
Samba e mulatas agitam hotel da Seleção
08h37 » Em hotel de luxo, Seleção fica sem piscina
08h03 » Love fica com camisa 9 da Seleção; confira lista
23h29 » Juan vê semelhança entre Puerto La Cruz e o Rio
23h05 » Chávez prevê goleada da Venezuela sobre o Brasil
22h53 » Diego compara Seleção atual à campeã em 2004
Apenas uma amostra, apanhada por acaso, da irrelevância que domina a cobertura da seleção brasileira. A mensagem clara é: "ok, leitor, não temos nada para falar, mas sabemos que tu é um idiota que se preocupa que a seleção não tenha piscina enquanto tu não tem sequer um chuveiro decente em casa".
Sem falar na constrangedora galeria de fotos e suas legendas, a metade delas contendo, de um jeito ou de outro, o substantivo "Robinho" e o verbo "brincar" em suas mais variadas formas. É muito homoerotismo pra mim. Confira a putaria.



Quero que essa seleção da CBF vá para o inferno. Vou torcer para Uruguai, Paraguai e Chile - um povo que tanto gosta de futebol e que tão poucas alegrias tem com o seu selecionado. Na verdade, vou torcer para TODOS, exceto Brasil, Estados Unidos e Venezuela - para aquele doente mental do Chávez não tentar convencer ninguém de que ele foi o melhor jogador dos vinotintos.
Saudações,
Douglas Ceconello.
No início do jogo, lembrei de testar a função cronômetro do celular. Disparei e guardei no bolso. Provavelmente, a partida estaria muito chata para quem não tivesse envolvimento emocional com a mesma. Então, em uma das demoradas cobranças de falta do Boca, que Oscar Ruiz parecia desinteressado em contestar, resolvi olhar o reloginho. Ele marcava 42 do primeiro tempo, quando eu imaginava o jogo ali pelos 20 minutos iniciais.
Cheguei mais cedo que o costume, não pude entrar pelo portão 18, o da sorte, ocupado pelos argentinos, e me desencontrei da delegação de Erechim. Fiquei sentado ali pela linha da grande área, meditando, e um grupo de torcedores de Uruguaiana me acolheu. "Tá sozinho? Tá com nós! Grita aí!". Mas ainda faltava cerca de uma hora para o jogo começar, e justifiquei minha calma dizendo que estava guardando fôlego para a Goethe. Durante o jogo, permaneci em chamas gritando "Cruza! Cruza!" mesmo em jogadas no campo de defesa.
Assistir esta final foi mais ou menos como ir ao cinema ver um filme alternativo, desses que retratam a dura realidade. Num filme de Sessão da Tarde, o time mais fraco até teria chance, contra um time famoso e arrogante que perderia no final. Mas Grêmio e Boca não assumiram estes papéis.
O torcedor não é bobo, e sabe que o time não vai ganhar quando as traves de Diego Souza no primeiro tempo e de Schiavi no início do segundo impedem o um ou dois a zero que poderiam mudar completamente o jogo. Então, do mesmo lado onde Diego Souza acertou o travessão, Riquelme estufou as redes. O time do Grêmio ficou completamente desarticulado, e sorri ironicamente quando a torcida passou a pedir Éverton.
Riquelme é algo fenomenal. Maior jogador que já presenciei atuar, tenho a forte suspeita de que é filho de Maradona. Aquela expressão fechada e tranquila, enquanto a bola fica grudada no pé, independente de quantos marcadores estão ao redor. Se tudo isso é lamentável para mim, um gremista, até consola o fato de que poderei dizer aos meus netos - com um ar meio romântico e gagá - que "décadas atrás vi Riquelme acabar com meu time". O comic relief, que fez todos os espectadores do jogo no mundo gargalharem, foi o pênalti cobrado por Palermo de maneira bisonha. "Vovô, é verdade que o Boca tinha um centroavante que errava pênaltis?"
Mano Menezes é muito coerente. Quando perguntado sobre a final, respondeu: "Aprendi que geralmente vence o melhor". Comentou também que é preciso todo um aprendizado de um elenco para disputar um título desses em condições de ganhar. Algo como aconteceu com o Inter em 2004 e 2005, para as conquistas de 2006.
Na minha opinião, o Grêmio chegou longe demais. Eliminou times tecnicamente melhores, na base do entusiasmo e da superação. Há dois anos, estávamos no meio da Série B, e achei incrível a campanha do Brasileiro que trouxe o time de volta à Libertadores.
Ficaria feliz passando da primeira fase da Libertadores, e deixando o Inter pra trás. Mas veio o São Paulo, e não admitiria, como torcedor, perder para os mercenários. Depois veio o Defensor, e até aceitaria ser eliminado pelo aguerrido time uruguayo. Mas passamos, e veio o Santos. Eliminar o Luxemburgo era preciso. Então veio o Boca e, como falei no último post, não enxergava como o Grêmio superaria os xeneizes. E não deu.
Mas Libertadores é que nem carnaval, tem todo ano. E se Inter e Grêmio continuarem com trabalhos competentes, talvez um sonhado confronto se concretize no ano que vem. Agora, tem esse campeonato meio enfadonho por pontos corridos, ao qual de vez em quando darei alguma atenção. Ouvi rumores indicando que tem Grenal na próxima rodada.
abraço,
Antenor Savoldi Jr.

Nem de longe, o jogo foi aquilo que eu esperava. O Boca Juniors praticamente não correu riscos durante toda a partida, levou as ações conforme pretendia, marcou dois gols e ergueu a Copa. O Grêmio não teve forças para exercer sequer uma pressão, não conseguiu levar para o campo o clima criado durante a semana. Por incrível que possa parecer, fez muito pouco para parar Riquelme.
A decisão
A atmosfera criada em Porto Alegre nos últimos dias - pela torcida, por dirigentes, pela imprensa - dava a impressão de que o Grêmio exerceria uma fortíssima pressão sobre o Boca, desdobraria-se, bateria se necessário. Eu acreditava nisso. Mas bastaram cinco minutos de jogo para vermos que o Boca não se deixaria contagiar pelo ambiente.
O primeiro tempo foi equilibrado, um bom jogo. O Grêmio começou tomando a iniciativa. Pelo lado esquerdo, Carlos Eduardo e Lúcio jogavam em alta velocidade, tabelavam e se revezavam. Aos poucos, os argentinos começaram a prender a bola, a achar espaços, principalmente quando a pelota caía no pé de Riquelme, jogador desgraçado, que prende, gira, espera o último momento para dar o melhor passe possível. A dupla de volantes, Banega e Ledesma, jogou muito mais que no primeiro jogo, o que garantia lucidez na meia-cancha. Conforme o tempo passou, o Grêmio passou a deixar espaços, correu riscos e começou a dar bicos para a frente.
Na segunda etapa, o time de Mano Menezes voltou mais compacto na intermediária defensiva, tentando atacar com velocidade e alternando mais jogadas de ataque. O Boca pouco demorou para tomar as rédeas, ficaram com aquele jogo chato, tocando bola quando podiam. Naturalmente, o Grêmio se desesperou e não conseguiu criar chances. Mais ainda quando Riquelme, numa das raras vezes em que esteve em condições de chutar, marcou um golaço.
Nesse lance, o jogo acabou. O Grêmio sucumbiu e o Boca só queria que o tempo passasse. No desespero, os gaúchos abriram um PAMPA de espaços e levaram o segundo gol, também de Riquelme, após chute de Palacio. Palermo chutou um pênalti de forma bisonha e o jogo acabou.
No Grêmio, nota de alento a Carlos Eduardo, Gavilán e Lúcio (apesar da inaptidão em cruzar), que foram dos poucos a tentar criar e mostrar ímpeto. A dupla de zaga também teve méritos, mesmo Schiavi, que entrou depois. Tcheco novamente amarelou e não fez nada. Diego Souza já entrou em campo nervoso e se escabelando, mas, mesmo assim, ao menos procurou chutar a gol. Tuta, uma LAVADEIRA, esfregando a barriga no chão. Patrício, o BALDE do Tuta.

Me parece que o Grêmio pecou ao não pensar Riquelme - ou a pensá-lo de forma errada. Contra um jogador assim, a bola simplesmente não pode chegar nele. E Riquelme ficou livre nos dois jogos. Aqui era necessário que alguém ficasse em cima dele em tempo integral, dando uma porrada no começo do jogo se preciso. É provável que, mesmo marcado, ele desequilibrasse, mas o estrago poderia ser menor.
E agora
O grupo do Grêmio não deve sofrer um desmanche, a maioria dos jogadores deve ficar. Apenas a saída de Lucas é certa. O Grêmio tem uma base de time. Saja, a dupla de zaga, Lúcio, Gavilán e Carlos Eduardo podem ser a espinha dorsal de uma equipe competitiva para o Brasileiro. Nas outras posições, urge que cheguem reforços. Os atuais titulares seriam os reservas de um grupo mais qualificado. Ontem, após o jogo, Mano Menezes afirmou: "vimos que não tínhamos condições de vencer o Boca". Entendi algo como: "o trabalho foi qualificado, sou um bom treinador, mas o grupo é fraco e quero reforços".
Eu
Confesso que sequei. Acreditava sinceramente que o Grêmio tinha chances de virar. Estava tendo calafrios. Via o título como inevitável desde a vitória sobre o São Paulo. Um pouco de paranóia, é provável, mas duvido que as coisas não encrespassem de vez se o Grêmio tivesse marcado 1 a 0 ontem. Ao contrário da maioria, ao término do Braisleiro 2006, tive certeza que os azuis chegariam.
Obviamente, torço para que o Grêmio perca todos os campeonatos. Não é uma postura de raiva contra gremistas. Alguns dos meus melhores amigos são gremistas, e respeito sua dor pela derrota na final. Mas é difícil se livar do VÍCIO de secar, adquirido durante boa parte da época de vacas magras coloradas. Ainda mais numa final de Libertadores. Ainda mais no ano seguinte ao título do Inter. Já pensaram na tragédia colorada? Casar num dia e pegar a mulher se esbaldando no com um INIMIGO DE INFÂNCIA no carpete da sala da tua casa apenas um dia após a lua-de-mel? Fueda, malandros.
Mas vejo como algo extremamente positivo que a rivalidade Gre-Nal aconteça em um nível sul-americano, com as duas equipes mantendo o nível das últimas temporadas, e continuando a disputa pela ponta do campeonato nacional e pelas fases deicisivas da Libertadores. E que num ano próximo tenhamos a oportunidade de presenciar um clássico pela Copa, já que dessa vez não deu.
Não dou parabéns para o vice-campeontato porque não preciso fazer média com ninguém, deixo isso para os de sempre. Mas admito que vocês tiveram grandes momentos nesse primeiro semestre e foram merecedores de todos eles.
Saudações,
Douglas Ceconello.

Grêmio e Boca Juniors fazem a 11ª final de Copa Libertadores que confronta brasileiros e argentinos. A vantagem é castelhana: 7 a 3. Apenas Santos, Cruzeiro e São Paulo conseguiram obter sucesso pelo lado do Brasil.
Vitórias brasileiras
1963 - Santos x Boca Juniors
O esquadrão santista obteve o título contra os xeneizes. O jogo da Bombonera foi uma das maiores peleias já vistas, com Pelé mostrando que, além de jogar muito, sabia bater como poucos. Os paulistas venceram as duas: 3 a 2 no Maracanã e 2 a 1 na Argentina.
1976 - Cruzeiro x River Plate
Grande confronto. O timaço do Cruzeiro, que tinha, entre outros, Nelinho, Piazza e Palinha, mete 4 a 1 nos millonarios no Mineirão. No jogo do Moumental, o River venceu por 2 a 1. A terceira partida foi no estádio Nacional, em Santiago, e os mineiros venceram por 3 a 2.
1992 - São Paulo x Newell's Old Boys
O tricolor paulista conquistou sua primeira Libertadores ao bater os leprosos no Morumbi, na decisão por pênaltis. Os dois jogos acabaram com vitórias de 1 a 0 dos mandantes, mas Zetti garantiu a vitória dos treinados por Telê Santana.
Vitórias argentinas
1968 - Estudiantes x Palmeiras
O Palmeiras de Ademir da Guia e Dudu não foi páreo para o time pincharrata, que estava no auge do seu banditismo e qualidade, contando com nomes do nível de Bilardo e Verón. O primeiro jogo, em La Plata, foi 2 a 1 para o Estudiantes. Na volta, no Pacaembu, deu Palmeiras: 3 a 1. O desempate foi jogado no Centenario, em Montevidéu, e acabou com vitória pincha por 2 a 0.
1974 - Independiente x São Paulo
Época áurea do Diablo. No primeiro jogo, o São Paulo venceu no Morumbi por 2 a 1. Na volta, em Avellaneda, os rojos venceram por 2 a 0. O desempate ocorreu em Santiago, no estádio Nacional, e novamente os argentinos ganharam: 1 a 0, gol de Pavoni. O Independiente conquistava seu terceiro título consecutivo. E ainda viria a ganhar mais um.
1977 - Boca Juniors x Cruzeiro
Esta final foi encarruscada. O Boca venceu a primeira por 1 a 0, na Bombonera. O Cruzeiro devolveu exatamente o mesmo placar no Mineirão, gol de Nelinho. A finalíssima aconteceu no Centenario, em Montevidéu, e acabou sem gols no tempo normal. Nos penais, o Boca venceu por 5 a 4.
1984 - Independiente x Grêmio
Os gremistas ficaram em primeiro no triangular que tinha Flamengo e Universidad Los Andes, enquanto o Independiente obteve a vaga contra Católica e Nacional (URU). A primeira partida foi no Olímpico e os rojos venceram por 1 a 0. Na volta, o empate sem gols deu o título aos argentinos.
1994 - Vélez x São Paulo
Desta vez, quem se deu mal nos penais foi o São Paulo, que deixou de ganhar o tricampeonato consecutivo. Também nesta oportunidade tivemos duas vitórias mínimas dos mandantes, mas nos tiros livres os comandados de Bianchi foram mais felizes e levaram a primeira - e única - Copa para Liniers.
2000 - Boca Juniors x Palmeiras
Depois de arrancar um excelente empate em dois gols na Bombonera, o Palmeiras deu um sufoco, mas não conseguiu marcar um golzinho no Morumbi. Os xeneizes também não compareceram no placar; A decisão ocorreu nos penais, onde Córdoba fez o serviço e o Boca venceu por 4 a 2.
