama e de chuteiras. Ao menos para mim.

Gustavo intensificou a prática do esporte bretão em sua mudança, jogando torneio pelo colégio, por times amadores locais e sei lá mais onde. Um esforço que não passava de brincadeira até uma viagem ao México, cerca de dois anos atrás.

Dando uma de João sem braço imenso, Gustavo fez um teste em alguns times da cidade de Puebla. E em um deles, logo o mais importante, foi aprovado. Por problemas de acerto com a diretoria, não ficou jogando por lá. Mas a impossibilidade causada por atitudes suspeitas dos afilhados de Jorge Campos era o de menos, Gustavo já tinha o que queria: a aprovação.

E foi nisso que se fiou para investir e correr contra o tempo, que já da sinais de passagem lá pelos 20 anos, quando o jogador não explode. Dedicou-se ao treino e aprimoramento e foi convidado por um empresário para uma temporada em Caicó. Uma espécie de vestibular da bola para ele e um punhado de amigos, também escolhidos a dedo na cidade dele. Se vingará eu não sei, mas acompanharei de perto. E se você leitor quiser, pode acompanhar junto. Seja por curiosidade, por diversão ou para entender que nem só de roubalheira pro Corinthians e salários milionários vive o nosso futebol.

- Ficha Técnica

O próprio Gustavo fez sua ficha antes de partir para Caicó.

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- O Time

O Corintíans de Caicó, sem o H, em português mesmo. O time tem alguma relevância na região e no Rio Grande do Norte. Claro que o América de Natal denuncia que o futebol potiguar não anda uma maravilha, mas isso pode até ajudar, já que será mais fácil pegar uma titularidade nessas condições. Aliás, segundo apurei, o time tem alguma tradição em treinar jogadores para times maiores. O mascote deles é o galo, e até aparece em alguns escudos mais antigos do time.

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Como não poderia deixar de ser, bati um papo com ele antes da viagem, tirando algumas dúvidas e traçando perspectivas do mais novo meia atacante do mercado.

A Vida Mata a Pau: Qual a importância da Copa RN?

Gustavo: É grande, pois o campeão (ou vice, no caso de América e ABC serem campeões), terão lugar na copa do Brasil ano que vem, e o vice na série C do Brasileiro. Além disso, permite que as equipes do interior, principalmente, tenham atividade no segundo semestre, já que apenas ABC e América ainda estão disputando competições.

AVMAP: Diga o nome de 10 times do RN:

Gustavo: America, ABC, ASSU, Alecrin, Macau, Potiguar de Mossoró, Potyguar de Currais Novos, Potiguar de Paranamirim, Baraúnas, São Gonçalo, Santa Cruz.

AVMAP: Já saber o Hino do Corintians de Caicó?

Gustavo: Ainda não, mas procurarei me informar.

AVMAP: Como entrarás em contato com a família?

Gustavo: Via telefone e internet, emails.

AVMAP: Tem internet em Caicó?

Gustavo: Sim. É uma das maiores cidades do estado e a maior da região do Seridó.

AVMAP: Caneleiro ou Cordeirinho?

Gustavo: Fair Play, porém posso me tornar agressivo caso seja necessário.

AVMAP: Qual teu Pass. Acuracy?

Gustavo: costumo errar poucos passes no jogo. Creio que está por volta dos 80%, mas espero elevar bastante este percentual. O bom passe é uma das minhas principais virtudes no futebol.

AVMAP: Algum recado para os leitores?

Gustavo: Espero que vocês gostem de acompanhar a copa RN 2007 e esse meu começo de trajetória no futebol. Vamos torcer para que o Coríntians consiga sagrar-se campeão gurizada! Toshiro pode esperar novos terremotos em breve.

- Curiosidade Final

Mesmo que meu primo ainda não saiba, existe uma doutrina chamada Caicocentrismo. Mesmo que peque pela criatividade, os defensores de que tudo começa por lá parecem estar armados com bons argumentos, como a lista de atrações do município:

* Carne-de-Sol.
* Festa de Santana.
* Clube Atlético Corintians (o original).
* Uma sombra numa pé de acácia na Av. Cel Martiniano.
* Jogo de bozó nas calçadas.
* Calor da bexiga taboca.

Levei fé.

Texto surrupiado de forma leviana e sem qualquer explicação do insuperável mestre Eduardo Menezes.

Publicado às 11:49 PM | Comentários (53)
outubro 19, 2007

Pelo fim do jornalismo esportivo

O cara entorta um "zagueiro equatoriano" (duas palavras que não cabem em uma mesma frase) na linha de fundo e dá um bico rumo ao nada, que por sorte desvia no zagueiro e sobra para outro jogador concluir para o gol. Resultado:

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Pelas manchetes, percebemos que Juan é o único que mantém a sanidade mental.

Numa análise fria do jogo, o Equador foi o vencedor moral. Nas duas únicas vezes que chegou ao ataque no primeiro tempo, teve um pênalti sonegado e uma clara chance de gol invalidada por um impedimento inexistente. Com 1 X 2 no primeiro tempo, a torcidinha vip do Maraca iria para casa ainda no intervalo, criticando a ausência de Kerlon no selecionado.

-Aguinaga

Publicado às 1:47 PM | Comentários (42)
outubro 10, 2007

Impedidas

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Aqui temos a prova de que os EVENTOS marcados pelo Impedimento não são FALÁCIAS como foi divulgado pelos nossos inimigos na mídia.

Os encontros realmente acontecem e onde quer que nossos leitores se encontrem podemos vê-los desfraldando a bandeira do Impedimento e lutando até a morte por nossos ideais.

Na foto, Izabel e Lila, desbravam o Maracanã para assistir ao jogo entre Fluminense e Corinthians. Diz que no gol de empate dos paulistas, Izabel mostrou uma camiseta com os dizeres "Biro-Biro no céu e Impedimento na terra". Depois do jogo, apesar dos esforços de Lila, Izabel não quis esquentar a chapa em um baile funk.

Sensacional. Obrigado pela colaboração, gurias. E mandem mais.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 8:48 PM | Comentários (67)
outubro 9, 2007

O sol também se levanta

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O incrível gol do Lawi F.C.

Em 11 de outubro, o Lawi Futebol Clube, do município de Teutônia, no Vale do Taquari, completa 50 anos de fundação. Com o objetivo de entretenimento dos moradores da Linha Winck, localidade antes pertencente a Estrela, em 1957 um grupo de amigos fundou a agremiação, que ao longo de sua história conquistou alguns títulos, atuando em campeonatos
municipais e regionais de amadores. Atualmente estão em atividade as categorias de aspirantes, titulares e veteranos. Uma das histórias da vida do clube, que a tradição oral manteve como verdade, é a de seu fundador Ewaldo Walter, que também era um dos atleta
do time em seus primeiros tempos. Pois numa partida de futebol de um domingo ventoso, Ewaldo cobrou um escanteio e a bola, leve, ganhou altura, rodopiou no vento e voltou em direção do ponteiro Ewaldo. Este, que avançara para a grande área, só teve o trabalho de cabecear para fazer o mais incrível gol da história do clube. O juiz teve um momento de
indecisão, mas validou o gol.

Colaboração de Nelmo Mädke, de Porto Alegre

Foto: arquivo pessoal de Nelmo Madke

Publicado na seção Seção Almanaque Gaúcho na Zero Hora desta segunda-feira (8/10).

Publicado às 11:53 PM | Comentários (26)
outubro 8, 2007

A torcida não é burra e está sempre com a razão

Os torcedores da Geral do Grêmio se auto-denominam "borrachos". E nas vezes que compareci ao setor, pareciam esforçar-se para fazer jus ao apelido, não só pelo gigantesco número de ébrios, mas também pelas faixas e cânticos fazendo referência ao tema.

Não sei qual é a vantagem disso. Seria uma tentativa de emplacar uma alcunha do tipo "leprosos", "canalhas", "milionários"? Se sim, a idéia é pouco criativa: "vamos beber até cair e fazer merdas capazes de prejudicar o clube, para que sejamos conhecidos como borrachos".

Mas a infeliz idéia não é exclusiva. Ontem, vi pela televisão a torcida do Inter com uma enorme faixa estilizada, e os dizeres "Estamos Todos Bêbados". Pergunto novamente: pra que esta bobagem? Na verdade, até faz sentido a tentativa de perder os sentidos (sic), já que a qualidade de ambos os times e deste campeonato que disputam é risível. Só o que falta agora é a brilhante discussão para saber quem foi pioneiro nesta idéia genial.

Publicado às 12:57 PM | Comentários (241)

Um campeão em crise, um atual vice cheio de remorsos

Minha solidariedade à torcida cruzeirense, que poderia ainda acalentar o sonho do título não fossem as duas derrotas em jogos como local na semana passada. Isto porque o São Paulo desandou de vez e ontem perdeu a segunda seguida, reabilitando o rival Corinthians na fuga do rebaixamento. Em confronto direto pela Libertadores, o Palmeiras não deu qualquer chance para um Grêmio irreconhecível, enquanto o Inter cumpriu sua obrigação.

Às vezes parece que a gente implica, mas Rogério Ceni anda fora de si. No clássico de ontem, contundiu-se ao término do primeiro tempo, mas permaneceu em campo durante toda a partida, mancando após cada lançamento ou chute na bola, em atitude que não posso considerar menos que EMO. Enquanto isto, Felipe se desdobrava para garantir a inviolabilidade da meta corintiana. No final, ainda tocou uma corneta de leve. Ao ser interpelado sobre sua árdua tarde, respondeu: "eu trabalhei mais, mas a que foi lá entrou".

No Palestra, o time paulista não deu chances para o Grêmio e marcou muito cedo, com Caio, de falta. Saja falhou, mas antes disto havia feito duas grandes defesas. Rodrigou anotou o segundo e, durante praticamente todo o jogo, os palmeirenses estiveram próximos de alargar. Valdívia joga muito, é um demônio com a bola no pé, mas gosta de se fazer de donzela e reclamar que apanha. Dribla, apanha, não reclama e SEJE HÔME, Valdívia. Nisto não incluo o lance de Gavilán, que parece realmente ter passado dos limites. Ainda não vi. A boa notícia para o Grêmio é que há apenas três times para duas vagas, pois os que vêm abaixo não mostram forças para subir de forma consistente.

No Beira-Rio, o Inter venceu o América em jogo apenas razoável. Como acontece com as equipes onde o entrosamento ainda é falho, os colorados apresentam altos e baixos com uma intensidade assustadora. Às vezes as coisas engrenam, o time é veloz e prático; em outras, apaga e cede espaços infinitos ao adversário. Bom ver Fernandão voltando a marcar de cabeça no Beira-Rio e jogar com alguma qualidade. Parece estar finalmente recuperado, mas infelizmente já estamos em outubro. Guiñazu simplesmente joga demais, é titular absoluto e candidato a ídolo. Jorge Luís, que estreou, foi bem. Tem qualidade no passe e no cruzamento, é rápido e não deixa tantos espaços atrás. E olha temi pela catástrofe quando soube de sua escalação.

E o Botafogo é a presença da várzea na Primeira Divisão. Ontem chamou Cuca de volta. Realmente, nestas três partidas com Mário Sérgio o time caiu muito de produção se compararmos com a grande apresentação diante do River. Cuca parece ter aderido à onda de miséria espiritual do Botafogo e nem deve se dar conta do quão ridículo está sendo. O Rebaixamento está chamando, já que a diferença da equipe para a parimeira das almas danadas é de apenas cinco pontos, nada se comparada à sede botafoguense pela falência existencial.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 9:50 AM | Comentários (51)
outubro 6, 2007

7

O futebol anda numa fase tão pastel de rodoviária que às vezes me pergunto qual é a motivação que os torcedores ainda encontram para se emocionar. Uma das coisas que há tempos deteriora o sentimento é a ausência dos ídolos, dos heróis, que vão para a Europa ainda naquela fase do "manhê, vem limpá". Mesmo os melhores jogadores que os clubes criam não chegam a ocupar o posto de ídolo da massa. Quando muito, transformam-se em fenômenos de marketing. Mas há raríssimas exceções, e creio que são elas as responsáveis pelo não esmorecimento total da emoção.

Na sexta-feira da outra semana, no começo da noite, fui a um mercado comprar o que se precisa nestes dias: latas de cerveja e um pacote de Doritos. Estava no caixa, pagando minhas preciosas compras, que somavam 10,75. A atendende pergundou se eu tinha 75 centavos e estendi a mão para mostrar que não tinha. Ela perguntou se uma daquelas moedas miúdas não era de 25. Já meio incomodado, respondi que: "se eu disse que não tenho é porque não deve ser, né, moça?". Atendentes de mercados, fica a lição: nunca contrariem um homem comprando cerveja numa noite de sexta.

Bem, as coisas já estavam na sacola, eu aguardava a nota, quando minha visão periférica denunciou que alguém entrava no mercado. Olhei de relance, olhei para a sacola e imediatamente voltei minhas atenções para o cara que se aproximava, reconhecendo-o de imediato. Senti um calafrio. Abandonei o caixa e meio sem jeito o abordei, largando uma pergunta retórica que tinha a missão apenas de parar a marcha do cidadão.

- Fabiano?

- Oi, cara. Tudo bem?

Em todos os dias de treino que fui ao Beira-Rio, como jornalista ou a passeio, nunca costumei me espantar com o fato de falar com jogadores, mesmo os de grande nome. Geralmente penso apenas que ali está um profissional muito bem pago para representar o Inter e que se ele assim não o fizer terá que acertar as contas com a torcida. Não sou deslumbrado com este tipo de coisa, talvez porque isto esteja acontecendo no presente, que tem menos impacto do que as épocas passadas. Talvez daqui a uns 10 anos eu pense que entrevistei o Alexandre Pato, fenômeno, e então ache isto sensacional. Vai saber.

Mas ali estava eu, paralisado como um guri de 10 anos estaria diante de um ídolo intocável. Como um católico deve se sentir ao encontrar uma autoridade religiosa. De imediato imaginei-o vestindo uma camisa vermelha, que certamente tinha o mítico 7 às costas. Ali estava o homem que venceu jogos que valeram como títulos. O último grande ponteiro do futebol gaúcho, talvez do Brasil. O cara que mesmo gordo, decadente, machucado e fora de forma, anos depois de seu auge ainda fazia o Grêmio temer.

Pensei em dizer que era grato por tudo que ele fez, por ter me dado alguns dos dias mais emocionantes da vida. Mas exatamente o quê? Que imagem poderia representar isto tudo? Poderia ser a sensacional virada contra o Flamengo em 1996, no Maracanã. Ou o Gre-Nal da final do Gauchão de 1997, quando, agarrado ao arame farpado, explodi de euforia num Beira-Rio lotado num julho de renguear cusco. Poderia ser o inesquecível clássico dos 5 a 2, um dos maiores jogos do Inter de todos os tempos.

Mas não foi nada disto. O que me veio à cabeça foi simplesmente Fabiano sendo lançado na ponta-direita de um jogo qualquer e partindo como um tanque para cima do adversário apavorado, enquanto a geral do Beira-Rio toda se levantava e produzia um urro abafado. E por isto me senti grato. Por inúmeras vezes Fabiano partir pela ponta do gramado do Beira-Rio, em movimentos brutos e rápidos que pareciam querer dizer apenas que é bonito de se ver futebol, que nós estávamos juntos amassando todo mundo no tapete verde do Gigante. Tive vontade de agradecer por ter me levantado da geral inúmeras vezes para ver a camisa 7 em disparada derrubando constelações de zagueiros. Perdido, sabendo que era um grande momento, mas não querendo tornar a situação contrangedora, dei andamento ao curtíssimo diálogo.

- Ahn...bom te ver por aí.

- Valeu, cara. Obrigado.

Trocamos um breve aperto de mão e cada um seguiu seu caminho neste mundo de zagueiros e enormes faixas de gramados a serem exploradas.

Saudações,
Douglas Ceconello.


Publicado às 4:30 PM | Comentários (20)
outubro 5, 2007

Por um mundo mais justo

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Apenas para dizer que desejamos um final de semana de plena realização para todos.

Publicado às 4:02 PM | Comentários (13)
setembro 26, 2007

A viatura da discórdia

Nenhum propósito nesta reunião entre a dupla Gre-Nal, a Federação Gaúcha e o secretário de Segurança, José Francisco Mallmann. No fim das contas ficou decidido que a Brigada Militar continuará fazendo a segurança no Beira-Rio e no Olímpico até o final do ano porque receberá UMA VIATURA como pagamento.

Primeiro a Secretaria de Segurança afirmou que não continuaria mandando tantos policiais para os campos porque os jogos tirariam o efetivo das ruas, como se chovesse policiais em Porto Alegre nos dias sem futebol. A idéia era usar um brigadiano para cada mil torcedores. Grêmio e Inter afirmaram que estão protegidos por uma decisão judicial. A Secretaria de Segurança treplicou declarando que cobraria pelos serviços. Ou seja, se entrar uma graninha, azar que a BANDIDAGEM FAÇA SUA ORGIA (a/c Mendelski).

É um tema que merece discussão urgente e mostra a falência do Bovinão, como diz o pessoal da Nova Corja/A verdade. Ao fim da reunião de hoje, vieram com aquela balela de que todos cederam. Se todos cederam, é muito KY. Na verdade, a Secretaria de Segurança aceitou uma migalha, UMA ÚNICA VIATURA, que deve sair por uns 50 mil, e se deu por contente, pois também não deve ser do seu interesse prolongar o mal-estar com os clubes.

A Brigada ficou como os times do Interior, que vão pedir patrocínio para um fazendeiro e saem carregando uma ovelha viva numa Saveiro. Estou pensando em mandar um e-mail para a Segurança pedindo que mandem um policial dar umas bandas aqui perto de casa. No final do ano, juro que dou um carrinho de mão para a brigada.

E posso dar até uns sacos de cimento se o próprio secretário vier rezar embaixo da minha janela.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 11:06 PM | Comentários (12)

Ressaca de vodca podre

Muitos torcedores têm raiva do Corinthians e desejam ver o clube queimar nas mais ardentes labaredas - depois de 2005, principalmente os colorados - mas ninguém pode negar que a vingança veio a cavalo.

Pois vejamos a maldição que se estabeleceu no clube após a confusão no Brasileiro de 2005. No jogo contra o River Plate, já no mata-mata da Libertadores, ficou claro que uma Grande Depressão Alvinegra sucederia a época de enxurrada dos petrodólares e dos craques.

Há muitos indícios da peste desabou no Parque São Jorge após a venda de corpo e alma ao russos. Cito alguns:

1. Fuga de craques, encabeçados por Tevez, todos levados pela mão de Kia.
2. Ver o Inter, vice-campeão daquele campeonato, levantar a Libertadores, principal sonho corintiano, logo no ano seguinte.
3. O tão odiado São Paulo ganha absolutamente tudo.
4. O rebaixamento, assim como a África do Sul, é logo ali.
5. Como se não bastasse sua demência senil, Dualib ainda se propõe a levantar mais e mais suspeitas.
6. Nelsinho "Cabeção" Baptista.
7. O atual presidente do clube afirmou que era PALMEIRENSE até os nove 9 de idade. Não é nem 5 ou 6, mas NOVE. Com esta idade todos já estamos chorando nas derrotas, felizes nas vitórias e criticando o esquema usado pelo técnico.

Mesmo com um arsenal tão violento, não tenho dúvidas de que, para mim, a pior CHAGA é a última.

Saudações,
Douglas Ceconello,

Publicado às 10:00 AM | Comentários (86)
setembro 22, 2007

Indigestão

Em 1989, em Buenos Aires, terminou empatada uma partida entre os Argentinos Juniors e o Racing. O regulamento obrigou a defini-la por pênaltis.

O público assistiu de pé, roendo as unhas aos primeiros tiros de doze passos. A torcida gritou gol do Racing. Em seguida veio o gol do Argentinos Juniors, aclamado pela torcida da outra arquibancada. Houve ovação quando o arqueiro do Racing se lançou contra uma trave e desviou a bola. Outra ovação felicitou o goleiro do Argentinos, que não se deixou seduzir pelas caretas e esperou a bola no centro do arco.

Quando foi cobrado o décimo pênalti, houve um ou outro aplauso. Alguns torcedores abandonaram o estádio depois do vigésimo gol. Quando foi cobrado o pênalti número trinta, as poucas pessoas que ficaram dedicaram a ele alguns bocejos. Os chutes iam e vinham , e o empate continuava.

Após quarenta e quatro pênaltis, terminou a partida. Foi o recorde mundial de pênaltis. No estádio já não havia ninguém para celebrá-lo, e nem se sou quem tinha ganhado.

Mais um relato de Eduardo Galeano, em Futebol ao Sol e à Sombra.

Saudações,
Douglas Ceconello

Publicado às 9:00 AM | Comentários (7)
setembro 21, 2007

Meio do caminho

Hoje pela manhã, já quase meio-dia, tentei entrar na sede do Esporte Clube Bento Gonçalves, mas a responsável sentia o estômago lhe chamar para o almoço. Tentarei descobrir algo sobre o clube nas próximas horas, e estou na expectativa de que aconteça alguma pelada nos próximos dois dias.

O amigo Daniel Casso deve me esclarecer sobre a história do clube, bem como me manter informado sobre o calendário futeboleiro da cidade. Tudo isto como um formidável desculpa para tomarmos um veneno na infalível noite sepeense. Ontem teve festa no Clube do Comércio, amanhã há um baile que vai escolher duas dançarinas para algo que não me ficou claro. Pretendo comparecer, tirar fotos e ser expulso. Hoje à noite vou à festa dos 50 anos da Cooperativa Tritícola Sepeense - Cotrisel. Escrevi o texto da revista comemorativa dos 50 anos da entidade e lá estarei para brindar com todos. Genial demais.

Para mim, São Sepé continua sendo uma cidade com maioria absoluta de colorados. Esta foi a impressão que me ficou desde a primeira visita. É impressionante como a rivalidade Gre-Nal também é muito acirrada. Em todo lugar que há uma bandeira de Inter ou Grêmio, outra do rival é colocada imediantamente do lado, seja em casa ou apartamento. Bonito de ver. Na outra vez em que estive por estas bandas, estávamos em Formigueiro, numa reunião da cooperativa. Paulo Santos, diretor da Cotrisel, me apontou um CANHÃO e disse: "quando o Inter foi campeão em 1979, levamos este canhão para o centro da cidade, colocamos pólvora e começamos a dar tiros para comemorar". Chorei fogos de artifício.

Chama a atenção como os motoristas são dementes em São Sepé, apesar dos relativamente poucos carros que transitam pela cidade. Ninguém faz questão de parar em lugar nenhum, não há qualquer respeito pelos pedestres. Como as ruas são bem largas, atravessá-las é uma aventura constante. Hoje pela manhã precisei apressar o passo no susto para não ser erguido por um Opala.

Bem, por enquanto é isto. Tenho uma mulher para entreter, uma cidade para caminhar e uns bares que merecem ser desvendados.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 3:50 PM | Comentários (7)
setembro 19, 2007

Tapete vermelho (de sangue)

Abaixo seguem os vídeos enviados para nosso breve concurso. Há coisas genias e outras mais geniais ainda.

Votem durante todo o dia. O nome de quem enviou foi omitido para evitar pressão em familiares e amigos. O vídeo vencedor será aclamado o maior de todos os tempos da história universal e quem o enviou ganha uma fita VHS de Top Gun para curtir com a (o) patroa (ão).

Segue:

Este vídeo, pelo conjunto da obra, merece estar na seleção dos melhores. Atenção para os melhores momentos: trocadilho do Léo Batista, entrevista fantástica de Cocada, Andrade pronunciando algum dialeto qualquer e Romário e Renato Gaúcho soltando pérolas.

http://www.youtube.com/watch?v=34sQ4JJ_41I

***
O contestado, desastrado e injustiçado Martin Palermo marca um gol de placa narrado por um argentino de ascendência turca.

http://www.youtube.com/watch?v=R-2mFP5KRnc

***

O vídeo abaixo apresenta a subida do Tigre para a primeira em 1979, na Argentina. Destaque para a impagável trilha sonora.

http://br.youtube.com/watch?v=e9LhO1dkQMU

***

Colômbia afunda as calça da Argentina nas Eliminatórias para a Copa de 1994. Era o começo da grande decepção da seleção cafetera, um dos maiores times de todos os tempos.
http://www.youtube.com/watch?v=sYFLi7d4JJQ

***

Um clássico do futebol sul-americano e mundial. Zandona coloca Edmundo para dormir seu sono mais profundo.

http://www.youtube.com/watch?v=7b8fdmI2LWw

***

Festa pincharrata em 2006 após uma virada espetacular sobre o Boca Juniors, com direito a golaço de Pavone e delírio vermelho e branco nas arquibancadas.

http://www.youtube.com/watch?v=KkSWuF9l6RM

***

Uma das correrias mais famosas do futebol. Rivelino toma um sufoco dos uruguaios e acaba esfolando a bunda na escadaria do vestiário. Depois ainda há um final de felicidade duvidosa.

http://www.youtube.com/watch?v=eCJObVMNOWI

Saudações,
Dougla Ceconello.

Publicado às 12:16 AM | Comentários (44)
setembro 16, 2007

Gramado não eras

Cedendo à pressão de nossa horda de leitores, propomos a realização de um concurso com os vídeos mais espetaculares sobre o nobre esporte da bola no pé.

O esquema é o seguinte: mandem o dito vídeo para impedimento@gmail.com com uma breve descrição, até cinco linhas, mais ou menos. O prazo vai oscilar com duas possibilidades. Até as 20h de terça-feira ou quando chegarmos a 20 e-mails. Depois disponibilizo aqui todos eles e vamos à votação aberta, porque aqui somos sérios.

Como critérios únicos, o vídeo deve envolver ao menos um time sul-americano e não pode envolver Inter ou Grêmio. Quem desrespeitar isto, acordará abraçado com uma cabeça de cavalo. Devo adiantar que vídeos sobre confusões, brigas e correria terão minha especial simpatia, mas, na verdade, isto quer dizer NADA, e lances bonitos ou compactos de enfrentamentos clássicos também serão tolerados.

Era isto. Youtubem-se e comecem a rezar.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 1:09 PM | Comentários (7)
setembro 14, 2007

Vanguarda do jornalismo esportivo

Nunca se esqueçam: na sexta-feira só não vale ficar igual ao Vanucci. Porque ninguém quer virar comida de leões, e a África do Sul é logo ali.

Não consigo evitar de rolar de rir quando vejo o botafoguense anão tendo um APARTHEID NEURONAL, mostrando uma muito falsa irritação com a campanha brasileira e o título da itália. Nenhuma palavra do que ele fala tem qualquer nexo com nada já dito no mundo. No outro dia, afirmou que tinha tomado uns remedinhos e uma garrafa de vinho.

Mas também não podemos negar a maestria do cara em tomar um foguete cavalar e aparecer para apresentar um programa na TV. No rádio até passa, consegue-se ludibriar os ouvintes. Mas na televisão é preciso muita cara dura.

Impedimento apóia Vanucci.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 12:12 AM | Comentários (26)
setembro 12, 2007

Amarrando cachorro com lingüiça

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Felipão estava com tanta saudade do seu tempo de bandido do interior gaúcho que resolveu descontar no zagueiro sérvio Dragutinovic.

Ele sentou a mão no defensor, que tentou reagir mas foi parado por aquelas pessoas sem graça que costumam impedir as brigas dentro de campo. Sorte de Felipão, que posou de galo (não que ele não seja) e nem precisou correr (não que ele fosse correr).

Reparem que temos um problema conceitual. Geralmente se fala em violência fora (negativa) e dentro (positiva) de campo. Mas Felipão não é torcedor nem jogador, mas sim técnico, o que deixa o conflito na zona do limbo das trangressões futeboleiras.

Impedimento apóia Felipão (mas eu adoro quando ele não ganha, e sei que é rancor).

(e gora só uso parênteses em 2009, já que os odeio e resolvi usá-los apenas como açoite intelectual e punição contra a minha própria pessoa por tudo que já fiz contra nosso amado idioma)

Saudações,
(Douglas Ceconello).

Publicado às 9:21 PM | Comentários (25)

Futebol de verdade

Estiquei minha estada na capital missioneira para conferir o embate entre os postulantes a vaga no Gauchão 2008: SER Santo Ângelo x Sapucaiense. Só a título de curiosidade, a Sociedade Esportiva e Recreativa Santo Ângelo surgiu, em 1989, da fusão dos 3 clubes existentes na cidade: Tamoio, Grêmio e Elite. Sobre o Sapucaiense só posso dizer que é o time daquela cidade do Zoôlogico que fica entre Porto Alegre e Novo Hamburgo.

Sabe-se lá por que, o jogo estava marcado para as 15h00 sob uma lua que faria Sepé Tiaraju rejeitar o jogo para descansar sob a sombra de um pé de Cinamomo. Mas como indiada pouca é bobagem, rumamos assim mesmo para o Estádio da Zona Sul, eu e meu primo, munidos das latas de bereja que sobraram da churrascada habitual de domingo. Ao chegarmos lá, encontrei um camarada de outras jornadas que insistiu para que fôssemos nas cadeiras. Pensei comigo R$ 8,00 para torrar na Lua de Sepé ou R$ 20,00 para ficar na área coberta das cadeiras? R$ 8,00, é claro. Então o novo comparsa propôs que caso eu fosse nas cadeiras, ele bancava a cerveja no decorrer da partida. Acatei de imediato, óbvio.

Meu primo prefiriu ir nas arquibancadas mesmo e encontrar os amigos da extinta Barra Brava Missioneira.

Fui logo me abancando enquanto o parceria providenciava as Bavarias, quentes. O jogo começou com ambos os times correndo muito, mas sem muita objetividade. Qualquer zagueiro besta que inventa de sair jogando com classe, deveria fazer estágio em partidas válidas pelo Gauchão. Só tenho pena dos gandulas que, a cada 2min, tinham que buscar as bolas fora do estádio dada a quantidade de balões de ambas as partes.

A SER tentava atacar, pressionava, mas faltava o principal: chutar em gol. As esperanças de gol do time missioneiro concentravam-se em Quito e Evandro Brito. O primeiro, destaque nas últimas partidas, me fez lembrar Pedro Junior, fosse pela extrema dificuldade em dominar a bola, fosse pela completa incapacidade de finalizar em gol. Já Evandro Brito, baixinho e atarracado, cancheiro véio do futebol gaúcho, me lembrou Claudio Pitbull: esforçado e peleador, brigava em vão com o zagueiros e não ofereceu risco em momento algum para a defesa do Zoologico.

Nesse cutuca mas não vai, o Sapucaiense assutava nos contra-ataques, que não resultavam em gol graças aos milagres do zagueiro missioneiro, Carlão, o melhor em campo.

Há essa altura eu já tinha abdicado de assistir o jogo e me concentrava nos comentários do TIOZÃO que estava na volta.

- Porra, o Quito não tá correndo nada! Corre seu corno! Agora no intervalo ele toma umas cachaça e volta a mil, tu vai ver só.

Antes de findar o primeiro tempo, o juiz não deu dois pênaltis claríssimos para o Supucaiense. Ao apito do juiz, aquela cena clássica de Gauchão: jogadores do Zoo botando aquela pressão no árbitro, jogadores da SER tirando as caras, Brigada Militar e cachorrada entrando em campo, enfim, estava feito o bochicho, para delírio da torcida e satisfação eterna desse que vos fala.

Terminada a confusão, na saida de campo para os vestiários, o juiz, cercado pelo batalhão de choque foi ovacionado pelos torcedores. O TIOZÃO seguia dando show nos comentários:

- Ô brigadiano, segura bem esse ROTIVAILI aí! Não vá soltar no meu juiz!

O segundo tempo não teve grandes surpresas. A SER insistia nas bolas aéreas sem nenhum sucesso, ao que o TIOZÃO mestre comentava comigo:

- O Aílton está mais bêbado que eu! O que adianta meter bola alta ali no Evandro Brito se o zagueiro deles é uma taquara??? É um REPOLHO contra uma taquara, não vai ganhar nunca.

Pra não dizerem que é mentira aí está o resumo da pelada:


http://www.youtube.com/watch?v=qqzmlhOzVWs

Fabrício Maraschin, o Fino.
- Representante do Impedimento em Santo Ângelo e do Santo Ângelo no Impedimento.

Publicado às 12:52 AM | Comentários (17)
setembro 7, 2007

Porque Independência não é apenas o estádio do América-MG

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Você já declarou sua independência hoje? Se não, corra e faça como nossos nobres compatriotas fotografados em toda sua espontaneidade BRAZUCA.

Eu mesmo agora estou indo ali na margem do Rio Gravataí para empunhar um espeto com uma picanha e gritar "Cerveja ou chopp!".

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 2:25 PM | Comentários (15)
setembro 2, 2007

Porque sim

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Não foi por falta de torcida que o Nueva Chicago foi rebaixado.

Cortesia do assíduo leitor Paulo Roberto Sanchotene, que certamente pretendia adocicar nossa visão e tornar mais leves nossas árduas horas.

Sanchotene, "larápio" na visão de seus algozes nos comentários, alerta ainda para a cara do juiz, que parece estar voltando de um churrasco para apitar o jogo e sair imediatamente para outro churrasco.

Agradecemos pela colaboração.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 8:45 AM
agosto 25, 2007

Havelange

Em 1974, depois de subir muito, Jean Marie Faustin de Godefroid Havelange conquistou a cúpula da FIFA. E anunciou:

– Vim vender um produto chamado futebol.

Desde então, Havelange exerce o poder absoluto sobre o futebol mundial. Com o corpo grudado no trono, rodeado por uma corte de vorazes tecnocratas, Havelange reina em seu palácio de Zurique. Governa mais países que as Nações Unidas, viaja mais do que o Papa, e tem mais condecorações que qualquer herói de guerra.

Havelange nasceu no Brasil, onde é dono da Cometa, uma das principais empresas de transporte rodoviário interurbano, e de outros negócios especializados na especulação financeira e na venda de armas e seguros de vida. Mas suas opiniões são muito pouco brasileiras. Um jornalista inglês, do Times de Londres, lhe perguntou:

– O que mais lhe dar prazer no futebol: a glória? A beleza? A vitória? A poesia?

E ele respondeu:

– A disciplina.

Este idoso monarca mudou a geografia do futebol e transformou-o num dos mais esplêndidos negócios multinacionais. Em seu mandato, dobrou a quantidade de países nos campeonatos mundiais: eram dezesseis em 1974, serão trinta e dois em 1998. E pelo que se pode adivinhar através da neblina dos balanços, os lucros que esses torneios rendem multiplicaram-se tão prodigiosamente que aquele famoso milagre bíblico, o dos pães e os peixes, parece piada.

Os novos protagonistas do futebol mundial, países da África, Oriente Médio e Ásia, dão a Havelange uma ampla base de apoio, mas seu poder se nutre, sobretudo, da associação com algumas empresas gigantescas, como a Coca-Cola e a Adidas. Foi Havelange quem conseguiu que a Adidas financiasse a candidatura de seu amigo Juan Antonio Samaranch à presidência do Comitê Olímpico Internacional. Samaranch, que durante a ditadura de Franco soube ser homem de camisa azul e braço estendido, é desde 1980 o outro rei do esporte mundial. Ambos manejam enormes somas de dinheiro. Quanto, não se sabe. Eles são muito recatados em relação a isso.

Páginas 142 a 144 de Futebol ao Sol e à Sombra (L&PM Pocket, 2004 - 230 páginas), de Eduardo Galeano. Quando fala de futebol, Galeano é respeitável. Esse livro tem muitos textos geniais, sempre vale a pena relembrar.

Amanhã tem mais.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 2:25 PM | Comentários (74)
agosto 23, 2007

Torcedor de treino

Paradas, apoiando-se no alambrado, dezenas de pessoas aproveitam uma tarde vagabunda e olham atentamente o campo deserto do gramado suplementar do Beira-Rio. Pacientemente, dedos trançados nas grades, elas aguardam a chegada parcial dos jogadores, que treinarão movimentações táticas e conclusões. Não é véspera de jogo decisivo nem o dia seguinte de uma vitória significativa.

Quando boa parte do grupo de atletas já corre pela grama tipo bermuda, um senhor pára ao meu lado e diz, olhando para frente:

- Olha a barriga desse Pedro. No Vitória, corria e fazia, jogava bem. Aqui, a noite pegou ele.

Aguardei um instante para confirmar que o instigado era eu, pois no aperto da grade era difícil saber quem falava com quem.

- Deve conhecer cada palmo da Goethe - disse, tentando novamente iniciar a conversação

Percebendo minha receptividade, o senhor de boné e rosto franzido afirmou que os jogadores de times pequenos não sabem aproveitar as chances, se deslumbram com a estrutura dos clubes grandes. Apontou aqueles que mandaria embora e outros que merececiam continuar no Inter. Utilizando argumentos convincentes, previu que se o time do Beira-Rio passar 2005 sem algum êxito, um mínimo de mais dez anos será necessário para alguma tentativa de redenção. Fixou os olhos no gramado e ficou perdido em divagações, acompanhando o desempenho dos jogadores em chutes e cabeceios. Subitamente, virou-se para mim.

- O que tu faz?

Ao ser informado de que eu estudava Jornalismo, seu Altemir, surpreso, afirmou: “Então, tu precisa ser um jornalista de impacto”. E, desdobrando um exemplar do Diário Gaúcho, procurou os textos dos colunistas esportivos. “Olha, se tu pegar os jornais do mês inteiro, vai ver que é sempre a mesma coisa. Tu vai ter que fazer diferente, porque os meus filhos não lêem esse tipo de coisa. Esses caras do rádio e da TV não vão durar para sempre. Olha o Neto, o que é aquilo?”

Depois de mais uns instantes de conversa, criticava com autoridade os jogadores e lembrava de bons tempos idos. Eu tapava o sol com a mão e olhando o campo por baixo. Ofereci uma carona até a Avenida Protásio Alves, onde ele pegaria o ônibus para o Bairro Mário Quintana. Acomodado e dispensando de todas as formas o uso do cinto de segurança, disse que os jovens não se interessam mais por rádio ou jornais, principalmente pelo jornalismo esportivo de futebol. “Mas esses caras do rádio não vão durar para sempre”, fazia questão de frisar, como se tivesse informações cabais sobre uma situação que se revelaria num futuro próximo.

Pai de um talentoso zagueiro de oito anos de idade, Seu Altemir teme que as crianças percam o interesse pelo futebol. “Hoje é muito melhor ler as notícias sobre basquete ou vôlei”. Quando desembarcou na Avenida Ramiro Barcellos, perto do Hospital de Clínicas, despediu-se de forma simpática. “Foi bom falar contigo, mas não esquece o que eu te disse. Sorte”. E se foi embora, preocupado com o futuro do futebol e torcendo pelo fim dos “caras do rádio”.

****

Texto escrito em agosto de 2005 sobre uma passagem ocorrida em algum mês do primeiro semestre do mesmo ano. Do nada, achei por aqui. Não publiquei em lugar nenhum e depois esqueci. Agora que me deparei com ele, achei legal compartilhar. Grande pessoa, o Seu Altemir.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 1:30 PM | Comentários (33)
agosto 22, 2007

Ame-o

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Loucura sem precedentes. O advogado Nelson Paviotti só usa as cores verde, amarela, azul e branca desde a Copa de 1994. Antes das quartas-de-final contra a Holanda, ele prometeu que se o time de Parreira fosse campeão, só se vestiria assim morrer.

Segundo ele, não é sacrifício cumprir o prometido porque "estamos falando das cores que simbolizam o Brasil", e o desempenho da $eleção nos Estados Unidos "trouxe mais otimismo e o patriotismo que faltava ao país". Ele esqueceu de citar que o time de Parreira trouxe muitas outras coisas, muitas das quais quase ficaram presas na alfândega.

A matéria toda é um primor e aconselho fortemente a leitura, mas o final é essencial para o ensinamento do bom jornalismo. Já encaminhei para as faculdades, sugerindo um seminário para cada parágrafo. Juntos, formarão a disciplina de "Desconstrução objetiva da realidade nacional". Segue:

O fusca do advogado, ano 1982 e batizado de Fafá de Belém, não escapou da promessa. As cores da bandeira estão na lataria, interiores e no verde musgo do insufilme. O motor 1.600 cc também recebeu retoques de tinta.

Uma foto da cantora Fafá de Belém vem colada na traseira do veículo abaixo da inscrição "Consulte sempre um advogado". A artista Fafá foi associada popularmente aos modelos de fusca fabricados com lanternas mais avantajadas.

Paviotti é fã da cantora Fafá de Belém e admira sua participação ativa na história do Brasil. "Meu sonho é um dia conhecê-la pessoalmente", confessa. Ele destaca o engajamento da cantora no cenário político como no período das Diretas Já e a sua homenagem emocionada durante visita do papa João Paulo II.

O outro carro de Paviotti, um fusca 1972, não escapou da obsessão. Batizado de Romário, o veículo aguarda uma revisão, mas não será aposentado, assim como o atacante da Copa de 94.

Adepto das manifestações de alegria, Paviotti costuma ser visto nas ruas de Campinas durante os desfiles de Carnaval. Certa vez, em concentração no City Bar, Paviotti chegou vestindo um modelo árabe com muitos panos verde, amarelo, azul e branco.

O fusca Romário, convocado ao desfile noturno das escolas de samba, foi pintado com os nomes dos jogadores na lataria. "O nome do técnico era no motor, para aquecer. O jogador da defesa, no teto. Os da linha, no capô. O goleiro nas duas portas para não deixar abrir o gol", conta o advogado.

Muita delícia, não? Não sei quanto a vocês, mas a mim ele lembrou o VISCONDE DE SABUGOSA.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 12:50 PM | Comentários (43)
agosto 18, 2007

Posteridade

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Romário não se cansa de ser homenageado. Desta vez, foi agraciado com uma estátua de bronze em São Januário. Merecido. Mesmo tendo jogado por Flamengo e Fluminense, o atacante quase aposentado disse que a estátua está no lugar certo, perto do campo onde sempre amou atuar. Tá, muito bonito, mas agora pára.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 4:05 PM | Comentários (8)
agosto 17, 2007

De volta à vida

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UFA!. Depois de momentos de extrema angústia, muitos cigarros e clicadas em atualizar, eis que ressurgimos do inferno. Não dá nada que perdemos milhões dos nossos patrocinadores. O que importa é colocar logo no ar os palpites da Loteca para que todos corram à lotérica mais próxima e fiquem livres para as sacanagens de sexta-feira. O concurso 278 paga a miséria de R$ 250 mil, que serão integralmente investidos por nós na aquisição de reforços para o Esportivo.

Então vamos logo antes que os sistemas da Califónia peguem fogo novamente.


1 BOTAFOGO/RJ INTERNACIONAL/RS DOM
Coluna do meio. Jogo totalmente imprevisível, com dois times buscando o gol. Aposto no empate, mas é possível que qualquer um vença. 2 a 2.

2 PALMEIRAS/SP FLAMENGO/RJ DOM
Coluna 1. A grande pergunta é se Caio Júnior vai engraxar a prancheta de Jejão ou se Jejão vai engraxar os óculos de crítico de teatro de Caio Júnior. O Flamengo venceu duas seguidas. Três seria contrariar a lógica. E chegou a hora do Palmeiras vencer o trauma de jogar no Palestra. 2 a 1.

3 CRUZEIRO/MG FLUMINENSE/RJ DOM
Coluna do meio. Chegou a hora de o Cruzeiro tropeçar. O Fluminense ainda merece um mínimo de respeito. Mas são dois clubes que costumar me ferrar nas apostas. Já perdi vultuosas somas por culpa deles. 1 a 1.

4 GOIÁS/GO SÃO PAULO/SP DOM
Colunas do meio e 2. Apesar da boa campanha, o Goiás é um time bem vagabundo. O São Paulo também não enche os olhos de ninguém, mas será o vencedor, caso haja um.

5 CRICIÚMA/SC PORTUGUESA DESPORTOS/SP SÁB
Coluna 1. Barbada. O PODER DO CARVÃO anula os adversários. E a Portuguesa não subirá nesta temporada. 2 a 0.

6 SANTOS/SP SPORT/PE SÁB
Coluna 1. O Santos vence apertado. Aliás, jogos na Vila Belmiro contra adversários médios ou pequenos são palpites quase certos, mas estes dias o Náutico provocou inúmeros suicídios de apostadores. A moça esbela e loira da lotérica me disse que muita gente deixou de acertar por causa daquele jogo. Eu menti para ela que tinha sido um deles. 1 a 0.

7 NÁUTICO/PE ATLÉTICO/MG DOM
Coluna 2. O Náutico já fez sua parte e o Galo ainda está sobre o efeito da Terapia do Joelhaço imposta por Émerson Leão. 1 a 2.

8 CORITIBA/PR SANTA CRUZ/PE SÁB
Coluna 1. Barbada. Coritiba goleia sem piedade. 3 a 0.

9 FORTALEZA/CE MARÍLIA/SP SÁB
Coluna 2. Vitória do Marília, que faz grande campanha mas precisa se recuperar da derrota em casa para o Coritiba. 1 a 2.

10 PONTE PRETA/SP REMO/PA SÁB
Coluna do meio. A Ponte Preta adora tropeçar em casa nos momentos mais inoportunos. 1 a 1.

11 ATLÉTICO/PR FIGUEIRENSE/SC SÁB
Coluna 1. O Atlético está com a corda no pescoço e esta é a hora de vencer. O Figueirense é um adversário convidativo para uma recuperação. 2 a 0.

12 GRÊMIO/RS PARANÁ/PR SÁB
Coluna do meio. O Paraná não costuma tomar muitos gols, o Grêmio não costuma marcá-los. Empate em zero.

13 VASCO DA GAMA/RJ AMÉRICA/RN DOM
Coluna 1. Bom, talvez seja o jogo mais fácil da rodada e, por isto mesmo, o mais perigoso. Mas não há como, de qualquer forma, nem sob tortura, acreditar no América de Christmas. 3 a 1.

14 JUVENTUDE/RS CORINTHIANS/SP DOM
Coluna do meio. Ô joguinho fiadasputa. Mas o Corinthians já venceu uma fora, é provável que se resguarde, enquanto a equipe polentudista não conseguirá vencer por ruindade mesmo. 0 a 0.

Corram às lotéricas, paquerem as atendentes e pensem positivo na hora preencher os espaços.

Saudações,
Douglas Ceconello.


Publicado às 5:02 PM | Comentários (9)
agosto 16, 2007

A noite
ou Da arte de não morrer no estádio

Há exato um ano, também por volta das dez da manhã, eu acordei com a coluna estropiada no sofá. A primeira coisa que pensei foi que não queria ter acordado, se pudesse pularia aquele dia e despertaria apenas em 17 de agosto. Acho que fazia algum frio, certamente chovia, mas de forma preguiçosa. Liguei no Sportv, que já estava transmitindo direto do Beira-Rio.

No curto tempo em que permaneci deitado, pude perceber o quão diferente seria aquele dia. Nada mais precisava ser feito até que Elizondo erguesse o braço por volta da meia-noite. Nada podia seri feito. Qualquer coisa que não considerasse o embate gigantesco entre Inter e São Paulo não constava na angustiada pauta do dia.

Mas era preciso - e inevitável - pensar. Dois grandes panoramas se colocavam e aguardavam as nuanças que nunca permitem flertar com advinhações. Um era O desafogo, tão grande e tão feliz que se confundiria com um sonho de um sono bêbado. O fim da maldita flauta de não passar do Mampituba, com milhares de bônus extras, já que passaríamos também do Rio da Prata, da Cordilheira dos Andes, da Tríplice Fronteira, do Tietê, e sei lá que mais. O outro era o lado negro da força, o pavor, o medo e a necessidade de se continuar vivendo depois de uma derrota. A derrota.

A única certeza era que seria desfeito o estado profundo de ansiedade pelo qual estava passando há semanas. Impossível não imaginar os diversos desfechos cabíveis para aquela noite perdida nos séculos, pequeno espaço de tempo que ainda servia de obstáculo para o passo mais alto do Colorado e sua multidão de doentes incuráveis. Uma noite de agosto para o mundo. A noite para nós.

Fui cedo para o estádio, fiz questão de percorrer a pé os cerca de 4 quilômetros que separavam o trabalho da arena dos prazeres desconhecidos. Tentava registrar tudo, o momento, as pessoas, as bandeiras nas janelas, os ambulantes, a comoção da torcida nos menores gestos. Eu tinha que gravar aquilo tudo, era meu dever passar todas as impressões no futuro breve e no futuro distante, tamanho era o privilégio que sentia por viver aquele momento tão aguardado desde sempre, tão sonhado, pensado e ansiado desde tempos imemoriais, começado pelos irmãos Poppe, escapado de Falcão e desperdiçado por Nílson.

Entrei no portão 2 quando faltava pouco para iniciar o jogo. Tantas pessoas aglomeravam-se naquele setor que a arquibancada inferior apresentava vazios. Dividi com mais duas pessoas um lugar onde eu não cabia. A tensão no estádio era visível e representava-se poeticamente na colcha de fumaça dos fogos que se colocava no limite superior do estádio. A torcida queria gritar, mas não conseguia, era sufocada por cada mínimo movimento no campo. Como a vantagem era do Inter, os 90 minutos serviam bascamente como uma contagem regressiva infernal.

Ali estava eu, entre 57 mil colorados, no mesmo estádio em que vi uma partida contra o Esportivo em 2002, num frio de rachar, quando ganhar um Gauchão já estava mais do que bom. Eu contra o Confiança. Eu contra o Gama. Pois. Quando o intervalo chegou e nos passou a falsa impressão da tranqüilidade, um guri de uns dez anos olhou para seu pai, com os olhos faiscantes e todo o assombro do mundo na voz: "pai, a gente vai ser campeão da América...". Mas ele não era bobo, não queria dar mole para o azar e resolveu não enfrentar sozinho o segundo tempo. E sumiu. Depois de instantes, o pai percebeu a ausência e se apavorou. ""Tu viu ele? Cadê o guri?". Procuramos entre pernas e vultos, eu achei. O piá estava sentado uns degraus acima, com a cabeça baixa. Nas mãos firmes, um santinho, que, vejam só, tinha mesmo a estampa de uma santa. Eu quis entrar no concreto. "Pelo amor de Deus, não acabem com a vida desta criança", pensei.

O jogo recomeçou. Lá pelas tantas, o São Paulo empatou, Tinga marcou e foi expulso, o ferrolho foi armado. Faltavam 20 desgraçados minutos. O São Paulo empatou de novo. E os oito minutos seguintes foram o maior desafio ao entendimento sobre o funcionamento dos relógios e do tic-tac dos ponteiros em todos os tempos. Todos vestíamos camisas 3 e 4, comemorando e nos aliviando até com arremessos laterais. E veio aquela seqüência de escanteios nascidos no inferno. Teu time precisando não levar gol. Final de Libertadores. Se mira o se toca?. 48 do segundo tempo. Lembrei de um torcedor no final de um jogo contra o Cruzeiro em 2002, resultado que praticamente rebaixava o Inter. Ele carregava um cartaz: "Colorado até o fim". É isto, meu velho. Nunca me esqueci do teu cartaz e sempre te respeitei por ele. Por tudo que houve e haveria de sagrada, que a bola explodisse no quarto de círculo, e todas as outras sumissem. Até hoje me pergunto como sobrevivi àquele jogo, 93 minutos de taquicardia. Então, Elizondo ergueu seu braço sagrado, e o que senti foi O alívio. Fracassos, pequenos colorados tristes, Felipão e Olímpia, tudo arrancado das costas.

