Comentários sarcásticos, crítica vitriólica e jornalismo a golpes de martelo por Marcelo Träsel


nova geração

Alguns de meus alunos da Famecos criaram a comunidade de blogs Sopa de Letras. Nada agrada mais a um professor do que ver a gurizada levando adiante suas próprias idéias, participando de projetos que transcendem a sala de aula. Cumprir o currículo do curso é importante, mas tão importante quanto é aproveitar o tempo livre da vida de estudante para criar algo.

3 de março de 2008, 10:55 | Comentários (9)

é nóis na fita!

Quase que literalmente.

Se mora no Rio Grande do Sul e estará em casa hoje às 18:30, sintonize a TVE e assista à minha participação no programa Radar.

20 de fevereiro de 2008, 15:54 | Comentários (8)

entrevista para o comunique-se

A repórter Izabela Vasconcelos me entrevistou sobre o Twitter para o Comunique-se. Confesso que não entendi o que eu quis dizer com "[o Twitter] divulga o blog convencional, já que dá espaço para isso". Talvez deva entrar em contato com a jornalista e perguntar.

Segue a matéria.

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Twitter: ferramenta útil também para os jornalistas

Escola de Comunicação

"O que você está fazendo?", A pergunta foi o ponto de partida para a criação, em 2006, do Twitter, servidor para microblogging que permite aos usuários o envio de atualizações de, no máximo, 140 caracteres.

A ferramenta, criada pela a Obvious, não demonstrava grandes pretensões. Com atualizações via SMS, comunicador instantâneo, e-mail, site ou programa especializado, o Twitter começou somente com tarefas corriqueiras dos internautas. Aos poucos, novas utilidades foram criadas.

Exemplo recente disso foi a repercussão do assassinato da ex-primeira ministra do Paquistão Benazir Bhutto. As primeiras informações começaram a chegar pelo Twitter e rendeu um grande debate entre os internautas.

Dan York, do blog Disruptive Conversations, enumerou os 10 principais usos que ele faz do Twitter, como: fonte de notícias, rede de perguntas e respostas, ferramenta de interação, descontração e atualização, diário de viagens, diário de eventos, ferramenta para marketing/relações públicas, ferramentas de aprendizagem, diversão e, por último, nas próprias palavras dele, lição de humildade e brevidade, já que os 140 caracteres máximos, pedem objetividade e síntese.

O Twitter já virou tema de listas de discussões em muitos grupos. Alguns acreditam que a ferramenta trouxe uma novidade e também praticidade, mas outros afirmam que o Twitter não trouxe nada diferente de um blog convencional, e que não representa mudanças no trabalho dos jornalistas.

"Não vi nada demais na ferramenta, acho que está havendo um entusiasmo exagerado em relação ao Twitter", afirma o jornalista Alexandre Carvalho. Ele diz que a ferramenta pode ser melhorada com o tempo ou não, mas acredita que outras ferramentas podem fazer coisas muito parecidas com as que o Twitter faz.

Nas mãos dos jornalistas

O Twitter é usado por muitos na narração de eventos em tempo real. Marcelo Träsel, jornalista e professor da PUC-RS, usou o Twitter para fazer a cobertura de um evento da faculdade, com narrações em tempo real. "Os alunos gostaram muito. Ajudou, inclusive, as pessoas que estavam fazendo matérias sobre o evento", explica.

"O Twitter traz um fluxo de informações contínuas e curtas. O melhor é a velocidade, as respostas chegam muito rápido", analisa a estudante de jornalismo Gabriela Zago, que escreveu um artigo sobre a ferramenta para o Observatório da Imprensa.

Gabriela fez um mapeamento em seu blog com as utilizações do Twiiter pelo mundo, como o uso da ferramenta para acompanhar as prévias das votações de 2008 em Iowa, informações sobre a greve dos roteiristas dos EUA, cobertura dos incêndios na Califórnia em outubro de 2007, política no Quênia, entre outros.

Para Träsel, o Twitter não trouxe grandes novidades, mas simplificou uma ferramenta e a tornou eficiente. Na sua opinião, o Twitter apresenta duas diferenças principais dos blogs convencionais: dá vazão a idéias e pensamentos curtos e ainda divulga o blog convencional, já que dá espaço para isso.

No CES (Consumer Electronics Show), maior feira de tecnologia do mundo, muitos jornalistas fizeram a narração do evento pelo Twitter. Veículos como o New York Times, CNN, BBCBrasil e IG usam a ferramenta para divulgar suas atualizações.

Outra novidade, fruto do Twitter, é o ReportTwitters, site que reúne jornalistas que usam a ferramenta para encontrar fontes e divulgar atualizações.

14 de fevereiro de 2008, 23:21 | Comentários (3)

este blog está em recesso

O recesso é por tempo indeterminado, embora não seja necessariamente contínuo. Isto é, de repente até aparece algum post, mas não convém contar com isso pelo menos até março.

30 de janeiro de 2008, 16:55 | Comentários (1)

2007 foi um ano bom

Várias semanas sem atualização por aqui. O mundo concreto andou exigindo maior atenção e nessas horas o mundo virtual sempre sai perdendo. De qualquer modo, a grande verdade é que cada vez menos tenho vontade de atualizar este blog.

O principal motivo talvez seja o fato de que a maioria dos assuntos sobre os quais me agrada escrever arranjaram outros veículos. Falo de gastronomia no Garfada e de política no Nova Corja. Sobram para cá alguns comentários sobre tecnologia e Web, jornalismo ou sobre a vida acadêmica. Por isso, uma das metas para o ano que vem é reformular o MARTELADA, na carona de uma reengenharia do insanus.org como um todo.

Enfim, 2007 foi um ano fora do comum e por isso minha presença virtual andou prejudicada. Nas últimas semanas estive às voltas com a mudança de meu apartamento de um dormitório destinado a solteiros festeiros na Cidade Baixa para um apartamento de dois quartos com garagem para jovens casais no Petrópolis. Mudança dá um trabalho desgraçado.

Sim, realizei o sonho da casa própria. E, sim, para todos os efeitos e ao contrário de minhas próprias expectativas, casei. Casei com uma senhorita que conheci há pouco mais de um ano. Pode-se dizer que tudo aconteceu dentro de 2007, já que começamos a namorar de fato só em fevereiro ou março. I saw her face, now I'm a believer e tudo o mais.

Na mesma época, terminei minha dissertação de mestrado e fui contratado como professor pela PUCRS como professor de Comunicação Digital e também pela agência de marketing LiveAD. Ambos trabalhos que têm me dado enorme satisfação intelectual e monetária.

Espero que 2008 seja um ano de estabilidade. Se tiver mais plot twists emocionantes como esses nos próximos 12 meses, por melhores que sejam, minha saúde não vai agüentar.

Desejo a todos os leitores um excelente ano, tão bom quanto foi o meu 2007. Trabalho para quem precisa, amor para quem está sozinho e saúde para aproveitar bem as duas coisas.

2 de janeiro de 2008, 15:12 | Comentários (14)

in memoriam

Na terça-feira passada, um ano depois, a família e amigos do Gabriel Pillar se reuniram para relembrar de uma forma muito mais ao estilo dele: lançando um livro com textos e fotos do Gabriel e sobre ele, editado colaborativamente pela Mariza e o Valério, seus pais, e pelo Firpo, Vane, Carol B., Walter e eu.

A edição é limitada a 500 exemplares, por isso nem todas as pessoas que se interessariam poderão ter uma cópia impressa. No entanto, qualquer um pode baixar o arquivo em PDF (9,5mb) clicando aqui.

6 de dezembro de 2007, 17:36 | Comentários (4)

bazar do träsel

Algum leitor residente em Porto Alegre e imediações se interessa em adquirir um condicionador de ar Midea split de 12.000 BTUs, quente e frio, 220v? O aparelho é novo, ainda na caixa e na garantia.

Estou vendendo porque meu novo apartamento já tem buracos nas paredes para ar-condicionado. Minha idéia é comprar dois aparelhos normais e tapar os buracos com eles, evitando o custo duplo do pedreiro e da instalação do split.