2003 - Boca Juniors x Santos
O tão decantado futebol do Santos de Robinho e Diego ruiu e os brasileiros tomaram dois sacodes do Boca. Na Bombonera, 2 a 0. No Morumbi, quando muitos davam como certa a virada santista, 3 a 1, num partidaço do time de Carlos Bianchi, com direito a papelão de Fábio Costa.
Países campeões
Argentina 20
Brasil 13
Uruguai 8
Paraguai 3
Colômbia 2
Chile 1
Saudações,
Douglas Ceconello.

Mesmo sem fazer uma grande partida, o Boca Juniors fez 3 a 0 no Grêmio e ficou muito próximo de vencer sua sexta Libertadores. À equipe de Mano Menezes, resta golear no Olímpico, na próxima quarta, por três gols para levar à prorrogação ou quatro para levantar a taça no tempo normal.
De início, protesto. Não gostei do papel picado. Prejudicou o meu DESEMPENHO JORNALÍSTICO em acompanhar a gorduchinha deslizando pelo irregular gramado da Bombonera. Nos primeiros cinco minutos, o Boca apressou-se a dar um sufoco, mas foi só o Grêmio acertar a marcação que o jogo ficou parelho. Os gaúchos até impuseram um grande ritmo e pressionaram como fizeram com o Santos, no Olímpico.

Quando os gremistas eram melhores, o Boca chegou ao seu primeiro gol, em cobrança de falta. Irregular, com três jogadores impedidos. Falha clamorosa do bandeira. O gol reanimou o Boca, que tentou chegar com mais dois chutes, de Riquelme e Palacio. Mas o resultado era um tanto inesperado pelo que fizeram as duas equipes.
Na segunda etapa, o Boca partiu para cima do Grêmio. Mas essa equipe azul y oro é muito estranha. Passa o jogo amorcegando, errando muitos passes até, e logo tenta uma estocada fulminante. Esse comportamento me lembrou o São Paulo de Telê Santana, que esperava para matar o adversário em um ataque mortal. Mas obviamente os brasileiros tinham muito mais qualidade e entrosamento que esse Boca.
O Grêmio, que tinha se imposto no primeiro tempo, sumiu após o intervalo. Por mais paradoxal que possa ser, os azuis jogaram mais após a justa expulsão de Sandro Goiano. Carlos Eduardo, o melhor dos brasileiros, largou Tcheco na cara do gol, mas ele não chegou. Os argentinos aumentaram com Riquelme, na úncia oportunidade de bola parada que ele teve - ouviu Rogério Ceni?*.
O Boca não fez uma grande partida. Nem uma boa partida. Mas conta com Riquelme, que, mesmo não tendo uma atuação estável, desequilibra com seus lapsos de brilhantismo. Palacio também foi razoável, mas a dupla de volantes, Banega e Ledesma, nada fazia para prender a bola. Os laterais não encontraram espaços. Portanto, as jogadas dos xeneizes eram todas cantadas.
Os dois minutos que podem ter definido a Libertadores começaram aos 42, quando Lucas chutou e Caranta fez uma força para largar nos pés de Diego Souza, que não conseguiu concluir. Aos 44, depois de uma jogada magistral de Riquelme, Saja espalmou. No cruzamento, após o rebote, Patrício fez contra.
A derrota por três gols não é um resultado adequado para o que aconteceu no jogo. Mas, e já peço perdão pela frase batida, o futebol não é justo. Mesmo com a goleada, deve-se ressaltar o bom papel da dupla de zaga gremista. Também as atuações de Gavilán e Carlos Eduardo. Mas Tcheco, Tuta e Diego Souza foram lamentáveis. O capitão parece ter se borrado, enquanto o centroavante, admito, está no time sem qualquer explicação.
A Bombonera não rugiu como de costume. A torcida estava paralisada, talvez pelo duro enfrentamento que o Grêmio protagonizou no primeiro tempo. Cantaram na entrada do Boca, nos gols e no final. Assim, até a torcida do Botafogo dá espetáculo.
Sobre a arbitragem, é claro que o primeiro gol foi extremamente lamentável. Mas no restante da partida achei correta, nas marcações de falta e na expulsão de Sandro Goiano. Paulo Pelaipe, diretor de futebol do Grêmio, disse que Larrionda estava mal intencionado. Acerca disso, nada sei. Mas, conhecendo minimamente a Conmebol, não duvido de nada. Achei mais suspeita a presença de Francis Ford Coppola, mas ele estava num enquadramento muito precário e amadorístico. Aliás, o dirigente gremista mostrou não ter qualquer vínculo com a realidade nem qualquer respeito ao futebol ao afirmar que "o Boca é o Caxias com grife". Sem comentários.

Aos gremistas que acreditam, digo que é justo e válido que assim se comportem. O Grêmio já proporcionou grandes viradas. É claro que o Boca é o virtual campeão, mas não deve ser agora, na última partida, que a torcida vai desprezar o poder de reação do time de Mano Menezes. Até porque o bicho não é tão feio assim. Sei lá, vai que o Grêmio faz 1 a 0, um argentino é expulso e a cinco minutos do final os gaúchos marcam outro. Daí ninguém é de ninguém.
Bastante improvável, sem dúvida. Mas como diria aquele personagem do genial Laerte, "já vi mulheres tirarem coisas impressionantes de dentro de uma calcinha".
*provocação totalmente gratuita.
Saudações,
Douglas Ceconello.
Foi só eu cornetear o Boca para o time engrenar e chegar nesta final contra o Grêmio.
Estou procurando, e é difícil encontrar argumentos consistentes para imaginar como o Grêmio chegará ao tri-campeonato. Vejamos, alguns pontos:
O salto-alto xeneize parece não existir. Até Maradona se pronunciou, dizendo que preferia enfrentar o Santos na finalíssima.
O saldo qualificado, que fez o Grêmio passar pelo Santos, não vale na final. Não sei se isso será bom ou ruim, mas o fato é que o Grêmio não levou absolutamente nenhum gol em casa nesta Libertadores. Se fizesse um em Buenos Aires e mantivesse a escrita em casa, teríamos vantagem. Não sou partidário do saldo qualificado, mas não faz nenhum sentido alterar a regra apenas para a final.
Comparando os clubes, o Boca tem mais tradição na competição, sobretudo recentemente. Após estacionar uns vinte anos como bicampeão, só vendo a Copa de longe, o clube conquistou três Libertadores e dois mundiais nos últimos anos.
Comparando os elencos, o Boca tem muito mais experiência. O Grêmio até possui alguns jogadores rodados como Schiavi, Saja, Amoroso. Mas nem perto do elenco rival, já que muito dos jogadores xeneizes atuavam nas recentes conquistas de Libertadores e Mundiais.
O Boca costuma enlouquecer e patrolar os adversários em casa. Pior que isso, só o fato de não sentir os jogos fora de casa. O Libertad que o diga. Já o Grêmio de Mano Menezes, não costuma jogar bem fora de casa. Sempre é um sufoco, desde 2005.
O gramado da Bombonera está um lixo. Não entendo como os analistas acham que isso pode beneficiar o Grêmio. Os gramados dos jogos contra Cúcuta, Tolima e Defensor yambém eram ruins, e o tricolor se deu mal. Quando o gramado está impraticável, o fator pressão parece sempre ajudar o time da casa.
O Boca chega na final da Libertadores com Riquelme, Palácio e Palermo, entrosadíssimos.
Por aqui, começa minha esperança. O técnico do Libertad, Sérgio Markarian, declarou que o Boca atual é superior ao de Bianchi. Mais que isso: "A mí me encanta este Boca. Ahora se viene un rival que tiene historia. Me parece que Gremio es más defensivo, ésa es su apuesta futbolística. Se podría decir que Boca es más brasileño y Gremio más argentino".
Se Luxemburgo disse que prefere ser eliminado jogando futebol bonito, espero que o Boca vá pelo mesmo caminho, e incorpore o espírito das viúvas do futebol bailarino. Mas isso é improvável. Por outro lado, se o Grêmio seguir mantendo um futebol pragmático, e conseguir ser mais objetivo no jogo de ida, o caminho pode se abrir.
Boa sorte a todos nós, gremistas. Fácil, todos sabem, não será.
Afinal, "juegan Boca y Gremio. La final de las finales".
Saudações,
Antenor Savoldi Jr.
Boca Juniors e Grêmio começam hoje a grande decisão da Copa Libertadores da América. Uma disputa deveras equilibrada, onde dificilmente o resultado deixará o título encaminhado para o jogo de volta, na próxima semana, em Porto Alegre.
O Grêmio pretende voltar pelo menos em condições favoráveis de reverter no Olímpico, onde tem feito a diferença ao longo de toda a competição. Visto dessa forma, até derrota por um gol pode ser um bom resultado. Se perder por dois, as coisas complicam, mas ainda será possível. Vale lembrar que não há saldo qualificado.
A equipe argentina tem a oportunidade de conquistar a vantagem na Bombonera, mas, mesmo que não o faça, deve chegar viva a Porto Alegre. Ao contrário da maioria dos times, os xeneizes não podem ser considerados "mortos" mesmo que empatem ou percam a primeira em casa. O Boca costuma ser um visitante incômodo. A menos que perca por dois gols, porque daí a vaca vai para o brejo de vez.
Os comandados por Miguel Angel Russo têm feito uma campanha irregular. Costumam jogar bem na Argentina, mas não tem o mesmo desempenho fora de casa. Uma boa atuação xeneize passa obrigatoriamente pelos pés de Riquelme, Palacio e Palermo, bem como pelos laterais Ibarra e Rodríguez.
Os gaúchos também fazem um torneio instável. Costumam amassar o adversário no Olímpico, com atuações compactas, dignas de um time bem treinado. Mas fora de Porto Alegre, geralmente a equipe recua em bloco, perde sua força coletiva e cede espaços aos adversários. Nesse jogo, os gremistas querem fazer tudo diferente.
Acredito num jogo equilibrado, com uma pressão maior do Boca e uma vitória mínima dos argentinos por 1 a 0.
Saudações,
Douglas Ceconello.
Esacalações
Boca: Caranta; Ibarra, Díaz, Morel Rodríguez e Clemente Rodríguez; Ledesma, Banega, Cardozo e Riquelme; Palacio e Palermo. Técnico: Miguel Angel Russo
Grêmio: Saja; Patrício, William, Teco e Lúcio; Gavilán, Sandro Goiano, Tcheco e Diego Souza; Carlos Eduardo e Tuta. Técnico: Mano Menezes
Árbitro: Jorge Larrionda (URU)

Tudo como estava previsto. O Grêmio obteve a vaga para a final, onde enfrenta Boca ou Cúcuta. A pressão final do Santos, totalmente improdutiva, serviu apenas para deixar os gremistas mais apreensivos e aumentar o sabor da classificação.
Quando Saja fez uma defesa milagrosa logo no início da partida, as coisas tornaram-se ainda mais claras. Depois de uma pressão inicial, o Grêmio equilibrou o jogo. Diego Souza marcou um golaço, que praticamente garantia a vaga. Não fosse o gol de Renatinho antes do intervalo, as coisas no segundo tempo teriam sido mais fáceis.
No segundo tempo, o Santos, como se esperava, foi para cima. Como não conseguia criar nada, aproveitou as bolas paradas. Anotou dois gols de chiripa, com a bola saracoteando dentro da área. O Grêmio se fechou. O time de Luxemburgo cercou a área, mas não teve nenhuma chance clara. O sofrimento final serviu apenas para deixar a vaga mais condimentada.
Sou uma pessoa que busca constantemente estender os limites da paciência. Portanto, a partir do 1 a 0 fui para um bar cheio de gremistas assistir ao jogo. Guriazinhas de chapinha soltavam gritos totalmente fake, irritando até mesmo os tricolores presentes, todos eles totalmente alterados pelo jogo e pela marvada. E o Santos foi fazendo gols, os torcedores se apavorando. Eu, que já tinha largado a contenda, percebi que minhas pernas começavam a tremer. Me concentrei para não urrar se o quarto gol viesse. Mas eu sabia que não viria.
Na saída do bar, caminhando pela perimetral, mais gremistas em chamas. Passaram fazendo festa ao meu lado. Como certas coisas são impossíveis de esconder, um deles gritou: "Vai tomá no cu, colorado!". Fiquei satiseito por ser reconhecido como torcedor disfaraçado. Hoje pela manhã fui informado que a festa próxima da minha casa também foi grande, com direito a foguetes aqui na esquina. Segundo minha mãe, que teve o sono interrompido, um deles tinha um alvo bem escolhido. Logo depois que espocou, ela percebeu o grito: "Esse é pra ti, Douglas filho da puta!". Aproveito para responder por aqui, caso o descarado freqüente este espaço: "Eu não estava em casa, trouxa!". He.
Hoje teremos a definição do outro finalista. O Boca precisa reverter o 1 a 3 contra o Cúcuta e contará com a ajuda de sua fanática torcida e do fator local. A Bombonera estará incendiada, não resta dúvidas. O Cúcuta não contará com Blas Pérez, o Bucaneiro da Grande Área, que não foi liberado pela seleção do Panamá.
Esse time colombiano é muito matreiro. Se fizer um jogo inteligente, pode confirmar a vaga. No entanto, acredito que o Boca vai reverter a situação e chegar na final para fazer dois grandes conforntos contra o Grêmio.
Escalações:
Boca: Caranta; Ibarra, Diaz, Morel Rodríguez e Clemente; Ledesma, Banega, Neri Cardozo e Riquelme; Palacio e Palermo. T: Miguel Angel Russo.
Cúcuta: Zapata; Bustos, Hurtado, Moreno e González; Rueda, Castro, Del Castillo e Torres; Martínez e Pajoy. T: Jorge Luis Bernal.
Saudações,
Douglas Ceconello.
Santos e Grêmio decidem hoje quem será o primeiro finalista da Copa Libertadores. No primeiro jogo, os gaúchos venceram por 2 a 0. O resultado foi comemorado pelos vencedores, mas também pelos derrotados, que poderiam ter levado uma goleada. Amanhã tem Boca x Cúcuta.
A primeira partida deixou sérias dúvidas sobre a vocação desse time santista para disputar uma Libertadores. Não resta dúvidas de que no conjunto é uma das melhores equipes do país. Mas a falta de atacantes qualificados e uma defesa pouco confiável causam um grande desequilíbrio. O meio-campo, melhor setor do time, não encontrou saídas para a marcação gremista. Muito toque para o lado, pouca objetividade, nenhuma tentativa de chutar de longe, o que me fez deduzir que só joga quando tem espaço.
