tá na boca do malandro.
Há uma gíria que circula por aí, diz ela assim: fulano me deu um godô / ele sempre dá godô / e variações sobre o tema. Quer dizer dar bolo, não aparecer. Pois esses dias percebi que a coisa toda só pode ter saído da peça do Samuel Beckett, Esperando Godot (que nunca chega), embora como gíria a coisa funcione tão na linguagem do malandro que é praticamente inconcebível relacioná-la com referências artísticas tão refinadas. Mas coincidência é que não pode ser. Estou abismada. A propósito, Bruna Beber diz que não existe essa expressão no Rio. Será um gauchismo?

postado por Carol Bensimon as 21:42 | pitacos (15) | trackBack (0)

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