Se alguém se interessar, envie e-mail para traselblogs [arroba] gmail [ponto] com.

15 de novembro de 2007, 10:43 | Comentários (6)

não, não vou pôr "mi buenos aires querido" no título desse post

Só agora consegui mais ou menos sentar para escrever sobre a viagem a Buenos Aires. Devo dizer que a boa impressão que o guia da prefeitura passou se manteve durante toda a estadia. Buenos Aires é, mesmo, uma cidade espetacular, e os argentinos são um povo a se admirar. Agradeço às dicas que os leitores deixaram nos comentários e aos amigos que enviaram mensagens por correio eletrônico. Seria impossível fazer uma viagem tão boa sem essa ajuda.

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Limusine à venda em frente a uma cafeteria recém reformada em Palermo

Em primeiro lugar, esperava uma cidade mais decadente e suja, por causa da crise financeira do início do século. Graças a essa crise, os preços na Argentina baixaram a um patamar em que fica barato para os brasileiros fazer turismo por lá. Antes, contava-se que um simples espresso podia sair US$ 3. Agora, custa 4 pesos, e o peso valia aproximadamente R$ 0,70 quando estivemos na capital porteña. Apesar de certamente estar decaindo, Buenos Aires decai com elegância. As coisas são velhas e detonadas, mas são limpas. As pessoas olham feio se você joga lixo na calçada. E um passeio no bairro Palermo mostra sinais de retomada econômica, com muitas casas sendo reformadas para dar lugar a lojas de roupas finas e restaurantes.

Uma das melhores impressões que tive foi dos taxistas. Nenhum tentou nos enrolar. Aliás, o primeiro nos deu dicas de como indicar melhor o caminho, porque dissemos uma forma errada de chegar ao endereço e ele teve de dar uma volta maior. As viagens também são baratas. À noite, custa apenas uns 12 pesos para ir de Palermo ao centro. Parece apenas que não é recomendável pegar táxi do aeroporto para o hotel, porque há muitos casos de assaltos em que os taxistas são coniventes. Prefira pegar o ônibus da Manuel Tienda Léon, que fica à esquerda quando se sai do setor de desembarque em Ezeiza. Uma passagem até a porta do hotel no centro custa 32 pesos, sendo que você vai de ônibus até a central deles e depois pega uma minivan. Já para voltar ao aeroporto é tranqüilo pegar táxi e custa algo entre 70 e 80 pesos a viagem, o que faz valer a pena para duas pessoas.

Quanto ao hotel, ficamos no albergue El Firulete Downtown, pagando cerca de US$ 40 a noite por um quarto privado com banheiro, o que é metade da diária dos hotéis da região que pesquisamos ou nos indicaram. Fora o fato de o quarto ter duas camas de solteiro, em vez de uma de casal, como tínhamos reservado, o albergue ainda está sofrendo as últimas reformas e fomos acordados alguns dias pela manhã por operários operando serras e soldas. Em compensação, todos os quartos têm ar-condicionado e a água é quente. Também oferecem um bom café da manhã e acesso grátis à Internet, além da boa localização. Eles também têm uma casa em Palermo Viejo, que parece melhor negócio. Em todo caso, Buenos Aires está cheia de albergues que parecem bons e provavelmente são melhores que o Firulete.

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Interior da confeitaria La Ideal, na Suipacha, quase esquina com Corrientes


Não chegamos a visitar muitos pontos turísticos. Não fomos à Boca, nem ao Puerto Madero, nem ao Malba. Ficamos mais nos entornos do centro da cidade e demos alguns passeios em San Telmo e Palermo. Dedicamo-nos mais à boa mesa e às caminhadas. No domingo, com um tempo ensolarado e quente, tivemos a sorte de passar pelo parque no entorno do Rosedal e aproveitamos um passeio por lá, junto aos porteños. A dica é descer na estação Plaza Itália, da linha D (verde) do metrô, com as famílias carregando cestos de pique-nique. Impressionante o cuidado com que os parques são mantidos. Mais impressionante ainda é as pessoas respeitarem os avisos de não pisar na grama e não jogar lixo. Apenas os donos de cachorros argentinos poderiam aprender a juntar o cocô que seus bichos fazem por todos os cantos da cidade.

Outra grande atração de Buenos Aires são os idosos. Todos muito dignos. Todos extremamente bem arrumados e bem educados. É fascinante ver senhores de 70 anos com um terno impecável tomando o metrô para ir comer uma media luna com espresso em alguma confeitaria da cidade. Ou senhoras andando pelas calçadas da Recoleta envergando seus melhores chapéus e tailleurs.

Aliás, vale a pena comprar roupas por lá. Os preços até podem não ser menores do que no Brasil, mas a qualidade é infinitamente superior. Se estiver procurando um bom casaco impermeável, sugiro a Perramus, na Sarmiento 701. Se quiser casacos de couro de segunda mão ou jaquetas da Adidas baratinhas, vá à galeria Sta Avenida, na avenida Santa Fe 1270. Comprei uma pasta de couro muito boa na Lamarca (Santa Fe 902), embora não tenha sido barata. Outros produtos recomendáveis são livros, na avenida Corrientes, subindo a partir do obelisco. Na verdade, comprei apenas um álbum dos quadrinista Liniers, na Club del Comic (Montevideo 335). Durante a busca por essa loja, encontramos a Ferretería Artística, onde se pode comprar todo tipo de maçaneta, pendurador de casacos e chapéus e trancas decorativas, atendido pelo bando de velhos mais mal humorados de todos os tempos. Para mais objetos de decoração, tente a Lago, em San Telmo.

No final das contas, o que mais chamou a atenção em Buenos Aires foi o esmero com que mesmo as coisas mais simples são feitas. Qualquer boteco de esquina tem ao menos um pouco de fileteado nas janelas e se esforça em servir boa comida. O metrô é velho, mas funciona e é barato. O país pode estar saindo de uma crise, mas há policiais nas ruas e os serviços funcionam. Nos mercados, as frutas e verduras são arrumadas quase artisticamente. Os senhores andam com os sapatos perfeitamente engraxados, ainda que sejam pobres. Dignidade. É isso que os porteños têm e falta ao brasileiro.

ATUALIZAÇÃO: Para ver a crítica dos restaurantes, vá ao Garfada.

10 de setembro de 2007, 15:40 | Comentários (14)

1337

O Interney resolveu listar os 100 blogs brasileiros melhor classificados na ferramenta de buscas Technorati. Como era de se esperar, o portal capitaneado pelo Edney e pelo Inagaki está em primeiro. A surpresa é o insanus.org, onde estou orgulhosamente hospedado, ter ficado em 16º, logo à frente do Noblat, que amargou um 17º lugar. Interessante que os outros blogs de jornalistas famosos comeram poeira, mesmo tendo grandes grupos de mídia por trás.

16 de agosto de 2007, 22:17 | Comentários (1)

sindicalize-se

Enquanto os duendes que fazem o Movable Type -- ferramenta por trás deste blog -- rodar direito corrigem o problema dos feeds RSS pela metade, fizemos a nossa parte e criamos uma conta no Feedburner. Para receber os posts em seu agregador de conteúdo preferido, basta copiar este link, ou então clicar no botão laranja ali na barra de endereços de seu navegador. Para os que já assinam, sugiro atualizar o endereço, até porque assim o contador na coluna da direita fica mais cheio.

13 de julho de 2007, 15:24 | Comentários (5)

portfólio

É provável que poucos leitores saibam, mas desde fevereiro estou coordenando a Blog Hunters. Ontem, finalmente, meu primeiro grande projeto como gerente foi ao ar: BloggersCut. Os mais atentos logo vão perceber as referências ao Digg e outras iniciativas de filtragem na Web. Isso porque esse é um projeto colaborativo. A idéia é reunir posts sobre cinema publicados nos melhores blogs brasileiros, argentinos e mexicanos.