Na primeira partida, o Grêmio esteve praticamente perfeito. Apenas no início da partida concedeu algum espaço para o Santos. No restante do tempo, manteve uma forte marcação, adiantada até a intermediária santista, impedindo a saída de jogo dos volantes adversários e colocando os articuladores no bolso. Poucas vezes vi uma equipe marcar dessa forma e ainda sair com extrema velocidade pelos lados, com passes precisos. Se hoje o Grêmio encurtar os espaços de forma semelhante, o Santos está lascado.
No Grêmio, Tcheco e Tuta são dúvidas. O meia é importante para o time mesmo quando não vai bem. O atacante não tem feito a sua parte mesmo quando não vai mal. Mano Menezes acerta ao cogitar Ramon para o lugar de Tcheco. Um time mais fechado, com um jogador que, apesar de medíocre, tem correspondido ultimamente.
O Santos talvez não tenha Maldonado, o que seria uma perda tremenda, pois ele também sabe sair jogando. A grande incógnita - e por aí passa o resultado do jogo - remete à atuação do meio-campo. Se conseguir encontrar espaços, as coisas tendem a melhorar. Porque um ataque formado por Jonas e Marcos Aurélio é de fazer qualquer articulador sentar no grande círculo e chorar.
Os santistas querem fazer clima de Libertadores, assim como torcedores gaúchos costumam fazer, segundo seu técnico. Qualquer time que precise se mobilizar para "fazer um clima de Libertadores" mostra sua total incompreensão sobre a Copa. O Luxemburgo de verdade deu as caras e começou a atormentar Deus e o mundo. Apareceu um abobado soltando esterco pela boca. Esqueceu que já inventaram a Internet e se eu disser uma bobagem aqui em Cachoeirinha agora, ao meio-dia estarão debatendo isso na reunião do G-8. O que fez, além de mostrar claro trauma com cacetetes, foi apenas jogar contra o prórpio Santos.
Nada disso adiantará. Não me parece que o Grêmio esteja propenso a sucumbir à alardeada fumaceira da Vila Belmiro. E, dentro do campo, bem lembramos o "clima de Libertadores" que o Santos fez para enfrentar o Boca em 2003.
Acredito que a vaga gremista está quase que plenamente encaminhada. O saldo adquirido é muito relevante. Mesmo que o Santos faça 3 a 0, o Grêmio estará a apenas um gol da classificação, e eu tenho a impressão de que o time de Mano Menezes comparecerá no placar. A situação pode se complicar apenas se os paulistas marcarem logo no início e, além disso, os gremistas tiverem uns dois jogadores expulsos.
Meu palpite: Santos 2 x 1 Grêmio, com o time sulista saindo na frente e um santista expulso ainda no primeiro tempo.
Nada mais posso fazer quando tudo se mostra cruel dessa forma. Ontem fui baleado pela ironia do mundo. No mesmo bar e na mesma cadeira e tomando a mesma cerveja, pude perceber o deslocamento de ônibus gremistas partindo a Santos, da mesma forma que em 2006 presenciei a torcida colorada partindo ao Paraguai para disputar essa mesma fase da Libertadores. Assim é a nossa vida, irmãos. Quando abre o caminho, Deus cobra pedágio dos colorados.
Saudações agnósticas,
Douglas Ceconello.
Ficha
Santos: Fábio Costa; Alessandro, Adaílton, Ávalos e Kléber; Rodrigo Souto, Maldonado (Pedrinho), Cléber Santana e Zé Roberto; Marcos Aurélio e Moraes
Técnico: Wanderley Luxemburgo
Grêmio: Saja; Patrício, Willian, Teco e Lúcio; Sandro Goiano, Gavilán, Diego Souza e Tcheco (Ramon); Carlos Eduardo e Tuta
Técnico: Mano Menezes
Data: 06/06/2007
Local: Estádio Vila Belmiro, em Santos (SP)
Horário: 21:45 (de Brasília)
Árbitro: Carlos Torres (PAR)
Assistentes: Luiz Manuel Bernal e Nicolás Yegros (Ambos do PAR)

Este é o homem que está assombrando a América e deixou o Cúcuta a um passo da final da Libertadores.
O panamenho Blas Pérez já marcou oito gols na competição. Ontem, foram mais dois, e muito bonitos. Antes de anotar o primeiro contra o Boca, já tinha exigido uma defesa monumental de Caranta, em um testaço fabuloso.
Depois deu um balãozinho em um adversário imaginário e emendou de canhota. Para cair em graças definitivas comigo, ainda fez um gol que me lembrou vocês sabem muito bem quem em certa partida contra a LDU em 2006. O Boca ainda tentou dar as cartas no primeiro tempo, saiu na frente com Ledesma após jogada do infernal Palacio, mas foi atropelado no segundo.
O terceiro, de falta, também foi uma bucha de Bustos. Apesar da fúria colombiana, acho que na volta vai dar Boca Juniors. Mas, bem sabemos, esses cafeteros não vieram para brincar.
Para quem não viu os gols, aqui.
Saudações,
Douglas Ceconello.
O primeiro jogo da final da Recopa foi uma das partidas mais dementes a que já assisti. Nunca uma equipe abdicou tanto de jogar como o Inter, no Estádio Hidalgo, diante do Pachuca.
No primeiro tempo, as coisas até foram bem. O Inter começou jogando com inteligência, explorando a zaga mal colocada do time mexicano. Logo aos 4 minutos, Rubens Cardoso lançou Pato, que dominou, avançou e chutou cruzado, a meia altura, marcando um bonito gol.
Depois disso, o Pachuca dominou o jogo, embora não tivesse chances claras. O técnico Enrique Meza posiciona a equipe com jogadores bem abertos nas duas pontas e fica girando a bola até aparecer uma brecha. Marcou o gol de empate em um lance infeliz para os vermelhos, quando Landin chutou, Mineiro meteu a cabeça e enganou Clemer - que fez grande partida. Mas na primeira etapa o Inter ainda conseguiu responder com alguns ataques esporádicos e com Edinho chutando umas bolas totalmente fora de propósito, que pelo menos entravam nas estatísticas.
No segundo tempo, o negócio ficou feio. O Inter simplesmente não jogou. A equipe se posicionou no último quarto do campo, tentando apenas resguardar sua meta. Fernandão era segundo volante. Pinga não era nada. Na frente, o coitado do Pato, sozinho entre três zagueiros, não pegou nenhuma bola em condições de partir para cima.
Mesmo com o time todo atrás, o Inter deixava espaços grotescos nas costas dos dois laterais. Quando recuperava a bola, a equipe colorada chutava para frente sem nenhuma intenção de articular qualquer jogada, às vezes nem na DIREÇÃO do atacante. Gerou vários momentos constrangedores, de envergonhar mesmo. Parecia que o Inter era o Avenida, de Santa Cruz, jogando contra o HONVED. O esperado e previsível gol mexicano veio aos 34 minutos. Por ironia do destino, bem no meomento que Gallo finalmente tiraria o insosso Pinga para colocar Perdigão. E que diabos era Maycon. Ouvi seu nome duas vezes na transmissão. Entrou apenas para marcar e nem isso soube fazer.
Depois disso, mesmo sem grande organização, o Inter chegou. Numa cobrança de falta de Mineiro, que passou perto. Em um gol anulado de Christian, sob alegação de que o salafrário do bandeira ainda estaria tentando ajustar a barrreira. E, finalmente, numa bola na trave de Rubens Cardoso. Essa última reação apenas me deixou mais transtornado. Não fosse a postura constrangedoramente retrancada, o resultado poderia ser melhor que o 1 a 2.
Saudações,
Douglas Ceconello.
Pela outra semifinal da Copa Libertadores, o Cúcuta recebe o Boca Juniors e tenta fazer o resultado para passar de zebra à finalista da competição.
Como já vimos em diversas ocasiões na Libertadores, esse time colombiano está com o Cúcuta virado para a lua. E de bobo eles não têm nada. Já provaram contra Grêmio, na primeira fase, Toluca e Nacional pelas etapas posteriores.
Blas Pérez, o Bucaneiro da Grande Área, afirmou que pretende varrer a América com seu galeão pirata. A prova de fogo será hoje, quando enfrentam o Boca Juniors, que começou a competição cambaleando, mas, como era de se esperar, confirmou sua condição de candidato ao título.
Apesar da força do estreante, também conhecido como Doblemente Glorioso, acredito que o Boca passará, embora seja provável que perca hoje, muito graças ao Cafetero Style que o Cúcuta costuma desempenhar quando joga no Estádio General Santander, que estará mais que lotado.
A diferença entre os times se mostra no comportamento dos jogadores. Enquanto o meia Macnelly Torres afirma realizar um sonho ao enfrentar o ídolo Riquelme, os xeneizes estão concentrados apenas em chegar à final. No Boca, Banega treinou entre os titulares, mas não está confirmado. Se não jogar, Battaglia entra. Riquelme recupera-se de contratura muscular, mas deve estar em campo.
Meu palpite fica no 2 a 1 para os donos da casa.
O Sportv transmite a partida às 21h. Vejas as escalações abaixo.
Saudações,
Douglas Ceconello.
Cúcuta: Róbinson Zapata; Rubén Bustos, Julián Hurtado, Walter Moreno, Erwin González, Álex Del Castillo, Charles Castro, Dúmar Rueda; Macnelly Torres; Juan Martínez e Blas Pérez. T: Jorge Luis Bernal.
Boca Juniors:Mauricio Caranta, Hugo Ibarra, Daniel Díaz, Claudio Morel, Clemente Rodríguez; Pablo Ledesma, Ever Banega (Sebastián Battaglia), Neri Cardozo; Juan Román Riquelme; Rodrigo Palacio e Martín Palermo. T: Miguel Angel Russo.
Ai, Dorinho. O Grêmio passou por cima do Santos, fez 2 a 0, poderia ter feito 3 ou 4, e tem tudo para chegar na final da Copa Libertadores. Só me resta dizer uma coisa agora: S O C O R R O !
Quando o jogo começou, prometeu um equilíbrio que demorou pouco para se desfazer. O Grêmio tinha mais posse de bola, mas não criava nenhuma chance. O Santos apresentava suas rápidas tramas e quase marcou com Marco Aurélio.
Aos poucos, os paulistas sucumbiram à marcação gremista, que adiantava seus jogadores até a intermediária adversária. O time de Luxemburgo lembrava os malucos colombianos, tentando sair no toquinho de bola em frente à área e entregando a maioria das jogadas aos marcadores gremistas.
Mesmo assim, os gaúchos tinham chegado apenas um vez com perigo, através de Tuta. Até que o CÁVALOS cometeu um pênalti abobado. E não interessa que Diego Souza estivesse puxando ele pelo calção. O juiz tinha que marcar nem que fosse pela demência do zagueiro. Tcheco anotou e o Santos caiu em desespero. CÁVALOS ainda largou uma bola enforcada para Adaílton e Carlos Eduardo - que jogou muito - roubou e marcou com categoria. E agora Adaílton? O que tu vai dizer lá em casa?, como diria o Sílvio Luiz. O que que tu vai dizer para os santistas e colorados, seu desgraçado dos infernos?
Na segunda etapa, uma aula de ambos os lados. O Santos mostrou como não se busca um resultado fora de casa na Libertadores: é só empilhar condutores de bola qualificados - Tabata, Zé Roberto, Pedrinho, Cleber Santana, Kléber - e não ter nenhuma jogada pelas pontas e nenhum atacante na área. O Grêmio mostrou como se empacota um adversário, com uma linha compacta de jogadores e uma marcação implacável que não concedia nenhum espaço, velocidade nos contragolpes e passes objetivos. O Grêmio não passou por qualquer sofrimento. Para o Santos, saiu barato. Poderia ter sido goleado.
E quando a fase é boa, não adianta. Patrício encarna Garrincha. A bola sai de um pé azul e cai em outro. Cada jogador está no lugar exato. O Grêmio é o time mais bem treinado do país. Qualquer pessoa que faça a mínima crítica a Mano Menezes nunca viu um jogo de futebol. Como torci para que fosse demitido lá em 2005, na Segunda Divisão, quando se aventou essa possibilidade. Gavilán enfim se mostrou o bom jogador que é, Goiano vem se superando, Carlos Eduardo está destruindo e Lúcio - LÚCIO! - jogou como nunca a mãe dele imaginou que ele pudesse. Foi uma vitória incontestável. Decidido não está, mas a vantagem é muito grande.
Todos os meus temores estão se confirmando. Não foi nada bom o que se passou pela minha cabeça quando o Grêmio obteve a vaga para a Libertadores. O difícil, meus caros amigos gremistas, é ser colorado. E ficar nessa angústia, temendo que o rival se sagre campeão no ano seguinte ao título colorado, uma das coisas mais odiosas possíveis no mundo.
Fora do Rio Grande do Sul e também no bem montado discurso bairrista de alguns cronistas daqui, e também por alguma boa alma que consiga se ENLEVAR acima do bem e do mal, caso ocorra o que temo, será tratado como um feito histórico e fabuloso. Dois inimigos sendo campeões seguidos da América. De fato, será. Mas nós sabemos que antes, durante e depois, é uma questão Gre-Nal. E, como cantava o Roberto Carlos andando pelas estradas de Santos, "no meu caminho o tempo é cada vez menor. Preciso de ajuda. Por favor me acuda".
Por favor, alguém me acuda.
Passando pela fronteira,
Douglas Ceconello.
Começa hoje a carnificina para obter vaga na final da Copa Libertadores. Grêmio e Santos fazem um jogo que não pode ser considerado previsível, mas o favoritismo deve ser concedido aos donos da casa.
Serão dois grandes confrontos, tanto o de hoje quanto o da Vila Belmiro, na próxima semana. Embora costume ter atuações irregulares, vejo a presença de Tcheco como fator fundamental para um bom desempenho gremista. A atuação santista passa pela inspiração do trio Zé Roberto, Kléber e Cleber Santana.
Outra peça importante para o desenrolar do jogo é a participação dos volantes de ambos os times. Rodrigo Souto e Maldonado de um lado, Sandro Goiano e Gavilán de outro. Cabe a eles impedirem que o adversário fique muito faceiro ali pelo meio do campo.
O time de Luxemburgo é mais técnico, mas o Grêmio é extremamente forte quando joga no seu estádio. Na casamata, percebo que ambos os técnicos vivem fases em que é impossível apontar alguma vantagem. Algo de postivo para o Santos é o fato de demonstrar extremo respeito pelo Grêmio, não o tratando como um time que chegou ali por acaso.
O Santos pretende chegar vivo na Vila. Se perder, que seja por um gol, de preferência também comparecendo as redes. Para o Grêmio, a vitória de 1 a 0 já seria extremamente comemorada. Se vencer por dois gols de diferença, garante uma grande vantagem. Mesmo que empate sem sofrer gols, não será um resultado trágico.