Não pensava em fazer festa, simplesmente tinha racionalizado demais, queria aproveitar tudo, olhar ao redor, ver as mínimas reações em todos os semblantes. Queria sentir a leveza e a resposta dos músculos que relaxavam como se eu tivesse consumido 30 quilos de Dorflex. Mais do que cair na farra, eu tinha a missão de chegar em casa e dar um abraço no meu pai. O abraço no sortudo filho da puta que trabalhou de garçom na Churrascaria Saci de 1973 a 1981. Em 2005, ele tinha sido consumido pelas chamas com a perda do título brasileiro. "Eu estive nos três, mas queria que tu e teu irmão vissem". Pois é, ficamos sem aquela taça, não vimos. Mas nada nunca vai pagar o que ouvi já na madrugada do dia 17, no meio de um tríplice abraço: "Isto nem eu tinha visto, e estamos vendo juntos!".

Fui dormir às seis da manhã, reconstruindo mentalmente todo aquele dia, todos os anos desde 1986, quando comecei a sentir o futebol, mastigando com calma cada derrota e pensando "puta merda, como a gente se ferrou", e ria. Tudo estava justificado. Então dormi, já ansioso para acordar pela manhã, pegar um café e abrir o jornal.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 10:02 AM | Comentários (46)
agosto 15, 2007

Com ou sem cuspe?

O futebol carioca consegue ser engraçado mesmo quando seus personagens se desentendem. "Renato tem de engraxar minha prancheta", afirmou Jejão Santana sobre as recentes declarações de Renato Gaúcho, treinador do Fluminense.

O comandante tricolor afirmou dia desses que nunca tinha visto O Poderoso Jejão levantando uma taça de campeão. Ao melhor estilo "assim magoa o papai", Joel rebateu as críticas: "É só ver os números. Ele tem de engraxar minha prancheta", afirmou, em tom de GALHOFA.

No fim, todos aderiram ao espírito da Cidade Maravilhosa. Renato havia afirmado que conquistou muitos títulos como jogador, ao que Jejão respondeu: "Se ele conquistou muitos títulos como jogador, tem de ver o outro lado. Veja aí quantos títulos eu já conquistei. Foi uma brincadeira sadia dele, não vi maldade", concluiu o técnico que certa vez, quando treinava o Inter, disse que era igual ao Schumacher: só gostava de andar na frente. Largou o Inter quase rebaixado.

A esta hora é provável que os dis estejam bem instalados numa mesa de uma calçada qualquer, degustando chopps com bolinhos de bacalhau e falando mal da imprensa.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 7:55 PM | Comentários (16)
agosto 14, 2007

Fim da picada

Richarlyson falou no Fantástico, tentando dar um fim à polêmica em que está envolvido. É óbvio que não encerrou nada, nem conseguirá por muito tempo. Porque o tema é um dos maiores tabus do futebol e acabou envolvendo - de forma voluntária ou não - mais gente.

Primeiro faço questão de dizer que o meia são-paulino está jogando muito, talvez passe pela melhor fase da carreira. O que ele faz, com que parte do corpo faz e com quem escolhe fazer é problema dele, e deve ser compreendido. Assim seria se ele fosse político, lixeiro, pedreiro, dramaturgo. Ou jogador de futebol.

Toda esta situação gerou coisas constrangedoras. Richarlyson acionou na justiça o dirigente palmeirense José Ciryllo Júnior, que teria feito declarações preconceituosas. Assisti aquele programa, e percebi que o velhote entrou muito mais como vítima do que como algoz. Porque Milton Neves e seus asseclas claramente sugeriam que o jogador possivelmente gay era Richarlyson, mas, malandros que são, não explicitavam. Então perguntaram ao cartola palmeirense se no Palestra havia algum atleta homossexual. O cara afirmou, quase inocentemente: "o Richarlyson quase foi do Palmeiras". E todos caíram na gargalhada. Era uma armadilha só não mais boba do que o dirigente.

Depois veio aquela sentença do juiz-dinossauro Maximiano Junqueira, que ao invés de propor um desfecho acabou tentando apagar o incêndio com gasolina. Um descalabro, realmente. Engraçado, é verdade, mas absurdo. Não me surpreendeu em nada, vivendo num país onde parlamentares serram pessoas ao meio, advogados mancomunam-se com presidiários e magistrados vendem sentenças para qualquer vagabundo do crime organizado.

A história toda é rica em palhaçada, humor involuntário, moralismo barato e preconceito pesado. Mas o que realmente me chamou a atenção foi o comentário de Juca Kfouri ontem no programa Linha de Passe, da Espn Brasil, de que a torcida Independente do São Paulo estaria ignorando o jogador e nem citava seu nome na tradicional saudação feita aos atletas antes dos jogos. Confesso que fiquei triste e, talvez pela primeira vez desde que a história começou, me senti solidário ao jogador. Porque deve ser difícil para um atleta ser vaiado por ter um desempenho ruim, mas não ter seu nome sequer citado por sua torcida por um motivo destes é uma maldade muito grande. E justamente ele, que há tempos está no São Paulo, já teve momentos importantes, parece sempre jogar com gana. Coitado.

Sei que para os são-paulinos esta história deve ser difícil de engolir, pois caiu como uma luva para as intenções dos rivais futebolísticos, sempre atentos e gozadores. Não é de hoje que o São Paulo é tido pelos outros torcedores como time de bambis. Eles percebem no clube do Morumbi uma homossexualidade futebolística.

Preciso dizer, caros são-paulinos, que imolar ou ignorar Richarlyson não vai aliviar a barra de vocês, porque, pasmem, a gozação e a imposição do adjetivo "bambi" tem muito pouco a ver com a opção sexual. É mais por uma frescura e aristocracia barata que o clube do Morumbi faz questão de ostentar. É por ser o mais rico, por já ter perdido decisões para todos os outros, por ter um goleiro que bate faltas e canta Nando Reis, por firmar contratos com a Turma do Pernalonga. É por faltar alma nesta torcida de final de Libertadores.

Para encerrar, apenas uma questão: por que vocês não ignoraram Rogério Ceni quando, num ato falho generoso com os rivais, ele disse que o time BAMBEOU ao não conseguir segurar um resultado? Porque ele cobra faltas? Porque canta Nando Reis? Ou porque ele é branco? Bem, mas daí já estamos mudando de preconceito e seria necessário outro post.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 10:00 AM | Comentários (62)
agosto 12, 2007

Dia dos Pais

Morri, ressuscitei, morri e nunca mais voltarei. O jornalista Luís Carlos Reche em chamas na abertura do programa Preliminar, às 13h15, na Rádio Guaíba AM, saudando o Dia dos Pais: "Por mais CRÁPULA e SEM-VERGONHA que ele seja, tente esquecer isto ao menos hoje e se reaproxime, tente dar um abraço nele. Só quem já perdeu, sabe o valor".

E depois de tocar uma música muito constrangedora, ele emenda: "E o paizão Abel está de volta". Único jornalismo possível.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 1:23 PM | Comentários (18)
agosto 11, 2007

Não pára nunca

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Definitivamente, o Inter é um clube que tenta fazer do absurdo um método. Menos de quatro meses depois de deixar o clube, o admirável, impagável e por vezes intragável Abel Braga está de volta.

A decisão de demitir Gallo pagou a todos de surpresa, sua queda era esperada apenas em caso de uma derrota para o Goiás amanhã. Depois de permanecer em Porto Alegre, negar algumas propostas, viajar pelo mundo e acordar ao meio-dia, Abel Braga volta ao clube onde teve um passado remoto trágico, um passado recente brilhante e um passado imediato ridículo.

Considero um erro. Abel Braga deveria ser entendido como uma página virada na vida do clube, uma bonita trama de ascensão, queda e redenção. O Inter deveria partir para algo novo, pois Abel saiu muito desgastado do clube. Ao invés de sair por cima, em dezembro de 2006, ele permaneceu para escalar Michel e deixar Pato no banco.

Já em 2005 temi que Abel Braga estragasse um projeto iniciado em 2003, que culminou com o vice-campeonato do conturbado Brasileiro de 2005 e com a vaga na Libertadores. Mas estava escrito em alguma parte do concreto do Beira-Rio que Abelardo retornaria para viver os dias mais felizes dos colorados.

Vejo Abel Braga como uma pessoa admirável, gosto de sua sinceridade e da doação com que dirige seus clubes. Me emociono com suas demonstrações de amor pelo Inter, acredito nelas, nunca vou me esquecer dele saltando sobre um monte de jogadores no Gre-Nal do século, nem do estado de pré-enfarto captado pelas câmeras na final da Libertadores. Mas ele é louco, e geralmente toma decisões muito absurdas, fechando os olhos para as escolhas razoáveis.

Quando saiu do Inter no meio deste ano, achei que já tinha ido tarde, que o clube tinha estragado todo o planejamento para 2007, mas fiquei preocupado com o substituto, e até acreditei em Gallo como um bom nome, o que se mostrou errado no médio prazo. Se o Inter estivesse num mau momento, mas Gallo fosse racional para manter um time e escalar certo, acho que deveria ter continuado. Mas ele mostrou ser ainda mais louco que Abel, e pediu para ser demitido.

Agora aí está Abel de novo. Nem sei o que falar direito, mas acho um erro, uma situação meio varzeana. Giovanni Luigi perde força na direção do futebol, pois havia deixado claro que Abel mandava no vestiário. Não sei onde vamos parar, nós colorados, mas será em algum lugar entre o 4-2-4 ensandecido e a disputa pelo tetracameponato.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 3:21 PM | Comentários (17)
agosto 10, 2007

Império do cotovelo

É nosso dever moral manifestar extrema discordância em relação a esta lista ignorante sobre os jogadores mais temidos da história do futebol. Como se não bastasse a presença de um espanhol - logo, maior perdedor do esporte - no topo da lista, também são escassos os sul-americanos e não há qualquer brasileiro.

A maioria dos citados não tem qualquer relevância e certamente é produto de marketing. Dar voadora em torcedores não é um motivo para ser temido, mas sim ridicularizado. O negócio é fazer o adversário tremer e, depois disso, sim, expandir o horror para qualquer canto do estádio, QUIÇÁ da SOCIEDADE. Tivessem um pouco mais de sabedoria colocariam todo o time do Estudiantes da década de 1960. Está aí uma idéia, fazer uma lista de agremiações.

Apenas para citar alguns dos que passaram pelas bandas de Brasil, senti absoluta falta de Dinho, Figueroa e dos irmãos Pontes. Também poderíamos citar Rincón, que está encarcerado por ligações com o narcotráfico, e Mancuso. Na América do Sul, Schiavi dos tempos do Boca, Simeone e outros tantos.

Mas tudo bem. É uma lista feita por lunáticos mesmo, não merece muita atenção. Prefiro o excelente texto que o Alexandre Rodrigues escreveu sobre o assunto.

Fiquem à vontade para apontar os seus malditos.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 12:37 PM | Comentários (37)
agosto 8, 2007

Um pouco de decência

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Até que enfim. O Conselho Deliberativo do Corinthians afastou Alberto Dualib e Nesi Curi, respectivamente presidente e vice do clube. O próximo passo é oficializar as acusações e partir para a investigação. Se Dualib renunciar, eleições serão convocadas em 30 dias. A torcida corintiana aprovou.

Dualib foi afastado por, no mínimo, 60 dias. Caso não renuncie, Clodomil Orsi, que assumiu na segunda-feira após solicitação de afastamento de Dualib e Curi, permanece à frente do clube, e dependerá do Conselho aceitar o pedido de impeachment. Uma comissão com 5 conselheiros será formada para colher provas contra a administração, que serão somadas às denúncias do Ministério Público e da Polícia Federal.

Aos gritos de "Fora Dualib", cerca de 600 torcedores fizeram muito barulho e depois comemoraram a decisão. Até levaram para o local uma cadeia móvel, onde colocaram pessoas identificadas como Kia Joorabchian, Carla Dualib e Wadih Helu.

Apenas desejo que tenham a mesma postura quando aparecer o próximo playboy usando cinco identidades e disposto a investir mundos e fundos no time sem prestar qualquer esclarecimento sobre a origem da grana.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 10:48 AM | Comentários (24)
agosto 7, 2007

CBF aproveita alta da Bovespa

Dunga convocou os 22 jogadores que integrarão a seleção brasileira na BATALHA contra a Argélia. Camus confirmou presença no gol. O anão safado muito reclamou, mas acabou abrindo las pernitas e chamando o vice-campeão mundial de clubes Ronaldinho e Kaká. O time brasileiro enfrenta os argelinos em 22 de agosto, na França. Hoje foi confirmado mais um amistoso, este um pouco mais decente, contra os mariachis do México, em 12 de setembro.

Segue a relação dos caçadores de níqueis da CBF e os comentários por posição.

Goleiros
Doni (Roma-ITA)
Júlio César (Inter de Milão-ITA)

Doni não merece ser titular nem da VIDA DELE. Além disso, tem cara de cachorro de desenho animado. Júlio César é um bom goleiro.

Laterais
Daniel Alves (Sevilla-ESP)
Gilberto (Hertha Berlin-ALE)
Kléber (Santos)
Maicon (Inter de Milão-ITA)

Maicon tanto faz como tanto fez. Mas Gilberto está muito velho e Kléber só serve para amistosos porque é baita pipoqueiro. Daniel Alves merece a famosa seqüência de jogos.

Zagueiros
Alex Silva (São Paulo)
Juan (Roma-ITA)
Lúcio (Bayern de Munique-ALE)
Naldo (Werder Bremen-ALE)

Não vejo muitos motivos para Alex Silva ser convocado. Gosto dos outros três defensores.

Volantes
Fernando (Bordeaux-FRA)
Josué (São Paulo)
Lucas (Liverpool-ING)
Mineiro (Hertha Berlin-ALE)

Barbarica. Do Fernando eu nem sei o que falar. Josué só funcionava com Mineiro, que é bom jogador, mas também meio ancião. Lucas merece, deve ser titular nos próximos anos.

Meias
Diego (Werder Bremen-ALE)
Elano (Manchester City-ING)
Júlio Baptista (Real Madrid-ESP)
Kaká (Milan-ITA)
Ronaldinho (Barcelona-ESP)

Diego e Júlio Baptista são boas alternativas. Elano não faz qualquer sentido, jogadorzinho meia-boca. Senti falta de Andershow e Daniel Carvalho. Kaká e Ronaldinho mostram que atualmente são maiores que a seleção e podem fazer Dunga de gato e sapato. Será que não poderia esperar um pouquinho mais para chamá-los, quem sabe fingir que estava brabinho e que tem alguma autoridade? Por outro lado, não os culpo. O respeito que eles demonstram pela seleção é exatamente o que ela merece depois que virou um bazar de brinquedinhos brilhantes que corre o mundo.

Atacantes
Rafael Sobis (Betis-ESP)
Robinho (Real Madrid-ESP)
Vagner Love (CSKA Moscou-RUS)

Cadê o Afonso? Já foi vendido? O Robinho eu já esperava, já que ele representa toda a famigerada malemolência do futebol braisileiro. Mas todos sabemos que ele rende mais quando Diego chega infiltrando por trás. Vagner Love não faz sentido algum. E, Sobis, bem não vejo ele jogar há algum tempo, não sei como está. Mas tenho um compromisso de sempre elogiá-lo pelos próximos 90806 anos.

Quem se morram todos, no mais.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 5:25 PM | Comentários (12)
agosto 4, 2007

Saudade da minha Monark

Sem dúvida, este zagueiro do time júnior do Cruzeiro é quem mais entende o Armando Nogueira. Tem é que dar espetáculo, nem que seja para perder. Lance espetacular, melhor só se fosse com o Robinho.

Era a final da Taça Belo Horizonte, no último domingo. No tempo normal, houve empate de 1 a 1. Na decisão por pênaltis, o Flamengo levou o título.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 3:59 PM | Comentários (22)
agosto 3, 2007

Fim do romance adolescente

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Que Alexandre Pato seria negociado ontem, os mais atentos sabiam. O que pegou a todos desprevinidos foi a exigência do Milan de levar o atacante imediatamente. Mais um fato que comprova a natureza absolutamente sodomita dos negócios no futebol atual.

Mas a princípio era simples assim: quem pagasse a multa, levava. O Milan pagou a rescisão de 20 milhões de dólares e tem o direito de contar com Pato agora. No entanto, um acordo entre Inter, o jogador e seu empresário, Gilmar Veloz, desencadeou um leilão pelo atleta. Na Itália, especula-se que o Inter tenha levado 22 milhões de euros. Que trabalhão dá ser empresário, hein, Gilmar Veloz? Na minha condição de sócio, exijo saber qual é o exato valor e onde será investida esta grana - tá, esta parte é piada.

Mas, dentro da ótica dinheirista, o clube de Milão faz muito bem, preserva seus interesses. Mesmo que Pato só possa atuar a partir de janeiro, ele tem apenas 17 anos. Neste tempo de folga, quando participará apenas de alguns amistosos, o jogador poderá se adaptar ao país e a sua língua, e não correrá o risco de ser seqüestrado, baleado ou quebrado neste estranho território chamado HEMISFÉRIO SUL.

Alexandre Pato tem tudo para ter uma carreira excepcional, pode se tornar um jogador de exceção. Qualidade, velocidade, força física, chute potente, capacidade de improviso e bom cabeceio. Após o deslumbramento inicial, embaixadinhas e algumas firulas desnecessárias, ele aprendeu a se comportar como aquilo que esperávamos: um goleador que usa sua técnica com o único objetivo de marcar gols. Hoje o que poderia ser considerado supérfluo no seu estilo praticamente inexiste. Mostrou isto nos dois últimos jogos em que foi às redes, contra Paraná e Corinthians. Um toque na bola, não raro já driblando o zagueiro, e a paulada fatal. Matadores de verdade não pensam na hora de marcar gols. Pato é assim, e que vai acontecer nos próximos anos só NERO sabe, mas o guri tem tudo para ser um fenômeno.

É claro que esta atual situação não deixa de dar muito nojo . Pato surgiu em novembro de 2006, fez apenas 27 jogos com a camisa do Inter, perdeu alguns meses nas seleções sub-vida adulta e no banco do Abelão, e já se vai para outras bandas. O torcedor não quer saber de euros, dólares, Berlusconi ou CLAUDIA CARDINALE, ele está preocupado com quem vai fazer os gols, já que Christian anda numa fase (terminal) de TRANCA-RUA, Fernandão ainda se recupera do CÚBIS e Iarley não é exatamente um matador. Quem sabe 1 milhãozinho para ter Sóbis de volta? Conhecendo a direção atual, é mais crível aguardar ALE MENEZES.

Agora só resta lembrar, caros amigos.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 11:35 AM | Comentários (69)
julho 31, 2007

Não vale chutar forte

Para que os dirigentes do Atlético-PR acabem de uma vez com essa frescura, uma amostra do que é violência dentro do campo, em jogo entre Argentina e Peru pelas Eliminatórias para a Copa de 1986. O resto é "vem cá, minha nêga".

O que aconteceu no jogo do Olímpico no último sábado esteve absolutamente dentro da normalidade. Mas os jogadores levaram azar. Jogadas bem mais grosseiras acontecem trolhocentos milhões de vezes e quase todos saem ilesos. É claro que neste conceito não incluo lances como o do vídeo abaixo. Sensacional, por sinal.

Para mostrar que não se trata de perseguição contra os paranaenses, vejam este vídeo abaixo, onde o defensor chega em Anderson de forma dura, mas não desleal. O ex-jogador do Grêmio se lesionou e ficou um baita tempo parado. Acontece.

E agora, de uma vez por todas, parem com esta choradeira, porque já está ficando constrangedor. Que gente fresca, é só dar uma apertadinha, escorrer um sanguinho, e a gritaria está formada. O vôlei é logo ali, e tem uma rede no meio para proteger.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 5:11 PM | Comentários (46)
julho 30, 2007

O poderoso Jejão


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Ele está de volta. Ele não fica desempregado.

Ganhar títulos estaduais por todos os clubes grandes do Rio de Janeiro garantiu emprego até o fim da vida para o Tio Jejão, que retorna ao Flamengo e aumenta o horror da torcida rubro-negra, rumo ao rebaixamento.

Há técnicos bons e ruins. Há ainda os que não são técnicos, e nesta última categoria está Joel Santana, acompanhado por Oswaldo Oliveira, Levir Culpi e outros menos cotados. Tio Jejão faz o estilo "paizão", mima os jogadores e fala coisas como "assim papai não gosta", "assim papai fica triste". Isto pode funcionar com alguns pirralhos carentes e de repente até une o grupo, mas nunca vai fazer times vencedores. Sempre serão um bando de chorões unidos.

Acompanhado de sua infalível prancheta, o poderoso Jejão tentará colocar o Flamengo no rumo, ao menos salvar o time da Gávea da Segunda Divisão. Pobre torcida flamenguista. Recém estamos na 15ª rodada e as perspectivas mais otimistas já se resumem a uma vaga na Sul-Americana.

Dou oito rodadas para que seja demitido.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 2:10 PM | Comentários (97)
julho 29, 2007

Curitiba está em boas mãos

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Como não preenchi a prancheta de mensagens desejando bons augúrios ao mais recente migrante gaúcho na terra das araucárias, durante a confraternização da última semana, torno público meu desejo de uma excelente estada.

Mal sabem os paranaenses, mas terão a honra de receber como morador em sua capital o notável Vitor Vecchi, também conhecido como Navarro Montoya, Woody Allen, Jesus Cristo, Meu Irmão Mais Velho, entre outras alcunhas menos votadas.

Em busca de novos investimentos, para lá viajou quem mais entende de futebol sul-americano por estas bandas. Tivessem noção do que isso significa, teriam recebido-o com pompas na entrada do Estado. Já recomendei a Vecchi que compre o terreno ao lado da Arena para impedir a conclusão do estádio.

Em suma, desejo muito sucesso nesta nova empreitada, cujo secreto objetivo provavelmente é a aquisição do Paranavaí. Será bastante mais sem graça andar por aí sabendo que não nos encontraremos em algum boteco, mas sei que há bons motivos - fortuna, sucesso e felicidade. Bem, amigo, fique na buena.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 12:47 PM | Comentários (5)
julho 26, 2007

BRAZUCAS DOMINAM A ÁSIA, diriam os felizes da crônica esportiva

A final da Copa da Ásia será entre Arábia Saudita e Iraque, duas seleções comandadas por técnicos brasileiros, respectivamente o onipresente Hélio dos Anjos e o para mim muito desconhecido JORVAN Pereira.

Não deixa de ser curioso, principalmente pelo Hélio dos Anjos, o técnico mais infeliz do futebol brasileiro. Não que ele seja muito ruim, na verdade ele é até melhor do que muitos que andam por aí. Acontece que ele chama a desgraça por onde quer que passe. Sempre que eu via um jogo na televisão e um time precisava fazer um gol no final para não ser rebaixado - ou levava um gol no final e era erbaixado - as câmeras apontavam para a beira do campo e ali estava Hélio dos Anjos, se escabelando, suando como um porco condenado. Muita desgraça para uma pessoa só.

Agora os dois técnicos brasileiros vão decidir quem será o campeão da Ásia. Ontem, durante as comemorações pela classificação iraquiana, dois carros-boma explodiram e mataram ao menos 50 pessoas. O humor negro fica por conta do colunista de Zero Hora Mário Marcos de Souza, que dias atrás falava sobre a paz que reinava no Iraque devido à classificação do país para as semifinais, concluindo com aquela conversa mole de que "só o futebol é capaz disso". Nada pára a demência. É muita pretensão achar que o futebol seria capaz disso.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 4:26 PM | Comentários (8)
julho 24, 2007

A outra Batalha dos Aflitos

Depois de uma já interminável lenga-lenga de dois meses dizendo que ia, acabarei fondo nesta quinta-feira a caminho das terras do Paraná, erguidas do Aqüífero Guarani a base de erva-mate e farinha de mandioca...

Desde 25 de maio, venho anunciando e me despedindo de quem posso pelos caminhos a pé e a base de transporte público e carona, e agora chegou a hora.

Para tanto, como última atividade na cidade, chamo a quem quiser para reunir-se a este pobre animal na noite de 4a., 25 de julho, data de algumas efemérides importantes.

A pátria galega, o Apóstolo Tiago, São Cristóvão, os colonos alemães e a JU comemoram suas datas do ano neste dia. Para completar, a primeira visita do Grêmio ao cenário de sua mais épica e mais esculhambada página da história.

Em 26 de novembro de 2005, no estádio dos Aflitos, no Recife, este clube e seus jogadores da época protagonizaram a maior vitória de todos os tempos numa cancha de futebol na história do esporte.

Não quero me prolongar demais nos fatos do passado porque sei que alguns colorados hão sempre de tentar minimizar aquela conquista.

De toda sorte, será neste 25 de julho, com um outro Náutico - Grêmio nos Aflitos, que me despeço da cidade natal e dos seus recantos e das suas moças e de tudo mais de vez.

A partir das 19h, estarei bebendo no Nico, aquele em frente ao Zaffari da Lima e Silva, onde ainda se pode tomar uma garrafa de vinho por 10 pila com uma comida de igual preço, o carreteiro, no caso. Tem também o inusitado CHOPP DE VINHO, mas só comparecendo ao Nico pra saber como ele é.

A gurizada que for colorada e ainda assim tiver gosto de me ver compareça antes ou depois da sua vitória ante o futuro rebaixado Paraná.

E a gurizada que se ajoelhou antes do Galatto se atirar pra esquerda no segundo penal, que chutou de canhota junto com o Anderson, e que perdeu a voz se esgoelando pelas janelas, portas e ruas da cidade, estarei esperando por vocês.


Saúdos, Vitor VEC

Publicado às 3:30 AM | Comentários (16)
julho 20, 2007

A verdade está nas cartas

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Dominado pelo espírito dos profetas, tentarei dar seguimento aos infalíveis prognósticos da Loteca, concurso número 274, que prevê a razoável soma de R$ 250 mil ao vencedor.

1 - GRÊMIO/RS - FLAMENGO/RJ
Coluna 1. Grêmio não dará chances ao claudicante Flamengo, que deve chegar no quarto final do campeonato ainda lutando para não cair, como é costume. ainda mais agora, que perdeu Clayton. hrhs


2 - CRUZEIRO/MG - SÃO PAULO/SP
Coluna do meio. Este jogo é imprevisível, assim como o Cruzeiro, que começou mal o campeonato e já está lá em cima. O São Paulo perdeu em casa, não é a mesma criança de 2006, mas fará de tudo para encher o saco no Mineirão. Prevejo bom jogo, com 35 arremessos laterias para os mineiros e 27 para os paulistas.

3 - VASCO DA GAMA/RJ - ATLÉTICO/MG
Coluna 1. Vasco ganha certo, com três gols de bicicleta do Perdigão. O Galo começa a lutar de forma desesperada para não cair.

4 - PARANÁ/PR - PALMEIRAS/SP
Coluna 2. Dois times que vivem em crise de identidade, não sabem qual é a sua missão no campeonato. Mas o Palmeiras se sai melhor, acredito.

5 - CRICIÚMA/SC - VITÓRIA/BA
Coluna 1. Grande duelo pela Segunda Divisão. Mesmo com toda sua malemolência e sincretismo religioso, os baianos vão sucumbir ao poder do Heriberto Hülse.

6 - SANTOS/SP - FIGUEIRENSE/SC
Coluna 1. Santos fácil, com dois de Mengálvio e um de Serginho Chulapa.

7 - AMÉRICA/RN - ATLÉTICO/PR
Coluna do meio. América parindo um continente para não perder e Atlético sem saber como ganhar. Uma meia zebra na rodada.

8 - CORITIBA/PR - BARUERI/SP
Coluna 2. Possível zebra da rodada. COXA BRANCA se abre para a volúpia do interior paulista.

9 - MARÍLIA/SP - CEARÁ/CE
Coluna 1. Sei lá que porra vai dar neste jogo, mas o Marília está melhor os cearenses sentirão o frio de 23 graus.

10 - SANTA CRUZ/PE - REMO/PA
Coluna do meio. Briga de desesperados geralmente não tem vencedor. Empate em 6 a 6, com 10 viradas ao longo do jogo.

11 - CORINTHIANS/SP - NÁUTICO/PE
Corinthians vence com dificuldades, apenas para Carpegiani respirar. Na segunda-feira, a Bandeirantes e a Record perguntam: "Coringão rumo ao penta?".

12 - FLUMINENSE/RJ - GOIÁS/GO
Coluna do meio. Bom confronto. Empate razoável para os dois em jogo PRENHE de alternativas.

13 - JUVENTUDE/RS - INTERNACIONAL/RS
Coluna do meio. Juventude anda virado numa PALHACÉIA, mas neste jogo fará sua final de Copa do Mundo. Se não der empate, ganha o time da Serra.

14 - SPORT/PE - BOTAFOGO/RJ
Colunas 1 e 2. Aqui faço uso do esperto artifício do jogo duplo. Talvez o Sport, que é uma das surpresas do torneio, comece a consolidar o fim do sonho alvinegro, mas confiar plenamente no Sport também é o fim da picada.

Desnecessário afirmar que a grana obtida por qualquer pessoa com os prognósticos aqui veiculados serão obrigatoriamente destinadas ao fundo para diversão dos integrantes do Impedimento, que costuma arcar com vícios, mulheres, viagens, drogas e outras necessidades não tão básicas.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 5:26 PM | Comentários (36)
julho 19, 2007

Regime aberto

Sem muita empolgação, meio anestesiado e pressionado por fatores externos - meu irmão não admite ficar ausente de qualquer jogo -, resolvi ir ao Beira-Rio ontem, não tanto para ver a partida que começava em horário de boate, mas para me sentir ao ar livre e tentar esquecer um pouco da dor que atingiu um querido amigo e sua família em mais um episódio demente desta farsa de país.

Cheguei com o espírito totalmente desarmado, mais interessado no que o futebol proporciona fora de campo do que dentro das quatro linhas. Desde a manhã, era nítida uma transformação no ambiente da cidade. Menos carros, carros mais lentos, ocasionais silêncios absolutos. Assim foi o percurso entre minha casa e o estádio, dormente e calmo.

Para escamotear o pessimismo extremo, nada como enfiar-se numa multidão de faces disformes motivadas por um único interesse. Entrei no portão 4 do estádio às nove horas e por ali fiquei, esperando o nobre EGS. Não tenho muito o hábito de tomar trago no estádio, mas ontem era extamente o que eu precisava. Para não deixar dúvidas a ninguém das minhas intenções, me escorei no balcão da copa e pedi uma Heineken.

Bebendo apoiado na gelada estrutura de concreto, fiquei observando as pessoas que trabalham na copa e de repente me deu vontade de ter um trabalho exatamente igual àquele, um trabalho que exija muito do físico e que domestique a cabeça do cidadão, como eu fazia quando trabalhava carregando materiais de construção aos 18 anos. Dois caras chegaram, visivelmente drogados, e ficaram jogando capoeira perto de mim. Mas em sua maioria as pessoas estavam silenciosas e resguardadas. Pensei nas pessoas que já passaram pelo Beira-Rio, morreram e nunca mais irão lá, bem como nas que recém estão começando sua trajetória de torcedor. Estranho.

Torcemos do forma contida. O público estava impaciente, exigindo muito do time. "A vida já é uma merda, então ao menos ganhem, malditos", era o que eu entendia cada vez que as arquibancadas se manifestavam de forma negativa. Na saída do estádio, ficamos parados no pátio degustando uma última dose de felicidade enlatada.

Quando caminhávamos para o portão, um cara mijava sem qualquer preocupação, no meio do caminho, para quem quisesse ver. Três mulheres reclamaram: "Nem vira para o lado!". Ele, no entanto, não se abateu e, tentando mostrar que não havia alternativas, deu uma resposta sem qualquer sentido: "Sim, vocês estão vindo por aí". Quis entender que ele disse: "Esse mundo é tão desgraçado, qual é o problema de ver um caralho?".

Cuidem-se,
Douglas Ceconello.

Publicado às 12:56 PM | Comentários (68)
julho 18, 2007

Qualquer título soa inadequado

O mais indicado seria interditar o Brasil por duzentos séculos, mas, como não há clareza mental para tanto, deveriam ter a dignidade e a sensibilidade de cancelar essa rodada do Campeonato Brasileiro ou, ao menos, o jogo entre Inter e Corinthians em Porto Alegre. Não há clima para futebol. Não há mais clima para se viver no Brasil.

A quem está fora, sempre aconselho que permaneça. Para os que estão aqui, recomendo que fujam o mais rápido possível. Nascemos num país que só nos transmite vergonha, imoralidade e irresponsabilidade. Acatamos, e nos tornamos igualmente dignos de vergonha, imorais e irresponsáveis.

Vamos esquecer tudo que aconteceu em São Paulo ontem, veremos uma CPI ser formada e negociatas e demência impedirem seu desenrolar. Vamos esquecer e continuaremos comprando passagens para voar em sucatas e aterrissar em potreiros, acreditando que Cristo Redentor, a mais nova maravilha do mundo, sempre nos acolhe, não nos pode negar seu olhar complacente e sua proteção.

Nossos sinceros e doídos pêsames a todos os atingidos pelo absurdo acidente.

Da Redação.

Publicado às 1:37 PM | Comentários (25)
julho 17, 2007

Na Itália, Giuseppe Bellocco, chefe da máfia calabresa, foi preso

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Aqui, imediatamente após a final da Copa América, Ricardo Teixeira foi reeleito e permanecerá por mais sete anos no comando da CBF, totalizando 25 anos à frente da entidade.

Em assembléia realizada no Hotel Excelsior, no Rio de Janeiro, a chapa única de Teixeira, denominada "Copa 2014", recebeu 43 dos 47 votos possíveis.


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O dono da seleção brasileira comanda a CBF desde 1989. Para essa eleição foi acertado que o mandato passaria de cinco para sete anos graças à farsa de o Brasil sediar a Copa do Mundo.

Todos os filiados deveriam participar, mas o estatuto da CBF prevê que votem apenas as 27 federações estaduais e os 20 clubes da Primeira Divisão. Apenas o Corinthians, que tem que se preocupar com sua própria máfia, se absteve da eleição, enquanto os dirigentes de Vasco, Botafogo e Atlético-MG se atrasaram.


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Há muito choro e reclamação, mas na hora da verdade todos abaixam a cabeça para o gangsterismo sem limites. Todos os clubes e federações são covardes. Isso mostra apenas que neste bordel não tem virgem. A diferença está em quem é a cafetina e quem vai trabalhar na rua.

Mas o importante é que o Brasil ganhou a Copa América! Não tem problema que nossos jogadores saiam antes do 20 anos por mixaria. Que as convocações para a seleção sejam forjadas por empresários. Que nossos clubes sejam fracos e pobres. Que a televisão pague valores ridículos pelos campeonatos.

Seria tão melhor se a CBF administrasse a seleção, ganhasse seus milhões em amistosos contra a Turquia, e as ligas fossem responsabilidade do Clube dos Treze, que seria uma institução forte e não apenas um negociador de ninharias. Nada disso nunca acontecerá. Mas tudo bem. Aqui fala um idiota que ainda comemora gols.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 2:51 PM | Comentários (32)
julho 16, 2007

Retornamos após os comerciais

Depois da Toyota Libertadores e da Recopa Visa, mas antes da Nissan Sudamericana, nossos amáveis patrocinadores apresentam mais um torneio totalmente desprovido de interesse financeiro, baseado no amor ao futebol como esporte. É a Copa Panamericana Directv.

O Boca Jrs, com apenas quatro titulares campeões da América (Caranta, Ledesma, Cardozo e Palermo), já está em Phoenix para enfrentar o Alianza Lima. Completando o grupo, a equipe mexicana do América. No outro triangular, Cruz Azul, Caracas e Deportivo Cali se enfrentam. Os campeões dos grupos fazem a final no domingo.

Não sei quais os critérios para participar desta competição, mais uma aparente tentativa para fazer o futebol vingar nos Estados Unidos. Já tivemos algumas edições em períodos aleatórios, e parece que o Grêmio ganhou uma disputa contra o América do México após o mundial de 1983. Geralmente, só os latinos vão assistir as partidas por lá, o que é sinal de dignidade.

$audações,
Antenor Savoldi Jr.

Publicado às 11:39 AM | Comentários (39)
julho 12, 2007

Derretendo a geada

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Nada como uma diablita para reacender a chama de nossos enregelados corações.

Se o Independiente anda mal, a torcida nunca decepciona.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 5:38 PM | Comentários (26)
julho 5, 2007

A Amazônia é nossa!

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Para vocês não pensarem que sou um desalmado que só fala mal do Brasil. Eu também amo-o e não o deixo apenas por alguns formosos aspectos.


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- Que foi? Robinho perdeu a bola de novo? Não fica assim, deita aqui, ó (trazendo a cabeça para o ombro e enxugando uma lágrima com a unha do polegar).

AI, CABRAL!

Nenhum sentido e saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 4:54 PM | Comentários (35)
junho 26, 2007

Vestiário em chamas

Com essa história de que um jogador de um grande clube paulistano quer admitir que é homossexual em rede nacional, não me resta outra saída que não tentar adivinhar qual seria o vivente .

Para tanto, dou vazão à artisticidade do ser. O nome da composição é Biba esfiha.

Reina no centro do país o boato:
Intrépido futeboleiro de conhecido nome
Clama por reconhecimento, e quer revelar
Hábito por demais suspeito,
A ser assim considerado pelo mundo boleiro.

Rindo, ele joga, desarma e passa,
Lança, disfarça, chuta e comemora:
"Yeah!", diz correndo para o amasso - a largo passo.

São muitas suas funções,
Onde o jogo começa e, não raro, termina - que sina!
Nunca me espantou que chacoalhasse as trancinhas.

Outros afirmam que o alardeado enigma
Um pouco fácil assim se mostraria.

Rumores apontam em direção diversa,
Onde Pernalonga já tentou conversa.
Ganhou elogios fúteis em demasia
E quando mais dele se exigia
Ruiu aos pés do Gigante:
Internacional, que maravilha!
Once upon a time a tetracampeonato...

Conforme já explicitado,
Eis uma história cabulosa.
Ninguém ainda ousa confirmar, mas
In Loco o Fantástico quer mostrar.

?

Saudações,
Chico Buarque.

Publicado às 9:57 AM | Comentários (70)
junho 19, 2007

Mutilação

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Uma estátua de Pelé, localizada ao lado da Fonte Nova, teve os braços e uma cópia da Jules Rimet arrancados por MALOQUEIROS. A peça de bronze, inaugurada em 1971, não tinha qualquer proteção.

Não vejo grandes problemas, já que os pés ainda estão ali. Não lembro de Pelé ter marcado muitos gols com a mão.

Sugiro que aguardem até a cabeça ser arrancada e coloquem o nome de "Monumento ao jogador desconhecido".

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 11:20 AM | Comentários (15)
junho 18, 2007

Momento Maradona

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Porque todo dia é dia de homenagear El Pibe.

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Grande colaboração de Ricardo Schestat, que recentemente visitou o museu do atual vice-mundial e vice-espanhol e providenciou as metafotografias.

A segunda imagem provavelmente faz parte da antológica briga contra o Atlétic Bilbao.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 10:44 AM | Comentários (28)
junho 15, 2007

Amor à camisa

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Não poderia deixar de compartilhar com vocês tão singular indumentária futebolística, conhecida apenas por alguns companheiros do saudoso futebol de salão das tardes de sábado.

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Sob a sombra de Obdulio Varela, já tive a oportunidade de lascar alguns carrinhos e marcar uns gols espíritas devidamente paramentado com ela. No entanto, no time para o qual ela foi confeccionada, o ITALIA - homenagem a uma rua -, nunca tive a oportunidade de mostrar minha impetuosidade defensiva. Claramente fui preterido em nome de firulentos.

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Vou falar, embora nem precisasse, dos patrocinadores. Tanto carinho e afeição tenho pelo MOTEL ACONCHEGO que fico até emocionado. Está localizado na Avenida do Ritter, em Cachoeirinha. O caminho serve de atalho entre Porto Alegre e Canoas, e provavelmente muitos estudantes da ULBRA já andaram se engalfinhando naqueles lençóis. Fica a uns cinco quilômetros da CAPITAL e não leva dez minutos depois que passa da PONTE.

Não é nenhum paraíso de conforto e frescuras, mas oferece um serviço honesto e sai bem em conta. Três horas de luxúria custam apenas 22 reais. Apesar do preço acessível, certa vez, após acordar quase umas dez da manhã, tive que deixar um DOCUMENTO de garantia porque fui apanhado desprevenido. "Pelado", agora no sentido metafórico. Ainda bem que já era cliente.

Se além de cair na folgança tu pretenderes também matar a sede, o negócio é melhor ainda. A cerveja DE GARRAFA sai por três mangos, mais barato que na maioria dos bares. Sensacional. Não se assuste pelo fato de que fica quase em frente a um cemitério. Pense apenas que tu estás bem vivo e não tem muito dinheiro. Se não gostar, aluga um apartamento. he.

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O anúncio nas costas é negócio da famiglia. Mais não posso falar, e aconselho que ninguém procure informações mais aprofundadas, sob pena de ser baleado comprando laranjas numa banca de rua.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 3:24 PM | Comentários (18)

Uma adega, um time

Distância de cerca de 3 mil quilômetros. Uma temperatura bem diferente em comparação com o Rio Grande do Sul. Mesmo assim, há gaúchos, em especial colorados, que moram em Palmas, capital do Tocantins, e sempre acompanham o seu clube.

A "Adega do Cláudio", como o próprio nome diz, é casa dos colorados na capital tocantinense. No estabelecimento, sede informal do consulado colorado no Tocantins, os torcedores do Internacional se reúnem para ver quase todas as partidas do time. Não importa o adversário, o campeonato, a colocação na tabela, as condições do elenco e, muito menos, o dia da semana. O horário, também, é ignorado na maioria das vezes.

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Na última segunda-feira, 4 de junho, mais um exemplo disso pôde ser visto. Pelo menos 20 colorados foram à Adega para ver o Inter, até então último colocado no Campeonato Brasileiro, contra o Náutico. Vice-cônsul do Inter em Palmas e, claro, colorado fanático, Cláudio Walter Markus, 44 anos, comprou, nos últimos três anos, o pay-per-view do Brasileiro e do Gauchão.

Novo lugar
O Inter, com a ajuda da Adega, acaba unindo as pessoas e criando laços de amizade. Os autores do texto, Daniel e Márcio, se conheceram no estabelecimento. Assim, foram muitos outros. Essa situação faz com que o local sirva como ponto de encontro para pessoas com interesses comuns –pelo menos em termos futebolísticos.

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As atividades profissionais de quem vai ver os jogos são as mais diversas. É possível, portanto, ver representantes comerciais, servidores públicos, agropecuaristas, estudantes, auxiliares administrativos, policiais, jornalistas e eventuais desempregados unidos por uma só causa –o Sport Club Internacional.

Personagens
Vanessa Trindade Oliveira, estudante de 15 anos, sempre vai ver o Inter, impreterivelmente. Ela é levada pelo seu pai, Júlio César Trindade Oliveira, 44 anos. Na segunda-feira, Vanessa afirmou que o time, claro, "está péssimo". Contudo, afirmou que a esperança é de título na quinta-feira, contra o Pachuca do México.

Já Júlio César salientou que está muito descontente com o presidente do Inter, Vitório Píffero, e com o vice Giovanni Luigi. Ele sugeriu a substituição, imediata, de Luigi. "Já que não dá para tirar o presidente, tira o vice pelo menos", brincou.

A jovem Vanessa contou que, recentemente, teve um desentendimento com um flamenguista na aula. Ela está no segundo ano do ensino médio e estuda em uma escola da Ulbra. Na discussão, a colorada ficou muito descontente depois que o flamenguista disse "que futebol não é coisa de mulher" e que o Inter ganhou o mundial "apenas porque teve sorte". Antes que acontecesse algo mais sério, os colegas e professores colocaram "panos quentes" no embate.

Adega
Cláudio, proprietário da Adega, contou que está em Palmas desde 1996. Quando não havia a “tecnologia”, os colorados se reuniam da mesma forma. Os jogos eram acompanhados no velho rádio com o sistema de ondas curtas. A reunião servia, ainda, para ver as (poucas) partidas do Inter transmitidas em rede nacional de televisão.

A TV por assinatura, a partir de 2004, melhorou a situação de todos. Hoje, a Adega fica em uma área quase central de Palmas e tem sete funcionários.

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Diariamente o local recebe um considerável fluxo de pessoas, em busca de vinhos, queijos, erva-mate e outras “especiarias do Sul”, mas todos sabem que, em dias de jogos, as coisas mudam e são os torcedores que mandam. O proprietário, inclusive, deixa isso bem claro. Aos domingos e feriados, ele abre apenas para os jogos e quase não atende fregueses “comuns”.

Por Daniel Machado e Marcio Santos
- Correspondentes do Impedimento no Tocantins

Publicado às 10:58 AM | Comentários (19)
junho 10, 2007

A dois passos do paraíso...

Não. Esqueçam. Não sou pautado pela mídia impressa. As próximas linhas não serão sobre o Grêmio. Tentarei pô-los a par do ascenso na Argentina. Isto, é claro, antes que algum de vocês retome a nossa velha rivalidade porto-alegrense.

O sábado chuvoso e frio me fez ficar sonolento. Nada melhor que ficar na cama. Ou voltar a este espaço concedido com carinho pelos amigos para que eu me manifeste sobre o esporte das massas e das paellas, parrilladas, feijoadas, buchadas de bode...


Ainda pela manhã, Grandes Momentos do Esporte (um bom programa da TV Cultura que se perde às vezes) resgatava a campanha da seleção na Copa de 82.
E como choram, pelo amor de deus. A figura mais sensata aparenta ser Éder que identifica, e muito bem, um certo distanciamento do campeonato. Já não importava muito a copa, o importante era ser estrela para todo o mundo ver.

Particularmente, acho que foi uma seleção superestimada - e que continua sendo até hoje - com jogadores abaixo da média. Ninguém vai conseguir me convencer que Cerezo e Serginho 'Chulapa' tinham qualidades para serem considerados bons jogadores. Entre Dinamite, Careca, Nunes e Baltazar já temos quatro centroavantes melhores que o titular. Segundo me consta, Careca estava machucado, mas isso é o que menos importa, ainda estavam três e acho que o Dinamite estava na España.

Como é bom ter um ídolo
Um ídolo de verdade, é claro. Nada de Beckham ou Ballack, etc... MARADOOO!!!
Depois de ter copiado descaradamente o maior gol da história dos mundiais - o de Diego contra a Inglaterra em 86, passando por seis e correndo uns 60 metros - Lionel Messi repete o gol menos, digamos, honesto da mesma partida, o de 'La Mano de Dios'.

Foi no clásico da Catalunya deste sábado entre Barcelona e Espanyol. Um cruzamento e uma mão adiante marcam mais um gol nos gramados do mundo.
O guri ainda não fez nada de muito glorioso, mas só de seguir os passos de um ídolo destes, vai pelo bom caminho.

Entonces, a la Segunda!

Voltando às explicações preliminares, Olimpo de Bahía Blanca volta ao nível máximo da AFA por ter sido ganhador de Apertura e de Clausura sendo, portanto, o grande campeón da temporada.
Pelo segundo ascenso, brigam os dois de melhor campanha durante o ano todo depois do Olimpo. O perdedor ainda terá mais uma chance, ao confrontar o 18º de pior campanha do promedio na Primera, Nueva Chicago, de momento.

Huracán 1-0 San Martín de San Juan
Assim Huracán e San Martín de San Juan começaram a se matar neste sábado em Parque Patrícios. Vantagem inicial para o Globo da Capital Federal, 1-0, gol aos 3' da 2a. parte de Milano de falta. Mas isso não quer dizer muita coisa já que eles perderam três ascensos nos últimos dois anos.

A volta se jogará no próximo sábado, em San Juan, que anda vivendo disturbios vários por ocasião das eleições locais que estão por vir e que estão dando dor de cabeça para a justiça eleitoral local. Mas como aqui não é Nova Corja, passemos para o próximo ponto.

O Reducido
Além destes, os quatro de melhor campanha na seqüência jogam o Reducido, um micro-torneio que parte das semis. O campeão deste torneio encara o 17º de pior campanha da Primera, hoje o Godoy Cruz de Mendoza.
Neste sábado ocorreram as partidas de volta das semis.

Tigre 1-0 Chacarita
O Monumental de Victoria foi uma festa só que foi passando a nervosismo a medida que o tempo se esvaía e o gol não surgia. 15 mil pessoas deixaram a curva da popular bem bonita, colorida de azul y rojo. Um gol mínimo e suficiente para a classificação era tudo o que queria a vizinhança de Tigre, San Fernando, arredores e mais além.

Modo Nostalgia On, Diego Cagna faz uma bela campanha de apresentação como treinador depois da vitoriosa carreira, notadamente no Boca. Fui prestigiar a estréia dele contra San Martín de San Juan, no já distante janeiro das já saudosas férias. Naquele 0-0, estavam dois dos que lutam agora para subir a Primera.
Modo Nostalgia Off, na partida de hoje o gol da classificação saiu de uma falta desviada no meio do caminho, aos 40' do 2o. tempo.

Grande Tigre que mais uma vez eliminou os mais odiados do Chaca. Não sei do histórico, mas já percebi que o Funebrero é o mais odiado de toda Gran Buenos Aires.


Atl. Rafaela 2-2 Platense
Atlético Rafaela e Platense empataram a 2. Gols de Villalba (22´-1ª.) e Faurlin (5´-2ª.) para La Crema, que jogava de local no seu estádio tosco mas lotado. A festa estava próxima, a classificação se acariciava com os dedos frios grudados no alambrado, a derrota por 1-0 na ida estava quase ultrapassada.

Mas o Tense mostra que se regenerou da sua quebra e consequente descida até a 3a. divisão. A falta de 10 minutos, reagiu e empatou com Puertas (37´-2ª.) e Del Campo, contra (40´-2ª.).


Agora vem a final do reducido entre Tigre-Platense programada para a 4a. mas que pode sofrer alteração dado que envolverá uma das maiores rivalidades da Gran Buenos Aires.

É possível que se jogue como foi contra Chacarita. Apenas os locais foram a ambas partidas. Só Funebrero em San Martín, só Matador em Victoria.
E deverá ser assim mais uma vez. Só Calamar em Vicente López, só Matador em Victoria.
Emoçoes a flor da pele ao norte da capital federal.

Saúdos, Vitor VEC

P.S.: E enquanto Romário marcava 1001 e 1.002 no Galatto, Impedimento já salta na frente e completa 1.004!
PELÉ, PODE ESPERAR. A TUA HORA VAI CHEGAR!
IMPEDIMENTO, RUMO AOS 1.259!

Publicado às 2:52 AM | Comentários (24)
junho 6, 2007

O fim do futebol

Ando bastante desanimado com o futebol ultimamente.

Sem dúvida, por isso meus posts por aqui são cada vez mais raros.
Listarei, de maneira mais ou menos aleatória, algumas de minhas aflições.