Desenvolvi com minha valorosa equipe todo um sistema de filtragem de blogs, do qual sou particularmente orgulhoso, porque pude aplicar nele muitas das teorias que estudei durante esses anos de mestrado — e, pela qualidade do que rolou até agora, parece ter ficado bom. Um dos principais motivos para que decidisse tomar parte no BloggersCut, por sinal, foi a possibilidade de ver as teorias na prática. Todo esse papo sobre colaboração, comunidade e Web 2.0 é muito bonito, mas agora eu quero ver se funciona mesmo.

Enfim, entrem lá, dêem uma olhada e sugiram críticas. E, se quiserem participar, entrem em contato.

14 de junho de 2007, 17:12 | Comentários (12)

made in taiwan

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A foto desse plug todo deformado aí em cima é o motivo pelo qual você não deve comprar uma estufa da marca De Longhi nesse inverno. Há algumas noites ele simplesmente derreteu. Na verdade, a estufa sempre emitiu um odor esquisito e o plug sempre ficou molenga. Bastou trocá-lo por um outro, comprado na esquina, e o cheiro parou, bem como o derretimento. Uma empresa fabricar um aparelho cuja entrada de energia não suporta a própria potência é o cúmulo da incompetência. Tornaram-se machina non grata na minha casa.

28 de maio de 2007, 22:32 | Comentários (13)

um brinde...

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...à memória do Gabriel, que faria 23 anos hoje.

25 de maio de 2007, 13:03 | Comentários (12)

assessoria de imprensa

A Dani, do Ah! Tri Né!, fez essa reportagem em vídeo aí em cima no lançamento do Cão Sem Dono em Porto Alegre. Legal ver os amigos — no caso, Tainá e Galera — se dando bem. Mais legal ainda ver que o Galera não mudou muito e continua ficando constrangido em eventos de mídia.

11 de maio de 2007, 16:01 | Comentários (8)

do livro de ocorrências do condomínio

"PROTESTO

Venho através detes livro fazer um protesto contra a senhora zeladora, pela falta de respeito com que nos trata, após várias situações que ocorreram comigo, no domingo após o almoço, pedi para minha irmã pegar uma furadeira (de propriedade do prédio) para o Sr. Síndico, como ele não se encontrava ela pediu p/ a zeladora, que se negou, alegando estar em seu dia de folga, nos dirigimos a uma conselheira do prédio para ver se ela tinha a ferramenta ou a chave do depósito. Como ela não tinha ligou para o Síndico para ver se ele retornaria ao prédio. E assim que retornou gentilmente nos emprestou a ferramenta. Porém a sra. zeladora não satisfeita ligou para a Conselheira desaforando-a, dizendo que havia passado por cima de sua "autoridade"!?

Esse foi só um exemplo de várias situações ocorridas, não posso obrigá-la a me cumprimentar, pois falta de respeito não é crime, e de educação também não.

Quero também aproveitar para PROTESTAR CONTRA O PAGAMENTO DE HONORÁRIOS, que são pagos a uma Advogada contratada para defender a pessoa Dona Marlene, e não a zeladora funcionária, por um problema que depois da delegacia foi levado à justiça, entre ela e uma moradora do prédio. Mais ainda, o valor de R$ 30 por uma reunião extra feita para solucionar o mesmo problema, E TODOS NÓS PAGAMOS AS CONTAS???

Ainda esclarecer porquê pagamos a conta particular de luz da zeladora.

E quero dar três avisos aos fofoqueiros:
- quem paga minhas contas sou eu;
- não faço em meu apart. nada considerado como crime ou em horários indevidos, e
- assim como a acústica do meu apartamento é ótima, a do de vocês também é, porém não me preocupo com a vida alheia, tenhos meus próprios problemas.

Dia 24 de maio de 2003.

Obs.: Tenho a cópia do documento da delegacia, ocorrência registrada contra a pessoa, e não contra a funcionária."

Leitura mais divertida do mundo.

25 de abril de 2007, 13:07 | Comentários (16)

mestre träsel

Informo aos caros leitores que a banca de dissertação foi muito bem. Tirei nota máxima, com direito a estrelinha. Em breve publicarei aqui um link para quem quiser baixar o trabalho. Agora vou ali descansar, com licença.

P.S: Carmencita, pode parar de ameaçar as pessoas da banca. Todas me trataram bem.

31 de março de 2007, 16:09 | Comentários (24)

por tutatis!

Após quase três anos morando sozinho, voltei para a casa de minha mãe.

Graças às chuvas que não páram e a um condomínio dado a fazer gambiarras em vez de resolver problemas, sou o feliz proprietário de duas cascatas em plena zona urbana de Porto Alegre: uma em minha sala, outra em meu quarto. Desabrigado, tive de pedir asilo à progenitora por alguns dias. Doações de panelas para aparar goteiras e panos de chão podem ser combinadas pelo e-mail aí ao lado. Outra forma de ajudar é rezar, fazer danças xamânicas ou até macumbas para que o sol volte logo.

20 de março de 2007, 11:44 | Comentários (33)

ainda em recesso

A dissertação de mestrado já foi entregue, então eu teoricamente deveria voltar a postar. No entanto, preciso retomar alguns assuntos que ficaram pendentes nos últimos meses. Além disso, a vida profissional tem dado tão certo que mal estou com tempo para dormir, quanto mais postar aqui.

Esse blog volta a ser atualizado no ritmo de sempre em breve. Espero.

8 de março de 2007, 14:11 | Comentários (7)

por que você não bloga?

Porque estou terminando minha dissertação de mestrado, a respeito do webjornalismo participativo no Kuro5hin e no Wikinews.

Agora, com um incentivo a mais: dar aulas de jornalismo digital e online I na Famecos a partir de março.

26 de janeiro de 2007, 18:13 | Comentários (22)

qual é teu signo?

Como pretendente a cientista, provavelmente não deveria estar publicando isso, mas dane-se: há algum tempo fiz um cadastro no Astro.com, para agradar a uma mocinha. De lá para cá, entro volta a meia no horóscopo diário por curiosidade. O nível de acerto começou a chamar a atenção, mas sempre atribuí isso a uma simples projeção, isto é, minha mente adequava as experiências às previsões e vice-versa.

Pois ontem entro e vejo isso:

Válido durante várias semanas : Este trânsito pode ser financeiramente bom ou ruim, a depender de sua forma de lidar com ele. Talvez surjam boas oportunidades financeiras, mas há uma tendência a extravagâncias que podem trazer-lhe dificuldades. Seus desejos podem ser mais pródigos que seu orçamento.

Detalhe interessante é que tinha acabado de voltar do supermercado, onde gastei uma quantia absurda de dinheiro em produtos de primeira necessidade como uma garrafa de espumante Marson feito pelo método champenoise, um iogurte de frutas meio fresco da Batavo e uma long neck da nova cerveja Eisenbahn Golden Ale. Só minha sensatez ultradesenvolvida me impediu de torrar mais dinheiro em bobagem.

Depois, uma amiga apontou o horóscopo de viagens, que mostra as melhores cidades para você. Tentei a região de Florianópolis, Essen, Berlin, Amsterdam e Barcelona, todos lugares com que sinto uma forte ligação. Em todos, a ligação faz sentido astrologicamente.

Agora, acho que tem gente me vigiando e estou meio paranóico. Melhor terminar logo esse mestrado.

15 de janeiro de 2007, 10:25 | Comentários (18)

enchendo o calção de areia

Embarco amanhã à noite para Garopaba, onde fico até o dia 7 de janeiro. Se algum leitor que esteja por lá quiser combinar de tomar uma cerveja, entre em contato pelo meu e-mail, que está aí do lado.

27 de dezembro de 2006, 16:29 | Comentários (9)

...

Eu me perguntei muitas vezes se deveria escrever algo mais sobre a morte do Gabriel. O texto que saiu no calor do momento é um tanto seco, mas na verdade essa aridez reflete minha sensação de total perplexidade. Usei a palavra "inacreditável" naquela hora. Creio ser a palavra que melhor descreve tudo isso. Mas escrevi este novo texto. Queria tê-lo publicado na quarta-feira, mas uma pane em meu computador impediu.