Meu palpite: Grêmio 3 x 1 Santos. O time paulista não vai conseguir segurar o ímpeto do Grêmio, mas, devido à qualidade do seu time, também deve comparecer no placar.
Confira abaixo as escalações.
Saudações,
Douglas Ceconello.
Escalações
Grêmio: Saja; Patrício, William, Teco e Lúcio; Sandro Goiano, Gavilán, Diego Souza, Tcheco (Ramón) e Carlos Eduardo; Tuta. T: Mano Menezes.
Santos: Fábio Costa; Alessandro, Adaílton, Ávalos e Kléber; Maldonado, Rodrigo Souto, Claeber Santana e Zé Roberto; Jonas e Marcos Aurélio. T: Wanderley Luxemburgo.
Árbitro: Sergio Pezzotta (ARG)
Como os mais precavidos esperavam, o Boca Juniors venceu por 2 a 0, reverteu a vantagem do Libertad e chegou à semifinal da Libertadores, onde enfrentará o destemido e imprevisível Cúcuta.
Mesmo que tenha oscilado nas últimas temporadas, a chegada de Riquelme revigorou o Boca Juniors. Embora não seja aquele mesmo jogador que partiu para a Europa, o camisa 10 ainda faz muita diferença. Ontem, marcou o primeiro gol xeneize em uma jogada espetacular. Após disparar do meio-campo, chegou na frente da área e apressou o chute, com a passada ainda incompleta, surpreendendo o arqueiro paraguaio.

E junto de Riquelme ainda temos o sensacional Palacio, que ontem anotou o segundo, e os mui convincentes Ibarra, Díaz, Clemente Rodríguez, Neri Cardozo e o matador Palermo. No banco, Miguel Angel Russo ainda conta com Marioni e Orteman. Era esperado que chegaria. E chegou. Ao Libertad, resta comemorar mais uma digna participação na Copa.
Agora restaram três grandes, Boca, Grêmio e Santos, e o surpreendente Cúcuta, que aposta na elevação da exportação de café para também se valorizar no mercado do futebol sul-americano.
Para quem não viu, aqui os gols e outros lances da vitória boquense.
Saudações,
Douglas Ceconello.
O Grêmio bateu o Defensor nos pênaltis e garantiu vaga nas semifinais da Libertadores, onde enfrentará o Santos, que escapou do vexame de ser eliminado pelos reservas do América. O Botafogo, bem, continua sendo um clube simpático, que não faz mal a ninguém.
Libertadores
As coisas andam dando muito certo para o Grêmio. Sorondo sai machucado no início do jogo, o goleiro aceita um chute do meio-campo do Tcheco, o segundo gol sai aos 45 do primeiro tempo e a bola bate no travessão de Saja, repica no chão e não entra. Sorte de campeão? Talvez. Vocês me devem fortunas por sempre ter afirmado que o Grêmio faria grande campanha. Tenho testemunhas. Mesmo que não ganhe, a bela trajetória já se desenhou com a chegada nas semifinais.
Quando os azuis obtiveram a vaga para a Copa, minha intuição não me agradou nem um pouco. Me parecia meio óbvio que o Grêmio não desperdiçaria a chance de apreciar bem o filé depois da moela refogada da Segunda Divisão. Acrescente aí o título obtido pelo rival em 2006 e o conhecimento dos caminhos da América pelos azuis e temos o quadro pronto para o crime.
Apenas ouvi o jogo, mas minha infalível percepção diz que o Grêmio amassou no primeiro tempo e fez os gols em momentos cruciais. Na segunda etapa, o jogo ficou equilibrado , o Grêmio teve um pênalti sonegado e o Defensor quase marcou no final, o que só aumentou minha impressão de que perderiam nos pênaltis.
Enfim, agora é o Santos, o time sem atacantes. Se tivesse ao menos um bom jogador na frente, o time de Luxemburgo seria o melhor do Brasil disparado. Mas Marco Aurélio e Jonas não aparecem na área nem pra cumprimentar os zagueiros. E não me venham com essa de que Jonas marcou um GOL ontem. Até Michel já marcou gols.
Kléber - que ontem jogou muito -, seu chapa Santana, Maldonado e Zé Roberto formam um conjunto extremamente habilidoso. Tem mais uns dois ou três JUCA BALA que mantêm algum nível e se esforçam para não entregar tudo. Faço aqui uma reprimenda severa à torcida santista, que compareceu em número fiasquento na Vila Belmiro, estádio com capacidade apenas para 20 mil pessoas que apresentava constrangedores espaços vazios. 12 mil pagantes deveria garantir eliminação compulsória da Libertadores.
Copas do Brasil
O Fluminense garantiu a vaga na final, mas tomou um bafo na Boca do Jacaré, mesmo com um jogador a mais desde o primeiro tempo. Só bolas na trave foram umas 63, mais outras intervenções do voador Fernando Henrique, e o placar mais justo seria 18 a 1 para o time do senador. Vocês devem ter percebido, quando Adriano Magrão comemorou após anotar o empate, que a leitura labial revelou: "Cala a boca, Douglas".
Adoro o Botafogo. É um time tão legal com todo mundo, nos deu Garrincha e sempre provoca fortes emoções até o final dos jogos, geralmente acabando em alegria para os oponentes. Até mesmo para o Figueirense, que fez história. CLEITON XAVIER marcou aos 44 do segundo tempo, com ajuda do pobre Júlio César, a quem aconselho beber para esquecer.
Após o jogo, as coisas continuaram divertidas. O senhor IBOPE disse que o PLANO era fazer quatro ou cinco no primeiro tempo. Quase acreditei que ele estivesse se referindo à seleção de 70, mas depois lembrei que era apenas o Botafogo. MORRI. Como se não bastasse, disse que o Figueira é um time ridículo. Ora, aprendam que nada é mais imoral e baixo que tentar ridicularizar o seu algoz. Vençam e ridicularizem, mas não o façam após uma derrota. Ele reclamava da arbitragem, claro. A bandeira-mulher deixou de dar apenas um gol legal, já que no outro o atacante tentou participar da jogada. Mas o DOUTOR BOCA-DE-URNA esqueceu que no segundo gol o botafoguense cavalgou sobre o zagueiro para cabecear.
E Mário Sérgio disse que a Copa do Brasil é a competição dos pobres, no que está profundamente correto e lúcido. Se os times grandes que passam por dificuldades financeiras tivessem essa consciência, não teríamos presenciado os bizarros Paulista e Santo André na Libertadores.
Saudações,
Douglas Ceconello.
Um pouco de estatística e canja de galinha não fazem mal a ninguém, diria Stephen Hawking - caso conseguisse falar ironicamente através de seu sintetizador.
Selecionando uma amostra significativa, nas últimas 20 edições de Libertadores (1987-2006), tivemos campeões inéditos em oito oportunidades.
- ano - campeão
1989 Atlético Nacional (Medellín)
1991 Colo Colo
1992 São Paulo
1994 Vélez Sarsfield
1998 Vasco da Gama
1999 Palmeiras
2004 Once Caldas (Manizales)
2006 Internacional
Nestas mesmas vinte edições, tivemos em doze ocasiões um dos times pela primeira vez participando da finalíssima.
- ano - clube em sua primeira final
1988 Newell's Old Boys
1989 Atlético Nacional
1990 Barcelona
1991 Colo Colo
1993 Universidad Católica
1994 Vélez Sarsfield
1997 Sporting Cristal
1998 Vasco da Gama
2001 Cruz Azul
2002 São Caetano
2004 Once Caldas
2005 Atlético-PR
Destes, apenas em cinco ocasiões o estreante levou o título.
No entanto, absolutamente TODAS as finais destas vinte últimas Libertadores tinham ao menos um time que já havia participado de uma decisão da Copa anteriormente.
Na atual Libertadores, os cruzamentos das quartas de finais apresentaram interessantes coincidências. Nos quatro confrontos, times com mais de um título enfrentando clubes que buscam o caneco pela primeira vez. Numa semifinal idealizada pela tradição, Boca, Nacional, Santos e Grêmio, com doze títulos acumulados, se enfrentariam em sensacionais duelos copeiros.
Por outro lado, aos que prezam a novidade, Libertad, Cúcuta, Defensor e América do México, todos sem sequer uma final no cartel, bateriam as esquadras tradicionais e lutariam pelo título da Libertadortes 2007.
Se confiarmos ao menos um pouco nos números, podemos definir alguma tendência. Por exemplo, que dificilmente o segundo cenário, com duas novidades na final, se realizará. No entanto, boas chances para ao menos um novato chegar à decisão, mas chances um pouco reduzidas de chegar ao título.
Um já foi
No primeiro duelo entre Davi X Golias, a história bíblica se repetiu com o empate entre Nacional e Cúcuta, 2 a 2. Acompanhei só a parte final da partida, quando os uruguayos já estavam com um a menos e o placar em 1 a 1. Mais uma vez, empenho comovente dos tri-campeões, que chegaram a fazer o 2 a 1. Mas numa arrancada, o colombiano Pajoy passou por todos os exauridos marcadores do Nacional, inclusive o goleiro, e arrastou o 2 a 2 para a rede. Não têm respeito por nada, estes colombianos, nem por números.
Restam agora os outros três confrontos. O Santos recebe o lamentável América do México, que veio ao Brasil com apenas 14 jogadores, maioria reservas, evitando desgaste para a decisão do campeonato mexicano. O mais conhecido entre os 14 é o zagueiro Baloy, que fará um gol contra, e outro a favor, classificando o América à semifinal. Ainda assim, leitor, entre na campanha de Impedimento pelo afastamento mexicano da Libertadores. Mande emails para CBF, Conmebol, Televisa, Chapolin. Qualquer um que possa ajudar, faça sua parte.
O Grêmio tem uma parada similar à do Nacional, com final imprevisível. Desfalques de Saja, Lucas e Diego Souza podem ser lamentados, mas a luz no fim do túnel pode não ser um trem caso o primeiro tempo acabe em no mínimo 1 a 0 - o que, convenhamos, é viável. Na quinta, Boca e Libertad fazem a quarta de final mais equilibrada até o momento. Boca deve vencer nos contra-ataques.
usem Báskara,
Antenor Savoldi Jr.
Rá! É chegada a hora de decidir quem continua na briga para levantar a bendita Copa Libertadores. Oito clubes de seis países vão se esfolar para garantir presença nas semifinais. Hoje tem Nacional x Cúcuta, no Centenario.
Nacional-Cúcuta
Amparado por Blas Pérez, o Bucaneiro da Grande Área, o time colombiano realmente parece ser o fenômeno da Libertadores. A vantagem de 2 a 0 obtida na primeira partida é considerável, mas acredito na virada do Nacional. Há tempos o futebol uruguaio não tinha chance de ser tão bem sucedido na Copa Libertadores e é certo que jogarão muito a morrer para que o sonho não acabe. Nos pênaltis, Bolso.
Blas Pérez, o Bucaneiro da Grande Área
Palpite: Nacional 2 x 0 Cúcuta
Grêmio x Defensor
Mais uma das tantas decisões que o time de Mano Menezes tem tido nas últimas semanas. É uma grande incógnita a maneira como o Defensor se comportará em Porto Alegre. Contra o Flamengo, no Rio, passou no limite, mas também teve chances de gol. Se o Grêmio não sofrer gols, tem tudo para levar a decisão aos penais, mas a força aérea violeta é digna de respeito. Também não podemos desprezar as ausências de Lucas e Diego Souza. Não tenho a mínima idéia de placar. Acho que o Grêmio tem todas as condições de vencer - e é provável que ganhe - mas, obviamente, torço para que não passe. Sei que meu palpite vai gerar ódio, que seria um placar criminoso, que dirão: "maldito secador filho da puta". Mas é assim. Não posso mentir a tão nobres leitores. E, convenhamos, estranho seria eu afirmar o contrário.
Palpite: Grêmio 3 x 1 Defensor
Santos-América
Os brasileiros fizeram força para não vencer no México, nem sequer um gol marcaram e poderiam correr sérios riscos, mesmo que o América seja o Brasiliense dos ricos. A vantagem do Santos é que o time azteca conquistou a vaga na final do campeonato nacional e não deve vir com força máxima. Passa o Santos.
Palpite: Santos 2 x 0 América
Libertad-Boca
Grande confornto. Os paraguaios conquistaram uma boa vantagem no 1 a 1 em La Bombonera, têm um time compacto, eficiente e convincente. Mas quantas vezes nós vimos essas história do Boca em desvantagem, precisando confirmar na casa do adversário e tendo sucesso. Contra Paysadu, River, Palmeiras e em tantas outras ocasiões. Fechado e no contragolpe, aposto no time de Miguel Angel Russo.
Palpite: Libertad 1 x 2 Boca
Veja ali embaixo em que canal você, já bêbado e fazendo ameaças, exigirá que o dono do bar sintonize, enquanto outros clientes lunáticos tomam sopa de capeletti e querem ver a novela.
Saudações,
Douglas Ceconello.
Hoje
Nacional-Cúcuta
20h10 - Sportv 2
Amanhã
Grêmio-Defensor
19h10 - Sportv
Santos-América
21h40 - Sportv 2
Quinta
Libertad-Boca
21h10 - Sportv
Aquilo que já havia anunciado aos sócios, aos mais chegados e aos mais queridos, tornou-se oficial nesta 2a.-feira. Anunciaram minha transferência pro Paraná, terra da lendária lagoa coberta por farinha de mandioca e erva-mate no século XVII.
Como não fui feliz na tarefa de agradar a gregos e troianos, partirei para tentar melhor sorte com curitibanos.
----------##########----------
Escreva mais e melhor
Certo escrito é exemplo típico disto, não consigo 'acertar a mão'. Mas quem foi que disse que tem receita pra isso, assim como o 'bolo da vovó'?
Enfim, o causo é que só vi os comentários depois de bloqueados e continuo impressionado com uma coisa. Como é difícil se fazer entender por todas as outras pessoas que não eu mesmo, incrível!
Leia mais e melhor
Desde a corneta ao título, passando por 'inconsistências históricas e lógicas' - que fizeram o favor de alertar mas, corrigir que é bom, nada - e por um tal de 'revisionismo histórico' e chegando a um 'tu tinha que ser negro pra ver o que é racismo de verdade'. Não é necessário ser cego pra não enxergar. JESUS!