- É considerado absurdo ver um bom jogador entre 21 e 30 anos atuando no campeonato brasileiro. Com esta idade, qualquer jogador que demonstre algum talento, já está no exterior. Europa, Ásia, qualquer lugar. Nosso campeonato é formado por juniores, mais alguns veteranos, mais alguns jogadores da faixa de idade intermediária, que não são bons suficientes para jogar fora daqui.

- É deprimente, mas torcedores agora vibram conforme a oferta do exterior por jogadores de seu time. Me peguei comemorando a venda milionária do Lucas, o que é profundamente constrangedor. Da mesma maneira, ficamos felizes quando nosso time consegue manter um teto salarial controlado.

- Neste caminho, os grandes vencedores do final do ano serão os clubes com os melhores balancetes contábeis. "São Paulo e Santos apresentaram as finanças mais equilibradas, vejam uma simulação de jogos entre os dois times, utilizando tecnologia de última geração, do Winning Eleven 20".

- De fato, isto já vem acontecendo, com a tendência irreversível de o clube mais endinheirado ser campeão desta naba por pontos corridos. Cruzeiro, Santos, Corinthians, São Paulo... Quem será o próximo? Torça pelo contador de seu clube.

- Tudo é espetáculo midiático, já sabemos. Mas a tendência é a extrapolação total. Agora, dirigentes de clubes falam sobre a construção de "modernos estádios, inteligentes, com centro de eventos e shopping center". A torcida já é apropriada como parte do espetáculo, faz-se o possível para que apareçam bem na tv, uniformes comemorativos são lançados, bla bla bla. Você é um público alvo.

- Algumas discussões nos comentários aqui do Impedimento também me entristecem. Não quero me estender muito, mas, vocês sabem, algumas coisas são difíceis de entender. Um post sobre a segunda divisão argentina, por exemplo, que descamba para uma discussão grenal. Claro, não faz o menor sentido eu querer que todos pensem como eu, ainda mais sobre futebol, paixão que cega todo mundo. De qualquer maneira, lamento a estupidez de torcedores que tecem comentários completamente descabidos.

- A crônica esportiva nacional é ridícula. É viciada, não no sentido de fumar crack, mas no sentido de não se renovar. Comentaristas gagás ficam atrelados à suas opiniões. Todos já sabem o que aquele imbecil segurando uma fichinha com o logotipo do programa vai dizer. Até entendo o saudosismo dos que viram o 4-2-4 funcionar em 1950, mas não é pela choradeira repetitiva dos "infalíveis profetas do acontecido" que o esquema vai voltar a dar certo.

- A cobertura esportiva nacional é completamente tendenciosa, e não é difícil provar isso. Na noite em que Grêmio e Santos se classificaram para as semifinais da Libertadores, a capa do globoesporte.com colocava o Santos em primeiro plano, matérias sobre a Copa do Brasil em seguida, depois automobilismo, hipismo, Pan, qualquer lixo. Absolutamente nenhuma menção ao Grêmio, exceto na manchete "Santos passa e pega o Grêmio". Tudo bem, isso só faz diferença se houver PODER E GRANA ENVOLVIDOS.

- Então: http://santos.globo.com . Não é piada, é o site oficial do Santos, o que em parte explica o item acima. Lembrando, o presidente do Santos é sobrinho do DONO da CBF. Também explica o fato de o Santos ser o único time da chamada "segunda categoria das cotas televisivas", só ganhando menos que Flamengo, Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Vasco, mas mais do que todos os outros times do Brasil. Grêmio, Inter, Cruzeiro e Atlético ficam num terceiro patamar. Meu amigo Alexandre Rodrigues prometeu um texto destrinchando melhor o assunto.

- update: conforme fonte citada, "Santos já tem acordo com a CBF: Zé Roberto e Kléber disputam a Copa América, mas serão liberados para a Libertadores."

- Outro prenúncio da ruína: arbitragem feminina. Não. Porque não. Tenho bilhões de argumentos, mas digo simplesmente: Porque não. Se querem aceitar arbitragem, não vejo motivos para não aceitar jogadoras entre os jogadores. Aliás, um time do MÉXICO tentou fazer isso, FIFA vetou. Vamos lá, então.

- A participação mexicana na Libertadores é sofrível. Tem cunho estritamente financeiro, já que o futebol mexicano é riquíssimo. Mas o que aconteceu com o América, ao trazer apenas TRÊS reservas para uma SEMIFINAL de Libertadores, é algo que eu só ouvia falar em anedotas de futebol, e não acreditava ser possível.

- A arbitragem brasileira é um horror. Basta comparar às partidas de Libertadores com arbitragem de fora daqui. O jogo flui muito mais, e o cai-cai é inibido não por cartões ou reprimendas, mas pelo "foda-se". Falta, só quando é FALTA.

- A arbitragem brasileira é tendenciosa. Acompanhei estas primeiras rodadas do Brasileirão, e isso fica claro. Num campeonato enfadonho de 38 rodadas, erros como o de Paulo Cesar Oliveira em Botafogo X Grêmio e de Leonardo Gaciba em Paraná X São Paulo ficam diluídos, e ninguém percebe o tamanho da sem-vergonhice. Na única vez que se percebeu, Tinga foi expulso por sofrer um pênalti no Pacaembu. Infelizmente, não é sempre que fica tão clara a palhaçada.

- Vou me abster de comentar as declarações do radialista santista. Ainda sobre o jogo de hoje: há pouco, soube que Amoroso foi suspenso por três jogos pela expulsão contra o Defensor.

- O calendário do futebol na América do Sul é bisonho. Essa Recopa, por exemplo, não faz o menor sentido. Se Sudamericana e Libertadores fossem SIMULTÂNEAS, com os campeões se enfrentando logo após as finais, e não UM ANO DEPOIS, faria sentido. Claro, serei acusado de dizer isso por ser gremista.

- Sem contar a absoluta filhadaputice da CBF, ao convocar jogadores de Grêmio e Inter em época de jogos decisivos. Preciso citar os casos de Paulo Nunes, Daniel Carvalho, e agora Carlos Eduardo?

- Não considerem isso um desabafo, pois não é. Naturalmente, poderia dizer tudo isso em uma mesa de bar, para dois ou três colegas. Mas listar alguns destes pontos - e poderia ficar horas lamentando muito mais -, pode me ajudar a arrumar as idéias, e talvez alguém por aí concorde com algum deles, e tire algum proveito disso. Não sei.

- Se o Grêmio ganhar a Libertadores, ficarei feliz, será divertido. Mas acho que estou cansando do futebol. Ou do que ele está se tornando.

- O futebol é algo novo, para os padrões de tempo de "vida humana em sociedade". Tem pouco mais de 100 anos. E nem percebemos que, assim como as locomotivas à vapor, o futebol pode estar rumando para sua decadência. Ou pior, para uma transformação em algo pasteurizado, previsível, eficiente. Algo como um trem-bala.

apocalypse now,
Antenor Savoldi Jr.

ps: Percebi agora que este é o post número 1000 de Impedimento.

Ironias à parte, um brinde a todos. ;-)

Publicado às 12:18 PM | Comentários (59)
junho 2, 2007

Copa Alternativa na Bolívia djá!

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Impedimento exige a imediata revogação da decisão que proíbe mandar jogos a partir de 2.500 metros acima do nível do mar. Caso contrário, organizaremos nosso próprio mundial, jogado apenas perto do céu, convidando as agremiações mais facínoras, pestilentas e mal-intencionadas do futebol.

Atento à causa das comunidades que perderam a oportunidade de assistirem seus times e seleções disputarem partidas por torneios internacionais, Impedimento pressiona as autoridades. Na Bolívia, por exemplo, mais da metade da população vive acima dos 2.500 metros impostos como limite. Não deixamos passar em branco ainda a malandragem sobre a definição dos 2.500 metros, que livrou importantes cidades mexicanas, situadas a uma altitute pouquíssimo inferior. Por que não 2.000 metros?

Damos um prazo de 15 dias para a Fifa revogar essa bobagem. Não cumprindo a exigência, nos vemos obrigados a fundar a FEFA, Federação Embusteira de Futebol Associado, entidade paralela que aglutinará todos os times e seleções malditos e amaldiçoados.

Nosso torneio, a Copa do Mundo Alternativa, será jogado apenas nos estádios mais altos do planeta, como o Hernán Siles Suazo (foto), não vai tolerar pedaladas e punirá quem usar do fair-play. Nas cobranças de penais, o goleiro pode sair correndo e dividir a bola com o atacante. Também não há distinções entre clubes e seleções. Todos disputam um únIco título mundial. Só participarão convidados, desde que paguem um dízimo para a FEFA e tratem de facilitar o ingresso de bugigangas piratas na mais diversas alfândegas.

O regulamento dividiria 12 equipes em dois grupos de seis. Na primeira fase, os times jogam contra os outros companheiros de chave. Os dois primeiros passam às semifinais. Os vencedores fazem a final. Não terá decisão de 3º lugar. Os perdedores ganham um churrasco com bebida liberada para acompanhar a finalíssima, a ser disputada em Potosí.

Para a primeira edição, os representantes do continente ficariam no Grupo A e seriam:

Combinado de Bagé
Estudiantes de La Plata
Seleção Uruguaia
The Strongest
América-RJ*
Criciúma

* Como não poderia faltar a GINGA brasileira, decidimos homenagear o tradicional clube carioca

Os inimigos que atravessarão os oceanos ficarão no Grupo B e seriam:

Napoli
Combinado Catalão
Seleção da Sicília
Irã
Coréia do Norte
Angola*

* Zé Kalanga será o paraninfo da primeira edição


Da Redação.

Publicado às 2:11 PM | Comentários (32)
maio 28, 2007

Dunga anuncia lista de pré-convocados

O técnico e anão chamou 34 atletas para a pré-lista de jogadores que podem defender o Brasil na Copa América. Desses, apenas 22 vão correr pelas canchas do lunático Chávez na tentativa de defender o título. Algumas boas surpresas, outras muitas velhas caras amarrotadas.

Dunga disse que chamou alguns jogadores que estava observando (ainda bem) e outros com idade olímpica. A lista final sai em 6 de junho, um dia depois de o Brasil enfrentar a Turquia em Dortmund. Antes disso, os brasileiros jogam contra a Inglaterra, no estádio de Wembley, em 1º de junho.

Aí está a pré-lista e o que merece ser comentado:

Goleiros
Diego (Atlético-MG) - Bom nome. Dos três, é o que menos vi falhar.
Doni (Roma-ITA) - Que empresário bom esse cara tem.
Helton (Porto-POR) - Não vejo há tempos. Quando via, não gostava.

Defensores
Alex Silva (São Paulo) - Nenhum sentido.
Alex (PSV-HOL) - Tanto faz.
Cicinho (Real Madrid-ESP) - Não estava morto?
Daniel Alves (Sevilla-ESP) - Bom nome.
Edmílson (Barcelona-ESP) - Até o dia da apresentação, terá torcido os dois joelhos e os dois tornozelos.
Edu Dracena (Fenerbahce-TUR) - Morri.
Gilberto (Hertha Berlin-ALE) - Meio velho, mas joga muito.
Juan (Bayer Leverkusen-ALE) - Passa.
Kleber (Santos) - Melhor lateral-esquerdo brasileiro da atualidade.
Maicon (Inter de Milão-ITA) - Não fará mal a ninguém.
Marcelo (Real Madrid-ESP) - Alguém por favor me diga há quantos meses foi a última partida dele.
Naldo (Werder Bremen-ALE) - Bom zagueiro.
Tiago Silva (Fluminense) - Dos que jogam aqui, é o melhorzinho.

Meio-campistas
Anderson (Porto-POR)- Joga muito.
Diego (Werder Bremen-ALE) - Justo.
Elano (Shakhtar Donetsk-UCR) - Esperado, mas lamentável.
Fernando (Bordeaux-FRA) - Piada.
Gilberto Silva (Arsenal-ING) - Entendo.
Josué (São Paulo) - Blasfêmia!
Julio Baptista (Arsenal-ING) - Tanto fez como tanto faz.
Lincoln (Schalke 04-ALE) - Andava bem, me parece.
Mineiro (Hertha Berlin-ALE) - Bom jogador, mas é reserva e já meio velhote.
Morais (Vasco da Gama) - Boa aposta.
Zé Roberto (Santos) - Joga pra caramba.

Atacantes
Afonso (Heerenveen-HOL) - Mesmo empresário do Doni?
Carlos Eduardo (Grêmio) - Merece a chance. Está muito bem.
Fred (Lyon-FRA) - Poucos gostam, mas eu acredito nele.
Jô (CSKA Moscou-RUS) - Sinceramente.
Rafael Sobis (Real Betis-ESP) - Rei (sei que vocês me compreendem).
Robinho (Real Madrid-ESP) - A farsa continua. Se ficar no mesmo quarto de Diego, é Sodoma e Gomorra na certa. Ambos correndo nus pelo hotel.
Vagner Love (CSKA Moscou-RUS) - Não vinha para o Corinthians?

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 7:49 PM | Comentários (47)
maio 26, 2007

Flamengo, Atlético, Aragão e Wright

Um dos maiores apitaços do futebol brasileiro. Flamengo e Atlético acabaram a fase de grupos da Libertadores 1981 empatados e precisaram fazer um jogo de desempate. Deu nisso.

Além dos brasileiros, o grupo 3 tinha ainda Cerro e Olimpia. Atlético e Flamengo acabaram a fase com 8 pontos conquistados. Nos dois jogos entre as equipes houve empate em dois gols. A partida de desempate foi disputada em 21 de agosto, em Goiânia.

Eram dois grandes times e a expectativa era de um confronto espetacular. Mas havia um José Roberto Wright, que expulsou os melhores jogadores do Galo, causou confusão, e a partida acabou mais cedo. Observem que os primeiros a receberem vermelho foram Reinaldo, por falta nem tão violenta em Zico, e Éder, que esbarrou no juiz. O time mineiro ficou com 6 jogadores na cancha, três foram expulsos e outros caíram, a partida foi interrompida aos 35 minutos e o Flamengo foi declarado vencedor. Como todos sabem, os rubro-negros acabaram levando aquela edição, enfrentando o Cobreloa na final.

Na decisão do Brasileiro de 1980, as duas equipes já tinham se enfrentado. No primeiro jogo, o Galo venceu por 1 a 0, no Mineirão. Na segunda partida, o empate favorecia aos mineiros. O Flamengo saiu na frente, mas Reinaldo empatou. Aos 45 da primeira etapa, Zico colocou os rubro-negros em vantagem. Na segunda etapa, Reinaldo sentiu a perna e ficou se arrastando em campo. Mesmo assim, o centroavante empatou novamente. O resultado dava o título ao Atlético, mas Reinaldo reclamou com o juiz de um impedimento mal marcado e foi expulso. Aos 36, Nunes anotou um golaço e deu o primeiro título nacional para o time da Gávea. Depois desse jogo, o juiz passou a ser chamado de José Assis Flamengão. Veja aqui os gols.

É claro que o Flamengo tinha um timaço, até superior ao Atlético, mas também é inegável o apito companheiro de Right e Aragão.

E o que contece quando um juiz erra muito durante sua carreitra? Vai ser comentarista de arbitragem na TV.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 2:03 PM | Comentários (74)
maio 22, 2007

Uma bomba em Morungava ou Historinha sobre a relação entre futebol e demência narcótica

Andei pensando em jogos que já acompanhei de uma forma bizarra ou correndo alguma espécie de risco físico ou emocional. Pensei em partidas com confronto entre torcidas ou policiais, no recente Gre-Nal assistido num bar do Jardim Leopoldina e em outros tantos que fui em um ônibus alugado, partindo totalmente alterado com a maloqueirada da vila. Foram jogos estranhos, mas nenhum se compara a Inter e Paysandu, em 2003.

Na época, o Inter fazia um bom campeonato, após quase ter sido rebaixado em 2002. Muricy Ramalho ainda não tinha sucumbido a seus vícios e conseguira armar uma equipe coerente, baseada no talento de Daniel Carvalho, o referencial técnico. Nilmar e Diego funcionavam bem como dupla de ataque.

Era um sábado, o jogo aconteceu no Beira-Rio. Estava prontito para me aventurar pela Freeway, com a inocente confiança de que aquele time chegaria em algum lugar. No entanto - e como há interferências na minha vida de torcedor, ó Cristo - um casal de amigos convidou para passar o final de semana em um sítio em Morungava, cerca de 30 quilômetros distante de Porto Alegre. Acatei. Já estava em débito com o social e tinha crédito com a arquibancada.

E lá fomos nós. Jovens saudáveis e lépidos, um rádio de pilha, conhaque e outros venenos que mais tarde se mostrariam quase letais. Eu realmente tinha a esperança de que a diversão conjunta fosse comandar as horas bucólicas na propriedade rural. O dia estava claro, com sol consistente e a boa vontade pairava no ar. A euforia era tanta que não demorei a preencher com DOMECQ um copo cujo tamanho recomendava que deveria ser usado para consumir líquidos benéficos à saúde. Sorvi em tempo recorde para dar um brilho e me preparar para a felicidade.

Eis que aparece uma Tamburello no meu caminho. O companheiro da anfitriã tinha sotaque forte de porto-alegrense e gostava de reggae. Mais não preciso dizer. Entre o papo furado e a feitura do almoço, aparece o indefectível tijolinho do capeta. Tem início o ritual de preparo do artefato maconhístico. Não demora para o usuário chegar no MICRO SYSTEM e sacar da mochila o Legend.

- Baahh, vamos escutar um Bob -, diz o malandro.
- Odeio reggae -, responde uma interlocutora, que, de fato, não suporta um som rasta.
- Tu não gosta de Bob?! Bahh, mina, que palha.

Mas ali ficamos, ainda felizes, com Buffalo Soldier comandando as ações. A bomba ficou pronta. Embora já conhecesse meus limites e reações quando estes são ultrapassados, também não sou de fazer desfeita aos donos da casa. E, como não queria ficar deslocado da espiritualidade do momento, não me restou qualquer outra saída.

Um aparte: já tenho idade suficiente para ter descoberto que minha droga é o álcool. Tudo mais me transtorna profundamente. Mesmo com o ORÉGANO, sempre fui extremamente fraco e suscetível aos efeitos. Bobeira pouca é bobagem. Com o IOGURTE não, geralmente me deixa com a vida transparecendo nos olhos e nos POROS, aberto ao mais fraterno convívio. Por isso, hoje rendo preces apenas ao DEUS CANECO.

E lá fomos nós. Estranhei porque geralmente demora a cair a ficha. Daquela vez não, foi rápido demais e realmente proporcionou uma confraternização por dez minutos, tempo suficiente para que o segundo ou terceiro copo de destilado fosse entornado. Admito que me passei e traguei como se fosse o MINISTRO. Mas nada que pudesse justificar a perda de toda coordenação motora que os humanos herdam de priscas eras.

Nesse momento, já empunhava o pequeno NKS, pretendendo acompanhar a jornada esportiva da Guaíba, andando pelo pátio de forma semelhante à que posteriormente vi Johnny Deep fazer ao interpretar Hunter Thompson. Mas meu medo e delírio sucedia em Morungava. Vaguei infindáveis minutos chutando o ar e dobrando os joelhos ao redor da bela e aconchegante residência, já estranhamente iluminada perante os meus olhos. Quando sentado, a cabeça me puxava para dar uma banda. Literalmente. Fazia movimentos bruscos e involuntários para o lado -, mas o corpo não queria, e esse dilema durou uma eternidade. Como a risadeira ainda estava uma beleza, continuei a fumegação por mais um tempo.

Havia uma piscina na casa, cheia de água verde e plantas variadas, que se colocavam pela borda como braços de criaturas HORRENDAS. Aspecto pantanoso. O adorador de Bob Marley aventurou-se na podridão e quase pude perceber a resistência da água quando ele deu uma ponta na gigantesca gelatina de limão. A mim, só restou preservar o grão de dignidade que ainda guardava no bolso e comunicar : - preciso dar uma deitadinha.

Mas não deitei sozinho. Belzebu escamoteou-se para o leito. E me levou aos delírios mais desgraçados que já tive. Mais do que a pneumonia sofrida aos oito anos e que resultou numa febre equatoriana, me deixando deitado por dias e me proporcionando a leitura do meu primeiro livro, a saber O menino candeeiro. Bom livro, aliás. Mas bem. Fui dominado por uma sucessão de imagens e sensações absurdas, difíceis da narrar e de lembrar, tremendo e tentando me reconciliar com meu sistema neurológico. Pânico e ansiedade. Na hora, não me parecia justo que escapasse ileso. Tinha certeza que sofreria uma lesão irreversível. Fiquei lá, em chamas, durante um tempo que pareceu elástico, sob observação atenta de uma companheira, que temia pelo enfarto fulminante - 24 anos, difícil de sair vivo. "Estudante de Jornalismo abusa das drogas e sofre enfarto", estampava a Zero Hora impressa no éter pelo meu cerebelo.

Eis que no meio da fantasia e do desespero, vislumbro um brócolis, tenro, grande, verde. Tínhamos comido massa com brócolis. Aquilo foi o ápice da fantasmagoria vespertina. Mas a singela planta da família das CRUCÍFERAS também representou o meu retorno ao mundo real. Numa manobra súbita, saltei e já estava no banheiro, acertando as contas com o estômago, que insistia em se livrar de mim. Voltei para o quarto e me atirei na cama, quase lúcido, mas envergonhado diante da civilização. Então, lembrei. O jogo. Puxei o rádio e o coloquei sobre a barriga, ainda confundindo locução e fantasia, meio louco, meio são. Volta e meia, vinha da rua um grito desesperado, direto da garganta do senhor da minha desgraça:

- DÔGGLAAAAS, E O COLORADO?

Puta que me pariu. Eu não conseguia nem respirar, quanto mais responder qualquer coisa. A partida estava empatada. Mesmo entregue às moscas, tentei torcer. Achei que não ia dar certo, pois acredito que cada jogo precisa de um nível absurdo de concentração de cada torcedor. Mas o Inter marcou o gol da vitória no final. Wilson, o zagueiro que também gostava de Bob Marley. Entendi a coincidência como prelúdio de uma conspiração. Estendi um insólito punho cerrado para o ar, o que deve ter feito a cúmplice suspeitar que eu estivera fingindo. Mas foi um movimento involuntário. E não poderia deixar passar um gol sem comemoração. Dormi. Acordei com a maior dor de cabeça que já existiu na história da humanidade. Solito no quarto, com uma picareta atravessada do cume do melão até o queixo. Estavam lavando a louça. Cada vez que uma colher de chá tocava na pia, era como se alguém girasse a picareta em 180 graus. O desespero me fez reunir forças e clamar por atenção:

- Opa.

Fui atendido.

- Por favor, tentem fazer NENHUM barulho. Minha cabeça está RACHANDO.

Aos poucos, uma entidade qualquer extraiu lentamente a picareta da minha cabeça. Levantei como se tivessem me virado do avesso e passado num ralador. Cambaleei até a cozinha. As pessoas estavam se divertindo, o que me pareceu um comportamento demasiado pornográfico naquela altura das coisas. Malditos FUMETAS experientes.

- Fiquei meio mal -, comentei com o ALGOZ.

- É que era de um TIPO ESPECIAL.

Era skunk.

- Ainda bem, achei que fosse o demônio prensado.


Nota: esse texto trata-se de uma advertência à JUVENTUDE e culmina com o conselho: NUNCA abandonem seu time pela FUMETAGEM. E se forem a Morungava, tenham cuidado.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 2:28 PM | Comentários (36)

Adiós, Amigos!

Aquilo que já havia anunciado aos sócios, aos mais chegados e aos mais queridos, tornou-se oficial nesta 2a.-feira. Anunciaram minha transferência pro Paraná, terra da lendária lagoa coberta por farinha de mandioca e erva-mate no século XVII.
Como não fui feliz na tarefa de agradar a gregos e troianos, partirei para tentar melhor sorte com curitibanos.

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Escreva mais e melhor

Certo escrito é exemplo típico disto, não consigo 'acertar a mão'. Mas quem foi que disse que tem receita pra isso, assim como o 'bolo da vovó'?

Enfim, o causo é que só vi os comentários depois de bloqueados e continuo impressionado com uma coisa. Como é difícil se fazer entender por todas as outras pessoas que não eu mesmo, incrível!


Leia mais e melhor

Desde a corneta ao título, passando por 'inconsistências históricas e lógicas' - que fizeram o favor de alertar mas, corrigir que é bom, nada - e por um tal de 'revisionismo histórico' e chegando a um 'tu tinha que ser negro pra ver o que é racismo de verdade'. Não é necessário ser cego pra não enxergar. JESUS!


Eu poderia cornetear a todos, A TODOS (como ficou convencionado após um furacão não-atleticano-paranaense) e MANDAR QUE TODOS LESSEM TUDO DE NOVO (vejam como minha preocupação e nervosismo me deixam sem argumentos, me obrigando a MAIUSCULIZAR o texto).

Não o farei, mas a quem fizer o favor de ler novamente, agradeço desde já.

Muito me preocupa o pouco zelo alheio em ler com ATENÇÃO pra não cair em ARMADILHAS DO SEU PRÓPRIO INTELECTO e que a mim acabam sendo imputadas.

PENSEM NISSO!


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A cidade de três clubes médios que me espere

Estou mais uma vez passando uma noite em claro, situação comum agravada pela atual conjuntura de mudança permanente de cidade logo ali na frente.

E possivelmente já começo a ver Porto Alegre com nostalgia, de um tempo lá distante que já passou. Porque a tendência de tudo que é passado é ficar cada vez mais esquecido.

E de tudo o que mais me preocupa são os jogos que não mais verei ao vivo. Desde 85, tenho frequentado assiduamente o Olímpico. E desde 2005, amigos e conhecidos me identificam nos dois maiores estádios da cidade. Entre um e outro, os gastos que tenho não me parecem mais pesados do que a ausência total do futebol daqui.

Sim, porque - os paranaenses que me desculpem - não dá pra ver futebol no Paraná. Chego a imaginar que a torcida do AtlPR, por exemplo, seja pior que a do JU, por exemplo. Pensando bem, acho que vou virar uma espécie de 'secador local' de todos os times de lá, e irei sempre na torcida adversária em todos os jogos que puder. Além de tudo, vocês poderão me identificar facilmente quando os visitantes marcarem golos.

Talvez veja com um pouco mais de simpatia o Coritiba. Seja pelo título histórico de 85, seja pela costumaz freguesia em confrontos com o tricolor. Seja por Rafael, por Lela (figurinha carimbada do álbum da Copa União-87 ou 88), pelo maior estádio COMPLETO da cidade. Seja por estar - Ó, AGORA É A HORA DA CORNETA - na Segunda. O fato é que, pra mim, o Coxa sempre pareceu o legítimo representante de lá nas competições nacionais. Será o clube lembrado em primeiro lugar quando me perguntarem "Futebol em Curitiba?" numa pesquisa de marketing, quando estiver andando pela Boca do Lixo.


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Pra ir embora feliz!

Reina um notório pessimismo em Porto Alegre quanto à chance de ter uma equipe local nas semifinais da Liber. Entendo, mas nem tanto. Por que?

Porque o Defensor já deu mostras da sua valentia, mas também de fragilidade fora de seus domínios. Lembro das partidas decisivas contra Gimnasia-LP e Flamengo. Podendo perder por 3 em La Plata tomou justos 3-0. Situação idêntica no Rio, com o placar desfavorável de 2-0. Assim sendo, se o Grêmio tem conseguido passar com vitórias mínimas, o Defensor tem avançado graças a derrotas igualmente mínimas.

Mas voltando ao aspecto pessoal, a tendência é que deva desembarcar em Curitiba em 21 de junho, exatamente o dia seguinte a uma possível decisão da Liber no Olímpico. Seria extremamente agradável e de suma importância sair daqui campeão. Último recuerdo mais glorioso da nossa terra impossível.

Seria interessante ver o título permanecer em Porto Alegre, apenas se deslocando através da Rua José de Alencar entre os dois estádios. Eu me habilito a ir buscar a taça, como bom sócio colorado que paga suas contas em dia com o débito em conta, e entregar nas mãos do capitão Tcheco/Sandro Goiano (?).


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Rima rica, rima pobre

Joguei fora do já citado texto acima considerações acerca dos hinos de futebol do país, pensei que poderia sair da idéia central. Como ninguém entendeu direito mesmo a idéia central, vejo que teria sido melhor deixar lá a corneta sobre Lamartine Babo e outros autores.

Eu iria lembrar que o Lamartine é o mesmo de 'O teu cabelo não nega, mulata', música que, a dias de hoje, escandalizaria a todos os politicamente corretos e faria júbilo aos defensores de uma suposta superioridade racial. Mas prefiro simplesmente lembrar que o cara fez todos os hinos do Rio A RODO. Deve ter sido na virada dos 40 pros 50. Às vésperas de um Carnaval, contrataram-no pra fazer um disco pra agradar a todas as torcidas. Acho que foram DOZE no total. Capaz até do CANTO DO RIO ter um hino de autoria célebre - e que possa ser mais bonito que o aclamado hino do America Carioca -. Cumpriu seu papel de forma excelente, mas excessivamente repetitivo e nem sempre original.

Assim, de forma a tentar iniciar um novo debate, sustento que o Hino do Cinquentenário é o melhor do país. E não tem como ser diferente. Não é o fato de ser obra de autor renomado, mas há elementos que não se pode deixar de exaltar. Preferiria deixar o aspecto musical pra quem entende mais, mas vamos lá:

Refrão que 'pega' - Quase como um 'hit' veraniego do axé baiano, 'Até a pé nós iremos...' é identificável até por fãs do Calypso na fila do 'Ídolos' em Belém do Pará.
Tempo correto - Não é sonolento como o corinthiano, nem acelerado em demasia como o colorado.
Não parece ser uma marchinha de Carnaval - Quesito no qual bate todos os hinos cariocas, de forma massacrante.
Exalta, numa figura, todos os jogadores da sua história - Lara é o craque imortal que soube o seu nome elevar. Mas não só ele como todos os que passaram por aqui, até o Danlaba Mendi, por exemplo.
Não põe o clube acima do bem e do mal - Obsevem que outros clubes são 'o orgulho do Brasil', 'o clube mais brasileiro', 'não podes perder pra ninguém' (logo o Botafogo, que piada!), 'dentre os grandes, és o primeiro', 'o campeão dos campeões'. Já no Grêmio: 'o certo é que nós estaremos com o Grêmio onde o Grêmio estiver' e 'aplaudiremos o Grêmio, aonde (sic) o Grêmio estiver'. O que mais se aproxima é o Flamengo: 'Flamengo até morrer eu sou', 'uma vez Flamengo, Flamengo até morrer'.
Os torcedores são parte fundamental do clube - Pra mim, este é o diferencial chave desta análise. Enquanto os outros clubes parecem o Brasil 'deitado eternamente em berço esplêndido' (à base de incentivos fiscais, patrocínios estatais e perdão de dívidas com a União) o hino do Grêmio é o único no qual a torcida desempenha papel relevante, cuja presença é marcante em todas as partes: 'com o Grêmio onde o Grêmio estiver', já mencionado.

Pra fechar, PLAY:
"Até a pé nós iremos,
ver a taça mudar de lar.
E lotar o Japão em dezembro,
ver o Grêmio o Mundo conquistar! (Mais uma vez!!!)"

(Ah, meu estilo livre não empolga adeptos da boa métrica!)


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Voltarei a um silêncio como o que estava recentemente e possivelmente não volto a deixar nada aqui até a hora final. Tenho que aproveitar os últimos dias de Porto Alegre e ver e conhecer tudo que ainda não vi nem conheci na cidade.

Minha barba tá grande o suficiente pra me garantir um empreguinho no feriado de Corpus Christi. Vou lá ganhar uma grana arrastando a serragem e já volto.

Saúdos, Vitor VEC

Publicado às 4:32 AM | Comentários (37)
maio 20, 2007

El más grande

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Encerramos essa série de fotos de estádios de Buenos Aires com o imponente Monumental de Nuñez, casa do River Plate e da seleção argentina.

Nunca é demais agradecer ao solícito leitor Marcio Santos, que enviou uma preciosa seqüência de excelentes imagens. Podemos ver a parte externa do estádio, bem como suas instalações, com a galeria de títulos e alguns uniformes históricos e a goleira onde Bertoni marcou o gol na final do Mundial de 78, contra a Holanda. Até uma escola de KARATE tem para o aperfeiçoamento físico, mental e espiritual dos millonarios. É só falar com o professor Pedro Fattore.


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Inaugurado em 25 de maio de 1938, o Monumental de Nuñez é o maior estádio da Argentina e recebe os jogos da seleção nacional. Na época da Copa de 78, foi amplamente remodelado com o impulso econômico que o governo de Jorge Videla despendeu para realizar a competição. Na final, contra a Holanda, mais de 135 mil pessoas estiveram presentes. A partir de 1986, passou a se chamar Antonio Vespucio Liberti, em homenagem ao histórico presidente milloinario, que comandava o clube na época da construção do estádio e da inauguração. Atualmente, tem capacidade para 66 mil pessoas.

Colaborações podem ser enviadas para impedimento@gmail.com

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 1:16 PM | Comentários (13)
maio 18, 2007

UNITED COLORS OF ... 'NO SEGUNDA'?

Com as arrebatadoras participações de uma figura que só escreve em maiúsculas, era óbvio que eu não poderia ficar calado, certo?
Ainda mais tendo sido citado por crime de empáfia, arrogância e sei-lá-mais-o-quê. Sou de origem hispânica, logo, empáfia e arrogância nasceram e estarão para sempre comigo.
Bueno, aparenta que o cara já se acalmou um pouquinho, embora esta minha participação possa atiçar todos seus demônios particulares.

Gremista ou Colorado? Quem foi o primeiro racista?
Não sei.

SÓ SEI QUE:

CLUBES DE FUTEBOL do início do século foram fundados (adivinha!!!) logo após a abolição da escravidão, oficialmente considerada como 13 de maio de 1888.
Diz-se que desde 1884 não havia mais pessoa alguma escrava na capital do Rio Grande. Aparentemente, Porto Alegre foi uma das cidades onde mais se fez pelo fim da escravidão.

POIS BEM, há de se considerar que mentalidades vão mudando de acordo com o tempo, com os costumes, com o que vem do estrangeiro, etc. Tudo isto pode ser chamado de 'caldeirão' donde emerge a suculenta cultura de uma sociedade.

ENTÃO, pensem como pessoas, brancas ou negras, recém saídas do antigo regime de trabalho. Ser branco era, muito mais do que ainda é hoje, ser parte da sociedade. Em resumo, poderia-se dizer que, mesmo após o fim do regime, ser branco era sinal de ter tempo livre para o lazer. O esporte, e desde 1903 em Porto Alegre, o futebol, era o lazer preferido de quem tinha tempo livre para desfrutar.

CONSEQUENTEMENTE, durante os primeiros anos, FUTEBOL ERA COISA DE BRANCO. Porque o negro, mesmo fora da senzala, continuava se matando pra sobreviver com alguma dignidade, através de subemprego e sem leis trabalhistas. Seja através dos lendários irmãos Poppe, seja por outro lendário, Cândido Dias da Silva, a introdução do futebol na sociedade se deu através dos brancos cuja última preocupação era de batalhar atrás de dinheiro.

A PARTIR DOS ANOS 10, quando os anarquistas italianos eram os trabalhadores das fábricas por excelência, as greves gerais pressionaram o governo a garantir a minima proteção trabalhista possível para a época. Em 1916, São Paulo explodiu como uma panela de pressão de vidas e sangue foi o preço que o governo e o mercado cobraram para que os operários tivessem mais tempo livre. Para a sua família e também para o futebol, por exemplo.

OS TERRENOS BALDIOS começam a ver proliferarem moleques com bolas de pano, de meia e até alguma bola oficial que algum zagueiro grosso tenha chutado pra fora da Baixada, da Chácara ou da Várzea. Não demora muito para que os brancos dos clubes clássicos de futebol vejam estes talentos brutos ao passar de bonde pela Estrada da Glória, a caminho do treino de sábado na Cascata.

ALGUNS DESTES são escolhidos para participar dos jogos oficiais. Pra camuflar um pouco a cor, diz-se que o cara morou no norte do país e acabou 'pegando uma corzinha'. Ou então o exemplo tão famoso do 'pó-de-arroz', caracterizado no Fluminense mas prática comum em vários dos 'clubes de brancos'.

A LIGA DA CANELA PRETA foi o bastião do futebol negro de Porto Alegre no início do século XX. Os dois maiores e mais tradicionais redutos da afro-descendência da época eram a Ilhota (onde hoje está o Copacabana, o teatro Renascença, a Zero Hora e o ginásio Tesourinha, filho do lugar) e a Colônia Africana (no bairro Rio Branco, os nomes das ruas não deixam mentir - Liberdade, Castro Alves). Clubes amadores pipocavam como sessões de matinê, Rio-Grandense, 13 de Maio, Vasco da Gama, Rio Branco e outros tantos. Estes clubes não eram habilitados pela FRGF a paticipar de forma regular dos campeonatos citadinos. Assim, por iniciativa própria, fundaram a Liga, formada basicamente por clubes fundados por negros, mestiços e brancos pobres.

NOS ANOS 30, com o início do profissionalismo, a Liga da Canela Preta se esvazia. Os melhores jogadores encontram onde jogar, principalmente Cruzeiro, Inter e Nacional. Os clubes da liga desaparecem e, sem os registros da época, é praticamente impossível resgatar este passado histórico dos primórdios do futebol porto-alegrense. Não se sabe sequer os campeões da Liga ao certo.

A NOTA A SER destacada é que Francisco Rodrigues, à época presidente do Rio-Grandense, foi bater à porta do clube dos irmãos Poppe. Aquele mesmo cujos simpatizantes o proclamam de 'clube do povo'. Sim, este mesmo que está na tua cabeça. Vou dar uma pista, é de Porto Alegre. Pois bem, 'seu' Rodrigues achou que seria bem acolhido pelo auto-proclamado 'clube do povo'.

E NÃO É QUE BATERAM a porta na cara do 'véio' Rodrigues. O pessoal do 'clube do povo' fechou a porta pro negro Rodrigues e os seus. Como não foram aceitos, passaram a ter uma certa simpatia por outro clube de Porto Alegre, o principal rival do 'clube do povo'. Sim, aquele 'da burguesia', o 'dos racistas'. A Ilhota foi marcada por este conflito, tendo sido a primeira área pobre de Porto Alegre a ter predominância de torcedores 'racistas'. Engraçado que estes 'racistas' não se importavam que eles mesmos fossem... negros (!?!).

VINTE ANOS DEPOIS, o filho do presidente do Rio-Grandense da Ilhota, o filho do 'seu' Rodrigues - que assistiu seu pai ser humilhado por desconhecidos numa casa em que supostamente seriam bem recebidos - compôs o hino mais célebre de todos os clubes de futebol do país.

Enfim, até a pé eu irei - afinal, a duas quadras de casa não tem como ir de outro jeito mesmo.

Saúdos, Vitor VEC


P.S.: Não dormi hoje e atravessei a madrugada só pra fazer este texto, mas acho que era necessário e que valeria a pena o desgaste.
E pra vocês, valeu a pena ler?


(ok, pessoal, ultrapassamos os 150 comentários, e claramente perdemos totalmente o controle. Vou dar um "pause" aqui, para retornarmos depois. Obrigado pela assiduidade.
-Antena)

maio 17, 2007

Enses, Fogo Baixo e Amigos do Azteca

No Maracanã, o Fluminense fez apenas o necessário para vencer ao time do LUÍS ESTEVÃO, enquanto o Botafogo sucumbiu na terra de ANITA e ficou em situação complicada. O Santos perdeu grande chance de vencer o festivo América.

Do jogo entre Fluminense e Brasiliense, faz-se MÍSTER dizer que os cariocas começaram atropelando e mereciam marcar no início. Mas saíram perdendo. Heber Roberto Lopes fez coisa feia ao dar cartão para Adriano Magrão por ter simulado um pênalti que existiu. Depois, um bandeira mandou voltar de forma lamentável a cobrança do pênalti que definiu os 4 a 2.

Minha única exigência é que o Brasiliense fique fora da final, mas imaginar Adriano Magrão no pôster do título também não me faz bem ENQUANTO admirador do esporte. E alguém precisa dar uma surra no Carlos Alberto, cortar seus cabelos e deixá-lo trancado passando forme para ver se ele volta a jogar novamente. É muita marra, até mesmo para um carioca.

No final do jogo, inconformado com a arbitragem do RAUL CORTEZ, o atacante Dimba ainda me vem com a seguinte frase: "O que aconteceu aqui é caso de Polícia Federal, de FMI, voltar pênalti porque torcida está gritando é brincadeira". Morri demais. Mas tudo bem, ele não deve saber nem qual é a moeda corrente no Brasil. Enquanto isso, eu defendo uma CPI para analisar a administração do Brasiliense.

Enfim, ficou difícil para os assessores do ex-senador, mas Renato Gaúcho sabe que precisa conter a alegria tricolor.

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Boca do Jacaré aguarda o Fluminense


E o Botafogo chegou em Santa Catarina achando que se banharia no calmo mar de Jurerê e confiando na submissão de parcela do estado, que torce para equipes cariocas. Uma vez fui alugar uma casa para me esbaldar no verão e o cara advertiu: "espera aí que o jogo do Flamengo está acabando". Se fosse do Figueira, Criciúma ou Avaí eu certamente entenderia. De repente, até pagaria mais pela estadia. Deplorável. Mas o 2 a 0 é uma vantagem significativa, ainda mais com esse gol qualificado. Qualquer um dos dois será bom finalista.

O Santos perdeu uma excelente chance de vencer o América, também conhecido como Associação dos Aposentados Amigos do Azteca. Que time deprimente, não tem qualquer senso de competitividade. Marca com uma distância tremenda, não apresenta qualquer efetividade no ataque e se contenta em fazer firulas na entrada da área. Além disso, tem o profundo desrespeito de poupar titulares para o campeonato nacional. A liga mexicana é o que seria o Campeonato Pernambucano se tivesse 2 bilhões de dólares. Só quem tem admiração pueril pelos torneios europeus confia no futebol mexicano. E a Conmebol segue convidando esses enfeitados para jogar a Libertadores, quando poderia dar vaga cativa a Nacional e Peñarol e abrir mais umas vagas exclusivas para o Interior gaúcho. Mas o Santos não tem ataque e também não teve vontade de vencer. Se bobear, até fora fica na próxima quarta.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 1:16 PM | Comentários (22)
maio 11, 2007

VOX POPULI NON VOX DEI EST

Afinal de contas, o Papa tá na área e a onda é catar tudo quanto é citação que lembre o mundo católico. Aliás, Super Trunfo Católico é o canal.

Durante a curta semana que durou de domingo até 4a., 3-0 e 3-1 foram os resultados mais ouvidos por mim ao redor da cidade.
Por algum fator estranho à minha consciência, os torcedores gremistas repentinamente esqueceram dos resultados recentes que têm mantido o tricolor vivo este ano.
Certamente foi o foguete alucinado da comemoração do título estadual que operou esta alteração de consciência no coletivo da torcida.

As vitórias 'sob medida' têm sido a tônica no estádio Olímpico desde os 4-0 contra o Caxias.
A última, contra o São Paulo, não foi diferente, ainda que tenha sido uma das melhores (talvez a melhor) apresentações do time este ano.
E foi só passar pelo São Paulo que o pessoal à minha volta já retoma um discursinho que não me agrada, o de que 'passar pelo Defensor vai ser fácil'.


CHARRÚAS EN FIESTA
É por essas e por outras que paguei caro pelo meu rádio Sony e costumo ouvir as transmissões esportivas do Uruguay. Horas atrás, ouvia com gosto a disputa pegada pela última vaga das quartas entre Necaxa e Nacional. 'Zapeando' por Oriental 770, Espectador 810, Carve 850 e Centenario 1250, havia uma mesmice nas opiniões que me era agradável.
Em todas elas, narradores, repórteres e comentaristas se punham de acordo num ponto da Liber. O bom, velho e clássico 'não há jogo jogado'. Ou seja, não há porque sofrer de véspera quando vemos que a partida vai ser dura. Ela sempre começa 0-0 quando o juiz apita e a bola rola.

O Nacional entrou no Azteca precisando empatar. A altitude de 2.300 metros interfere no fôlego. A folha salarial do Nacional quase se equivale ao atleta mais bem pago dos mexicanos. Robert, ex-São Cartano, faz jus a 100 mil dólares mensais. Mas o público mexicano não compareceu em bom número (cerca de 20 mil), devem ter preterido o clube em prol da Shakira. Considerando que no Mexico o futebol é gerenciado pelo sistema de franquias como nos EE.UU., não chega a ser uma decisão condenável.

Pois bem, aos 43 da 2a. parte, 'Malaka' (por maloqueiro, talvez?) Martinez afunda os mexicanos e o Nacional avança às quartas. O Bolso jogou atrás, jogou menos, o arquero Muslera foi a figura da partida com umas sete defesas difíceis. E, mesmo com tudo isso contra, GANHOU e completa a festa do fulbo charrua com o aproveitamento de 100% nas oitavas.

E asim como não há porque sofrer de véspera, não há porque COMEMORAR DE VÉSPERA. O Defensor não vai encher o Centenario, tem algumas limitaçoes, principalmente no meio. Mas vai jogar os 180 minutos desta decisão, não vai entrar em campo e ficar olhando. Vai dar bico, carrinho e chutão. Vai cabecear, arriscar de longe e cruzar bolas na área.

ESQUEÇAM O PARANÁ!
E o Botafogo e o Vasco e o Sport e quem mais o tricolor enfrente pelo nacional até que acabe a aventura na Liber.
O Gremio pode tentar iniciar o nacional com um time reserva, tem condições pra isso, vejam:
Galatto; Gavilan, Pereira, Schavi, Bruno Teles; Nunes, William Magrão, Ramon, Kelly; Everton, Amoroso.
Não é uma maravilha, mas pode ser um time pras primeiras rodadas.

Assim como houve gente que considerava o Gremio a zebra no confronto contra o São Paulo, é a vez do Defensor fazer o papel de zebra. E principalmente em função do comportamento visível do pessoal aqui do Rio Grande. O Defensor já conta com um ponto-extra nesta decisão. Senti o clima de 'já ganhou' tão gigante nesta 5a.-feira que a pauta é a venda ou não do Lucas e o Paraná no domingo. Repito, ESQUEÇAM O PARANÁ!

MAMMA MIA!
Domingo é Dia das Mães. Vejam as suas, vão a restaurante, comam galeto, etc. Quem lamentavelmente não a tem, que se anime com uma emprestada. Pode ser a mãe vizinha, a da patroa ou a dona do bar. Mas, por favor, esqueçam que tem jogo domingo. É mentira, não tem. Vão pra Redenção, fiquem debaixo das cobertas porque vai fazer frio, mas não me liguem a TV nem o rádio, muito menos fiquem acompanhando os fatos do Durival de Brito, eles não têm a menor importância. O jogo é o da 4a. 'Domingo é dia de descanso, programa Sílvio Santos', como diriam os Titãs.

E era isso.
Saúdos, Vitor VEC

Publicado às 4:15 AM | Comentários (38)
maio 6, 2007

La Boca


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Mais fotinhas enviadas pelo leitor Marcio Santos. As imagens ilustram a profunda relação do Boca Juniors com o lendário Barrio de La Boca e sua população.


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O bairro cresceu junto do Riachuelo, pequeno rio que marca o limite sul da capital federal em direção ao Rio de la Plata, sendo um dos primeiros portos do país. A identidade do lugar foi formada principalmente depois da chegada dos imigrantes italianos, a maioria de Genova, que se misturaram aos criollos, nativos do país.

O Barrio de La Boca deu origem aos maiores times do país, o Boca e o River, mas os albirrojos se bandearam para o lado mais rico da cidade, construindo sua nova sede ao norte de Belgrano e garantindo o ressentimento eterno da população do bairro. Mesmo que outros tantos imigrantes e descendentes tenham saído, o lugar conservou sua peculiar e colorida atmosfera, seja na agitação das cantinas ou através da manifestação dos artistas de Caminito. Em dia de vitória boquense, então, a euforia transborda em cada canto do Barrio de La Boca.

Novamente agradecemos, Marcio. Na próxima vez, teremos imagens do Monumental de Nuñez.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 3:30 PM | Comentários (7)
maio 4, 2007

A hora de Adriano


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Junto de outros quatro jogadores, Adriano Gabiru deve ser dispensado pelo Inter. E já não era sem tempo. O jogador que marcou o gol do título mundial teve uma trajetória ridícula no clube desde sua chegada, com exceção dos dois segundos em que teve a bola nos pés na frente de Valdés.

Ouvi gente assombrada com a liberação do homem que marcou o gol histórico. Na maioria, pessoas de outros estados, que não costumam acompanhar o Inter e nem assistem aos jogos da equipe. Mas também de outros daqui, como manifestado na Zero Hora, com a manchete "Adriano, um herói desprezado".

A verdade é que Adriano foi uma desgraça completa desde que chegou ao Beira-Rio. Não fez nenhuma partida decente e era odiado pela torcida. Tanto isso procede que nenhum clube quer contratá-lo. Sua dispensa deveria ter acontecido no início da temporada, mas o gol contra o Barcelona lhe deu algum gás. No entanto, isso não significava que ele precisasse entrar em TODOS os jogos. Se ficasse, até seria um jogador decente para compor grupo e entrar em algumas partidas lá pelo 30 do segundo tempo. Mas não é uma saída a se lamentar.

A saída de Abel Braga abriu caminho para a despedida dele, mas também de Michel, Ediglê, Wilson, Rafael Santos, Jean, entre outros. Sempre defendi que Adriano deveria ganhar uma pensão vitalícia do clube. Quando alguém sugeriu que se fizesse um busto em sua homenagem, me ocorreu que talvez o próprio jogador pudesse ser transformado em estátua. Era só jogar um pouco de cimento em cima dele, esperar secar e pronto, estava feita a obra. Ficaria eternizado na história do Inter, mas longe do time.

Aos que ficaram comovidos com alguma insensibilidade do clube, resta lembrar que o futebol não é feito de assistencialismo. Não deve haver Bolsa Família para jogadores que não conseguem se afirmar. São raros os atletas aos quais os clubes devem algum agradecimento. Na grande maioria das vezes, os jogadores é que devem se sentir gratificados simplesmente por servirem às instituições. E são muito bem remunerados para isso, não estão fazendo nenhum favor. Tinham que homenagear a mim, que sentei no concreto todo fiadasputa, bebi, joguei, apostei, e perdi mulheres, fortunas e iates, durante 27 anos, até ser recompensado.

Adriano marcou o gol do Mundial, mas isso acontece. Provavelmente qualquer outro jogador acertasse aquela conclusão - Deus, como eu queria que tivesse sido o Rentería. Tratar de Adriano como o herói desprezado me soa muito Brasil-sil-sil. Com a saída dele, pelo menos podem começar a dar o devido crédito a Clemer, Iarley, Edinho e Índio, tão ou mais importantes para a conquista. Além de tudo isso, odeio jogador deprimido.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 1:38 PM | Comentários (48)
maio 3, 2007

Mistão

Sport e Galo podem aumentar suas chances no Brasileiro. Flamenguistas se engalfinham no vestiário. Vascaínos protestam contra diretoria. Renato Gaúcho continua se empenhando no seu maior passatempo: ser técnico. Na Argenitna, duas partidas atrasadas foram jogadas.

