Comentários sarcásticos, crítica vitriólica e jornalismo a golpes de martelo por Marcelo Träsel


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minhas cinco playboys inesquecíveis

Bem, o Inagaki me intimou, então eu tive de escarafunchar nas memórias da adolescência, época em que ainda não sabia da existência do aerógrafo, para lembrar das cinco capas da revista Playboy que mais me marcaram. A grande verdade é que sempre preferi a Ele&Ela, por causa do Fórum, mas isso fica para outra corrente.

hortencia-mini.jpgHortência - OK, sei que é bizarro colocar logo o ensaio mais horrendo de todos os tempos como minha capa mais inesquecível, mas é a pura verdade. Hortência parecendo quase bonita naquelas fotos me fez perceber que tinha algo de podre acontecendo no caminho entre o fotógrafo e a gráfica. Quer dizer, não era a mesma mulher que eu via nos jogos de basquete da seleção feminina — que via por causa dos shortinhos, claro — e aquela das fotos. Só contribui para a bizarrice o fato de haver um conto erótico da Regina Duarte na mesma edição. Tenho medo, muito medo.

babi-mini.jpgBabi - A ex-VJ da MTV de certa maneira me fez recuperar a fé nas revistas de mulher pelada, depois do choque de realidade provocado pela Hortência. Pode ser falta de conhecimento do Photoshop, mas parecem ter corrigido muito pouca coisa nessa belíssima mulher que é a Babi. Adoro as sardas em seu peito, os seios com mostras de uso. Creio firmemente que algumas mulheres só melhoram com o tempo, como certos vinhos. Babi é um exemplo. E que sorriso, meus senhores! Que sorriso!. Desde a metade dos anos 1990, essa foi a primeira edição da revista a me chamar a atenção e, certamente, é minha favorita de todos os tempos.

trigemeas-mini.jpgTrigêmeas - O charme colono de Renata, Lílian e Marilise Porto fez meus hormônios borbulharem. O ensaio das trigêmeas me apresentou pela primeira vez de forma audiovisual aos conceitos de "lesbo action" e "incesto", ambos em um mesmo pacote. Um coquetel molotov de tabus. As camadas de crimes e pecados hediondos possíveis de se escavar numa série de fotos de três irmãs iguaizinhas nuas é ilimitado. Evidentemente, essa racionalização só é possível com décadas de distância do choque inicial, após muita leitura e psicanálise. Nem eram bonitas, mas também: nem precisavam.

piera-mini.jpgPiera - Passarei muitos milênios no purgatório por conta das abominações de Onan que essa menina com jeito de surfista me forçou a cometer na pré-adolescência. Ainda hoje considero Piera é um modelo de mulher bonita para mim. Creio que seu corpo magrinho, olhos amendoados e pele que seria branquinha se não fosse pelo sol ficaram marcados indelevelmente no meu inconsciente. Até hoje acho essa combinação a melhor possível, inclusive com os cabelos ondulados — nunca entendi por que as mulheres investem tanto dinheiro em ficar completamente lisas, se cachinhos são tão doces.

luciana_vendramini_1987-mini.jpgLuciana Vendramini - Um tanto clichê, é verdade, mas que fazer se levar para a cama uma paquita da Xuxa era a fantasia de qualquer adolescente que se prezasse nos anos 1980? A volta triunfante de La Vendramini, em 2003, pouco diferente do que era quando jovem, só comprova que estávamos todos certos em endeusá-la.

Agradeço ao Perguntas Cretinas pela listagem de todas as capas da Playboy brasileira até hoje. E convoco os rapazes do Impedimento, o Hermano, o Cardoso, o pessoal do 100grana e o Láudano a continuarem essa corrente.

7 de julho de 2007, 19:01 | Comentários (22)



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