Eu poderia cornetear a todos, A TODOS (como ficou convencionado após um furacão não-atleticano-paranaense) e MANDAR QUE TODOS LESSEM TUDO DE NOVO (vejam como minha preocupação e nervosismo me deixam sem argumentos, me obrigando a MAIUSCULIZAR o texto).
Não o farei, mas a quem fizer o favor de ler novamente, agradeço desde já.
Muito me preocupa o pouco zelo alheio em ler com ATENÇÃO pra não cair em ARMADILHAS DO SEU PRÓPRIO INTELECTO e que a mim acabam sendo imputadas.
PENSEM NISSO!
----------##########----------
A cidade de três clubes médios que me espere
Estou mais uma vez passando uma noite em claro, situação comum agravada pela atual conjuntura de mudança permanente de cidade logo ali na frente.
E possivelmente já começo a ver Porto Alegre com nostalgia, de um tempo lá distante que já passou. Porque a tendência de tudo que é passado é ficar cada vez mais esquecido.
E de tudo o que mais me preocupa são os jogos que não mais verei ao vivo. Desde 85, tenho frequentado assiduamente o Olímpico. E desde 2005, amigos e conhecidos me identificam nos dois maiores estádios da cidade. Entre um e outro, os gastos que tenho não me parecem mais pesados do que a ausência total do futebol daqui.
Sim, porque - os paranaenses que me desculpem - não dá pra ver futebol no Paraná. Chego a imaginar que a torcida do AtlPR, por exemplo, seja pior que a do JU, por exemplo. Pensando bem, acho que vou virar uma espécie de 'secador local' de todos os times de lá, e irei sempre na torcida adversária em todos os jogos que puder. Além de tudo, vocês poderão me identificar facilmente quando os visitantes marcarem golos.
Talvez veja com um pouco mais de simpatia o Coritiba. Seja pelo título histórico de 85, seja pela costumaz freguesia em confrontos com o tricolor. Seja por Rafael, por Lela (figurinha carimbada do álbum da Copa União-87 ou 88), pelo maior estádio COMPLETO da cidade. Seja por estar - Ó, AGORA É A HORA DA CORNETA - na Segunda. O fato é que, pra mim, o Coxa sempre pareceu o legítimo representante de lá nas competições nacionais. Será o clube lembrado em primeiro lugar quando me perguntarem "Futebol em Curitiba?" numa pesquisa de marketing, quando estiver andando pela Boca do Lixo.
----------##########----------
Pra ir embora feliz!
Reina um notório pessimismo em Porto Alegre quanto à chance de ter uma equipe local nas semifinais da Liber. Entendo, mas nem tanto. Por que?
Porque o Defensor já deu mostras da sua valentia, mas também de fragilidade fora de seus domínios. Lembro das partidas decisivas contra Gimnasia-LP e Flamengo. Podendo perder por 3 em La Plata tomou justos 3-0. Situação idêntica no Rio, com o placar desfavorável de 2-0. Assim sendo, se o Grêmio tem conseguido passar com vitórias mínimas, o Defensor tem avançado graças a derrotas igualmente mínimas.
Mas voltando ao aspecto pessoal, a tendência é que deva desembarcar em Curitiba em 21 de junho, exatamente o dia seguinte a uma possível decisão da Liber no Olímpico. Seria extremamente agradável e de suma importância sair daqui campeão. Último recuerdo mais glorioso da nossa terra impossível.
Seria interessante ver o título permanecer em Porto Alegre, apenas se deslocando através da Rua José de Alencar entre os dois estádios. Eu me habilito a ir buscar a taça, como bom sócio colorado que paga suas contas em dia com o débito em conta, e entregar nas mãos do capitão Tcheco/Sandro Goiano (?).
----------##########----------
Rima rica, rima pobre
Joguei fora do já citado texto acima considerações acerca dos hinos de futebol do país, pensei que poderia sair da idéia central. Como ninguém entendeu direito mesmo a idéia central, vejo que teria sido melhor deixar lá a corneta sobre Lamartine Babo e outros autores.
Eu iria lembrar que o Lamartine é o mesmo de 'O teu cabelo não nega, mulata', música que, a dias de hoje, escandalizaria a todos os politicamente corretos e faria júbilo aos defensores de uma suposta superioridade racial. Mas prefiro simplesmente lembrar que o cara fez todos os hinos do Rio A RODO. Deve ter sido na virada dos 40 pros 50. Às vésperas de um Carnaval, contrataram-no pra fazer um disco pra agradar a todas as torcidas. Acho que foram DOZE no total. Capaz até do CANTO DO RIO ter um hino de autoria célebre - e que possa ser mais bonito que o aclamado hino do America Carioca -. Cumpriu seu papel de forma excelente, mas excessivamente repetitivo e nem sempre original.
Assim, de forma a tentar iniciar um novo debate, sustento que o Hino do Cinquentenário é o melhor do país. E não tem como ser diferente. Não é o fato de ser obra de autor renomado, mas há elementos que não se pode deixar de exaltar. Preferiria deixar o aspecto musical pra quem entende mais, mas vamos lá:
Refrão que 'pega' - Quase como um 'hit' veraniego do axé baiano, 'Até a pé nós iremos...' é identificável até por fãs do Calypso na fila do 'Ídolos' em Belém do Pará.
Tempo correto - Não é sonolento como o corinthiano, nem acelerado em demasia como o colorado.
Não parece ser uma marchinha de Carnaval - Quesito no qual bate todos os hinos cariocas, de forma massacrante.
Exalta, numa figura, todos os jogadores da sua história - Lara é o craque imortal que soube o seu nome elevar. Mas não só ele como todos os que passaram por aqui, até o Danlaba Mendi, por exemplo.
Não põe o clube acima do bem e do mal - Obsevem que outros clubes são 'o orgulho do Brasil', 'o clube mais brasileiro', 'não podes perder pra ninguém' (logo o Botafogo, que piada!), 'dentre os grandes, és o primeiro', 'o campeão dos campeões'. Já no Grêmio: 'o certo é que nós estaremos com o Grêmio onde o Grêmio estiver' e 'aplaudiremos o Grêmio, aonde (sic) o Grêmio estiver'. O que mais se aproxima é o Flamengo: 'Flamengo até morrer eu sou', 'uma vez Flamengo, Flamengo até morrer'.
Os torcedores são parte fundamental do clube - Pra mim, este é o diferencial chave desta análise. Enquanto os outros clubes parecem o Brasil 'deitado eternamente em berço esplêndido' (à base de incentivos fiscais, patrocínios estatais e perdão de dívidas com a União) o hino do Grêmio é o único no qual a torcida desempenha papel relevante, cuja presença é marcante em todas as partes: 'com o Grêmio onde o Grêmio estiver', já mencionado.
Pra fechar, PLAY:
"Até a pé nós iremos,
ver a taça mudar de lar.
E lotar o Japão em dezembro,
ver o Grêmio o Mundo conquistar! (Mais uma vez!!!)"
(Ah, meu estilo livre não empolga adeptos da boa métrica!)
----------##########----------
Voltarei a um silêncio como o que estava recentemente e possivelmente não volto a deixar nada aqui até a hora final. Tenho que aproveitar os últimos dias de Porto Alegre e ver e conhecer tudo que ainda não vi nem conheci na cidade.
Minha barba tá grande o suficiente pra me garantir um empreguinho no feriado de Corpus Christi. Vou lá ganhar uma grana arrastando a serragem e já volto.
Saúdos, Vitor VEC
O revés de Grêmio e Nacional, e a vergonha mexicana em escalar reservas, apenas abriu terreno para a melhor das quartas-de-final até o momento.
Na Bombonera, Boca Juniors e Libertad fizeram a melhor partida dos quatro confrontos desta fase. De início, até Maradona reapareceu bastante animado, mas foi rapidamente substituído por um boneco de palha assim que percebeu a difícil situação de seu time.
Após as décadas de oitenta e noventa com muito pouco brilho, assistindo grandes conquistas do rival River Plate, o Boca Juniors voltou a mostrar sua força na Libertadores de 2000, e desde então segue incomodando. Apesar disso, os xeneizes de hoje não são sombra do que foram no passado recente de Biachi e Basile. Apesar de uma renovação quase sempre competente, não podemos esquecer das aposentadorias de ídolos como Schelloto e Delgado, e que deixaram a equipe medalhões como Tevez, Burdisso, Abbondanzieri e Riquelme. Sim, pois este Riquelme que voltou ao Boca não é o mesmo do início da década.
O Riquelme atual é mais um caso de jogador que volta ao clube que ama, mas parece jogar sem a gana do início da carreira. Gallardo no River Plate, e até Edmundo no Palmeiras são exemplos disso. É claro, a idade também pesa, mas Riquelme ainda está longe da aposentadoria. Ainda assim, seus lampejos de craque não são raros.
Ontem, em um primeiro tempo totalmente truncado, a bola não foi encontrada por nenhuma das equipes. No segundo tempo, porém, domínio total do Libertad em plena Bombonera, com grandes atuações do volante Guiñazu, e do endiabrado Marin - que fracassou recentemente no Atlético Paranaense. Na frente Lopez trombava e dava trabalho à zaga boquense. Este Libertad vem enfileirando participações em Libertadores, e talvez sua hora esteja chegando.
Mas, por volta dos 20 do segundo tempo, Riquelme cava um penal, e provoca todas as pessoas que estão assitindo o jogo a fazer piadinhas com Palermo. Não obstante, Riquelme assume a cobrança, mas atrasa a bola de maneira bisonha para Bava, bom goleiro uruguayo que defendia o Nacional até recentemente. Se era para fazer isso, deixasse Palermo tentar derrubar a trave.
Assim, aos 30 minutos, Martinez cobra falta de longe, e Caranta, goleiro do Boca que arrastou Bobadilla para a reserva, falha constrangedoramente. Vitória merecida da equipe paraguaya, então. Mas não, o Boca foi para cima de qualquer maneira, fazendo uma pressão até então inexplicável para uma equipe que passara 80 minutos sem fazer nada. Aos 43 Palermo fez um gol, injustamente invalidado pela arbitragem que alegou impedimento no início da jogada. Aos 45, balão para a área, Palácio escorou e Palermo meteu no canto, lembrando que não há jogo vencido antes do final contra o Boca. Pela amostragem até agora, quem passar entre as duas equipes, desponta como favorita ao título deste ano.
mas que coisa...
Antenor Savoldi Jr
BOCA 1
Mauricio Caranta, Hubo Ibarra, Matías Silvestre y Claudio Morel Rodríguez; Clemente Rodríguez, Nicolás Bertolo (46 Jesús Dátolo), Ever Benega, Neri Cardozo y Juan Román Riquelme; Rodrigo Palacio y Martín Palermo.
LIBERTAD 1
Jorge Bava; Carlos Bonet, Ricardo Martínez, Pedro Sarabia y Edgar Balbuena; Sergio Aquino (73’ Edgar Robles), Víctor Cáceres, Pablo Guiñazú y Cristian Riveros; Vladimir Marín (64’ Osvaldo Martínez) y Rodrigo López (88’ Fredy Bareiro).
Com as arrebatadoras participações de uma figura que só escreve em maiúsculas, era óbvio que eu não poderia ficar calado, certo?
Ainda mais tendo sido citado por crime de empáfia, arrogância e sei-lá-mais-o-quê. Sou de origem hispânica, logo, empáfia e arrogância nasceram e estarão para sempre comigo.
Bueno, aparenta que o cara já se acalmou um pouquinho, embora esta minha participação possa atiçar todos seus demônios particulares.
Gremista ou Colorado? Quem foi o primeiro racista?
Não sei.
SÓ SEI QUE:
CLUBES DE FUTEBOL do início do século foram fundados (adivinha!!!) logo após a abolição da escravidão, oficialmente considerada como 13 de maio de 1888.
Diz-se que desde 1884 não havia mais pessoa alguma escrava na capital do Rio Grande. Aparentemente, Porto Alegre foi uma das cidades onde mais se fez pelo fim da escravidão.
POIS BEM, há de se considerar que mentalidades vão mudando de acordo com o tempo, com os costumes, com o que vem do estrangeiro, etc. Tudo isto pode ser chamado de 'caldeirão' donde emerge a suculenta cultura de uma sociedade.
ENTÃO, pensem como pessoas, brancas ou negras, recém saídas do antigo regime de trabalho. Ser branco era, muito mais do que ainda é hoje, ser parte da sociedade. Em resumo, poderia-se dizer que, mesmo após o fim do regime, ser branco era sinal de ter tempo livre para o lazer. O esporte, e desde 1903 em Porto Alegre, o futebol, era o lazer preferido de quem tinha tempo livre para desfrutar.
CONSEQUENTEMENTE, durante os primeiros anos, FUTEBOL ERA COISA DE BRANCO. Porque o negro, mesmo fora da senzala, continuava se matando pra sobreviver com alguma dignidade, através de subemprego e sem leis trabalhistas. Seja através dos lendários irmãos Poppe, seja por outro lendário, Cândido Dias da Silva, a introdução do futebol na sociedade se deu através dos brancos cuja última preocupação era de batalhar atrás de dinheiro.
A PARTIR DOS ANOS 10, quando os anarquistas italianos eram os trabalhadores das fábricas por excelência, as greves gerais pressionaram o governo a garantir a minima proteção trabalhista possível para a época. Em 1916, São Paulo explodiu como uma panela de pressão de vidas e sangue foi o preço que o governo e o mercado cobraram para que os operários tivessem mais tempo livre. Para a sua família e também para o futebol, por exemplo.
OS TERRENOS BALDIOS começam a ver proliferarem moleques com bolas de pano, de meia e até alguma bola oficial que algum zagueiro grosso tenha chutado pra fora da Baixada, da Chácara ou da Várzea. Não demora muito para que os brancos dos clubes clássicos de futebol vejam estes talentos brutos ao passar de bonde pela Estrada da Glória, a caminho do treino de sábado na Cascata.
ALGUNS DESTES são escolhidos para participar dos jogos oficiais. Pra camuflar um pouco a cor, diz-se que o cara morou no norte do país e acabou 'pegando uma corzinha'. Ou então o exemplo tão famoso do 'pó-de-arroz', caracterizado no Fluminense mas prática comum em vários dos 'clubes de brancos'.
A LIGA DA CANELA PRETA foi o bastião do futebol negro de Porto Alegre no início do século XX. Os dois maiores e mais tradicionais redutos da afro-descendência da época eram a Ilhota (onde hoje está o Copacabana, o teatro Renascença, a Zero Hora e o ginásio Tesourinha, filho do lugar) e a Colônia Africana (no bairro Rio Branco, os nomes das ruas não deixam mentir - Liberdade, Castro Alves). Clubes amadores pipocavam como sessões de matinê, Rio-Grandense, 13 de Maio, Vasco da Gama, Rio Branco e outros tantos. Estes clubes não eram habilitados pela FRGF a paticipar de forma regular dos campeonatos citadinos. Assim, por iniciativa própria, fundaram a Liga, formada basicamente por clubes fundados por negros, mestiços e brancos pobres.