Brasileiras

Sport e Atlético-MG devem aumentar suas chances no Brasileirão. Os pernambucanos porque desistiram de Leão e contrataram Giba como técnico. Os mineiros porque podem perder Levir Culpi para o futebol japonês na segunda-feira.

Dizem que Juninho e o técnico Ney Franco quase se agarraram a socos no vestiário. O nanico não gostou de ser substituído. Ninguém manda contratar ex-jogador. Na volta para o Brasil, os atletas quase apanharam dos torcedores no aeroporto. Ninguém manda não jogar nada.

Torcedores do Vasco fizeram caminhada para protestar contra a atual diretoria. Engraçado é que ninguém reclamava quando time estava vencendo, levando Libertadores, Brasileiro e Mercosul.

Renato Gaúcho continua fazendo força para não rir cada vez que o chamam de técnico. Mestre absoluto. O goleiro Fernando Henrique, que não teve qualquer culpa no gol do Atlético-PR, foi vaiado pela torcida do Fluminense. Ô clube desgraçado, parece que nunca vai se ajeitar.

Juca Kfouri espantou-se que o Flamengo tenha sido facilmente batido por um time de camisa lilás. Mais respeito com os violetas, seu Juca. A camisa é lilás, mas não tem dinheiro da Petrobrás. Até rimou. Que lixo.

Pela 196ª as organizadas do Corinthians foram proibidas de entrar nos estádios paulistas. Será que a proibição da FPF inclui vestiários?

Cruzeiro pensa em contratar Cuca, já que Adílson não sairá do Japão. Cada dia mais parecido com o Fluminense, repito.

Argentinas

Em jogos atrasados da oitava rodada, River e Colón apenas igualaram em zero, enquanto o Racing venceu o Quilmes, fora de casa, por 3 a 2. Os millonarios estão sete pontos atrás do líder San Lorenzo, enquanto La Academia voltou a obter uma vitória após seis rodadas.

O árbitro Gabriel Favale não vai atuar na próxima rodada do Clausura. Ele foi suspenso por ter anotado de forma equivocada três pênaltis no confronto Boca 2 x 2 Racing, no último domingo. Foram duas penalidades para os xeneizes e outra para o time de Avellaneda.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 5:07 PM | Comentários (9)
abril 27, 2007

Torcedor no pau-de-arara

Dia desses fui interpelado pela patroa sobre um assunto mui discutido durante os últimos 100 anos. Ela exigia de mim uma resposta sobre os motivos que tornam o futebol essa loucura de Jesus e faz com que um bando de seguidores rendam preces a instituições destinadas a tão singular esporte.

Esse é um assunto que já me tomou algum tempo. Nunca cheguei a qualquer resposta que me acalmasse a nervura. Nem me interesso muito mais pelo assunto e tenho certa aversão a teorizações. Na ocasião do questionamento, em alguma noite da última quinzena, eu andava já pelo sexto chopp. Como bebo profissionalmente, não sou afeito a muitas divagações durante o ato. No entanto, como era uma pergunta da consorte, fiz questão de despender algum esforço.

Gostaria de vos alertar que minha vida torcedorística foi extremamente difícil no início desses oito anos de alegre relacionamento. Era uma mulher que não gostava de futebol, vejam só. Mas não que fosse indiferente. Ela odiava. Chegava ao desplante de nem time de preferência ter. Não para meu pai, que ao primeiro contato com a portadora das melenas louras, acusou: "Mas tu tem uma cara de gremista...".

Pois bem. Na nossa fase pré-jurássica, eu tinha que usar dos mais variados subterfúgios para acompanhar ao menos os jogos do Colorado e, ao mesmo tempo, não parecer um cara negligente com a rotina a dois. E eu fazia tudo que vocês possam imaginar. Andava com escutas pelo corpo, fones que repentinamente apareciam da gola do blusão. Saía no meio da sessão de cinema para correr a um orelhão e ligar para um posto avançado, ansioso por resultados, sendo abastecido de placares por variados informantes.

Quando os jogos eram imperdíveis, misteriosamente eu desejava encontrá-la um pouco mais tarde. A quintessência da malandragem, no entanto, acontecia quando eu a convidava para tomar uma cerveja. Ao chegarmos no bar, eu aparentava espanto: "Bah, tá passando jogo. Olha só, é do Inter", dizia, puxando a cadeira e gritando ao balconista antes que tivesse de buscá-la em uma fuga desenfreada.

Mas essa época ficou no passado. Com o decorrer do tempo, a signorita percebeu que o futebol realmente era um troço importante para mim e que não tolheria meu compromisso com uma vida marital. Hoje, há até simpatida de sua parte pelos rubros da Padre Cacique. Percebi que tinha o aval definitivo quando fomos a um jogo. Não muito importante, claro. Não queria que ela percebesse o fauno delirante que se apossa de mim cada vez que estou na grande estrutura de concreto margeada pelo Guaíba. A cumplicidade futebolística foi selada, embora até hoje ela não entenda muito bem por que diabos eu preciso ver um jogo entre argentinos e mexicanos em um horário esdrúxulo.

Bem. De volta à mesa do bar. De volta ao questionamento. Assim de prima, surpreso, tentei explicar que o futebol é algo que faz parte da tradição, passado pelos familiares, como se fosse uma comunidade. Argumento pedestre, sem dúvida. Não me admira que ela não tenha aceitado. Acossado e espremido, tentando embasar a coisa de qualquer maneira, refugiei-me nos recôncavos da ideologia e do comprometimento pessoal. "Há coisas que não se explica. Talvez seja como na Política. As pessoas também torcem para partidos". Um lixo, claro. Quando existia, a política partidária angariava apoio popular através de diretrizes que influenciavam a vida das pessoas de forma direta. Mas ninguém vai afirmar: "Sou palmeirense, portanto defendo a revisão das taxas de juros". Nenhum sentido. Apenas para completar, hoje não há mais partidos nem ideologias. Tudo se restringe a formas diferentes de manifestar a mais absoluta canalhice.

Não me dei por vencido e continuei. "Tu pode simplesmente simpatizar com um clube, mas quando conhece a história da agremiação, identifica-se com certos aspectos." Citei, no caso do Inter, o fato de o Beira-Rio ter sido construído com ajuda dos torcedores, de o clube ter sido um dos primeiros a aceitar negros, de ser conhecido como Clube do Povo. Melhorou, mas a questão da "paixão", da comoção que provoca na plebe, ainda misturava-se à fumaça de Marlboro.

Eu, que então já não freqüentava os límpidos lençóis da sobriedade, resfoleguei. "Sei lá, se eu tiver que te falar de mim, vou te dizer que foi a cor. A primeira vez que fui ao Beira-Rio ver o Inter jogar, o que me chamou mais atenção foi o vermelho. É uma maravilha ver o sol refletindo no vermelho", poetizei. Bem, se o inquiridor fosse eu, perguntaria por que eu não demonstrava o mesmo entusiasmo pela flamejante tonalidade quando representada nas Artes Plásticas. Óbvio que a incisiva agente da polícia futebolística não ficou de todo convencida. "Como é possível as pessoas se escabelarem quando o time perde? São os jogadores que perdem". Em parte, concordo. Os clubes nada mais são que sociedades com patrimônio. A diferença está no fim e na multidão que se compromete com determinados objetivos. Acontece que os atletas não são o time. Nem são o emblema, nem a torcida. Mas é claro que, na hora, não disse nada sobre minha parcial concessão. Seria como tirar um zagueiro e colocar um ponta para segurar o empate.

Nos estertores da minha resistência, apelei para a irracionalidade e admiti minha necessidade de suave selvageria, acompanhada de doses regulares de insanidade e também pela consciência da total falta de sentido da humanidade. Tratei essa gama de pequenas urgências pessoais como como algo digno dos bons homens e genuíno da espécie - no que de fato acredito. Mais que isso, aventurei-me pela seara antropológica. "Podemos avaliar como um sentimento de TRIBO. Quando o Inter ganha, eu fico feliz e os outros ficam tristes. Isso me agrada. Não torço pela seleção porque todos ficam felizes. É claro que torcedores de outros países não gostam, mas daí a tribo fica grande demais, difícil de atingir. Não tenho sentimento nacionalista." A resposta me alegrou por um momento, mas não posso dizer que foi oi suficiente para aplacar a fúria da oposição.

Entretanto, em respeito ao meu desgaste emocional, a conversa foi interrompida. Dedicamos nossos esforços conjuntos a requisitar um garçom. Ninguém ficou convencido. Entendo o anseio de parcela das mulheres pela comoção dos homens com seu clube, mas eu nem desejava ter chegado a qualquer conclusão. Há tempos não pretendo dissecar o universo do futebol como se fosse o cadáver de uma rã deitado numa superfície clara. Contento-me em achar que é gratuito e não pode ter uma justificativa plausível. No fim das contas, o que vale é a mescla de egoísmo e diversão, condimentada com a devida necessidade de se apaixonar e enlouquecer. Seja numa festinha cheia de lascívia ou no campo de jogo.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 1:27 PM | Comentários (28)
abril 24, 2007

Abel vai embora. Fica Abel!


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Segundo informaram as rádios de Porto Alegre, Abel Braga não é mais treinador do Inter. Ele vai para os Emirados Árabes ganhar uma grana preta e tomar trago em copos de ouro. Não foi demitido, portanto. A relação entre Abel e a torcida já andava desgastada, mas estou apreensivo sobre o substituto.

Abelardo chegou em 2006 para sua quarta passagem no clube onde despontou para o futebol em 1988. Foi recebido com grande suspeita pela torcida colorada, inclusive por mim. Os colorados temiam que o excelente time montado pela direção naufragasse junto com a sina de vice-campeão do treinador. Todos sabem que o simpático gordacho carregava um anjo da morte sobre os ombros e que a criatura lhe abandonou apenas em 2006, provavelmente alçando vôo de algum lugar na altitude de Quito. Ou quem sabe recebeu um bico de Rentería na angelical bundinha. A torcida do Inter amava Abel Braga desde 1989 pelo Gre-Nal do Século. E também o odiava pelo Campeonato Brasileiro perdido para o Bahia e pela desclassificação na Libertadores de 89 para o Olímpia.

Sou um grande admirador de Abel Braga. Sempre fui. Excelente pessoa, com fibra e caráter. Sofre pelos clubes que defende e era impossível não sentir compaixão pelos seus fracassos monumentais em edições da Copa do Brasil com Flamengo e Fluminense. Quando anunciaram sua contratação, pensei: "Ai, o Abel. Ele é tão gente boa, mas sempre estraga tudo no final. Lá vamos nós. Mais alguns anos sem títulos importantes".

No entanto, o retorno dele foi dessas coisas inexplicáveis no futebol. Nenhum treinador merecia mais estar junto com o clube nos momentos mais importantes da sua história recente. E agradeço a ele ao menos por isso, por estar junto. Tenho dúvidas sobre a importância dos treinadores em algumas conquistas, mas foi sob o seu comando que o Inter foi campeão da América e do mundo e fez algumas das partidas mais espetaculares a que assisti. Como contra a LDU, no Beira-Rio; contra o São Paulo, no Morumbi; e contra o Barcelona, no Japão.

Abel Braga é um doce lunático. Menos mal que em 2006 seus erros foram perdoados pelas entidades que zelam pela justiça futebolística. Mas em 2007 ele insistiu nos mesmos equiívocos e os deuses já haviam dado uma banda para bem longe da Padre Cacique. Deu no que deu.

É impressionante como o convívio diário com o futebol acaba cegando as pessoas. Na Zero saiu a informação de que Abel teria se arrependido de renovar seu contrato antes mesmo do Mundial. Poderia ter saído por cima, no ponto máximo que um técnico consegue chegar em um clube. É isso mesmo, Abel. Tu rateou feio. Assim como Clemer, que já deveria ter largado e nos deixado com a última impressão de suas fabulosas defesas contra o Barcelona.

De alguma forma - não sei exatamente por que - sempre serei grato a Abel Braga. Talvez por tê-lo visto jogando-se de pança sobre Clemer após a classificação contra a Liga de Quito. Talvez por nos proporcionar fotos como a que ilustra o post. De repente, por uma empatia que se manifestou em algo como: "nós vivemos juntos o inferno desde 1989 e agora tudo ficou tão doce". Sei lá. No fundo, tenho vontade de tomar um trago com ele, FALAR DA VIDA, coisas assim.

Vá pela sombra, Abel. Tu é louco, mas é gente boa.

O grande problema - e por isso não queria que Abel fosse embora, apesar dos pesares - é quem vem para sentar na casamata colorada. Nomes como Bonamigo, Tite, Adílson Batista, Dorival Júnior, Antônio Lopes e Oswaldo Oliveira me deixam com uma sensação de medo profundo, quase de DESFRAGMENTAÇÃO. Entre os possíveis, não me desagradaria de todo se viesse Geninho ou Caio Júnior. De todos os mais cotados até agora, no entanto, apostaria em Gallo. Podem me chamar de louco. Mas pelo menos teríamos boas piadas envolvendo Perdigão, Granja e Pato.

Só não me inventem de contratar o Fábio Pinto de novo.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 9:32 AM | Comentários (26)
abril 19, 2007

Sinuca de bico

Grêmio só terá conforto classificando-se contra o Caxias e contra o Cerro também.

Não há 'mal menor' para esta situação em que o próprio Grêmio se meteu.
Devemos lembrar que o time está postergando a passagem às oitavas da Liber desde a segunda rodada, no jogo contra o Cúcuta em Porto Alegre.
Agora, também está descarrilado no Gauchão com o 3-0 imposto pelo Caxias no Centenário.

E temos as seguintes possibilidades de situação futura próxima:

Grêmio fora do Gauchão e avante na Liber: sempre vai ter corneteiros a dizer que este time veio dominando o estado e morreu na praia. Na Liber, parará adiante, restará saber quando.

Grêmio avante no Gauchão e fora da Liber: vai se dizer que o time gastou todos os golos que precisava fazer num jogo que valia menos. Além de aumentar a pressão para, obrigatoriamente, conquistar o troféu local.

Grêmio avante no Gauchão e na Liber: é o que todo torcedor quer para seu time. Mas causará a falsa impressão de time bom, ajeitado e enganará a muitos; até que uma derrota fatal acabe com as esperanças desta parcela da torcida. Não creio que fará bom papel sem que sejam ajustadas na equipe as novas peças contratadas a preços meio salgados.

Grêmio fora do Gauchão e da Liber: todos os fantasmas de 1990 e de 2000 se reunirão para dançar sobre o cadáver tricolor. Em maio, quando começa o nacional, já estará fedendo a inferno de 2a.divisão novamente.

Ademais, a expectativa para o jogo de logo mais entre Inter e Nacional já toma conta de alguns contatos do msn e do google. Segundo consta, é fraca a movimentação em busca de ingressos, mas a direção espera que o sócio colorado compareça em peso e cubra o Beira-Rio de vermelho. O time precisa de todo apoio possível.


Evanescence - Show curto em cidade pequena com público pequeno

Parece ser a mais nova tendência em relação a shows de bandas estrangeiras por aqui. Primeiro foi Pennywise, agora Evanescence.
Em comum, duas apresentações curtas. Meu relógio marcou 1h e 10 min quando Amy Lee e cia. saíram do palco para, a seguir, apresentarem apenas duas músicas mais. Em suma, shows agora custam 1 pila por minuto. É o que eu posso ler desta nova tendência. E a produção da Opus é uma droga, lamentável.

Teria sido melhor deixar tudo na mão do grande e competente Alex Xande Crivo Ramone, cara que já trouxe banda pra tocar aqui na cidade com aprovação do público e dos músicos.

Chuleando, saúdos, Vitor VEC

Publicado às 10:05 AM | Comentários (14)
abril 18, 2007

Ogunhê!

Assim eles acabam comigo. Não consigo postar sobre outra coisa. O novo técnico do Corinthians foi apresentado segunda-feira como CASTEJANO, ou Castellano se a pretensão tinha cunho portenho, pelo presidente e gagá maior da agremiação, Alberto Dualib. Como se não bastasse, o contrato do novo treinador foi roubado. É muita brasilidade.

"Tenho a honra de apresentar outra vez o novo técnico, que vocês conhecem bem, Paulo Cézar...Castejano...Castejani." Assim o velho tchuco começou a entrevista de Carpegiani, contratado para tentar recuperar o Corinthians.

Na tarde de segunda-feira, o clube prestou queixa de furto de uma via do contrato na Delegacia Seccional Oeste. O documento teria sido roubado durante entrevistas concedidas a diversos veículos de imprensa. Os dirigentes resolveram esperar para ver se o conteúdo seria publicado, o que aconteceu no Lance!.

O Corinthians terá que refazer o documento porque a via roubada era original. Foi divulgado que Carpegiani receberá R$ 120 mil, enquanto Cláudio Duarte vai faturar R$ 35 mil por mês. O empresário Orlando da Hora teria levado R$ 150 mil para fazer o meio-de-campo nas negociações.

Como se não bastasse a bagunça, segunda-feira ouvi na ESPN Brasil que Renato Gaúcho teria sido vetado por setores da Gaviões da Fiel.

Assim não adianta nem colocar o São Jorge em pessoa sentado na casamata.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 9:47 AM | Comentários (14)
abril 16, 2007

Sexy Hot na casamata de São Januário



Aproveito a contratação do treinador Sexy Hot pelo Vasco da Gama para celebrar a conquista da Libertadores da América em 1998 através deste sensacional compacto do jogo de volta contra o Barcelona.

Aqui estão os melhores momentos do segundo tempo da final e a festa do Vasco.

E aqui o compacto do primeiro jogo, no Rio de Janeiro.

O time de São Januário acabou em segundo na fase de grupos, quando compôs a chave 2 junto de Grêmio, América do México e Chivas Guadalajara. Nas oitavas-de-final, bateu o Cruzeiro e chegou às quartas, quando venceu o Grêmio. Uma vitória e um empate contra o River Plate, pelas semifinais, levaram o time treinado por Antônio Lopes para as finais contra o Barcelona, de Guayaquil.

No primeiro jogo, em São Januário, o time brasileiro garantiu uma boa vantagem ao vencer por 2 a 0, com uma golaço de Donizete Pantera e outro de Luizão. E poderia ter sido muito mais, já que o Vasco criou bastante. A grande final aconteceu em 26 de agosto e novamente Pantera - melhor comemoração de gols - e Luizão - grande centroavante, atualmente com perna de marido - compareceram ao placar. De Ávila descontou para os equatorianos em partida na qual os cariocas novamente foram superiores.

Confira a ficha do jogo:

Estádio: Monumental Isidro Romero

Barcelona: José Cevallos, Jimmy Montanero, Raúl Noriega (Washington Aires),
Holger Quiñonez, Luis Gómez, Marcelo Morales, Héctor Carabalí,
Nicolas Asencio, Fricson George, Anthony de Avila, Agustín Delgado.

Vasco da Gama: Carlos Germano, Vagner, Odvan, Mauro Galvão, Felipe, Luisinho
Nasa, Juninho, Pedrinho (Ramon), Donizete, Luizão (Alex).

Árbitro: Javier Castrilli (Argentina)


Técnic novo

Acho bastante apropriada a escolha de Celso Roth para treinar o Vasco. O técnico, que estava sem trabalho há um ano e meio, tem capacidade para encontrar uma forma adequada de jogo para os vascaínos, com a equipe resguardada na defesa e com fortes contragolpes. Vale lembra que HOT é discípulo de Felipão e também de Cláudio Duarte, o homem que sabia atrair os adversários para desferir o golpe fatal, no esquema que ele mesmo intitulou de PEGA-RATÃO.


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No entanto, faço a ressalva que a melhor fase do treinador aconteceu quando ele usava bigode. Com a cara lisa, geralmente não realiza grandes campanhas.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 10:22 PM | Comentários (13)
abril 15, 2007

Fim de novela

Paulo Cézar Carpegiani é o novo técnico do Corinthians. O acerto ocorreu na noite de sábado e o treinador deve ser apresentado nesta segunda-feira. Com a escolha, encerra-se a disputa gaúcha pelo nobre lugar na casamata alvi-negra, que envolvia também Tite e Abel Braga.

Carpegiani é um técnico de poucos e convincentes trabalhos. Foi campeão da América e do Mundo em 1981 com o melhor Flamengo de todos os tempos. Em 1998 levou o Paraguai a uma digna participação na Copa da França, quando os guaranís foram eliminados pelo time da casa nas oitavas apenas na prorrogação.

Parece que o ex-meio-campista colorado - quem viu, diz que tinha uma técnica absurda - vai receber cerca de R$ 200 mil reais por mês. Ao meu ver, o Corinthians acertou na escolha. Alguns posts atrás, eu pedia seu nome para substituir Abel Braga em uma possível saída.

Resta ver se mesmo Carpegiani, um profissional capaz e sensato, conseguirá por fim ao convescote de vaidades e desacertos que impera no Parque São Jorge. Um desafio monstruoso, sem dúvida.

Isso significa também ser bem provável que Abel Braga, que na sexta-feira havia novamente se declarado colorado e afirmado que não sairia, fique no Beira-Rio independente do resultado contra o Nacional, na quinta-feira. Sinceramente, não sei se isso é bom ou ruim.

A notícia saiu há pouco no Terra.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 1:31 PM | Comentários (16)
abril 10, 2007

O substituto

Os dirigentes do Corinthians afirmam que já fizeram proposta para Abel ir para o Parque São Jorge. O treinador nega, mas eu já estou preocupado com um possível substituto, pois dele depende meu bem-estar emocional até o fim da temporada. E Abelão que não esqueça de levar Rafael Santos, Michel e Adriano.

Me parece claro que a permanência de Abel Braga no Beira Rio depende da classificação às oitavas na Copa Libertadores. Se o Inter perder a vaga, a situação do treinador ficará muito difícil, já que a equipe também está fora do Gauchão.

Acredito que Abel encerrou seu ciclo no Inter - um ciclo longo, que começou em 1988 e acabou da melhor forma possível em 2006. Ele sempre foi contestado e em 2007 chegou ao auge de sua depravação mental. Mas o grande problema é pensar em um substituto, já que não existem muitos bons técnicos no Brasil.

Mesmo que possa parecer impossível prever algo pior que escalar Michel e Adriano, as coisas não são bem assim. Me preocupa, por exemplo, que os dirigentes do Inter sejam apaixonados por Paulo Bonamigo. Leão, Levir Culpi, Tite e nomes deste tipo me fariam cogitar uma ausência irrevogável do Beira Rio.

De todos os possíveis, Paulo Autouri e Geninho poderiam ser escolhas razoáveis, mas também não contam com minha aprovação total. Paulo César Carpegianni seria uma escolha acertada, embora não conte com a simpatia de colorados históricos, como Arthur Dallegrave. O novato Leandro Machado poderia ser promissor, mas provavelmente sucumbiria ao vestiário.

Em fevereiro, o Inter pagou a multa rescisória e tirou Christian do Corinthians. Esse tipo de atitude é legal, mas não consiste exatamente em um exemplo de ética. Dezenas de cronistas do centro do país tiveram ataques de raiva pela atitude colorada, o que não fizeram em inúmeras operações semelhantes de clubes do centro do país.

Bem, agora o Inter está envolvido numa disputa de vaga na Copa Libertadores. Os dirigentes corintianos afirmam que já fizeram proposta para levar Abel Braga, que é louco mas ainda tem responsabilidade pela equipe do clube que lhe paga. Renato Duprat disse que vai secar os colorados para o treinador ficar liberado de uma vez. É engraçado que desta vez a ética não esteja na pauta do dia.

Para alguns clubes, vale a lei do mercado. Os de fora do eixo devem respeitar as convenções da ética e do cavalheirismo.

Mas tenho uma má notícia para os corintianos: é bem provável que Abel Braga arrume as coisas no Parque São Jorge, mas não vai conquistar títulos. Ele é um técnico de boas campanhas e poucas taças. A Libertadores e o Mundial pelo Inter? Bem, por trás disso teve um grande time, formado em quatro anos, e um nome maior ainda: Fernando Carvalho.

Torço pelo sucesso de Abel. Sinceramente. E que o Corinthians tenha sorte, o que deve ocorrer apenas daqui a dez anos, quando acabar esta parceria bandida com a MSI e os dirigentes dementes, caducos ou pára-quedistas, saírem do clube.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 1:51 PM | Comentários (35)

O segredo do mescal


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Fotos de lendário estádio Azteca enviadas por Daniel Cassol durante sua passagem pelo México, quando fez doutorado em degustação de tequila.

Na primeira imagem, temos uma pelada amiga sendo realizada no pátio do estádio. Segundo Cassol, era Brasil x México.


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Temos ainda uma placa que lembra das duas Copas ocorridas lá, em 1970 e 1986, cujos vencedores foram Brasil e Argenina. O estádio foi inaugurado em 1966 e tem capacidade para 114 mil torcedores.


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E a terceira imagem ilustra uma história sensacional. Se o guarda não mentiu para Cassol, ocorre que, quando inauguraram o estádio, houve um sorteio do primeiro ingresso. O torcedor premiado foi homenageado com o monumento, que é a estátua del primer aficionado do Azteca. Maravilhoso.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 12:40 AM | Comentários (9)
abril 9, 2007

D10S

"Héctor Pezzella, diretor da clínica Güemes, de Buenos Aires, na qual o craque Diego Maradona está internado para tratar de complicações advindas do consumo excessivo de álcool, tabaco e comida, disse que o ex-jogador pensa que é Deus. Para o médico, tal fato deve ser uma das explicações possíveis de suas enfermidades.

'Acho que Maradona pensa que é um Deus e esta pode ser a origem de alguns de seus males', afirmou Pezzella à agência estatal de notícias Télam. 'Os meios em que ele se encontra exercem uma influência negativa sobre ele. Cada ambiente é formado por cada um, e não o contrário. Depende de cada personalidade', acrescentou o médico, que afirma que o astro continua convalescente.

'Maradona continua com boa evolução clínica da hepatite tóxica causada pelo consumo de álcool e com a melhora de seus parâmetros cognitivos e mobilização ativa', afirma o último relatório da clínica. 'O paciente permanece com sedativos em doses descendentes, o que lhe permite se movimentar no quarto e se alimentar sozinho', acrescentou.

Após vários dias sem visitas, Maradona recebeu no domingo alguns familiares. Apesar de a clínica não ter informado oficialmente, fontes ligadas a Maradona disseram que é possível que os médicos lhe dêem alta ainda nesta semana."

Notícia da Gazeta Esportiva.

Não vejo qualquer problema. Se todos argentinos acreditam que Diego é Deus, qual o problema de ele mesmo pensar isso?

Ficou atrás de Pelé nos campos, mas está trilhões de anos à frente no quesito personalidade.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 4:54 PM | Comentários (16)
abril 6, 2007

A fé que move a bola para as redes


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Desejamos uma boa Sexta-Feira Santa a todos.

Da redação.

Publicado às 11:42 AM | Comentários (4)
abril 4, 2007

Monumento


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Últimas imagens da série enviada por Leandro Rizzi dos Santos, agora tornando ainda mais eterno o Centenario. Não se precisa falar muito de um estádio que em 1983 foi declarado pela Fifa como Monumento Histórico del Fútbol Mundial.


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Um dos grandes templos do futebol sul-americano, o Centenario foi inaugurado em 18 de julho de 1930, com a vitória da Celeste sobre o Peru por 1 a 0 em jogo válido pela primeira Copa do Mundo de Futebol. Atualmente, tem capacidade para 76 mil espectadores. É a casa da seleção nacional, mas pode acolher qualquer clube uruguaio que solicite.

Valeu, Leandro.

Na próxima seqüência de imagens das canchas, o representado será o imponente Azteca, do México.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 6:08 PM | Comentários (5)
abril 3, 2007

Quero ser um time pequeno

Não sou daqueles que acham a camisa do Paraná feia. Não sei, não acho bonita, mas vejo com simpatia a divisão bicolor ao meio. A do Vitesse de Arnhem é bem melhor, mas isso não importa.

O caso aqui é que a pequeneza (ou grandeza) de um clube pode ser medida pelo espetáculo de sua torcida, em feitos dentro do campo e por ações de suas diretorias. A camisa (seu estilo, não o 'peso') nestes casos, não importa.

E cabe aos dirigentes terem a consciência do que eles são para os clubes, do que os clubes são para eles e para os outros torcedores e qual o papel que se tem a intenção de representar no cenário esportivo, o de um clube grande ou pequeno.

O Paraná está na segunda lista, como se pode ver a seguir.

Do POP:

Paraná cede e enfrenta Coritiba no dia 12

O time vai disputar dois jogos em um intervalo de 48 horas. Enfrenta o Coritiba, pelo Paranaense e o Real Potosí, pela Libertadores

Quer dizer, o time tem um confronto nada mole no campo de maior altitude desta Liber, quiçá de todas elas, e dois dias depois entra em campo para enfrentar um clássico da cidade. Não dá pra entender/aguentar. Ainda bem que eu não torço pra este time.

Seria uma decepção notar que mais uma Ouvidoria não me dá ouvidos.

Saúdos, Vitor VEC

Publicado às 4:30 AM | Comentários (25)
abril 2, 2007

25 anos depois, 21 anos depois

"Futebol e política não devem se misturar", dizia Maradona antes do confronto entre Argentina e Inglaterra pelas quartas-de-final da Copa de 1986, no México. Mas era impossível para britânicos e ingleses não vincular o jogo com a Guerra das Malvinas, ocorrida quatro anos antes.

O território localizado no extremo sul do Oceano Atlântico foi tomado diversas vezes ao longo da história, desde que Américo Vespúcio ali chegou, em 1502. Primeiro os espanhóis, depois franceses e ingleses. Os argentinos reivindicaram a ilha e tentaram colonizá-la, alegando o uso de seus direitos sobre as antigas possessões espanholas, mas foram expulsos pelos ingleses em 1833.

A questão da soberania havia ficado engasgada nos argentinos, mas não foi por nenhum senso patriótico que a junta militar tentou reaver as Malvinas. Em 1982, a popularidade dos militares estava em baixa. A população voltava-se contra a ditadura implantada em 1976 e todas as suas conseqüências infames. "Bem, para comover o povo e angariar apoio, uma patriotada qualquer", deve ter pensado Galtieri.

Os milicos esperavavam que a Inglaterra aceitasse numa boa. Além disso, acharam que teriam apoio dos Estados Unidos, pois os argentinos haviam contribuído para repressões diversas na América Central, usando e ensinando toda a sua habilidade em tortura contra quem quer que fosse. Muita burrice de Leopoldo Galtieri e sua turma.

Mas as forças argentinas chegaram nas Malvinas em 2 de abril. E a força-tarefa inglesa logo partiu para cruzar quase 15 mil quilômetros e tentar recuperar o tesouro esquecido e agora ameaçado. No momento em que Margareth Thatcher ordenou e os navios saíram, a coisa tomou uma proporção gigantesca. Porque não foi um entrevero qualquer, mas sim a maior batalha aeronaval desde a Segunda Guerra Mundial. Todas as tratativas diplomáticas fracassaram miseravelmente.

Os argentinos foram bravos, mas o exército inglês era extremamente eficiente, um dos mais bem-preparados do mundo. Em 14 de junho, os hermanos se renderam e a guerra acabou. 652 argentinos e 255 britânicos morreram. Quem acabou levando vantagem foi o próprio arquipélago, que passou a ganhar maior atenção da Inglaterra e hoje está em franco desenvolvimento, com um PIB de 75 milhões de libras (na época era de 16 milhões). Até hoje a Argentina reclama pela soberania das Malvinas.

O regime militar argentino, que já estava enfraquecido, ruiu de vez poucos dias depois. Além de responder pelos desaparecimentos e mortes de milhares de pessoas, os militares tiveram que arcar com as acusações de omissão na guerra. Os veteranos que foram lutar nas Malvinas foram tratados por anos como fantasmas. Até hoje eles encontram-se uma vez por semana para tomar um trago em um bar de Buenos Aires.

Esse breve e bastante superficial panorama serve para contextualizar um jogo de futebol. O que ninguém deve ter advinhado é que quatro anos depois, em 1986, o embate entre os dois países seria transportado para dentro das quatro linhas do estádio Azteca. Argentina e Inglaterra jogaram pelas quartas-de-final da Copa do México e os jornais de ambos os países exploraram ao máximo os combates ocorridos tempos antes.

Mesmo que a iniciativa púbere dos militares de ocupar o arquipélago tenha custado a vida de centenas de cidadãos, o povo argentino tinha seu orgulho ferido. Em 1986, o país já tinha se vingado do regime ditatorial - muitos militares já estavam presos - e podia voltar toda sua mágoa contra a Inglaterra. Se Margareth Thatcher tivesse antevisto o que aconteceria certamente haveria trocado o arquipélago por um certo camisa dez que andava jogando na Espanha.

Porque Maradona não queria confundir futebol com política, mas jogou como nunca. Para fazer todos esquecerem do seu deslize de caráter ao usar a mão divina, driblou reis, rainhas, navios, caças e zagueiros para anotar uma pintura. Fez dois dos mais fantásticos gols ocorridos em copas e mandou os ingleses embora mais cedo. E até hoje os europeus - e principalmente o goleiro Shilton - precisam agüentar a debochada corneta: "não fique brabo, Shilton. Você se lembra?", pergunta Maradona aos risos, gesticulando com a mão erguida sobre a cabeça.

El Pibe só jogou futebol, mas muitos argentinos aproveitaram para cicatrizar as feridas.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 8:13 PM | Comentários (15)

Passeio por Nuñez


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Mais imagens enviadas pelo romeiro Leandro Rizzi dos Santos, desta vez mostrando o belo Monumental de Nuñez, casa do River Plate e da seleção argentina.


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Para quem não conhece, como é o meu caso, dá para ter uma boa noção da magnitude da cancha e do excelente estado de preservação. A corneta com o Boca Juniors e a celebração dos títulos conquistados não poderiam faltar.

Em breve, imagens do Centenario.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 2:06 PM | Comentários (9)
abril 1, 2007

Peregrinação futeboleira


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Imagens enviadas por Leandro Rizzi dos Santos, que recentemente deu umas bandas pelas canchas argentinas e uruguaias. Essa aí em cima é a Bombonera.

Colorado, não teve sorte no José Amalfitani - que, segundo ele, é muito bem cuidado -, onde viu o Inter levar 3 a 0 do Vélez e ainda teve que agüentar a volta para o hotel com a torcida do Fortín cantando nos seus ouvidos dentro de um ônibus. Sensacional essa advertência nas dependências do estádio.


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Leandro ainda assistiu a um jogo do Boca na Bombonera e fotografou a estátua do convalescente Maradona.


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Agradecemos pelo envio das imagens fantásticas. E tem mais, Centenario e Monumental de Nuñes virão em posts futuros.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 4:07 PM | Comentários (29)
março 30, 2007

Tem alguém aí???

As experiências recentes já me deram provas suficientes para acreditar que Ouvidorias no futebol não existem de verdade. Questionamentos à FGF, Grêmio, Inter e Vélez nunca foram respondidos por seus responsáveis. Apesar disso, tento mais uma vez ao ver dois irmãos brigando feio nesta 5a.-feira após discussão braba sobre Inter-Vélez.

Nome: Vitor Vecchi

E-mail: vitorvecchi@argentina.com

Questão:
Só aparecem os erros contra o Inter nesta notícia. Alguns discutíveis, inclusive.

Porque a pessoa que fez esta notícia deixou de relatar os prejuízos ao Vélez cometidos pelo árbitro?

Ademais, se o juiz estivesse mesmo querendo prejudicar os locais, teria marcado o gol na única bola que balançou as redes no jogo.

Finalmente, gostaria que quem escreve as notícias do clube refletisse um pouco sobre a questão, ou então que não se deixasse levar pelas pressões que talvez sofre por parte de pessoas mais importantes no clube.

Saúdos, Vitor VECchi


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A notícia em questão é ESTA, acessada a partir da home page.

Aguardo resposta de novo, em nome da boa vizinhança. E pra mostrar pros guris que tudo tem limite, até no futebol.

Pensem nisso.

Saúdos, Vitor VEC

Publicado às 4:00 AM | Comentários (21)
março 28, 2007

Maior centroavante que vi jogar

Não me importo com o gol 1.000 do Romário. Não dou valor ao número. Por respeito ao monstro que foi, fico feliz que ele possa anotá-lo pelo Vasco e não por aqueles times onde andou jogando.Também não me agrada quem fica procurando gols que não mereceriam estar na lista. Bando de recalcados.

Aqui vai a minha homenagem antecipada antes da comoção nacional que certamente acontecerá. E não é pelos 1.000, nem pelos 900, nem pelos 1.300. É por absolutamente todos que ele marcou. Alguns tão sensacionais que parecem invenção. Mas naquela época ninguém fazia ninguém chutar quatro bolas na trave usando o computador - me senti o Flávio Alcaraz Gomes, agora.

Ainda é mestre. Era um gênio. E teve o mérito de me fazer torcer de verdade pela seleção brasileira nas Olimpíadas de 1988, no jogo contra o Uruguai pelas Eliminatórias de 1994 e no tetracampeonato nos Estados Unidos.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 3:20 PM | Comentários (8)
março 24, 2007

Nada de novo no império do anão

Esperava que Brasil e Chile fosse um jogo digno de ser assisitido. Mas o pênalti inventado pelo juiz para os brasileiros logo aos 14 minutos prejudicou o bom andamento da partida e qualquer espécie de avaliação que pudesse ser feita.

O que veremos nos próximos dias será a felicidade total e irrestrita da nação pelo sucesso do trio ofensivo formado por Ronaldinho, Kaká e Robinho. Mas na realidade as coisas foram bem diferentes. O Brasil trocou infinitos passes no meio-campo, mas criou bem poucas chances de gol. Tanto que três dos quatro gols marcados saíram de bolas paradas.

O setor que melhor rendeu do time foi a defesa, que não deu espaços para os bons atacantes de La Roja. Daniel Alves realizou boa apresentação e merece uma seqüência maior de jogos na lateral-direita. A seleção chilena me decepcionou muito. Um time com tantos bons jogadores não pode ficar o jogo inteiro sem ter praticamente nenhuma oportunidade. Mas, como disse no início, talvez aquele pênalti inventado tenha estragado qualquer análise.

E no final do jogo novamente os torcedores brasileiros mostraram ao mundo a índole nacional e invadiram o campo para abraçar seus heróis.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 2:26 PM | Comentários (12)
março 23, 2007

Zaga de Jah

A culpa foi da maconha. O zagueiro Renato Silva foi pego no antidoping após a partida contra o Volta Redonda, dia 28 de janeiro, pela Taça Guanabara. O exame da urina do atleta foi claro como a água: ele tinha fumado um cigarrinho do capeta.

O Fluminense anunciou que encerrará o contrato do jogador por justa causa. Agora temos alguma justificadtiva para a zaga do tricolor ser uma calamidade. Imaginem o zagueiro delirando em campo: "bah, olha só, o Valdir Papel vai fazer o gol, legal...".

Mas como o bom jornalismo manda-me investigar, levanto algumas questões. Quantos atletas não se arriscam a cair no antidoping apenas para entrar em comunhão com a natureza? Maconha deveria ser considerada doping? Não deveriam premiar um jogador que consegue jogar chapado ao invés de acusá-lo? Esse caso tem algo a ver com o fato de Joel Santana usar óculos escuros?

Não sei.

Pensem nisso enquanto vou ali comprar um maço de cigarro.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 2:38 PM | Comentários (26)
março 22, 2007

WM é meu pastor

Anos de pesquisa e observação, acrescidos de experiências clubísticas recentes, permitem-me afirmar que a função do técnico no futebol é muito superestimada. Geralmente - embora seja um pensamento usual, é uma conclusão difícil de alcançar -, a maior contribuição do "professor" é não atrapalhar.

Um bom time se faz com jogadores e entrosamento, alcançando a perfeita harmonia entre talento individual, disposição anímica e dinâmica de jogo. Esses três fatores são conjugados de forma natural, buscados pelos prórpios atletas, que apenas pela índole de rebanho precisam de alguém gritando à beira do campo.

Os fundamentos táticos do futebol há tempos estão balizados e podem ser aplicados por quase qualquer um. Você, leitor de Impedimento, teria plena capacidade de treinar uma equipe, provavelmente com mais sucesso que a maioria dos técnicos. Basta saber quem marca e quem cria, e não colocar um zagueiro para articular a equipe.

As conquistas de Abel Braga em 2006 são a prova cabal da teoria. Tenho sérias dúvidas dos seus méritos táticos - acho que ele nem treina a equipe, para dizer a verdade -, mas o Inter destacou-se por alguns motivos. O time da Libertadores era muito qualificado e tinha vontade de ganhar. A equipe do Mundial não era tão cheia de bons valores, mas a gana ainda estava presente, talvez mais intensa ainda. No entanto, acredito que Abel foi fundamental na motivação da equipe. E quase só isso.

É claro que há exceções, e são justamente os profissionais mais vitoriosos, os poucos que realmente fazem a diferença. E fazem isso das mais variadas formas, mas todas incluem inteligência tática e motivação da equipe, em maior ou menor dose. São dessa espécie Felipão, Luxembrugo, Bianchi e Minelli, apenas para citar alguns. Esse conhecem, são motivadores, enciclopédicos ou inteligentes e, mais importante, não temem fazer o simples.

Portanto, os técnicos são superestimados. Por isso, volta e meia aparece um desconhecido que faz excelente campanha e até conquista títulos. E esse anônimo poderia ser qualquer um de nós. No contexto futebolístico, geralmente os treinadores fazem tanta diferença quanto o tecido do fardamento esportivo e a marca da chuteira. Muito pouca.

Resumo da ópera: um bom cobrador de faltas é mais importante que o técnico.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 1:23 PM | Comentários (33)

Fragmentos de uma noite de futebol

Inter segue correndo riscos no Gauchão, enquanto o Grêmio perdeu a invencibilidade no campeonato. Flamengo garante a vaga e praticamente a liderança. Necaxa deflora o São Paulo ao som de mariachis e na base da tequila com limão e sal. Já os mexicanos do América foram inapelavelmente batidos pelo Banfield.

Glória 0 x 0 Inter

O grande problema do Inter é o meio-campo, que não cria absolutamente nada e em nenhum momento deixa os atacantes em condições de concluir. Não há criatividade nos meio-campistas, Fernandão está mal, e os laterais não vêm tendo um bom desempenho. A marcação novamente foi eficiente, mas apenas nos últimos minutos os colorados se impuseram.

E justamente quando a equipe mais precisaria de Christian - que fez uma péssima partida - Abel o tirou para colocar Adriano. Nenhum propósito. Alexandre Pato deve ser titular. Não anda jogando uma barbaridade, mas está melhor que os outros atacantes. Agora é vencer o Guarany, em Bagé, ou a coisa vai ficar preta.

Grêmio 1 x 2 Esportivo

Após um início em ritmo de treino, quando fez 1 a 0, o Grêmio vacilou, e Esportivo reagiu e empatou. Na segunda etapa, Jhonatan e Carlos Eduardo perderam chances incríveis. Então foi a vez de Anderson atazanar a vida dos zagueiros gremistas, criando algumas oportunidades e marcando o gol da virada. Entende-se que o time de Mano Menezes tenha perdido o interesse no campeonato após a classificação, mas imagino que estes altos e baixos já estejam deixando a torcida apreensiva.

Necaxa 2 x 1 São Paulo

A virgem do Morumbi foi deflorada no México. O Necaxa bateu o São Paulo e quebrou uma invencibilidade de 29 partidas. Mas os paulistas saíram na frente, com Jadílson, aos 40 do primeiro tempo. Logo depois, o goleiro cobrador de pênaltis não justificou seu salário e errou uma penalidade. E tanto os brasileiros fizeram que os mexicanos perderam o pudor. Na segunda etapa, Kléber e Salgueiro viraram e deixaram o São Paulo estacionado nos 4 pontos. A situação do time de Muricy só não é desesperadora porque os outros adversários são fracos, embora a força carcamana do Chile esteja chegando devagarito.

Grupo 2
Time - pontos - partidas
Necaxa (MEX) 9 3
São Paulo (BRA) 4 3
Audax Italiano (CHI) 4 3
Alianza Lima (PER) 0 3

Banfield 3 x 1 América

O Banfield bateu o América e entrou de vez na briga pela classificação. Como o El Nacional está praticamente fora e o Libertad deve obter a vaga, a briga tende a ficar por aí mesmo.

Grupo 1
Libertad (PAR) 7 3
América (MEX) 6 4
Banfield (ARG) 6 4
El Nacional (EQU) 1 3

Flamengo 1 x 0 Paraná

No mais, eu sempre disse que o Flamengo seria o primeiro colocado no seu grupo. E que o Paraná também garantiria a vaga, o que vai acontecer.

Grupo 5
Flamengo (BRA) 10 4
Paraná (BRA) 6 3
Real Potosí (BOL) 3 4
Unión Maracaibo (VEN) 2 4

Juventude 2 x 3 Brasiliense

E o Juventude abriu as pernas de forma vergonhosa para o Brasiliense, time que tem o uniforme mais feio do país. A defesa caxiense estava uma calamidade. Cada ataque era um gol. Mas também, apenas umas 3 mil pessoas no estádio para um jogo decisivo é uma afronta ao futebol.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 12:43 AM | Comentários (24)
março 20, 2007

Lobo malandro

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Mascote do Gimnasia aproveita-se do posto para fazer a festa com as fanáticas do clube.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 6:09 PM | Comentários (11)
março 16, 2007

Tolimando o Cúcuta

Espero que a infâmia do trocadilho acima não desmotive o leitor. A estas horas da manhã foi o que se pôde arranjar

Como vi o que vi

O Grêmio passa por algo que não acontecia muito em 2006. É a TCHECODEPENDÊNCIA. Sabe-se lá porque, mas TODA bola tem que passar por ele. É fato que o cara tem a melhor técnica do time. Mas os laterais não fizeram nenhuma correria, Lucas fez uma arrancada apenas, e mesmo assim muito tosca.

Tcheco é um bom jogador, mas não faz milagres. Se faz necessário que as alternativas funcionem. Não basta que se tenha as clássicas jogadas como a da 'bola-trabalhada-pelo-meio-levada-para-a-direita-com-cruzamento-letal-para-dentro-da-área-para-
remate-certeiro-de-cabeça'. Ou então aquela outra, a do 'corner-cobrado-com-mesmo-efeito
-da-jogada-anterior'.
Neste ponto é que identifico a falta de outra figura com condições técnicas para mudar uma partida. Se a Polar, a Bohemia ou a Brahma Extra não distorceram muito minha visão, C.Alberto deve ter entrado no 2.tempo. E 'entrado' é forma de dizer, porque não identifiquei o cara em campo, logo, não deve ter jogado nada. Alguém mais sóbrio naquela hora pode ter opinião diferente, mas não creio.

E pontualmente sobre o lance que marcou o resultado final, algumas pequenas falhas individuais resultaram num grave prejuízo coletivo, o gol do adversário.
Minutos antes do gol, Saja já tinha dado rebote pro meio da área numa bola. Como a defesa estava bem colocada, livrou o perigo da área.
No lance do gol, não custava nada que o goleiro espalmasse a bola 'mais pro ladinho', na direção da lateral do campo, como todo bom treinador de goleiros ensina. Assim como o Prof. Angeli dos tempos do 2.grau.
Na sequência, vemos a zaga descolocada já que saíamos de um escanteio em que a bola foi mal aliviada por Lúcio e caiu no pé do '10' do Tolima.
Mesmo assim, havia chance de que o gol fosse evitado, Schiavi e Patrício estavam na jogada. Mas ambos dormiram e não acompanharam o atacante colombiano que tocou a bola bem no cantinho direito de Saja.
1-0 e era isso, conforme adiantado anteriormente.

De resto o jogo teve mais aspectos de Liber-em-preto-e-branco como as cotoveladas, os carrinhos no joelho e o soco do '25' do Tolima em Patrício. Uma expulsão não faria mal ali e poderia mudar o rumo do jogo. Enfim, foi jogo pegado, daqueles que não agradam aos pauli-cariocas.

E daqui pra frente

De um jeito ou de outro, o Grêmio segue bem na parada já que terá dois jogos em casa na volta. Problema, se houver, passará por Cúcuta, num possível confronto direto por uma vaga. Isso se o Cerro não fizer a caridade de ganhar em casa a partida 'da volta' contra os cucuteños. Empate em Asunción também é bom resultado. Diria até que o empate é o melhor resultado que pode acontecer no Paraguay, desde que combinado com uma vitória tricolor no Olímpico contra o Tolima, é claro.

Gremistas, marquem o número '25' do Tolima pro jogo da volta.
Chute no Saja, soco no Patrício; é daqueles que, no primeiro minuto tem que tomar um pontapé e ouvir algo assim: "Aqui quem manda sou eu, fica no teu campo e nem pensa em entrar na minha área", por exemplo.

Profissionais da imprensa a serviço de Deus

E sobre João Garcia. Seus comentários não devem ser levados a sério.
Quando jogamos contra pauli-cariocas, ele lembra do pampa, do estilo de futebol aguerrido. Quando jogamos contra uruguayos e argentinos, nada disto vale. Eles são truculentos e nossas equipes são hábeis, lutando contra tudo e contra todos.
Ele que tente se dar bem com os pastores da Record já que, aparentemente, seu emprego dependerá deles, que decidirão no que a Guaíba tornará.


Acho que nunca vou conseguir minha carteirinha da Aceg. E eu nem sei se o cara ainda é da associação. Não tem problema, prefiro pagar meu ingresso, ajudar os clubes e me manter independente.

Saúdos, Vitor VEC

Publicado às 9:48 AM | Comentários (29)
março 15, 2007

Argumento fatal

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Enfim, uma ilustração definitiva sobre a relação entre sul-americanos e europeus no futebol. Como não têm cojónes, querem os nossos.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 3:11 PM | Comentários (12)
março 14, 2007

Filhos bastardos de um pai miserável
ou Adorar o futebol europeu é coisa de lunáticos

Algo que me enoja ao extremo é essa adoração que os incautos admiradores do futebol delegam ao europeus. Não têm nenhum senso critíco para separar o que merece elogios daquilo que é apenas produto da publicidade e acabam gerando uma síndrome de coitadismo.

Obviamente, é mais fácil ter acesso aos campeonatos do velho continente do que aos torneios realizados na América Latina. Culpa da drástica transformação do futebol em mercadoria, patrocínio, publicidade e frescura - que já ocorreu há algum tempo, e eu não vou ficar aqui dando murro em ponta de faca.

O que me causa indiganção é a paparicação em torno dos nomes de jogadores que atuam na Europa. Qualquer um transforma-se em ídolo inconteste porque joga na Espanha, Inglaterra, Itália ou - pasmem - Alemanha. Muitos desses jogadores brigariam por vaga no banco de reservas dos clubes que disputam a primeira divisão dos campeonatos brasileiro e argentino.

Adoram Messi, que é bom jogador. E isso acontece porque ele joga no Barcelona. Mas Palacio não fica devendo em nada ao guri da Catalunha - na minha visão, é até superior. Messi fez três gols contra o Real Madri, logo é craque. Bobagem. Larguem Kuki, do Naútico, no meio daquela zaga merengue - apelido mais gay do mundo -, que a festa está pronta.

Sérgio Ramos não joga na em nenhum grande clube brasileiro. Van Nistlerooy é amplamente inferior a Aloísio. Gilardino é inferior a Denis Marques. Rooney não engraxa a chuteira de Suazo. Beckham é o Perdigão com Spice Girls. Ballack é deus na Alemanha porque sabe passar a bola com o lado do pé. Zárate joga mais que Joe Cole. E por aí vai. É só mudar os nomes.