Nos últimos meses andava muito com o Gabriel. Um dos motivos era ele ser o único da turma ainda sem a namorada por perto e com paciência para a boemia. Não tinha proposta de farra que ele não aceitasse. Isso me deu uma chance de conhecê-lo bem melhor e me tornar ainda mais amigo dele, algo para além da afinidade de projetos que tínhamos no início. Trabalho em casa e por isso vejo pouca gente no meu cotidiano. Gabriel talvez fosse a pessoa que vi com mais freqüência nos últimos tempos.

As pessoas entram e saem das nossas vidas enquanto elas se desenrolam. Meus amigos de hoje não são os amigos da época do colégio. Quando alguém novo entra em sua vida, você passa a freqüentar novos lugares, novas pessoas, novas idéias. Cria novos hábitos. Vira outra pessoa. Essa presença tão forte do Gabriel ultimamente fez com que eu desenvolvesse um modo diferente de ser no mundo. Amizade é isso, acho: assimilar aspectos de uma outra personalidade e se tornar um pouco aquela pessoa. De certa forma, é como se esse ponto de intersecção entre sua personalidade e as de seus amigos fosse um filho seu com cada um deles. Não é à toa que muita gente diz que sua família de verdade são os amigos.

E talvez seja justo essa forma de ser no mundo que criei em por causa dele o motivo de não conseguir acreditar. O mundo é em parte construído por nossos pensamentos e emoções, que influenciam a forma como vemos e interpretamos tudo. Porque ainda tenho o hábito do Gabriel, o mundo ainda não mudou para mim. Mesmo tendo comparecido aos atos fúnebres, parece que a qualquer momento ele vai aparecer no messenger para falar bobagem, mandar e-mails com alguma idéia para um novo projeto, ou ligar convidando para alguma festa. Aí eu penso que o pior está por vir, quando eu perceber que ele não vai mais entrar no messenger, nem mandar e-mails, nem ligar. Que não vou mais planejar uma parte da minha vida em torno dele. Pensar "pô, isso parece legal, vou chamar o gabriel". Bem aí, quando o dia estiver bom para tomar uma cerveja na calçada, quando tiver uma dúvida sobre os templates do blog, quando tiver uma idéia para revolucionar a Internet, aí é que o hábito vai se manifestar e eu vou pensar em chamar o Gabriel. Aí, então, eu vou me dar conta de que ele não está mais aqui. Que o mundo mudou.

É esse o momento que eu temo. Já tive perdas na família, mas nenhuma das pessoas ocupava uma parte tão grande do meu mundo quanto ele. Agora essa parte está vazia. Com o tempo, vou encontrar outras pessoas e coisas para ocupá-la. A vida vai seguir, o mundo vai se remanejar outra vez. E outra. E outra. Mas se uma coisa serve de consolo quando penso nessa dinâmica de mudança, é que esses mundos nunca somem completamente. Os mundos que se foram permanecem como uma influência em todos os mundos que se seguem. Disso eu tenho certeza: o que criei em conjunto com o Gabriel vai moldar a minha vida até chegar minha vez de deixar partes vazias no mundo das pessoas que se relacionam comigo.

E é por isso que, como o Parada, eu não vou sentir saudades do Gabriel. Porque sei que, embora eu não possa mais chamá-lo quando o dia estiver bom para tomar uma cerveja na calçada, quando tiver uma dúvida sobre os templates do blog, quando tiver uma idéia para revolucionar a Internet, há uma parte dele que ficou aqui comigo. E essa não pode ser extraída do mundo de uma forma abrupta e estúpida.

8 de dezembro de 2006, 11:30 | Comentários (22)

luto fechado

O nosso amigo Gabriel Pillar faleceu na madrugada desta segunda-feira. Ao descer a rua Mostardeiro, ele aparentemente perdeu o controle do carro e bateu em um poste na esquina da Comendador Caminha. Morreu no local.

Fui acordado com a informação há pouco mais de uma hora. É difícil dizer qualquer coisa quando ainda não se consegue nem acreditar na notícia. Talvez seja isso, mesmo: é inacreditável que um grande amigo, com quem tenho compartilhado projetos, com quem fui a uma festa no sábado mesmo, de cuja banca de monografia eu iria participar amanhã, perdeu a vida. E assim, de repente.

Fiquemos com as boas lembranças.

4 de dezembro de 2006, 7:48 | Comentários (78)

aceitamos cheque pré-datado


My blog is worth $43,469.58.
How much is your blog worth?

Valho mais que o Reinaldo Azevedo.

Gentileza do Láudano.

26 de novembro de 2006, 16:43 | Comentários (6)

almoço de amanhã: boi ralado

Leitores de Florianópolis: amanhã e domingo estarei na ilha, participando do Barcamp. Quem quiser tomar uma cerveja nas horas de folga, envie uma mensagem para o meu endereço de correio eletrônico, aí na coluna ao lado. Ou simplesmente apareça no Café Matisse, lá no CIC.

15 de setembro de 2006, 23:04 | Comentários (4)

momento sensível

flor2.jpg

A flor acima é uma de minhas favoritas, junto com bromélias e aquele jasmim que dá em árvores. Nasce em um abusto esquisito, sem tronco, apenas com galhos longos que se projetam para cima. Minha avó chama de macieira de jardim, mas não se encontra nada no Google com esse nome. Alguém sabe como é mais conhecida?

15 de setembro de 2006, 11:31 | Comentários (8)

fazendo a américa

Consegui passar pelo crivo da comunidade e publicar um artigo na página principal do Kuro5hin. Foi escrito às pressas e apenas como exercício para analisar o funcionamento do webjornal, que estou pesquisando no mestrado. Ou seja, por favor relevem a falta de argumentação mais sólida e o estilo pobre. Seja como for, ganhou os 70 votos necessários dos colaboradores do K5, que agora se dedicam a discutir a política externa dos Estados Unidos nos comentários.

Brazil is a largely pacifist country in South America. Our last war was fought against Paraguay in the 19th century, when we pretty much leveled the then enemy country, once the most developed in the region, today a haven for contrabandists and counterfeiters. There were also some internal conflicts througout brazilian history, a bloody conservative dictatorship in the 20th century - though not as bloody as in Argentina or Chile - and today we witness a daily struggle between police forces and drugs and arms dealers, robbers and the like in big cities. That said, most brazilians wouldn't ever imagine our country going to war nowadays. It's just... Not brazilian!

The september 11 attacks on World Trade Center and the Pentagon were a shock for all of us, as it was for most people in the world. Everything stopped as we held our breath in front of our TV sets. Friends called each other asking "Did you see it? I can't believe!". Most people felt compassion for the dead, their families and all americans. On the other hand, many people did not.

Foi uma experiência interessante. O pessoal ajudou muito a corrigir erros de inglês durante o período de avaliação. Os inevitáveis trolls apareceram, mas a maior parte dos comentários se preocupou em ajudar, ou em questionar de forma argumentativa minhas posições. Os comentários editoriais são escondidos dos leitores não-cadastrados, mas de forma geral, posso dizer que o artigo foi aceito mais para movimentar a capa do K5 do que por seus próprios méritos. Os comentários mais entusiasmados saudaram o fato de ser uma visão diferente, não os fatos narrados em si.

14 de setembro de 2006, 15:28 | Comentários (23)

post de aniversário

Este ano, após muito tempo, resolvi fazer uma festa de aniversário. Entrando na onda dos revivals, eu e a Carol Bensimon decidimos fazer uma reunião dançante. Estive cético o tempo inteiro quanto à possibilidade de algum marmanjo mais perto dos 30 que dos 13 realmente se dignar a dançar juntinho ao som de Bangles e bandas do gênero. Não é que dançaram mesmo? Uma das melhores partes de se ficar mais velho é perder o senso de ridículo.

Por muitos anos eu fui contra as datas instituídas para comemorações. Sempre achei que não passavam de golpes de marketing do comércio varejista — embora aceitasse os presentes de bom grado. Hoje vejo que pessoas que são contra o Natal, Dia das Mães ou aniversários estão tão dominadas pela arbitrariedade temporal quanto as pessoas entusiasmadas com essas datas obrigatórias. São de certa forma até piores, porque tentam acabar com a alegria dos outros. Com essa compreensão, passei a gostar dessas situações, mas sem dar grande importância.