NOS ANOS 30, com o início do profissionalismo, a Liga da Canela Preta se esvazia. Os melhores jogadores encontram onde jogar, principalmente Cruzeiro, Inter e Nacional. Os clubes da liga desaparecem e, sem os registros da época, é praticamente impossível resgatar este passado histórico dos primórdios do futebol porto-alegrense. Não se sabe sequer os campeões da Liga ao certo.
A NOTA A SER destacada é que Francisco Rodrigues, à época presidente do Rio-Grandense, foi bater à porta do clube dos irmãos Poppe. Aquele mesmo cujos simpatizantes o proclamam de 'clube do povo'. Sim, este mesmo que está na tua cabeça. Vou dar uma pista, é de Porto Alegre. Pois bem, 'seu' Rodrigues achou que seria bem acolhido pelo auto-proclamado 'clube do povo'.
E NÃO É QUE BATERAM a porta na cara do 'véio' Rodrigues. O pessoal do 'clube do povo' fechou a porta pro negro Rodrigues e os seus. Como não foram aceitos, passaram a ter uma certa simpatia por outro clube de Porto Alegre, o principal rival do 'clube do povo'. Sim, aquele 'da burguesia', o 'dos racistas'. A Ilhota foi marcada por este conflito, tendo sido a primeira área pobre de Porto Alegre a ter predominância de torcedores 'racistas'. Engraçado que estes 'racistas' não se importavam que eles mesmos fossem... negros (!?!).
VINTE ANOS DEPOIS, o filho do presidente do Rio-Grandense da Ilhota, o filho do 'seu' Rodrigues - que assistiu seu pai ser humilhado por desconhecidos numa casa em que supostamente seriam bem recebidos - compôs o hino mais célebre de todos os clubes de futebol do país.
Enfim, até a pé eu irei - afinal, a duas quadras de casa não tem como ir de outro jeito mesmo.
Saúdos, Vitor VEC
P.S.: Não dormi hoje e atravessei a madrugada só pra fazer este texto, mas acho que era necessário e que valeria a pena o desgaste.
E pra vocês, valeu a pena ler?
(ok, pessoal, ultrapassamos os 150 comentários, e claramente perdemos totalmente o controle. Vou dar um "pause" aqui, para retornarmos depois. Obrigado pela assiduidade.
-Antena)
Mesmo jogando contra o Grêmio, impossível não simpatizar muito com este time do Defensor.
Se um dia eu fosse treinador de futebol, minhas equipes só jogariam assim, em qualquer situação: sola em absolutamente todas as disputas de bola e cruzamentos para a área adversária de qualquer lugar do campo.
Com um jogador expulso ainda no primeiro tempo, o Defensor sobrou em raça. Achou um gol no primeiro minuto, e outro logo após uma intervenção milagrosa de seu goleiro. A partir daí, só torci para o Grêmio não tomar o terceiro, que seria trágico.
Reverter tudo isso no Olímpico é possível, mas não é provável. O Defensor é um time que merece muito mais respeito que o Caxias, o Juventude, ou o São Paulo - minha vergonha seria não passar pelos paulistas, como reclamei outrora. Grêmio está em uma situação tão difícil quanto o Nacional. A diferença é que o Grêmio não mereceu melhor sorte na primeira partida.
Na escalação inicial de sua partida número 102 em Libertadores, com os atabalhoados Nunes e Gavilán, já era difícil prever um bom resultado gremista. Um gol de início piora as coisas, mas a equipe até se recuperou. O segundo gol foi uma ducha fria na expectativa de empate ainda no primeiro tempo.
Já no segundo tempo, o Grêmio começou bastante bem, controlando o jogo. O recuo de Gavilán para a primeira função e o lançamento de Amoroso na parceria com Tuta foi uma boa idéia, que infelizmente não funcionou contra a intransponível defesa uruguaya. Eis a questão: fazer três gols nesta zaga de oito homens. Esperar mais um milagre não é coerente, mas é o que resta.
do meio-campo,
Antenor Savoldi Jr.
DEFENSOR 2
Martín Silva; Cáceres, Sorondo e Martínez; González, Pereira, Fadeuille e Diego de Souza (Diaz, 31/2º); Mauro Vila (Fernandez, 20/2º), Peinado e Morales (Amado, 44/1º)
Técnico: Jorge da Silva
GRÊMIO 0
Saja; Patrício, William, Teco e Lúcio; Nunes (Amoroso, int.), Gavilán, Diego Souza e Tcheco; Carlos Eduardo (Everton, 30/2º) e Tuta (Ramon, 37/2º)
Técnico: Mano Menezes
Tiravam onda deste time em sua estréia na Libertadores, mas ele segue firme e forte. Qualquer semelhança com o Once Caldas começa a aterrorizar a América.
Temo, e muito, a mínima possibilidade de enfrentamento do Grêmio com estes colombianos. Na primeira fase, já tomamos um nó no Olímpico, e um chocolate na Colômbia.
Ontem, meu caro Nacional estava fazendo tudo certo. Mas Simon - que está AFASTADO dos gramados brasileiros, depois de tantas barbaridades cometidas, segue apitando na Libertadores. Ele é, possivelmente, o pior árbitro em atividade no mundo. Provavelmente guardando rancor da eliminação colorada pelos uruguayos, expulsou o zagueiro Pallas aos 30 do primeiro tempo.
Como eu dizia, o Nacional fazia tudo certo. Jogava até melhor que o Cúcuta. Martinez, atacante em chamas, dando um calor absurdo nos grandalhões da zaga colombiana. Vera, o centroavante ruim, perdeu uma chance clara de gol. Mas aos 30 do segundo tempo, o futebol não perdoa, e o excelente Torres, 10 do Cúcuta, meteu um golaço da entrada da área.
Os tri-campeões viram que a coisa poderia engrossar, e passaram a amorcegar o jogo, temendo o segundo gol. O zagueiro uruguayo Romero, completamente transtornado, quase quebrou a perna de um colombiano, chamou o rival para a briga, e depois salvou de bicicleta uma bola que seria o segundo gol adversário.
Já no finalzinho, Sosa, de falta, meteu uma bola no travessão colombiano. No contra-ataque, Blás Pérez, o Klinsmann panamenho, deu um chapéu no bom goleiro Muslera, e testou para o gol. Dois a zero, uma injustiça, e um trabalho muito difícil para o bolso no Parque Central, semana que vem.
Fiquem de olho,
Antenor Savoldi Jr.
Com algum atraso, o Campeonato Argentino, que teve sua 14ª rodada disputada no final de semana. Três empates em confrontos envolvendo times colocados na parte de cima da tabela deixaram a situação praticamente inalterada. O San Lorenzo lidera, sendo acossado por Boca Juniors e Estudiantes. Na próxima rodada, temos o clássico Independiente x Racing.
O Boca foi surpreendido pelo Arsenal na Bombonera e apenas empatou uma partida onde a vitória seria fundamental. Los de Sarandí inclusive saíram na frente, com Casteglione. Os xeneizes empataram através de Riquelme. O Arsenal continua fazendo uma bela campanha, disputando vaga nos torneios continentais, enquanto o Boca permanece a três pontos do líder San Lorenzo.
Mesmo jogando com um a mais praticamente durante todo o tempo, o Ciclón não conseguiu vencer o River e a partida acabou sem gols. A equipe de Passarella praticamente se despede da luta pelo título, enquanto os azulgranas seguem na liderança, mas não conseguem abrir uma margem de pontos confortável para Boca e Estudiantes.
O Estudiantes também empatou. Apesar de sair vencendo com gol de Lugüercio, os pinchas cederam o empate ao Vélez quando faltavam dez minutos para o final. Ocampo anotou. O grande destaque da partida foi o arqueiro Sebastián Peratta, que vem atuando desde a saída de Sessa, goleiro que se meteu em confusões variadas e apenas anteontem voltou a treinar com o grupo de Liniers. Além disso, Sessa anda buscando ajuda psicológica. Se for um psicanalista, é provável qie a próxima voadora seja na sua mãe.
Na próxima rodada, teremos o clássico de Avellaneda, entre Independiente e Racing, equipes que fazem péssima campanha no Clausura e podem ter uma das poucas alegrias ao baterem o inimigo. O Boca enfrenta o Quilmes fora de casa, enquanto o San Lorenzo enfrenta o Newell's, também na condição de visitante. Em Nuñez, o River recebe o Estudiantes.
Faltam cinco rodadas para o término do Clausura.
Saudações,
Douglas Ceconello.
Resultados - 14ª rodada
Boca 1-1 Arsenal
San Lorenzo 0-0 River
Gimnasia LP 2-2 Chicago
Colón 3-1 Gimnasia J
Banfield 2-1 Argentinos
Godoy Cruz 2-2 Lanús
Estudiantes 1-1 Vélez
R. Central 1-0 Racing
Independiente 1-1 Newell's
Belgrano 3-0 Quilmes
Classificação
San Lorenzo 32
Boca 29
Estudiantes 29
River 26
Arsenal 25
Argentinos 22
Godoy Cruz 20
Newell's 20
Lanús 19
Vélez 18
R. Central 17
Colón 16
Gimnasia J 16
Banfield 15
Independiente 14
Belgrano 13
Racing 13
Chicago 13
Gimnasia LP 12
Quilmes 9
Começa hoje a fase de quartas-de-final da Copa Libertadores. Cúcuta e Nacional abrem os trabalhos. Amanhã é a vez dos brasileiros Grêmio e Santos enfrentarem Defensor e América. Na quinta, Boca e Libertad fecham os jogos de ida.
Cúcuta-Nacional
Grande surpresa do torneio até agora, o Cúcuta enfrenta o mui copeiro Nacional, que já participou de 34 edições, vencendo em 1971, 1980 e 1988. Cerca de 40 mil pessoas são esperadas no estádio General Santander. Creio que o Bolso terá dificuldades nesse primeiro confronto, mas acabará garantindo a vaga no Centenario, apesar do esforço de Blás Pérez, o fenômeno panamenho a serviço dos cafeteros.
Palpite: Cúcuta 2 x 1 Nacional
Defensor-Grêmio
O jogo é jogado e o lambari é pescado. Isso é fato. Mas não há como deixar de dizer que o Grêmio é favorito, o que não significa que triunfará. O primeiro jogo é fundamental para os violetas e não sofrer gol em casa é a única chance de se classificar no Olímpico. A pequena torcida do Defensor anda extasiada com a capanha inédita da equipe, feliz da vida por ter a oportunidade de chegar às semifinais precisando enfrentar um clube com história e tradição na competição.
Palpite: Defensor 0 x 0 Grêmio
América-Santos
Esse time mexicano não me entusiasma. Mas é fato que estão tentando apagar a imagem vexatória do Mundial, quando serviram de cobaias para o Barcelona mostrar seu detestável estilo borboleta de jogar futebol. O Santos é uma das melhores equipes do Brasil, mas não tem ataque e ultimamente anda fazendo jogos de nível apenas mediano. Apesar da oscilação, aposto no time de Luxemburgo para obter a vaga.
Palpite: América 2 x 2 Santos
Boca Juniors-Libertad
Confronto deveras interessante. O Boca Juniors vem tendo atuações instáveis tanto no Clausura quanto na Libertadores, mas é um dos favoritos ao título. O Libertad consegue repetir a boa campanha do ano passado e não parece disposto a se entregar assim, logo no primeiro ENCONTRO mais OUSADO. O diabo para os paraguaios é que o fator local não deverá fazer grande diferença a seu favor, o que provavelmente acontecerá na Bombonera para os xeneizes.
Palpite: Boca Juniors 3 x 1 Libertad
Confira abaixo os jogos e em que canal do seu decodificador pirata você vai conseguir assisti-los. O lamentável site da Globo aponta que quarta-feira teremos Flamengo x Defensor. Provavelmente Galvão Bueno está exigindo um terceiro jogo.
Saudações,
Douglas Ceconello.
Hoje
Cúcuta x Nacional
SporTV - 22h55
Amanhã
Defensor x Grêmio
SporTV - 19h25
América x Santos
SporTV - 21h40
Quinta
Boca Juniors x Libertad
SporTV - 21h10
Cucuta-Nacional M.
15/05
23:00
Defensor-Gremio
16/05
19:30
Club America-Santos
16/05
21:45
Boca Juniors-Libertad
17/05
21:15
Afinal de contas, o Papa tá na área e a onda é catar tudo quanto é citação que lembre o mundo católico. Aliás, Super Trunfo Católico é o canal.
Durante a curta semana que durou de domingo até 4a., 3-0 e 3-1 foram os resultados mais ouvidos por mim ao redor da cidade.
Por algum fator estranho à minha consciência, os torcedores gremistas repentinamente esqueceram dos resultados recentes que têm mantido o tricolor vivo este ano.
Certamente foi o foguete alucinado da comemoração do título estadual que operou esta alteração de consciência no coletivo da torcida.
As vitórias 'sob medida' têm sido a tônica no estádio Olímpico desde os 4-0 contra o Caxias.
A última, contra o São Paulo, não foi diferente, ainda que tenha sido uma das melhores (talvez a melhor) apresentações do time este ano.
E foi só passar pelo São Paulo que o pessoal à minha volta já retoma um discursinho que não me agrada, o de que 'passar pelo Defensor vai ser fácil'.
CHARRÚAS EN FIESTA
É por essas e por outras que paguei caro pelo meu rádio Sony e costumo ouvir as transmissões esportivas do Uruguay. Horas atrás, ouvia com gosto a disputa pegada pela última vaga das quartas entre Necaxa e Nacional. 'Zapeando' por Oriental 770, Espectador 810, Carve 850 e Centenario 1250, havia uma mesmice nas opiniões que me era agradável.
Em todas elas, narradores, repórteres e comentaristas se punham de acordo num ponto da Liber. O bom, velho e clássico 'não há jogo jogado'. Ou seja, não há porque sofrer de véspera quando vemos que a partida vai ser dura. Ela sempre começa 0-0 quando o juiz apita e a bola rola.