Eu tenho nojo disso. Volta e meia me aparece um lunático, que diz: "eu torço para o Real Madrid. Nós vamos ganhar do Barcelona". Que "torce", rapaz. Que "nós", o que. Larga dessa porra de televisão a cabo e vai para a várzea ver onde o futebol de verdade acontece. Ou pega o ônibus e vai dar um giro pela América do Sul para criar caráter e aprender com quantos carrinhos se implode uma farsa européia. Ou vai pro inferno, quem sabe.

O assunto não é novo, mas gosto de me repetir. E adoro ficar nervoso.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 1:18 PM | Comentários (49)
março 13, 2007

Momento Maradona



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Capa da edição histórica sobre a estréia de Maradona pelo Boca Juniors, ocorrida em 22 de fevereiro de 1981, contra o Talleres. Os xeneizes venceram por 4 a 2 e Diego marcou dois gols. Na sua primeira passagem, foram 40 jogos e 28 gols. Depois foi para o Barcelona, em setembro de 1982.

Saudações,
Douglas Ceconello

Publicado às 11:29 PM | Comentários (2)
março 12, 2007

Correspondente de Deus

A Igreja Universal chegou na frente do Impedimento e comprou as rádios e televisão Guaíba e o jornal Correio do Povo. Espero apenas que não tirem do ar o Cadeira Cativa, principal programa da televisão gaúcha, que premia seus convidados com sucos da CBS.

A notícia da venda das rádios e da televisão saiu há alguns dias e hoje foi informado que o jornal também está no pacote. A redação foi informada que tudo continua na mesma até segunda ordem.

Outra bomba no meio jornalístico gaúcho foi a notícia de que a partir de julho a Record dispensará a TV Pampa e passará toda sua programação divina para a Guaíba. O resultado imediato foi a extinção do setor de esportes da rádio e da televisão da Pampa e a dispensa de mais de 80 funcionários.

Mais de 80 profissionais da Rede Pampa são dispensados - Os profissionais da Rede Pampa ainda estão perplexos com a notícia de que a partir de julho a Record dispensará a TV Pampa, passando sua programação para a TV Guaíba. O primeiro impacto foi a extinção do setor de Esportes das emissoras de rádio e televisão da Pampa."

Guaibeiro que sempre fui, estou apreensivo com toda essa função. E, num aspecto mais amplo, lamento que a Igreja Universal esteja metida em todos os setores da sociedade, mas, como já desisti do Brasil, não estou assim tão surpreso.

Aqui está a notícia. E a outra.

Como não consegui emprego de jornalista, talvez deva investir na carreira de pastor.

Saudações angustiadas,
Douglas Ceconello.

Publicado às 7:45 PM | Comentários (22)

Graxa

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O Fluminense está se tornando a maior piada do país quando o assunto é contratar técnico.

Todos sabemos que não vai dar certo. O clube até pode se recuperar na Taça Rio e vencer o Campeonato Carioca, mas será apenas isso, já que o Tio Jejão é perito em vencer estaduais.

No Brasileiro, no entanto, é provável que faça uma campanha medíocre. Ou briga para não cair ou perde a classificação para um dos torneios continentais na última rodada.

Foto da Agência Lance.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 4:32 PM | Comentários (3)
março 8, 2007

Os anões de Dunga

O técnico da Seleção Brasileira convocou os atletas que vão faturar uma grana para a CBF na Suécia. Primeiro, no dia 24, contra o Chile, em Gotemburgo. Depois, no dia 27, contra Gana, em Estocolmo. Não aprovamos.

Segue a lista dos convocados e os comentários cabíveis.

Goleiros
Helton (Porto-POR)
Júlio César (Inter de Milão-ITA)

Não há goleiro brasileiro decente na atualidade. O último foi o Marcos.

Zagueiro
Alex (PSV-HOL)
Juan (Bayer Leverkusen-ALE)
Lúcio (Bayern de Munique-ALE)
Luisão (Benfica-POR)

Tudo bem, a zaga anda sendo o melhor setor do time. Mas ainda reivindico uma chance para Bolívar.

Laterais
Daniel Alves (Sevilla-ESP)
Gilberto (Hertha Berlim-ALE)
Ilsinho (São Paulo)
Kléber (Santos)

Me parecem bons nomes, com exceção de Ilsinho, evidente.

Meias
Dudu Cearense (CSKA-RUS)
Gilberto Silva (Arsenal-ING)
Josué (São Paulo)
Mineiro (Hertha Berlin-ALE)
Diego (Werder Bremen-ALE)
Elano (Shaktar Donetsk-UCR)
Kaká (Milan-ITA)
Ronaldinho (Barcelona-ESP)

Josué, por favor, parem com isso. É a borboleta da vez, como foi aquele Renato, ex-Santos. Uma seleção que baseia sua estrutura em Elano não pode ter futuro. O resto me parece adequado, mas acho que Lucas teria lugar garantido no grupo.

Atacantes
Fred (Lyon-FRA)
Rafael Sóbis (Betis-ESP)
Robinho (Real Madrid-ESP)
Vágner Love (CSKA-RUS)

Fred é bom atacante, merece. Rafael Sóbis também, mas vem mal no Bétis, até porque o técnico inventou de colocá-lo na LATERAL-DIREITA. Vágner Love não me diz muita coisa, preferia o Daniel Carvalho. E Robinho, bem, deve ter sodomia na história.

Impedimento está em vias de romper com Dunga, o que não acontecerá apenas se Kelson, do Novo Hamburgo, for convocado ainda este ano.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 4:46 PM | Comentários (20)
março 7, 2007

Farra carbonera

Gol de Morena, que garantiu a vitória do Peñarol na final da Copa Libertadores da América de 1982, contra o Cobreloa.

Parece que não tem som, mas é imagem é muito boa.

Após um empate no Centenario, os carboneros buscaram a taça na segunda partida, no Estádio Nacional. O único gol do jogo foi marcado por Morena, aos 44 do segundo tempo. Anos depois, em1987, contra o América de Cali, o Penãrol ganharia a Libertadores com um gol de Diego Aguirre, aquele do Inter, também no último minuto, mas da prorrogação. É muita maestria.

Suspeito que aquele Letelier, do Cobreloa, é o mesmo que anos depois salvaria o Inter da segundona ao marcar um gol no jogo contra a Portuguesa. Ou já seria muito vellho? Sei lá.

Saudações,
Douglas Ceconello.

30/11/1982 - Estádio Nacional, em Santiago

Cobreloa: Wirth, E. Gómez, Soto, Tabilo (Martínez), Alarcón, Escobar, Rubio,
Merello, Siviero, R. Gómez, W. Olivera (Letelier).
Peñarol: G. Fernández, V. Diogo, N. Gutiérrez, W. Olivera, J.V. Morales, Bossio,
Saralegui, Vargas, Jair Gonçalves, F. Morena, Ramos (D. Rodríguez)

Publicado às 5:11 PM | Comentários (6)
março 6, 2007

Pleito

Em sua edição de março, a revista Placar divulgou a eleição do maior craque da história de 12 clubes brasileiros. O levantamento foi realizado com leitores cadastrados pela internet. Insatisfeito com o resultado, Impedimento faz a réplica.

O resultado divulgado pela Placar foi o seguinte:

Clube - votos recebidos - jogador - percentual de votos

Atlético-MG - 2 416 - Reinaldo - 67%
Botafogo - 4 467 - Garrincha - 44%
Corinthians - 5 750 - Marcelinho Carioca - 33%
Cruzeiro - 2 613 - Tostão - 51%
Flamengo - 7 959 - Zico - 67%
Fluminense - 2 262 - Rivelino - 44%
Grêmio - 6 150 - Renato Gaúcho - 52%
Inter - 5 696 - Falcão - 36%
Palmeiras - 4 203 - Ademir da Guia - 45%
Santos - 3 461 - Pelé - 77%
São Paulo - 6 965 - Rogério Ceni - 60%
Vasco - 4 310 - Roberto Dinamite - 49%

Fiquei impressionado com o baixo percentual de Garrincha, pelo Botafogo, certamente por causa do fator Túlio Maravilha. Tostão deve ter dividido grande parte dos seus votos com Alex e Dirceu Lopes. Não me surpreende a expressiva vantagem de Renato Gaúcho, pelo Grêmio. Nem a relativamente baixa votação em Falcão, que deve ter distribuído votos com Figueroa, Manga e, fruto das recentes conquistas, Fernandão. Agora, gostei mesmo foi do bom humor são-paulino, ou será que não foi piada?

Bem, o que proponho é o seguinte: diga ali nos comentários qual é o maior jogador do teu clube que tu viu jogar NO CAMPO, sem o auxílio do Grandes Momentos do Esporte.

Não resta outra alternativa senão confiar na honestidade do leitor, mas começarei a suspeitar quando surgirem nomes como Salvador, Lara e Ademir de Menezes.

É claro que não precisa ser torcedor desses 12 times. Absolutamente todos os clubes estão incluídos. Se voce torce para o Santa Cruz gaúcho, por exemplo, não pense duas vezes
antes de votar no zagueiro Aládio (que, só para informar, está no Inter de Santa Maria).

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 11:58 AM | Comentários (92)
março 4, 2007

Safada na rua e comportada em casa

Os uruguaios do Nacional estão apresentando um começo de temporada totalmente esquizofrênico. O time que tem apenas um ponto no Apertura 2007 e já tomou duas sacudidas de 3 a 0 nem parece o mesmo que faz boa campanha na Copa Libertadores.

Ontem, o Bolso foi goleado impiedosamente pelo Tacuarembó por 3 a 0, no estádio Raúl Goyenola. O Nacional não mostrou qualquer poder de reação, "mostró 'la otra cara', la del torneo local, la de un equipo que se muestra superado en todas sus líneas, sin ideas ofensivas y sin reacción anímica. Un equipo totalmente diferente al de la Copa, ese que te impone respeto, ese que da la sensación de ser muy difícil de superar, ese que marca y 'muerde' cada pelota como si fuera la última, ese que si le das un espacio te mata". Assim salienta o site charrúa Futbol.

É incrível pensar que apenas três dias atrás a equipe havia conquistado um excelente resultado diante do Vélez Sarsfield, 1 a 1 em Liniers, em partida na qual poderia até ter vencido e que lhe garantiu a ponta do Grupo 4, juntos dos argentinos. Antes disso, pelo torneio uruguaio, havia tomado 3 a 0 do Danubio. Perder para "El tercer grande" não é nada demais, já que atualmente é a melhor equipe do país, mas o placar elástico diz tudo.

E antes dessa partida havia batido o Inter, em uma reação sensacional após sair perdendo por 1 a 0. Tudo bem que os colorados fizeram o possível para entregar, mas nada tira os méritos pelo grande triunfo. E a mesma equipe que venceu os atuais campeões mundiais havia estreado no Apertura com um modesto empate sem gols diante do Central Español.

O saldo da temporada é absolutamente bipolar: na Libertadores, quatro pontos em dois difíceis jogos e líder do difícil Grupo 4; no campeonato uruguaio, 1 pontos em três jogos, seis gols contra e nenhum a favor, ocupando a última posição na tabela.

Essa nem Impedimento consegue explicar. A menos que o Nacional esteja vivendo a síndrome de Engraçadinha. Uma dona de casa zelosa, generosa, que apronta miséria quando longe de seus domínios. Dama no lar, tirana na rua, para deixar de eufemismos.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 3:30 PM | Comentários (5)
março 1, 2007

Poder de ataque

13636.jpg

Para não dizerem que eu só corneteio o Corinthians.

Minha única restrição quanto ao clube remete a 2005.

Mas hoje o Pirambu vai chegar forte.

Foto roubada daqui.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 6:00 PM | Comentários (3)
fevereiro 27, 2007

Registro histórico

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Cortesia enviada por Henrique Fanti.

O nobre colaborador encontrou a preciosidade em uma lojinha de San Isidro e fez questão do nos enviar a imagem. Agradecemos profundamente.

Que MIMO de camisa. Grande achado. Me fez lembrar que há tempos assisti ao vídeo da final. Que jogo sensacional. Cheguei a duvidar da história registrada, pois a nítida impressão era que os europeus ganhariam. Mas a Argenina deu o golpe fatal, com o artilheiro Kempes, e depois a pá de cal, com Bertoni.

Saudações,
Douglas Ceconello.


Confiram a ficha da final

25.06.78 - Buenos Aires - Estádio Monumental

Argentina: Fillol; Olguin, Galvan, Passarella, Tarantini; Ardiles (Larossa),
Gallego, Kempes, Bertoni; Luqué, Ortiz (Houseman).

Holanda: Jongbloed; Poortvliet, Krol, Brandts, Jansen (Suurbier);
Neeskens, Haan, W. van de Kerkhof, R. van de Kerkhof; Rep (Nanninga),
Rensenbrink.

Gols: Kempes (38), Nanninga (82), Kempes (105), Bertoni (115)

Publicado às 2:37 PM | Comentários (38)
fevereiro 26, 2007

Compensação

Não fique triste com a má campanha no Paulistão, torcedor corintiano. Seu homônimo de Alagoas bateu o MURICI por 3 a 0 e assumiu a ponta do campeonato estadual. Com a vitória, o alvi-negro chegou a 22 pontos e ultrapassou a máquina do Coruripe, que soma 21 pontos, mas tem um jogo a menos.

Se o Corinthians se alegra tanto de ter uma torcida nacional, espalhada por todo o país, exijo que comemorem uma futura conquista do irmão alagoano com ardor e interdição da Avenida Paulista.

Senão o Pirambu te pega.

[nenhum sentido, mas é assim que eu gosto]

Agora vou ver como está o Flamengo do Piauí.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 3:20 PM | Comentários (4)
fevereiro 24, 2007

Caipira com cerveja

valderrama-c1.jpg

Enquanto vou fazer um retiro carnal no suspeito litoral gaúcho, obrigo-os a lembrar sempre do embaixador supremo do futebol colombiano.

Teremos um belo fim de semana pelos estaduais. Dentro do possível, estarei atento ao Campeonato Carioca. Vasco e Flamengo sempre promovem bons jogos.

Também o Gaúcho terá minha atenção especial. Não se surpreendam se ouvirem algo a respeito de seqüestros envolvendo defensores colorados.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 11:00 AM | Comentários (1)
fevereiro 22, 2007

A LIBER em preto-e-branco

Ainda bem que, eventualmente, a Liber-em-preto-e-branco ainda aparece entre nós para cobrar os tributos que o presente deve ao pasado.

Liber em branco e preto
Reparei nos dias precedentes à estréia colorada na noite de ontem uma certa empáfia. Comentários desonrando conquistas alheias de 20, 30 anos atrás eram indícios do que o CCC (Consciente Coletivo Colorado) tinha criado em mentes nem tão inocentes, nem tão estragadas.

E foi com o espírito pouco aguerrido, nada beligerante e com absurdo ar de superioridade que entraram no gramado do Parque Central os 11 que representariam a 'Nação Colorada' na versão 2007 da Liber.
Ao final do 1.tempo, julguei ter visto o S.Paulo em campo e na sua clássica condição de vencer os adversários sem sujar o calção.

Ainda bem que, eventualmente, a Liber-em-branco-e-preto ainda aparece entre nós para cobrar os tributos que o presente deve ao pasado.

Bêbado e olhando pros lados a toda hora, lembrei a quem me acompanhava no tradicional Nicu's que Hugo de León, histórico capitão de Libertadores, com 3 faixas e 2 alçamentos de Copas, tinha apenas 22 na final da Liber-80 e 25 em 1983. Consequentemente, contava com 30 quando o TRI, particular e do C. Nacional de F., em 1988.

E a intenção de lembrar isto agora e neste espaço é que expressões do tipo: 'peça de museu', 'ficou pra história', etc; não devem ser tratadas de forma depreciativa, seja de parte de quem fala como de quem ouve.

Museus (e suas peças) são parte integrante de tudo aquilo que fomos / somos / podemos ser.

E o colorado que lê e faz parte dos magnatas do clube fará com que esta leitura particular chegue às mãos de quem precisa (principalmente do Clemer, hehe) e mais uma vez terei ajudado o pesoal da beira do rio a chegar mais longe na Liber do que iriam com suas próprias forças.

Apesar de lamentar ao saber que as chances do colorado sair campeão aumentaram por minha causa, não consigo ficar arrependido, sei que fiz a coisa certa.


Saúdos, Vitor VEC


Batalha naval
Perto dos 20' do 2.tempo, mandei uma desoladora mensagem para o sócio gremista e fervoroso torcedor o C.N. de F. ASJ, a seguir:
"Este ano não deu pro teu time de novo. Uma lástima. Saúdos,"

Meia hora e três gols depois, direcionei o canhão dos torpedos para outro alvo, o colorado DC:
"Este ano não deu pro teu time. Uma lástima pra ti. Hahahaha!!! Saúdos,"

O retruco não foi modesto:
"Respeite quem te olha do topo."

Pela falta de consideração por parte da dona BRASILTELECOM, sofro com meu telefone. Pra continuar om a batalha, pedi armas emprestadas a um aliado e mandei de volta:
"Ainda falta 1 copa p me igualar! Mas que BAILE no 2o. tempo, hein? Saúdos, VEC"

Já quase sem forças mas ainda lutando, DC contra-atacou. Sem muita convicção, apenas por defender-se:
"Nao sei s o 17/12 me vem aos olhos."

E pra afundar o barco colorado de DC:
"É, tá sem argumentos. Tu sabe q foi 1 aula de Liber no 2.tempo. De Leon que o diga! Pede pro GABIRU salvar teu time desta vez!"

A la Herrera
O gol do empate momentâneo do Nacional me fez lembrar de um personagem do ano passado no Grêmio, German Herrera. Foi algo muito parecido com o que se viu em Flu 1-2 Grêmio em out/06 pelo Nacional:
"O goleiro dá um bago pra frente. A defesa bate cabeça e lá se vai o Herreriña 'a la muerte' pela bola e dá a testada na bola. O goleiro, político e ex-presidente Fenando Henrique sai desastrosamente do gol e pelota adentro..."
Certamente, a mim deixou saudade o espírito de luta que o cara tinha, que não é reproduzido por ninguém do grupo atual do Grêmio e que pode fazer falta numa fase eliminatória.
CAMPANHA PELA VOLTA DO HERRERIÑA NA SEGUNDA FASE DA LIBER!

Publicado às 10:30 AM | Comentários (53)
fevereiro 20, 2007

Confete e serpentina

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Para não dizer que passamos o Carnaval em branco, homenageamos essa bela porta-bandeira. Habla español, mas como o dia é de festa, nada como pular a cerca da fronteira entre Brasil e Argentina.

Impossível não reparar nos evidentes sinais de empolgação da moça, assim como na expressão de felicidade extrema do seu companheiro, certamente com idéias pra lá de malandras.

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Confiram também a passista de la tri mexicana desfraldando seu pavilhão.

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E a brasileira, fazendo caras e bocas para tentar conseguir um mestre-sala.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 7:29 PM | Comentários (12)
fevereiro 16, 2007

A tradição não evolui
ou Da dominação do futebol pelo estilismo escroto

Todos estão fazendo miséria da filha do Dunga, mas Reebok e Puma também não ficam atrás. Estiliscamente falando, o ano não começou bem para a dupla Gre-Nal. E mudanças nos mantos tradicionais, bem sabemos, podem até rebaixar equipes.

Como já é comum, a camisa da Reebok subverte princípios simples do imaginário colorado. Isso para não falar da qualidade do material, que se desprega todo nas primeiras lavadas. Fato é que a o fardamento do Mundial de Clubes era uma beleza. O Inter jogou todo de branco, que também era muito bonito, mas o vermelho era um espetáculo. Esse foi o acerto.

Agora, o Inter apareceu no Gauchão com uma camisa cheia de detalhes brancos, algo profundamente revoltante. Não admito isso. Mesmo que ao longo da história eu tenha visto belos uniformes brancos, entendo que a jaqueta colorada tem uma cor, e apenas ela deve estar presente: o vermelhão, como diria a Fafá de Belém. Admito detalhes bracos apenas na gola e nas borda das mangas. Nunca me esqueço da impressão de ver no gramado do Beira-Rio a camisa encarnada de 1988.

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É uma pena que a camisa mais bonita dos últimos anos tenha aparecido em uma época tão desgraçada. Lembro-me muito bem daquela de 2000/2001, toda vermelha, sem patrocínio, uma verdadeira obra de arte.

No Grêmio, a Puma também anda aprontando. Até abril, o time da Azenha deve usar um uniforme totalmente contrário a sua tradição, mesmo que já tenha sido envergado não sei quando. Eu olho para isso e não imagino uma camisa do Grêmio, vejo o fardamento da Paraná, somente com cores diferentes.

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Já havia achado uma corruptela imperdoável aquela história de um lado azul, outro preto e no meio as listras, mas esse ultrpassou todos os limites.

Será que é tão difícil ater-se aos princípios fundamentais da indumentária dos clubes? Custa manter a camisa mais parecida com a história do time como primeiro uniforme e um branco como segundo? Que façam o que quiserem com o terceiro, mas não coloquem o time a jogar competições com ele. No máximo, deixem nas lojas para o torcedor excêntrico comprar e mostrar nos ônibus lotados da Região Metropolitana. Ou para enfrentar o Sindicato dos Altetas, sei lá.

A coisa é muito tenebrosa e os sátiros deuses que comandam o futebol não costumam perdoar esse tipo de desrespeito. Não sei se a cronologia está plenamente correta, mas gosto de acreditar que o Fluminense começou a usar aquela camisa grená e acabou rebaixado; depois, inventou uma laranja e caiu para a terceira.

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Outro que me deixa nervoso é o Palmeiras, que após jogar com camisa listradas na época da Parmalat, ainda se debate entre a condição física do dedo de Marcos e o tom de verde mais ridículo que pode ser encontrado. Também o Botafogo costumava inventar, mas parece que entrou nos trilhos e voltou a respeitar a tradição.

Tudo isso é um absurdo. Mas nada no mundo, nem a filha do Dunga, explica as camisas douradas que Guarani e Atlético-PR usaram certa vez. Aquilo era o quadro da dor.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 4:45 PM | Comentários (19)
fevereiro 15, 2007

Definidas chaves para a Copa América


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Guacamaya bandera, a mascote

Nesta quarta-feira aconteceu o sorteio dos grupos para a Copa América da Venezuela, competição eternamente mais relevante que outras similares realizadas em outros velhos continentes.

No grupo A, a anfitriã Venezuela tem até boas chances de passar, assim como a Celeste. Os outros dois, Peru e Bolívia, vão de mal a pior já faz algum tempo. Os peruanos vivem uma incrível época de aridez técnica. Os bolivianos estão mais preocupados em tomar as refinarias de petróleo.

Contrariando sua histórica sorte em sortteios, o Brasil caiu no grupo mais difícil, junto de México, Equador e Chile. Se Robinho jogar, certamente não conseguirá a vaga. Mas a verdade é que, mesmo sendo favoritos, os canários não podem se fresquear. Para o segundo lugar, vejo as outras três seleções em condições de igualdade.

No grupo C, temos um nível de dificuldade intermediário. Argentina, Paraguai e Colômbia brigam pelos dois primeiros lugares, com clara vantagem para a albiceleste. Novamente, lamentamos a presença dos EE.UU da América. Na próxima temporada vou mandar a Sogipa para jogar a NBA.

Os dois primeiros colocados de cada grupo e mais os dois melhores terceiros passam à próxima fase. Ou seja, não classifica apenas quem fizer muita força. A competição será disputada entre 26 de junho e 15 de julho, quando ocorre a final, em Maracaibo.

Saudações,
Douglas Ceconello.


GRUPO A

Venezuela
Uruguai
Peru
Bolívia

26/6 - San Cristóbal Venezuela x Bolívia
26/6 - Mérida Uruguai x Peru
30/6 - San Cristóbal Bolívia x Uruguai
30/6 - San Cristóbal Venezuela x Peru
3/7 - Mérida Peru x Bolívia
3/7 - Mérida Venezuela x Uruguai

GRUPO B

Brasil
Equador
Chile
México

27/6 - Puerto Ordaz Brasil x México
27/6 - Puerto Ordaz Equador x Chile
1/7 - Maturín México x Equador
1/7 - Maturín Brasil x Chile
4/7 - Puerto La Cruz México x Chile
4/7 - Puerto La Cruz Brasil - x - Equador

GRUPO C

Argentina
Paraguai
Colômbia
Estados Unidos

28/6 - Maracaibo Argentina x EUA
28/6 - Maracaibo Paraguai x Colômbia
2/7 - Barinas EUA x Paraguai
2/7 - Maracaibo Argentina x Colômbia
5/7 - Barquisimeto Colômbia x EUA
5/7 - Barquisimeto Argentina x Paraguai

Publicado às 1:17 PM | Comentários (12)

O infiltrado

Neste Domingo que passou fui presenteado pela minha senhoura, em comemoração ao Dia Internacional dos Namorados, com ingressos para assistir Fútbol “Mes que un” Club Barcelona x Racing Santander no Camp Nou. Como bom gremista no exílio, enverguei o manto tricolor e me abalei ao estádio.

Este jogo estava sendo exaltado como importantíssimos na prensa catalana, o “partido dels retorns”: Lionel Messi e Samuel Eto’o voltavam de longa parada e Ronaldinho havia perdido a ultima rodada. Alem disso, com os tropeços do Sevilha e Real Madrid o Barça poderia abrir tres pontos de vantagem na Liga. Não levando nada disso em conta saí pro jogo um pouco antes da bola rolar – e nao fui o único. O fato dos ingressos serem marcados fez com que a multidão fosse em massa na ultima hora possível. Estar espremido em transporte coletivo por meia hora nao pareceu tão diferente assim do Brasil.

Chegando no Camp Nou admito que me impressionei com a facilidade de encontrar meus lugares. A cada 10 metros havia um portão em que os ingressos eram marcados e depois era só achar a sua respectiva entrada (mais ou menos 100 em volta do estádio). Dali a marcacao era clara; alguns lances de escada e eu estava sentado. A vista é impressionante: apesar dos 98.000 lugares, o estilo caixote (alto e quase em cima do campo), alem da inexistência de uma pista atlética, fazem o estádio parecer muito menor ao vivo do que na tv. As cadeiras são confortáveis e colocadas de maneira que a cabeça da pessoa na fileira da frente fica na altura dos teus pés – muito melhor do que as fileiras apertadas do Olímpico. O sistema de som (incrivelmente claro) tocava “Hurt”, na versao do Johny Cash – sempre um bom sinal.

A partida começou e em alguns minutos algo muito estranho ficou óbvio: ninguém torce no estádio inteiro. Fora o ocasional coro de BARÇA - CLAP CLAP CLAP (repita 3 vezes), nao se ouvia nada alem do ÚNICO TAMBOR completamente fora de ritmo soando em algum lugar, sem sentido nenhum. De quando em quando gritos contra a arbitragem ou apoiando Oleguer, jogador recentemente envolvido em uma polêmica política por emitir comentários levemente separatistas (fato nao incomum na Catalunha). Admito que tive esperança quando Beletti cabeceou contra o patrimônio e um enlouquecido gritou “BIEN BELETTI, SIEMPRE NOS QUEDARÁ PARIS” – obvia referência a um desses acontecimentos bizarros em que uma nulidade do futebol se consagra sem merecimento algum – mas não passou disso. Quando o time de basquete do Barça ganhou o título sobre o Real Madrid na partida que acontecia simultaneamente rolou um coro de “MADRI CABRON, SALUDA EL CAMPEON”, mas nada mais. E isso pareceu ainda mais triste no momento que o Racing foi cobrar um penalti (que achei mal marcado): o barulho de assobios e gritos tornou-se absolutamente ensurdecedor. Muito mais do que quando Victor Valdez pegou a cobrança ou quando o time da casa marcou. A impressão é que uma torcida organizada com um mínimo de vontade faria um escarcéu de assustar qualquer adversário. Não foi o caso aqui. Além disso, é quase impossível se mexer entre os assentos enquanto todos estão sentados, então nenhuma explosão de alegria poderia ser acompanhada de grande movimentação (ALMA CATALANA, nao existirás).

Acho que o futebol apresentado justifica muita coisa. A Liga, apesar de todo o marketing, é uma falácia óbvia: Barcelona, Real, Valencia e mais um time que outro por ano (dessa vez é o Sevilha) são os únicos que tem qualquer chance. Times como o Betis ou o Atlético de Madrid, que contratam enlouquecidamente e nunca chegam, são a maioria. Ninguém marca a menos de dois metros e qualquer contato é falta – ainda assim pouquíssimas faltas forem marcadas, tal o LAISSEZ FAIRE dominante. O Barcelona, apesar de uma infinidade de bons jogadores, tem claras deficiências: Puyol, capitão e símbolo da equipe, é ZAGUEIRO DE COLÉGIO - sempre mal posicionado, dando a vida atrás do adversário e mostrando sempre que pode que não tem nenhuma idéia do que fazer com uma bola de futebol; quase todos meio-campistas sao minúsculos (Xavi, Deco, Iniesta, Giuly) ou toscos (Edmilson, Motta); os atacantes Messi and Saviola ((ainda sem Eto’o) são PIGMEUS, e fazem a frase “ponto de referencia” assumir contornos cômicos. E Ronaldinho? Bom, o melhor jogador do mundo virou um craque burocrata; ele fica literalmente parado na esquerda até receber a bola e ai’ tenta sempre as mesmas coisas: pedalada telegrafada ou ENFIADINHA FIFA SOCCER. Como ninguém marca ele ainda toca o horror na defesa, mesmo estando obviamente desembocado. Dá dó ver que o aclamado Rikjaard usa ele da mesma maneira que o CELSO ROTH e sua tática “joga no guri que ele resolve”. Bons tempos aqueles em que achávamos que o traidor poderia ser um camisa 10 histórico e nao um LUIS MÁRIO de luxo (proporções guardadas, obviamente). Ainda assim, fez um de falta e outro de cabeça, o que o torna vice-artilheiro da Liga com 16 gols, o que nao é nada mal, convenhamos.

Ronaldinho é, compreensivelmente, amado pela torcida: é um jogador que dá espetáculo num estádio que parece mais casa de shows do que campo de futebol. Conheço os catalães pelo tempo que passo lá e eles torcem enlouquecidamente; as comemorações nas ruas são das coisas mais impressionantes que já vi. O que parece, no entanto, é que o Camp Nou virou uma máquina de fazer dinheiro: é belíssimo, está sempre cheio, atrai uma infinidade de turistas e é uma experiência extremamente civilizada de futebol de primeiro nível. O que é, obviamente, um saco. Conforto, instalações práticas e divertimento, isso é o que salas de cinema devem proporcionar. Sentar no concreto, ficar rouco de tanto cantar barbaridades, rir com gritos de OLHA O MIJO, tropeçar nos degraus e envisionar a morte ou dano físico permanente, SORRINDO, ao ser pisoteado comemorando um gol no último minuto: isso é futebol. E me faz considerar se derrubar o Olímpico e construir uma arena é afinal uma idéia tao boa.


Francisco Mahfuz
(espião de Impedimento na Europa, tem os textos publicados apenas quando fala mal do futebol-farsa praticado no velho mundo. ;)

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Publicado às 12:20 AM | Comentários (25)
fevereiro 14, 2007

Vergonha alheia

Nada, mas nada mesmo, me deixa mais constrangido do que assistir a entrevistas de jogadores do Rio de Janeiro ou de São Paulo e ouvir lá pelas tantas, quando os atletas falam algo engraçadinho, absurdas gargalhadas dos profissionais de imprensa, tentando obter com boleiros um grau de intimidade que provavelmente já não conseguem alcançar com suas companheiras.

Quase morro de vergonha. Menos por apresentar na Delegacia do Trabalho o mesmo registro profissional que eles. Mais pela DECÊNCIA HUMANA.

A primeira vez que percebi isso foi quando Romário mandou Pelé enfiar um sapato na boca e os seguradores de microfone riram como se emaconhados. Depois, comecei a notar que se referem a Romário como "Baixinho". O eterno camisa 11 geralmente nem olha na cara deles, mas a vaselina da imprensa não seca.

Na quarta-feira, Aloísio estava falando de sua boa participação no clássico contra o Corinthians. Afirmou umas coisas totalmente sem graça e os cicerones ficaram lá de frescura, entre risos e gargalhadas.

Imaginem um advogado e seu cliente:

Advogado: qual foi o instrumento do crime?
Cliente: um guarda-chuva.
Advogado: hususahsuhasuhahssddfsdfdfasdada

Lamentável. Se ganham para isso, ao menos tenham um comportamento adequado. Fosse eu dono de um veículo de comunição, demitiria por justa causa um jornalista arreganhado desses.

Já cansei de elencar os defeitos da imprensa gaúcha e entendo que há profissionais lamentáveis, mas nunca percebi atitudes tão desprezíveis e ridículas como as que demonstram alguns imbecis do Rio e de São Paulo.

De luto,
Douglas Ceconello.

Publicado às 3:19 PM | Comentários (6)
fevereiro 13, 2007

Um dia ainda me matam de desgosto

Atento às advertências do Impedimento, o Fluminense corretamente demitiu o técnico Paulo César Gusmão, que concedeu entrevista coletiva afirmando que um dos motivos para o time não ter engrenado foi porque "contratou demais". O fato de ele colocar um meia-atacante para jogar de volante não foi mencionado.

Alguns nomes que surgiram devem causar calafrios na torcida, como Renê "Mario Bros" Weber, Joel "Tio Jejão" Santana e Toninho "entreguei uma Copa do Mundo" Cerezo. Não preciso explicitar o que acho desses nomes. Ah, tem o Gallo também. Nenhum sentido.

Se não estiverem intencionados em continuar agindo com correção, os dirigentes tricolores podem contrar qualquer um desses enganadores. E perderem todas as compteições, correndo sérios riscos de rebaixamento no Brasileiro, quando já terão trocado mais umas oito vezes de treinador.

Outro que está sendo cotado é Tite, de longe o mais qualificado dos aqui citados, que pode ter mais uma oportunidade de demonstrar que o sucesso obtido no Grêmio em 2001 não foi 90% responsabilidade de Marcelinho Paraíba.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 5:50 PM | Comentários (17)

Sem toga

Se confirmada, essa será a maior notícia do ano no futebol brasileiro. Após a série de barbaridades envolvendo gandulas, a Federação Paulista de Futebol pode colocar universitárias para exercerem a função e alegrar jogadores, repórteres e torcedores.

É claro que apenas as garotas com mais de 18 anos poderão ficar se refestelando ao redor das quatro linhas. Desde já exigimos que o exemplo seja seguido por outras federações. E eu quero uma vaga de lateral no Sertãozinho.

A Máfia dos Gandulas começou a se revelar no clássico entre Comercial x Botafogo, quando um barbado usou uma barra de ferro para dar um golpe ninja no goleiro. No domingo, os gandulas demoraram para repor bolas e deixar Rogério Ceni aparecer para todo o país. Depois, um outro ficou mandando beijos para Leão.

Impedimento apóia gandulas insatisfeitos com o anonimato, mas apóia mais ainda universitárias correndo sobre o tapete verde dos estádios.

Atualização mais do que necessária e bem-vinda: o presidentente da FPF, Marco Polo Del Nero, declarou à Rádio Jovem Pan que o Comerical já convocou universitárias para gandula. U-HU.

Saudações,
Douglas Ceconello.


Publicado às 3:42 PM | Comentários (9)
fevereiro 9, 2007

Hora da verdade

A Libertadores de verdade começa agora. Com a realização dos jogos de volta da repescagem, ficaram definidos os grupos da primeira fase. Sem muitas surpresas.

O Grupo 1 é extremamente equilibrado, com todas as equipes brigando pelas vagas.

Igualdade que falta no Grupo 2, onde o São Paulo tem chance de fazer 18 pontos.

No 3, Grêmio e Cerro começam como os grandes favoritos, pois aos colombianos falta, no mínimo, experiência.

No 4, espera-se que o Emelec seja o trem pagador, embora fique evidente a crise técnica que o Nacional atravessa.

Na chave 5, o Paraná saiu da repescagem para assumir a posição de favorito, assim como o Flamengo.

Grupo que terá bons jogos é o 6, com River, Colo Colo e LDU. Os argentinos levam alguma vantagem.

O Boca teve a mesma sorte que o São Paulo e pega apenas times fracos na chave 7.

E no grupo 8 o Santos já chegou assumindo a condição de principal postulante à vaga e ao primeiro lugar; a outra vaga deve ficar entre Defensor e Gimnasia, que farão conforntos sanguinolentos.

E assim ficaram os grupos

Grupo 1

Banfield
Libertad
El Nacional
América

Grupo 2

São Paulo
Audax Italiano
Alianza Lima
Necaxa

Grupo 3

Grêmio
Cerro Porteño
Deportivo Cúcuta
Deportes Tolima

Grupo 4

Inter
Nacional
Emelec
Vélez Sarsfiled

Grupo 5

Flamengo
Real Potosí
Maracaibo
Paraná

Grupo 6

River Plate
Colo Colo
Caracas
LDU

Grupo 7

Boca Juniors
Bolívar
Cienciano
Toluca

Grupo 8

Gimnasia
Defensor
Deportivo Pasto
Santos


Confira todos os jogos da pré-Libertadores:

Chave 1

31/1 Blooming (BOL) 0 x 1 Santos (BRA) S. C. de la Sierra
7/2 Santos (BRA) 5 x 0 Blooming (BOL) Santos

Chave 2

30/1 Vélez Sarsfield (ARG) 3 x 0 Danubio (URU) Buenos Aires
6/2 Danubio (URU) 1 x 2 Vélez Sarsfield (ARG) Montevidéu

Chave 3

30/1 Dep. Táchira (VEN) 1 x 2 Dep. Tolima (COL) San Cristóbal
8/2 Dep. Tolima (COL) 2 x 0 Dep. Táchira (VEN) Ibagué

Chave 4

1/2 Tacuary (PAR) 1 x 1 LDU (EQU) Assunção
6/2 LDU (EQU) 3 x 0 Tacuary (PAR) Quito

Chave 5

1/2 Cobreloa (CHI) 0 x 2 Paraná (BRA) Calama
7/2 Paraná (PAR) 1 x 1 Cobreloa (CHI) Curitiba

Chave 6

25/1 América (MEX) 5 x 0 Sporting Cristal (PER) Cidade do México
1/2 Sporting Cristal (PER) 2 x 1 América (MEX) Lima

Publicado às 1:05 PM | Comentários (14)
fevereiro 8, 2007

ESTAMOS DE OLHO!

Mensagem deixada esta manhã para a Ouvidoria da FGF no site www.fgf.com.br.
A princípio, quem responderá (deveria responder) é Flávio Fiorin, que vem a ser o plantão da Rádio 'Guaíba, o microfone líder de audiência'. Veremos.

Logo do Gauchão:
O que aconteceu para que o logotipo do campeonato fosse retirado do site da FGF?
É verdade que se trata de uma cópia do que usa a MLS, liga de futebol norte-americana, e que por isso deixou de ser usado?

O mais provável é que seja esquecida e que ninguém me responda, assim como nas consultas para o Inter sobre a origem platina do apelido 'colorado' (mai/06) e para o Grêmio sobre os ingressos de arquibancada que sobraram no jogo contra o São Paulo (nov/06), um verdadeiro escândalo após dizerem que todos os ingressos haviam sido vendidos.


Senhor Douglas Ceconello, passe no caixa, por favor!

Ontem, a CBF foi condenada a pagar R$ 2.000,00 (40 onças, já que garoupas não as vemos) de indenização a um torcedor do Vashxcão pela anulação das partidas contra Botafogo e Figueirense.

Observe-se o resumo da sentença da sentença do 'dotô':
"O árbitro em questão não atuou com imparcialidade. Nos termos do Código de Defesa do Consumidor, o fornecedor é a entidade responsável pela organização da competição. Diante disso, o réu passa a responder de forma objetiva pelo dano causado. Além do mais, é direito do consumidor a informação clara sobre a qualidade do serviço que lhe é prestado."


Colombia 1-3 Uruguay
Francia 0-1 Argentina

Não vi, mas gostei dos resultados dos amistosos internacionais disputados nesta 4a.-feira.
Basile salva o pescoço, que já estava perigando nos corredores da AFA.


Vélez adiante

Algumas impressões após os dois jogos contra o Danubio:
É uma equipe que joga bem 'aberta', por assim dizer.
Os jogadores ficam espalhados e no meio campo preferem construir jogadas e levar a bola pelos lados do campo.
Esta estratégia leva a jogadas como a do segundo gol, o da vitoria.
Numa bonita trama, a bola sai da direita num passe longo pra ponta. Dentro da área já entram outros três e após rápida troca de passes, Lucas Castroman (pena que se quebrou ano passado, a Liber 2006 poderia estar guardada em Liniers) sela a vitória.

Estará o Velez em Porto Alegre em março. Ahí estaremos com 'La Pandilla'.


Santos adiante

Na ida 0-1. Mas atenção, apesar do resultado adverso na volta (0-5), no jogo da ida pôde se observar uma faixa gigante que dizia mais ou menos asim:
'O céu continua celeste, Deus não guarda a bandeira'
Pra quem torce por um celeste como o Blooming e o Uruguay, não deixa de ser uma ilustre presença.


Paraná adiante

Com o 0-2 em Calama, a volta era mero cumprimento de tabela. Aparentemente foi exatamente foi que aconteceu. 1-1, Paraná adiante, entra no grupo de Flamengo, Real Potosí e Maracaibo, é isso?


Correndo pra chegar no trabalho na hora.
Saúdos, Vitor VEC

Publicado às 11:20 AM | Comentários (13)
fevereiro 7, 2007

Era uma vez...

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Ninguém que se mete com moda passa incólume.

Taí a Miss Brasil, provavelmente sendo trocada por 10 sacos de arroz na Indonésia.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 4:44 PM | Comentários (12)
fevereiro 6, 2007

Brasil x Portugal - minuto a minuto

Atento a todos que estão sob a batuta de chefes tiranos, sem nenhum rádio à mão, Impedimento coloca no ar mais uma cobertura instantânea. Brasil e Portugal enfrentam-se na disputa da Taça Primo Basílio, em pleno Emirates Stadium, em Londres.

De um lado, Felipão. Do outro, Dunga. "São os gaúchos dominando as atenções do futebol mundial", diriam esses bagaceiros da imprensa esportiva. Para mim, a CBF apenas enriquece um pouco mais para pagar a birita de Ricardo Teixeira.

O jogo começa às 18h e conta com aproximadamente 60 mil desocupados. Não precisa ser um gênio para saber que os brasileiros ficaram a tarde inteira saqueando a cidade ao som dos pandeiros.

Segue a ficha:

Brasil: Hélton; Maicon, Lúcio, Juan e Gilberto; Gilberto Silva, Edmílson, Elano e Kaká; Fred e Rafael Sóbis. Técnico: Dunga

Portugal: Ricardo; Miguel, Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho e Jorge Andrade; Tiago, Deco e Raul Meireles; Cristiano Ronaldo, Simão Sabrosa e Nuno Gomes. Técnico: Luiz Felipe Scolari

Árbitro: Martin Atkinson (Inglaterra)

______________________________________________________________________________

20h - Aqui acaba a nossa jornada. O Brasil até que foi bem no primeiro tempo. No segundo, sucumbiu de forma vergonhosa. Oito finalizaçãoes de Portugal contra nenhuma do time de Dunga. E hoje realmente o time de Felipão está muito à frente dos brasileiros. Depois de cinco minutos em campo, Adriano sumiu do jogo. Diego entrou bem, mas não conseguiu carregar o time nas costas.

Obrigado pela companhia de todos e até mais.
Douglas Ceconello.

48 - FINAL DE PARTIDA. Em amistoso no Emirates Stadium, em Londres, Portugal venceu o Brasil por 2 a 0.

46 - Brasil está entregue em campo.

44 - GOOOOOOLLLLLLL DE PORTUGAL!!! Novamente cruzamento da direita, com Viana. Ricardo Carvalho pega de primeira e marca outro bonito gol.

42 - Felipão realmente promoveu uma Revolução dos Cravos no futebol lusitano.

40 - Ainda bem que saiu um gol. Já imaginaram a felicidade da imprensa se um confronto entre Dunga e Felipão termina 0 a 0?

37 - GOOOOOOLLLLL DE PORTUGAL!!! Em rápida jogada pela direita a bola foi cruzada para Simão, livre na área, acertar um belo voleio e marcar.

35 - As equipes selaram um acordo de não agressão e não entram mais na área adversária.

Informação: o CRB demitiu o treinador Arnaldo Lira após a derrota de 3 a 0 para o Penedense, lanterna do Campeonato Alagoano.

30 - Diego deu uma chegada forte no Quaresma, que é muito bom jogador.

28 - O Brasil melhorou no jogo. Gilberto cruzou e Adriano dominou dentro da área, mas acabou chutando em cima da zaga.

22 - Entrou Diego, o namoradinho do Robinho, que costumava baixar suas calças, afinal ele é "moleque e alegre". Diego é bom jogador.

Informação: hoje, pela Libertadores, Danubio x Vélez (21h15) e LDU x Tacuary (23h45).

21 - Tomou-me vossa vista soberana

Tomou-me vossa vista soberana
Aonde tinha as armas mais à mão,
Por mostrar que quem busca defensão
Contra esses belos olhos, que se engana.

Por ficar da vitória mais ufana,
Deixou-me armar primeiro da razão;
Cuidei de me salvar, mas foi em vão,
Que contra o Céu não vale defensa humana.

Mas porém, se vos tinha prometido
O vosso alto destino esta vitória,
Ser-vos tudo bem pouco está sabido.

Que posto que estivesse apercebido,
Não levais de vencer-me grande glória;
Maior a levo eu de ser vencido.

Luís de Camões

20 - O jogo caiu muito de qualidade. Estou aqui lendo uns sonetos.

17 - Entrou Simão no lugar de C. Ronaldo. Tinga também está em campo.

15 – Desculpem a lentidão, mas esse editor está me boicotando.

12 - O Brasil tomou um sufoco de Portugal, que quase marcou de cabeça. O eterno Tino Marcos afirmou que a CBF não vê com bons olhos a influência de Assis sobre Ronaldinho.

11 - De repente, sumiu tudo que eu havia publicado no editor. Meu reino está ruindo.

03 - Correria tresloucada em campo, sem muita qualidade. Vou trocar de canal uns minutos.

02 - O Funkeiro de Milão entrou com vontade. Depois, certamente vai para uma rave encher as fuças de êxtase.

01 - COMEÇA O SEGUNDO TEMPO. Luisão entrou no lugar de Juan. Lá fora, o sol está brilhando e as moças estão exibindo suas beldades. Vida de jornalista é triste.

- Sem qualquer lógica, Adriano entra no lugar de Rafael Sóbis, que estava bem no jogo. E todos sabem que minhas únicas motivações eram a presença do ex-colorado e a ausência de Robinho. Demônio.

- Ai, que vontade de tomar uma cervejinha.

Informação: Viola, 38 anos, se apresentou nessa terça-feira ao Uberlândia, clube que disputa a Segunda Divisão mineira. Melhor em campo contra a Itália, em 1994.

- Temos oito viventes online. Saudações.

46 - FIM DO PRIMEIRO TEMPO. Primeiro tempo com leve superioridade brasileira, mas o resultado não pode ser considerado injusto. Vou lá pegar um café.

43 - Arnaldo César Coelho faz carinhos em Galvão Bueno. Gemidos são ouvidos.

41 - O Brasil tenta pressionar, mas cede muitos espaços no contragolpe. Elano cobrou falta, a bola sobrou para Lúcio, que deu uma porrada no travessão.

38 - Todos os jogadores da seleção portuguesa usam uma tarja preta no braço, referência à morte de Eça de Queiroz em 16 de agosto de 1900.

Informação: Thiago, atacante do São Paulo, vai jogar no catar. Bem feito.

33 - Cartão amarelo para Edmílson, que deu uma chegada forte no C. Ronaldo. Bem aplicado, assim como a entrada.

31 - Portugal consegue equilibrar o jogo. Fizeram uma bela jogada pela direita, mas o Miguel Cafú se embaralhou todo.

27 - Sóbis faz boa jogada pela esquerda, dentro da área, mas a zaga afasta o cruzamento.

25 - Depois do cruzamento de Elano, Sóbis cabeceia e desloca o goleiro, mas a bola vai para fora.

Informação: Riquelme está muito perto de retornar ao Boca Juniors, após loga passagem pelo Villarreal.

21 - Postiga recebe livre na área e chuta para defesa de Hélton. Portugal melhora, apenas para me derrubar como redator.

20 - O Brasil está melhor. Não cria muito, mas Portugal quase não sai de seu campo. Kaká fez boa jogada pelo meio mas chutou para fora, rasteiro.

18 - Durante a Copa da Alemanha, não cansei de dizer que Cristiano Ronaldo era muito superior ao farsante Robinho. Joga muito, esse PUTO.

15 - Maicon quase faz um golaço espírita do lado direito da área. Galvão só falta dar o rabo para a organização inglesa.

Informação: o jogo entre Grêmio e Guarani, no próximo domingo, está confirmado para Venâncio Aires.

13 - Rafael Sóbis desperdiçou chance clara em bola espirrada. Ricardo jogou para escanteio. Momentos antes, Hélton quase entregou a rapadura.

08 - Depois da velocidade inicial, os dois times estão amorcegando as ações.

Informação: o tablóide The Sun afirmou que Robinho e Casagrande foram vistos saindo de um Motel em Taubaté.

03 - Jogo tenso. Quaresma já chegou pela direita e cruzou para Hélton defender. Elano respondeu cobrando falta para defesa de Ricardo. No escanteio, o goleiro português salvou a cobrança fechada. Galvão diz que Felipão ensinou Portugal a bater.

00 - COMEÇA A PELADA!
Brasil de amarelo, branco e azul. Portugal de vermelho. Eu estou de calção verde e camiseta cinza.

17:56 - Os dois selecionados estão no meio do campo recitando uma poema de Camões:

Verdes são os campos,
De cor de limão:
Assim são os olhos
Do meu coração.

Campo, que te estendes
Com verdura bela;
Ovelhas, que nela
Vosso pasto tendes,
De ervas vos mantendes
Que traz o Verão,
E eu das lembranças
Do meu coração.

17:52 - Enquanto não começa a pelada, vamos ao noticiário: o Inter contratou o meia-atacante Jean, que estava no São Caetano e já passou por Ponte Preta e São Paulo. Indicação do Abelão.

17:45 - Estão abertos os trabalhos. Roubei a televisão do meu irmão. Vamos de Globo, mesmo, já que o cara que atualizava meu gatoview deve estar no Presídio Central servindo de noivinha dos traficantes.

Publicado às 5:32 PM | Comentários (66)
fevereiro 5, 2007

Espora

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Já temos um logo para o fabuloso Campeonato Gaúcho. É claro que não é de nossa autoria. A sorte é que temos um gênio trabalhando pelo futebol.