Ficar mais velho é ampliar essa mesma compreensão para cada vez mais áreas da vida. Começa-se com coisas pouco importantes como datas e imagino que ao final se esteja encarando a própria existência desse jeito. Ainda estou no meio do caminho.

6 de setembro de 2006, 11:37 | Comentários (12)

meus amigos são os melhores

pavao_ruivo.jpg

Cardoso em momento Clóvis Bornay. Foto de Carla Pilla

28 de agosto de 2006, 17:45 | Comentários (9)

conversa furtada

carol bensimon says:
hein hein
tu não tem um roller?

träsel says:
ah, claro
eu também tenho um vestido de strass e uma peruca loura de meio metro pra combinar

carol bensimon says:
hahahahaahaha

8 de agosto de 2006, 10:24 | Comentários (0)

a volta dos mortos-vivos

Acabou-se o exílio nas regiões abaixo dos 56 kbps. Posso lhes dizer que é uma zona selvagem e tediosa da existência, em que não se pode nem assistir a um vídeo de 10 segundos no Você Entuba. Muito menos fazer as pesquisas necessárias para a conclusão de um projeto de qualificação de mestrado. Por outro lado, há tempos o dia não rendia tanto em termos de leitura e escritura.

Resta ainda um prazer imenso: telefonar à GVT e mandar cancelarem o serviço, gargalhando frente ao desespero dos operadores do atendimento ao cliente. Ah, os milagres da telefonia móvel e do VoIP!

27 de julho de 2006, 18:25 | Comentários (4)

ausência

broca.jpg

Observe bem a foto aí em cima. Tem a ver com as férias forçadas deste blog nos últimos dias.

Acontece é que decidi pendurar algumas coisas nas paredes de casa. Bem ao lado do computador. Como se faz nestes casos, peguei uma furadeira emprestada com minha mãe. Marquei os pontos na parede, engatei a broca do diâmetro mais adequado e me preparei para fazer o que os homens prendados fazem. Só que a extensão da furadeira não chegava a nenhuma das tomadas do recinto. Olhei para baixo e vi o filtro de linha do computador. Na hora, chegou a soar um alarme na cabeça, mas homens de verdade ignoram essas frescuras.

Até teria dado certo, não fosse o evento que levou à foto acima. No final do primeiro furo, a broca travou em alguma coisa na parede. Isso causou uma sobrecarga na furadeira, que tentava continuar girando. A demanda extra de energia fez o fusível de 3 ampéres do filtro de linha sacrificar sua vida em nome de meu computador. Infelizmente, não sem antes torrar o modem ADSL, que suportava apenas 1.9 ampéres. Quando liguei o filtro de linha, esqueci que o modem e o monitor ligariam junto, um convite à tragédia.

No entanto, só fui descobrir mais tarde sobre a morte do modem. Naquele momento, fiquei mais preocupado com o fato de não conseguir arrancar a broca da parede de jeito nenhum. Puxar com um alicate não adiantou. Dar pancadinhas para os lados, de forma a alargar um pouco o espaço, tampouco. Sem outra opção, fiz os furos necessários com outra broca e agora tenho um parafuso no mínimo interessante prendendo um mural à parede.

22 de julho de 2006, 16:08 | Comentários (28)

panteão particular

churchill-winston.jpg

Se pudesse escolher qualquer pessoa para ser na história, gostaria de ser Sir Winston Churchill. Não apenas porque ele foi um dos maiores responsáveis pela derrota nazista na II Guerra, nem por só sua indiscutível inteligência, mas principalmente por conta de seu invejável wit britânico, que gerou as melhores frases já pronunciadas por um estadista. Agora, preferiria vir com uns quilos a menos.

9 de julho de 2006, 12:37 | Comentários (6)

anedotário da família ruschel

Recém-casados e com filho pequeno, a madrinha e seu marido não tinham grana para nada. Mas tinham um fusca, e foram com ele até a granja do Comandante Ruschel, ex-piloto da Varig criado no melhor ambiente prussiano que o Vale do Taquari pode oferecer. Assim que desceram do carro, o Comandante se abaixou e analisou longamente um pneu. Fez o mesmo com o segundo, o terceiro e o quarto pneus.

— Tá vendo aquele reboque ali? Troca os teus pneus com aqueles, mais novos. O meu neto não vai andar com pneus nesse estado.

O tio já ia agradecer, quando o Comandante completou:

— Em Porto Alegre, tu devolve os meus pneus.

5 de julho de 2006, 10:16 | Comentários (4)

te mete!
INTJ - "Mastermind". Introverted intellectual with a preference for finding certainty. A builder of systems and the applier of theoretical models. 2.1% of total population.
Teste de personalidade de Jung gratuito

16 de junho de 2006, 10:10 | Comentários (7)

plano b

São Paulo é fascinante. Não é, porém, uma cidade da qual se gosta imediatamente. Nas primeiras vezes, aquela vastidão oceânica de concreto e os cardumes de transeuntes deixam o visitante apavorado. Legítimo caos urbano. À medida que se vai conhecendo melhor os diferentes bairros, as pérolas arquitetônicas em meio à massa de prédios funcionais, a simpatia acolhedora das pessoas, a eficiência paulistana e sobretudo as opções de entretenimento e fruição cultural, passa-se a gostar de lá. São Paulo é como cerveja. É preciso tomá-la algumas vezes, até entender o que os adultos vêem na bebida.

Esta foi a sexta vez que visitei São Paulo. Reafirmei que lá a média das pessoas é mais solidária e educada do que os gaúchos, que lá se come melhor pelo mesmo preço, que há muito, mas muito mesmo o que fazer. Descobri coisas novas, também. Ficando no Jaguaré por alguns dias, quase em Osasco, percebi que não é tão difícil quanto parece se locomover na cidade. Em 40 minutos de metrô e ônibus se está na Paulista. às 23h de um domingo, pude voltar tranqüilamente para casa. Descobri também que existe vista em São Paulo. Seja para colinas onde ainda se enxerga algum verde, seja para os arranha-céus e antenas espraiando-se até o horizonte. A cidade também me pareceu mais segura que Porto Alegre, nem que seja porque sempre há alguém na rua a qualquer hora.

Assim, está decidido: se meus planos de doutorado na Europa ou na Bahia falharem, São Paulo é o destino.

12 de junho de 2006, 12:58 | Comentários (11)

paulicéia desvairada

Embarco nesta sexta-feira, às 12h56, para São Paulo — isto é, se a Varig não falir até amanhã. Fico até terça, quando vou a Bauru participar do encontro da Compós. Volto a São Paulo na quinta-feira e fico até domingo. Estou aceitando convites para uma cervejinha com leitores, tanto os paulistanos quanto os bauruenses.

1 de junho de 2006, 16:52 | Comentários (6)

cada dia mais cabelos brancos

A palavra "velhice" tem aparecido constantemente em meus diálogos. Sempre em tom de brincadeira, mas o doutor de Viena já dizia que brincando se diz a verdade. É fato que há dois anos têm aparecido cabelos brancos na cabeça, no peito e na barba. Tudo dentro dos conformes biológicos: a adolescência, fisiologicamente falando, vai até os 24 anos. Depois disso, diminuem os níveis de hormônio e é só descida.

Os cabelos brancos foram acompanhados de irresistível vontade de evitar casas noturnas enfumaçadas e pela impossibilidade de ficar acordado após as 3h da madrugada. As ressacas pioraram muito, mas em compensação ficou mais fácil se manter dentro dos limites da embriaguez saudável. Apareceram dores em regiões do corpo antes completamente desconhecidas. Os estiramentos e mau-jeitos já não se curam sozinhos, muito menos após uma só noite de sono. Os jovens parecem a cada dia mais imbecis e pretensiosos.