O Nacional entrou no Azteca precisando empatar. A altitude de 2.300 metros interfere no fôlego. A folha salarial do Nacional quase se equivale ao atleta mais bem pago dos mexicanos. Robert, ex-São Cartano, faz jus a 100 mil dólares mensais. Mas o público mexicano não compareceu em bom número (cerca de 20 mil), devem ter preterido o clube em prol da Shakira. Considerando que no Mexico o futebol é gerenciado pelo sistema de franquias como nos EE.UU., não chega a ser uma decisão condenável.
Pois bem, aos 43 da 2a. parte, 'Malaka' (por maloqueiro, talvez?) Martinez afunda os mexicanos e o Nacional avança às quartas. O Bolso jogou atrás, jogou menos, o arquero Muslera foi a figura da partida com umas sete defesas difíceis. E, mesmo com tudo isso contra, GANHOU e completa a festa do fulbo charrua com o aproveitamento de 100% nas oitavas.
E asim como não há porque sofrer de véspera, não há porque COMEMORAR DE VÉSPERA. O Defensor não vai encher o Centenario, tem algumas limitaçoes, principalmente no meio. Mas vai jogar os 180 minutos desta decisão, não vai entrar em campo e ficar olhando. Vai dar bico, carrinho e chutão. Vai cabecear, arriscar de longe e cruzar bolas na área.
ESQUEÇAM O PARANÁ!
E o Botafogo e o Vasco e o Sport e quem mais o tricolor enfrente pelo nacional até que acabe a aventura na Liber.
O Gremio pode tentar iniciar o nacional com um time reserva, tem condições pra isso, vejam:
Galatto; Gavilan, Pereira, Schavi, Bruno Teles; Nunes, William Magrão, Ramon, Kelly; Everton, Amoroso.
Não é uma maravilha, mas pode ser um time pras primeiras rodadas.
Assim como houve gente que considerava o Gremio a zebra no confronto contra o São Paulo, é a vez do Defensor fazer o papel de zebra. E principalmente em função do comportamento visível do pessoal aqui do Rio Grande. O Defensor já conta com um ponto-extra nesta decisão. Senti o clima de 'já ganhou' tão gigante nesta 5a.-feira que a pauta é a venda ou não do Lucas e o Paraná no domingo. Repito, ESQUEÇAM O PARANÁ!
MAMMA MIA!
Domingo é Dia das Mães. Vejam as suas, vão a restaurante, comam galeto, etc. Quem lamentavelmente não a tem, que se anime com uma emprestada. Pode ser a mãe vizinha, a da patroa ou a dona do bar. Mas, por favor, esqueçam que tem jogo domingo. É mentira, não tem. Vão pra Redenção, fiquem debaixo das cobertas porque vai fazer frio, mas não me liguem a TV nem o rádio, muito menos fiquem acompanhando os fatos do Durival de Brito, eles não têm a menor importância. O jogo é o da 4a. 'Domingo é dia de descanso, programa Sílvio Santos', como diriam os Titãs.
E era isso.
Saúdos, Vitor VEC
Um dos maiores jogos da história do futebol. Boca Juniors e River Plate. Semifinal da Libertadores da América de 2004. No vídeo, o gol de Tevez.
A primeira partida, na Bombonera, acabou com vitória xeneize por 1 a 0, gol de Schiavi. No segundo jogo, um dos maiores espetáculos já proporcionados pelo futebol. Apesar de pressionar durante quase todo o jogo, o River sai na frente apenas no segundo tempo, com Luis González.
O Boca empata, com Tevez, aos 39, resultado que garantia a vaga. O atacante é expulso na comemoração por imitar uma galinha. Além dele, Vargas também foi expulso. Pelo River, Sambueza acabou na rua. Os millonarios passaram na frente com Nasuti, aos 50 minutos, forçando as penalidades, onde o Boca foi melhor. Absolutamente indescritível.
Na sua oitava final de Libertadores, o Boca perdeu para o Once Caldas, mas nada tira o brilho desse embate. Loucura de Jesus.
Saudações,
Douglas Ceconello.
17 de Junho de 2004
River Plate 2 (4): Lux, Nasuti, Ameli, Tuzzio, Rojas, Coudet, Husaín, González, Montenegro, Cavenaghi e López. Técnico: Leonardo Astrada.
Boca Juniors 1 (5): Abbondanzieri, Perea, Schiavi, Burdisso, Rodríguez, Villarreal, Ledesma, Vargas, Cagna, Schelotto e Tevez. Técnico: Carlos Bianchi.
Árbitro: Héctor Baldassi (Argentina)
Com um futebol compacto durante quase todo o jogo, o Grêmio fez a necessária diferença de dois gols, eliminou o São Paulo avança às quartas-de-final da Libertadores. Boca Juniors e Defensor obtiveram a vaga mesmo sendo derrotados por dois gols de diferença. Ninguém mandou Vélez e Flamengo fazerem fiasco fora de casa.
Grêmio 2 x 0 São Paulo
Como todos os confrontos decisivos de Libertadores, o jogo começou truncado. Mas pouco demorou para que se percebesse a superioridade tática e coletiva da equipe de Mano Menezes, que marcava o São Paulo de forma implacável e dominava o jogo, embora fosse pouco efetiva no ataque. A equipe tricolor paulista parece ter se preparado para a partida no Alfredo Jaconi. Nenhum senso de articulação, nenhuma evolução das jogadas. Tive profunda pena de Aloísio, que quase morreu aparando balões em meio aos zagueiros. Mas era de se esperar, pois qualquer time que dependa de Souza para fazer jogadas morrerá de inanição. Merecia até ser expulso, aquele falastrão. Que time brabo para secadores. he.
O setor defensivo era o de melhor desempenho no São Paulo, o que explica em parte a dificuldade gaúcha em gerar lances de perigo. O gol que igualou a vantagem saiu após cobrança de falta. Tcheco marcou e logo depois precisou sair, lesionado. A entrada de Gavilán deve ter gerado calafrios nos gremistas, já que, embora não fizesse grande partida, Tcheco significa o ponto de equilíbrio da equipe.
Para a segunda etapa, Muricy tentou remendar sua estupidez e colocou Jorge Wagner e Dagoberto. O Grêmio demorou a se adaptar às mudanças e os primeiros 20 minutos foram paulistas. Mas também não conseguiam criar chances e o lance mais perigoso foi o escanteio que Jorge Wagner bateu na trave. Quem lamentável é Rogério Ceni. Atrapalha o jogo todo para ir cobrar uma falta, reclama cinco minutos da barreira e depois chuta todo errado. E Jorge Wagner ali, só olhando. Por incrível que pareça - ou por mais sintomático que seja - Rycharlison, que pode não ser GAY, mas não deixa nada a dever ao DEPUTADO, foi o jogador mais aguerrido do time.
Com a entrada de Amoroso, o Grêmio reeencontrou o equilíbrio e o São Paulo esmoreceu. Em uma das poucas chegadas ao ataque, Tuta deu bela assistência para Diego Souza marcar um bonito gol. Depois disso, o São Paulo morreu e tudo que Muricy deseja é nunca mais voltar a Porto ALegre para jogos da Libertadores. O caminho está aberto para o Grêmio avançar às semifinais, pois o Defensor não me parece qualificado para surpreender. Apenar se jogar na botinada e na tosqueira, o que sempre é válido e charmoso.
Vélez 3 x 1 Boca Juniors
O único jogo da noite que assisti foi o duelo de brasileiros. Mas, mesmo com o 3 a 1, me parece que o Boca teve a situação sempre controlada, já que o último gol do Fortín foi anotado apenas aos 34 do segundo tempo. E, após Riquelme empatar, eles precisavam fazer cinco. Para o Vélez, anotaram Zárate (duas vezes) e Ocampo. O Boca Juniors enfrenta Libertad ou Paraná.
Flamengo 2 x 0 Defensor
Com uma vantagem de 2 a 0 logo aos dois minutos do segundo tempo, o Flamengo dava toda a pinta de que poderia, no mínimo, chegar aos pênaltis. No entanto, parece que o time de Ney Franco não teve a organização necessária para chegar ao golzinho salvador e ainda contou com Bruno para garantir o resultado. E que infernal é o Renato chutando de fora da área. Ontem, foram mais duas buchas, uma mais linda que a outra.
Saudações violetas,
Douglas Ceconello.
Nas horas que precedem o grande jogo entre Grêmio e São Paulo, em reunião de pauta por MSN, Antenor e eu cremos que a chegada de Ratzinger será decisiva para o desfecho e repudiamos o desprezível critério do saldo qualificado.
Douglas Ceconello diz:
o diabo é esse critério imbecil do saldo qualificado
Douglas Ceconello diz:
sei que tu gosta, mas eu não suporto
Ante diz:
também não gosto
Douglas Ceconello diz:
dsfiudsfd
Ante diz:
não, não gosto
Douglas Ceconello diz:
tipo, nenhum sentido ter na libertadores. e na final não tem
Douglas Ceconello diz:
absurdo
Ante diz:
não tem ou os times que definem?
Douglas Ceconello diz:
não tem
Ante diz:
absurdo
Douglas Ceconello diz:
ano passado o inter teria tido uma vantagem ainda maior na final se houvesse saldo qualificado. mas era a única fase que não tinha
Ante diz:
lembro de uma vez que sp e palmeiras combinaram de IGNORAR o saldo qualificado
Ante diz:
única saída
Ante diz:
mas se SP fizesse o terceiro aqui, seria campeão
Ante diz:
ia ser mais terror ainda
Ante diz:
eahruheauhreaurea
Douglas Ceconello diz:
djsdjnfkjsdngkjdnkgjdfg
Douglas Ceconello diz:
sim, um inferno
Douglas Ceconello diz:
asdksld
Douglas Ceconello diz:
por exemplo, hoje o são paulo joga para marcar 1 gol
Douglas Ceconello diz:
mesmo que esteja 3 a 0 para o grêmio, se ele fizer um entra novamente no jogo
Ante diz:
difícil estar 3 a 0
Ante diz:
eajrkhjk
Douglas Ceconello diz:
sim, esse é o terror. imagina, mesmo com 2 a 0 o grêmio continua correndo riscos de ficar fora ainda nos 90 minutos
Ante diz:
de fato
Ante diz:
mas RATZINGER está chegando
Ante diz:
tudo ficará bem
Douglas Ceconello diz:
shdiuhdfuighdfiughdifug
Douglas Ceconello diz:
tudo tende a se encaixar
Douglas Ceconello diz:
até recolheram MENDIGOS das ruas
Ante diz:
vai celebrar missa no PACAEMBU, demonstrando desprezo pelo Morumbi
Douglas Ceconello diz:
husidafiudhgiudhiughsdiughdsiuhg
Douglas Ceconello diz:
eu preferia a RUA JAVARI
Douglas Ceconello diz:
sdjdpodjfoisdf
Douglas Ceconello diz:
reconstituiria ele mesmo o antológico gol do pelé
Douglas Ceconello diz:
dsiufhdif
Ante diz:
ea9uf98aeuyf987sa9efa
Ante diz:
CLAUDIO HUMMES cruzaria
Douglas Ceconello diz:
dijosfoigjdjiosijfjiogjiodsjiogodsoigjoijiodsjiogddgdsgddghghfhjjhj
Douglas Ceconello diz:
mas FREI GALVÃO poderia defender fazendo um MILAGRE
Douglas Ceconello diz:
odigjdoifgoidfg
Ante diz:
g8a7ga98e7e987gea97gea98gea7
Ante diz:
almoçarei
Ante diz:
abraço
Douglas Ceconello diz:
postarei esse diálogo
Da redação.
América e Cúcuta estão garantidos nas quartas-de-final da Copa Libertadores. Ambas equipes perderam seus jogos, mas fizeram valer a vantagem obtida em seus domínios.
Colo Colo 2 x 1 América*
No primeiro jogo da noite, o Colo Colo recebeu o América precisando reverter o 0 a 3 sofrido no México. Os chilenos pressionaram bastante, perderam muitas chances, mas demoraram demais para marcar o primeiro gol. Apenas aos 25 do segundo tempo, o Cacique saiu na frente. Após a bola bater na trave, Castro empurrou para as redes e anotou contra. Aos 41, Infante mandou um balaço de fora da área e empatou. Os locais garantiram a vitória com Suazo, aos 43, mas o resultado de nada adiantou para seguir na Copa. O América enfrenta o vencedor de Santos e Caracas.
Formações
Colo Colo: Sebastián Cejas; Luis Mena (Giménez), Miguel Riffo, Arturo Vidal, Gonzalo Fierro, Giovanni Hernández, Rodrigo Meléndez, Arturo Sanhueza, Moisés Villarroel (Lorca), Alexis Sánchez (Arena) e Humberto Suazo. T:Claudio Borghi
América: Francisco Ochoa, Felipe Baloy, José Castro, Rodrigo Iñigo, Ricardo Rojas, Alejandro Argüello, Raúl Mendoza (Infante), Luis Pérez (Bilos), Ignacio Torres, Salvador Cabañas e Santiago Fernández (Cuevas). T: Luis Fernando Tena
Toluca 2 x 0 Cúcuta*
O Cúcuta enfrentou o Toluca com a confortável vantagem de 5 a 1. Os mexicanos pressionaram desde o início e abriram o marcador com Naelson, brasileiro naturalizado mexicano. O Cúcuta tentou bloquear as jogadas do Toluca com a marcação mais adiantada. E foi eficiente, já que o segundo gol veio apenas no último minuto de jogo, com Scocco, mas as coisas já estama decididas. Os colombianos enfrentam Necaxa ou Nacional.
Esta foi a última partida de Américo Gallego no comando do Toluca. O técnico argentino pode voltar ao país natal comandar o Independiente ou, com menos possibilidades, o Newell's
Formações
Toluca: Hernán Cristante; Jonathan Arias, Paulo Da Silva, Diego de La Torre (De La Torre), Antônio Naelson, Sergio Ponce, Ariel Javier Rosada, Carlos Esquivel (Castillejos), Francisco Palencia (Avalos), Vicente Sánchez e Ignacio Scocco . T: Américo Gallego
Cúcuta: Robinson Zapata, Rubén Darío Bustos, Walter Moreno, Julián Hurtado, Elvis González, Charles Castro, Alexander Del Castillo, Dúmar Rueda, Macnelly Torres (Pajoy), Blas Pérez (Cortez) e Juan Manuel Martínez (Florez). T: Jorge Luis Bernal.
Saudações,
Douglas Ceconello
Ao término desta semana teremos apenas oito viventes na briga para levantar a Copa Libertadores. Serão oito jogos de prender a respiração. Alguns estão quase lá, mas há confrontos onde o equilíbrio predomina. E dá-lhe vidência.