Não temos exclusividade sobre a imagem, mas recebemos o aval do criador, o mais que conhecido e mais que brilhante Eduardo Menezes, que apresentou a peça no mesmo post em que indicou a evolução da pelota usada no torneio, que deve seguir essa linha:


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Segundo o autor, nada salva o torneio que é disputado com uma bola amarela. Para quem ainda se recuperava do choque que foi a bola laranja do ano passado, foi um golpe duro. Ao menos pude entender a lógica da fabricante, que está seguindo o espectro de cores e muda a tonalidade a cada ano. Era para começar no vermelho, mas como os gremistas iriam reclamar ,essa etapa cor foi ignorada.

Já tentamos atrair sua genialidade para nosso uso exclusivo, mas a impossibilidade de oferecer férias nas Ilhas Canárias impediu a contratação do seu passe.


Em campo

Grêmio continua em chamas, atropelando todo mundo. Mas que foi falta no goleiro, ah, isso foi. Tuta mostrou que sabe fazer gols e sua velocidade surpreeende para quem já o viu em outras jornadas. Carlos Eduardo naturalmente sente a pressão, após as primeiras grandes atuações. É normal. Saja ainda não pôde mostrar se capacidade, pois a defesa gremista tem sido pouco acossada.

Inter B perdeu para o Juventude, mas fez sua melhor partida. Os colorados não mereciam a derrota, mas fizeram bem pouco para ganhar também. O zagueiro Tite já havia me agradado contra o Glória e ontem foi bem de novo, apesar de ter falhado nos gols, tanto quinta-feira quanto ontem, no primeiro do Ju . Mas é a vida, ele é guri e um dia aprende. O time do Jaconi me decepcionou profundamente.

Cristian Borja, o primo do Rentería, estreou contra o Glória. Sensacional, quase chorei quando ele se engalfinhou com uns defensores. Quando Abu marcou o gol, meu coração ficou engasgado, achei que era ele. Nem consegui esconder certa decepção com o fato de não ter sido.

Ma so que importa mesmo é o Guarany, de Bagé, que soma oito pontos, com duas vitórias e dois empates em cinco jogos. Está em terceiro no Grupo 1, um ponto atrás dos líderes Juventude e Ulbra. Melhor time.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 8:56 PM | Comentários (23)

Ferro nele

O futebol brasileiro ainda me causa orgulho. No clássico entre Comercial e Botafogo, o sensacional Come-Fogo, o goleiro Marcão, do Botafogo, foi agredido pelo gandula com uma barra de ferro. O jogo era válido pela Série A-2 do Campeonato Paulista.

Como o Comercial, dono da casa, estava vencendo, os gandulas passaram a retardar a reposição de bolas. Mesmo após advertência do árbitro, a sitação continuou. A certa altura, o goleiro correu, aparentemente indignado, em direção às bolas colocadas atrás do gol. Lá estava o gandula, armado com uma barra de ferro. O arqueiro passou por ele, com a intenção de apanhar uma redonda.

Na passagem o gandula desferiu um golpe esteticamente perfeito, com um giro de 180 graus, a barra paralela ao solo, usando toda a envergadura do braço. A barra atingiu as costas do goleiro. Se fosse uma espada tinha partido o goleiro em dois, troncos e braços separados das pernas e da cintura. O gandula foi preso. O Comercial venceu por 1 a 0.

Impedimento apóia gandulas mais atuantes.

E o futebol ganhou mais uma história fantástica.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 1:13 PM | Comentários (6)

La 'V'

Estive fora por longas três semanas. Durante a minha ausencia, Douglas Ceconello consagrou impropérios contra um dos meus clubes favoritos na face da terra, o nem sempre bem reconhecido:

CLUB ATLÉTICO VÉLEZ SARSFIELD

Claramente há uma impressão distorcida por parte do Douglas, o Vélez é muito mais que isso.
Em forma de resumo, elenco a seguir os pontos que considero importante citar na hora de defender o CAVS.

1 - "Un equipo de barrio, jugando a lo grande" é um dos motes do clube, isto diz muito.
Não so Nueva Chicago, mas tambem o Chacarita é um rival historico. Já apanharam muitas vezes nas imediações da estação Liniers do trem metropolitano.
E nao é apenas de um bairro, mas de vários. Desde a Floresta até Liniers, passando por Villa Luro, Vélez Sarsfield, Villa Real, Monte Grande e Versailles, o Vélez esta presente em todos eles. A presença dos nomes dos barrios nos cantos, nos trapos e nas pichações em cada muro branco confirmam a 'inserção local' na zona oeste da capital. E não só da capital. Merlo, Ciudadela e Morón também são localidades onde a 'V' se faz presentes.

2 - O estádio é o melhor da capital, levando-se em consideração os aspectos para os profisionais e para os torcedores. Poderia ter maior capacidade, mas de toda forma, é um baita estádio. Funciona muito bem como panela de pressão. A arquibancada poderia ser menos inclinada, mas é interessante ver um jogo por cima do alambrado, fato impossível em oitros estádios de lá.
O sistema de som é o melhor do país. Não por acaso, sedia muitos shows nacionais e internacionais. Quando a questão é primar pela qualidade do som, as produções artísticas se inclinam pelo Amalfitani em vez de ir pro River ou pro Obras.

3 - Não e considerado um 'grande'. Mesmo assim o é de fato. A torcida não esquece disto e recorda aos cuervos de San Lorenzo que, para ser grande, é necessário ganhar pelo menos a Liber.

4 - É um clube que aparenta manter a 'dignidade' e preserva a tradição de origem italiana do início. Nao esquecer de onde se vem é uma bela fórmula para nao se perder no futuro. Na parede acima das tribunas e dos espaços da imprensa, podem ser vistas todas as evoluções do escudo do clube e o antigo tricolor em vermelho-verde-branco foi substituído pelo azul-branco. Apesar das cores diferentes, a Itália está presente no Amalfitani, a começar pelo antigo herói homenageado com o nome do estádio.

5 - Na pracinha em frente ao estádio, as árvores sempre contam com faixas de apoio ao clube por parte dos torcedores, anônimos e os integrantes da 'pandilla'. Da concentração, o jogador que observa a praça, tem sempre a sua frente uma mensagem de carinho e apoio, que deve servir nas horas importantes.

6 - Deixei por último o lado místico do lugar. Liniers é o bairro da fé.
A igreja de San Cayetano, um dos santos mais cultuados do país (é o santo do 'Pan, paz y trabajo'), recebe mais de dois milhões de fiéis (ou nem tanto) no domingo de agosto que é destinado a sua homenagem.
Como se não fosse bastante, do outro lado da rua, várias santerías oferecem os mais diversos artigos de religião, desde o mais clásico rosário católico até o mais forte caboclo de encruzilhada.
E é claro que esta presença tão próxima ao estádio invade seus portões quando isto se faz necessário.

Ainda com a imagem do tio taxista ao meu lado na popular, do telão gigante com as mega caixas de som ao lado e de Mauro Zárate, Papa e La Volpe comemorando o terceiro gol.
Saúdos, Vitor VEC

Publicado às 3:25 AM | Comentários (8)
fevereiro 1, 2007

Perdigón?

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Que beleza é o futebol. Agora, Perdigão pode ir para o Boca Juniors, notícia que surgiu com ares de piada e foi tomando forma até que me acostumei a pensar em "Perdigón". "Não quero ficar conhecido como animador de torcida", falou dia desses o maior incentivador da torcida colorada em 2006.

Contratado junto ao 15 de Novembro, Perdigão é muito bom jogador, segundo volante ou terceiro homem de meio-campo que sempre joga com extrema inteligência, é dono de um passe primoroso e gosta de ficar com a bola no pé, mas peca na marcação.

No Inter, fez grandes jogos, mas levou muitos cartões vermelhos e acabou queimado com a comissão técnica. Gosta de um trago, mas perece ter noção das coisas e saber se controlar. Agora, pode desfilar seu corpo de botijão pelas canchas argentinas e sul-americanas e, pasmem, se ovacionado por Maradona em plena la Bombonera, após deixar Palacio na cara do gol contra o River Plate.

Mas fiquem tranqüilos, o espírito maloqueiro criou raízes fortes no Beira-Rio. Hoje, pela primeira vez, o atacante Cristian, PRIMO DO RENTERÍA, ficará no banco de reservas. Exigirei seu ingresso antes do começo da partida, ao longo dos 90 minutos e depois vou para a saída do vestiário vestido de saci.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 3:10 PM | Comentários (21)

Bandeira preta

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Como já virou costume no Brasil, o São Paulo atravessou a negociação entre Grêmio e Jorge Wagner e já apresentou o ex-colorado em seu site. Depois da reformulação da lei de transferência de atletas, a maioria dos clubes já se meteu em negócios alheios, mas o que chama a atenção é a freqüência das intervenções do tricolor paulista.

É claro que a questão financeira sempre fala mais alto. No caso de Jorge Wagner, tinha mais importância ainda, pois o Inter havia colocado uma cláusula com multa de 3 milhões de dólares. Numa futura briga judicial, esse dinheiro poderia sair até do bolso do jogador.

Outra coisa que não estão levando em consideração é que certamente o jogador seria hostilizado pela torcida do Inter. Não que ele tenha algum respeito pelo clube do Beira-Rio, todos sabemos que é um mercenário, foi mais por medo mesmo.

O Grêmio também deu sua contribuição para a lambança ao ficar tratando do assunto abertamente durante semanas. Bom jogador que é, Jorge Wagner é cobiçado por muitos clubes e desperta o desejo de tantos outros.

Quero deixar bem claro que é normal dois times brigarem por um jogador. Mas o São Paulo não tem feito isso. Ultimamente, o clube paulista espera um jogador acertar com um clube, vai lá e propõe um valor mais alto. Quando uma agremiação está praticamente fechada com um atleta, é uma questão de cavalheirismo aguardar o resultado.

Mas sei que eu vivo em outra época.

Não preciso dizer que a tira é do Laerte, a pessoa mais genial que já nasceu no Brasil.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 11:31 AM | Comentários (24)
janeiro 30, 2007

Mais um que se foi



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Não adianta. Devemos estar sempre atentos a todas as competições ou corremos o risco de não vermos em nossas canchas verdadeiros craques que surgem. Nem bem começam a atuar e já se vão para o hemisfério norte. Dessa vez foi Cavani, atualmente no Danubio e grande destaque do Uruguai no Sul-Americano Sub-20.

Edison Cavani, que completa 20 anos em 14 de fevereiro, asisnou contrato de cinco anos com o Palermo. O clube italiano pagará 4,5 milhões de euros so Danubio. Também a Juventus tinha interesse no atleta.

Mesmo com a não obtenção da vaga pela Celeste, Cavani foi um dos principais destaques da competição, acabando como goleador, com sete gols.

Conforme se vão os talentos, também as equipes promissoras têm seu ciclo interrompido. O Danubio, grande campeão do Apertura uruguaio, já havia perdido o meio-campista Juan Manuel Salgueiro, que foi para o Necaxa.

Também o Colo Colo, que fez um brilhante segundo semestre, já perdeu o melhor jogador chileno da temporada, Matías Fernández, que atualmente enverga a 7 do Villarreal.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 4:33 PM | Comentários (2)

ELE estava no meio de nós

Pense rápido e responda: quantas vezes você já se arrependeu na vida por ter a chance dourada de dizer a alguém o quanto essa pessoa é especial para você, e não fazê-lo?

Pense no quão dolorido é guardar no peito a mágoa por uma palavra reprimida. Ações equivocadas, exteriorizadas, provocam desde uma leve ressaca moral até traumáticos términos de noivado. Porém o solo abrasador das nossas entranhas a tudo digere, disso temos certeza. Não há mal que dure para sempre. De fato, espinhoso, mesmo, é o não-dito, a atitude contida, o calar que sufoca a explosão, a cautela que inibe a ousadia majestosa. É o excessivo cuidado que nos tolhe a própria vida.

O não-realizado, esse sim, arde para sempre, com o gosto amargo do sonho podado.

Felizmente, em meio à confusão etílica que inundava as sinapses do meu cérebro e os acordes dissonantes das guitarras e cornetas que emanavam de um trio elétrico, neste domingo último, pude olhar no fundo dos olhos da Besta do Apocalipse e abrir meu coração.

Dinho.

O Cangaceiro. O Bandido do Sertão. O Terror dos Firulentos. O Chupa-Cabra. O Colecionador de Ossos.

O Marginal da meia-cancha. O Anti-herói da Azenha. O Wolverine caboclo. O Emissário da Morte.

O Deus, ou melhor, o Anjo Caído da raça gremista. O nome de uma era. O homem que me fez vibrar com uma voadora tanto quanto com um gol. O homem que dez anos depois de uma das mais apoteóticas batalhas já vistas nos gramados do auto-intitulado país do futebol, ainda sentiu gosto de sangue na boca a ponto de avançar sobre seu antigo rival em uma casa noturna e reeditar uma peleja inconcluída perdida no tempo e no espaço, e proclamar: “Para mim, não está acabado!”.

Dinho. O Huno da Libertadores, com três troféus no armário. O Dinho dos Cartões Vermelhos. O Dinho, jamais esqueçamos, que dava a verdadeira e velada segurança para que Juninhos, Palhinhas e Raís brilhassem no pretensamente cândido São Paulo do finado Telê. Dinho, jamais percamos de vista, da Seleção Brasileira.

Sinceramente, quando recebi o convite para integrar o camarote VIP da Prefeitura de Capão da Canoa em recente evento carnavalístico-Bahia-emulator, em uma cinzenta Avenida Beira-Mar de um final de semana repleto de mormaço, pensei que seria a oportunidade de - como tantas em minha vida - encher a caveira de cevada for free rodeado de pessoas queridas e música ruim. Foi mais do que isso.

Absolutamente despreocupado com a ausência de uma das atrações (dizem que o vôo do Araketu teve problemas no aeroporto de Salvador e a trupe não conseguiu deixar a capital baiana a tempo), e preocupado, sim, com as reposições de cerveja geladíssima no camarote, minha íris filmava a folia gaudéria de inspiração soteropolitana com um certo ar que misturava contemplação reflexiva e momentos de requebrar frenético e desajeitado. Em um dado instante, eu e o amigo que me acompanhava na empreitada decidimos que não haveria possibilidade de freqüentar um evento como esse sem dar ao menos uma conferida no frege dos popularescos, e nos permitimos uma ousada excursão ao chão, território hostil onde nossos abadás diferenciados e nossas pulseirinhas não valiam absolutamente nada. E foi em meio aos pulos atrás do caminhão de uma renovada Banda Eva que o avistamos. Minha prima (outra das integrantes do camarote da corte praiana) ainda reforçou a convicção, perguntando, diante de nossos olhos incrédulos, se aquele que ali dançava e bebericava na latinha de Skol ao lado de uma ouriçada loirosa não era “alguém” no hall of fame gremista. Era mais do que “alguém”. Era ELE.

Por um momento pensei em manter minha política pessoal (altamente praticada quando me encontro em areias cariocas) de, aconteça o que acontecer, NÃO IMPORTUNAR celebridades.

Porém, pensei na minha já desbotada camisa da Penalty com o cavalinho da Renner em ambas as mangas; pensei em cada duelo com o Palmeiras vencido com afinco e acompanhado em clima de Instituto de Cardiologia, pela televisão; pensei, principalmente, na época da minha vida em que não havia contas de luz para pagar, não havia Mestrado, não havia clientes telefonando: a época da minha vida em que, pelos corredores do Colégio Bom Conselho, apenas o futebol importava de verdade. E nesses dias dourados em que o esporte bretão era tudo, meu time, o MEU time, tratou de proporcionar um dos maiores amores correspondidos que alguém pode ter. O Grêmio tinha a equipe mais incrível do mundo. Eu precisava transmitir um pouco disso ao Dinho.

Caminhei decidido até ele, como quando ele próprio fazia rumo ao DESMONTE das pernas dos meias-atacantes faceirinhos. Esperei uma brecha entre ele e a moçoila rebolativa e me posicionei cara-a-cara com o demônio. Só depois do ato involuntário me dei conta de que não é muito interessante ter um desconhecido infiltrado bruscamente entre alguém e sua pegada em meio a uma micareta em que todos os presentes se encontram entorpecidos alcoolicamente. Seu olhar me fulminou e nem nos vários assaltos que já sofri me senti tão próximo da morte.

Aproximei-me do ouvido de Dinho conformado em receber, talvez, em resposta, uma mordida em minha jugular que me drenaria o sangue inteiro. Não foi o caso. Gritando para tentar superar os versos de “Arerê”, rapidamente deixei a emoção fluir e sustentei para o Dinho o quanto ele representou na minha vida, o quando ele inspirou meu estilo de jogo e o quanto ele fez pelo orgulho daqueles que, como eu, primam pelos rasos limites técnicos com a redonda nos pés: ele, Dinho, é uma espécie de figura arquetípica que serve de redenção para os toscos do mundo inteiro. Dinho é, foi, e sempre será um vencedor.

Revelei para Dinho, sem medo de ser feliz, o quanto o admiro, o quanto vibrava com sua figura mítica em campo, o quanto de carinho tenho por uma fase da minha existência em que ele foi um dos protagonistas maiores. Os gregos tinham Zeus, Hermes e toda a árvore genealógica do Monte Olimpo. Eu tinha Jardel, Arce, Arílson. Eu tinha DINHO.

O CÃO me fitava imóvel. Terminada minha ladainha (que, admito, não sei se durou quarenta segundos ou duas horas, tamanho o acelerar de meus batimentos), ele bebeu mais um gole de sua cerveja, sorriu com o canto da boca (como fazem os vilões), e ostentando um olhar inabalavelmente pétreo (mas carregado da sinceridade de menino nordestino que ainda reside em algum lugar daquela alma) disse, simplesmente: “Obrigado”.

Afastei-me com receio de importunar MAIS o colosso, e por isso me despedi, com a certeza de que aquele momento ficará para sempre em mim, sem a exuberante pretensão de que ele também sentiria algo parecido. O Dinho jamais sentiria algo parecido. Dinho jamais sentiria ALGO, aliás. Dinho, conforme resultados de recente exame de DNA, é o PAI de Chuck Norris.

Importante salientar que ao lado de Dinho havia também o importantíssimo (porém, diante da situação, quase irrelevante) CARLOS MIGUEL. Carlos Miguel que guarda uma ESTRITA semelhança com o Rei Pelé: são os dois únicos ex-atletas no mundo que mantêm o mesmo peso mesmo depois de anos de inatividade. Pelé, aos 65, continua com corpo de guri. Miguel, quase uma década após o fim da carreira, segue com o corpo de quando jogava, ou seja, pesando algo parecido com o que pesa alguém sedentário de 65 anos.

Mas isso é outra história.

Texto enviado pelo leitor Gabriel Divan.

Publicado às 2:46 PM | Comentários (29)

Guerra dos mundos

Finalmente, temos aqui a participação desse que voz fala e de Antenor Savoldi no programa Por volta do meio-dia, que foi ao ar no dia 30 de dezembro na Rádio da Universidade.
O debate abordou o futebol sul-americano e lá estivemos erguendo a bandeira do Impedimento.

O apresentador foi o companheiro de zaga do futebol de salão, Gustavo Xinho Faraon, e na ponta-esquerda estava Leo Ponso, ambos jornalistas de extrema categoria e não muito afeitos a embaixadinhas.

Atentem para o contexto: a gravação ocorreu no dia 19/12, dois dias após a conquista colorada no Japão. O convite foi feito antes da final. Era uma sorrateira arapuca para o único seguidor do Inter sentado à mesa, armada no embalo do favoritismo catalão, que ruiu como pó diante dos óculos escuros de Abel Braga.

Antenor, nosso eterno âncora, foi brilhante como sempre. Eu estava com a voz estropiada, instantes antes tinha ido ao Beira-Rio para quase morrer de calor, depois de alguns dias anestesiado de prazer e alegria extremos.

Aproveitem.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 12:34 AM | Comentários (9)
janeiro 28, 2007

É melhor devolver logo



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A notícia não é nova, mas sempre merece destaque. Ainda mais agora que a diretoria do Bahia, temendo a reforma do estatuto que pode dar direito de voto aos associados, pretende expulsar quatro possíveis candidatos oposicionistas do quadro social do clube.

Os oposicionistas são o engenheiro Fernando Jorge Carneiro, o jornalista Nestor Mendes Júnior, o empresário Jorge Pires e o psicanalista Edmilson Gouveia, o Pinto, que denominou o arbítrio da diretoria de "AI-5 azul, vermelho e branco", em referência ao ato institucional da ditadura brasileira, decretado em 1968.

Em novembro de 2006, o radialista e torcedor do Bahia Mário Kertész iniciou na Rádio Metrópole a campanha "Devolva Meu Bahia", que exigia a renúncia imediata de Petrônio Barradas, homem que comanda e continua dilapidando o clube e é ligado ao grupo de Paulo Maracajá, que por sua vez anda na cola de Antônio Carlos Magalhães. Coronelismo pouco é bobagem.


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Em 24 de novembro, milhares de torcedores foram até a Praça Castro Alves em um evento pacífico, talvez inédito na história do futebol brasileiro. Agora, iniciado o Campeonato Baiano, as torcidas organizadas promoveram o movimento "Público Zero", que contou com ampla adesão e levou apenas 197 pagantes para a estréia do Bahia. A torcida do Esquadrão de Aço, conhecida por lotar a Fonte Nova, agora mostrou sua força fazendo justamente o contrário.

A diretoria ainda não renunciou, mas não resta dúvidas de que começou a ruir ou, no mínimo, apertar as calças.

Impedimento apóia integralmente a indignação dos torcedores.

Eu também, desde que não venham ao Beira-Rio ganhar outro Brasileiro.

Acompanhe o desenrolar da situação aqui:

Manifesto na Rádio metrópole.

Bahia Livre e EcBahia, sítios independentes da torcida tricolor.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 2:56 PM | Comentários (8)
janeiro 25, 2007

O dia fatal



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E chegou o momento que todos colorados já pressentiam - os mais sábios e leves de coração temiam. Para alegria da maioria dos falsos entendedores de futebol, Rentería foi negociado com o Porto por 1,5 milhão de euros e agora vai dançar em outras canchas.

Pelo menos ele não vestirá outra jaqueta sul-americana e assim um terrível enfrentamento com o clube que o adotou tem bem pouca chance de ocorrer.

Defendo que ele e Fabiano Cachaça deveriam receber pensão vitalícia do Inter por encarnarem de forma tão singela e natural a identidade do clube. Por levantarem o Gigante quando arrancavam furiosos pelas pontas do campo.

Quem fica feliz com a saída de Rentería não sabe que o futebol gaúcho e brasileiro ficará mais triste, mais politicamente correto e mais previsível.

Toda segunda-feira matarei um galo em um cruzeiro para te abrir os caminhos nesse mundo, Saci endiabrado.

Meus eternos agradecimentos ao filho de Quibdó já tinham sido manifestados nesse sítio.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 11:22 AM | Comentários (15)
janeiro 24, 2007

Galeria



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Porque todo dia é dia de homenagear El Pibe.


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Desfilando seu melhor futebol


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Apoiando la albiceleste


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Rei da Itália


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Tudo pelo Boca Juniors


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Política não era seu forte


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Furor xeneize a alguma cosita a mais


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"Enfiem as Malvinas no rabo"


Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 6:24 PM | Comentários (9)
janeiro 23, 2007

Mitos

Dura mesmo era a vida dos atacantes naqueles anos 60/70. Eles sabiam que no fim da RS-153, depois de cruzar por campos cobertos de soja, estava Passo Fundo - e lá, à espera deles, sem disposição para mesuras com visitantes, estariam os irmãos Pontes, João (E, na foto) e o mais velho, Daison, uma feroz dupla de centrais. Em campo, todos entendiam por que Daison repetia que para ser campeão um time precisava passar por Passo Fundo. Hoje, a vida parece mais fácil para os atacantes. Jogar em Passo Fundo, na era dos Pontes, era um teste de coragem.


- A gente só não admitia desrespeito - lembra o hoje aposentado municipal Daison Pontes, 67 anos, já sem os cabelos longos de antes, mas com uma forma física que nem de longe lembra a idade.

Desrespeito, no mundo dos Pontes, podia ser um olhar, um sorriso na hora errada, firulas ou uma cuspida, como o atacante Nestor Scotta ousou dar em um jogo Grêmio e Gaúcho. Argentino, habituado a batalhas em seu país, Scotta entendeu no fim do jogo que complicado mesmo era jogar em Passo Fundo


Trecho do excelente texto No futebol de Passo Fundo, Ele era a lei, de Mário Marcos de Souza, que foi publicado no jornal Zero Hora e abriu a muito boa série O tempo em que havia guerra, sobre a história do Campeonato Gaúcho.

No futebol gaúcho, os irmãos Pontes são lendas daquelas que nossos pais contam com prazer. Eram três zagueiros, Daison, João e Bibiano. Dois jogaram juntos no Gaúcho, enquanto o terceiro, mais novo, atuou pelo Inter no começo da década de 1970.

Segundo o pai desse que vos fala, era um grande jogador, que uma vez fez um gol contra e ficou muito furioso. Quando a partida foi reiniciada, pegou a bola, driblou meio time adversário e empatou o jogo.

Quem quiser ler toda a matéria, aqui está.

Aconselho os leitores a acompanharem toda a série.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 3:22 PM | Comentários (9)
janeiro 22, 2007

Alguns acertos, os mesmos erros

O técnico-anão Dunga convocou a seleção brasileira que enfrentará Portugal no próximo dia 6, em Londres. A novidade é o retorno do funkeiro de Milão, Adriano, que foi chamado após marcar uns míseros gols. De novo Robinho está presente, e a relação entre Dunga e Impedimento começa a ficar desgastada.

Todas as pessoas razoáveis sabem que Robinho só jogou algumas coisa em 2002, antes de entender que era craque. No Brasil, é muito comum ouvir dromedários comentando na imprensa que "só Capello não gosta de Robinho". E é justamente por isso que ele é um técnico de ponta e vocês dividem programas esportivos com Muller e Marcelinho Carioca.

No mais, também todos devem ter a noção que não existem grandes goleiros brasileiros. Em quatro anos, podemos ter Renan (Inter), Cássio (Grêmio) e Diego Cavalieri (Palmeiras) prontos para vestir a 1 na Copa da África do Sul e não sermos comidos por leões, como profetizou Fernando Vanucci.

Não gosto de Elano, mas ele merece ser convocado. Menos mal que enterraram aquele outro morto, o Renato, ex-Santos. Vejo como necessário mesclar novos atacantes juntos aos mais experientes para não ficar sempre na dependência dos mesmos malditos mercenários.

Tinga é um grande jogador, mas não percebo coerência na sua convocação após Dunga ter afirmado que não adianta chamar quem não poderá estar no próximo Mundial. Mas vou lá eu entender a cabeça de alguém que se preocupa com moda.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Confira a lista de convocados:

Goleiros
Helton (Porto)
Júlio César (Inter de Milão)

Laterais
Daniel Alves (Sevilla)
Maicon (Inter de Milão)
Adriano (Sevilla)
Gilberto (Hertha Berlin)

Zagueiros
Alex (PSV)
Juan (Bayer Leverkusen)
Lúcio (Bayern de Munique)
Luisão (Benfica)

Volantes
Edmílson (Barcelona)
Gilberto Silva (Arsenal)
Dudu Cearense (CSKA)
Tinga (Borussia Dortmund)

Meias
Elano (Shakhtar Donetsk)
Diego (Werder Bremen)
Kaká (Milan)
Ronaldinho (Barcelona)

Atacantes
Robinho (Real Madrid)
Adriano (Inter de Milão)
Rafael Sobis (Betis)
Fred (Lyon)

Publicado às 5:29 PM | Comentários (24)
janeiro 15, 2007

Quase insubstituível



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Caso se confirme a saída de Fabiano Eller para o Atlético de Madrid, como noticiou o jornal Zero Hora, o Inter enfrenta a primeira grande baixa na equipe campeã mundial. E não adianta tentar subestimar a perda porque não há no grupo jogador com qualidades para substituí-lo.

E certamente não há no Brasil um zagueiro que esteja em melhor momento que Fabiano Eller. Quando ele chegou ao Beira-Rio, no início de 2006, recebi a notícia com certo desdém. "Zagueiro lento", "metido a jogador clássico", "bruxo do Abel".

Bem, não apenas queimei a língua como não tive problemas para admitir que ele tornou-se um dos melhores defensores a envergar a camisa vermelha. Mostrou-se um zagueiro técnico, mas sem deixar de impor respeito e jogar duro. Com Bolivar, fez uma dupla brilhante na Libertadores. Foi eleito o melhor na posição no Brasileiro e esteve impecável na final do Mundial contra o Barcelona. Hoje, é imprescindível.

Quando Bolivar saiu, após a Libertadores, poucos e desesperaram porque Índio era um reserva capacitado, praticamente no mesmo nível. Agora, a situação é diferente. Não creio que Rafael Santos tenha condições de ser um bom substituto. E sair tresloucado para contratar por Argentina e Uruguai não me parece adequado.

Entendo a estratégia da diretoria colorada, de barganhar para não fazer loucuras, mas melhor seria ter aberto o cofre para pagar a grana que os turcos pediam. A menos que o jogador tenha inclinado-se para a proposta da Espanha. Daí não teria jeito, e ele merece queimar no inferno de mediocridade que é o Atlético de Madrid.

Em tempo: não confio no jornal Zero Hora como fonte de notícias esportivas. As "barrigadas" do periódico são mais freqüentes que o aceitável.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 11:21 AM | Comentários (6)
janeiro 12, 2007

Esquizofrenia

O futebol brasileiro anda cada vez mais divertido. O jogador Carlos Alberto Gonçalves apresentou-se ao Veranópolis, clube do Interior gaúcho, alegando ser o atacante Pena, ex-Palmeiras e Botafogo. Depois de alguma discussão e uma passagem pela Polícia Civil, a situação foi resolvida.

Como se já não bastasse a dificuldade em fazer futebol no Interior, os clubes ainda precisam lidar com loucuras ocasionais. O Veranópolis procurava o atacante Pena, 34 anos, para jogar o Gauchão. Mas quem se apresentou foi Carlos Alberto Gonçalves, o Edu Bala, que já tinha até atuado pelo VEC em 2005. O atleta, louco por uma grana, alegava ser Pena.

A demência durou uma semana. Ele prestou depoimento na Polícia Civil, mas foi liberado porque teria mentido apenas o apelido, o que não seria falsidade ideológica. Na polícia, apresentou os documentos verdadeiros. Ainda segundo o jogador, ele teria passado a adotar o apelido Pena recentemente. Nenhum sentido. Ele e o empresário tiveram que devolver os 4 mil que haviam surrupiado do Veranópolis.

Coitado do presidente do VEC, Gilberto Generosi, que declarou: "- Ele treinava de boné enterrado na cabeça, afastado dos demais. Contava da vida como se fosse o verdadeiro Pena".

Não dá nem mais para contratar em paz. Certamente daqui a uns dois anos aquele atacante Roma vai pedir emprego no Pelotas alegando ser o Romário em busca do Gol 2.000.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 5:53 PM | Comentários (4)

Larguei!!!

Logo de escrever a nota anterior, leio o que segue abaixo:

Bossio entrou em acordo com o Lanús e seguirá sua vida de forma mais tranquila, segura e serena na Fortaleza de Lanús.

Isso sem falar que a Liber também está sendo buscada pelo próprio Lanús, com a diferença de que os granates jogariam no continente apenas em 2008, no caso de conquistarem a vaga ao final desta temporada.

Com isso, Saja segue no San Lorenzo, mas com um pé fora. Apesar disso, inicia a temporada de titular no amistoso de hoje contra o Independiente em Mendoza.



E, na sequencia, leio isso:

Lanús abandona Saja porque acerta com Bossio porque este não vem a Porto Alegre porque Carini acertou com o Grêmio.
Afinal, então Carini vem? Estou confuso, voltarei a me calar enquanto não haja definição sobre o assunto.



Habemus You Tube
Ainda bem que tenho acesso ao YouTube novamente
http://www.youtube.com/watch?v=R-IqOcxNQEA

Aos 5 minutos e 30 segundos.
Melhor que Pelé contra Mazurka em 70.



Larguei!!!
De momento, a partir de hoje, por volta das 18h30, começo a gozar das inevitáveis e merecidas férias até 5 de fevereiro.

Domingo me afasto do país pela via terrestre e chego a Buenos Aires. Aproveitando o tempo livre, tratarei de costurar alianças, negociar com jogadores e aproveitar o ambiente cultural da cidade.
Eventualmente, aparecerei por aqui, através da internet x $1 a hora. Depois de devorar uma original pizza 'de mussa' do uji's e antes de voltar ao Hotel Orense.

Não se surpreendam se, até o fim do mês, o Juventude importe algum centroavante. Pode ser o Pavone, quem sabe...


Saúdos, Vitor VEC

Publicado às 4:00 AM | Comentários (8)

Bossio, cordeiro de Deus

O drible que a diretoria do Grêmio deu na imprensa local fará com que o goleiro seja, desde já, o jogador mais odiado do estado.

Ontem, por volta do meio-dia, quando foi veiculado que Bossio poderia estar chegando ao Olímpico, nos programas esportivos das rádios porto-alegrenses do horário, comentaristas de todas as emissoras já tratavam de desmerecer, avacalhar e esculhambar a contratação, a carreira e a qualidade do goleiro. E nada disso terá sido culpa do jogador.

Chegará em Porto Alegre, verá caras amassadas, virará a cara e se encontrará com o torcedor. Este será sua defesa até que cometa sua primeira falha.

O resto da história já conhecemos, será odiado cada vez mais, principalmente pelos lados da sócial e das cadeiras, que se fazem ouvir melhor pela diretoria. Deixará o clube no ostracismo no final do ano, após ter sido relegado do grupo principal.

No regresso a Buenos Aires, será entrevistado por Miguel D'Alesio no 'El Alargue', nos 910kHz da La Red, e dirá que passou por uma experiência má nos gramados brasileiros. Acabará contratado por um Defensa y Justicia, por exemplo, e conseguirá mais um ascenso. Pendura as chuteiras na temporada 2008/09 com boas recordações dos tempos iniciais, nem tanto dos tempos finais da carreira profissional.



E tudo isso por culpa dos profissionais (Nem tanto assim. Por comportamento, bem menos profissional do que eu, por exemplo) da imprensa esportiva porto-alegrense. Atiram pedras sem sequer saber se há pecado já que não há sequer um que saiba do histórico de Bossio.

Não conseguem nem puxar pela memória os confrontos entre Lanus e Corinthians pela Suda, onde foi figura e ajudou a segurar o 0-0 no Morumbi e matar por 4-2 na Fortaleza de Lanús. A Globo mostrou pro país inteiro e não faz nem 4 meses.

É lamentável!

Saúdos, Vitor VEC



P.S.: Só pra complementar enquanto a insônia me mantem acordado.
As últimas duas vagas para a Liber serão definidas hoje a noite/madrugada, quando se matarão pela vaga continental:

Necaxa - Jaguares de Chiapas
América - Tigres

Dale comandante Marcos, que poderá sequestrar Muricy e o S.Paulo inteiro quando se enfrentarem pelo grupo 2.

janeiro 11, 2007

Balaio

Quanto desgosto para uma mãe. Foi descoberto o primeiro "gato" da Copa São Paulo de Futebol Júnior. O jogador, que defendeu o Guarany-SE, usava o documento de identidade de seu irmão, morto em 2003. Já o Vitória-ES contra-atacou e contratou LAION, ex-Bahia.

O jogador do time sergipano foi suspenso, mas a quipe continua na competição. Jacir Souza Soares usou a identidade do irmão Giovani para mascarar que na verdade tem um anos a mais do que se permite para jogar o torneio. O caso foi registrado na delegacia de Araraquara, como falsidade ideológica.

É provável que não tenha sido o jogador a ter essa brilhante idéia. Deve haver algum empresário de terno sujo e engordurado por trás disso.

Uma breve explicação: os jogos da primeira fase nos dão razão para ignorar o início do torneio. Quando começar a ficar bom, lá pelas oitavas-de-final, começaremos a dar mais atenção.

Falando em felinos, o Vitória-ES contratou LAION, 18 anos, atacante gaúcho que estava no Bahia. Ele disputará o Capixaba, a Copa do Brasil e a Série C.


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Jogador defenderá as cores do Vitória


Há boatos de que o Estrela do Norte esteja tentando responder com a contratação de MUMM-HA, que na versão brasileira ficaria em algo como Munrá e tentaria impedir o triunfo dos Thundercats na busca do bicampeonato.


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Estrela do Norte já fez proposta


Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 12:00 PM | Comentários (7)
janeiro 8, 2007

O futebol e as mulheres

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Da arte de escalar a albiceleste.

Vejam a notória firmeza da arqueira e a imposição das defensoras colocadas próximas dela. E a capitã do time, então, chamando - provavelmente um brasileiro - para o combate.

Já pensaram nesse time nas mãos de Coco Basile? Ele faria a preleção cantando um tango com sua voz de Jack Daniels e morreria no túnel, vendo as donzelas subirem para o gramado do Monumental.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 1:29 PM | Comentários (7)
janeiro 5, 2007

Passando a broca

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Parece que entre obturações e tratamentos de canal, Ronaldo Gordo está dando uns pegas na sua dentista. Agora falta ele conseguir também uma nutricionista e uma psicóloga.

Acredito que ela não se conteve com o riso espontâneo do craque e rendeu-se aos encantos da arcada dentária mais desejada das bandoleiras do futebol.


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Unidos até que nasça o último siso


Reparem na cara de alucinada da guria. Tem ares de quem adora aplicar uma anestesia no céu da boca.

Agora eles permanecerão juntos até que a primeira cárie apareça. Tá certo. Como disse o Renato Gaúcho, tem mais é que passar o trator, mesmo.

Saudações,
Douglas Ceconello.


Publicado às 2:42 PM | Comentários (4)
janeiro 4, 2007

O futebol e as mulheres


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Da arte de cobrar um arremesso lateral.

Observem que esforço, que movimento exato e pleno de convicção.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 12:03 PM | Comentários (17)
janeiro 2, 2007

Tricolor gaúcho começa a formar o time para a Copa

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Com a apresentação do zagueiro argentino Schiavi, o Grêmio começou de fato a montagem do time para a Libertadores. Acredito que o atleta pode ser fundamental para o desempenho da equipe na Copa.

O ex-Boca Juniors foi recebido com pompa pela torcida tricolor, historicamente identificada com os argentinos. E, realmente, talvez Schiavi represente mais do que uma simples contratação. Pode servir de motivação para alcançar os resultados que os gremistas esperam, e da forma como preferem fazer isso: com alguém de língua espanhola que não tenha vergonha de dar umas chegadas fortes em atacantes maliciosos

Não sei como anda jogando o xerife Schiavi. Se for 70% do que era na Bombonera já será uma grande contratação e pode auxiliar muito no clima de Libertadores.

Quanto ao resto do time, é preciso esperar. O Grêmio perdeu muitos - e importantes - jogadores. Evaldo, Maidana, Jeovânio, Hugo, Rafinha, Alessandro, Escalona, Ricardinho e Rômulo deixaram o Olímpico. Em contrapartida, além de Schiavi, chegaram Douglas e Diego Souza. Kelly deve ser o próximo. O goleiro uruguaio Carini pode ser contratado, além do lateral-esquerdo Marcão, ex-Atlético-PR. Há especulações ainda sobre Marcelinho Paraíba.

Vejamos como seria o time do Grêmio com os contratados e mais uns possíveis reforços. 4-5-1, como prefere Mano Menezes. A escolha dos atletas é a minha, portanto passível de retificações e discordância.

Carini; Patrício, Schiavi, Willian e Marcão; Diego Souza, Lucas, Tcheco, Leo Lima e Ramon; Marcelinho Paraíba.

É uma equipe acima da média nacional, com condições de fazer grande campanha em qualquer competição, dependendo da "liga" que o time alcançar. Antes de mais nada, seria necessário acorrentar Patrício junto ao bandeirinha, liberando o Marcão. Outro fator interessante e decisivo diz respeito ao desempenho de Leo Lima, pois nunca sabemos o quanto vai jogar, e Tcheco, constantemente machucado.

No mais, tenho a intuição de que o Grêmio fará uma campanha boa na Libertadores, mesmo que não traga reforços do nível de Carini e Marcelinho Paraíba. A diferença entre a boa campanha e o êxito pode estar no grupo de jogadores disponíveis, que ainda é insuficiente.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 4:37 PM | Comentários (45)

Mais melhores da temporada

O jornal uruguaio El País divulgou nesse domingo sua tradicional lista de melhores do futebol sul-americano da temporada. Como grande parte dessas eleições, peca por não considerar o desempenho do ano inteiro, privilegiando o segundo semestre, mais vivo na memória dos incautos.

Mais de trezentos periodistas do continente elegeram os maiores destaques da temporada, dentre os quais podemos salientar:

País - melhor time - melhor jogador (time)

Argentina - Estudiantes - Rodrigo Palacio (Boca Juniors).
Bolivia - Real Potosí - Alejandro Jara (Real Potosí).
Brasil - São Paulo - Fernandão (Inter).
Chile - Colo Colo - Matías Fernández (Colo Colo).
Colômbia - Millonarios - Darwin Quintero (Tolima).
Equador - El Nacional - Marcos Mondaini (Emelec).
México - América - Cuathemoc Blanco (América).
Paraguai - Libertad - Cristhian Riveros (Libertad).
Peru - Universitario - Mayer Candelo (Universitario).
Uruguai - Danubio - Ignacio González (Danubio).
Venezuela - Caracas - Alejandro Guerra (Caracas).

O meio-campista Matías Fernández, que jogou pelo Colo Colo em 2006, foi escolhido o Rey del fútbol de América, categoria que o jornal promove desde 1986 e que já teve como ganhadores:

1986: Antonio Alzamenti (URU).
1987: Carlos Valderrama (COL).
1988: Ruben Paz (URU).
1989: Bebeto (BRA).
1990: Raúl Vicente Amarilla (PAR).
1991: Oscar Ruggeri (ARG).
1992: Raí (BRA).
1993: Carlos Valderrama (COL).
1994: Cafú (BRA).
1995: Enzo Francéscoli (URU).
1996: José Luis Chilavert (PAR).
1997: Marcelo Salas (CHI).
1998: Martín Palermo (ARG).
1999: Javier Saviola (ARG).
2000: Romario (BRA).
2001: Juan Román Riquelme (ARG).
2002: José Saturnino Cardozo (PAR).
2003: Carlos Tevez (ARG).
2004: Carlos Tevez (ARG).
2005: Carlos Tevez (ARG).

Sempre afirmo que o Fernández foi um dos melhores que vi jogar nos últimos meses, mas não teve um desempenho superior ao de Palacio ao longo do ano. Como o segundo semestre está mais próximo, escolhem o que é mais fácil.

Confira outros bem votados:

2 - Rodrigo Palacio (ARG) 53.
3 - Fernando Gago (ARG) 50.
4 - Rogerio Ceni (BRA) 45.
5 - Humberto Suazo (CHI) 36.
- Fernandão (BRA) 36.
7 - Juan Sebastián Verón (ARG) 29.
8 - Hugo Ibarra (ARG) 24.
9 - Daniel Díaz (ARG) 23.
- Gonzalo Higuaín (FRA) 23.

A seleção ficou com Rogerio Ceni (Brasil); Hugo Ibarra (Argentina), Daniel Díaz (Argentina), Fabão (Brasil); Juan Sebastián Verón (Argentina), Fernando Gago (Argentina), Rodrigo Palacio (Argentina), Matías Fernández (Chile); Fernandão (Brasil), Gonzalo Higuaín (franco-argentino) e Humberto Suazo (Chile). Bem faceirinho esse time, só pode ser escalado no papel.

Claro que Rogério Ceni aparece de forma totalmente gratuita. Aliás, uma edição da Placar, "histórica", "de colecionador", está nas bancas com o título "Rogério Ceni, o melhor goleiro do mundo". A edição inteira é para ele, como se já não bastasse ganhar metade de todas as edições do ano inteiro. Ri quando peguei nas mãos, mas logo depois fiquei preocupado que crianças venham a ter contato com o material e passem a acreditar em tal infâmia.

Voltando à eleição do El País. Quanto aos melhores times, basicamente - e de forma justa - os escolhidos foram os campeões nacionais. No entanto, mesmo respeitando e vibrando demais com a conquista pincha, na Argentina o Boca Juniors foi o melhor ao longo da temporada.

No Brasil, já ouvi questionamentos acerca do melhor time, Inter ou São Paulo. Da mesma forma que considerei os paulistas destaques de 2005, não hesito em afirmar que o Colorado foi o melhor dessa temporada. Querer equilibrar as coisas é equiparar o Campeonato Brasileiro à Libertadores e ao Mundial juntos. Algo demente, em suma. O melhor é quem ganha mais. Por isso mesmo, considero o São Paulo o time brasileiro da década, com Libertadores, Mundial e Brasileiro, mas em 2006 não há como comparar suas conquistas às do Inter.

Agora, imaginem se os títulos estivessem invertidos, Inter com o Brasileiro, São Paulo com Libertadores e Mundial. Seria feito esse questionamento?

No mais, novamente deixo os votos de um 2007 de muita cotovelada, campo embarrado e fumaça no campo.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 3:54 PM | Comentários (9)
dezembro 30, 2006

Mais um capítulo da campanha "Pára, Romário"

Romário no Vasco novamente seria ruim para todos: para o time de São Januário, que parece ter retomado o rumo do profissionalismo em 2006 e para o próprio jogador, cada vez mais afundado na busca de um recorde sem qualquer sentido.

Romário

Vindo sabe-se de que região do ar, o tigre aparece, dá o seu bote e se esfuma. O goleiro, preso na sua jaula, não tem tempo nem de piscar. Num lampejo, Romário mete seus gols de meia volta, de bicicleta, de voleio, de trivela, de calcanhar ou de perfil.

Romário nasceu na miséria, na favela de Jacarezinho, mas desde menino ensaiava a assinatura para os muitos autógrafos que iria assinar na vida. Chegou à fama sem pagar os impostos da mentira obrigatória: este homem muito pobre deu-se sempre ao luxo de fazer o que queria, apreciador da noite, farrista, e sempre disse o que pensava sem pensar no que dizia.

Agora tem uma coleção de Mercedez benz e duzentos e cinqüenta pares de sapatos, mas seus melhores amigos continuam sendo aqueles inapresentáveis busca-vidas que na infância ensinaram a ele o segredo do bote.

Edurado Galeano, Futebol ao sol e à sombra, L&PM POCKET

Eduardo Galeano escreveu isso quando Romário ainda era digno de respeito pelo que fizera no campo. Indiscutivelmente, um gênio na arte de fazer gols, muito superior a Ronaldo, por exemplo. Se ele parasse exatamente agora, ainda seria bem digno de lembrança, mas parece que está disposto a perder todo o respeito que conquistou com muito custo, na bola e na farra.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 9:00 AM | Comentários (17)
dezembro 29, 2006

Esquadrões

Está na banca a revista Placar com os times dos sonhos de grandes clubes brasileiros. Há equívocos, naturalmente, mas as agremiações ficaram bem representadas.

Obviamente, a grande maiorira de nós não viu muitos desses jogadores atuarem, mas cada torcedor conhece a história de seus ídolos, clubes e de grandes craques de outros clubes. Por exemplo, eu não me atreveria a tirar o Figueroa da zaga colorada, nem o Lara do gol gremista, nem o Reinaldo do ataque do Galo.

Na escalação do Inter, talvez eu colocasse o Winck no lugar do Paulinho e Larry ou Claudiomiro no lugar do Fernandão. Talvez.

Também Zetti seria meu escolhido para o gol são-paulino. E acho meio demais colocar Ronaldinho Gaúcho no melhor Grêmio.

E o Gamarra do Corinthians também não foi tão estupendo como costumava ser. Por fim, Robinho torna o time do Santos um dos piores elencos abaixo expostos.

Desnecessário dizer que os comentários estão abertos para sugestões, reclamações, receitas e contos eróticos.

Saudações,
Douglas Ceconello.


Atlético Mineiro
João Leite, Nelinho, Luizinho, Vantuir e Cincunegui; Cerezo, Oldair e Paulo Isidoro; Reinaldo, Dario e Éder. Técnico: Telê Santana.

Botafogo
Manga, Carlos Alberto Torres, Leônidas, Mauro Galvão e Nilton Santos; Didi, Gérson e Paulo César Lima; Garrincha, Jairzinho e Túlio. Técnico: Zagallo.

Corinthians
Gilmar, Zé Maria, Gamarra, Roberto Belangero e Wladimir; Luizinho, Sócrates, Rivellino e Neto; Cláudio e Casagrande. Técnico: Oswaldo Brandão.

Cruzeiro
Raul, Nelinho, Procópio, Perfumo e Sorín; Piaza, Zé Carlos, Dirceu Lopes e Tostão; Palhinha e Joãozinho. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Flamengo
Raul, Mozer, Aldair e Domingos da Guia; Leandro, Andrade, Adílio, Zizinho, Júnior e Zico; Nunes. Técnico: Cláudio Coutinho.

Fluminense
Castilho, Carlos Alberto Torres, Ricardo Gomes, Edinho e Branco; Didi, Paulo César Lima, Rivellino e Gérson; Telê e Assis. Técnico: Carlos Alberto Parreira.

Grêmio
Lara, Arce, Aírton, Calvet e Everaldo; Dinho, Gessi, Ronaldinho Gaúcho; Renato Gaúcho, Alcindo e Éder. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

Internacional
Manga, Paulinho, Figueroa, Gamarra e Oreco; Salvador, Carpegiani e Falcão; Valdomiro, Fernandão e Tesourinha. Técnico: Rubens Minelli.

Palmeiras
Marcos, Djalma Santos, Luiz Pereira, Waldemar Fiúme e Roberto Carlos; Dudu, César Sampaio, Rivaldo e Ademir da Guia; Julinho Botelho e Evair. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

Santos
Gilmar, Carlos Alberto Torres, Mauro, Alex e Léo; Zito, Clodoaldo e Pelé; Robinho, Coutinho e Pepe. Técnico: Lula.

São Paulo
Rogério Ceni, Cafu, Oscar, Daryo Pereira e Leonardo; Mineiro, Pedro Rocha e Raí; Muller, Careca e Canhoteiro. Técnico: Telê Santana.

Vasco
Barbosa, Augusto, Bellini, Ely e Mazinho; Danilo, Juninho Pernambucano e Edmundo; Ademir, Roberto e Romário. Técnico: Flávio Costa.

Publicado às 9:00 AM | Comentários (23)
dezembro 28, 2006

Campeões nacionais de 2006

Com a conquista do Campeonato Peruano pelo Alianza Lima, os títulos nacionais sul-americanos e no México em 2006 ficaram assim definidos.

Argentina
Clausura: Boca Juniors
Apertura: Estudiantes de La Plata

Bolívia
Clausura: Bolívar
Apertura: Jorge Wilstermann

Brasil
Campeonato Brasileiro: São Paulo
Copa do Brasil: Flamengo

Chile
Apertura: Colo Colo
Clausura: Colo Colo

Colômbia
Apertura: Deportivo Pasto
Clausura: Deportivo Cúcuta

Equador
El Nacional

México
Clausura: Pachuca
Apertura: Chivas Guadalajara

Paraguai
Apertura: Libertad
Clausura: Cerro Porteño
Campeão Nacional: Libertad

Peru
Apertura: Alianza Lima
Clausura: Cienciano
Campeão Nacional: Alianza Lima

Uruguai
Clausura: Nacional
Apertura: Danubio

Venezuela
Clausura: Caracas
Apertura: Caracas


Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 9:00 AM | Comentários (1)

A fama, enfim - nova tentativa

Leiam esse post, ressuscitado da semana passada:

Acompanhe nessa sexta-feira o programa Por volta do meio-dia, da Rádio da Universidade, da UFRGS, que apresentará um debate sobre futebol sul-americano. Antenor e eu fomos convidados e lá estivemos, armados para representar a ideologia desse sítio.