Infelizmente, sei o quanto pode ficar pior. Graças a uma internação de 20 dias, em que a musculatura foi severamente atrofiada e os pulmões se encheram de líquido, pude ter um gostinho do que é ser muito velho. Quem nunca passou por uma situação dessas não pode ter a noção exata do que é seu corpo simplesmente não responder aos comandos. É mais ou menos como trocar um carro de motor 3.0 com turbo por um carro 1000 e ligar o ar-condicionado. Não anda, por mais que você pise no acelerador. Logo surge uma sensação insuportável de estar preso dentro de uma carcaça enferrujada. A primeira tentativa de caminhar pelos corredores do hospital foi deprimente. Depois, em casa, o problema era as pessoas não entenderem que simplesmente não dava para fazer certas coisas sem ajuda. Maior tolerância com idosos foi decorrência natural.

Isso durou cerca de um mês, até os pulmões se recuperarem e poder voltar a fazer algum exercício. Essa experiência, aliás, é o maior incentivo para se manter sempre em forma. É a única maneira de amenizar a decadência física.

29 de maio de 2006, 12:04 | Comentários (17)

insanus.org na mídia

O jornal Correio do Povo publicou neste sábado uma matéria sobre o Insanus.org, da repórter Lívia Meimes, com um bom destaque para este blog. Como o conteúdo será fechado até o mês que vem, o texto é reproduzido abaixo.

Continue Lendo...

28 de maio de 2006, 23:31 | Comentários (7)

blog é auto-elogio

martelada_yahoo.jpg

No mesmo dia da publicação do post estilo Martha Medeiros, Martelada atingiu a terceira colocação entre os blogs mais populares do Yahoo!. Coincidência?

23 de maio de 2006, 19:08 | Comentários (4)

blog é umbigo

Estava comentando o sucesso do post de ontem via Messenger, registrei a surpresa em perceber que quanto mais pessoais e menos objetivos são meus textos, mais agradam. A interlocutora garantiu que em geral esses textos ficam melhores. Então sou obrigado a admitir que, embora tenha passado estes quatro anos tentando ser o Elio Gaspari — inclusive me proibindo até há pouco de usar a primeira pessoa — estou muito mais para Martha Medeiros.

Ao menos a responsável pela observação me arranjou algo para consolar: "A Martha Medeiros estraga o banal. Tu melhora."

22 de maio de 2006, 11:45 | Comentários (12)

pinga ni mim

Duas goteiras no teto do meu apartamento. Maldita chuva. Maldito condomínio.

20 de maio de 2006, 16:15 | Comentários (12)

outono

caquizeiro_medium.jpg

Caquizeiro em São Francisco de Paula. Clichê, mas alguns clichês valem a pena.

15 de maio de 2006, 0:39 | Comentários (6)

você chorou quando enterraram o carequinha?

Ser criança é duro. Você acredita em qualquer bobagem que lhe contem. Aí, cresce e descobre que todo mundo estava mentindo o tempo inteiro. É informado, por exemplo, de que tudo aquilo decorado a duras penas nas aulas de história era mentira. Cabral não necessariamente descobriu o Brasil e Tiradentes não era bem o que se pensa. Como se não bastasse essa desilusão, agora Xuxa é investigada por crimes fiscais.

7 de maio de 2006, 20:09 | Comentários (5)

coisas

Notícias de que uma boa amiga vai se mudar para Nova York dentro de um mês, que outro bom amigo vai para Paris em novembro e ainda outro anda pensando em se mudar para Los Angeles andam causando uma certa depressão. Daqui a pouco não vou mais ter nem com quem tomar uma cerveja. Agora, vou TER de sair de Porto Alegre, nem que seja para não ficar atrás dos meus coleguinhas.

***

No mais, talvez alguns leitores tenham notado que aos poucos o Martelada vai ficando mais confessional. Em parte, isso se deve ao fato de hoje ter outros canais para despejar colunismo político, diletantismo gastronômico, projetos vanguardistas e teoria social. Aí tenho de preencher o espaço aqui com alguma coisa.

***

All work and no play makes Jack a dull boy.

1 de maio de 2006, 16:56 | Comentários (23)

tuning: eu não entendo
Just as music needs a backdrop of silence to signify, we need music-free stretches to make music meaningful. Suddenly, though, they seem endangered.

[...]

I'm not sure where we go from here. Perhaps new technology will save us from what technology hath wrought. [I personally dream of song-canceling technology; technology that can cancel whole singers, like Jack Johnson, or whole genres, like emo rock.] Perhaps there'll be a general anorexic-bulimic revulsion against music, and musical diet fads will sweep the world. Maybe we can save music by reducing and rationing it, making it special again.

O inferno não são os outros, é a música dos outros. Impossível discordar. Um dos maiores incentivos para deixar a casa de minha querida mãezinha e gastar metade dos meus rendimentos em aluguel, luz, água, IPTU e o escambau era o fato de meu irmão ouvir bate-estaca a todo volume do momento em que pisava em casa até a hora de dormir. Ameaças físicas ou psicológicas não funcionaram, tive de sair.

Nunca entendi as pessoas que PRECISAM ouvir música o tempo inteiro. Sempre tive a sensação de que na verdade estão querendo preencher o vácuo em suas cabeças com barulheira.

Dica da Barbara.

11 de abril de 2006, 22:24 | Comentários (15)

o que é a idade, não?

Há dez anos eu achava que futebol era o ópio do povo. Hoje, gosto cada vez mais de assistir a jogos. Grito e xingo bastante. Será que estou ficando gagá?

Enfim: nenhum gremista acreditava no título. Alguns poucos não esperavam uma lavada. O time é ruim mesmo. Tanto que chegou 20 vezes à área colorada e nunca havia ninguém para chutar em gol. O campeão moral do Brasileirão 2005 decepcionou mais uma vez.

10 de abril de 2006, 18:25 | Comentários (36)

fui!

A reforma da língua portuguesa ainda em votação é outro bom motivo para emigrar: o trema vai cair. Como apontou o Láudano, depois disso ninguém mais nesse país vai escrever meu nome direito. E pensar que pronunciarem o nome errado me incomodava...

6 de abril de 2006, 20:48 | Comentários (19)

o último a sair apague a luz

Pela primeira vez na vida estou pensando em sair de Porto Alegre.

Minha opinião sempre foi que é tudo a mesma merda em todo lugar. O sujeito vai se sentir insatisfeito com a própria existência em Porto Alegre, Londres, Nova York ou Tóquio. As novidades são recursos perecíveis em qualquer cidade, mas as chatices são permamentes. Mais cedo ou mais tarde se cai em alguma rotina. Continuo achando tudo isso, mas agora algo me impele para longe.

Desde que voltei da Alemanha comecei a achar Porto Alegre chata. Sempre gostei da cidade. Há relativamente bastante o que se fazer aqui. A diferença agora é que gostei de passar dois meses convivendo com gente nova e conhecendo lugares novos. Sentimento que não tive ao voltar da minha viagem de seis meses com mochila nas costas. Talvez porque daquela vez a péssima sensação de estar sem casa tenha neutralizado o fascínio com uma possível vida diferente. Acho também que estou precisando de uma experiência em outra cidade ou país.

Além disso, pretendo fazer doutorado fora no ano que vem. A primeira opção é Berlim. A segunda, Londres. Caso não arranje vaga ou orientador em nenhum desses lugares, pretendo tentar no Rio de Janeiro ou Salvador.

Mas no fundo, no fundo, o grande motivo dessa vontade de morar em alguma cidade européia é poder andar na rua sem preocupações. Pegar metrô ou ônibus à noite, já que detesto dirigir. Não precisar olhar sobre o ombro o tempo inteiro para ver se alguma pessoa suspeita está por perto. Só quem já teve o peso da preocupação com a criminalidade retirado das costas percebe o quanto ele atrapalha.

6 de abril de 2006, 14:18 | Comentários (40)

conheço 26 países

worldmap.gif

Crie seu próprio mapa de países visitados.

Valeu, Sabrina.

28 de março de 2006, 10:34 | Comentários (6)

anyone can play guitar

Único show no mundo que me faria ir até São Paulo.

22 de março de 2006, 15:09 | Comentários (8)

mais uma boa revista termina

O Semana 3, infelizmente, chegou ao fim, informa o Parada. Lá tive uma ótima experiência como jornalista: a obrigatoriedade de preencher um espaço fixo com prazo determinado. Incentivou meu interesse pela gastronomia, que levou inclusive à criação do Garfada.