Colo Colo - América (0-3)
Extremamente difícil a situação dos chilenos, vencedores da Libertadores em 1991. Quem já tem restrições à participação dos mexicanos no torneio, certamente não gostará de saber que a equipe poupará titulares, visando a disputa das quartas do torneio nacional. O técnico Luis Fernando Tena vai preservar Ismael Rodríguez, Germán Villa e o eterno Blanco, além de não contar com o suspenso Duilio Davino. Tenho muitas esperanças em uma vitória colocolina, mas infelizmente ela não deve servir para a classificação.
Palpite: Colo Colo 2 x 1 América
Toluca - Cúcuta (1-5)
Os mexicanos apostam em um milagre para marcar no mínimo quatro gols e avançar. Mas do outro lado Blas Pérez e seus comparsas apostarão na lei das probabilidades e na maloqueirice inerente ao futebol colombiano. "Los milagros existen a veces. Tenemos que salir a matar o morir, ya no tenemos nada que perder", afirmou o subitamente religioso técnico Américo Gallego. Creio que passará o Cúcuta, mas a fubangagem geral aparecerá.
Palpite: Toluca 4 - 2 Cúcuta
Vélez - Boca (0-3)
Passa a equipe xeneize, sem mais delongas. Além disso, acredito que o Boca não perde de forma alguma.
Palpite: Vélez 2 - 2 Boca
Grêmio - São Paulo (0-1)
Bah. O melhor jogo entre todos. A equipe da Azenha chega extremamente motivada após violar sua amante serrana. O São Paulo tentará salvar o semestre. Muricy "Zacarias" Ramalho também tenta preservar seu cargo, mas pode colocar tudo a perder se usar o 3-5-2. Lucas não joga, mas, no atual estágio do Grêmio, acredito que pode nem fazer falta. O problema dos gaúchos continua sendo a defesa, que pode comprometer. O estádio transbordará, mas o São Paulo não é o Caxias nem o Juventude.
Enfim, acredito - e isto não é ficar no muro - que as chances são extremamente equilibradas. 50 a 50, fazendo o balanço entre o fator local do Grêmio e a pequena vantagem do São Paulo. Tenho sérias dúvidas para palpitar. Aposto no meu recente retrospecto de acertos do rival ou no meu antigo retrospecto de erros em todos os jogos? Opto por torcer.
Palpite: Grêmio 1 - 1 São Paulo
Flamengo - Defensor (0-3)
Tenho quase certeza de que o Flamengo vence, mas é praticamente impossível passar de fase. Mesmo que tenha conquistado o Carioca, a equipe vem caindo vertiginosamente nos últimos jogos. Acreditava que os rubro-negros poderiam figurar bem na Libertadores, mas o 0 a 3 quase encerra essa possibilidade. Para matar dois coelhos, os jogadores brasileiros vão visitar a Igreja de São Judas Tadeu, agradecendo pelo título e implorando por um milagre. Pelo lado do Defensor, o problema é o atacante Navarro, que torceu o joelho e está fora. Ele anotou dois gols na primeira partida.
Palpite: Flamengo 3 x 1 Defensor
Santos - Caracas (2-2)
Mesmo que os venezuelanos tenham comemorado o empate obtido no final do primeiro jogo, o resultado acabou com suas chances. Embalado pelo Paulista, o Santos não dará oportunidade.
Palpite: Santos 3 x 0 Caracas
Libertad - Paraná (2-1)
Perder a primeira em casa tomando dois gols para uma equipe superior é muita desgraça para um time só. Acredito que a partida será difícil, mas os paraguaios avançam.
Palpite: Libertad 2 x 1 Paraná
Necaxa - Nacional (2-3)
A partida foi transferida para o Azteca porque a indefectível Shakira fará um show na cancha do Necaxa, em Aguascalientes. Bom motivo. O Nacional obteve uma vantagem bem pequena, mas acredito que fará valer sua força e imposição. Diego Vera foi expulso no primeiro jogo e não fica à disposição de Daniel Carreño.
Palpite: Necaxa 2 - 2 Nacional
Saudações,
Douglas Ceconello
Hoje
Colo Colo-Club America
Toluca-Cucuta
Amanhã
Vélez-Boca Juniors
Grêmio-São Paulo
Flamengo-Defensor
Quinta
Santos-Caracas
Libertad-Parana
Necaxa-Nacional M.
Os três jogos de ontem fecharam a primeira rodada das oitavas-de-final da Libertadores. O Nacional conquistou uma vantagem modesta, enquanto o Paraná complicou-se miseravelmente. A grande surpresa é o Cúcuta, que obteve o melhor resultado de todos os times que jogaram em casa.
Nacional 3 x 2 Necaxa
Como se esperava, um confronto difícil. Apesar de sair na frente bem cedo, com gol de Vera, o Nacional logo cedeu o empate, através de Kléber, que driblou o zagueiro e anotou um golaço. Ainda no primeiro tempo, o Bolso recuperou a vantagem, com Godin aproveitando o rebote. Aos 7 minutos do segundo tempo, novamente Kléber igualou as coisas. Instantes depois, Martínez marcou o gol da magra vitória charrua no Parque Central. A coisa ficou complicada para o time de Daniel Carreño, mas ao menos o empate serve.
Cúcuta 5 x 1 Toluca
Por essa ninguém esperava. O time colombiano obteve a maior vantagem das oitavas até agora, justamente contra o bom Toluca. E os mexicanos até saíram na frente, com gol de Sánchez, aos 20 segundos de jogo. Mas o Cúcuta virou, goleou e humilhou, com Martínez (três vezes), Castro e Castillo. Os colombianos aproveitaram-se da expulsão de Morales e fizeram quatro gols no primeiro tempo, a partir dos 33 minutos. No final da segunda etapa, anotaram o quinto, para delírio do grande público presente no General Santander.
Paraná 1 x 2 Libertad
Os gumarelos foram os que se deram melhor como visitantes nos jogos de ida. Desde o início, ficou claro que o Libertad é mais time. Os brasileiros levaram um sufoco infernal nos primeiros dez minutos. Depois disso, o jogo ficou equilibrado. No início do segundo tempo, Josiel marcou o gol paranista. O empate veio com Marin, cobrando falta com força. A coisa, que já tinha ficado preta com a expulsão de Neguete, piorou de vez no último minuto de jogo, quando Barone cabeceou e marcou o gol da virada. Na verdade, nenhuma surpresa. Guiñazu, López, Martínez e Gamarra sõa bons jogadores e, apesar de ter perdido o técnico Gerardo Martino para a seleção nacional, o Libertad conseguiu manter o estilo de jogo e o ritmo sob o comando de Sergio Markarian. Tem tudo para incomodar a valer na Libertadores.
Saudações,
Douglas Ceconello.
Os jogos das oitavas-de-final da Copa Libertadores não tiveram grandes surpresas quanto aos vencedores. O que realmente deve ter deixado muitos de cabelo em pé foram os escores, três 3 a 0 que muito dificultaram as coisas paras os visitantes.
São Paulo 1 x 0 Grêmio
Jogo de dois tempos distintos. O Grêmio foi melhor no primeiro, quando poderia ter aberto o placar. O São Paulo era uma piada, errava todas as saídas de bola, perdia todos os rebotes e sobrecarregava o coitado do Aloísio. Como é costume nas equipes de Muricy, o meio-campo inexistia. A ineficiência do ataque gaúcho manteve o zero no escore.
Na segunda etapa, o time de Muricy voltou melhor, pressionou o Grêmio. Dagoberto entrou bem, mas depois abusou dos fricotes e das firulas. Aos 13, Miranda marcou o gol dos anfitriões. Os paulistas tiveram outras chances claras. Numa delas, Souza foi lamentável. Incompreensível sua permanência no time com Jorge Wagner à disposição.
No final, todos ficaram felizes. Os gaúchos, que mantêm as esperanças de reverter no Olímpico, e os paulistas, que venceram e não levaram gol em sua cancha.
Caracas 2 x 2 Santos
Não devo ter sido o único a achar o Estádio Olímpico parecido com os campos de vídeo game. Marcas de cal muito fortes, dimensões um tanto estreitas e goleiras peculiares. Bem, o Santos vencia por 2 a 1 até os 40 do segundo tempo, quando cedeu o empate. Que golaço anotou o brasileiro Kléber. No mais, resultado que não deve complicar o time da Vila Belmiro. O problema é que o Zagueiro Facínora Invisível estava com a corda toda e arrebentou os joelhos de Dênis e Antônio Carlos.
Boca Juniors 3 x 0 Vélez Sarsfield
Vitória boquense, como era de se esperar. Primeiro, ao nove minutos, Riquelme marcou, uma bucha. O lance mais incrível da partida, no entanto, aconteceu aos 25 minutos, quando o goleiro Sessa saiu no alto para apanhar uma bola. Fez aquele movimento de proteção que os arqueiros costumam fazer, colocando uma perna alta e esticada. Mas havia Palacio no meio do caminho, e uma trava pegou na testa do atacante, abrindo um buraco DE TIRO. Vi o lance uma vez, mas tive a impressão de que Sessa não foi tão maldoso, embora tenha sido extremamente imprudente. O árbitro marcou penal e Palermo desperdiçou. Segunda penalidade errada em dois jogos.
Mas El Loco compareceu às redes na segunda etapa, aos 15 minutos, e Clemente Rodríguez fechou a conta aos 44. Vitória que deixa a equipe de Miguel Angel Russo bem perto das quartas-de-final.
Defensor 3 x 0 Flamengo
Os violetas saíram na frente bem cedo, com o pênalti de Leonardo Moura em Pezzolano, que Navarro converteu. Diante de um Flamengo moído como se vítima de uma horda de ninfomaníacas, o Defensor aproveitou-se. E o fez com balaços de fora da área. Primeiro, González mandou na gaveta de Bruno. Depois, aos 30, em novo petardo, o goleiro espalmou e Navarro completou de cabeça. Situação desgraçada para os rubro-negros, mas a reversão, embora muito improvável, não é impossível.
América 3 x 0 Colo Colo
Revelo que fui informado por Salma Hayek que meus prognósticos aqui no Impedimento foram fixados no vestiário de las aguilas e serviram de motivação diante do Cacique. Fato é que o América atropelou o Colo Colo. Aos 8 minutos do segundo tempo, o placar já mostrava um obsceno 3 a 0. Cabañas marcou duas vezes e chegou aos 10 gols, despontando na artilharia da Libertadores. O outro gol foi anotado por Rojas.
Saudações,
Douglas Ceconello.
Hoje e amanhã teremos os oito jogos de ida das oitavas-de-final da Copa Libertadores. Como vocês devem saber, é possível que após as partidas nós já tenhamos alguma noção dos classificados às quartas. Todos os resultados me foram enviados por fax por Flávio Alcaraz Gomes.
Hoje
Caracas-Santos - 17:15
Talvez seja o confronto mais díspar das oitavas. O Santos foi o time de melhor campanha na fase de grupos e não confio que o Caracas siga cometendo crimes, como fez com River Plate e LDU. A não ser que o efeito Azulão tenha sido mais devastador para o time de Luxemburgo do que eu acho que realmente foi.
Palpite: Caracas 1 x 2 Santos
Club America-Colo Colo - 19:30
Confronto muito equilibrado, mas acredito que o Cacique tem boas condições de eliminar o Flamengo do México. Como vocês sabem, o América assusta apenas aos incautos e à mídia brasileira - o que dá na mesma.
Palpite: América 1 x 1 Colo Colo
Sao Paulo-Grêmio - 21:45
Esse é casca. São Paulo e Grêmio contam com bons times. O tricolor paulista teve um bom começo de temporada, tropeçou e ainda não teve a oportunidade de se erguer, enquanto o gaúcho conseguiu reverter o panorama desfavorável ao encaminhar o título estadual. O time de Muricy precisa não sofrer gols porque não acredito que seu ataque tenha condições de fazer um grande saldo. Mano Menezes vai errar se sacar Carlos Eduardo para colocar Amoroso. Além de tirar um jogador que vem crescendo, pode alterar de forma negativa o esquema do time, pois Amoroso joga mais avançado. Amoroso que anda falando demais. Se fosse qualquer jogador do clube, a direção já tinha mandado calar a boca, mas como vem de fora e é experiente, conta com essa conivência. E não entendo por que diabos o Grêmio preferia arbitragem brasileira se todos sabemos que ela não é afeita ao estilo de jogo ríspido títpico do futebol gaúcho.
Palpite: São Paulo 1 x 0 Grêmio
Defensor-Flamengo - 21:45
Outro confronto que muito me interessa. Chegou a hora de ver onde acaba a minha torcida e começa a força dos violetas uruguaios. O Flamengo poderia chegar meio perturbado se não tivesse reagido contra o Botafogo, mas o empate permitiu à equipe voltar suas atenções momentâneas apenas para a Copa Libertadores.
Palpite: Defensor 2 x 1 Flamengo
Boca Juniors-Velez - 21:45
Confronto absolutamente genial. No entanto, acho que o Vélez vai sucumbir não só ao Boca, mas a tudo que os xeneizes representam na Copa. E chegou a hora de o time de Miguel Angel Russo mostrar sua qualidade. Talvez seja o confronto dos melhores ataques da competição: Palermo, Palacio e Riquelme x Zárate, Castromán e Escudero. Sensacional.
Palpite: Boca Juniors 2 x 0 Vélez Sarsfield
Amanhã
Paraná-Libertad - 19:05
Me perdoem os paranistas, mas o tricolor das Araucárias é um dos azarões do torneio. Junte-se a isso o fato de ninguém dar muita atenção ao bom time do Libertad e temos um panorama que aponta para a provável eliminação do Paraná. O time de Zetti precisaria vencer e não sofrer gols para chegar vivo ao Paraguai e resistir aos riffs mortais da boy band do Sr. Leóz.
Palpite: Paraná 1 x 1 Libertad
Nacional M.-Necaxa - 21:15
Que o Bolso faça sua parte e tire os mexicanos do torneio. Três clubes do México passaram às oitavas e podem chegar às quartas, um ultraje ao futebol sul-americano. Enquanto isso, os dois argentinos vão se matar e restará apenas um. Palhaçada.
Nacional 3 x 1 Necaxa
Cúcuta-Toluca - 23:30
Não vejo com bons olhos este jogo. Acho que deveriam colocar Inter e Peñarol para disputar a vaga, de forma escamoteada, assim como o Uruguai deveria ter jogado a final da Copa contra a Itália. A menos que o espírito maloqueiro de Rentería ilumine seus compatriotas, acho que teremos um invasor azteca nas quartas-de-final.
Palpite: Cúcuta 2 x 2 Toluca
Saudações,
Douglas Ceconello.