O apresentador foi o Gustavo "Xinho" Faraon e Leo Ponso também compôs a mesa. Claramente, o programa teria mais uns 45 minutos, mas foi interrompido no momento em que perceberam a nossa intenção de usar todo o tempo restante para falar do Valderrama.

Como o nome indica, o programa vai ao ar em torno das 12 horas.

É só sintonizar o 1080 kHz AM ou acessar o site da Rádio da Universidade.

Então, cada leitor vai se sentir mais íntimo da gente ao ouvir nossas vozes de barítono.

Observem que claramente era uma arapuca para mim, já que a pauta envolvia a dupla Gre-Nal e o convite foi feito antes de Inter x Barcelona.

Agradecemos de coração ao convite. E confesso que tremi quando percebi que voltava a dividir o microfone com o Antenor, e imaginei ali também o Vitor e o Edson. A dupla dinâmica Xinho e Leo ainda tentou me matar de fato ao escolher Piazzolla para encerrar o debate.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 1:40 AM | Comentários (2)
dezembro 27, 2006

Meu reino por um gol do meio-campo


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Delícias na corte do Rei Pelé


Poucos viveram de forma tão intensa e variada como Pelé. Pegou a Rainha dos Baixinhos, o filho virou traficante, ajudou a elaborar uma lei que arruinou os clubes brasileiros e, além disso, foi o maior jogador de todos os tempos.

Nessa semana, Pelé esteve no México para participar da Conferência Mundial de Futebol e fazer o que melhor sabe: ser Pelé.

Foto: Grosby Group

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 4:56 PM | Comentários (6)

Finaleira dos nacionais

Nesse mês de dezembro, tivemos mais três campeões nacionais definidos, na Venezuela, na Colômbia e na Bolívia. Agora, falta apenas o vencedor do Campeonato Peruano, que será decidido hoje.

Venezuela

O ano futebolístico na Venezuela foi do Caracas, que venceu o Clausura e o Apertura. No torneio que abre a temporada 2006/07, o título chegou de forma heróica. O Unión Maracaibo teve várias chances de garantir a taça, mas empatou nas últimas rodadas e deixou o Caracas aproximar-se.

Na última rodada da competição - disputada em pontos corridos -, justamente quando as duas equipes enfrentaram-se, os caraqueños bateram o Maracaibo por 3 a 1. Os dois times acabaram empatados em pontos, mas o saldo do Caracas foi superior - 15 a 11. A partida decisiva foi jogada em 17 de dezembro no Estádio Brígido Iriarte.

Classificação

1.Caracas FC 36
2.Unión Atlético Maracaibo 36
3.AC Mineros de Guayana 27
4.Deportivo Táchira 25
5.Zamora FC 23
6.Portuguesa FC 23
7.Carabobo FC 21
8.Aragua FC 19
9.Trujillanos FC 14
10.Monagas SC 11


Bolívia

O Jorge Wilstermann venceu o hexagonal final e faturou o Apertura boliviano. Na última rodada, Wilstermann e Real Potosí tinham chances de conquistar o título e fizeram o confronto direto. O Wilstermann podia até empatar, mas venceu por 2 a 1, fez a festa e garantiu seu quarto título nacional.

O jogo que garantiu a taça foi disputado no Estádio Félix Capriles, em Cochabamba, casa do Wilstermann, diante de 35 mil torcedores.

Classificação Hexagonal Final

1.Jorge Wilstermann 21
2.Real Potosí 17
3.Oriente Petrolero 13
4.Universitario (Sucre) 12
5.Blooming 11
6.Bolívar 8


Colômbia

O Deportivo Cúcuta fez história no futebol colombiano. Na mesma temporada em que subiu para a primeira divisão, a equipe ganhou o título nacional. O maior triunfo do Cúcuta remontava a 1964, quando alcançou o vice-campeonato do torneio vencido pelo Millonarios.

O Cúcuta acabou seu grupo em primeiro e enfrentou na final o Tolima, vencedor da outra chave. No primeiro jogo, o Cúcuta venceu por 1 a 0. Na partida decisiva, disputada em 20 de dezembro no Estádio Manuel Murillo Toro, o empate em 1 a 1 garantiu o título do Clausura. A equipe será adversária do Grêmio na fase de grupos da Libertadores 2007.

Grupo A
1.Deportes Tolima 12
2.Atlético Nacional 8
3.Deportivo Pasto 8
4.Boyacá Chicó FC 5

Grupo B
1.Cúcuta Deportivo 10
2.CD Independiente Medellín 9
3.CD Millonarios 9
4.Atlético Huila 7

Final

Primeira partida - 17/12
Cúcuta 1-0 Tolima

Segunda partida - 20/12
Tolima 1-1 Cúcuta


Peru

O título do Campeonato Peruano será decidido hoje entre Alianza Lima e Cienciano, vencedores do Apertura e do Clausura. A primeira partida acabou 1 a 0 para o Cienciano, que agora precisa apenas empatar. Se o time de Lima vencer por um gol, teremos prorrogação e pênaltis. Vitória por dois gols dá o título ao Alianza.

Escalações

Alianza Lima: Forsyth, Salas, Salazar, Arakaki, Pérez, Ciurlizza, Cruzado, Viza (Olcese), Ligüera, Martel, Maestri. T: Gerardo Pelusso.

Cienciano: Ibáñez, Huertas, Lugo, Villalta, Fernández, Torres, Bazalar, De la Haza, García, Mariño, Mostto. T: Julio César Uribe.

Estádio: Alejandro Villanueva.
Árbitro: George Buckley.


Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 1:21 PM | Comentários (1)
dezembro 26, 2006

Pesquisas

Segundo recente pesquisa, Boca Juniors e River Plate detêm esmagadora maioria da torcida na Argentina. No Brasil, Flamengo e Corinthians lideram.

Somando o tamanho das duas torcidas, millonarios e xeneizes representam 73% da preferência dos hinchas. O Boca aparece com 41,5%, enquanto o River tem 31,8%. O terceiro colocado, Independiente, está lá longe, com 4,8%. Depois, vem San Lorenzo (com 3,3%), Racing (3,2%) e Vélez Sarsfield (1,2%).

Juntos, os outros times somam 7,2%. Na Argentina, 6,8% dos entrevistados disseram que não torcem por time algum, índice que no Brasil - o "país do futebol" - alcança 26%. Não preciso dizer que esse percentual é automaticamente repassado ao Flamengo. "Ah, não torces para time algum!? Ok, Flamengo...[marcando um X para o rubro-negro].

Também existe a possibilidade de os 26% de brasileiros não terem entendido a pergunta.
- Para que time tu torces?
- Vatapá!

A pesquisa foi realizada pelo Sistema Nacional de Consumos Culturais da Secretaria dos Meios de Comunicaçãoe ouviu 3051 pessoas. A matéria saiu na Gazeta Esportiva.

No Brasil, em setembro o Datafolha divulgou resultados sobre o tamanho das torcidas. O Flamengo aparece com 15%, enquanto o Corinthians aproxima-se perigosamente e já conta com 13%. Como a margem de erro era de 2 pontos, podemos considerar um empate. Se a pesquisa fosse do Ibope, com margem de 300 pontos percentuais, Flamengo e Esportivo, de Bento Gonçalves, estariam empatados.

Mais abaixo, aparece o São Paulo, com 8%, enquanto o Palmeiras tem 7%. O Vasco conta com 4%, mesmo índice que o Grêmio. Inter, Santos e Cruzeiro têm 3%. Depois, vem o Atlético-MG com 2%, e Fluminense, Botafogo e Bahia têm 1%. Os outros times somam 9%.

A seleção brasileira é o "time" preferido de 3%, um bando de lunáticos.

No Nordeste, o Flamengo aparece com 21% dos eleitores de Lula. No Sudeste, o Coritnhians tem 18%. No Norte e Centro-Oeste, a terceirização rubro-negra atinge 19%, enquanto no Sul o Grêmio aparece com 21% e o Inter com 19%.

Como já disse, a margem de erro é de 2 pontos.

A pesquisa pode ser conferida no site do Datafolha.

Segundo o AIPIM (Associação Institucional para Pesquisas do Impedimento), a maior torcida subterrânea da América do Sul é a do Cobreloa, com 57% de capacetes amarelos, enquanto o maior número de adeptos de time com nome de aviador fica com o Jorge Wilstermann, com 87% Os outros 13%, sem qualquer motive aparente, citaram Bin Laden.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 1:29 PM | Comentários (15)
dezembro 24, 2006

Ho!

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Impedimento deseja aos leitores um Natal cheio de cerveja, consumismo e orgias infinitas.

Publicado às 4:06 PM | Comentários (4)
dezembro 21, 2006

A fama, enfim - nova tentativa

Leia esse post, ressuscitado da semana passada:

Acompanhe nessa sexta-feira o programa Por volta do meio-dia, da Rádio da Universidade, da UFRGS, que apresentará um debate sobre futebol sul-americano. Antenor e eu fomos convidados e lá estivemos, armados para representar a ideologia desse sítio.

O apresentador foi o Gustavo "Xinho" Faraon e Leo Ponso também compôs a mesa. Claramente, o programa teria mais uns 45 minutos, mas foi interrompido no momento em que perceberam a nossa intenção de usar todo o tempo restante para falar do Valderrama.

Como o nome indica, o programa vai ao ar em torno das 12 horas.

É só sintonizar o 1080 kHz AM ou acessar o site da Rádio da Universidade.

Então, cada leitor vai se sentir mais íntimo da gente ao ouvir nossas vozes de barítono.

Observem que claramente era uma arapuca para mim, já que a pauta envolvia a dupla Gre-Nal e o convite foi feito antes de Inter x Barcelona.

Agradecemos de coração ao convite. E confesso que tremi quando percebi que voltava a dividir o microfone com o Antenor, e imaginei ali também o Vitor e o Edson. A dupla dinâmica Xinho e Leo ainda tentou me matar de fato ao escolher Piazzolla para encerrar o debate.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 9:00 AM | Comentários (12)

Libertadores 25 X 21 Colonizadores

A vitória do Internacional sobre o Barcelona pode ser uma boa oportunidade para um "mea culpa" acerca de nossa mentalidade terceiromundista. Além disso, é uma ótima chance de reflexão sobre a rivalidade grenal.

Sobre o primeiro ponto: Impedimento sempre está certo.
Ou seja, é simplesmente errado considerar as milionárias equipes do futebol europeu como paradigmas imbatíveis da excelência do futebol. Pois não são.

Pontualmente, sobre o confronto da final mundial: Milton Neves fez um selecionado entre os 22 titulares de Inter e Barcelona; dentre os onze escolhidos, apenas Fabiano Eller, Fernandão e Alexandre Pato eram colorados, sendo os oito restantes da equipe catalã.

Considero Eller e Índio muito, mas muito superiores a Puyol e Marquez. Não vejo desvantagem nenhuma entre Edinho e Monteiro frente a Mota e Iniesta. Dentre os laterais dos dois times, o único que me parece jogar algo é Zambrota, mas Ceará comprovou grande competência durante todo o ano, enquanto Beletti não existe. Nas meias estava a superioridade do Barcelona, com Ronaldinho e Deco. No ataque, Iarley vale mais que Gudjohnsen e Giuly juntos, que não são sombra de Eto´o. Sem comentar o esquema tático do Barcelona, um convite ao pega-ratão de Cláudio Duarte - o maior técnico brasileiro.

Essas constatações não são de agora, e muitos tinham e têm a mesma opinião. Mas o incrível é que grande parte dos torcedores e - mais grave - dos profissionais da imprensa esportiva brasileira, entendiam que a distância entre Barcelona e Inter e, afinal, entre o futebol europeu e o sulamericano, era gigantesca - o que é uma leitura completamente errada. O placar está 25 X 21 para nós.

Basicamente, esta é a idéia que fez Impedimento surgir, inicialmente como um programa de rádio de faculdade. Não há sentido algum na sobrevalorização que se costuma fazer do futebol praticado na Europa. Dentro de campo, as coisas não se resolvem pela disparidade entre o euro e o real.

É claro, não se pode errar pelo outro extremo, e considerar que o Barcelona foi uma barbada. Sem dúvida, trata-se de um dos maiores clubes do futebol mundial em estrutura, marketing finanças. Mas seu time não foi superior ao do Inter.

Com isso, vou me encaminhando ao segundo ponto.
Na metade do ano, ouvi muitas pessoas indicando a Libertadores como uma conquista superior à do Mundial. Mas o que aconteceu de entre o início do jogo de domingo em Yokohama, seu desenrolar, e seu desfecho na terça-feira em Porto Alegre, me serve de argumento definitivo para comprovar o contrário. Nada pode ser maior, é a verdade.

Além disso, o mundial é a oportunidade para fazermos de maneira objetiva as comparações entre o nosso futebol e o "futebol ideal de primeira linha" da Europa. Este que leva os jogadores daqui com 17 anos; que esnoba o torneio do Japão para depois lamentar; e que inclusive provoca federações daqui a alterar seus calendários de maneira esdrúxula, para acompanhar as datas européias.

A vitória do Inter nos permite falar, com algum grau de precisão, que o Getafe provavelmente seria goleado pelo XV em Campo Bom. Assim como a vitória do São Paulo sobre o Liverpool em 2005 me leva a crer que o Newcastle teria sérios problemas ao enfrenter o Paulista em Jundiaí.

No âmbito da rivalidade local, me parece que todos só têm a ganhar. O ano de 2006 faz o torcedor colorado valorizar o que antes desprezava no rival. Obviamente, como gremista, preferia ver o Inter voltando de mãos vazias. Mas não posso lamentar a extrema felicidade de amigos e familiares colorados. E não posso deixar de sorrir ao ver a cara de bunda dos "europeus", sobretudo dos "brasileiros europeus", recebendo a medalha de prata.

Até entendo as violentas cornetas coloradas, represadas por anos. E as respostas meio atordoadas dos gremistas. Mas não gosto e nunca gostei destas provocações. É claro, não tentarei mudar o mundo.

Os Beach Boys lançaram "Pet Sounds", e os Beatles lançaram o "Sgt. Peppers" como resposta, com Mcartney dizendo que "Pet Sounds" ainda era seu disco favorito. Ou ao contrário, não lembro exatamente. Prefiro Black Sabbath.

Mas gosto de pensar que agora a disputa se nivelou por cima, como no caso musical citado.
Que Grêmio e Inter, junto com suas grandes torcidas, aproveitarão as particularidades do futebol em um país de economia periférica e se consolidarão como clubes de referência.
Que a disputa será pelo número de mundiais, não de grenais ou gauchões.
E que daqui alguns anos, todo o mundo olhará para essa cidadezinha merreca no canto sul do Brasil, sabendo que ali se joga o maior clássico do planeta.

saudações,
Antenor Savoldi Jr

Publicado às 12:37 AM | Comentários (32)
dezembro 19, 2006

Queima de estoque

Chega o final da temporada e começa a famosa caça a reforços para o próximo ano. A maioria dos clubes contrata apenas para agitar o ambiente, desprezando qualquer critério técnico. Outros, como o Juventude, seguem tentando pavimentar o caminho para o rebaixamento.

* Claiton vai sair do Botafogo para o Flamengo. Como todos sabem, qualquer jogador que chega ao futebol carioca deve passar por no mínimo três times antes de trocar de estado.

* Juninho Paulista também foi para o Flamengo jogar fiado e ainda levar uns carrinhos na Libertadores.

* De forma inexplicável, o Cruzeiro quer renovar com o goleiro Fábio. Pela última temporada, deveria emprestá-lo sem qualquer custo ao rival Atlético.

* O Corinthians contratou o Christian, bom centroavante e reforço decente. Resta esperar para ver se dessa vez ele engrena fora do Rio Grande do Sul.

* O Juventude vai contar com três jogadores do Fluminense: Ulisses, Radamés e Juliano. E só tende a piorar, já que o goleiro Fernando Henrique também pode chegar no Jaconi. O arqueiro André iria para as Laranjeiras.

* O Grêmio contratou o zagueiro Teco, do Cruzeiro, sobre o qual não posso me manifestar. Também pode chegar no Olímpico o grande goleiro uruguaio Carini e o zagueiro ex-Boca Schiavi, que se jogar metade do que fazia na Bombonera será excelente reforço. Além disso, o bom lateral Marcão também interessa.

* Escalona foi para o Náutico, provavelmente envolvido em um grande esquema de tráfico de vinhos chilenos para o nordeste brasileiro.

* Fabiano Eller deve ficar no Inter, o que é boa notícia. O volante Fabinho deve voltar ao Santos, o que não é mau negócio. Élder Granja, que ultimamente mais comemora do que joga, afirmou que tem milhares de propostas para sair.

* Vasco e Atlético têm interesse em Athirson, que nas últimas semanas já foi quase contratado por uns 73 times. O volante Germano, ex-Vila Nova, chegou ao Galo. O Vasco deseja o muito bom meia argentino Darío Conca, de 24 anos.

Por enquanto, era isso. Em breve, mais da orgia de tranferências que excita o futebol nacional.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 12:52 AM | Comentários (32)
dezembro 14, 2006

A bola é a notícia

O fenômeno não é nada novo. Recentemente, o verificamos na Copa do Mundo, mas agora o assunto é Internacional e, por isso, devoto mais atenção.

Comecei a refletir sobre a desgraça que se tornou a imprensa esportiva logo após a tal propaganda da RBS, em que o pai japonês manda Toshiro “ficar frio”, porque o tremor na cozinha de casa não era mais um terremoto, mas o pessoal do “Cororado” chegando no Japão. Uma peça publicitária que passa por bem-humorada, mas que logo em seguida vem encarreirada de uma série de patrocinadores da cobertura da RBS no Mundial do Japão.

Não vale mais que um parágrafo dizer que as empresas jornalísticas sempre vêem nos eventos esportivos uma grande chance de faturar, principalmente quando a bola que rola é a do futebol, um dos esportes mais massacrados por essa crescente mercantilização da vida. A cada novo patrocinador conquistado, porém, o veículo de comunicação entra num dilema: onde encontrar assunto para preencher espaço entre tantos anunciantes?

Piffero diz que ônibus azul tem a cor da Fifa

São 21h30 de quarta-feira. A Rádio Gaúcha mantém no ar, há mais de uma hora, um advogado colorado, dois supostos humoristas, uma repórter esportiva feminina, um roqueiro gaúcho e um apresentador boçal. Acabam de sortear vagas num café-da-manhã promovido pela RBS para colorados, após longa discussão sobre a melhor denominação a ser dada ao novo atacante do Inter, se Alexandre Pato ou Pato Alexandre. Atônito, ouço que, mais cedo, a rádio chegou a promover uma enquete sobre o tema. Direto de Tóquio, o repórter Sílvio Benfica anuncia o cardápio do seu café recém tomado: ovos e salsicha. Nesse tranco, a Rádio Gaúcha pretende falar de futebol durante toda a madrugada, até a hora do jogo entre Inter e Al-Ahly.

No Portal Terra, a manchete anunciava: “Abel escapa de saia justa”. Antes de começar a me preocupar com um possível abalo psicológica na delegação colorada, tomei o cuidado de clicar na notícia. Numa coletiva de imprensa, uma jornalista falou que Abel estava com cara de sono, logo após a viagem. Nenhuma saia justa, apenas mais uma grande bobagem transformada em lead.

Gremistas, como Humberto Gessinger, aguardam vingança

Em 1983, eu tinha dois anos de idade. Por isso, não tenho capacidade de falar do título gremista em Tóquio, a não ser que o maldigo há 23 anos. Neste tempo, aprendi com meu pai a rebater as flautas tricolores falando que o Hamburgo era um time desinteressado na partida. “Desembarcaram no aeroporto e foram direto pro estádio”, dizia o pai, e eu, criança, imaginava jogadores alemães, fardados, correndo no saguão do aeroporto carregando suas bagagens, atabalhoadamente.

Mas não posso negar que a vitória gremista sempre pareceu gloriosa. Imagino que, em 1983, mesmo com rádio e televisão, os torcedores no Rio Grande do Sul tinham uma vaga idéia do que acontecia no Japão. A própria idéia de uma final no outro lado do mundo já tornava a epopéia tricolor muito mais mística.

Demonstre que seu amor nem a distância diminui

Hoje, o outro lado do mundo está diante de mim, minuto-a-minuto, na tela do computador. O futebol é um grande negócio, para empresas, empresários, federações, clubes e, claro, para a imprensa.

Os jogadores, intencionalmente ou não, acabam jogando o mesmo jogo. Beneficiam-se e, ao mesmo tempo, se perdem nessa onda. Eles, pelo menos, podem marcar um gol de placa, dar um drible ou um carrinho de cinco metros, e se redimirem.

Para a nossa imprensa, com seus incontáveis comentaristas, colunistas, torcedores símbolo e entendidos do assunto, o que sobra?

Nada, não sobra nada.

Por isso, nesta noite que antecede a grande jornada dos 97 anos do Internacional, me sinto um pouco enfastiado de tudo, embora nervoso com a estréia e certo de que ela representará, assim como a conquista da Libertadores, o começo de uma nova era para nós, colorados. E peço, aos jogadores do Inter, que não leiam os jornais gaúchos até a hora do jogo.

Aos nossos cronistas esportivos, recomendo um retorno aos fundamentos do jornalismo: o vaso sanitário eletrônico no Japão não é notícia. A notícia é, e sempre será, a bola.

Texto enviado por Daniel Cassol

Publicado às 4:36 PM | Comentários (12)
dezembro 12, 2006

Adoro listas de fim de ano

Ouso escolher minha seleção dos que desfilaram um melhor futebol pelas canchas sul-americanas no ano de 2006. Me forneçam esse elenco e eu lhes trago a Copa da África do Sul, atuando com o brasão de alguma confederação pirata estampado na manga esquerda do uniforme.

Os critérios de avaliação são claros: jogadores que tiveram um bom desempenho nas duas principais competições do continente e nos principais campeonatos nacionais. Como infelizmente sou privado de assistir a jogos do campeonato boliviano e outros, não adianta um atacante do Jorge Wilstermann ter marcado 302 gols em seis meses que ele não estará no meu time dos sonhos da corrente temporada.

4-4-2, como sempre deveria ser:

GOLEIRO

Bobadilla (Boca Juniors) – Destacou-se principalmente pelo Libertad, apareceu bem na Copa do Mundo e passou para o lado dos xeneizes. No mais, goleiro é uma espécie em extinção.

LATERAL-DIREITO

Reasco (São Paulo, ex-LDU) – Fez um primeiro semestre brilhante. Na segunda metade do ano, não jogou, mas ainda assim ninguém foi melhor que ele na média da temporada.

ZAGUEIROS

Bolívar (Inter) – Certa vez, vi um lateral que não acertava nenhum cruzamento. Meses depois, esse lateral virou o maior zagueiro da América.

Lugano (São Paulo) – Formaria com Bolívar uma zaga impecável. Sou admirador do seu futebol de força e intimidação dos adversários, ainda que não seja um jogador perfeito. Nada paga o hábito de sussurrar "la muerte" no ouvido das borboletas de plantão.

LATERAL-ESQUERDO

Jorge Wagner (Inter) – Foi imprescindível na caminhada do Inter na Libertadores. Habilidoso e dono de uma bola parada mortal, não pipocou como em outras oportunidades.

VOLANTES

Gago (Boca Juniors) – Teve um primeiro semestre de luxo. No segundo, confesso que não acompanhei muito, mas fica o registro.

Tinga (Inter) – escalo ele na segunda função e confesso que o time pode ficar muito faceiro. Seria um jogador completo se tivesse maior poder de conclusão. Ainda assim, foi o motor colorado até o final da Libertadores

MEIAS

Fernández (Colo Colo) – Jogou como um desgraçado da Sul-Americana. No geral, foi o armador que mais me chamou a atenção em 2006.

Fernandão (Inter) – Após um começo de temporada abaixo do esperado, alcançou um patamar de atuação invejável, aliando a qualidade técnica à liderança e ao poder de definição. Ah, e começou a bater também, o que sempre deve ser elogiado.

ATACANTES

Palacio (Boca Juniors) – um demônio, jogou como uma patrola durante o ano inteiro, levando o Boca a partidas fulminantes, como nos dois jogos da Recopa e em momentos cabais do Campeonato Argentino.

Suazo (Colo Colo) – Brando Suazo foi infernal na Sul-Americana, provando que é possível ser gordo, amado e bom de bola. Gols decisivos em momentos decisivos, tudo que se exige de um centroavante.

TÉCNICO

Alfio Coco Basile – pelo conjunto da obra. Mas deixo uma menção honrosa a Simeone, que levou o Estudiante bem longe, e a Mano Menezes, que fez milagre no Grêmio.

TROFÉU SIMÓN BOLÍVAR

Rafael Sobis (Inter) – É claro que não esqueceria do vizinho de Savoldi, o maior e mais colorado atacante dos últimos 27 anos. No livro sobre a conquista da Libertadores - de terríveis redação e revisão, diga-se -, Chico Fraga, treinador de bola parada do Inter, disse que Sobis havia comentado, referindo-se ao primeiro jogo da final: “Eles podem me quebrar todinho que não vão conseguir nos vencer”. Rei.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 11:26 AM | Comentários (14)
dezembro 6, 2006

Valeu, Gabriel

Eu, Douglas e Vitor - provavelmente junto com vários de vocês que acessam o Impedimento -, sofremos e ainda estamos sofrendo muito com a repentina perda de um grande amigo.

Aqui costumamos debater futebol, a principal das coisas menos importantes da vida. Chegamos até a levar a sério. Depois de mais de um ano sem gravações para o formato rádio, o Impedimento passou a existir como um blog do Insanus através do convite e com o incentivo
dado pelo Gabriel. É claro, isso é um detalhe menor. Mas é uma amostra da postura sempre positiva que ele espalhava, até com um simples aperto de mão e o sorriso permanente no rosto.

Num momento como esse, só nos resta buscar consolo no ânimo e na alegria que nosso amigo sempre trouxe, e vai continuar trazendo. E esperar que essa dor terrível e inesperada transforme todos nós, de alguma maneira, em pessoas melhores.


Abraço e obrigado a todos.
Antenor Savoldi Junior
Douglas Cecconello
Vitor Vecchi

Publicado às 11:20 AM | Comentários (25)
dezembro 3, 2006

Aposto que não

A relação entre clubes e imprensa sempre teve seus problemas. Quando a culpa por algum fracasso em campo é colocada na imprensa, geralmente não corresponde à verdade. Ainda assim, se fosse necessário apontar qual dos dois é mais importante nessa relação, não tenho grandes dúvidas de que os clubes são praticamente a galinha dos ovos de ouro dos meios de comunicação. Falo sobre isso devido às declarações do jornalista Davi Coimbra em um programa de debates esportivos, no último domingo, na TV COM.

Recapitulando: naquele programa, o técnico Mano Menezes foi entrevistado durante os primeiros blocos. Questionado sobre possíveis problemas na sua relação com o craque Anderson durante 2005, explicou com clareza sua posição. Basicamente, alertou que não podia deixar toda a responsabilidade com o garoto, e ao mesmo tempo desmobilizar os demais jogadores. Lembrou também que, na reta final da série B passada, o jogador não tinha as mínimas condições de atuar na maior parte dos jogos, já que havia voltado em uma cadeira de rodas do campeonato mundial com a seleção de base.

O técnico também explicitou sua discordância com Davi Coimbra, que disse em determinado momento do ano passado que Anderson seria titular do Grêmio mesmo se chegasse todo o dia às 4 horas da manhã - na época, circulavam rumores acerca dos festejos noturnos do atleta. Nos blocos seguintes, já sem o técnico, o fato rendeu uma corneta do colega de mesa Nando Gross: "Quero ver agora quem tu vai mandar dormir às quatro, Davi..."

Até aí tudo bem. Já na parte final do programa, Coimbra ocupou seu espaço para uma espécie de manifesto. Comentou que um dirigente do Grêmio, em visita à Zero Hora - onde o jornalista é editor de esportes -, havia criticado uma série de reportagens veiculadas nas últimas semanas acerca da violência nos estádios. O dirigente temia o esvaziamento do público.

Quanto a isso, concordo que a intervenção de dirigentes na imprensa é lamentável. No entanto, esta mesma imprensa contrata dirigentes como comentaristas.

Expondo o caso, Davi Coimbra fez questão de dizer que não deve satisfação a nenhum clube, a não ser "à RBS, aos leitores e ao jornalismo". E foi além, aparentemente transtornado. Falou que havia praticado o jornalismo em diferentes editorias, e que se o Grêmio e o Inter fechassem as portas amanhã, estaria "pouco se lixando". Exerceria o jornalismo em outra vertente.

Considero Coimbra um jornalista esportivo acima da média nacional, seja esta média boa ou ruim. Sempre gostei de seus textos e, mesmo discordando em alguns casos, acho seus argumentos em geral coerentes. Mas neste caso, sou obrigado a discordar frontalmente.

Não tenho dúvida que, às vezes, a imprensa realmente tem influência em resultados de uma equipe. No primeiro parágrafo, disse que isso "geralmente" não acontece. No entanto, o caso clássico das "ovelinhas de Tite" está aí para provar o contrário. Aos desavisados: em 2003, uma ligação de celular mal-interrompida acabou por gravar dirigentes gremistas em uma reunião, criticando possíveis "protegidos" do técnico. Conforme foi divulgado pela empresa depois, uma reunião de cúpula entre responsáveis pelos veículos da RBS optou por publicar imediatamente o material. Como se podia prever, o racha provocado em toda a estrutura de futebol do clube eliminou-o da Libertadores, desempregou o técnico e quase levou o time ao rebaixamento naquele ano. Isso é subjetivo? Não me parece. Evoco esta lembrança para dizer que, desde então, não culpo dirigente nenhum por peitar a imprensa na tentativa de evitar prejuízos ao seu clube.

Não podemos esquecer que a totalidade destes "leitores" para quem o jornalista disse dever satisfações, são torcedores. Não tenho dúvida alguma que, sem a dupla Grenal, as empresas de comunicação gaúchas estariam muito próximas da falência, ou teriam uma grotesca queda em seus rendimentos.


Confiem em mim.
Antenor Savoldi Jr
impedimento@gmail.com

Publicado às 11:30 PM | Comentários (16)
novembro 30, 2006

Aclamações, trapaças e dois canos fumegantes

Vejo com maus olhos os recentes processos eleitorais em Inter e Grêmio. Mesmo que ambas gestões tenham sido vitoriosas em seus objetivos, é dever da oposição contestar. Quando isso não acontece, bem, a saúde administrativa do clubes tende a deteriorar-se.

Digo isso porque é obrigação das alas oposicionistas participarem dos pleitos. Por interesse do clube, que garantem um agente investigador atuante, mas também para que os quadros com diferentes visões políticas não sumam pela omissão e acabem tornando o clube um império de apenas um movimento, como a lamentável influência de Asmuz e da família Záchia no Beira-Rio durante os anos 80 - que ocorre até hoje, mas em menor grau.

Tanto Paulo Odone quanto Vitório Píffero foram aclamados nos conselhos de Grêmio e Inter. Venceriam a eleição fácil, se ela acontecesse, mas teriam mais legitimidade para seguirem como supremos mandatários da dupla.

No Grêmio, ninguém conseguiria rebater o argumento de "assumi o clube na Segunda Divisão, coloquei de volta na Primeira. No outro ano, fomos campeões gaúcho e voltamos à Libertadores". Já no Inter, bem, seria mais difícil ainda bater o candidato de uma gestão que conquistou o título mais cobiçado pelos colorados.

Ainda assim, a oposição deveria estar presente. Nem que fosse para perguntar, no caso do Grêmio, sobre a crise financeira que o clube atravessa e as possíveis soluções para por fim à situação. Também a contratação de atletas de categoria duvidosa poderia ser trazida à baila.

No caso de Inter, sobre a relação com empresários, que acabou trazendo ao Beira-Rio jogadores sem qualquer qualidade, ou ainda a respeito do desmanche do time após a Libertadores ou à negociação prévia dos direitos federativos de Rafael Sóbis, que acabou deixando o clube com apenas 25% do montante final. Se não por isso, para encher o saco e incomodar já estava bom. Fato é que a oposição deveria marcar presença.

Essa aparente preguiça não se reflete nos conselhos dos clubes. A eleição para a renovação de 150 vagas na casa colorada está sendo uma tremenda confusão. O pleito estava marcado para sábado, mas a CBF passou o jogo do Inter para esse dia, já que a delegação viaja ao Japão três dias depois.

A oposição suspeita que se trata de uma jogada política para inibir sua atuação: como o futebol do clube está bem, há o temor da reação da torcida contra aqueles que se opõem a Fernando Carvalho. Se foi a intenção da situação, ontem o tiro saiu pela culatra, pois a Polícia Militar afirmou que não tem condições de garantir a segurança para os dois eventos simultâneos - jogo e eleições. Algo até engraçado para quem está acostumado a atuar em clássicos.

Existe a possibilidade de que a escolha dos novos conselheiros aconteça em 9 de dezembro, com o time no Japão, o que seria lamentável. O presidente do conselho, Pedro Paulo Záchia, disse que é medida não é política, assim como eu posso dizer que Michel é maior que Francescoli.

No Grêmio, a coisa assumiu ares de faroeste. O conselheiro Marco Antônio Souza afirmou que vem recebendo ameaças de morte ligadas a outros quadros da casa deliberativa do clube. Ele sempre foi conhecido por suas posições fortes, principalmente na investigação do caso ISL, quando participou de uma comissão para averiguar as negociações do clube com a empresa. Parece que durante a parceria dirigentes do Grêmio teriam cometido atos ilícitos, entre eles desvio de dinheiro.

Coerente com suas posições, Souza renunciou essa semana. Ontem à noite, afirmou que vem recebendo ameaças de morte, que um conhecido conselheiro teria lhe dito "não mexe nesse assunto porque ele é fétido. Qualquer dia uma bala perdida pode te acertar". Marco Antônio Souza disse que fez um "seguro de vida": um dossiê falando barbaridades, "muito pior do que aquilo que apareceu", segundo ele. O documento estaria espalhado em quatro lugares diferentes e será distribuído se algo acontecer a ele.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 2:11 PM | Comentários (9)
novembro 29, 2006

Não vão roubar minha alma

Tem que dar de relho nessa gente. Agora estão tentando me convencer que Ronaldinho marcou o gol mais bonito da história dos gols mais geniais de toda a trajetória do futebol. Desafiamos o leitor com uma enquete.

Quando vi o lance, pensei: "que filho da puta! golaço", mas depois comecei a ouvir que se tratava do maior feito esportivo de todos os tempos.

Foi um golaço, sem dúvida, mas não está nem entre os mais bonitos do próprio Ronaldinho. Aquela balela do "vejam como ele girou o corpo no ar" é a maior prova de que nenhum cronista brasileiro jamais chutou uma bola.

Quem já jogou futebol algumas vezes sabe que aquele movimento acontece ao natural, portanto não teve a mão de ZEUS ajustando o corpo do iluminado filho da dona Miguelina no ar. Achei o lance até plasticamente poluído, com o jogador encolhido para finalizar.

Veja aqui e ouse me contrariar.

E o gol de Nenê, do Santa Cruz, foi muito mais bonito.

Fiquem à vontade para votar nos comentários. Mas votem certo.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 1:37 AM | Comentários (28)
novembro 23, 2006

Geopolítica

Achamos melhor redefinir o mapa do futebol mundial. Confira os gráficos.

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Veja como essa divisão é límpida em nossas mentes. Importante ressaltar que os pontos amarelos representam focos de resistência em Nápoles, Madagascar e Petropavlovsk. Há ainda uma balsa que se desloca para as Filipinas com o objetivo de resolver pendências envolvendo o comércio de arroz.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 1:24 PM | Comentários (5)
novembro 16, 2006

Rumo ao limbo

Faltando três rodadas para o final da Série C do Brasileiro, o Criciúma já garantiu a sua vaga e o Ipatinga está praticamente classificado. O Vitória está próximo do ascenso, enquanto Ferroviário e Barueri brigam pelo último posto.

O inferno arde para Bahia, Brasil e Treze. A equipe de Pelotas foi a primeira a dar adeus à possibilidade de subir para a Segunda Divisão. E eu já estava imaginando uma campanha fantástica e surpreendente na Primeira em 2008.

O Bahia conseguiu um resultado expressivo ontem, quando perdeu de 7 a 2 para o Ferroviário. Já o Treze, que apanhou de 4 a 2 para o Vitória, está passando maus bocados. Após o jogo, torcedores queimaram a bandeira do clube. Ainda no primeiro tempo, quando o time de Campina Grande estava perdendo por 3 a 0, parte do público presente no Ernani Sátiro (melhor nome) já queria escalpelar os jogadores.

Vejo com muita alegria a subida do Criciúma e prevejo um futuro negro de carvão para os seus adversários. Além disso, acredito que o Heriberto Hülse deva ser a primeira opção em termos de estádio caso se confirme essa farsa de Copa do Mundo no Brasil.


Heriberto_Hulse_A.jpg


Imaginem a torcida da Alemanha espremida naquele canto onde o Criciúma costuma colocar os adversários, perto da bandeira de escanteio.

Saudações,
Douglas Ceconello.


Classificação

1º Criciúma 26
2º Ipatinga 22
3º Vitória 19
4º Ferroviário-CE 16
5º Barueri 14
6º Brasil 10
Treze 10
Bahia 10


Partidas que faltam

12ª rodada

Bahia-BA x Treze-PB
Vitória-BA x Ferroviário-CE
Ipatinga-MG x Criciúma-SC
Barueri-SP x Brasil-RS

13ª rodada

Brasil-RS x Bahia-BA
Criciúma-SC x Vitória-BA
Ferroviário-CE x Ipatinga-MG
Treze-PB x Barueri-SP

14ª rodada

Bahia-BA x Criciúma-SC
Vitória-BA x Brasil-RS
Ipatinga-MG x Treze-PB
Barueri-SP x Ferroviário-CE

Publicado às 6:40 PM | Comentários (2)

Eleições no Vasco

É incompreensível para qualquer torcedor de outro time, qualquer torcedor razoável, mesmo pessoas que apenas tenham alguma noção futebolística ou ainda uma mera, remota, digamos, uma tênue decência que Eurico Miranda ainda seja presidente de um clube da primeira divisão. Mas ele continuará à frente do Vasco. Nesta segunda-feira, com 1.848 votos, os sócios do clube sacramentaram novo mandato, que vai durar até 2009.

Mais incompreensível se torna entender a relação entre Eurico e Vasco quando se vê o derrotado. Roberto Dinamite, maior ídolo da história do clube, perdeu a segunda eleição consecutiva para Eurico. Não bastasse o fracasso, torcedores aliados do presidente reeleito xingaram o ex-ídolo na votação. Treze anos desde o último jogo da carreira de Dinamite bastaram para que o esquecessem. Alguns, que gritavam seu nome com mais força do que os dos outros jogadores (sabíamos todos que os times do Vasco sempre eram ruins, mas nele, em Roberto, podíamos confiar), agora preferem aplaudir Eurico. Questão de gosto.

Mas o nefasto, a despeito de tudo, das mutretagens, tem vantagens que Roberto ainda não conseguiu – e talvez nunca consiga – superar. A força que sustenta Eurico é praticamente centenária dentro do Vasco. Faz parte das particularidades de um clube com raízes na colônia portuguesa. Há muito tempo os portugueses e seus descendentes são minoria entre a torcida, mas são também boa parte dos sócios beneméritos, com direito a voto. Algumas décadas atrás uma nova força política surgiu no clube com torcedores de fora da colônia, a qual Eurico representa. Nos anos 70 e 80 as duas forças se enfrentaram em eleições, mas há vinte e um anos ocorreu uma aliança. Eurico se tornou vice do presidente Antonio Soares Calçada, que na verdade não passou de uma rainha da Inglaterra, já que o outro mandava. Em 97, Eurico se tornou presidente de fato e desde então vem se reelegendo sem problemas.

A eleição também é influenciada pelo formato de votação, em que menos de quatro mil sócios puderam participar. É um colégio eleitoral elitista e dominado pelas forças mais tradicionais do clube.

Além do mais, há de se notar que, por baixo da arrogância, Eurico tem a mostrar um bom currículo como dirigente. Os últimos vinte anos são os mais vitoriosos da história do Vasco, que ganhou três títulos brasileiros, uma Libertadores, uma Mercosul e sete cariocas. Também passou pela vexatória façanha de perder duas finais de Mundial, o de verdade, em Tóquio, para o Real Madrid, e aquele outro, que não valeu, para o Corinthians. Mas no fim das contas representa mais ou menos a quantidade que havia vencido nos cinqüenta anos anteriores. Nos últimos anos o clube havia voltado à mediocridade, mas quase do nada Renato tirou da cartola um bom esquema de jogo e o Vasco, mesmo limitado para fazer frente ao São Paulo ou Inter, é, junto com o Grêmio, a boa surpresa do campeonato.

Essa deve ser a parte em que se lembra que ele também é o mal encarnado no futebol, manipulador de regulamentos, espertalhão, etc. Ok, é tudo isso. Só que toda a manipulação, esperteza, etc, foi feita a favor do Vasco. E, tão importante, ninguém rapinou o Vasco como fizeram com o Inter no Zveitão 2005. Além do mais, 99% das artimanhas dele seriam evitadas se os dirigentes se dessem ao trabalho de ler os regulamentos que aprovaram. Ele se dá.


Alexandre Rodrigues

Publicado às 1:19 AM | Comentários (7)
novembro 15, 2006

Tática foquista

A presença de britânicos, australianos, portugueses, franceses e alemães entre os últimos 50 acessos de Impedimento mostra a eficaz criação de focos de resistência em territórios inimigos. A todos foi recomendado que entrem nus nos principais jogos dos campeonatos nacionais, empunhando uma bandeira do Estudiantes e mascando folhas de coca.

É claro que não acreditarei quando me disserem que são amigos presentes em diversos lugares do mundo que ficaram curiosos como a apresentação no novo template.

Além deles, tivemos duas pessoas de Santiago e outra de Concepción, no Chile. Há ainda um forte núcleo de Canoas e outro malandro de Capão da Canoa, que deve estar tomando batida de maracujá.

São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Distrito Federal, Goiás e Pernambuco estão presentes, bem como as cidades gaúchas de Marau e, claro, Cachoeirinha.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 4:37 PM | Comentários (12)
novembro 14, 2006

Em busca do seu primeiro processo, Impedimento está mais belo

Contrariando a feiúra gráfica da imprensa mundial, Impedimento apresenta-se em belos trajes sumários de verão. Dessa forma, credencia-se como o único veículo com capacidade e atributos estéticos suficientes para cobrir a copa de 2010.

A melhoria só foi possível graças à presteza e à sabedoria do notório artista Bruno Galera, a quem agradecemos. O pagamento será feito com parte das arrecadações obtidas no mercado do peixe.

A modificação do template, indiscutivelmente melhor, faz parte de uma revolução em permanente gestação nos corredores da nossa sede, com único propósito de desmascarar a farsa do futebol Europeu, ao mesmo tempo em que empurramos os sul-americanos para o merecido topo do mundo. Temos todos os passos definidos para alcançar o lugar que nos é roubado diariamente.

Paradoxalmente, queremos retornar às origens. Para isso, teremos novo ímpeto na cobertura dos campeonatos nacionais da América Latina, da Patagônia até onde os atacantes usarem bandanas. Também aumentaremos a intolerância com Ceni e Robinho, e a ideologia que representam. Xingaremos ao menos um cronista carioca por dia.

É nossa intenção, ainda, aumentar a família e contar com contribuições daqueles que choram quando lembram de Usuriaga e estejam dispostos a ter o dedo mínimo cortado quando da entrega do primeiro texto. No entanto, devemos reafirmar que opiniões contrárias às nossas e referências a europeus não só continuam expressamente proibidas como passarão a ser punidas fisicamente.

Cada comentarista deverá deixar nome, endereço e caução. Os comentários podem ser feitos após depósito bancário no valor de RS 5,00.

Toda nudez será castigada, exceto a das modelos que enviarem fotos.

Fotos nossas serão freqüentes e devem ser elogiadas.

A redação

Publicado às 1:08 PM | Comentários (23)

Virgindade vermelha

Na esperança de ter mais sucesso clubístico que o ídolo, Renan quebrou o recorde de invencibilidade de um goleiro colorado em campeonatos nacionais, até então ostentado por Taffarel.

Já faz oito jogos que o jovem arqueiro não vê suas redes balançarem. Antes dele, Taffarel havia ficado sete jogos e 72 minutos sem sofrer gols, na Copa União de 1987. A marca mais expressiva, no entanto, ainda é de Gainete, que ficou invicto em 1202 minutos (quase 14 jogos), lá em 1970.

Aproveito a oportunidade para dizer mais uma vez que o alemão Taffarel é superestimado na histórica colorada. Na Seleção Brasileira, foi o maior de todos. No Inter, não passou de um bom goleiro. Tudo bem que aquela equipe não era um primor, mas não levantar nem um Gauchão é inadmissível. E mais lamentável ainda é o fato de tremer em grenais. Uma vez chegou ao cúmulo de jogar a bola para as redes ao tentar recolocá-la em jogo.

Como se não bastasse, fundou no Beira Rio uma escola de goleiros que não conta com a minha aprovação. Tanto que os melhores arqueiros que jogaram depois dele vieram de fora. O nome "João Gabriel", por exemplo, até hoje me causa calafrios, embora eu tenha a obrigação moral de fazer a ressalva de que no desespero de 2002 foi ele quem segurou as pontas.

Por isso, defendo que o maior camisa 1 que vi jogar no Inter foi o Gato Fernandez. O segundo lugar em importância pertence ao às vezes frangueiro, mas sempre boa gente, Clemer. Taffarel ocupa apenas o terceiro posto. Não tenho nada contra ele, acho um cara digno e decente, até simpatizo, mas não posso brigar com os fatos.

Voltando à atualidade, entendo ainda que Clemer deva ser o titular para o Mundial de Clubes, e não me pergutem os motivos. Eu não consigo dar uma justificativa racional. Mas uma voz - talvez Manga, de Miami, pelo Skype - me disse: "o Clemer deve jogar no Japão". Porém, entendo que ele deveria aposentar-se no final dessa temporada, sair por cima, como campeão da América. Dessa forma, abriria o lugar para Renan, que está pedindo passagem.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 12:05 AM | Comentários (15)
novembro 12, 2006

Racing Club mantém 100% no campeonato de Aruba

Enquanto o Britannia, atual campeão, só pensa em ficar entre os 4 classificados, o Racing Club vai abrindo caminho com uma campanha invejável no Arubão 2006-07. Com 5 vitórias em 5 jogos, o time da cidade de Solito já abre 5 pontos de vantagem sobre o Estrella e o Britannia, segundos colocados. Embalado pela vitória sobre o Dakota por 1 a 0, no clássico da província de Oranjestad, o expresso Azul e Branco enche de esperança a torcida, que espera desde 2001 na fila.

SV_Racing_Club_Aruba.GIF
Racing lidera o Arubão


Vale lembrar – como se alguém não soubesse - que na primeira fase os 10 times jogam em turno e returno, todos contra todos. Os quatro primeiros avançam à fase final, onde se enfrentam novamente em turno e returno. Os dois piores colocados são rebaixados para a segundona.

Confira a classificação de momento da Division de Honer:

1.Racing Club Aruba - 15
2.Britannia - 10
3. Estrella - 10
4. Deportivo Nacional - 8
5. Dakota - 7
6. Independiente - 7
7. Jong Aruba -7
8. La Fama - 4
9. Juventud Tanki - 1
10. Caiquetio - 1

Colaboração do mestre Eduardo Menezes.

Publicado às 2:28 PM | Comentários (6)
novembro 9, 2006

Missiva

O que não faz o desespero. Um empresário pagou uma nota preta para publicar no jornal O Globo uma carta aberta ao treinador do Fluminense.

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O cara pagou R$ 55 mil para exigir a escalação que entende mais adequada. Apesar de achar que o dinheiro poderia ser usado para pintar as Laranjeiras, vejo méritos na atitude. Primeiro, por cornetear Lenny; depois, por representar a agonia da torcida tricolor, que conhece bem o que é disputar as divisões inferiores.

No entanto, devo dizer que desejo o rebaixamento do Fluminense, para que ele suba no campo e não através dessa putaria política que é a CBF.

Devo acrescentar ainda que aquele pseudônimo é muito travesti. Sheila Candiogo parece nome de personagens daquela drag queen conhecida como Almodóvar.

Justamente para me torturar e obrigar a ver seus filmes, ele coloca aquela diaba da Penélope Cruz. Resistirei.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 4:24 PM | Comentários (5)

Loteca - concurso 239

Vamos aos palpites infalíveis, claramente prejudicados pelo desconhecimento dos resultados de hoje à noite.

1 - FLUMINENSE/RJ 1 x 1 CRUZEIRO/MG
Os cariocas estão numa fase lamentável, mas jogam a morrer. O Cruzeiro mantém uma ponta de esperança de chegar à Libertadores. Empate afunda os dois, mas é o mais provável.

2 - PALMEIRAS/SP 1 x 2 BOTAFOGO/RJ
Botafogo vence para colocar mais lenha nessa fogueira do rebaixamento, que queima os incautos e leva para o inferno as defesas mais vazadas.

3 - GOIÁS/GO 0 x 2 SÃO PAULO/SP
Jogo para confirmar o título. Festa tricolor para comemorar o tetra no Serra Dourada.

4 - ATLÉTICO/PR 2 x 1 GRÊMIO/RS
O Grêmio não se dá bem na Arena e o Atlético está a fim de subir na tabela. Jogo duro, mas creio que a vitória será paranaense.

5 - PONTE PRETA/SP 3 x 2 FLAMENGO/RJ
Ponte Preta joga a vida, o Flamengo não está muito interessado. Vitória dramática para começar a salvar a equipe campineira.

6 - SANTOS/SP 1 x 0 PARANÁ/PR
O time de Luxemburgo precisa vencer para não deixar a vaga na Libertadores escapar. O Paraná também, mas é fato que esse vai entregar para o Vasco.

7 - SANTA CRUZ/PE 0 x 1 SÃO CAETANO/SP
Fazer essa aposta me dói no coração, gostaria que o falecido Santa Cruz assombrasse a casa do São Caetano. Mas não sei, esse time dos diabos não está se entregando fácil.

8 - CORITIBA/PR 2 x 2 ATLÉTICO/MG
Dessa vez os jogadores do Coritiba não vão apanhar no aeroporto, pois o jogo é em casa.

9 - VILA NOVA/GO 2 x 0 PAYSANDU/PA
Sei lá que diabos eu marco nesse jogo. Vitória caseira é sempre o mais provável.

10 - AVAÍ/SC 1 x 1 NÁUTICO/PE
Os catarinenses não têm mais o que fazer no campeonato, mas conto com a ajuda deles para começar a derrocada do Náutico.

11 - GUARANI/SP 1 x 2 AMÉRICA/RN
América está enlouquecido para subir e vai matar o desesperado Guarani nos contragolpes.