Os motivos que nos levaram a interromper a publicação são vários, mas o fator principal que nos impede de continuar tocando é, claro, o financeiro. Não há publicação de qualidade que resista sem um monte de dinheiro por trás, isto é, bons e fiéis anunciantes. Ponto.

É dose. Tivemos o mesmo problema com a falecida Type. Como no caso da revista campinense, não faltavam repórteres e colunistas com bom texto e pautas interessantes. Faltaram foi leitores, problema de qualquer revista no Brasil, e anunciantes capazes de apostar em uma publicação nova.

20 de março de 2006, 12:22 | Comentários (4)

é nóis na fita

O debate sobre o voto nulo está rendendo mesmo: agora se espalhou para o blog do Pedro Doria.

Um certo leitor chamado Guilherme inclusive lembra de algo que queria comentar aqui: por que não existe campanha pelo voto nulo na televisão? Se mesmo os partidos mais inexpressivos têm direito a um tempinho para expor suas idéias, o voto nulo deveria ter também, assim como o branco. Do ponto de vista legal, são opções tão válidas quanto qualquer outro candidato.

Será possível levantar fundos para patrocinar comerciais em favor do voto nulo? Algo como os anúncios do Adbusters contra a publicidade e o consumismo.

17 de março de 2006, 14:53 | Comentários (10)

coisas do cotidiano

Nada mais triste do que depositar a primeira louça suja na pia, depois que a faxineira fez a limpeza semanal em sua casa.

10 de março de 2006, 11:42 | Comentários (20)

würzburg menos 3 graus

Da janela do aviao vi o que pareciam ser pocas causados por alguma inundacao. Em uma altitude mais baixa, no entanto, logo percebi que era neve. Tudo neve. Nas arvores, no chao, nas estradas. Assim que a porta da aeronave se abriu em Frankfurt, tomei o choque do frio de menos um grau Celsius. Nevava. Infelizmente, ninguem sabia que teria de pegar um onibus ate o terminal, entao todos estavam somente de camiseta ou camisa. Sorte que ao menos o casaco levei no bagageiro. Ainda assim foi preciso correr do frio.

Apos uma viagem de trem de uma hora cheguei a Würzburg, o primeiro destino da viagem. Nevava bastante. Pela manha, os telhados estavam todos cobertos de branco. Foi um excelente primeiro dia para um morador dos tropicos: os flocos de neve estavam enormes. E dificil descrever o efeito de milhoes de pedacinhos de gelo caindo juntos, movendo-se conforme o vento. Ao final destes dois meses provavelmente estarei de saco cheio disso, mas por enquanto a neve ainda me fascina. Interessante que nas calcadas e ruas onde ha um tipo de asfalto ela nao se acumula, apenas nos chaos de pedra.

Minha primeira atitude foi comer Weißwürste com mostarda vermelha e Brezel. Acompanhado de uma cerveja de trigo, o mesmo tipo da Bohemia Weiss. O frio nao e tao desesperador como eu imaginava. So depois de andar muit o sujeito comeca a sentir frio nos pes — esta certo que estou usando duas meias. Comprei luvas, o que ajuda bastante. E uso um gorro de la que a graca tricotou para mim. Ajudam bastante.

Mas me senti mesmo na Alemanha foi quando apareceram as primeiras placas de verboten isso, verboten aquilo. "Proibido tomar vinho na beira do rio", "proibido soltar fogos nas ruas principais durante o ano-novo", etc. etc. etc. Sao um povo muito civilizado. E meu alemao esta dando bem para o gasto.

28 de dezembro de 2005, 15:57 | Comentários (12)

socialização

Duas formaturas neste final de ano deram chance de pensar na interessante relação que algumas pessoas estabelecem com essas obrigações sociais. A maioria fica fascinada e leva muito a sério este tipo de evento. Comemorá-los e cuidar que tudo corra perfeitamente é necessário. Qualquer contratempo ou imprevisto tem chance de se tornar uma tragédia. Aí, quando algum sujeito começa a pensar um pouquinho, logo enxerga a falta de sentido disso tudo. O problema é que aí fica revoltado com a "falsidade" das relações sociais. Alguns deixam de comparecer a formaturas, casamentos e quetais. Outros dão um jeito de avacalhar a festa, ou fazer protestos mais pacíficos, como usar uma camiseta do Iron Maiden por baixo da camisa social. Se conseguir pensar um pouco além, no entanto, acontece um fenômeno engraçado: o cara percebe que se revoltar contra a mise en scène tampouco faz sentido. Volta a se fascinar e até a se emocionar ao desempenhar suas obrigações. Passa a enxergar a beleza das coisas que o homem cria para se manter em sociedade, ou simplesmente se divertir, ter o que fazer. No fundo, começa até a invejar o primeiro grupo, que consegue se entregar totalmente nestas ocasiões.

23 de dezembro de 2005, 19:10 | Comentários (11)

support your local bloggers

Como os caros leitores devem saber, hospedagem de sites não é gratuita. A comunidade insanus.org até que vai bem das pernas, mas claro que todos prefeririam não ter de tirar dinheiro de seu bolso para pagar o serviço. Assim, propõe-se aqui uma parceria em que ninguém sai perdendo: quando for comprar online seus presentes de Natal, livro ou DVD, use este link da Livraria Cultura, ou então clique na sugestão do mês ali na coluna da direita. Cada venda rende uma comissão de 4% para a manutenção do serviço de hospedagem sem ônus algum para o comprador. Pense nisso: é um dinheiro que você iria gastar de qualquer forma.

18 de dezembro de 2005, 15:50 | Comentários (4)

plano de dominação mundial avança

O Garfada é um dos casos citado em uma reportagem da Zero Hora de hoje sobre pessoas que produzem conteúdo na WWW. É preciso se cadastrar gratuitamente para ler.

Está bastante boa a matéria, dá um apanhado amplo dos recursos que a rede mundial de computadores oferece a quem tem algo a dizer. Duro é ver um guri de 12 anos dar uma declaração melhor sobre os motivos para publicar um blog do que um mestrando na área: "Quando a gente vai pesquisar algum assunto na Internet, é bom que tenha site com o conteúdo que procuramos. Fazendo o nosso próprio site, é uma forma de contribuir com isso." Meu orientador ficará decepcionado.

14 de dezembro de 2005, 10:29 | Comentários (3)

dois meses na neve

Alguém aí já passou o inverno em um país da Europa onde tenha neve regularmente? Que tipo de roupas se deve levar? Melhor comprar lá? Principalmente, que tipo de sapatos se usa naquele clima? Tênis com meias de lã servem?

13 de dezembro de 2005, 19:43 | Comentários (25)

sejamos sérios como as crianças ao brincar

Daniel Galera, sempre dizendo antes o que outros gostariam de ter dito. Imagina-se que esta seja a principal qualidade de um escritor. Por isso as pessoas acham escritores interessantes, ou não: por sua capacidade em aglutinar sentimentos e idéias comuns a muita gente, mas que ainda se encontravam soltas pelo éter.

Quando criança, também era fascinado por enciclopédias. Mais especificamente, pela Conhecer, cheia de ilustrações também, mas em português. Passei tardes e mais tardes matando o tédio na biblioteca de meu avô em Lajeado. Embora compreendesse a língua, compartilho com o Galera o fascínio pelo conhecimento: ler o que está escrito não significa compreender os fatos. Afinal, por que Napoleão quis conquistar a Europa inteira? O que significava o fato de o núcleo de um átomo ter o tamanho de uma chave comum, se o átomo inteiro fosse do tamanho de um arranha-céu? Por que aqueles dinossauros tinham formas tão esquisitas? Como viviam as pessoas naquela curva específica do rio Nilo? Deixava a mente vaguear por cenas de batalhas, entre amostras de cerâmica indígena e diagramas de Itaipu.

A graça toda estava em preencher as lacunas e construir seu próprio mundo. Melhor brincandeira de todos os tempos.

Ao contrário do Galera, por outro lado, mantive boa parte deste fascínio pelo conhecimento. Mesmo o que parece mais banal aos olhos dos outros me permite lançar a mente em passeios por associações de idéias infinitas. Quem me conhece certamente já viu o fenômeno: volta e meia fico catatônico e retorno com uma declaração completamente fora do assunto. Sou distraído porque uma parte da minha cabeça está sempre em outro plano. Interessante: assim como o Galera, fui uma criança ingênua. E ingênuo sou até hoje, para certas coisas. Quem me conhece pode atestar isso também.

12 de dezembro de 2005, 14:42 | Comentários (5)

esqueci de avisar

Estou em Florianópolis para o congresso da Sociedade Brasileira de Pesquisa em Jornalismo, na UFSC. Leitores que queiram tomar uma cerveja, enviem um email e lhes passo o telefone. Quem quiser assistir à minha apresentação, será na terça-feira, às 14h, na sala Aroeira.

27 de novembro de 2005, 16:47 | Comentários (4)

o brilho eterno da mente TOC

Não adianta: gente ansiosa, obsessiva e control freak não deve trabalhar em jornalismo. Antes de mais nada, porque a notícia é um produto coletivo. Isto significa que não depende somente do seu próprio esforço botar um jornal em circulação todos os dias. Especialmente no caso do jornalismo político ou econômico, é preciso contar com a boa vontade das fontes para doarem aspas às matérias. Isso para não falar em fotógrafos, editores, revisores, motoristas. Não há nada mais chato do que produzir uma pauta, entrar em contato com todo mundo, combinar horários e ficar se enervando com a possibilidade de tudo dar errado. Ou de perder o prazo da matéria. Ou sabe-se lá mais o quê, gente ansiosa é muito criativa no que toca a imaginar obstáculos.

Obviamente isso não parece ser problema para a maioria dos jornalistas. Na verdade, uma certa arrogância é necessária à profissão, apesar de todas as críticas aos métodos invasivos dos repórteres. Só tendo plena certeza de que a fonte lhe DEVE explicações o repórter consegue telefonar 15 vezes em uma hora para arrancar uma declaração. Se você não se sente bem fazendo isso, o melhor é arranjar um cargo longe da apuração ou desistir da carreira. Deixar para ser jornalista somente por prazer, produzindo matérias free-lance para as quais possa definir seus próprios prazos.

25 de novembro de 2005, 10:08 | Comentários (3)

falta do que fazer

Criei um perfil no Gaia — o Orkut do Terra.

18 de novembro de 2005, 9:45 | Comentários (1)

mó auê aí

Aemm, brôu: tô caindo pra Garopaba no feriadão. Mó swell. Quem quiser, pinta lá na avenida das Amendoeiras, 252, Morrinhos, pra uma tigela irada de açaí.

Enquanto isso, fiquem com o meu novo blog favorito. Esse tal de Sesti, seja lá quem for, é genial.

10 de novembro de 2005, 11:28 | Comentários (8)

melhor idade

träsel says:
tu sabe que fica velho quando começa a dispensar fodas

Cardoso says:
hahahahah

träsel says:
porque vai dar muita incomodação

Cardoso says:
pode crer

Cardoso says:
bem nessas

träsel says:
sinal de maturidade

1 de novembro de 2005, 20:50 | Comentários (13)

e no entanto, move-se

Lembram daquele scanner que virou piscina? Por incrível que pareça, está funcionando. Bastou deixar secar por seis meses.

27 de outubro de 2005, 19:56 | Comentários (2)

estou quase acreditando em paulo coelho
Prezado/a Bolsista,

temos o prazer em comunicar-lhe, que você foi contemplado com uma bolsa de estudo do programa Deutschlandkundlicher Winterkurs do DAAD em Essen, para o ano letivo de 2006, conforme deliberação da comissão de seleção de 2005.

A bolsa tem a duração de dois meses, a vigorar a partir de 4 de janeiro de 2006 a 17 de fevereiro de 2006.

Você receberá até novembro próximo, diretamente de Bonn, uma declaração oficial da concessão da bolsa.

Com os nossos parabéns pela obtenção da bolsa, desejamo-lhe boa sorte para os preparativos de sua viagem.

Atenciosamente,
Ursula Nagel
Coordenadora do Winterkurs

14 de outubro de 2005, 14:09 | Comentários (17)

mais um projeto coletivo

O insanus.org agora tem um blog sobre gastronomia: Garfada. Alguns integrantes do coletivo e, no futuro, gente de fora serão colaboradores. Design tosco em CSS e sem tabelas por Soviete Supremo Produções — ou seja, eu.

19 de setembro de 2005, 16:45 | Comentários (4)

aquela marca arbitrária no tempo que faz pensar na vida

Não consigo compreender as pessoas que ficam melancólicas no aniversário, acometidas de nostalgia pela infância. Acho trimassa envelhecer. A cada ano que passa fico mais esperto, mais sábio e, por incrível que pareça, meu físico só tem melhorado — em grande parte, porque só angariei paciência e disciplina suficientes para fazer exercícios regulares há um ano ou dois. Com isso, a cada 12 meses passo a aproveitar melhor os poucos prazeres que a vida oferece, sem falar nas novas brincadeiras divertidas que vão aparecendo. Ninguém mais manda em mim e tenho um rumo. Em poucas palavras: a cada ano fico mais livre, no sentido existencial.

Com exceção de um par de anos na adolescência e de 2003, quando, como alguns leitores mais antigos podem lembrar, quase fui comer capim pela raiz, todos os anos da maturidade têm sido melhores do que os da infância. No fundo, no fundo, tenho a impressão de finalmente estar chegando à idade que sempre tive. Talvez isso explique a tremenda aporrinhação que a infância me pareceu.

Tem gente que procura a alma gêmea. Outros procuram riqueza, fama ou poder. Ainda outros, o conhecimento. Sem falar na cannaile que não procura nada, além de sobreviver. Seguindo Aristóteles, Diógenes, Erich Fromm, Camus, Sartre e algumas outras poucas ótimas companhias, procuro apenas ter a capacidade de reflexão necessária para dar à minha vida o rumo que me parece mais adequado. Que, no caso, é adquirir o máximo de sabedoria possível e dividi-la com a sociedade em um futuro próximo. A carreira universitária pode me dar alguma fama, mas poder e riqueza, é certo que não. Já alma gêmea é uma imagem para vender livros e palestras. No fim das contas, acabamos todos na cova, mesmo. Melhor gastar o tempo com o que se está a fim.

6 de setembro de 2005, 19:49 | Comentários (14)

pinta lá, magrão

Falar em aniversário, aí está o convite do convescote que rola nesta sexta-feira, nas dependências da casa noturna Garagem Hermética, a partir das 23h. R$ 8 até meia-noite, R$ 10 depois, sempre valendo uma cerveja.

convite.jpg

1 de setembro de 2005, 16:32 | Comentários (3)

consumismo

Mais um ano se passou e o aniversário deste blogueiro está chegando — é dia 6 de setembro. Aqui vai uma lista de sugestões, caso algum leitor goste tanto dos textos aqui publicados que queira presentear o signatário. Não precisa nem gostar dos textos. Na verdade, pode até querer que um meteorito caia em cima do computador em que isso está sendo escrito. Presente é presente.

  • La part maudite, de Georges Bataille.

  • A canja do imperador, de J. A. Dias Lopes.

  • Porco, ora bolas!

  • Top Secret, melhor comédia besteirol de todos os tempos.

  • Monty Python Megaset. Porque tentar não custa nada.

  • Fantoches de dedo dos grandes filósofos. É, sim, além de infantil é nerd.

  • Foie-gras.

    1 de setembro de 2005, 10:03 | Comentários (5)

    insanus.orgy

    Veja aqui algumas fotos da festa do insanus.org no Dissonante.

    19 de agosto de 2005, 15:55 | Comentários (10)

    vergonha alheia

    Está no ar o segundo podcast do insanus.org. Tem entrevista exclusiva com o Cardoso sobre seu primeiro livro e uma história exclusiva deste blogueiro.

    17 de agosto de 2005, 20:36 | Comentários (1)

    pinta lá, magrão