12 - VASCO DA GAMA/RJ 3 x 1 JUVENTUDE/RS
Vasco briga pela vaga na Libertadores e começará a se distanciar do Paraná, apesar desse time do Juventude ser chato e imprevisível.

13 - INTERNACIONAL/RS 2 x 0 FORTALEZA/CE
Vitória para encerrar o interesse vermelho no campeonato, já que o São Paulo comemora o título nessa mesma rodada.

14 - FIGUEIRENSE/SC 2 x 1 CORINTHIANS/SP
O Corinthians ganhou cinco seguidas, acho que a série pára por aí. O Figueirense não contará com o Homem Gato, mas vencerá.

Não tenho nada mais a declarar no momento, a não ser que espero ter atendida minha expectativa de fazer ao menos 13 acertos nessa temporada.

Piquete em frente às casas lotéricas já!

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 2:28 PM | Comentários (8)
novembro 8, 2006

Herói de duas pátrias

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O adeus uruguaio ao goleador das Américas.

Um multidão de carboneros - torcedores, dirigentes e ex-companheiros - e demais uruguaios acompanharam, ontem, o enterro de Alberto Spencer, o maior goleador da Copa Libertadores e um dos nomes mais expressivos do futebol sul-americano e do Peñarol. O velório aconteceu no Palácio Gastón Guelfi e o enterro foi realizado no cemitério Parque del Recuerdo, em um clima profundamente emotivo.

Dentre tudo que foi dito, as palavras do ex-presidente carbonero Julio Sanguinetti expressam bem o que o artilheiro significava. "Spencer honró con su gloriosa actuación deportiva a Peñarol. Honró a las dos patrias que tuvo en su corazón y en su vida. Era el goleador, el que daba vuelta los partidos, no lo podemos comparar a ninguno de los grandes de su tiempo, ni después", disse Sanguinetti.

Segunda-feira, centenas de pessoas formaram filas no estádio Voltaire Paladines Polo para o adeus do Equador a Spencer, em Guayaquil. O presidente do Barcelona, Galo Roggiero, disse que irá sugerir à direção do Peñarol a realização de um amistoso entre as equipes em "tributo a la memoria de Spencer". O jogo também serviria para levantar fundos para o família do jogador, qua atualmente passa por dificuldades.

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Despedida de Spencer no Equador

Outros dirigentes esportivos anunciaram que o estádio Isidro Romero Carbo, o Monumental, do Barcelona, levará o nome do goleador, assim como outra praça, a Modelo, também de Guayaquil, que é utilizada para diversos esportes.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 4:08 PM | Comentários (3)

Pela volta do Olê Olê

Não discuto a contribuição dessa "nova geração" de torcidas como a Geral do Grêmio e a Popular do Inter para os seus times. Naquelas quartas-feiras chuvosas, 10 horas da noite, elas carregam nas costas o estádio inteiro e preenchem no grito os espaços vazios das arquibancadas. No entanto, fico me perguntando sobre a atuação dessas torcidas em jogos de casa lotada.

Pouca coisa no futebol é mais importante do que o grito da torcida quando um time está atrás no marcador, sobretudo em clássico. Assim, o que se esperava quando Iarley abriu o placar do Gre-nal era que os mais de 30 mil gremistas presentes empurrassem o tricolor, no mínimo, ao empate. Mas, ao contrário, o que se viu foi um arrefecimento da massa.

Consigo encontrar dois argumentos para tentar explicar o acontecido. Um deles é o de que nenhuma torcida é capaz de apoiar de verdade quando seu time está jogando mal. O outro, mais razoável, dá conta de uma questão bastante estranha.

O verdadeiro grito capaz de impulsionar um time não tem origem na razão. O sujeito simplesmente se levanta, enlouquecido, vira pra trás e, sacudindo os braços como uma forma de ordenar que o resto do povo o acompanhe, começa a berrar. Ele é puramente instintivo e, acredito, é por isso que o time responde dentro do campo.

Mas qual a chance de um sujeito, inflamado pelo carrinho vencedor do seu zagueiro ou por um escanteio conquistado, levantar de sua cadeira e começar a berrar enlouquecidamente "vou torcer pro Grêmio bebendo vinho, e o Mundial é o meu caminho"? Qual a chance de isso acontecer? Ein, ein? Nenhuma, eu respondo.

Dentre todas as mudanças que essas torcidas trouxeram, e no caso posso falar do Grêmio porque freqüento o Olímpico, a pior delas sem dúvida foi a extinção dos gritos mais simples e, diria, eficientes, que são também os mais tradicionais. Isso acabou fazendo com que grandes setores do estádio ficassem simplesmente impossibilitados de participar do jogo. Por vezes, é possível testemunhar tentativas constrangedoras de gente buscando emplacar o bom e velho "olê olê olê olê, Grêmiô, Grêmiô". Outro grito de que lembro com saudosismo é o "Grêmiô" antecedido por sete assovios, mas este também está morto e enterrado.

E se de um lado é difícil para o torcedor comum acompanhar essas novas músicas, de outro a Geral não costuma seguir os cantos originados fora dela. Assim, parece que foi-se o tempo em que o público do estádio lotado gritava em uníssono, e junto com ele os efeitos estimulantes que esse grito de 50 mil provocava no time.

Cabe a pergunta: qual o sentido de abdicar dos tradicionais gritos de guerra?

Espero que estas novas torcidas não padeçam da tradicional síndrome do fã abandonado, que acredita que bom mesmo era quando ninguém conhecia as músicas da banda favorita, etc. Com a popularidade e a força que ganharam, veio junto uma nova responsabilidade, e acho que ela não é apenas de apoiar o time incondicionalmente, mas garantir que todos os torcedores que vão ao campo também possam fazê-lo. E isso passa obrigatoriamente pela adoção de cantos que não precisem ser decorados e ensaiados com antecedência.

Texto enviado por Gustavo "Xinho" Faraon.

Publicado às 12:30 AM | Comentários (67)
novembro 6, 2006

Brasil em pílulas

Como de costume, o futebol carioca começa a semana com um assalto.

Dessa vez a vítima foi o Fluminense, que teve sua sede invadida por uns maloqueiros. Eles levaram um carro e mais uns pilas, R$ 1,5 mil se não estou enganado. Para piorar a situação, PC Gusmão está garantido como técnico.

******

Depois de fazer um passeio na Europa, Carlos Alberto voltou ao Brasil, mas não se apresentou ao Corinthians. Dentro de campo, o time parece não estar sentido: já são quatro vitórias seguidas. Leão dá graças a Deus.

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Marcos não teve um bom retorno ao gol do Palmeiras. Falhou em um dos gols na derrota para o Paraná. O pentacampeão foi um dos melhores goleiros que vi atuar, mas isso não era hora para sacar Diego Cavalieri, que vinha salvando a pátria.

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Ao contrário de jornadas anteriores, não reclamarei da arbitragem. Houve pênalti para o Corinthians e teve ainda outro, não marcado. Na vitória do São Paulo, o gol santista foi bem anulado. Tudo bem, Lenílson deveria ser expulso, mas parece que ele foi rápido o suficiente para que ninguém percebesse.

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Ponte Preta avacalhando tudo. Empata com o São Paulo e perde para o infame São Caetano. Ainda assim, abraçarei a causa campineira nesse final de campeonato.

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Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 2:30 PM | Comentários (10)
novembro 4, 2006

Luto

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Se vai um dos imortais do futebol sul-americano

Ontem pela manhã morreu Alberto Spencer, o maior nome do futebol equatoriano e um dos grandes ídolos do Peñarol na década de 1960. Nascido em 1939, no povoado mineiro de Ancón, ao 14 anos partia para Guayaquil para mostrar seu talento. Passou pelo Deportivo Everest (1955 a 1958) e depois foi para o Barcelona local.

Em 1959, chegou ao Peñarol, onde ganhou absolutamente tudo. Foi campeão uruguaio por oito vezes consecutivas, de 1959 a 1968. Por três vezes levantou a Libertadores, em 1960, 61 e 66, sendo campeão do mundo em 1961 e 1966. É o maior artilheiro da Copa, com 54 gols. Em 1971, foi campeão equatoriano com o Barcelona.

Suas estatísticas são absurdas. Pelo Everest, marcou 101 gols; no Peñarol, 326. autando pelo Barcelona, foram 18. Jogou por duas seleções. Com o Uruguai, que defendia apenas em amistosos, anotou um gol. Pelo Equador, foram 4.

No Peñarol fez parte de uma das maiores equipes de futebol de todos os tempos. No mínimo igual ao Santos, certamente superior ao Botafogo, por exemplo.

Em 1960, a primeira Libertadores, conquistada diante do Olímpia com uma vitória de 1 a 0 e um empate em 1 a 1, que tinha a seguinte escalação:

Maidana, W.Martínez, Salvador, Pino, Gonçálvez, Aguerre, Cubilla, Linazza, Spencer (Hohberg), Griecco, Borges.

Em 1961, o bicampeonato diante do Palmeiras, também vitória de 1 a 0 e empate de 1 a 1, com essa formação:

Maidana, W.Martínez, Cano, E.González, Matosas, Aguerre, Cubilla, Ledesma, Sasía, Spencer, Joya.

E em 1966, a terceira Libertadores, contra o River Plate, vitórias de 2 a 0 e 4 a 2:

Mazurkiewicz, Lezcano, Díaz, Forlán, Gonçálvez, Caetano, Abbadie, Rocha, Spencer, Cortés, Joya.

Alberto Spencer tinha 69 anos e morreu na cidade norte-americana de Cleveland, por complicações decorrentes de uma operação cardíaca.

Lamentável.

Saudações,
Douglas Ceconello

Publicado às 12:03 PM | Comentários (607)
novembro 3, 2006

La vida sigue

Mirem-se neste exemplo.
É disto que é (deveria ser) feito um ser humano deveras.

O resto deveria ter saído na terça, lá vai:

Diego, aquele do Santos, do Porto e que hoje está no Werder Bremen, é o destaque da lista do Dunga para o jogo na cidade partida em três, Basiléia contra um dos donos da casa, no caso a Suíça, no feriado de 15 de novembro.
As outras novidades são o goleiro Júlio César, 'Suzana Werner' da Inter Milano. O meio-campo Fernando, ex de Ju e Grêmio e que agora se veste de bordô nas terras de alguns dos melhores vinhos do mundo, a Aquitânia do Girondins de Bordeaux. Ricardo Oliveira, vice da Liber com o S.Paulo e meio titular meio reserva do Milan. E por último lateral Carlinhos do Santos, único jogador que atua no Brasil e sem motivo aparente integra a lista; talvez para aparecer na vitrine e seja negociado no mercado de inverno europeu, é possível que 10% caiam direto na conta que Wand.Lux mantem na Suiça.

A lista:
Goleiros: Júlio César (Internazionale), Helton (Porto);
Laterais: Daniel Alves (Sevilla), Maicon (Internazionale), Carlinhos (Santos), Adriano (Sevilla);
Zagueiros: Luisão (Benfica), Alex (PSV), Lúcio (Bayern Munique), Juan (Bayer Leverkusen);
Meias: Diego (Werder Bremen), Edmílson (Barcelona), Dudu Cearense (CSKA Moscou), Kaká (Milan), Ronaldinho Gaúcho (Barcelona), Elano (Shakhtar Donetsk), Fernando (Bordeaux), Gilberto Silva (Arsenal);
Atacantes: Daniel Carvalho (CSKA Moscou), Robinho (Real Madrid), Rafael Sobis (Real Betis), Ricardo Oliveira (Milan).


E com vocês, A DEMENCIA DO DIA (no caso, do dia 30/10, 2a.-feira passada)
(OS TRECHOS EM NEGRITO FORAM SELECIONADOS POR MIM COMO AS PARTES MAIS DEMENTES DA MATÉRIA)
Vale lembrar que quando os internautas DO MUNDO INTEIRO elegeram Maradona como a figura do século no futebol mundial na página da FIFA, a votação foi desconsiderada. Enfim, como costumo dizer: VAI SABER...

Vai na integra no POP:
30/10/2006 Torcida escolherá craque do Brasileiro em votação

Além do destaque eleito por especialistas, a premiação dos melhores jogadores do Campeonato Brasileiro deste ano terá uma novidade, a eleição do Craque da Torcida.

Em 2006, a Confederação Brasileira de Futebol realizará a segunda edição do prêmio para os melhores jogadores da temporada, no dia 4 de dezembro, e a inovação divulgada nesta segunda-feira será a participação popular através da Internet para a entrega do prêmio da torcida.

O argentino Carlos Tevez, que liderou o Corinthinas na conquista do Brasileiro de 2005, é o atual campeão do prêmio máximo, o Rei da Bola, entregue em dezembro do ano passado em cerimônia de gala no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

Desta vez, 300 membros fazem parte do colégio eleitoral, entre cronistas esportivos, ex-jogadores e treinadores, e os atuais técnicos e capitães dos 20 clubes da primeira divisão. Serão premiados ainda o artilheiro, o melhor jogador segundo o colégio eleitoral (Rei da Bola), três jogadores por posição, além do melhor técnico e do melhor árbitro.

Novamente a festa será no Teatro Municipal, e desta vez com participação de artistas do Cirque du Soleil. Os atores Evandro Mesquita e Taís Araújo estarão encarregados da apresentação. Para a cantora Sandra de Sá, torcedora do Flamengo e escolhida como uma das curadoras do prêmio, o troféu já tem dono: o atacante Obina, devido ao tamanho da torcida da equipe carioca.

"Eu voto nele", disse ela que, questionada se o Campeonato Brasileiro corre o risco de ter o atacante como melhor jogador, não vacilou: "Seríssimo (risco)".

Já para o técnico da seleção brasileira, Dunga, também presente ao lançamento, o goleiro Rogério Ceni, do líder São Paulo, está entre os favoritos para receber o título de Rei da Bola.

"Acho que no Brasil as pessoas têm tendência de só elogiar os jogadores de ataque, que marcam gols, mas é importante ressaltar que um time é formado por 11 jogadores, do goleiro ao atacante", respondeu Dunga quando perguntado sobre a possibilidade de o melhor jogador da competição ser Ceni.


FALTAM SEIS RODADAS
Pra fechar, prefiro manter-me fora da recente discussão sobre o campeonato nacional de 2005. Afasto-me também de comentar os jogos da rodada; os pênaltis inexistentes falarão por mim.

Saúdos, Vitor VEC

Publicado às 10:43 AM | Comentários (6)
novembro 2, 2006

Homenagem aos mortos

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O enterro mais esperado pelos adeptos do futebol digno acontecerá no interior de São Paulo, quando o Azulão confirmar na prática aquilo que a matemática já aponta como inevitável, indicando 98% de chances de cair. Além de ser um time ser qualquer apelo e torcida, ainda tem esse escudo lamentável.

O Santa Cruz foi o primeiro a morrer. Passou praticamente o campeonato inteiro sem apresentar sinais vitais. Depoius de morto, teve seu corpo arrastado para ritos em diversos estádios país. Seguindo sua tradição, deve subir no ano que vem para ser rebaixado novamente em 2008. Nenhum sentido aquelas letras do seu escudo, que parecem um encanamento.

Bahia e Vitória estão mortos há uma década e agora brigam na mesma tumba para ver quem consegue colocar o braço pra fora. O Bahia paga pelas peripécias dos seus dirigentes. Um clube campeão brasileiro, o maior do Nordeste, chegar nessa situação é algo lamentável. Já o Vitória, nem seu bonito escudo deve ajudar na reabilitação.

Carpindo,
Douglas Ceconello.


Publicado às 2:03 PM | Comentários (10)
novembro 1, 2006

Pela hombridade

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Impedimento flerta com o politicamente correto.

Sensibilizado pelo movimento pela paz nos estádios, aconselhamos:

"DEIXE A VIOLÊNCIA PARA DENTRO DO CAMPO - ou a polícia vai te moer a soco".


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Vamos exigir que os jogadores contribuam para a galeria de imagens dos clássicos, ao mesmo tempo em que mantemos a sanidade e tentamos evitar confusões. Afinal, ninguém quer Gre-Nal com uma só torcida ou, pior, com estádio vazio.

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Portanto, tu, torcedor que for ao Olímpico, deixe a violência para quem realmente entende. Os jogadores não precisarão de outro combustível que não a simples presença das camisas coloradas e tricolores no lado oposto do campo.

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Se for para incendiar alguma coisa, coloque fogo no seu próprio corpo. É mais poético. Certamente, um bombeiro aparecerá a tempo de evitar o pior. E tu ainda poderá dizer nos microfones que foi em homenagem à patroa, que na verdade gostaria de pedi-la em casamento.

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Caso tu queiras brigar de qualquer forma, lembre-se dos tempos de colégio e chame o oponente para uma disputa mano a mano. É honesto. Tu sempre quis ser igual ao Van Damme, então faça um duelo particular. Ou tu já viu o Van Damme batendo em alguém com a ajuda de uma turma?

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Use toda a sua fúria para xingar a torcida adversária. Gremistas vão chamar os colorados de "macacos". Vermelhos vão chamar os tricolores de "bichonas". Isso é bonito, é do futebol. Mas não destrua o estádio, construção erguida para lhe receber e que carrega o carinho da torcida adversária, da mesma maneira que a casa do seu time é estimada como um troféu por ti.

Mas se, ainda assim, tu quiseres destruir alguma coisa, espere o final do jogo. Então saia pra rua e ataque um outdoor, essas coisas nojentas que a publicidade faz para tornar Porto Alegre mais feia.

Impedimento faz a sua parte.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 11:21 AM | Comentários (26)
outubro 31, 2006

Mais um Gre-Nal na vida de todos nós*

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Impedimento deflagra a semana Gre-Nal

Iniciou aquele período em que a idéia começa a se formar: mais importante que fazer gol é não tomar. Melhor não comemorar do que ver eles comemorando.

Durante a semana, o Grêmio enfrenta o Figueirense, no Olímpico. O Inter vai ao Rio de Janeiro jogar com o Botafogo. Mas, sinceramente, quem quer saber disso? Os azuis já estão na Libertadores há horas, enquanto os colorados pensam cada vez mais no Mundial. O São Paulo é o virtual campeão.

O que realmente domina os pensamentos tricolores e vermelhos é que mais um clássico está se aproximando, sorrateiro, para proporcionar felicidade plena ou desgraça infinita. Pela 367ª vez, as duas maiores forças do sul do país medem suas envergaduras. Dessa feita, na cancha da Azenha, domingo, às 16 horas.

Talvez porque não tenha nenhuma remota ligação com qualquer outra disputa regional, tendo cada vez mais a pensar que se trata da maior rivalidade do país. Opiniões contrárias baseadas em bons argumentos são aceitas nos comentários.

* todos devem saber que é a frase que Haroldo "Magrão" de Souza, locutor da Rádio Guaíba, abre as jornadas de clássicos gaúchos.

Saudações,
Douglas Ceconello

Publicado às 1:10 AM | Comentários (35)
outubro 30, 2006

Astrologia fatal

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Na data de hoje, el pibe comemora seus 46 anos, bem
vividos, cheirados e driblados.

Mas não é o único, como bem sabemos. O período entre 22 de outubro e 21 de novembro, que corresponde na farsa astrológica ao signo solar de Escorpião. acabou sendo agraciado pelo futebol com, no mínimo, mais dois gênios fora de qualquer discussão.

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Pelé nasceu a 23 de outubro de 1940.


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Garrincha e suas pernas tortas foram paridos
em 28 de outubro de 1933.

Impedimento felicita a todos: aos dois vivos, ao finado Garrincha também.

Não adianta.

Não resisto a revelar que nesse mesmo dia 28 do décimo mês do ano, mas 46 temporadas depois, vinha ao mundo esse que passou a atender pelo nome que assina o post. Cabe a óbvia ressalva que, em termos futebolísticos, a minha única semelhança com esses três acima é que eu também nasci com duas pernas. Na vida pessoal, algumas analogias seriam possíveis, mas isso não é assunto para ser dito, assim, em público.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado às 5:51 PM | Comentários (16)
outubro 29, 2006

Falsos Ídolos

A Zero Hora, numa série de reportagens recentes sobre o Barcelona, mostrou como a contratação de Ronaldinho foi não só o princípio como também o fator mais decisivo na transformação do clube nos últimos anos de segundo na Espanha a primeiro no mundo.

O gaúcho ganhou todos os prêmios possíveis (tanto no clube como mundialmente) e era o centro de toda a expectativa durante a última Copa do Mundo - e o maior símbolo da sua decepção.

Hoje o mundo todo fala que o jogador está em crise, não encontra mais seu futebol e manchetes espanholas dizem que a torcida do Barça acha que ele deve ir pra reserva. Ao mesmo tempo, seu irmão e empresário tem seguidas conversas com o Milan abastecendo os rumores duma possível transferência (Assis nega dizendo que estava só negociando o contrato do Ricardo Oliveira, já contratado e esquentando o banco faz mais de dois meses). Ronaldinho desmente tudo e fala que está feliz no Barcelona e pretende continuar por muito tempo no time catalão. Não sei se o negócio sai ou não, mas tenho certeza duma coisa: sua falta não seria sentida.

Não há duvidas de que, jogando o que tem jogado nos últimos anos, Ronaldinho é não só o melhor jogador do mundo como possivelmente um dos melhores de todos os tempos. É impossível negar que ele pode ganhar campeonatos praticamente sozinho e encantar multidões, transformando um clube grande numa unanimidade mundial. O que também e indiscutível é que ele consegue isso pelo que faz em campo, nada mais. Ronaldinho não tem nenhuma identificação verdadeira com a torcida do Barcelona, assim como não teve com nenhuma outra camiseta que ele vestiu. O discurso dele, em Porto Alegre, Paris, Espanha ou na seleção é o mesmo: "o que eu quero é jogar futebol com alegria, estou muito feliz, quero continuar aqui por muito tempo". BOBAGEM. A sua única lealdade é o Futebol Clube Assis Moreira.

Não há nenhuma crítica aqui; ele teve uma infância trágica (perdendo o pai quando a carreira do irmão decolava) e Assis nunca realizou a promessa de grande jogador que ele era. É normal que eles tenham decidido ganhar todo o dinheiro que pudessem, o mais rápido possível. A saída dele do Grêmio foi assim; por mais que o clube pudesse não ter valorizado ele o suficiente ele teria saído de qualquer jeito. Um clube do exterior poderia pagar vários milhões ao tricolor, levar o Ronaldinho e ele ainda seria rico. Mas porque deixar a decisão na mão dos outros?
O que eles fizeram foi tão premeditado e distante de emoção como uma possível mudança do Barcelona seria. A imprensa espanhola critica o jogador veladamente pois ele renegociou o seu contrato três vezes nos três anos que esteve lá e tentará um quarto aumento logo. A mensagem é simples: "sem ressentimentos, mas eu tenho é que garantir o meu".

A comparação com outros ídolos é injusta: Renato Portaluppi até hoje faz piadas anti-coloradas, seus times treinam no Olímpico e ele tem a simpatia de absolutamente todos os gremistas. Vários ex-jogadores exercem cargos diretivos em clubes onde foram influentes: Cruyff treinou e hoje toma muitas das decisões no Barcelona, Pepe Guardiola treina times juvenis e trabalha com o departamento de futebol do time catalão, Leonardo é relações-públicas do Milan - os exemplos são muitos. Alguém consegue imaginar Ronaldinho tendo esse tipo de relação com qualquer dos seus clubes? Eu não.

O principal motivo tem muito menos a ver com ele ser "mercenário" e muito mais com o fato de que jogar bem e ganhar títulos não é o essencial para eternizar um jogador no imaginário do clube - a diferença é que jogadores muito ruins ou sem sucesso simplesmente não duram o suficiente para marcar época. O genial texto do Douglas sobre o Renteria (ler abaixo) explica tudo, mas eu acrescento: o que o torcedor quer ver é alguém vestindo a camiseta e tentando ganhar como eles fariam se tivessem bola para tanto. O deboche ao adversário, a falta que joga o Savio-perereca na pista (ah, que saudade do Dinho) e a emoção do Renato ao ganhar o mundial - não como conquista profissional ou pessoal, mas como a alegria de ver o SEU TIME ser campeão. O que o torcedor quer e' que o jogador entenda a sua importância como REPRESENTANTE da massa e não como um assalariado da instituição que é o clube.
Samuel Eto'o, jogador do Real Madrid por seis anos sem nunca ter recebido uma chance de se firmar (foi emprestado a três clubes diferentes e só fez dois jogos com o time da capital) joga com raiva e marca gols em todas as partidas em que enfrentou o ex-clube; Alcindo, talvez o maior centroavante da historia do Grêmio, foi dispensado do Inter quando jovem e fez questão de vingar-se em cada Grenal, por vários anos; Batistuta jogou na Segunda Divisão com a Fiorentina e ajudou a trazer o time de volta (recebendo uma estatua na cidade quando finalmente saiu para uma equipe maior).

O futebol, coisa mais importante das coisas menos importantes, é um esporte de paixão e entrega muito mais do que técnica. Fazer cera, gândulas sumindo com bolas, faltas duras no jogador que desrespeita o adversário, foguetes no hotel, isso tudo é importante, é valido, faz parte. Quem se interessa por um esporte em que a única coisa que vale é técnica pura e simples deveria assistir a nado sincronizado ou salto ornamental, não futebol. Ronaldinho nunca entendeu isso ou simplesmente não se importa. Por isso ele vai ser eterno e sempre lembrado por todos que gostam de futebol - mas amado por ninguém.

Francisco Mahfuz
Espião de Impedimento no G-14

Publicado às 3:09 PM | Comentários (27)
outubro 27, 2006

Réplica a Lucchese

"Just when I thought that I was out they pull me back"

"Quando penso que estou fora eles me puxam de volta". Assim disse Michael Corleone, totalmente transtornado, na parte final da saga de Coppola sobre os mafiosos. Assim repito eu agora acerca da loucura generalizada que tomou conta da imprensa esportiva.

Pois bem. Aqui vamos nós, como diria aquela bruxa do Pica Pau que tem uma niqueleira na ponta da meia, ao tentar pela milésima vez voar com uma vassoura.

Parto da seguinte premissa: a maioria dos jornalistas são umas putinhas. Desde já peço desculpas à classe das mulheres que vendem prazer, pois digo isso sugerindo que os profissionais da imprensa acostumaram-se a ser maltratados.

Teve um velho gagá, o Salvador Hugo Palaia, dirigente do Palmeiras, que fez uma auto-entrevista coletiva, cercado por quatro seguranças. Ele chamou os jornalistas, levou as perguntas e as respostas e começou a inquirir a si mesmo. Sou obrigado a tirar o chapéu para ele. Faz isso porque deixam fazer.

Enquanto isso, os jornalistas também procediam como estão acostumados. Ficaram lá, segurando seus microfones e gravadores, como se empalhados. Tivessem UM COLHÃO, virariam as costas, todos juntos.

Mesma coisa procede na casa corintiana. Os jogadores decidiram não falar mais com os jornalistas, como se a culpa dos desmandos alvi-negros fosse da imprensa. Mesmo assim a Globo levou um profissional para dar as informações do Corinthians durante o clássico. Tivesse um pouco mais de respeito pela CLASSE, colocaria os dois para cobrir o Palmeiras.

Ontem, o apocalipse da mídia esportiva. Um programa de debates ficou 90 minutos discutindo o fato de o Corinthians não dar entrevistas. N-E-N-H-U-M S-E-N-T-I-D-O. Cabe ressaltar que, apesar de muitos torcedores e dirigientes do Corinthians dizerem que o imprensa paulista é são-paulina, 70% das atenções voltam-se para o time do Parque São Jorge. Nos bons e nos maus momentos.

Depois, vem o São Paulo, com 20%. Apesar da grandeza, bem atrás estão Santos e Palmeiras, com 5% cada um. Esses são números do AIPIM (Associação Institucional para Pesquisas do Impedimento), que aponta ainda a vitória de Carlos Lacerda nas eleições presidenciais.

Com o coração partido,
Douglas Ceconello.

Publicado às 1:43 PM | Comentários (27)

Antes do apito final ainda vale

47 do 2º tempo, a partida por terminar. O goleiro Cássio (tem futuro) com a bola na mão, berra pro time todo avançar e dá um bago pra frente.
A defesa carioca bate cabeça e lá se vai o Herreriña 'a la muerte' pela bola e dá a testada na bola. O goleiro, político e ex-presidente Fenando Henrique sai desastrosamente do gol e pelota adentro.

Como no confronto do primeiro turno, o resultado foi buscado nos descontos e pelo 18 gremista, que também entrou na 2a. parte. Coincidências a parte, o espírito do Grêmio é este.
Herrera; porque a gurizada gosta do cara? O pessoal 'especialista' daqui não consegue entender ou finge que não sabe, nazismos a parte porque ele é estrangeiro. Os zagueiros do Fluminense ja entenderam o porquê.


DENÚNCIA

No jogo contra o S.Paulo do último domingo, o Grêmio deixou milhares de torcedores do lado de fora. Supostamente os ingressos acabaram na manhã da 4a.-feira da semana passada.
Supostamente eu repito. Pois nesta 3a.-feira o site da CBF divulgou que sobraram nada mais nada menos que 4 MIL INGRESSOS. Verdade que a maioria eram exclusivos para os idosos. Mas mesmo assim, chamou a minha atenção as 87 arquibancadas, teoricamente esgotadas. É razoável pensar que ingressos estejam sendo desviados, e com alguém uma grana por fora, evidentemente.


FES-TE SOCI
Recebi uma corrrespondência de nada mais, nada menos do que o seu FCBARCELONA.
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O meu endereço é um mero detalhe, portanto está fora.
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Confere o detalhe.

Uma consulta ao seu FCB resultou nesta correspondencia, na qual junto com a resposta já aproveitaram e enviaram inclusive o número de sócio: 154597. 154 mil sócios. Impressiona. Disparado, é o clube com mais sócios no mundo.
E a busca pelo sócio continua, para alcançar 'El Gran Repte' (O Grande Desafio), como é denominada a estratégia de marketing para o sócio.
€142, perto de R$400 anuais. Aproximadamente é o mesmo preço praticado no nosso mercado - no Grêmio é R$350 e no Inter, R$340. É claro que lá não se tem acesso ao estádio gratuitamente como aqui. Por outro lado, ganhamos umas 10 vezes menos que os torcedores deles.


Pra fechar, inicia hoje a Feira do Livro, que se extende cada vez mais pelo centro da cidade. A área infantil seguirá dentro do cais desativado do porto, fato que dará trabalho novamente pro pessoal do trânsito.

Saúdos, Vitor VEC

Publicado às 9:45 AM | Comentários (29)
outubro 26, 2006

Pela subversão da Geografia

Para não ser acusado de oportunista nem correr qualquer risco de mudar minha opinião por fatos vindouros, vos digo, sem mais delongas: considero vencer a Libertadores superior a ser campeão mundial. Pronto, já disse, podem me apedrejar, mas já aviso que não viro a cara, apesar de transformar água em whiskey 12 anos.

É claro e sabido por todos que vencer o torneio organizado pela Fifa em dezembro é mais importante e consiste o maior triunfo que um clube pode alcançar. Mas não é esse o ponto. Competição por competição, entendo a Libertadores como o supra-sumo da glória futebolística. É ali que está o charme, a superação dos vizinhos, os xingamentos em castelhano. Mais do que isso, o simbolismo da Copa fala por si.

Desde o começo da participação dos clubes mexicanos na Libertadores, surgiu a possibilidade - absurda - de que um time pudesse vencer o Mundial sem ter ganho o torneio continental. Para tanto, basta que uma equipe do México seja campeã e que o vice, escalado para representar os de cá, ganhasse de algum clube europeu. Algo execrável, já que para um sul-americano conquistar o mundo, deve obrigatoriamente ser campeão da Libertadores.

Quando o Chivas disputou com o São Paulo a semifinal desse ano, vislumbrou-se a possibilidade de o Inter jogar no Japão e vencer sem ter levado a Libertadores. E me pareceu bastante nojento, esse descalabro originado por uma fanfarronice da Conmebol. Não sei se essa chance de levar o mundo pulando sobre a taça do continente agradaria, por exemplo, a Cruzeiro, Vasco ou Palmeiras, que não obtiveram o triunfo no Japão e equilibrariam as coisas. Na minha concepção, isso não tem valor e, conforme Savoldi me informou, a Conmebol está tomando providências.

O título de "Campeão do Mundo" traz na própria denominação a impossibilidade de ser superado, mas para mim sempre foi a cereja do bolo, um jogo até meio superficial, do outro lado do mundo, uma única partida testemunhada por orientais e suas goelas estridentes. Pelos motivos acima explicados, considero a Libertadores superior em mérito e fascínio, mas sei que sou voto vencido. E, para muitos, meus argumentos só parecerão sinceros se houver o segundo sucesso gaúcho em terras nipônicas e ainda assim eu continuar alardeando essa posição.

O que farei, sem dúvida.

(Prevejo que a revolução da República do Pampa comece aí. Se acontecer o que os vermelhos esperam, Montevidéu e Porto Alegre terão oito conquistas mundiais e onze Libertadores)

Saudações,
Douglas Ceconello.


Publicado às 8:00 AM | Comentários (20)

Prá não dizer que não falei das flores...

Nesta 4a.-feira pouco futebolística (aparentemente, ao menos), os canais abertos ofereceram um espetáculo pobre vindo dos lados de Piratininga.

Morumbi vazio: Bom, mas já estamos acostumados a isso.
Gramado péssimo: Segundo consta, em razão de shows ocorridos nos últimos dias (ENTÃO JOGA NO PACAEMBU, PO!!)
Transmissao da Globo (e da Record também, oras): Cleber Machado tentando animar a audiencia falando de uma suposta bravura, dedicaçao e esforço de ambas equipes que sinceramente eu nao vi.
Vitória corinthiana: Talvez tenha sido o que de pior tenha acontecido nesta noite. 0-0 já estava desenhado há muito tempo. Foi quando um corner do lateral César e uma subsequente cabeçada e Marcelo Mattos selou o definitivo 1-0 para o Corinthians que entra para a história e para as estatísticas e que também resulta numa distancia de 5 pontos da Ponte com um jogo a mais.
Como há uma tendencia dos últimos perderem, é possivel que esta distancia se mantenha antes de votarmos no domingo, 29/10.
E tudo isso faz com que minhas preocupaçoes se voltem para Caxias. Como a derrota nesta 5a. na beira do rio é previsível, o Ju volta a olhar para baixo depois de umas 10 rodadas de segurança. Sem falar que na última rodada, haverá de encarar o próprio clube da torcida auto-proclamada de fiel e o jogo será em São Paulo. OLHO VIVO, SEU IGUATEMY*!

(*): Presidente do E.C.Juventude

Pessoalmente, preferiria ter visto o jogo do Brasil de Pelotas na Paraíba ou o Nacional no Paraná, ambos caídos em derrotas flagrantes. Treze 3-1 e Atlético-PR 4-1, respectivamente. Estes resultados por certo me deixaram algo triste.
Num dado momento, Claudio Millar marcou e o Xavante saiu na frente em Campina Grande, terra do forró. Instintivamente pensei: "Bueno, não tem rádio nenhuma da capital lá na Paraíba. Só isto explica o resultado.". Logo em seguida, a Gaúcha anuncia o gol do Brasil na Série C, colocando tudo a perder.

Já na Sudamericana, desde já me posiciono e indico que ela terá um destes destinos:
1- Prêmio de consolação: Vai para o Atlético-PR. Não é uma Liber de America, mas já é alguma coisa para um clube sem representação decente no cenário futebolístico.

2- Recolocação: Para o San Lorenzo. Depois do bicampeonato 2000-2001, o tri da Suda representaria a afirmação no continente. Nem o Nene Sanfilippo chegou tão longe nos anos 60/70.

3- Ressureição: Do cacique Colo-Colo. É um dos mais tradicionais manda-chuvas da América. Depois da Liber-91, aparenta que o futebol pós-Pinochet afundou. Não obteve mais conquista alguma, sequer aparições decentes em competições internacionais que disputou. Claudio Borghi, o '9' dos Argentinos de 85, com breve passagem pouco feliz pelo Flamengo em 89, é o mentor desta nova fase. O técnico já tem credibilidade e começa a ser cogitado para se tornar treinador do próximo clube que enfrentar uma crise na Argentina.

De volta ao país, no jogo que eu vi houve: muitas imprecisoes, gols clarissimos perdidos de cada lado por Enilton(Palmeiras) e Amoroso e Rafael Moura (Corinthians) e várias situações de corta-luz para o adversário, por exemplo.
Nada mais insuportavel, bem pior que o recente Corinthians-Lanús, cujo 0-0 muita gente achou deploravel. Em suma, um derby deploravel.
Aliás, já expus uma ideia para os amigos. Num campeonato de pontos corridos, os classicos mais importantes devem ser disputados proximos do seu final, quando a definiçao está proxima.
O final seria bem mais acirrado, com os diversos clubes tendo que enfrentar seus rivais classicos. è posível que não tivéssemos confrontos diretos pelo título, mas pelo menos colocaria um nível e dificuldade maior aos postulantes da taça.
Para exemplificar, colocarei adiante uma possivel combinaçao dos ultimos 5 jogos dos lideres atuais:
S. Paulo: Palmeiras, Gremio, Fluminense, Santos, Corinthians.
Inter: Corinthians, Cruzeiro, Vasco, Gremio, Fluminense.
Santos: Cruzeiro, Palmeiras, Botafogo, S. Paulo, Vasco.
Gremio: Flamengo, S. Paulo, Corinthians, Inter, Palmeiras.


E para justificar o título e corroborar tudo que está escrito aí em cima:

"O gol

O gol é o orgasmo do futebol. E, como o orgasmo, o gol é cada vez menos freqüente na vida moderna.

Há meio século, era raro que uma partida terminasse sem gols: 0 a 0, duas bocas abertas, dois bocejos.
Agora, os onze jogadores passam toda a partida pendurados na trave, dedicados a evitar os gols e sem tempo para fazer nenhum.

O entusiasmo que se desencadeia cada vez que a bola sacode a rede pode parecer mistério ou loucura, mas é preciso levar em conta que o milagre é raro. O gol, mesmo que seja um golzinho, é sempre goooooooooooooooooooool na garganta dos locutores de rádio, um dó de peito capaz de deixar Caruso mudo para sempre, e a multidão delira e o estádio se esquece que é de cimento, se solta da terra e vai para o espaço."

GALEANO, Eduardo. Futebol ao Sol e à Sombra. L&PM, Edição atualizada, Porto Alegre, 2004.

Saúdos, Vitor VEC

Publicado às 2:30 AM | Comentários (8)
outubro 25, 2006

Tipo Colômbia

Ele foi tripudiado desde sua chegada, e até hoje é contestado e odiado por alguns cronistas. Com freqüência, costumo ouvir que sua presença no time ou no banco deve-se a interesses empresariais.

Saído de Quibdó, provavelmente foi batizado em meio a plantações de milho e oferecido a deuses pagãos, que depois viria a homenagear com seu ruqueraque. Teve que descer pela América para receber todo o louvor que merece.

Rentería não me agrada por sua técnica, sabidamente modesta. O que me espanta e fascina é um certo espírito amador, tão ausente nos gramados brasileiros há muito tempo. Rentería é o peladeiro com vontade de ganhar. No entanto, não perde tempo com firulas: gosta mesmo é de correr como um demente. Dificilmente veremos ele aplicando alguma janelinha ou meia-lua, o importante é ultrapassar o adversário, na base da força, da velocidade e com uma pequena dose de técnica. Rentería não sabe pedalar.

Não ter nenhuma vergonha de perder gols também é um componente importante do seu caráter. Após desperdiçar chances claras dentro da pequena área, poderia muito bem fugir da responsabilidade e passar a bola quando outro bom momento surgisse. Mas não, prefere dificultar ainda mais as coisas, aplicando um chapéu ou encobrindo o goleiro para marcar um golaço.

Despreza o bom-mocismo a assume sempre sua faceta mau-caráter. Adota aquela posição de "eles são os adversários, temos que humilhá-los, ofendê-los, acabar com sua raça". E assim faz, sem desistir em momento algum. Guarda toda sua faceirice para correr aos seus depois de balançar as redes, com gorro e cachimbo de Saci. Não reclama da reserva nunca: dez ou quinze minutos são suficientes para ele. Ou não.

Rentería encarna o deboche e um certo sentimento favelado que historicamente caracteriza a índole colorada. Sem ele, o Inter poderia ter vencido a Libertadores - embora eu não tenha certeza -, mas não teríamos esse fascinante componente maloqueiro-místico. Não me interessa que há muito ele não contribui com o time. Me comprometo a nunca duvidar da sua generosidade e das boas intenções para com os colorados. Por comemorar de verdade seus gols. Por brigar com adversários. Por debochar. Por ser expulso devido a bobagens.

Está na galeria dos inesquecíveis, mesmo que perca um gol debaixo dos paus contra o Barcelona. Apesar da minha certeza íntima ser outra. De bicicleta? De canela? Quem sabe. Mandando o Valdés fazer um fellatio e ser expulso por isso, é o mais provável. E bem comum do tipo Colômbia.

Além disso tudo, é um predestinado, como os fatos a seguir comprovam:

Na sua estréia contra o Fluminense, nas horas seguintes à anulação do jogos que acabou dando o título ao Corinthians em 2005, fez um gol em velocidade, chutando a bola de chicote. Instantes após, começou a driblar loucamente no setor defensivo, perdeu a bola e quase cedeu o gol de empate.

No jogo remarcado contra o Coritiba em 2005, marcou dois gols que confirmaram o resultado da primeira partida - 3 a 2 -, o segundo aos 44 do segundo tempo, com um chute que venceu mais ou menos uns 18 adversários na pequena área.

Contra o Palmeiras, na penúltima partida do Brasileiro de 2005, marcou o gol da vitória aos 42 do segundo tempo. Chutou de bico, com a perna meio deitada, sem chances para Marcos. A vitória impediu o Corinthians de comemorar antecipadamente e garantiu a vaga colorada na Libertadores.

Contra o São José, em jogo que não valia absolutamente nada, pelo Campeonato Gaúcho, foi flagrado pelas câmeras soqueando a barriga de um zagueiro. Depois marcou o gol que iniciou a sua famosa seqüência de comemorações vestido de Saci, com gorro e cachimbo.

Contra o Santa Cruz, pelo Brasileiro, fez o gol da vitória. Instantes depois, quando um adversário ficou caído com a bola na altura do estômago, deu um bico contra a barriga do cara e saiu correndo pela lateral, caçado por uma meia dúzia de jogadores raivosos.

No grenal em que o Grêmio foi campeão gaúcho, entrou e fez bem pouco, mas muito mais do que a equipe tinha feito até então. O simples fato de jogar um gremista contra as placas para recuperar uma bola e cobrar o lateral deveria servir de modelo a todos os jogadores brasileiros que entendem que um clássico é apenas um jogo com estádio cheio.

Na última partida da primeira fase da Libertadores, contra o Maracaibo, teve sua atuação mais destacada. Entrou no segundo tempo e aprontou um escarcéu para cima dos venezuelanos. Fez o último gol da goleada por 4 a 0 e tomou cartão amarelo por mandar o goleiro adversário calar aboca. Sim, no QUARTO gol ele mandou o goleiro ficar quieto.

Em Montevidéu, contra o Nacional, fez um dos gols mais bonitos e mais importantes da história do Inter, após ter perdido duas oportunidades claras. Comemora com seu tradicional rukerake, mas muito mais acintoso, esbravejando contra os uruguaios. Depois fiquei sabendo que, enquanto aquecia, ele foi xingado pelos torcedores e respondeu algo como "vou entrar lá e acabar com vocês".

Contra a LDU, no Beira Rio, entrou no segundo tempo e também marcou um dos gols mais bonitos e importantes do Inter, comemorando diante de um estádio lotado durante uns dois minutos e posteriormente agradecendo aos seus deuses secretos, que bem podem ser os cantores da moda na Colômbia.

Sinceramente agradecido,
Douglas Ceconello.

Publicado às 8:00 AM | Comentários (21)
outubro 23, 2006

Falta de vergonha sem limites

Que a operação para salvar o Corinthians tinha começado, todos sabíamos. O que não poderíamos advinhar é que ela tomaria contornos tão perceptíveis. Pois há poucos instantes o técnico Emerson Leão foi absolvido pelo STJD.

Quando Kurt Cobain disse algo como: "só poque você é paranóico não significa que eles não estejam atrás de você", sem saber estava referindo-se ao panorama futebolístico do Brasil e da relação do centro do país com os estados periféricos.

Leão chamou o juiz da partida Corinthians x Santos de ladrão, mas os promotores decidiram descaracterizar o que foi relatado na súmula. O mesmo Leão que tem uma lista interminável de encheção de saco de todos na volta do gramado e que deu um soco no bobalhão do Leandro Vuaden, ano passado, no Beira Rio.

Acredito que Leão não devesse ser punido pela maioria desses fatos, pois não passavam de bravata infantil, mas a lei deveria ser minimamente semelhante para todos. Não preciso repetir que esse mesmo STJD puniu Abel Braga por 30 dias por ter chamado Wágner Tardelli de "cagão, medroso e covarde".

Não satisfeitos, o procurador Rafael Aberge - provavelmente um laranja daquele carniceiro do Paulo Schmitt - entrou com nova denúncia, pois o treinador do Inter teria ido ao vestiário no jogo contra o Cruzeiro. Cuca, do Botafogo, fez a mesma coisa e não teve sua pena ampliada. O julgamento de Abel foi suspenso porque o STJD quer ouvir o delegado da partida contra os mineiros, mas deu tempo da relatora votar pela penas de três meses. O próximo julgamento deve ser na próxima sexta. A punição de Abel pode variar de 90 a 360 dias.

E vem aí também o julgamento de Mano Menezes, expulso contra o São Caetano, que não fez absolutamente nada se comparado a Leão.

Então, poderemos perceber qual das duas lamentáveis hipóteses procede: ou teremos a prova cabal de que há benefícios para certos clubes de Rio e São Paulo, ou ficará claro que o Inter sofre retaliações do STJD por ter ingressado na justiça comum para tentar reaver a taça de 2005.

Troféu que a própria justiça desportiva colocou num embrulho e mandou via sedex para o Parque São Jorge.

Impetrando o mandado de segurança,
Douglas Ceconello.

Publicado às 10:30 PM | Comentários (26)

Para o São Paulo, basta trocar de técnico

No jogo mais esperado da rodada, Grêmio e São Paulo igualaram em 1 a 1. Com o empate diante dos gaúchos, o São Paulo deu um passo quase irreversível para chegar ao tetracampeonato brasileiro. Só perde se Muricy for muito Muricy daqui para frente. Por via das dúvidas, prevejo que essa é a hora exata para uma substituição no comando técnico são-paulino.

Me parece bem claro o que ocorreu no Olímpico na tarde de domingo, testemunhado por 47 mil personas. O Grêmio foi surpreendido antes de fechar o primeiro minuto de jogo e praticamente começou a partia perdendo. Ouvi muitos falarem da desatenção da zaga gremista, mas o que vi foi um lance de felicidade para Danilo, em que nenhum gaúcho pode ser culpado.

Depois disso, o Grêmio teve mais posse de bola, enquanto o São Paulo ameaçou com duas chances claras em contragolpes. A imperícia que dominou os atacantes gremistas ontem acabou consagrando Rogério Ceni. Na segunda etapa, o tricolor gaúcho dominou a partida. O São Paulo pedia para tomar um gol, o que aconteceu através de Hugo e só não se repetiu por fatalidade.

O Grêmio deixou passar o cavalo encilhado, perdendo uma chance de ouro de colocar fogo no campeonato. Mas a vaga na Libertadores está mais do que bem encaminhada, também devido à derrota do Paraná para o time B do Flamengo. E eu não sabia que o rubro-negro tinha sequer um time A.

Com a vitória sobre a coitada da Ponte Preta, o Inter assumiu a vice-liderança e está sete pontos atrás do São Paulo. Quem viu a Macaca jogar, vislumbrou uma cara de time rebaixado, o que eu realmente não gostaria que acontecesse.

Graças a um senhor muito simpático que afundou a traseira do meu carro, assisti apenas a partes do jogo, o suficiente para perceber em Renan o futuro titular da posição. E, por favor, parem de compará-lo a Taffarel. Nenhum colorado quer ter o melhor goleiro do mundo que não ganhou título. Um razoável com uma faixa já basta.

Mas se disse que o São Paulo é praticamente campeão, é também porque não vejo forças no Inter para alcançar o título. Se fosse apenas o Brasileiro e nada mais, tudo bem, mas a diretoria já avisou que os jogadores começarão a ser poupados para o Mundial. No Santos eu não tenho esperanças e, repito, o Grêmio pode ter perido a chance da competição. Claro que o futuro breve pode me desmentir se o São Paulo perder para o Figueira e Inter, Grêmio e Santos - ou algum dos três - vencerem. Então, o campeonato toma vida nova.

Ademais, suspiro da morte corintiano, muito graças à inexistência futebolística do Cruzeiro atual. Ouvi que reclamaram de gandulas que demoraram em repor as bolas para o time mineiro jogar, mas isso deveria ser considerado uma atitude nobre e favorável ao futebol.

São Caetano já eras e o Fortaleza me decepcionou. Aliás, ocorreu algo bem peculiar. Naquele famoso segundo cartão da Loteca - o primeiro, vocês sabem, é publicado aqui - acertei todos os oito jogos do sábado, com direito a marcar um empate "seco" entre Paysandu e Guarani.

No domingo, precisava de cinco acertos em seis partidas, mas apenas dois resultados me favoreceram: as vitórias de Botafogo e Corinthians. Outros que anotei considerando fáceis, como alguma vitória no confronto dos tricolores ou um triunfo paranista, resultaram em lástimas profundas.

Mas sinto que a glória eterna se aproxima através dessas travessuras.

Aos que estiveram no Olímpico, aos que têm queixas, também àqueles que perderam o amor da sua vida ou andam tendo pesadelos, os comentários são uma alternativa.

Saudações,
Douglas Ceconello.


Resultados

Vasco 3 x 0 Palmeiras
Goiás 5 x 3 Santa Cruz
Santos 2 x 1 Figueirense
Ponte Preta 0 x 2 Internacional
Paraná 0 x 2 Flamengo
Grêmio 1 x 1 São Paulo
Fortaleza 3 x 4 Atlético-PR
Corinthians 1 x 0 Cruzeiro
Botafogo 2 x 1 São Caetano Leia o relato do
Juventude 1 x 1 Fluminense


Classificação

1º São Paulo 60
2º Internacional 53
3º Santos 52
Grêmio 52
5º Paraná 49
6º Vasco 47
7º Botafogo 43
Figueirense 43
9º Flamengo 42
Cruzeiro 42
Goiás 42
12º Atlético-PR 40
13º Juventude 39
14º Palmeiras 37
15º Corinthians 35
Fluminense 35
17º Ponte Preta 33
18º Fortaleza 28
19º São Caetano 26
20º Santa Cruz 24

Publicado às 10:56 AM | Comentários (14)
outubro 20, 2006

Celeste campeã mundial novamente

Na única disputa coerente para escolher a melhor seleção do mundo, o Uruguai chegou mais uma vez ao topo, tirando o título da Venezuela.

Aos golear a Venezuela por 4 a 0, na quarta-feira, a Celeste recuperou o título mundial segundo o Unofficial Football World Championship, que usa critérios semelhantes ao do box